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Revista Estudos Feministas

versão impressa ISSN 0104-026Xversão On-line ISSN 1806-9584

Rev. Estud. Fem. vol.33 no.2 Florianópolis  2025  Epub 01-Maio-2025

https://doi.org/10.1590/1806-9584-2025v33n2105353 

Dossiê Gênero, Esportes e Mídia: tematizações hegemônicas e dissidentes nas representações e práticas esportivas

(In)visibilidades e Dissidências no Esporte: Representações de Gênero em Jogo

(In)visibilities and Challenges in Sport: Gender Representations on the Field

(In)visibilidades y Disidencias en el Deporte: Representaciones de Género en Juego

Soraya Maria Bernardino Barreto Januário1  , Elaboração do manuscrito, redação, revisão

Soraya Maria Bernardino Barreto Januário é professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação - PPGCOM/UFPE. Possui pós-doutorado no Institute for Gender, Sexuality and Feminist Studies (IGSF), Canadá. É doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa (2013). Coordena o OBMIDIA/UFPE e FEGECCAP. É pesquisadora da Rede Nordestina de Estudos em Mídia e Esporte (ReNEme).


http://orcid.org/0000-0002-0405-6381

Silvana Vilodre Goellner2  , Redação, revisão

Silvana Vilodre Goellner é professora titular aposentada da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui pós-doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto, Portugal (2012). Doutora em Educação pela UNICAMP, Campinas.


http://orcid.org/0000-0002-1990-665X

Ana Carolina Vimieiro3  , Redação, revisão

Ana Carolina Vimieiro é professora do Departamento de Comunicação Social (DCS) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social (PPGCOM) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É coordenadora do Coletivo Marta - Grupo de Pesquisa em Comunicação e Culturas Esportivas.


http://orcid.org/0000-0003-1911-1264

1Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Comunicação e Programa de Pós-Graduação, Recife, PE, Brasil. 50670-420 - dcom.cac@ufpe.br

2Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança, Porto Alegre, RS, Brasil. 90690-200 - esef@ufrgs.br

3Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil. 31270-901 - dcs@fafich.ufmg.br


O debate sobre o esporte no Brasil é hoje intensamente atravessado por discussões sobre representações, (in)visibilidades e dissidências de gênero (Silvana GOELLNER, 2021). Corpos considerados “abjetos” (Judith BUTLER, 2020), performances plurais e múltiplas identidades de gênero vêm conquistando espaços em campos, quadras e outras arenas esportivas, reivindicando visibilidade, consumo e participação. Esses fenômenos são marcantes tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo e estão atrelados a campos como os Estudos de Gênero, Feminismos, Teoria Queer e Estudos sobre Masculinidades, incorporando uma perspectiva interseccional (Patricia Hill COLLINS; Sirma BILGE, 2021). A análise das dinâmicas de poder e das desigualdades estruturais presentes no contexto esportivo, especialmente em relação às mulheres e às questões de gênero, é fundamental para entender como o esporte reproduz, questiona ou reconfigura representações culturais (Soraya BARRETO JANUÁRIO, 2023). Além disso, torna-se imperativo desafiar as normas sociais que perpetuam as assimetrias de gênero nas práticas e representações esportivas, como sugere Miriam Adelman (2003). Essa discussão é particularmente relevante para os estudos feministas e de gênero, que encontram no esporte um campo frutífero para questionamentos sobre inclusão, participação, diversidade e exclusão.

As produções acadêmicas e os movimentos sociais têm buscado compreender como as práticas e as representações esportivas refletem e reproduzem normas de gênero, mas também como podem resistir e subverter essas normas. Ao discutir as experiências dos torcedores e torcedoras (Ana Carolina VIMIEIRO et al., 2023), as práticas institucionais e as narrativas midiáticas, abrem-se possibilidades de análise que incluem os consumos esportivos e culturais e os sentidos atribuídos ao desempenho de atletas femininas e LGBTQIAPN+. Essas narrativas, muitas vezes, podem ser excludentes, marginalizando ou subestimando a participação dessas pessoas nos esportes (Wagner CAMARGO, 2018). Assim, a investigação crítica dessas representações torna-se crucial para desnaturalizar as práticas desiguais que limitam a visibilidade e o valor dado a diferentes corpos e identidades nas competições esportivas. Sobre isso, Leda Costa (2009) enfatiza como o esporte no Brasil, historicamente, tem sido um espaço predominantemente masculino, com um discurso normativo que associa os corpos femininos à fragilidade e às limitações físicas. A autora analisa as formas como o esporte reproduz estereótipos de gênero e como as mulheres, ao participarem de esportes, são frequentemente forçadas a se adaptarem a essas normas, ou a redefinirem o que significa ser uma mulher no esporte.

Como exemplo, algumas rupturas dessas lógicas tradicionais são observáveis em megaeventos esportivos e nas mudanças de práticas e consumos de determinadas modalidades. A Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2023, sediada na Austrália e na Nova Zelândia, exemplifica bem essas transformações. Pela primeira vez, a competição alcançou grande visibilidade nas mídias tradicionais brasileiras e em plataformas de streaming, como a Cazé TV, que transmitiu gratuitamente todos os jogos do evento, alcançando um público considerável e fomentando um debate em torno do consumo midiático e da valorização do futebol feminino. O sucesso de Casimiro, streamer fundador da Cazé TV, nas principais redes sociais digitais e plataformas digitais tais como: Instagram, TikTok e YouTube, demonstram o tamanho do sucesso do canal. Só no YouTube, os perfis associados ao Casimiro - Casimiro, Cortes do Casimito e Cazé TV - somam, juntos, mais de 22,7 milhões de inscritos. Na Twitch, o streamer conta com quase 4 milhões de seguidores e mais de 98 milhões de visualizações.1 Esse movimento mostra como as transmissões de grandes eventos podem contribuir para o reconhecimento e a valorização de modalidades esportivas tradicionalmente marginalizadas. Cabe ressaltar que a próxima edição da competição será no Brasil, o que irá suscitar a ampliação destes debates no âmbito nacional e internacional.

Ao considerar o contexto teórico, obras como Gender Trouble, de Butler (2020), e Intersectionality, de Collins e Bilge (2021), trazem aportes essenciais para analisar como as identidades e performances de gênero se manifestam no esporte, explorando as tensões e contradições das representações culturais. A análise crítica dessas representações e das práticas de exclusão e marginalização contribui para um entendimento mais profundo de como os esportes podem tanto reproduzir quanto questionar normas sociais de gênero. Com isso, o campo esportivo se torna uma arena não só de competição, mas também de contestação social e política, no qual questões de gênero, sexualidade e visibilidade ganham novos contornos e possibilidades de resistência.

O presente dossiê trata o tema das representações de gênero e da diversidade nos esportes, visando contribuir significativamente para o campo dos Estudos de Gênero, dos Feminismos e da Teoria Queer, ampliando o entendimento sobre como identidades, sexualidades e corpos diversos participam e desafiam as práticas e representações esportivas. Ao reunir pesquisas e análises que investigam as dinâmicas de inclusão, exclusão e marginalização nas arenas esportivas, o dossiê pode proporcionar insights valiosos para a compreensão das formas de resistência e inovação no esporte. Assim, ele abre espaço para uma discussão aprofundada sobre como mulheres, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIAPN+ reivindicam visibilidade e ocupam lugares historicamente negados ou marginalizados.

O dossiê propõe examinar tais fenômenos atrelados a como os meios de comunicação, especialmente a mídia esportiva, constroem e reforçam narrativas que, em muitos casos, subestimam ou apagam o papel de mulheres e dissidências de gênero. Estudos nesse sentido podem expor as assimetrias de cobertura midiática e do consumo esportivo, revelando como o jornalismo esportivo, por exemplo, contribui para a manutenção de normas de gênero ou, alternativamente, para a quebra dessas normas. Isso se torna ainda mais relevante diante de eventos que trazem à tona as potencialidades de visibilidade, como a Copa do Mundo de Futebol de Mulheres, Olimpíadas ou, mesmo, as redes sociais digitais, que têm consolidado figuras femininas como protagonistas.

Trata-se de debates como a hiperfeminização das atletas ou a representação de uma feminilidade enfatizada como observa Robert W. Connell (2020), conceito que se refere a um conjunto de características femininas que são culturalmente exaltadas em relação à masculinidade hegemônica. Essa construção de gênero reforça estereótipos tradicionais sobre o que significa ser “feminina” em contextos sociais e institucionais. A mídia tem exaustivamente representado atletas de forma objetificada e hipersexualizada, especialmente as atletas negras (Mariane PISANI, 2014), além de destacar, enfatizar e reforçar características tradicionalmente associadas à feminilidade para conformar as jogadoras a normas de gênero dominantes (GOELLNER, 2005). Algumas características deste tipo de feminilidade são especialmente notadas na separação dos esportes entendidos como de mulheres, que prezam por certas habilidades ou características, tais como: 1. Fragilidade e delicadeza: Atribuição de comportamentos ou gestos “suaves” ou “delicados” às mulheres; 2. Beleza física como prioridade: Pressão para atender a padrões estéticos hegemônicos, muitas vezes associados à magreza, pele clara e cabelo “bem cuidado”, que dialogam com questões interseccionais (COLLINS; BILGE, 2021); 3. Comportamento passivo ou submisso: valorização de posturas que evitam confrontos, com destaque para a “harmonia” e a “compreensão”; 4. Heteronormatividade: suposição de que a feminilidade está atrelada a práticas heterossexuais ou à exaltação de relações românticas com homens, efeitos da heterossexualidade compulsória (Adrienne RICH, 2010).

Neste sentido, cabe destacar que, particularmente no contexto do futebol de mulheres, historicamente, a modalidade sempre enfrentou preconceitos e estigmatização (PISANI, 2014). Clubes e patrocinadores frequentemente favorecem jogadoras que se alinham aos padrões de feminilidade enfatizada (CONNELL, 2020), já que estas são vistas como mais “atrativas” para o mercado consumidor de uma sociedade sexista e LGBTfóbica. Por outro lado, atletas que não se encaixam nos moldes de feminilidade enfrentam maior discriminação e invisibilidade. Isso acaba por afetar sua participação em campanhas publicitárias, cobertura midiática e até oportunidades de carreira, impingindo desafios no processo de mercantilização da modalidade (BARRETO JANUÁRIO; Jorge KNIJNIK, 2022). Nesse sentido, temos assistido a uma ampliação de representações, retratações e autorrepresentações que têm sido objeto de interesse da academia e dos debates de movimentos ativistas.

Ademais, o dossiê explora as políticas institucionais e organizacionais que regulam a participação de corpos plurais nos esportes, investigando como questões como gênero, raça, classe e deficiência atravessam essas experiências e influenciam o acesso a práticas esportivas. Alinhadas aos aportes da teoria interseccional, abordagens críticas como as de Collins e Bilge (2021) contribuem para evidenciar como essas intersecções moldam não só a experiência esportiva, mas também as oportunidades e barreiras enfrentadas por diferentes grupos sociais. Com isso, oferecem subsídios para o desenvolvimento de políticas e práticas mais inclusivas e para a construção de narrativas esportivas que valorizem a pluralidade e a equidade. Em suma, o dossiê se posiciona como um recurso importante para repensar o papel do esporte enquanto espaço de transformação social e cultural, abrindo novos caminhos para a promoção da diversidade e para a contestação das normas estabelecidas nos esportes.

Neste sentido, apresentamos os textos que compõem o dossiê Gênero, Esportes e Mídia: tematizações hegemônicas e dissidentes nas representações e práticas esportivas. O primeiro texto, escrito por Tatiane Hilgemberg (UFRR), e intitulado “Estudos feministas da deficiência: análise da autorrepresentação de atletas no Instagram”, explora, a partir dos estudos feministas da deficiência, como o esporte se configura como uma arena dominada por corpos masculinos e sem deficiência. Nesse contexto, a mídia exerce um papel central ao reforçar estereótipos de gênero e normas de corporalidade. Em contrapartida, Hilgemberg discute como as atletas paralímpicas vêm utilizando as mídias sociais para se autorrepresentarem, controlando a narrativa sobre seus corpos, histórias e deficiências. Ao empregar a análise de conteúdo, a autora examina as representações, no Instagram, de duas atletas paralímpicas, uma brasileira e uma estadunidense, com foco na tríade gênero, deficiência e esporte. Os resultados indicam que as atletas brasileiras priorizam sua identidade como atleta, reforçando a feminilidade sem ocultar sua deficiência, enquanto a estadunidense destaca sua identidade enquanto mulher.

O segundo texto, intitulado “O capital erótico na produção de conteúdo sobre cultura fitness no Instagram”, de Marcos Aurélio Alvarenga (UFSM), Márcio Caetano (UFPel) e Angelita Alice Jaeger (UFSM), dialoga também com a autorrepresentação de mulheres no universo esportivo. O texto apresenta um estudo qualitativo que buscou analisar como influenciadoras fitness constroem capital erótico para obter visibilidade e engajamento digital no Instagram. Com base em postagens de sete mulheres entre agosto de 2021 e julho de 2022, as autoras identificaram imagens de corpos idealizados como reforçadores de desejo e consumo, conectando beleza, sex appeal e sociabilidade de forma estratégica para atrair seguidores.

O texto seguinte, sob o título “Outing midiático no voleibol: performance, voleifãs e paradoxos da visibilidade lésbica”, é de autoria de Cecília Lima (UFPE) e Thiago Soares (UFPE). Nele, a autora e o autor analisam o impacto midiático de um beijo entre duas atletas de vôlei, evento que gerou uma série de performances e especulações nas redes sociais digitais. A autora e o autor destacam como a sexualidade das atletas lésbicas é discutida entre os chamados voleifãs, enquanto se desenrolam negociações sobre o outing de atletas LGBTQIAP+. Com base no conceito de “outing midiático”, Lima e Soares (2025) abordam as complexas dinâmicas de visibilidade para mulheres lésbicas no esporte, revelando como essas vivências são moldadas sob a lógica da cisheteronormatividade e ampliando o debate sobre performance e dissidência sexual no esporte.

O penúltimo texto, “Violencias de género y activismo de jugadoras de fútbol en Argentina y Brasil”, de Verónica Moreira (UBA), Mariane Pisani (UFPI) e Julia Hang (UNLP), investiga o ativismo de jogadoras de futebol em resposta a casos de violência de gênero na Argentina e no Brasil. As autoras analisaram postagens no Instagram de jogadoras e de seus clubes, além de notícias veiculadas em grandes jornais de ambos os países, empregando a análise de discurso para examinar o material. A pesquisa conclui que as ações das jogadoras são respaldadas pelas reivindicações dos movimentos feministas de ambos os países e constituem uma forma de ativismo esportivo focado em questões de gênero e diversidade LGBTQIAPN+.

Por fim, o artigo “A pornoerotização dos corpos fitness: a economia da atenção e o governo das condutas”, escrito por Conrado Bueno e André Luiz dos Santos Silva (UFRGS), analisa como influenciadoras digitais fitness utilizam o Instagram para promover produtos, rotinas de treinamento e estilos de vida saudáveis por meio da “pornoerotização” de seus corpos. O estudo acompanha as postagens das seis influenciadoras mais populares do perfil “musasfitness” e examina como a pornificação das imagens e textos postados gera uma economia de atenção, atraindo seguidores e potencializando a influência exercida. Esse processo conduz à criação de parâmetros sobre saúde, beleza e bem-estar, estabelecendo condições nas quais a pornificação dos corpos se torna uma prática oportuna e desejada para mulheres.

Este dossiê, assim, oferece uma análise abrangente e crítica das interseções entre gênero, esporte e mídia, revelando as dinâmicas de poder, visibilidade e resistência que atravessam esses contextos e contribuem significativamente para os estudos de gênero e feministas ao explorar como as reflexões em torno de gênero se entrelaçam com práticas esportivas, representações corporais e dinâmicas de visibilidade na mídia e nas redes sociais digitais, além de tratar de temas necessários e atuais como deficiência, violência de gênero, sexualidade e ativismo. Ainda, expandem o debate ao iluminarem as dinâmicas de poder, resistência e autorrepresentação, especialmente em contextos esportivos e digitais. O dossiê aborda como a identidade de gênero, sexualidade e representações sociais são construídas, desafiadas e representadas em espaços de constante vigilância (Michel FOUCAULT, 2013), destacando a agência feminina na redefinição dessas narrativas.

Referências

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VIMIEIRO, Ana Carolina; EUGÊNIO, Flaviane Rodrigues; DE SOUZA, Olívia Luiza Pilar. “A produção acadêmica sobre mídia, gênero e esporte no Brasil (2000-2020): reflexões a partir da Comunicação”. Revista Eco-Pós, v. 26, n. 3, p. 196-222, 2023. [ Links ]

1Consultas realizadas em janeiro de 2025.

Como citar esse artigo de acordo com as normas da revista: BARRETO JANUÁRIO, Soraya M. B.; GOELLNER, Silvana V.; VIMIEIRO, Ana Carolina S. C. “(In)visibilidades e Dissidências no Esporte: Representações de Gênero em Jogo”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 33, n. 2, e105353, 2025.

Financiamento: Não se aplica

Consentimento de uso de imagem: Não se aplica

Aprovação de comitê de ética em pesquisa: Não se aplica

Recebido: 19 de Fevereiro de 2025; Aceito: 21 de Fevereiro de 2025

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