Scielo RSS <![CDATA[Psicologia da Educação]]> http://educa.fcc.org.br/rss.php?pid=2175-352020250002&lang=pt vol. num. 59 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://educa.fcc.org.br/img/en/fbpelogp.gif http://educa.fcc.org.br <![CDATA[AINDA NO <em>FRONT</em> DA EDUCAÇÃO? A UNIVERSIDADE COMO CAMPO DE DISPUTA E DEMOCRATIZAÇÃO EM MOVIMENTO]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[PSICOLOGIA ESCOLAR CRÍTICA E A INCLUSÃO NA PÓS-GRADUAÇÃO: O CASO DA UNB]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O artigo analisa a inclusão de pessoas com deficiência na pós-graduação da Universidade de Brasília (UnB), investigando barreiras e avanços nesse processo. A pesquisa destaca a baixa presença desse grupo no Ensino Superior e a ausência de dados específicos sobre a pós-graduação. Apesar de avanços legislativos, como a Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) e sua ampliação para pessoas com deficiência em 2016, a efetivação da inclusão ainda enfrenta desafios. O estudo utilizou análise documental, a partir da Psicologia Histórico-Cultural e do Método Histórico-Cultural, de 73 editais de pós-graduação dos Instituto de Psicologia (IP), Faculdade de Educação (FE), Instituto de Ciências Humanas (ICH) e Instituto de Ciências Sociais (ICS) da UnB, publicados entre 2020 e 2024. Foram examinados critérios como oferta de vagas afirmativas, exigência de laudos médicos, acessibilidade no processo seletivo e assistência estudantil. Os resultados apontam que, embora a UnB tenha ampliado políticas afirmativas, a inclusão ainda é superficial. Em muitos casos, a acessibilidade não é garantida nos editais, exigências burocráticas dificultam o acesso e a permanência, e a concessão de bolsas é insuficiente para assegurar equidade. Além disso, a autonomia dos programas de pós-graduação muitas vezes leva a inconsistências na aplicação das políticas institucionais. O artigo conclui que, para uma inclusão plena, é necessário superar barreiras burocráticas, garantir editais acessíveis e ampliar políticas de assistência estudantil.<hr/>Abstract The article analyzes the inclusion of people with disabilities in postgraduate programs at the University of Brasília (UnB), investigating barriers and progress in this process. The research highlights the low representation of this group in higher education and the lack of specific data on postgraduate studies. Despite legislative advances, such as the Quotas Law (Law 12.711/2012) and its extension to people with disabilities in 2016, the effective implementation of inclusion still faces challenges. The study used a documentary analysis, based on Historical-Cultural Psychology and the Historical-Cultural Method, of 73 postgraduate program announcements from the Institute of Psychology (IP), Faculty of Education (FE), Institute of Human Sciences (ICH), and Institute of Social Sciences (ICS) at UnB, published between 2020 and 2024. Criteria such as the availability of affirmative action spots, the requirement of medical reports, accessibility in the selection process, and student assistance were examined. The results indicate that although UnB has expanded affirmative policies, inclusion remains superficial. In many cases, accessibility is not guaranteed in announcements, bureaucratic requirements hinder access and retention, and the allocation of scholarships is insufficient to ensure equity. Additionally, the autonomy of postgraduate programs often leads to inconsistencies in the application of institutional policies. The article concludes that, for full inclusion, it is necessary to overcome bureaucratic barriers, ensure accessible announcements, and expand student assistance policies.<hr/>Resumen El artículo analiza la inclusión de personas con discapacidad en los estudios de posgrado de la Universidad de Brasilia (UnB), investigando las barreras y avances en este proceso. La investigación destaca la baja presencia de este grupo en la Educación Superior y la ausencia de datos específicos sobre el posgrado. A pesar de los avances legislativos, como la Ley de Cuotas (Ley 12.711/2012) y su ampliación para personas con discapacidad en 2016, la implementación de la inclusión aún enfrenta desafíos. El estudio utilizó el análisis documental, basado en la Psicología Histórico-Cultural y el Método Histórico-Cultural, de 73 convocatorias de posgrado de los Institutos de Psicología (IP), de la Facultad de Educación (FE), del Instituto de Ciencias Humanas (ICH) y del Instituto de Ciencias Sociales (ICS) de la UnB, publicadas entre 2020 y 2024. Se examinaron criterios como la oferta de plazas afirmativas, la exigencia de informes médicos, la accesibilidad en el proceso de selección y la asistencia estudiantil. Los resultados indican que, aunque la UnB ha ampliado las políticas afirmativas, la inclusión sigue siendo superficial. En muchos casos, las convocatorias no garantizan accesibilidad, los requisitos burocráticos dificultan el acceso y la permanencia, y la concesión de becas es insuficiente para garantizar la equidad. Además, la autonomía de los programas de posgrado a menudo genera inconsistencias en la aplicación de las políticas institucionales. El artículo concluye que, para lograr una inclusión plena, es necesario superar las barreras burocráticas, garantizar convocatorias accesibles y ampliar las políticas de asistencia estudiantil. <![CDATA[“ECOLOGIZAR” A PSICOLOGIA EDUCACIONAL COMO COMPROMISSO ÉTICO-POLÍTICO]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Vivemos tempos de intensa aceleração e agravamento da crise climática e ambiental, cujos impactos mais disruptivos são - e serão - vividos primeiro, e de forma desproporcional, pelas parcelas mais vulneráveis da população. Diante desse cenário, as ciências que se debruçam sobre a sociedade e o humano não ficarão alheias. Como participante da história e da construção de mundo, a psicologia educacional pode contribuir para outras formas de habitar, se relacionar e (bem) viver. O artigo propõe uma reflexão sobre a necessária ecologização da psicologia educacional, buscando articular uma perspectiva histórica deste campo de conhecimento e práticas no Brasil à uma bibliografia acerca da emergência ambiental e climática, que concebe as dominações capitalistas e coloniais no âmago dos modos descuidados de habitar o planeta, tal como a ecosofia proposta por Félix Guattari (1990), a psicologia indígena abordada por Danilo Guimarães (2022) e a ecologia decolonial de Malcom Ferdinand (2022). O texto aponta para uma psicologia educacional mais plural, intercultural e comprometida com a justiça social e ambiental, a partir do estabelecimento de diálogos com saberes contra-hegemônicos - por exemplo, aqueles que emergem de contextos indígenas, quilombolas e comunitários. Ressalta-se, ainda, a importância de repensar a formação, a pesquisa e a atuação profissional tendo em vista o enfrentamento das desigualdades e o cultivo de novas formas de subjetivação em tempos de colapso climático.<hr/>Abstract Our current era is marked by rapid intensification of the climate and environmental crisis, with its most severe effects being felt first and disproportionately by the most vulnerable populations. Faced with this scenario, sciences focusing on society and human beings will not remain uninvolved. Educational psychology, as a discipline involved in the development of history and global structures, can offer valuable insights into alternative ways of living, interacting, and promoting well-being. The article proposes a reflection on the necessary ecologization of educational psychology, seeking to articulate a historical perspective of this field of knowledge and practice in Brazil with a bibliography on the environmental and climate emergency, which conceives of capitalist and colonial dominations at the heart of careless ways of inhabiting the planet, such as the ecosophy proposed by Félix Guattari (1990), Indigenous psychology addressed by Danilo Guimarães (2022) and the decolonial ecology of Malcom Ferdinand (2022). The text points to a more plural, intercultural educational psychology committed to social and environmental justice, based on establishing dialogues with counter-hegemonic knowledge - for example, that emerging from Indigenous, quilombola and community contexts. It highlights the need to reassess training programs to tackle inequalities and encourage new ways of shaping identities during climate collapse. Additionally, research and professional practices must be reviewed to address these challenges effectively.<hr/>Resumen Vivimos tiempos de intensa aceleración y agravamiento de la crisis climática y medioambiental, cuyos impactos más perturbadores son -y serán- experimentados en primer lugar y de forma desproporcionada por los sectores más vulnerables de la población. Ante este escenario, las ciencias que se centran en la sociedad y el ser humano no permanecerán ajenas. Como partícipe de la historia y de la construcción del mundo, la psicología de la educación puede contribuir a otras formas de vivir, relacionarse y (bien)vivir. El artículo propone una reflexión sobre la necesaria ecologización de la psicología educacional, buscando articular una perspectiva histórica de este campo de conocimiento y práctica en Brasil con una bibliografía sobre la emergencia ambiental y climática, que concibe las dominaciones capitalistas y coloniales en el centro de formas descuidadas de habitar el planeta, como la ecosofía propuesta por Félix Guattari (1990), la psicología indígena abordada por Danilo Guimarães (2022) y la ecología decolonial de Malcom Ferdinand (2022). El texto apunta a una psicología de la educación más plural, intercultural y comprometida con la justicia social y ambiental, basada en el establecimiento de diálogos con saberes contrahegemónicos - por ejemplo, los que surgen de contextos indígenas, cimarrones y comunitarios. También destaca la importancia de repensar la formación, la investigación y la práctica profesional con miras a enfrentar las desigualdades y cultivar nuevas formas de subjetivación en tiempos de colapso climático. <![CDATA[CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO INTERNA DO <em>QUESTIONÁRIO DE ENGAJAMENTO DO ESTUDANTE - VERSÃO PARA O ENSINO SUPERIOR (QEE-ES)</em>]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200026&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Sob uma abordagem de métodos mistos, esta pesquisa descreve o processo de construção e validação do Questionário de Engajamento do Estudante - versão para o Ensino Superior (QEE-ES). A elaboração dos itens envolveu estudos teóricos, análise de outras escalas e validação de conteúdo por juízes e grupos focais com estudantes, havendo um objetivo inicial assumido pelos autores de elaborar um questionário que combina variáveis dos estudantes e do contexto acadêmico. A análise psicométrica empregou medidas de confiabilidade e validade junto a uma amostra de 503 estudantes. O questionário foi dividido em duas partes. Na primeira, referente a Recursos do Estudante, a AFE revelou quatro fatores: Estratégias de Aprendizagem, Interação com Pares e Docentes, Experiências Extracurriculares e Motivação Acadêmica. Na segunda parte, Recursos Institucionais, foi identificado um único fator, abrangendo práticas de ensino eficazes e ambiente de apoio ao estudante. Os resultados, em termos de dimensionalidade e de consistência interna dos itens, sugerem que o QEE-ES possui boas propriedades psicométricas e pode contribuir para o desenvolvimento de investigações tendo em vista orientar políticas e estratégias pedagógicas voltadas ao engajamento e ao sucesso acadêmico do estudante no ensino superior.<hr/>Abstract Using a mixed-methods approach, this study describes the process of construction and validation of the Questionário de Engajamento do Estudante - versão para o Ensino Superior (QEE-ES). Item development involved theoretical studies, analysis of existing scales, and content validation by expert judges, as well as focus groups with students, guided by the authors’ initial objective of developing a questionnaire that combines variables related to students and the academic context. Psychometric analyses employed reliability and validity measures based on a sample of 503 students. The questionnaire was divided into two parts. In the first part, Student Resources, exploratory factor analysis (EFA) revealed four factors: Learning Strategies, Interaction with Peers and Faculty, Extracurricular Experiences, and Academic Motivation. In the second part, Institutional Resources, a single factor was identified, encompassing effective teaching practices and a supportive learning environment. Results regarding dimensionality and internal consistency indicate that the QEE-ES demonstrates good psychometric properties and may contribute to the development of research aimed at informing policies and pedagogical strategies focused on student engagement and academic success in higher education.<hr/>Resumen Desde un enfoque de métodos mixtos, esta investigación describe el proceso de construcción y validación del Questionário de Engajamento do Estudante - versão para o Ensino Superior (QEE-ES). La elaboración de los ítems incluyó estudios teóricos, el análisis de otras escalas y la validación de contenido por jueces expertos, así como grupos focales con estudiantes, guiada por el objetivo inicial de los autores de desarrollar un cuestionario que combinara variables relacionadas con los estudiantes y con el contexto académico. El análisis psicométrico empleó medidas de confiabilidad y validez a partir de una muestra de 503 estudiantes. El cuestionario se estructuró en dos partes. En la primera, Recursos del Estudiante, el análisis factorial exploratorio (AFE) identificó cuatro factores: Estrategias de Aprendizaje, Interacción con Pares y Docentes, Experiencias Extracurriculares y Motivación Académica. En la segunda parte, Recursos Institucionales, se identificó un único factor que abarca prácticas de enseñanza eficaces y un entorno de apoyo al estudiante. Los resultados, en términos de dimensionalidad y consistencia interna de los ítems, sugieren que el QEE-ES presenta buenas propiedades psicométricas y puede contribuir al desarrollo de investigaciones orientadas a fundamentar políticas y estrategias pedagógicas dirigidas al compromiso y al éxito académico del estudiante en la educación superior. <![CDATA[PSICOLOGIA ESCOLAR E DOCÊNCIAS UNIVERSITÁRIAS: CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS PARA A INCLUSÃO SOCIAL]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200045&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo A ampliação do acesso e a diversidade dos estudantes desafiam as instituições de ensino superior a implementar políticas de permanência. Para tanto, a contribuição de distintos profissionais é necessária, com destaque para os psicólogos escolares. Embora a atuação da Psicologia já esteja presente nos serviços de apoio ao estudante, reconhece-se que a contribuição de psicólogos para o desenvolvimento profissional de professores poderá cooperar com a inclusão educacional, devido aos impactos diretos na sala de aula e nas vivências acadêmicas. Soma-se que a formação de professores deve dialogar com o contexto educativo e o conhecimento dos desafios enfrentados pelos estudantes é um caminho para o entendimento das instigações vinculadas à docência. O objetivo deste artigo é discutir as contribuições da Psicologia Escolar e seus compromissos para o desenvolvimento profissional de docentes do ensino superior, a partir da identificação das experiências associadas à prática docente vividas por estudantes no primeiro ano de graduação. Para tanto, foi realizada uma investigação qualitativa, por meio de entrevistas semiestruturadas com oito estudantes ao final do primeiro ano. Dos relatos emergiram três temas: as decisões pedagógicas; a relação professor-aluno; as exclusões vividas em sala de aula. Tais temas descrevem as possibilidades de aproximações da psicologia com o desenvolvimento profissional docente, atentando-se para que as ações formativas valorizem as experiências prévias dos educadores e pautem-se em ações coletivas e reflexivas. Para suportar a proposição de ações voltadas à formação dos professores, outras investigações que destaquem a narrativa dos educadores sobre os desafios presentes na docência universitária são sugeridas.<hr/>Abstract Widening access and the increasing diversity of the student population raise important issues for higher education institutions regarding the implementation of student retention policies. In this context, the involvement of multiple professional groups is essential, with particular emphasis placed on the role of school psychologists. Although psychological services are already integrated into student support structures, psychologists’ contributions to faculty professional development are recognized as a means of fostering educational inclusion, given their direct impact on classroom practices and students’ academic experiences. Teacher education must be responsive to the educational context, and understanding the challenges faced by students is a key pathway to understanding the demands of teaching. This article examines the contributions of School Psychology and its commitments to the professional development of higher education faculty by identifying first-year students’ experiences related to teaching practices. A qualitative study was conducted based on semi-structured interviews with eight students at the end of their first year. Three themes were identified in the participants’ accounts: pedagogical decision-making, teacher-student relationships, and experiences of exclusion in the classroom. These themes indicate potential points of articulation between psychology and faculty professional development, underscoring the importance of designing professional learning initiatives that build upon educators’ prior experiences and are grounded in collective and reflective practices. To further inform the development of initiatives aimed at faculty professional education, additional research focusing on teachers’ narratives regarding the challenges inherent in university teaching is warranted.<hr/>Resumen La ampliación del acceso y la creciente diversidad del estudiantado invitan a las instituciones de educación superior a implementar políticas de permanencia. En este sentido, la contribución de distintos profesionales resulta necesaria, destacándose el papel de los psicólogos escolares. Aunque la actuación de la Psicología ya está presente en los servicios de apoyo al estudiante, se reconoce que la contribución de los psicólogos al desarrollo profesional del profesorado puede favorecer la inclusión educativa, debido a sus impactos directos en el aula y en las experiencias académicas del estudiantado. La formación docente debe dialogar con el contexto educativo, y el conocimiento de los desafíos que enfrentan los estudiantes constituye una vía clave para comprender las demandas vinculadas a la docencia. Este artículo analiza las contribuciones de la Psicología Escolar y sus compromisos con el desarrollo profesional del profesorado de educación superior, a partir de la identificación de experiencias relacionadas con la práctica docente vividas por estudiantes de primer ingreso. Para ello, se llevó a cabo un estudio cualitativo basado en entrevistas semiestructuradas con ocho estudiantes al finalizar el primer año. De los relatos emergieron tres temas: las decisiones pedagógicas, la relación profesor-estudiante y las experiencias de exclusión en el aula. Estos temas describen posibles puntos de articulación entre la Psicología y el desarrollo profesional docente, subrayando la importancia de que las acciones formativas valoren las experiencias previas de los educadores y se fundamenten en prácticas colectivas y reflexivas. Para respaldar la formulación de acciones orientadas a la formación del profesorado, se sugieren futuras investigaciones que enfaticen las narrativas de los docentes acerca de los desafíos presentes en la docencia universitaria. <![CDATA[INCLUSÃO NO ENSINO SUPERIOR: DESAFIOS E CONQUISTAS]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200057&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Contribuir para a inclusão na Educação é uma das atribuições fundamentais da Psicologia Escolar e Educacional. Este artigo tem por objetivo apresentar ações de um programa de inclusão no ensino superior, tendo como perspectiva teórica a Psicologia Histórico-Cultural. Oferecido pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, o Programa de Atenção e Orientação aos Discentes (PROATO) foi instaurado oficialmente na universidade em 25 de junho de 2015 e tem se desenvolvido com novas iniciativas nestes 10 anos de existência. Busca oferecer acolhimento e orientação psicopedagógica para estudantes de graduação e pós-graduação com deficiência ou aqueles com dificuldades nos processos de ensino-aprendizagem. Foi implantado com a finalidade de desenvolver intervenções com profissionais de Psicologia, Serviço Social, Educação e Capelania junto à comunidade interna e externa. Os atendimentos são realizados por uma equipe técnica multiprofissional, predominantemente na modalidade presencial, com acompanhamentos individuais, em duplas ou em grupos. São desenvolvidas ações de acolhimento, orientação de estudos e promoção de acessibilidade, visando contribuir com o ingresso, a permanência e o bom aproveitamento acadêmico. O Programa oferece também encontros com docentes e coordenadores, visando à formação destes para a inclusão. Os resultados têm se mostrado promissores e tecnologias assistivas têm sido ampliadas, assim como oportunizadas discussões com grupos de estudantes e docentes. Pouco a pouco tem se verificado maior sensibilização na universidade sobre o tema. Entretanto, alguns desafios ainda se apresentam, tais como o trabalho de conscientização da comunidade acadêmica a respeito da importância da inclusão na universidade e a compreensão sobre a atuação da psicologia escolar, na perspectiva institucional, com base na psicologia histórico-cultural.<hr/>Abstract Contributing to inclusion in education is one of the fundamental tasks of school and educational psychology. The aim of this article is to present the actions of a program for inclusion in higher education, using Historical-Cultural Psychology as its theoretical perspective. Offered by Mackenzie Presbyterian University, through the Pro-Rectory of Extension and Culture, the Program for Attention and Guidance to Students (PROATO) it was officially established at the university on June 25, 2015, and has developed with new initiatives over the past 10 years of its existence. Seeks to provide welcoming and psycho-pedagogical guidance to undergraduate and postgraduate students with disabilities or those with difficulties in the teaching and learning process. It was set up with the aim of developing interventions with Psychology, Social Work, Education and Chaplaincy professionals for both internal and external communities. Services are provided by a multidisciplinary technical team, primarily in person, with individual, paired or group support sessions. Actions are developed to welcome students, guide them in their studies and promote their accessibility, with the aim of contributing to their admission, permanence and good academic performance at the university. The program also offers meetings with teachers and coordinators to promote inclusion-focused training. Results have been promising, assistive technologies have been expanded and discussions have been held with groups of students and teachers. Gradually, there has been greater awareness within the university regarding the topic. However, some challenges remain, such as raising awareness among the academic community about the importance of inclusion at university and understanding the work of critical school psychology from an institutional perspective, based on historical-cultural psychology.<hr/>Resumen Contribuir a la inclusión en la Educación es una de las funciones fundamentales de la Psicología Escolar y en la Educación. El objetivo de este artículo es presentar las acciones de un programa de inclusión en la enseñanza superior, utilizando la Psicología Histórico-Cultural como perspectiva teórica. Ofrecido por la Universidad Presbiteriana Mackenzie, a través de la Prorrectoría de Extensión y Cultura, el Programa de Atención y Orientación al Estudiante (PROATO) se fundó oficialmente en la universidad el 25 de junio de 2015 y se ha desarrollado con nuevas iniciativas en estos 10 años de existencia. Busca proporcionar atención y orientación psicopedagógica a estudiantes de grado y posgrado con discapacidad o con dificultades en los procesos de enseñanza-aprendizaje. Se creó con el objetivo de desarrollar intervenciones con profesionales de Psicología, Trabajo Social, Educación y Capellanía tanto para la comunidad interna como externa. Los servicios son realizados por un equipo técnico multiprofesional, predominantemente presencial, con apoyo individual, en pareja o en grupo. Se desarrollan acciones para acoger a los estudiantes, orientarlos en sus estudios y promover su accesibilidad, con el propósito de contribuir a su admisión, permanencia y buen rendimiento académico. El programa también ofrece reuniones con profesores y coordinadores, orientadas a darles formación para la inclusión. Los resultados han demostrado ser prometedores, se han ampliado las tecnologías de apoyo y se han celebrado debates con grupos de estudiantes y profesores. Poco a poco, la universidad ha ido tomando conciencia del problema. Sin embargo, aún quedan algunos retos, como sensibilizar a la comunidad académica sobre la importancia de la inclusión en la universidad y ayudar en la comprensión del trabajo de la psicología escolar crítica desde una perspectiva institucional, basado en la psicología histórico-cultural. <![CDATA[HABILIDADES SOCIAIS PARA UNIVERSITÁRIOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200071&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O desenvolvimento de habilidades sociais (HS) é fundamental para o sucesso acadêmico e adaptação psicossocial de estudantes universitários, especialmente para aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), cuja principal dificuldade reside na comunicação e na interação social. Considerando o aumento da presença de pessoas com TEA no Ensino Superior (ES) e a escassez de estratégias voltadas a esse público, este estudo objetivou realizar uma revisão sistemática da literatura nacional e internacional sobre intervenções baseadas em Treinamento de Habilidades Sociais (THS) voltadas a universitários com TEA. Seguindo as diretrizes PRISMA®, foram analisados cinco estudos publicados entre 2011 e 2024, obtidos em bases como PubMed, Scopus e PsycArticles. Os resultados apontam evidências positivas quanto à efetividade do THS, destacando melhorias em habilidades como comunicação, socialização, amizades e redução de sintomas de ansiedade e depressão. As intervenções variaram quanto ao delineamento, participação das pessoas com TEA no processo e uso de coaches sociais, sendo o protocolo PEERS® frequentemente adotado. Apesar das limitações, como número reduzido de estudos e escassa participação das pessoas com TEA nas escolhas metodológicas, os achados reforçam o potencial do THS como ferramenta inclusiva no ES. Conclui-se que estratégias adaptadas e mais pesquisas com metodologias robustas são necessárias para consolidar práticas baseadas em evidências, promovendo equidade educacional e inclusão efetiva.<hr/>Abstract The development of social skills (SS) is essential for the academic success and psychosocial adjustment of college students, especially those with Autism Spectrum Disorder (ASD), whose core difficulties lie in communication and social interaction. Given the increasing presence of individuals with ASD in higher education and the scarcity of strategies aimed at this population, this study aimed to conduct a systematic review of national and international literature on Social Skills Training (SST) interventions for college students with ASD. Following PRISMA® guidelines, five studies published between 2011 and 2024 were analyzed from databases such as PubMed, Scopus, and PsycArticles. Results show positive evidence of the effectiveness of SST, highlighting improvements in communication, socialization, friendships, and reductions in anxiety and depression symptoms. Interventions varied in design, participation of individuals with ASD in the process, and the use of social coaches, with the PEERS® protocol frequently applied. Despite limitations, such as the small number of studies and low autistic involvement in methodological decisions, findings reinforce the potential of SST as an inclusive tool in higher education. It is concluded that adapted strategies and further research with robust methodologies are needed to consolidate evidence-based practices and promote educational equity and effective inclusion.<hr/>Resumen El desarrollo de habilidades sociales (HS) es esencial para el éxito académico y la adaptación psicosocial de los estudiantes universitarios, especialmente para aquellos con Trastorno del Espectro Autista (TEA), cuyas principales dificultades se encuentran en la comunicación y la interacción social. Dada la creciente presencia de personas con TEA en la educación superior y la escasez de estrategias dirigidas a este público, este estudio tuvo como objetivo realizar una revisión sistemática de la literatura nacional e internacional sobre intervenciones basadas en Entrenamiento en Habilidades Sociales (EHS) para estudiantes universitarios con TEA. Siguiendo las directrices PRISMA®, se analizaron cinco estudios publicados entre 2011 y 2024, extraídos de bases de datos como PubMed, Scopus y PsycArticles. Los resultados muestran evidencia positiva sobre la efectividad del EHS, destacando mejoras en la comunicación, socialización, amistades y reducción de síntomas de ansiedad y depresión. Las intervenciones variaron en su diseño, en la participación de personas con TEA en el proceso y en el uso de entrenadores sociales, siendo frecuente la aplicación del protocolo PEERS®. A pesar de las limitaciones, como el reducido número de estudios y la baja participación de personas con TEA en las decisiones metodológicas, los hallazgos refuerzan el potencial del EHS como herramienta inclusiva en la educación superior. Se concluye que son necesarias estrategias adaptadas y más investigaciones con metodologías sólidas para consolidar prácticas basadas en evidencia y promover la equidad educativa y la inclusión efectiva. <![CDATA[POLÍTICA E PRÁTICA DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO INSTITUTO FEDERAL DE MATO GROSSO: O TRABALHO DO PSICÓLOGO ESCOLAR]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200083&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo discute a atuação do psicólogo escolar no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), com base na análise das políticas e práticas institucionais voltadas à inclusão. Trata-se de um estudo de campo, descritivo, com abordagem quali-quantitativa, realizado por meio de questionário eletrônico desenvolvido na plataforma Google Forms, com 16 participantes ocupantes do cargo de Coordenadores de Assistência Estudantil e Inclusão. Utilizou, para análise, documentos institucionais e ofícios do Coletivo de Psicólogos do IFMT. Evidencia-se a existência de diretrizes que valorizam o trabalho coletivo e uma atuação comprometida com a diversidade e inclusão. Destaca-se o papel da coordenação de assistência estudantil e inclusão, presente em todos os campi, e a atuação conjunta com a equipe multiprofissional, da qual os psicólogos fazem parte. Verificou-se a existência de diretrizes que valorizam o trabalho coletivo, superando intervenções exclusivamente individuais. Destacou-se ainda a articulação entre os psicólogos da instituição, que reafirmam a importância de práticas comprometidas com a inclusão de pessoas com deficiência e demais públicos da diversidade. Aponta-se que esses profissionais podem atuar como mediadores entre práticas adaptacionistas e ideais inclusivos. A atuação dos psicólogos escolares no IFMT, embora esbarre em dificuldades, é compreendida a partir da articulação com políticas públicas que sustentam práticas comprometidas com uma formação humana integral, ancorada na inclusão e na equidade. Conclui-se a importância de ampliar o diálogo com a comunidade escolar e desenvolver estudos comparativos para aprofundar a compreensão sobre a atuação psicológica no contexto educacional.<hr/>Abstract This article discusses the role of school psychologists at the Federal Institute of Education, Science and Technology of Mato Grosso (IFMT), based on the analysis of institutional policies and practices aimed at inclusion. It is a descriptive field study with a qualitative-quantitative approach, conducted through an online questionnaire developed via Google Forms platform, with 16 participants holding the position of Student Assistance and Inclusion Coordinators. The analysis also included institutional documents and official statements from the IFMT Psychologists’ Collective. The study highlights the existence of guidelines that value collective work and an approach committed to diversity and inclusion. The role of the Student Assistance and Inclusion Coordination, present in all campuses, is emphasized, as well as the joint action with the multidisciplinary team, of which psychologists are part. The results show that the institution promotes collective practices that go beyond exclusively individual interventions. The articulation among psychologists within the institution also stands out, reinforcing the importance of practices committed to the inclusion of people with disabilities and other diversity groups. It is noted that these professionals can act as mediators between adaptation-based practices and inclusive ideals. The work of school psychologists at IFMT, despite facing challenges, is understood as being connected to public policies that support practices aimed at comprehensive human development, grounded in inclusion and equity. The study concludes by pointing to the importance of expanding dialogue with the school community and developing comparative research to deepen the understanding of psychological practices in educational contexts.<hr/>Resumen Este artículo analiza la actuación del psicólogo escolar en el Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología de Mato Grosso (IFMT), a partir del análisis de políticas y prácticas institucionales orientadas a la inclusión. Se trata de un estudio de campo, descriptivo, con un enfoque cuali-cuantitativo, realizado mediante un cuestionario electrónico desarrollado en la plataforma Google Forms, con la participación de 16 coordinadores de Asistencia Estudiantil e Inclusión. Para el análisis, también se utilizaron documentos institucionales y oficios del Colectivo de Psicólogos del IFMT. Se evidencia la existencia de directrices que valorizan el trabajo colectivo y una actuación comprometida con la diversidad y la inclusión. Se destaca el papel de la coordinación de asistencia estudiantil e inclusión, presente en todos los campus, y su actuación conjunta con el equipo multiprofesional, del cual los psicólogos forman parte. Se constató la existencia de directrices que superan intervenciones exclusivamente individuales. También se resalta la articulación entre los psicólogos de la institución, que reafirman la importancia de prácticas comprometidas con la inclusión de personas con discapacidad y otros públicos de la diversidad. La actuación de los psicólogos escolares en el IFMT, aunque enfrenta dificultades, se comprende a partir de su articulación con políticas públicas que sustentan prácticas comprometidas con una formación humana integral, basada en la inclusión y la equidad. Se concluye destacando la importancia de ampliar el diálogo con la comunidad educativa y desarrollar estudios comparativos que profundicen la comprensión sobre la actuación psicológica en contextos educativos. <![CDATA[A ENCRUZILHADA DA PSICOLOGIA NO ENSINO SUPERIOR: PISTAS PARA <em>ENCANTAR</em> CURRÍCULOS EMBRANQUECIDOS]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200096&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este trabalho realiza a tessitura de duas pesquisas acerca da formação em Psicologia no Brasil, tendo como cerne um comprometimento com as questões raciais presentes na esfera do curso. A primeira pesquisa se debruça sobre os currículos de Psicologia de uma Instituição de Ensino Superior (IES) do Estado do Rio de Janeiro, encruzilhando os conteúdos encontrados por meio de sua análise documental e os possíveis efeitos destes na comunidade estudantil negra da Universidade. A autora aponta que a formação em Psicologia no Brasil possui impactos diretos da hegemonia do saber científico moderno em preterir saberes afrodiaspóricos, perturbando diretamente seus estudantes, através de uma alienação intelectual. A saída para o embranquecimento epistemológico seria estratégias autênticas de afirmação da identidade negra dos discentes. A segunda pesquisa aponta a ausência de letramento racial na formação de psicólogos de uma IES privada, propondo uma psicologia que possua tal letramento como prática basilar, construindo terreno fértil para o surgimento de uma Psicologia anticolonial, afrocentrada e plural. Ao encruzilhar os trabalhos, notamos a urgência de nos deseducarmos frente às supostas certezas de um currículo embranquecido, viabilizando a ruptura com práticas alienantes e promovendo estratégias que estruturam uma Psicologia pautada na justiça social.<hr/>Abstract This paper critically examines two research studies on psychology training in Brazil, with a central focus on the integration of racial issues in the curriculum. The first study analyzes the psychology curriculum of a Higher Education Institution (HEI) in the State of Rio de Janeiro, investigating the content through documentary analysis and its potential impact on the black student community at the university. The author argues that psychology education in Brazil is heavily influenced by the hegemony of modern scientific knowledge, which marginalizes Afro-diasporic perspectives, leading to intellectual alienation among students. To counter this epistemic whitening, the study advocates for authentic strategies that affirm the black identity of students. The second research highlights the lack of racial literacy in the training of psychologists at a private HEI, proposing racial literacy as a foundational practice in psychology, thereby fostering the emergence of an anticolonial, Afrocentric, and pluralistic psychology. By synthesizing these two studies, the paper underscores the urgency of deconstructing the presumed certainties of a whitened curriculum, advocating for a rupture with alienating practices and promoting strategies that support a psychology rooted in social justice.<hr/>Resumen Este artículo realiza un análisis crítico de dos investigaciones sobre la formación en Psicología en Brasil, con un enfoque central en la incorporación de las cuestiones raciales en el currículo. La primera investigación analiza el currículo de Psicología de una Institución de Educación Superior (IES) en el Estado de Río de Janeiro, investigando el contenido a través de un análisis documental y sus posibles impactos en la comunidad estudiantil negra de la universidad. La autora sostiene que la formación en Psicología en Brasil está fuertemente influenciada por la hegemonía del saber científico moderno, que marginaliza las perspectivas afro-diaspóricas, provocando una alienación intelectual entre los estudiantes. Para contrarrestar este blanqueamiento epistemológico, la investigación propone estrategias auténticas que afirmen la identidad negra de los estudiantes. La segunda investigación destaca la ausencia de literacidad racial en la formación de psicólogos en una IES privada, proponiendo la literacidad racial como una práctica fundamental en Psicología, promoviendo así la emergencia de una Psicología anticolonial, afrocentrada y plural. Al sintetizar estos dos trabajos, el artículo resalta la urgencia de deconstruir las certezas presuntas de un currículo blanqueado, abogando por una ruptura con prácticas alienantes y promoviendo estrategias que estructuren una Psicología fundamentada en la justicia social. <![CDATA[PROGRAMA DE INCENTIVO À DIVERSIDADE E CONVIVÊNCIA: REFLEXÕES SOBRE GÊNERO E DIREITOS HUMANOS NO ENSINO SUPERIOR A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA CRÍTICA E DECOLONIAL]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200107&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este ensaio apresenta o Programa de Incentivo à Diversidade e Convivência (PIDIC) da Universidade Federal de Ouro Preto como política institucional de ação afirmativa, a partir de sua normativa e metodologia, estabelecendo diálogos com uma perspectiva crítica e decolonial. Objetiva sinalizar como as proposições e objetivos apresentados na normativa do PIDIC e as etapas que remetem ao desenvolvimento de tal ação, que tem gênero como um dos eixos temáticos, situam-se numa compreensão histórica e crítica sobre direitos humanos. Assim, as noções de gênero e direitos humanos são articuladas a partir de autoras e autores dos campos da Educação, Psicologia Escolar e Educacional e Direito como forma de fundamentar teoricamente os pressupostos de tal programa de ação afirmativa.<hr/>Abstract This essay presents the Diversity and Coexistence Incentive Program (PIDIC) of the Universidade Federal de Ouro Preto as an institutional affirmative action policy, based on its regulations and methodology, establishing dialogues with a critical and decolonial perspective. Objectives to signal how the propositions and objectives presented in the PIDIC’s regulations and the steps that refer to the development of such action, which has gender as one of the thematic axes, are situated within a historical and critical understanding of human rights. Thus, the notions of gender and human rights are articulated as from authors in the fields of Education, School and Educational Psychology and Law as a way of theoretically substantiating the assumptions of such an affirmative action program.<hr/>Resumen Este ensayo presenta el Programa de Incentivo a la Diversidad y Convivencia (PIDIC) de la Universidade Federal de Ouro Preto como una política institucional de acción afirmativa, basada en su normativa y metodología, estableciendo diálogos con una perspectiva crítica y decolonial. Objetivo de señalar cómo las propuestas y objetivos presentados en el reglamento del Programa y los pasos que se refieren al desarrollo de dicha acción, que tiene el género como uno de los ejes temáticos, se sitúan dentro de una comprensión histórica y crítica de los derechos humanos. Así, las nociones de género y derechos humanos están articuladas desde autores de los campos de la Educación, Psicología Escolar e Educativa e Derecho como una forma de fundamentar teóricamente los supuestos de dicho programa de acción afirmativa. <![CDATA[EDUCAÇÃO: TENSÕES E POSSIBILIDADES NA FORMAÇÃO DE JOVENS NEGROS(AS) NO ENSINO SUPERIOR POR MEIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COMO O PROUNI]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200118&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo analisa as tensões entre o acesso e a permanência de jovens negros no ensino superior brasileiro, evidenciando a discrepância entre a promessa jurídica de igualdade e as exclusões simbólicas vivenciadas cotidianamente. A partir da Psicologia Escolar e da Teoria da Identidade-Metamorfose, discute-se como o ingresso universitário, possibilitado pelas ações afirmativas, embora relevante, não garante, por si só, a permanência e a conclusão dos cursos. É fundamental também considerar a transformação das práticas institucionais e simbólicas. Para fundamentar o debate, utilizamos a narrativa de história de vida e de projeto de futuro de Henrique, jovem negro e homoafetivo, estudante universitário. Dessa maneira, identifica-se que a democratização do ensino superior, sem uma transformação estrutural adequada, corre o risco de reforçar desigualdades que, historicamente, constituem a sociedade brasileira. Portanto, a inclusão educacional efetiva exige o reconhecimento da pluralidade, a superação das lógicas meritocráticas e a promoção de espaços de pertencimento e dignidade. A educação, nesse contexto, é compreendida como um território de disputa simbólica e política, cuja democratização plena requer práticas comprometidas com a justiça social e a reparação histórica. Nesse sentido, a Psicologia Escolar no ensino superior deve atuar como uma prática ética, comprometida com o reconhecimento da diferença, a reparação simbólica e a promoção da justiça social.<hr/>Abstract This article analyzes the tensions between access and retention of Black youth in Brazilian higher education, highlighting the gap between the legal promise of equality and the symbolic exclusions experienced daily. Drawing on School Psychology and the Theory of Identity-Metamorphosis, it discusses how university admission, facilitated by affirmative actions, while essential, does not guarantee students’ retention and graduation; it is equally crucial to consider the transformation of institutional and symbolic practices. To support this discussion, we utilize the life story and future project narrative of Henrique, a Black and LGBTQ+ university student. Thus, it becomes clear that the democratization of higher education, without an adequate structural transformation, risks reinforcing the inequalities that have historically shaped Brazilian society. Therefore, effective educational inclusion requires the acknowledgment of diversity, the overcoming of meritocratic logic, and the promotion of spaces of belonging and dignity. In this context, education is understood as a territory of symbolic and political contestation, whose full democratization demands practices committed to social justice and historical reparation. In this framework, School Psychology in higher education should act as an ethical practice committed to recognizing differences, symbolic reparation, and promoting social justice.<hr/>Resumen Este artículo analiza las tensiones entre el acceso y la permanencia de jóvenes negros en la educación superior brasileña, evidenciando la discrepancia entre la promesa jurídica de igualdad y las exclusiones simbólicas vividas cotidianamente. A partir de la Psicología Escolar y de la Teoría de la Identidad-Metamorfosis, se discute cómo la entrada universitaria, posibilitada por las acciones afirmativas, aunque relevante, no garantiza, por sí sola, la permanencia y la finalización de los cursos. Es fundamental también considerar la transformación de las prácticas institucionales y simbólicas. Para fundamentar el debate, utilizamos la narrativa de historia de vida y de proyecto de futuro de Henrique, joven negro y homoafetivo, estudiante universitario. De esta manera, se identifica que la democratización de la educación superior, sin una transformación estructural adecuada, corre el riesgo de reforzar desigualdades que, históricamente, constituyen la sociedad brasileña. Por lo tanto, la inclusión educativa efectiva exige el reconocimiento de la pluralidad, la superación de las lógicas meritocráticas y la promoción de espacios de pertenencia y dignidad. La educación, en este contexto, se comprende como un territorio de disputa simbólica y política, cuya democratización plena requiere prácticas comprometidas con la justicia social y la reparación histórica. En ese sentido, la Psicología Escolar en la educación superior debe actuar como una práctica ética, comprometida con el reconocimiento de la diferencia, la reparación simbólica y la promoción de la justicia social. <![CDATA[ENTRE PRONOMES, BANHEIROS E CURRÍCULO: CISNORMATIVIDADE, BINARISMO DE GÊNERO E (IM)PERMANÊNCIAS DO CORPO NÃO BINÁRIE NO ENSINO SUPERIOR - ESTUDO DE CASO]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200130&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo busca compreender, por meio de um estudo de caso, a experiência de uma pessoa trans não binárie no ensino superior privado. Trata-se de uma entrevista de relato oral que possibilita deflagrar os cotidianos atravessados pela complexidade vivida por corpos dissidentes da norma, diante da capilaridade das tramas da realidade social. Como instrumento interpretativo, utilizou-se a análise de discurso e, como base analítica, os enunciados foram interpretados à luz da teoria queer, em articulação com a episteme pós-estruturalista. Os desvelamentos apontam as formas de violência experienciadas por corpos que enunciam a diferença nas relações e revelam o modus operandi de uma arquitetura universitária projetada, genealogicamente, para corpos (brancos) heterocisnormativos, seja pela recusa do uso de pronomes neutros, pela inadequação da infraestrutura ou pelo apagamento de identidades dissidentes na gestão de quais vidas podem ou não permanecer na universidade. Diante dos achados, torna-se urgente o fortalecimento de políticas públicas e a formação crítica de docentes, capazes de lidar com o signo da diferença sem reproduzir as violências estruturais e estruturantes da lógica cisnormativa.<hr/>Abstract This article aims to understand, through a case study, the experience of a non-binary trans person in private higher education. It is based on an oral narrative interview that brings forth the everyday complexities experienced by bodies that dissent from normative standards, within the capillarity of socially constructed realities. Discourse analysis was employed as the interpretative tool; and, as the analytical foundation, the utterances were examined through the lens of queer theory, articulated with a post-structuralist epistemology. The reflections highlight the violences experienced by bodies that articulate difference in relational contexts and reveal the modus operandi of a university architecture genealogically designed for (white) heterocisnormative bodies. Whether through the refusal of neutral pronouns, the inadequacy of infrastructure, or the erasure of dissident identities in the management of whose lives may or may not remain within the university. Based on the findings, it becomes urgent to strengthen public policies and promote critical teacher education capable of engaging with difference without reproducing the structural and structuring violences of cisnormative logic.<hr/>Resumen Este artículo busca comprender, a través de un estudio de caso, la experiencia de una persona trans no binaria en la educación superior privada. Se basa en una entrevista de relato oral que permite traer a la superficie las complejidades cotidianas vividas por cuerpos disidentes de la norma, en el entramado capilar de la realidad social. Se utilizó el análisis del discurso como instrumento interpretativo; y, como base analítica, los enunciados fueron analizados a la luz de la teoría queer, en articulación con la episteme posestructuralista. Las reflexiones revelan las formas de violencia vividas por cuerpos que enuncian la diferencia en las relaciones, y exponen el modus operandi de una arquitectura universitaria diseñada genealógicamente para cuerpos (blancos) heterocisnormativos. Ya sea por la negación del uso de pronombres neutros, por la infraestructura inadecuada o por el borramiento de identidades disidentes en la gestión de las vidas que pueden o no permanecer en la universidad. A partir de los hallazgos, se vuelve urgente fortalecer las políticas públicas y la formación crítica del profesorado, capaces de tratar el signo de la diferencia sin reproducir las violencias estructurales y estructurantes de la lógica cisnormativa. <![CDATA[REFLEXÕES SOBRE PRÁTICAS, POLÍTICAS E PERMANÊNCIAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA: ENTREVISTA COM CYNTHIA BISINOTO]]> http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-35202025000200143&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo A crescente diversidade estudantil nas universidades brasileiras, impulsionada por políticas públicas de democratização do acesso, tem redefinido o campo de atuação da Psicologia Escolar e convocado novas práticas no âmbito da educação superior. Neste artigo, as autoras discutem os sentidos, desafios e potencialidades dessa área - a partir de uma entrevista com a Profª Dra. Cynthia Bisinoto, referência nacional na Psicologia Escolar Universitária - concebida como acontecimento discursivo, político e analítico. As reflexões produzidas nesse diálogo atualizam o debate sobre o papel da psicóloga escolar diante das desigualdades estruturais, do sofrimento psíquico e das políticas de permanência estudantil. Articulando pesquisa, prática e gestão, a análise enfatiza três dimensões principais: a formação e a valorização de profissionais para atuação no ensino superior; a ampliação das práticas psicológicas para esferas institucionais e de gestão universitária; o compromisso ético-político com a diversidade e a interseccionalidade. As autoras argumentam que a Psicologia Escolar pode e deve (re)xistir na universidade como prática crítica, coletiva e transformadora, comprometida com o cuidado, a equidade e os direitos educacionais.<hr/>Abstract The increasing diversity of the student population in Brazilian universities, driven by public policies aimed at democratizing access, has redefined the scope of School Psychology and demanded new practices within higher education. In this article, the authors discuss the meanings, challenges, and potentialities of this field based on an interview with Professor Cynthia Bisinoto - a national reference in university-based School Psychology - conceived as a discursive, political, and analytical event. The reflections emerging from this dialogue update the debate on the role of the school psychologist in the face of structural inequalities, psychological distress, and student retention policies. By articulating research, professional practice, and institutional management, the analysis highlights three core dimensions: the training and professional recognition of psychologists working in higher education; the expansion of psychological practices to institutional and managerial domains; and the ethical-political commitment to diversity and intersectionality. The authors argue that School Psychology can and must (re)exist within the university as a critical, collective, and transformative practice, committed to care, equity, and educational rights.<hr/>Resumen La creciente diversidad del estudiantado en las universidades brasileñas, impulsada por políticas públicas de democratización del acceso, ha redefinido el campo de la Psicología Escolar y ha exigido nuevas prácticas en el ámbito de la educación superior. En este artículo, las autoras analizan los sentidos, desafíos y potencialidades de este campo a partir de una entrevista con la profesora Cynthia Bisinoto - referente nacional en Psicología Escolar universitaria - concebida como un acontecimiento discursivo, político y analítico. Las reflexiones surgidas de este diálogo actualizan el debate sobre el papel de la psicóloga escolar ante las desigualdades estructurales, el sufrimiento psíquico y las políticas de permanencia estudiantil. Mediante la articulación entre investigación, práctica profesional y gestión institucional, el análisis destaca tres dimensiones centrales: la formación y valorización de profesionales para actuar en la educación superior; la ampliación de las prácticas psicológicas hacia esferas institucionales y de gestión universitaria; y el compromiso ético-político con la diversidad y la interseccionalidad. Las autoras sostienen que la Psicología Escolar puede y debe (re)existir en la universidad como una práctica crítica, colectiva y transformadora, comprometida con el cuidado, la equidad y los derechos educativos.