Scielo RSS <![CDATA[Revista Estudos Feministas]]> http://educa.fcc.org.br/rss.php?pid=0104-026X20260001&lang=pt vol. 34 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://educa.fcc.org.br/img/en/fbpelogp.gif http://educa.fcc.org.br <![CDATA[Sequestros, feminicídios, neoconservadorismos. O que 2026 espera de nós?]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100201&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<em>Escrita no féminin</em>: os corpos/<em>corpus</em> em <em>différance</em> de Derrida e Preciado]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100601&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: A partir da desconstrução do fonofalogocentrismo encetada por Jacques Derrida, trazemos à baila (ou ao baile) uma coreografia sobre alguns termos de binômios rebaixados pela tradição metafísica Ocidental: o corpo, a escrita, o feminino. Baseado nisso, propomos que os filósofos Jacques Derrida e Paul Preciado desafiam o fonofalogocentismo e empenham uma “escrita no féminin” (no feminino, não feminina, não de mulher, não feminista, não dual, não oposicional, não hierarquizante), e portanto em différance. Na Literatura ou na Filosofia, a marca escrita sempre foi, supostamente, a do logos (o corpus), mas nunca a do corpo. Aqui, portanto, Derrida e Preciado serão lides a partir de seus corpos/corpus. Entram nesta dança a questão da voz e sua relação com a diferença sexual. Por fim, entendemos que os corpus em différance desses filósofos não estão desvencilhados das experiências vividas pelos seus corpos.<hr/>Abstract: Following the deconstruction of phonophallogocentrism initiated by Jacques Derrida, we perform a choreography that delves into terms from binomials pairs marginalised by the Western metaphysical tradition: the body, writing, and the feminine. Consequently, we propose that Jacques Derrida and Paul Preciado challenge phonophallogocentrism and engage in a “escrita no féminin” (in the feminine, not feminine, not female, not feminist, not dual, not oppositional, not hierarchical), and thus in différance. In Literature or Philosophy, the written mark has traditionally been that of the logos (the corpus), not the body. Here therefore, Derrida and Preciado are understood through their bodies/corpus. Amid this dance, the question of voice and its relation to sexual difference takes the stage. Ultimately, we understand that the corpus in différance of both philosophers remains intertwined with the lived experience of their bodies.<hr/>Resumen: A raíz de la deconstrucción del fonofalogocentrismo iniciada por Jacques Derrida, presentamos una coreografía que explora algunos términos relegados por la tradición metafísica Occidental: el cuerpo, la escritura, lo femenino. En base a esto, proponemos que los filósofos Jacques Derrida y Paul Preciado desafían el fonofalogocentrismo y se comprometen en una “escrita no féminin” (en lo femenino, no femenina, no de mujer, no feminista, no dual, no oposicional, no jerarquizante), y por lo tanto en différance. En la Literatura o en la Filosofía, la marca escrita ha sido, tradicionalmente, la del logos (el corpus), pero nunca la del cuerpo. Aquí, pues, Derrida y Preciado son comprendidos desde sus cuerpos/corpus. Entran en esta danza la voz y su relación con la diferencia sexual. Finalmente, comprendemos que los corpus en différance de estos filósofos no están desconectados de las experiencias vividas por sus cuerpos. <![CDATA[Gestão menstrual e interrupção das atividades das mulheres na Colômbia]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100602&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: El artículo estudia cómo el uso de diferentes elementos de gestión menstrual afecta la interrupción de las actividades de las mujeres en Colombia. Se hace uso de modelos probabilísticos y de la Encuesta Pulso Social (EPS) que realiza el Departamento Administrativo Nacional de Estadística (DANE) entre mayo de 2021 y mayo de 2022. La muestra es de 24.805 mujeres entre 18 y 55 años. Los resultados muestran que la probabilidad de interrumpir actividades para las mujeres que utilizan telas, trapos, ropa vieja y servilletas como elemento de gestión menstrual es 3,7 puntos porcentuales superior a la de las mujeres que utilizan toalla higiénica. Las dificultades de acceder a baños limpios y cercanos para cambiar elementos de gestión menstrual y las dificultades económicas para adquirir dichos elementos son factores que incrementan la probabilidad de suspender las actividades que realizan las mujeres.<hr/>Abstract: The article studies how using different elements of menstrual management affects the interruption of women’s activities in Colombia. Probabilistic models and the Social Pulse Survey (EPS, for its acronym in Spanish) carried out by the National Administrative Department of Statistics (DANE, for its acronym in Spanish) during May 2021 to May 2022, on a sample of 24,805 women aged 18 to 55, are used. The results show that the probability of interrupting activities for women who use cloth, rags, old clothes, or napkins as elements of menstrual management is 3.7 percentage points higher than for women who use sanitary napkins. The difficulties of accessing clean and private bathrooms to change menstrual management items and the economic difficulties of acquiring said items are factors that increase the probability of suspending the activities carried out by women.<hr/>Resumo: O artigo estuda como o uso de diferentes elementos da gestão menstrual afetam a interrupção das atividades das mulheres na Colômbia. Fazemos uso de modelos probabilísticos e o questionário de Pulso Social (EPS) que realiza o Departamento Administrativo Nacional de Estadística (DANE) no período de maio de 2021 a maio de 2022 numa mostra de 24.805 mulheres, entre 18 e 55 anos. Os resultados mostram que a probabilidade de interromper atividades para as mulheres que utilizam tecidos, trapos, roupas velhas ou guardanapos como elementos de gestão menstrual, é 3,7 pontos percentuais superior à das mulheres que fazem uso de toalha higiênica. As dificuldades para ter acesso a banheiros limpos e próximos para trocar elementos de gestão menstrual e as dificuldades económicas para adquirir estes elementos são fatores que incrementam a probabilidade de suspender as atividades que realizam as mulheres. <![CDATA[Significados de gênero e narrativas de políticas públicas]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100603&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Neste artigo, investigamos os significados de gênero nas políticas para mulheres e LGBTIA+ no Rio Grande do Norte, com o objetivo de compreender como essas narrativas foram estruturadas e transformadas entre 2007 e 2022, considerando as inclinações políticas e os paralelos entre governos estadual e federal no período. A partir da análise qualitativa de documentos oficiais, mostramos como a institucionalização das políticas seguiu trajetórias distintas, com avanços e retrocessos conforme o contexto político. Revelamos, ainda, que, embora haja a valorização da multidimensionalidade e interseccionalidade nos problemas de gênero, não é formada uma narrativa-síntese que integre de forma abrangente as políticas para mulheres e LGBTIA+ no estado. O estudo inova ao articular teorias de gênero e de análise de políticas públicas para se debruçar sobre uma experiência subnacional de avanço da transversalidade de gênero em políticas públicas.<hr/>Abstract: This article investigates the meanings of gender in policies for women and LGBTIA+ individuals in Rio Grande do Norte. We aim to understand how these narratives were structured between 2007 and 2022, considering both the political inclinations and the parallels between state and federal governments during this period. Through a qualitative analysis of official documents, we show that the institutionalization of these policies followed distinct trajectories, with advances and setbacks depending on the political context. The analysis also revealed that, although there is an emphasis on the multidimensionality and intersectionality of gender issues, no master frame has been formed to comprehensively integrate policies for women and LGBTIA+ individuals in the state. This study innovates by articulating gender theories and public policy analysis to examine a subnational experience of advancing gender mainstreaming in public policies.<hr/>Resumen: Este artículo investiga los significados de género en las políticas para mujeres y personas LGBTIA+ en Rio Grande do Norte. Nuestro objetivo es comprender cómo estas narrativas fueron estructuradas entre 2007 y 2022, considerando las inclinaciones políticas y los paralelismos entre los gobiernos estatal y federal. A través de un análisis cualitativo de documentos oficiales, observamos que la institucionalización de estas políticas siguió trayectorias distintas, con avances y retrocesos según el contexto político. El análisis también reveló que, aunque hay una valorización de la multidimensionalidad y la interseccionalidad en los problemas de género, no se ha formado una narrativa síntesis que integre las políticas para mujeres y personas LGBTIA+. Este estudio innova al articular teorías de género y análisis de políticas públicas para examinar una experiencia subnacional de avance en la transversalidad de género en las políticas públicas. <![CDATA[Masculinidades e mudança na Espanha: um estudo na província de León (Espanha)]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100604&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: En este artículo se presentan los resultados de la investigación sobre la valoración que las personas residentes en la provincia de León hacen del modelo de masculinidad dominante en la actualidad de los hombres de esta zona. Se aplicó un cuestionario en línea a 890 personas sobre la participación de los hombres en tareas de cuidados, el reparto de las tareas del hogar, la implicación de los hombres en la igualdad, el comportamiento emocional y relacional de los hombres y el papel de las instituciones en fomentar la implicación de los hombres en la igualdad, además de tres preguntas abiertas. Los resultados muestran que es necesario un mayor avance en políticas personales y colectivas para que los hombres se desprendan de sus privilegios, dejen su silencio cómplice con la cultura machista y se involucren más activamente en la transformación de las relaciones de desigualdad de género.<hr/>Abstract: This article presents the results of the research on the valuation that the residents of the province of León make of the currently dominant masculinity model of men in this area. An online questionnaire was administered to 890 people about men’s participation in care tasks, the distribution of household tasks, their involvement in equality, their emotional and relational behaviour, and the role of institutions in promoting their participation in equality, as well as three open questions. The results show that further progress in personal and collective policies is necessary for men to shed their privileges, stop their complicit silence with the macho culture, and become more actively involved in the transformation of gender inequality relations.<hr/>Resumo: Este artigo apresenta os resultados da pesquisa sobre a avaliação que os moradores da província de León fazem do modelo de masculinidade dos homens hoje dominante nesta área. Foi aplicado um questionário online a 890 pessoas sobre a participação dos homens nas tarefas de cuidado, a distribuição das tarefas domésticas, seu envolvimento na igualdade, seu comportamento emocional e relacional e o papel das instituições na promoção do envolvimento destes em igualdade, além de três questões abertas. Os resultados mostram que é necessário avançar mais nas políticas pessoais e coletivas para que os homens abram mão de seus privilégios, rompam o silêncio cúmplice da cultura machista e se envolvam mais ativamente na transformação das relações de desigualdade de gênero. <![CDATA[Helena, tecelã de ardis na <em>Odisseia</em>]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100605&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Helena, a mulher sempre perseguida, mas nunca capturada. O presente artigo aborda as figurações de Helena na épica homérica, principalmente no canto IV da Odisseia, explorando a relação dessa e outras personagens femininas com a tecitura e com o canto na Grécia antiga. A linguagem feminina aparece sob o signo da ambivalência e da dubiedade nessa sociedade. Na linha da caracterização da própria Helena, certa duplicidade se faz notar também nas produções das suas mãos, na medida em que acolhem e afugentam, comemoram e obliteram, numa evocação da ambiguidade inerente ao ato de tecer na poesia homérica. Com base em análises filológicas, sugere-se que a tecitura permite às personagens femininas estabelecer conexões sociais e meios de preservação da sua memória.<hr/>Abstract: Helen, a woman always stalked but never seized. The paper examines the figure of Helen in the Homeric epics, with particular attention to Book 4 of the Odyssey, exploring the relationship with other female characters and with the the cultural practices of weaving and song in ancient Greece. Within this context, the feminine language emerges under the sign of ambivalence. This ambivalence is also reflected in Helen’s own characterization, as well as in the products of her hands, which simultaneously welcome and repel, celebrate and obliterate. Such tension evokes the inherent ambiguity of weaving in Homeric poetry. Through philological analyses, this paper argues that weaving enables female characters to establish social connections and means of preserving their memory.<hr/>Resumen: Helena, una mujer constantemente acechada pero nunca capturada. El artículo examina la figura de Helena en las epopeyas homéricas, con especial atención al libro 4 de la Odisea, explorando su relación y la de otros personajes femeninos con la tejeduría y la canción en la antigua Grecia. En este contexto, el lenguaje femenino aparece bajo el signo de la ambivalencia y la incertidumbre. Esta ambivalencia se refleja también en la propia caracterización de Helena y en las producciones de sus manos, que simultáneamente acogen y rechazan, celebran y borran, evocando la ambigüedad inherente al acto de tejer en la poesía homérica. A partir de análisis filológicos, el artículo sostiene que el tejido permite a los personajes femeninos establecer conexiones sociales y medios para preservar su memoria. <![CDATA[Violência, sofrimento e (re)existências: narrativas de travestis e mulheres trans]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100606&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Pessoas trans são expostas a diferentes formas de violência que geram sofrimento. Trata-se de um fenômeno coletivo e dialético de subjugação/resistência. Entrevistamos 15 mulheres trans residentes na área metropolitana de Salvador-BA. Suas narrativas foram analisadas a partir da perspectiva de que a realidade não é algo dado a priori, mas um efeito de práticas performativas cotidianas que envolvem diferentes atores/actantes. Identificamos que o sofrimento social está relacionado às violências física, psicológica e sexual, à discriminação, à prostituição e às dificuldades de acesso à saúde. Nesse contexto, estratégias de (re)existências são desenvolvidas. Concluímos que travestis e mulheres trans vivenciam situações de vulnerabilidade e de violência que causam sofrimento, mas abrem possibilidades de agência que reconfiguram, dinamicamente, a realidade no momento da interação.<hr/>Abstract: Transgender people are exposed to different forms of violence that generate suffering. This is a collective and dialectic phenomenon of subjugation and resistance strategies. We interviewed 15 trans women living in the metropolitan area of Salvador-BA. Their narratives were analyzed from the perspective that reality is not something given a priori, but a result of daily performative practices that involve different actors/actants. We identified that social suffering is related to physical, psychological, and sexual violence, discrimination, prostitution, and difficulties in access to health care. In this context, strategies of (re)existence are developed. Therefore, we conclude that transgender women experience daily situations of vulnerability and violence that cause suffering and, at the same time, open acting possibilities that dynamically reconfigure reality at the moment of interaction.<hr/>Resumen: Personas trans están expuestas a diferentes formas de violencia que generam sufrimiento. Es un fenómeno colectivo y dialéctico de sometimiento/resistência. Entrevistamos a 15 mujeres trans que viven en el área metropolitana de Salvador-BA. Sus narrativas fueron analizadas desde la perspectiva de que la realidad no es algo facultado a priori, sino un efecto de prácticas performativas cotidianas que abarcan a diferentes actores/actantes. Identificamos que el sufrimiento social está directamente relacionado con la violencia física, psicológica y sexual, la discriminación, la prostitución y las dificultades de acceso a la salud. En ese contexto, se desarrollan estrategias de (re)existência. Concluimos, por lo tanto, que las mujeres trans viven cotidianamente situaciones de vulnerabilidad y violencia que les provocan sufrimiento, pero abren posibilidades de acción que reconfiguran la realidad en el momento de la interacción. <![CDATA[Visibilidade ou invisibilidade: as criadoras espanholas contemporâneas na imprensa]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100607&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract: This study investigates the visibility of contemporary Spanish female creators in the cultural sections of two major Spanish newspapers during the 21st century. Using a two-phase methodology, the research combines a quantitative content inventory with a qualitative lexical analysis to conduct a longitudinal observation of gender representation in the press. The results reveal an underrepresentation of female creators, who appear in only 3% of articles on 21st-century Spanish artists, compared with 11% focused on their male counterparts. The lexical analysis shows that vocabulary related to men centers on their work, while articles about women emphasize personal aspects. A gender bias is evident in cultural journalism, highlighting the need for greater awareness and structural changes in media representation practices.<hr/>Resumo: Este estudo investiga a visibilidade das criadoras espanholas contemporâneas nas seções culturais de dois dos principais jornais espanhóis durante o século XXI. Com uma metodologia em duas fases, a pesquisa combina um inventário quantitativo de conteúdo com uma análise lexical qualitativa para observar longitudinalmente a representação de gênero na imprensa. Os resultados revelam a sub-representação das criadoras, que aparecem em apenas 3% dos artigos centrados em artistas espanhóis do século XXI, frente a 11% dedicados aos seus homólogos masculinos. A análise lexical mostra que o vocabulário associado aos homens foca em sua obra, enquanto os artigos sobre mulheres enfatizam aspectos pessoais. Observa-se um viés de gênero no jornalismo cultural, o que evidencia a necessidade de maior conscientização e mudanças estruturais nas práticas de representação na mídia.<hr/>Resumen: Este estudio investiga la visibilidad de las creadoras españolas contemporáneas en las secciones culturales de dos de los principales periódicos españoles durante el siglo XXI. Mediante una metodología en dos fases, la investigación combina un inventario cuantitativo de contenidos con un análisis léxico cualitativo para realizar una observación longitudinal de la representación de género en la prensa. Los resultados revelan una infrarrepresentación de las creadoras, que aparecen en solo el 3% de los artículos centrados en artistas españoles del siglo XXI, frente al 11% dedicado a sus homólogos masculinos. El análisis léxico muestra que el vocabulario asociado a los hombres se centra en su obra, mientras que los artículos sobre mujeres enfatizan aspectos personales. Se observa un sesgo de género en el periodismo cultural y se llama a una mayor conciencia y a cambios estructurales en las prácticas de representación mediática. <![CDATA[Deficiência e interdependência. Uma proposta baseada na ética feminista do cuidado]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100608&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: El objetivo de este artículo es mostrar que los estigmas en torno a la discapacidad, apoyados en la premisa según la cual el ser humano se determina por su autonomía individual e independencia, pueden desmitificarse a partir de las éticas del cuidado. En ese sentido, la tesis defendida por autoras como Eva Kittay, Carol Gilligan y Joan Tronto permite destacar que las personas se caracterizan, especialmente, por su interdependencia, vulnerabilidad y necesidad de cuidado.<hr/>Abstract: The objective of this article is to show how the stigmas around disability, based on the premise that human beings are determined by their individual autonomy and independence, can be demystified by the ethics of care. In that sense, the thesis defended by authors such as Eva Kittay, Carol Gilligan, and Joan Tronto allows us to stand out that people are characterized, especially, for their interdependence, vulnerability, and need for care.<hr/>Resumo: O objetivo deste artigo é mostrar que o estigma em torno da deficiência, baseado na premissa de que o ser humano é determinado por sua autonomia e independência individual, pode ser desmistificado a partir do modelo da ética do cuidado. Nesse sentido, a tese defendida por autores como Eva Kittay, Carol Gilligan e Joan Tronto nos permite destacar que as pessoas se caracterizam, sobretudo, por sua interdependência, vulnerabilidade e necessidade de cuidados. <![CDATA[Dilemas da posicionalidade do sujeito na pesquisa narrativa dialógica feminista]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100609&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo busca presentar y problematizar algunos de los principales dilemas de posicionalidad como sujetos/as investigadoras que hemos encontrado en el proceso de producción de narrativas dialógicas en las investigaciones feministas. La reflexión se sustenta empíricamente a partir del trabajo de campo y se profundiza a través de la revisión bibliográfica y conceptual de las cuestiones abordadas: la experiencia de los y las sujetas investigadoras, las emociones en el proceso de investigación, los vínculos interpersonales creados a lo largo de las producciones narrativas, la validez respecto de la cantidad de personas participantes, y las autorías de las narrativas construidas. Concluimos con una síntesis de recomendaciones y propuestas.<hr/>Abstract: This paper seeks to present and problematize some of the main positionality dilemmas as subjects-researchers that we encountered in the process of producing dialogic narratives in feminist research. The reflection is empirical, based on the fieldwork, and deepens through the bibliographic and conceptual review of the issues approached: the experience of the researchers as subjects, the emotions in the research process, the interpersonal ties created throughout the narrative productions, the validity regarding the number of participants, and the authorship of the narratives constructed. We conclude with a synthesis of recommendations and proposals.<hr/>Resumo: Este artigo busca apresentar e problematizar alguns dos principais dilemas de posicionalidade como sujeitos/as pesquisadores/as que encontramos no processo de produção de narrativas dialógicas em pesquisas feministas. A reflexão sustenta-se empiricamente a partir do trabalho de campo e aprofunda-se através da revisão bibliográfica e conceitual das questões abordadas: a experiência dos/as sujeitos/as pesquisadores/as, as emoções no processo de pesquisa, os vínculos interpessoais criados ao longo das produções narrativas, a validade em relação à quantidade de pessoas participantes, e as autorias das narrativas construídas. Concluímos com uma síntese de recomendações e propostas. <![CDATA[Autonomia econômica das mulheres: gênero, renda e desigualdade na América Latina]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100610&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: La autonomía económica de las mujeres es clave para superar la pobreza, avanzar en igualdad de género y lograr un desarrollo sostenible. Sin embargo, en América Latina hay pocos estudios empíricos que aborden la capacidad de las mujeres para producir, administrar y controlar ingresos propios. A partir de una revisión sistemática de la literatura integrando el metaanálisis y la meta-etnografía, este artículo sistematiza el conocimiento sobre la autonomía económica de las mujeres en América Latina, reflexiona sobre los desafíos conceptuales y empíricos de este campo de investigación, y aporta antecedentes para las políticas públicas de igualdad de género en la región.<hr/>Abstract: Women’s economic autonomy is essential to end poverty, advance gender equality, and achieve sustainable development. However, in Latin America, few empirical studies address women’s abilities to produce, administer, and control income of their own. Through a systematic literature review integrating meta-analysis and meta-ethnography, this article systematizes knowledge on women’s economic autonomy in Latin America, reflects on the conceptual and empirical challenges of this field of research, and provides for public policies towards gender equality in the region.<hr/>Resumo: A autonomia econômica das mulheres é fundamental para superar a pobreza, promover a equidade de gênero e alcançar o desenvolvimento sustentável. No entanto, na América Latina são poucos os estudos empíricos que abordam a capacidade das mulheres de produzir, administrar e controlar sua própria renda. Com base em uma revisão sistemática da literatura, integrando metanálise e metaetnografia, este artigo sistematiza o conhecimento sobre a autonomia econômica das mulheres na América Latina, reflete sobre os desafios conceituais e empíricos desse campo de pesquisa e fornece subsídios para políticas públicas voltadas à equidade de gênero na região. <![CDATA[Interseccionalidade e ativismos alimentares de mulheres negras no Brasil]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100611&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: A insegurança alimentar e nutricional no Brasil revela desigualdades estruturais atravessadas por raça, classe e gênero, afetando de forma mais intensa mulheres negras em situação de pobreza. Este artigo discute como a luta por equidade de gênero, articulada às dimensões racial e social, pode contribuir para a superação das desigualdades alimentares. A partir da análise de quatro organizações, evidencia-se que os ativismos alimentares protagonizados por mulheres negras mobilizam estratégias coletivas de resistência e participação política, apontando caminhos para a construção de políticas públicas mais justas e inclusivas.<hr/>Abstract: Food and nutritional insecurity in Brazil reveal structural inequalities that are intertwined by race, class, and gender, and that affect black women living in poverty more intensely. This article discusses how the fight for gender equity, articulated with racial and social dimensions, can contribute to overcoming food inequalities. Based on the analysis of four organizations, it is evident that food activism led by black women mobilizes collective strategies of resistance and political participation, pointing the way to the construction of more just and inclusive public policies.<hr/>Resumen: La inseguridad alimentaria y nutricional en Brasil revela desigualdades estructurales entrelazadas con la raza, la clase y el género, que afectan con mayor intensidad a las mujeres negras en situación de pobreza. Este artículo analiza cómo la lucha por la equidad de género, articulada con las dimensiones raciales y sociales, puede contribuir a la superación de las desigualdades alimentarias. A partir del análisis de cuatro organizaciones, se evidencia que el activismo alimentario liderado por mujeres negras moviliza estrategias colectivas de resistencia y participación política, señalando el camino hacia la construcción de políticas públicas más justas e inclusivas. <![CDATA[O patriarcado digital: da violência visível à violência simbólica]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100612&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Con base en el modelo piramidal para explicar la violencia contra las mujeres, mediante el análisis de contenido temático, se categorizan 2.140 comentarios en 12 noticias (sobre una violación grupal y un feminicidio) publicadas en las fanpages de Facebook de tres periódicos ecuatorianos. Se analiza el posicionamiento de mujeres y hombres frente a la violencia directa o visible, para comprender cómo la reconfiguran en simbólica o invisible. Los hallazgos sugieren que la desinhibición tóxica y la permisividad de las interacciones en las redes sociales digitales alienta en los hombres el uso agresivo de los actos de habla para atacar a las mujeres. Mediante el lenguaje como dispositivo disciplinante, se establece un continuum entre violencia directa y simbólica contra las mujeres.<hr/>Abstract: Based on the pyramidal model to explain violence against women, through thematic content analysis, 2,140 comments are categorized in 12 news items (about a gang rape and a femicide) published on the Facebook fanpages of three Ecuadorian newspapers. The positioning of women and men in the face of direct or visible violence is analyzed to understand how they reconfigure it into symbolic or invisible forms. The findings suggest that the toxic disinhibition and permissiveness of interactions in digital social networks encourage men to use aggressive speech acts to attack women. Through language, as a disciplining device, a continuum between direct and symbolic violence against women is established.<hr/>Resumo: Baseado no modelo piramidal para explicar a violência contra as mulheres, por meio de análise de conteúdo temático, 2.140 comentários são categorizados em 12 notícias (sobre um estupro em gangue e um feminicídio) publicadas nas fanpages do Facebook de três jornais equatorianos. O posicionamento de mulheres e homens diante da violência direta ou visível é analisado a fim de entender como eles a reconfiguram em violência simbólica ou invisível. Os resultados sugerem que a desinibição tóxica e a permissividade das interações nas redes sociais digitais incentivam os homens a usar atos agressivos de fala para atacar as mulheres. Através da linguagem, como dispositivo disciplinador, é estabelecida uma continuidade entre a violência direta e simbólica contra as mulheres. <![CDATA[Loucos-infratores na prisão]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000100613&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: De acordo com o Código Penal brasileiro, quando uma pessoa acusada criminalmente é diagnosticada com transtorno mental, ela deve ser submetida a tratamento psiquiátrico compulsório em equipamento ambulatorial ou em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, instituição que, no estado de São Paulo, faz parte do sistema prisional. Há, contudo, uma terceira via, majoritariamente informal, que se expandiu nas últimas décadas: as alas especiais para tratamento psiquiátrico, localizadas no interior de presídios comuns. Neste trabalho, apresento o processo de formalização dessas alas em unidades prisionais do estado de São Paulo e discuto como gramáticas parentais e inflexões de gênero perfazem tanto as políticas de Estado quanto as políticas prisioneiras que fazem a gestão interna dos chamados loucos-infratores.<hr/>Abstract: According to the Brazilian Penal Code, when someone criminally accused is diagnosed with a mental disorder, he or she must undergo compulsory psychiatric treatment in an outpatient facility or in a Psychiatric Custody and Treatment Hospital, an institution that, in the state of São Paulo, is part of the prison system. There is, however, a third way, mostly informal, which has expanded in recent decades: special wards for psychiatric treatment, located inside common prisons. In this work, I present the process of formalizing these wards in prison units in the state of São Paulo and discuss how parental grammars and gender inflections make up both State policies and prisoners policies that make the internal management of so-called insane offenders.<hr/>Resumen: Según el Código Penal brasileño, cuando a un imputado se le diagnostica un trastorno mental, debe someterse a tratamiento psiquiátrico obligatorio en un establecimiento ambulatorio o en un Hospital de Custodia y Tratamiento Psiquiátrico, institución que, en el estado de São Paulo, es parte del sistema penitenciario. Existe, sin embargo, una tercera vía, mayoritariamente informal, que se ha ampliado en las últimas décadas: salas especiales para tratamiento psiquiátrico, ubicadas dentro de prisiones comunes. En este trabajo, presento el proceso de formalización de estas alas en unidades penitenciarias del estado de São Paulo y discuto cómo las gramáticas parentales y las inflexiones de género configuran tanto las políticas estatales como las políticas prisioneras que llevan a cabo la gestión interna de los llamados delincuentes dementes. <![CDATA[Michelle Perrot e suas histórias sobre os feminismos]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: De acordo com o Código Penal brasileiro, quando uma pessoa acusada criminalmente é diagnosticada com transtorno mental, ela deve ser submetida a tratamento psiquiátrico compulsório em equipamento ambulatorial ou em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, instituição que, no estado de São Paulo, faz parte do sistema prisional. Há, contudo, uma terceira via, majoritariamente informal, que se expandiu nas últimas décadas: as alas especiais para tratamento psiquiátrico, localizadas no interior de presídios comuns. Neste trabalho, apresento o processo de formalização dessas alas em unidades prisionais do estado de São Paulo e discuto como gramáticas parentais e inflexões de gênero perfazem tanto as políticas de Estado quanto as políticas prisioneiras que fazem a gestão interna dos chamados loucos-infratores.<hr/>Abstract: According to the Brazilian Penal Code, when someone criminally accused is diagnosed with a mental disorder, he or she must undergo compulsory psychiatric treatment in an outpatient facility or in a Psychiatric Custody and Treatment Hospital, an institution that, in the state of São Paulo, is part of the prison system. There is, however, a third way, mostly informal, which has expanded in recent decades: special wards for psychiatric treatment, located inside common prisons. In this work, I present the process of formalizing these wards in prison units in the state of São Paulo and discuss how parental grammars and gender inflections make up both State policies and prisoners policies that make the internal management of so-called insane offenders.<hr/>Resumen: Según el Código Penal brasileño, cuando a un imputado se le diagnostica un trastorno mental, debe someterse a tratamiento psiquiátrico obligatorio en un establecimiento ambulatorio o en un Hospital de Custodia y Tratamiento Psiquiátrico, institución que, en el estado de São Paulo, es parte del sistema penitenciario. Existe, sin embargo, una tercera vía, mayoritariamente informal, que se ha ampliado en las últimas décadas: salas especiales para tratamiento psiquiátrico, ubicadas dentro de prisiones comunes. En este trabajo, presento el proceso de formalización de estas alas en unidades penitenciarias del estado de São Paulo y discuto cómo las gramáticas parentales y las inflexiones de género configuran tanto las políticas estatales como las políticas prisioneras que llevan a cabo la gestión interna de los llamados delincuentes dementes. <![CDATA[Os antifeminismos latinoamericanos. Entre as direitas ditatoriais e as atuais]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101401&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: De acordo com o Código Penal brasileiro, quando uma pessoa acusada criminalmente é diagnosticada com transtorno mental, ela deve ser submetida a tratamento psiquiátrico compulsório em equipamento ambulatorial ou em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, instituição que, no estado de São Paulo, faz parte do sistema prisional. Há, contudo, uma terceira via, majoritariamente informal, que se expandiu nas últimas décadas: as alas especiais para tratamento psiquiátrico, localizadas no interior de presídios comuns. Neste trabalho, apresento o processo de formalização dessas alas em unidades prisionais do estado de São Paulo e discuto como gramáticas parentais e inflexões de gênero perfazem tanto as políticas de Estado quanto as políticas prisioneiras que fazem a gestão interna dos chamados loucos-infratores.<hr/>Abstract: According to the Brazilian Penal Code, when someone criminally accused is diagnosed with a mental disorder, he or she must undergo compulsory psychiatric treatment in an outpatient facility or in a Psychiatric Custody and Treatment Hospital, an institution that, in the state of São Paulo, is part of the prison system. There is, however, a third way, mostly informal, which has expanded in recent decades: special wards for psychiatric treatment, located inside common prisons. In this work, I present the process of formalizing these wards in prison units in the state of São Paulo and discuss how parental grammars and gender inflections make up both State policies and prisoners policies that make the internal management of so-called insane offenders.<hr/>Resumen: Según el Código Penal brasileño, cuando a un imputado se le diagnostica un trastorno mental, debe someterse a tratamiento psiquiátrico obligatorio en un establecimiento ambulatorio o en un Hospital de Custodia y Tratamiento Psiquiátrico, institución que, en el estado de São Paulo, es parte del sistema penitenciario. Existe, sin embargo, una tercera vía, mayoritariamente informal, que se ha ampliado en las últimas décadas: salas especiales para tratamiento psiquiátrico, ubicadas dentro de prisiones comunes. En este trabajo, presento el proceso de formalización de estas alas en unidades penitenciarias del estado de São Paulo y discuto cómo las gramáticas parentales y las inflexiones de género configuran tanto las políticas estatales como las políticas prisioneras que llevan a cabo la gestión interna de los llamados delincuentes dementes. <![CDATA[“Coisas de homens”. Perseguição e punição das mulheres desobedientes durante a ditadura]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101402&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Aunque en el Uruguay de fines de los sesenta no existieran organizaciones feministas, toda subversión de las normas de género fue entendida como una amenaza por el proyecto patriarcal de la dictadura. La violencia física y psicológica ejercida hacia las mujeres presas políticas fue acompañada por un discurso social dirigido a todas las jóvenes y mujeres, alertándolas sobre su responsabilidad como buenas mujeres al servicio de la patria. Un discurso que señalaba que quienes renunciaban al buen comportamiento no hacían otra cosa que engendrar la discordia. Este artículo analiza las marcas patriarcales de la dictadura adentro y afuera de la cárcel a partir de testimonios y archivos de prensa desde una perspectiva que busca abordar el terrorismo de Estado en una clave feminista, perspectiva escasamente desarrollada en la producción historiográfica aún la más actual- sobre el pasado reciente.<hr/>Resumo: Embora não existissem organizações feministas no Uruguai do final dos anos sessenta, toda subversão às normas de gênero foi entendida como uma ameaça pelo projeto patriarcal da ditadura. A violência física e psicológica exercida contra as mulheres foi acompanhada de um discurso que atribuía às jovens desobedientes a responsabilidade pela violência e pelo desentendimento social. Um discurso que apontava que aquelas que renunciavam ao bom comportamento não faziam outra coisa senão gerar discórdia. Este artigo analisa as marcas patriarcais da ditadura a partir de testemunhos e de arquivos de imprensa, sob uma perspectiva que busca abordar o terrorismo de Estado de uma forma feminista, uma perspectiva pouco desenvolvida na produção historiográfica, mesmo na mais atual, sobre o passado recente.<hr/>Abstract: Although there were no feminist organizations in Uruguay in the late 1960s, any subversion of gender norms was understood as a threat by the patriarchal project of the dictatorship. The physical and psychological violence exerted against women was accompanied by a discourse that placed the responsibility for violence and social misunderstanding on those young, disobedient women. This discourse indicated that those who renounced good behavior were merely causing discord. This article analyzes the patriarchal marks of the dictatorship drawing on testimonies and press archives from a perspective that seeks to address state terrorism through a feminist lens-an approach that remains scarcely developed in historiographical work, even the most recent, on the recent past. <![CDATA[“Não era apenas um teto.” Inquilinos e a emergência da política travesti uruguaia]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101403&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: El presente artículo analiza dos experiencias de cohabitación de la población travesti durante los primeros años de la recuperación democrática y su relación con el surgimiento de la primera organización travesti uruguaya. A partir de entrevistas a 46 travestis que viven en la ciudad de Montevideo y de la revisión de información cuantitativa y de prensa de época se pretende determinar la importancia que tuvieron las pensiones travestis en el centro de la capital para la construcción de una identidad con cierta autonomía individual, así como para lograr la autogestión de una zona de comercio sexual en la ciudad.<hr/>Abstract: This article analyzes two experiences of cohabitation among the transvestite population during the early years of democratic recovery and their relationship with the emergence of the first Uruguayan transvestite organization. Based on interviews with 46 transvestites living in the city of Montevideo and a review of quantitative information and press reports from the period, the aim is to determine the importance of the “transvestite pensions” in the center of the capital for the construction of an identity with a certain degree of individual autonomy, as well as for achieving self-management of a sex work zone in the city.<hr/>Resumo: Este artigo analisa duas experiências de coabitação da população travesti durante os primeiros anos da recuperação democrática e sua relação com o surgimento da primeira organização travesti uruguaia. A partir de entrevistas com 46 travestis que vivem na cidade de Montevidéu e da análise de informações quantitativas e da imprensa da época, pretende-se determinar a importância que tiveram as “pensões travestis” no centro da capital para a construção de uma identidade com certa autonomia individual, bem como para alcançar a autogestão de uma zona de comércio sexual na cidade. <![CDATA[Sobreposições religiosas, políticas e seculares na cruzada antigénero]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101404&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resúmen: El artículo analiza las campañas antigénero en América Latina, mostrando cómo, desde raíces históricas patriarcales, estas se transforman en un movimiento organizado y transnacional que articula actores religiosos, políticos y seculares. Bajo el rótulo de “ideología de género”, estas narrativas funcionan como un “pegamento simbólico” que aglutina miedos sociales en torno a la familia, la sexualidad y la infancia, adoptando un lenguaje beligerante de cruzada. Las redes sociales y la figura del influencer potenciaron su expansión, con eventos masivos como la Derecha Fest. El movimiento combina argumentos seculares, religiosos y pseudocientíficos para construir un enemigo total. Este fenómeno desafía derechos ya conquistados y constituye un proceso de desdemocratización que amenaza el carácter plural de la vida democrática.<hr/>Abstract: The article analyzes anti-gender campaigns in Latin America, showing how, from patriarchal historical roots, they have evolved into an organized, transnational movement that brings together religious, political, and secular actors. Under the label of “gender ideology,” these narratives function as a “symbolic glue” that brings together social fears around family, sexuality, and childhood, adopting the belligerent language of a crusade. Social media and influencers have fueled its expansion, with massive events such as Derecha Fest. The movement combines secular, religious, and pseudoscientific arguments to construct a total enemy. This phenomenon challenges rights already won and constitutes a process of de-democratization that threatens the pluralistic nature of democratic life.<hr/>Resumo: O artigo analisa as campanhas antigênero na América Latina, mostrando como, a partir de raízes históricas patriarcais, estas se transformam num movimento organizado e transnacional que articula atores religiosos, políticos e seculares. Sob o rótulo de “ideologia de gênero”, essas narrativas funcionam como uma “cola simbólica” que aglutina medos sociais em torno da família, da sexualidade e da infância, adotando uma linguagem beligerante de cruzada. As redes sociais e a figura do influenciador potenciam a sua expansão, com eventos massivos como o Derecha Fest. O movimento combina argumentos seculares, religiosos e pseudocientíficos para construir um inimigo total. Este fenômeno desafia direitos já conquistados e constitui um processo de desdemocratização que ameaça o caráter plural da vida democrática. <![CDATA[Discursos, Emoções e Reação Conservadora na Argentina Contemporânea]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101405&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo se propone analizar un conjunto de expresiones públicas antifeministas difundidas en Argentina entre 2023 y 2025 por referentes políticos. A partir de un enfoque crítico, se identifican los principales tópicos y recursos retóricos de estas intervenciones, que construyen a los feminismos como una amenaza para el orden social. Se examinan las estrategias discursivas que vinculan las políticas de género con el adoctrinamiento, la corrupción moral y el privilegio injustificado, y se rastrean sus vínculos con narrativas globales que exaltan la familia, el mérito individual y la libertad de mercado. El trabajo argumenta que el antifeminismo no constituye un discurso aislado, sino una estrategia que organiza sentidos comunes, moviliza emociones como el miedo, la culpa y la indignación, y legitima reformas regresivas. La convergencia entre neoliberalismo extremo y conservadurismo moral genera un campo afectivo en el que ciertos cuerpos son deshumanizados y otros elevados como guardianes del orden. Frente a esto, el feminismo aparece como un exceso que debe ser contenido. El artículo propone leer estas expresiones como parte de un contramovimiento articulado a nivel nacional e internacional, que busca restaurar las jerarquías de género y desactivar el potencial transformador de las luchas feministas.<hr/>Abstract: This article analyzes a series of antifeminist public statements made by political figures in Argentina between 2023 and 2025. From a critical perspective, it identifies the main themes and rhetorical strategies that depict feminism as a threat to social order. The paper explores how gender policies are framed as ideological impositions, moral dangers, or unjust privileges, and examines their connection with global narratives that promote family values, individual merit, and free-market ideologies. The article argues that antifeminism is not an isolated discourse, but a political strategy that shapes common sense, mobilizes emotions such as fear, guilt, and resentment, and legitimizes regressive reforms under the banner of freedom. The convergence of radical neoliberalism and moral conservatism creates an affective landscape in which certain bodies are dehumanized while others are exalted as guardians of moral order. Feminism is portrayed as excessive and dangerous. The article reads these expressions as part of a transnational countermovement aimed at restoring gender hierarchies and neutralizing the transformative power of feminist struggles.<hr/>Resumo: Este artigo analisa um conjunto de expressões públicas antifeministas difundidas na Argentina entre 2023 e 2025 por figuras políticas. A partir de uma perspectiva crítica, identificam-se os principais temas e estratégias retóricas que constroem o feminismo como uma ameaça à ordem social. O texto examina como as políticas de gênero são apresentadas como doutrinação, corrupção moral ou privilégios indevidos, e estabelece vínculos com narrativas globais que exaltam a família, o mérito individual e o livre mercado. Argumenta-se que o antifeminismo não constitui um discurso isolado, mas sim uma estratégia de produção de senso comum que organiza afetos como medo, culpa e indignação, e legitima reformas regressivas em nome da liberdade. A convergência entre neoliberalismo extremo econservadorismo moral constrói um campo afetivo em que certos corpos são desumanizados, enquanto outros são elevados como guardiões do “bom” ordenamento social. O feminismo aparece como um excesso que precisa ser contido. O artigo propõe compreender essas expressões como parte de um contramovimento articulado em nível nacional e internacional, que busca restaurar hierarquias de gênero e enfraquecer o potencial transformador das lutas feministas. <![CDATA[Os feminismos diante do inédito e do refundacional da direita radical argentina]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101406&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este trabajo explora las características históricas y contingentes intervinientes en la configuración de la derecha radical en Argentina y su confrontación con los movimientos de mujeres, feministas, LGTBQ+ y de derechos humanos. En primer lugar, se problematiza el carácter inédito de la derecha radical en el país, indagando sus particularidades y las condiciones estructurales que permiten comprender su aparición en la escena política local. En segundo término, se explora el proyecto refundacional de esta expresión política al mando del poder del Estado, y sus premisas ideológicas. En tercer orden, se reconstruyen las modalidades de resistencia política y social llevadas adelante por los movimientos de mujeres y los feminismos durante los últimos cuarenta años, para concluir reflexionando sobre sus potencialidades en el escenario actual.<hr/>Abstract: This paper explores the historical and contingent characteristics of the configuration of the radical right in Argentina and its confrontation with the women’s, feminist, LGTBQ+ and human rights movements. Firstly, the paper problematises the unprecedented character of the radical right in the country, investigating its particularities and the structural conditions that allow us to understand its emergence on the local political scene. Secondly, it explores the refoundational project of this political expression at the helm of state power, and its ideological premises. Thirdly, it reconstructs the forms of political and social resistance undertaken by women’s movements and feminisms over the last forty years, and concludes by reflecting on their potential in the current scenario.<hr/>Resumo: Este artigo explora as caraterísticas históricas e contingentes envolvidas na configuração da direita radical na Argentina e seu confronto com os movimentos de mulheres, feministas, LGTBQ+ e de direitos humanos. Em primeiro lugar, o artigo problematiza o caráter inédito da direita radical no país, investigando as suas particularidades e as condições estruturais que permitem compreender a sua emergência na cena política local. Em segundo lugar, explora o projeto de refundação desta expressão política à frente do poder estatal e suas premissas ideológicas. Em terceiro lugar, reconstrói as formas de resistência política e social levadas a cabo pelos movimentos de mulheres e pelos feminismos nos últimos quarenta anos, e conclui com uma reflexão sobre as suas potencialidades no cenário atual. <![CDATA[Modelos de feminilidade e de feminismo bem-comportado das prefeitas de Santa Catarina]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101407&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Pouquíssimas prefeitas de Santa Catarina se identificam como feministas. Grande parte delas desconhece o sentido deste conceito e se diz feminina. Elas reforçam a ideia de antagonismo entre estes dois conceitos. Entretanto, várias têm apresentado um modelo de feminilidade que inclui a possibilidade de ocupar espaços de poder. As fontes deste texto têm origem na pesquisa para o projeto “Mandonas” e para o projeto “História das Mulheres Eleitas”, nos quais entrevistamos 30 prefeitas de Santa Catarina, entre 2022 e 2023, com a metodologia da História Oral. Destas, 26 foram eleitas em 2020 e as demais são ex-prefeitas. Temos considerado a identificação com o feminismo dentro de uma abordagem histórica que implica pensar a pluralidade. Os resultados trazem afirmações de estereótipos, políticas que beneficiam as mulheres e afirmações antifeministas.<hr/>Abstract: Very few women mayors in Santa Catarina identify as feminists. Most of them are unaware of the meaning of this concept and describe themselves as feminine, reinforcing the idea of antagonism between these two concepts. However, several presented a model of femininity that includes the possibility of occupying positions of power. The sources for this text originate from research for the “Mandonas” project and the “History of Elected Women” project, in which we interviewed 30 women mayors of Santa Catarina between 2022 and 2023, using the Oral History methodology. Of these, 26 were elected in 2020 and the others are former mayors. We considered identification with feminism within a historical approach that involves thinking about plurality. The results present affirmations of stereotypes, policies that benefit women, and anti-feminist statements.<hr/>Resumen: Muy pocas alcaldesas de Santa Catarina se identifican como feministas. La mayoría de ellas desconoce el significado de este concepto, afirmando ser femeninas. Así se refuerza la idea de antagonismo entre esos dos conceptos. Sin embargo, varias han presentado un modelo de feminidad que incluye la posibilidad de ocupar espacios de poder. Las fuentes de este texto provienen de la investigación del proyecto “Mandonas” y del proyecto “Historia de las Mujeres Electas”, en el que entrevistamos a 30 alcaldesas de Santa Catarina entre 2022 y 2023 utilizando la metodología de Historia Oral. Veinte y seis de ellas fueron elegidas en 2020, mientras las restantes son exalcaldesas. Hemos considerado la identificación con el feminismo dentro de un enfoque histórico que implica pensar la pluralidad. Los resultados incluyen afirmaciones de estereotipos, políticas que benefician a las mujeres y declaraciones antifeministas. <![CDATA[Antifeminismo no Brasil contemporâneo: entre conceitos e características]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101408&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: A partir de um referencial pós-estruturalista, o objetivo deste texto é discutir alguns conceitos e características presentes na produção bibliográfica antifeminista no Brasil contemporâneo, expostos nos livros Feminismo: perversão e subversão e Guia de bolso contra mentiras feministas, ambos de autoria de Ana Caroline Campagnolo. Primeiro, faço um resgate de como ideias antifeministas circularam no Brasil com a popularização das redes sociais e como a publicação dos livros analisados se insere nesse contexto. Depois, reflito sobre aproximações e distanciamentos entre os conceitos de antifeminismos, masculinismos e misoginia. Por fim, apresento características do pensamento antifeminista brasileiro atual, inserindo-o no espectro político da direita, apontando seus esforços para afastar o feminismo do cristianismo e construir um estereótipo da feminista.<hr/>Abstract: From a post-structuralist framework, the objective of this text is to discuss some concepts and characteristics present in the anti-feminist bibliographical production in contemporary Brazil, exposed in the books Feminismo: perversão e subversão and Guia de bolso contra mentiras feministas, both authored by Ana Caroline Campagnolo. First, I review how anti-feminist ideas circulated in Brazil with the popularization of social networks and how the publication of the books analyzed fit into this context. Afterwards, I reflect on similarities and distances between the concepts of antifeminism, masculinism and misogyny. Finally, I present characteristics of current Brazilian anti-feminist thought, inserting it into the right-wing political spectrum, pointing out its efforts to distance feminism from Christianity and construct a feminist stereotype.<hr/>Resumen: Desde un marco postestructuralista, el objetivo de este texto es discutir algunos conceptos y características presentes en la producción bibliográfica antifeminista en el Brasil contemporáneo, expuestos en los libros Feminismo: perversão e subversão y Guia de bolso contra mentiras feministas, ambos de Ana Caroline Campagnolo. Primero, reviso cómo circularon las ideas antifeministas en Brasil con la popularización de las redes sociales y cómo la publicación de los libros analizados encaja en este contexto. Posteriormente, reflexiono sobre similitudes y distancias entre los conceptos de antifeminismo, masculinismo y misoginia. Finalmente, presento características del pensamiento antifeminista brasileño actual, insertándolo en el espectro político de derecha, señalando sus esfuerzos por distanciar el feminismo del cristianismo y construir un estereotipo feminista. <![CDATA[O feminismo e sua sombra. O antifeminismo de Ana Campagnolo]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101409&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Este artigo analisa a narrativa histórica antifeminista de Ana Campagnolo em Feminismo: Perversão e Subversão. A análise de seu discurso historiográfico, à luz da teoria da história e da sociologia histórica, revela uma tensão: ao criticar a memória social feminista, Campagnolo reproduz suas mesmas premissas problemáticas, tratando o feminismo como um movimento único, coeso e teleológico. Seu argumento articula uma aplicação seletiva da relação entre agência, estrutura e mudança social: as feministas são retratadas como artífices da revolução sexual e das mudanças estruturais na família e casamento, mas não da conquista do direito ao voto, trabalho e educação. Ao separar direitos femininos da identidade feminista, a obra oferece uma história terapêutica às leitoras, dialogando com aspirações por segurança, autonomia e dignidade que estão em conflito com sua percepção do que é feminismo.<hr/>Abstract: This article analyzes Ana Campagnolo's anti-feminist historical narrative in Feminism: Perversion and Subversion. Drawing on historical sociology and the theory of history, the analysis of her historiographical discourse reveals a tension: in her critique of feminist social memory, Campagnolo reproduces its very same problematic premises, presenting feminism as a monolithic, cohesive, and teleological movement. Her argument articulates a selective application of the relationship between agency, structure, and social change, portraying feminists as the architects of the sexual revolution and of structural shifts in family and marriage, yet not of the achievement of rights such as suffrage, work, and education. By decoupling women's rights from a feminist identity, the book provides a therapeutic history for its readers, engaging with their aspirations for security, autonomy, and dignity, which stand in conflict with their perception of feminism.<hr/>Resumen: El presente artículo analiza la narrativa histórica antifeminista de Ana Campagnolo en Feminismo: Perversión y Subversión. A partir de la sociología histórica y la teoría de la historia, el análisis de su discurso historiográfico revela una tensión: en su crítica a la memoria social feminista, Campagnolo reproduce sus mismas premisas problemáticas, presentando el feminismo como un movimiento monolítico, cohesionado y teleológico. Su argumento articula una aplicación selectiva de la relación entre agencia, estructura y cambio social, presentando a las feministas como artífices de la revolución sexual y de los cambios estructurales en la familia y el matrimonio, pero no así de la conquista de derechos como el sufragio, el trabajo y la educación. Al desvincular los derechos de las mujeres de la identidad feminista, el libro ofrece una historia terapéutica para las lectoras, dialogando con sus aspiraciones de seguridad, autonomía y dignidad, las cuales entran en conflicto con su percepción del feminismo. <![CDATA[Pensar outros mundos: circulações feministas, epistemologias, memórias e territórios]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101801&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Este artigo analisa a narrativa histórica antifeminista de Ana Campagnolo em Feminismo: Perversão e Subversão. A análise de seu discurso historiográfico, à luz da teoria da história e da sociologia histórica, revela uma tensão: ao criticar a memória social feminista, Campagnolo reproduz suas mesmas premissas problemáticas, tratando o feminismo como um movimento único, coeso e teleológico. Seu argumento articula uma aplicação seletiva da relação entre agência, estrutura e mudança social: as feministas são retratadas como artífices da revolução sexual e das mudanças estruturais na família e casamento, mas não da conquista do direito ao voto, trabalho e educação. Ao separar direitos femininos da identidade feminista, a obra oferece uma história terapêutica às leitoras, dialogando com aspirações por segurança, autonomia e dignidade que estão em conflito com sua percepção do que é feminismo.<hr/>Abstract: This article analyzes Ana Campagnolo's anti-feminist historical narrative in Feminism: Perversion and Subversion. Drawing on historical sociology and the theory of history, the analysis of her historiographical discourse reveals a tension: in her critique of feminist social memory, Campagnolo reproduces its very same problematic premises, presenting feminism as a monolithic, cohesive, and teleological movement. Her argument articulates a selective application of the relationship between agency, structure, and social change, portraying feminists as the architects of the sexual revolution and of structural shifts in family and marriage, yet not of the achievement of rights such as suffrage, work, and education. By decoupling women's rights from a feminist identity, the book provides a therapeutic history for its readers, engaging with their aspirations for security, autonomy, and dignity, which stand in conflict with their perception of feminism.<hr/>Resumen: El presente artículo analiza la narrativa histórica antifeminista de Ana Campagnolo en Feminismo: Perversión y Subversión. A partir de la sociología histórica y la teoría de la historia, el análisis de su discurso historiográfico revela una tensión: en su crítica a la memoria social feminista, Campagnolo reproduce sus mismas premisas problemáticas, presentando el feminismo como un movimiento monolítico, cohesionado y teleológico. Su argumento articula una aplicación selectiva de la relación entre agencia, estructura y cambio social, presentando a las feministas como artífices de la revolución sexual y de los cambios estructurales en la familia y el matrimonio, pero no así de la conquista de derechos como el sufragio, el trabajo y la educación. Al desvincular los derechos de las mujeres de la identidad feminista, el libro ofrece una historia terapéutica para las lectoras, dialogando con sus aspiraciones de seguridad, autonomía y dignidad, las cuales entran en conflicto con su percepción del feminismo. <![CDATA[Entre o Atlântico e o Índico: feminismos africanos, globalização e articulações Sul-Sul]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101802&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Neste artigo, analisamos os feminismos africanos a partir de uma perspectiva Sul-Sul, problematizando os impactos da globalização e do colonialismo na produção de conhecimento e na luta por direitos das mulheres. Com base em entrevistas com intelectuais e ativistas moçambicanas, o texto denuncia o racismo epistêmico e estereótipos que moldam a percepção sobre a África e suas produções teóricas. Ao discutir os efeitos históricos e contemporâneos do imperialismo, do patriarcado e da colonização do saber, as autoras articulam uma crítica à hegemonia eurocentrada nos estudos de gênero e propõem uma valorização das epistemologias africanas, dos saberes locais e da luta das mulheres. São apresentadas experiências de resistência feminista transnacional, redes de solidariedade, ativismo político e práticas de construção de direitos em contextos marcados por assimetrias sociais, culturais e econômicas. A articulação entre teoria e prática feminista no Sul Global é defendida como ferramenta essencial para a transformação das relações de poder e o reconhecimento das multiplicidades de vivências, subjetividades e formas de organização das mulheres africanas.<hr/>Abstract: This article analyzes African feminisms - particularly those from Mozambique - from a South-South perspective, problematizing the impacts of globalization and colonialism on knowledge production and the struggle for women's rights. Based on interviews with Mozambican intellectuals and activists, the text denounces epistemic racism and the stereotypes that continue to shape perceptions of Africa and its theoretical contributions. By discussing the historical and contemporary effects of imperialism, patriarchy, and the colonization of knowledge, the authors advocate for the valorization of African epistemologies, local knowledge, and women’s agency. Through the Mozambican case, the article presents experiences of transnational feminist resistance, solidarity networks, political activism, and rights-building practices in contexts marked by social, cultural, and economic asymmetries. The articulation between theory and feminist practice in the Global South is defended as an essential tool for transforming power relations and recognizing the multiplicity of experiences, subjectivities, and organizational forms of African women.<hr/>Resumen: Este artículo analiza los feminismos africanos - particularmente los de Mozambique - desde una perspectiva Sur-Sur, problematizando los impactos de la globalización y del colonialismo en la producción de conocimientos y en la lucha por los derechos de las mujeres. A partir de entrevistas con intelectuales y activistas mozambiqueñas, el texto denuncia el racismo epistémico y los estereotipos que aún moldean las percepciones sobre África y sus aportes teóricos. Al discutir los efectos históricos y contemporáneos del imperialismo, el patriarcado y la colonización del saber, las autoras abogan por la valorización de las epistemologías africanas, los saberes locales y la agencia de las mujeres. A través del caso mozambiqueño, el artículo presenta experiencias de resistencia feminista transnacional, redes de solidaridad, activismo político y prácticas de construcción de derechos en contextos marcados por asimetrías sociales, culturales y económicas. La articulación entre teoría y práctica feminista en el Sur Global se defiende como una herramienta esencial para transformar las relaciones de poder y reconocer la multiplicidad de experiencias, subjetividades y formas de organización de las mujeres africanas. <![CDATA[INCT Caleidoscópio: contribuições feministas para a Política Científica]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101803&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: No presente artigo, abordamos a constituição e o escopo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Caleidoscópio, cujo foco de atuação é a reflexão crítica, o monitoramento e a promoção da equidade, diversidade e radical inclusão de gênero na base e estrutura da produção científica brasileira. Como argumento, retomamos um breve histórico dos debates sobre mulheres, gênero e ciências na literatura feminista e apresentamos as principais questões e obstáculos atuais que persistem no cenário político e conjuntura técnico-científica nacional e global. Concluímos com a apresentação de uma análise de dados do Observatório Caleidoscópio no seu primeiro ano de vigência e com a sugestão de caminhos possíveis para os enfrentamentos necessários à consolidação da equidade de gênero e diversidade sócio-étnico-racial e sexual nas ciências, como parte de um projeto democrático de “envolvimento orgânico” do saber científico no bem comum.<hr/>Abstract: This article examines the establishment and mission of the National Institute of Science and Technology (INCT) Kaleidoscope, which is committed to critically reflecting on, monitoring, and advancing equity, diversity, and radical gender inclusion within the foundations and framework of Brazil’s scientific ecosystem. It offers a brief historical account of feminist debates surrounding women, gender, and science, while addressing the enduring challenges in the current national and global political and techno-scientific landscape. The article concludes with an initial analysis of data from the Kaleidoscope Observatory’s first year of operation, presenting insights and proposing pathways to strengthen gender equity and socio-ethnic-racial and sexual diversity in science. These initiatives are envisioned as integral to a democratic project that connects scientific knowledge with the pursuit of the common good.<hr/>Resumen: El artículo examina la constitución y el alcance del Instituto Nacional de Ciencia y Tecnología (INCT) Caleidoscopio, cuyo enfoque es la reflexión crítica, el monitoreo y la promoción de la equidad, la diversidad y la inclusión radical de género en la base y estructura de la producción científica brasileña. Retoma una breve historia de los debates sobre mujeres, género y ciencia en la literatura feminista y presenta las principales cuestiones y desafíos actuales que persisten en el contexto político y técnico-científico nacional y global. El artículo concluye con la presentación de un primer análisis de datos del Observatorio Caleidoscopio en su primer año de vigencia y sugiere posibles caminos para enfrentar los desafíos necesarios para la consolidación de la equidad de género, así como de la diversidad socioétnica-racial y sexual en las ciencias, como parte de un proyecto democrático de compromiso orgánico del conocimiento científico con el bien común. <![CDATA[Consciência defiça: uma ação político-feminista para o enfrentamento do capacitismo]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101804&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Com base nos conceitos de ‘consciência mestiza’ e de ‘coalizão’ de Gloria Anzaldúa, na teoria crip e no feminismo decolonial, propomos o conceito de ‘consciência defiça’ como uma ação político-feminista para o enfrentamento da patologização e do apagamento da deficiência. Argumentamos que a definição é fundamental para o enfrentamento do capacitismo e dos efeitos das políticas neoliberais na vida das pessoas com deficiência.<hr/>Abstract: Based on Gloria Anzaldúa’s concepts of ‘mestiza consciousness’ and ‘coalition’, crip theory, and decolonial feminism, we propose the concept of ‘disabled consciousness’ as a political-feminist tool for confronting the pathologization and erasure of disability. We argue that this definition is fundamental to confronting ableism and the effects of neoliberal policies on the lives of people with disabilities.<hr/>Resumen: A partir de los conceptos de ‘conciencia mestiza’ y ‘coalición’ de Gloria Anzaldúa, la teoría crip y el feminismo decolonial, proponemos el concepto de ‘conciencia disca’ como un dispositivo político-feminista para enfrentar la patologización y borrado de la discapacidad. Argumentaremos que la ‘conciencia disca’ es fundamental para enfrentar el capacitismo y los efectos de las políticas neoliberales en las vidas de las personas con discapacidad. <![CDATA[Encarnações desconhecidas da cartunista Mariza em perspectiva genealógica feminista]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101805&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: O objetivo do presente artigo consiste na realização de um estudo sobre a produção da cartunista Mariza Dias Costa a partir de uma perspectiva genealógica feminista. Por entender que a memória das mulheres é fragmentada e mediada por estruturas patriarcais, portanto desiguais e injustas, proponho lançar um olhar histórico para o trabalho de Mariza, sistematizando sua obra gráfica publicada em jornais e revistas, bem como realizando extensa revisão bibliográfica em busca de vestígios documentais. Por meio desta investigação, procuro lançar luz sobre outras histórias do humor gráfico e dos quadrinhos no Brasil, passíveis de reconhecimento quando gênero emerge como categoria analítica.<hr/>Abstract: This article aims to carry out a study on the production of cartoonist Mariza Dias Costa from a feminist genealogical perspective. Understanding that women's memory is fragmented and mediated by patriarchal structures, therefore unequal and unfair, this text proposes to take a historical look at Mariza's work, systematizing her graphic work published in newspapers and magazines, as well as carrying out an extensive bibliographical review in search of documentary traces. Through this investigation I seek to shed light on other histories of graphic humor and comics in Brazil, capable of recognition when gender emerges as an analytical category.<hr/>Resumen: Este artículo tiene como objetivo realizar un estudio sobre la producción de la caricaturista Mariza Dias Costa desde una perspectiva genealógica feminista. Entendiendo que la memoria de las mujeres está fragmentada y mediada por estructuras patriarcales, por tanto desiguales e injustas, este texto propone realizar una mirada histórica a la obra de Mariza, sistematizando su obra gráfica publicada en periódicos y revistas, así como realizar una extensa revisión bibliográfica en busca de rastros documentales. A través de esta investigación busco arrojar luz sobre otros relatos de humor gráfico y cómic en Brasil, capaces de reconocimiento cuando el género emerge como categoría analítica <![CDATA[Bruxas em Tempos de Capitalismo Neoliberal]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101806&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: O presente trabalho analisa a mudança discursiva em torno da figura da bruxa, buscando na materialidade textual de perfis públicos de Instagram como mulheres reivindicam essa identidade. A ressignificação da figura da bruxa é um reflexo da mudança discursiva que surge com o “novo espírito do capitalismo”, que tomou para si a missão de impor uma lógica higienizada do feminismo, mas que só perpetua as dominações de raça, classe e gênero. Parte-se do entendimento de que a caça às bruxas encarnava um modelo violento e misógino de disciplinamento coletivo de mulheres e que só a partir do século XIX começa a arrefecer, com o início de um processo de recuperação e resgate da identidade da bruxa histórica como vítima de um sistema de opressão.<hr/>Abstract: This paper analyzes the discursive change surrounding the figure of the witch by examining the textual materiality of public Instagram profiles how women claim this identity. The resignification of the witch’s figure reflects the discursive change that emerges with the “new spirit of capitalism”, which has taken upon itself the mission of imposing a sanitized logic of feminism while perpetuating dominations of race, class, and gender. It is understood that the witch hunts embodied a violent and misogynistic model of collective discipline of women and only began to subside from the 19th century onwards as a process of recovery and rescue of the figure of the historical witch as a victim of a system of oppression.<hr/>Resumen: Este trabajo analiza el cambio discursivo en torno a la figura de la bruja, explorando la materialidad textual de perfiles públicos de Instagram donde las mujeres reclaman para sí esta identidad. La resignificación de la imagen de la bruja es un reflejo del cambio discursivo que emerge con el “nuevo espíritu del capitalismo” que se ha arrogado la misión de imponer una lógica higienizada del feminismo, pero que solo perpetúa las dominaciones de raza, clase y género. Se parte del entendimiento de que la caza de brujas encarnaba un modelo violento y misógino de disciplinamiento colectivo de las mujeres y que solo a partir del siglo XIX comienza a atenuarse con el inicio de un proceso de recuperación y rescate de la identidad histórica de la bruja como víctimas de un sistema de opresión. <![CDATA[Como pensar as perspectivas feministas sobre a maternidade?]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000101807&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Para identificar perspectivas feministas sobre la maternidad, este artículo se apoyará sobre tres herramientas teóricas: una sociología de las discrepancias, una modelización ternaria del cuerpo y una concepción del sistema de género. Estas herramientas permitirán proponer algunas perspectivas en tres dimensiones: biológica, social y espiritual. El componente estrictamente biológico se centra principalmente en la primera etapa de la maternidad, en el trabajo reproductivo que implica la concepción, mientras que las perspectivas feministas sobre la maternidad biológica se refieren a la eficacia potencial de los movimientos feministas para socavar la presión normativa que combina el poder médico y el orden de género. En cuanto al componente social, esta contribución muestra que la evolución de la maternidad social resulta muy heterogénea. Por un lado, la agentividad feminista ha contribuido a una mayor visibilidad de la maternidad social. Ha permitido a las mujeres acceder a otros puestos. Por otro lado, este fomento está muy focalizado socialmente y el riesgo es la explotación de unas mujeres por otras. Por fin, las perspectivas feministas sobre la maternidad espiritual, poco estudiada, podrían constituir una alianza entre la búsqueda de batallas feministas en el seno de las instituciones religiosas y la emergencia de nuevos imaginarios sagrados.<hr/>Abstract: To identify feminist perspectives on motherhood, this article will draw on three theoretical tools: a sociology of discrepancies, a ternary model of the body, and a conception of the gender system. These tools will allow us to propose perspectives in three dimensions: biological, social, and spiritual. While strictly biological components focus primarily on the first stage of motherhood, on the reproductive labor involved in conception, feminist perspectives on biological motherhood refer to the potential effectiveness of feminist movements in undermining the normative pressure that combines medical power and the gender order. Regarding the social component, this contribution shows that the evolution of social motherhood is highly heterogeneous. On the one hand, feminist agency has contributed to greater visibility of social motherhood, allowing women access to other positions. On the other hand, this promotion is highly socially centered, and the risk lies in the exploitation of some women by others. Finally, feminist perspectives on spiritual motherhood, which have been little studied, could constitute an alliance between the quest for feminist battles within religious institutions and the emergence of new sacred imaginaries.<hr/>Resumo: Para identificar perspectivas feministas sobre a maternidade, este artigo se baseará em três ferramentas teóricas: uma sociologia das discrepâncias, um modelo ternário do corpo e uma concepção do sistema de gênero. Essas ferramentas permitirão propor perspectivas em três dimensões: biológica, social e espiritual. Enquanto os componentes estritamente biológicos se concentram principalmente na primeira etapa da maternidade, no trabalho reprodutivo envolvido na concepção, as perspectivas feministas sobre a maternidade biológica referem-se à potencial eficácia dos movimentos feministas em minar a pressão normativa que combina o poder médico e a ordem de gênero. No que diz respeito ao componente social, esta contribuição mostra que a evolução da maternidade social é altamente heterogênea. Por um lado, a atuação feminista contribuiu para uma maior visibilidade da maternidade social, permitindo que as mulheres acessem outras posições. Por outro, essa promoção é altamente centrada no social, e o risco reside na exploração de algumas mulheres por outras. Finalmente, as perspectivas feministas sobre a maternidade espiritual, que têm sido pouco estudadas, podem constituir uma aliança entre a busca por batalhas feministas dentro das instituições religiosas e a emergência de novos imaginários sagrados. <![CDATA[Entre silêncios e reexistências: a publicação de <em>Gazel</em> na cena contemporânea]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000103401&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Para identificar perspectivas feministas sobre la maternidad, este artículo se apoyará sobre tres herramientas teóricas: una sociología de las discrepancias, una modelización ternaria del cuerpo y una concepción del sistema de género. Estas herramientas permitirán proponer algunas perspectivas en tres dimensiones: biológica, social y espiritual. El componente estrictamente biológico se centra principalmente en la primera etapa de la maternidad, en el trabajo reproductivo que implica la concepción, mientras que las perspectivas feministas sobre la maternidad biológica se refieren a la eficacia potencial de los movimientos feministas para socavar la presión normativa que combina el poder médico y el orden de género. En cuanto al componente social, esta contribución muestra que la evolución de la maternidad social resulta muy heterogénea. Por un lado, la agentividad feminista ha contribuido a una mayor visibilidad de la maternidad social. Ha permitido a las mujeres acceder a otros puestos. Por otro lado, este fomento está muy focalizado socialmente y el riesgo es la explotación de unas mujeres por otras. Por fin, las perspectivas feministas sobre la maternidad espiritual, poco estudiada, podrían constituir una alianza entre la búsqueda de batallas feministas en el seno de las instituciones religiosas y la emergencia de nuevos imaginarios sagrados.<hr/>Abstract: To identify feminist perspectives on motherhood, this article will draw on three theoretical tools: a sociology of discrepancies, a ternary model of the body, and a conception of the gender system. These tools will allow us to propose perspectives in three dimensions: biological, social, and spiritual. While strictly biological components focus primarily on the first stage of motherhood, on the reproductive labor involved in conception, feminist perspectives on biological motherhood refer to the potential effectiveness of feminist movements in undermining the normative pressure that combines medical power and the gender order. Regarding the social component, this contribution shows that the evolution of social motherhood is highly heterogeneous. On the one hand, feminist agency has contributed to greater visibility of social motherhood, allowing women access to other positions. On the other hand, this promotion is highly socially centered, and the risk lies in the exploitation of some women by others. Finally, feminist perspectives on spiritual motherhood, which have been little studied, could constitute an alliance between the quest for feminist battles within religious institutions and the emergence of new sacred imaginaries.<hr/>Resumo: Para identificar perspectivas feministas sobre a maternidade, este artigo se baseará em três ferramentas teóricas: uma sociologia das discrepâncias, um modelo ternário do corpo e uma concepção do sistema de gênero. Essas ferramentas permitirão propor perspectivas em três dimensões: biológica, social e espiritual. Enquanto os componentes estritamente biológicos se concentram principalmente na primeira etapa da maternidade, no trabalho reprodutivo envolvido na concepção, as perspectivas feministas sobre a maternidade biológica referem-se à potencial eficácia dos movimentos feministas em minar a pressão normativa que combina o poder médico e a ordem de gênero. No que diz respeito ao componente social, esta contribuição mostra que a evolução da maternidade social é altamente heterogênea. Por um lado, a atuação feminista contribuiu para uma maior visibilidade da maternidade social, permitindo que as mulheres acessem outras posições. Por outro, essa promoção é altamente centrada no social, e o risco reside na exploração de algumas mulheres por outras. Finalmente, as perspectivas feministas sobre a maternidade espiritual, que têm sido pouco estudadas, podem constituir uma aliança entre a busca por batalhas feministas dentro das instituições religiosas e a emergência de novos imaginários sagrados. <![CDATA[Texturas de uma geopolítica feminista]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000103402&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Para identificar perspectivas feministas sobre la maternidad, este artículo se apoyará sobre tres herramientas teóricas: una sociología de las discrepancias, una modelización ternaria del cuerpo y una concepción del sistema de género. Estas herramientas permitirán proponer algunas perspectivas en tres dimensiones: biológica, social y espiritual. El componente estrictamente biológico se centra principalmente en la primera etapa de la maternidad, en el trabajo reproductivo que implica la concepción, mientras que las perspectivas feministas sobre la maternidad biológica se refieren a la eficacia potencial de los movimientos feministas para socavar la presión normativa que combina el poder médico y el orden de género. En cuanto al componente social, esta contribución muestra que la evolución de la maternidad social resulta muy heterogénea. Por un lado, la agentividad feminista ha contribuido a una mayor visibilidad de la maternidad social. Ha permitido a las mujeres acceder a otros puestos. Por otro lado, este fomento está muy focalizado socialmente y el riesgo es la explotación de unas mujeres por otras. Por fin, las perspectivas feministas sobre la maternidad espiritual, poco estudiada, podrían constituir una alianza entre la búsqueda de batallas feministas en el seno de las instituciones religiosas y la emergencia de nuevos imaginarios sagrados.<hr/>Abstract: To identify feminist perspectives on motherhood, this article will draw on three theoretical tools: a sociology of discrepancies, a ternary model of the body, and a conception of the gender system. These tools will allow us to propose perspectives in three dimensions: biological, social, and spiritual. While strictly biological components focus primarily on the first stage of motherhood, on the reproductive labor involved in conception, feminist perspectives on biological motherhood refer to the potential effectiveness of feminist movements in undermining the normative pressure that combines medical power and the gender order. Regarding the social component, this contribution shows that the evolution of social motherhood is highly heterogeneous. On the one hand, feminist agency has contributed to greater visibility of social motherhood, allowing women access to other positions. On the other hand, this promotion is highly socially centered, and the risk lies in the exploitation of some women by others. Finally, feminist perspectives on spiritual motherhood, which have been little studied, could constitute an alliance between the quest for feminist battles within religious institutions and the emergence of new sacred imaginaries.<hr/>Resumo: Para identificar perspectivas feministas sobre a maternidade, este artigo se baseará em três ferramentas teóricas: uma sociologia das discrepâncias, um modelo ternário do corpo e uma concepção do sistema de gênero. Essas ferramentas permitirão propor perspectivas em três dimensões: biológica, social e espiritual. Enquanto os componentes estritamente biológicos se concentram principalmente na primeira etapa da maternidade, no trabalho reprodutivo envolvido na concepção, as perspectivas feministas sobre a maternidade biológica referem-se à potencial eficácia dos movimentos feministas em minar a pressão normativa que combina o poder médico e a ordem de gênero. No que diz respeito ao componente social, esta contribuição mostra que a evolução da maternidade social é altamente heterogênea. Por um lado, a atuação feminista contribuiu para uma maior visibilidade da maternidade social, permitindo que as mulheres acessem outras posições. Por outro, essa promoção é altamente centrada no social, e o risco reside na exploração de algumas mulheres por outras. Finalmente, as perspectivas feministas sobre a maternidade espiritual, que têm sido pouco estudadas, podem constituir uma aliança entre a busca por batalhas feministas dentro das instituições religiosas e a emergência de novos imaginários sagrados. <![CDATA[Ancestralidade em Diáspora: mulheres palestinas e interseccionalidade]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026x2026000103403&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Para identificar perspectivas feministas sobre la maternidad, este artículo se apoyará sobre tres herramientas teóricas: una sociología de las discrepancias, una modelización ternaria del cuerpo y una concepción del sistema de género. Estas herramientas permitirán proponer algunas perspectivas en tres dimensiones: biológica, social y espiritual. El componente estrictamente biológico se centra principalmente en la primera etapa de la maternidad, en el trabajo reproductivo que implica la concepción, mientras que las perspectivas feministas sobre la maternidad biológica se refieren a la eficacia potencial de los movimientos feministas para socavar la presión normativa que combina el poder médico y el orden de género. En cuanto al componente social, esta contribución muestra que la evolución de la maternidad social resulta muy heterogénea. Por un lado, la agentividad feminista ha contribuido a una mayor visibilidad de la maternidad social. Ha permitido a las mujeres acceder a otros puestos. Por otro lado, este fomento está muy focalizado socialmente y el riesgo es la explotación de unas mujeres por otras. Por fin, las perspectivas feministas sobre la maternidad espiritual, poco estudiada, podrían constituir una alianza entre la búsqueda de batallas feministas en el seno de las instituciones religiosas y la emergencia de nuevos imaginarios sagrados.<hr/>Abstract: To identify feminist perspectives on motherhood, this article will draw on three theoretical tools: a sociology of discrepancies, a ternary model of the body, and a conception of the gender system. These tools will allow us to propose perspectives in three dimensions: biological, social, and spiritual. While strictly biological components focus primarily on the first stage of motherhood, on the reproductive labor involved in conception, feminist perspectives on biological motherhood refer to the potential effectiveness of feminist movements in undermining the normative pressure that combines medical power and the gender order. Regarding the social component, this contribution shows that the evolution of social motherhood is highly heterogeneous. On the one hand, feminist agency has contributed to greater visibility of social motherhood, allowing women access to other positions. On the other hand, this promotion is highly socially centered, and the risk lies in the exploitation of some women by others. Finally, feminist perspectives on spiritual motherhood, which have been little studied, could constitute an alliance between the quest for feminist battles within religious institutions and the emergence of new sacred imaginaries.<hr/>Resumo: Para identificar perspectivas feministas sobre a maternidade, este artigo se baseará em três ferramentas teóricas: uma sociologia das discrepâncias, um modelo ternário do corpo e uma concepção do sistema de gênero. Essas ferramentas permitirão propor perspectivas em três dimensões: biológica, social e espiritual. Enquanto os componentes estritamente biológicos se concentram principalmente na primeira etapa da maternidade, no trabalho reprodutivo envolvido na concepção, as perspectivas feministas sobre a maternidade biológica referem-se à potencial eficácia dos movimentos feministas em minar a pressão normativa que combina o poder médico e a ordem de gênero. No que diz respeito ao componente social, esta contribuição mostra que a evolução da maternidade social é altamente heterogênea. Por um lado, a atuação feminista contribuiu para uma maior visibilidade da maternidade social, permitindo que as mulheres acessem outras posições. Por outro, essa promoção é altamente centrada no social, e o risco reside na exploração de algumas mulheres por outras. Finalmente, as perspectivas feministas sobre a maternidade espiritual, que têm sido pouco estudadas, podem constituir uma aliança entre a busca por batalhas feministas dentro das instituições religiosas e a emergência de novos imaginários sagrados.