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Revista Diálogo Educacional

versão impressa ISSN 1518-3483versão On-line ISSN 1981-416X

Rev. Diálogo Educ. vol.24 no.82 Curitiba jul./set 2024  Epub 21-Out-2024

https://doi.org/10.7213/1981-416x.24.082.ap01 

Apresentação

Editoração de periódicos científicos em educação: tópicos contemporâneos

Publishing scientific journals in education: contemporary topics

Edición de revistas científicas en educación: temas contemporáneos

Carlo Schmidt1  [a] 
http://orcid.org/0000-0003-1352-9141

Jefferson Mainardes2  [b] 
http://orcid.org/0000-0003-0401-8112

Alboni Marisa Dudeque Pianovski Vieira3  [c] 
http://orcid.org/0000-0003-3759-0377

1Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil

2Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Ponta Grossa, PR, Brasil

3Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Curitiba, PR, Brasil


A editoração de periódicos científicos, na área de Educação e em outras áreas, é de alta relevância para a comunidade acadêmica. São os editores de periódicos científicos que garantem que as produções sejam devidamente avaliadas e publicadas.

Na área de Educação, há o Fórum de Editores de Periódicos da Área de Educação (Fepae), criado em outubro de 2011 e instalado em abril de 2012. O Fepae tem sido um dos espaços de discussão sobre editoria de periódicos e de formação dos editores/as.

Na atualidade, os editores de periódicos científicos enfrentam uma série de desafios, tais como: a) a escassez de recursos financeiros e de editais para financiamento de periódicos, que dificultam a sustentabilidade de periódicos, a profissionalização de serviços; b) a necessidade de adaptação às novas tecnologias, com o surgimento de novas ferramentas para submissão, revisão e publicação; c) a necessidade de empregar estratégias de comunicação e divulgação do periódico e dos textos publicados; d) a gestão e privacidade dos dados; e) as propostas de inovação da gestão editorial propostas pela Ciência aberta, que envolve, por exemplo, a revisão de pares aberta e o compartilhamento de dados; e) os cuidados que precisam ser observados pelos editores com relação às novas ferramentas da Inteligência Artificial, especialmente da IA generativa.

O objetivo deste dossiê foi justamente reunir pesquisas sobre essas temáticas atuais. O dossiê foi organizado com 10 artigos, sendo alguns de ordem mais geral, que abordam questões como a mercadorização do conhecimento, a formação de acadêmicos e balanço dos trabalhos apresentados nas edições do Congressos Nacionais de Editores de Periódicos de Educação (CONEPED) e plágio. Um segundo bloco de artigos discute aspectos da ciência aberta e suas implicações para a editoração científica. O terceiro bloco de artigos se refere a trajetórias e experiências de periódicos da área de Educação.

Iniciando a apresentação dos artigos do dossiê, temos Problematizações em torno da produção científica na pós-graduação em educação: da mercadorização do conhecimento ao produtivismo acadêmico, de Josélia Schwanka Salomé e Eduardo Fofonca. Nesse artigo, os autores problematizam o crescente predomínio da produção do conhecimento no campo educacional e seus reflexos nos programas de pós-graduação, conduzindo a um produtivismo acadêmico. Duas premissas são consideradas. A primeira, é sobre a busca de temas que podem atrair a atenção dos leitores, não raro lugares-comuns momentâneos, sem uma real contribuição para o avanço científico na área. A segunda, tenciona, positivamente, a real necessidade de uma avaliação crítica, ao observar a relevância e o impacto das pesquisas desenvolvidas, das quais resultam artigos que podem promover uma abordagem de temáticas mais seletivas para o desenvolvimento do conhecimento científico, desde que sejam advindas das práticas sociais dos autores. Partindo da segunda premissa, espera-se que promova um enriquecimento do diálogo acadêmico, com experiências concretas.

As autoras Terezinha Oliveira, Maria Terezinha Bellanda Galuch e Sani Carvalho Rutz da Silva, em Ética na editoração de periódicos científicos: reflexões sobre a formação de acadêmicos, ao refletir sobre a ética no processo de editoração de periódicos científicos, especialmente na área da educação, destacam duas questões: o entendimento de publicação científica como meio de desenvolvimento social, uma vez que os artigos tornam públicos os resultados de pesquisas que têm o papel social de contribuir para ampliar o conhecimento teórico e aplicado das diferentes áreas; e a compreensão de que a formação do pós-graduando para atividades de editoração de periódicos científicos não se restringe a conhecimentos técnicos desse ofício. Destacam que essa formação pressupõe uma conduta ética, para que os jovens tenham consciência da função que a publicação científica exerce na disseminação do conhecimento e na promoção de melhores condições de vida para todos, apresentando um caso de participação de doutorandos bolsistas no processo de editoração de um periódico da área de ensino.

Adiante, em Balanço das contribuições apresentadas nos Congressos Nacionais de Editores de Periódicos de Educação (CONEPEd) para a editoração científica, as autoras Maria Lília Imbiriba Sousa Colares, Olivia Medeiros Neta e e Rosimeri de Oliveira Dias analisam os Congressos Nacionais de Editores de Periódicos de Educação (CONEPEd), com o objetivo de explicitar a recente trajetória desse evento que, em 2024, realizou sua quarta edição. O CONEPEd é um evento do Fórum de Editores de Periódicos da Área de Educação (FEPAE) da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (ANPED) organizado em parceria com a Revista Brasileira de Educação (RBE). Por meio de uma pesquisa exploratória, o texto dá visibilidade ao que tem sido feito nos congressos, por meio de seus temas, minicursos, eixos temáticos e demais atividades realizadas, os quais promovem discussões e aportam contribuições para a editoração de periódicos no Brasil.

Na sequência, em Desafios no combate ao plágio na comunidade científica: perspectivas de experiências editoriais, Thiago Beirigo Lopes, Dailson Evangelista Costa, Luis Andrés Castillo Bracho e Raylson dos Santos Carneiro, partindo de suas experiências editoriais nas instituições em que atuam, apresentam estudo de revisão bibliográfica que teve por objetivo discutir estratégias editoriais empregadas na prevenção e detecção do plágio para publicação em periódicos científicos. Para realizar uma análise comparativa referente aos aspectos fundamentais (caracterização, detecção, motivações e implicações), os autores consideraram sete modalidades de plágio (plágio integral ou direto, plágio parcial ou indireto, plágio conceitual, plágio de fontes, plágio consentido, plágio por erro técnico e o autoplágio), destacando os desafios enfrentados no combate a essa prática contra os direitos autorais.

Érika Dias e José R. L. Jardilino, em O campo editorial e os desafios contemporâneos: devaneios sobre a Ciência Aberta, refletem sobre os pilares da Ciência Aberta (CA) e sua implementação no espaço ibero-americano. Consideram essa prática fundamental para o avanço científico moderno, ao promover colaboração e transparência na pesquisa. Para sua implementação, mencionam a necessidade de esforços conjuntos de financiadores, instituições e reguladores, transformando profundamente as bases da prática científica e propiciando uma ciência mais colaborativa e eficaz para enfrentar os desafios contemporâneos. No Brasil, em particular, apontam que a hegemonia do inglês como língua científica impõe barreiras e que, nesse sentido, a colaboração regional pode promover uma ciência mais inclusiva.

O artigo Aderência à ciência aberta pelos periódicos da área de educação: análise a partir do catálogo da FEPAE/ANPED, de Luiz Fernando Correia de Almeida, Fabiane Maia Garcia e David Goes Ferreira, discute a aderência da ciência aberta nos periódicos vinculados ao catálogo do Fórum de Editores de Periódicos da Área de Educação (FEPAE), da ANPED. A pesquisa analisou dados coletados de 172 periódicos, por meio de sua página eletrônica, com a identificação de uma variedade de práticas e políticas adotadas em relação à ciência aberta, sem que, necessariamente, a maioria esteja alinhada ao movimento de abertura. Os autores trazem os resultados dessa análise, ao tempo em que entendem que a adoção da ciência aberta pelos periódicos em educação promoverá uma cultura mais colaborativa e de socialização na comunicação científica.

Os pesquisadores Décio Gatti Júnior e Filomena Maria de Arruda Monteiro, em Os periódicos em Educação da região Centro-Oeste do Brasil: caracterização, avaliação e desafios, trazem o resultado de pesquisa que teve como objeto o conjunto de periódicos em Educação da região Centro-Oeste do Brasil cadastrados no FEPAE, num total de 27. A análise contemplou a caracterização dos periódicos, em termos de localização, época de criação, editoria, periodicidade, temáticas, indexadores e avaliação no âmbito do Qualis Periódicos. Foram discutidos, também, os desafios que estão postos, atualmente, para os periódicos em Educação da região Centro-Oeste, como a modernização, a profissionalização e o alcance de indexadores mais robustos.

Em Aportes empíricos, científicos e tecnológicos à editoração de uma revista científica de Educação, Marta Maria de Araújo e Cynara Teixeira Ribeiro apresentam estudo sobre a produção da gestão editorial de um periódico de educação específico, para reconstituir, pelo crivo do corpus da pesquisa, que combina as matérias dos editoriais da Revista com pesquisas quantitativas, as interdependências notórias e subjacentes e as variações das mudanças dessa produção no período de 2007 a 2023. Do ponto de vista metodológico, o trabalho de cunho histórico assenta-se no entendimento da dimensão temporal de Elias (1994), em sua concepção da capacidade humana de relacionar sequências diferentes de mudanças, uma delas servindo de escala de referência para as outras.

Segue-se o trabalho de Érika Ferreira Floriano e Maria Sílvia Bacila, sobre A pesquisa atrelada à prática: o caso da Revista Veredas da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba. O estudo investiga a produção de natureza formativa do periódico Revista Veredas, publicação da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba, com foco na integração entre teoria e prática no contexto educacional, que envolve tanto a Rede Municipal de Educação quanto outros interessados. Destaca a intersecção entre o ambiente acadêmico e profissional, no qual as habilidades desenvolvidas na pesquisa científica podem ser aplicadas.

Completando a série de trabalhos que integram este dossiê, Gildenir Carolino Santos, Maria de Lourdes Pinto de Almeida e José Camilo dos Santos Filho, em Da teoria às boas práticas editoriais: a experiência da Revista Internacional de Educação Superior da UNICAMP, apresentam o resultado de uma pesquisa, caracterizada como estudo de caso, complementada pela análise descritiva das boas práticas implantadas no fluxo editorial do referido periódico, criado em julho de 2015. Essas boas práticas editoriais estão relacionadas à publicação gratuita pelas universidades, no novo cenário das publicações, em que o modelo de assinatura não é mais predominante, como decorrência do movimento de periódicos acadêmicos para a Internet.

Os artigos de demanda contínua da Revista Diálogo Educacional tratam de temas diversos, atuais, relacionados à educação, tais como formação de professores, aprendizagem, gamificação, resolução de problemas, educação a distância, Atendimento Educacional Especializado, grupos de pesquisa, autonomia universitária e expectativas e vivências acadêmicas, entre outros. São apresentados, assim, resultados de pesquisas relevantes, que constituem o passo a passo para a construção do conhecimento.

O primeiro artigo é A formação inicial na Licenciatura em Educação do Campo dirigida para formação humana, de Luiz Bonfim e Eliana Alencar Marques, que traz resultados parciais de uma pesquisa que analisou o processo de formação inicial docente em uma perspectiva histórico-crítica. O estudo foi desenvolvido com base nos pressupostos teórico-metodológicos do materialismo histórico-dialético, da psicologia histórico-cultural e da pedagogia histórico-crítica. A abordagem metodológica foi a da pesquisa-formação onto-crítica e a análise de dados foi realizada a partir dos núcleos de significação.

Em A Aprendizagem docente em contextos emergentes: professores iniciantes da saúde, Juliana Spolaor Warth e Doris Pires Vargas Bolzan buscam compreender a temática da aprendizagem da docência iniciante, em pesquisa com abordagem qualitativa, apoiada na narrativa sociocultural e desenvolvida na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Os dados foram obtidos por meio de entrevistas narrativas, a partir de tópicos guia.

Maurício dos Reis Brasão, em A educação contemporânea sob a perspectiva do neotecnicismo: desafios, ideologias e políticas educacionais, explora a fundamentação teórica do tecnicismo pedagógico, de acordo com os pressupostos de Luiz Carlos de Freitas. Entende que, no âmbito das reformas educacionais contemporâneas, sobretudo aquelas apoiadas em princípios empresariais, faltam o debate e a definição clara sobre uma educação de qualidade. O trabalho adota uma perspectiva qualitativa.

Em seguida, Valéria Becher Trentin e Luciano Trentin, em Gamificação e conceitos matemáticos na Educação de Jovens e Adultos, exploram a gamificação e a aprendizagem dos conceitos matemáticos empregadas na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). A pesquisa foi realizada em um Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) localizado em um município do estado de Santa Catarina. Do ponto de vista metodológico, foram utilizados os referenciais da pesquisa qualitativa, sendo privilegiada a observação para coleta de dados.

Natany Assai e Everton Bedin apresentam, em Resolução de problemas no ensino de Química: uma revisão integrativa, uma revisão de literatura integrativa acerca da Resolução de Problemas (RP) no ensino da química ao nível fundamental e médio. Como campo de busca, foram selecionados o Banco de Teses e Dissertações da CAPES e a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações.

O artigo Formação docente e o desafio da indução: contribuições de uma pesquisa-formação, de Giseli Barreto da Cruz e Fernanda Lahtermaher Oliveira, analisa ações de indução profissional docente mobilizadas no seio do processo investigativo, com vistas à construção de políticas de formação de professores/as. A pesquisa-formação se inscreve no campo da narrativa como atividade (auto)biográfica, conduzida pela aposta na troca entre pares como uma estratégia de partilha e enfrentamento das dificuldades que interpelam docentes iniciantes no processo de socialização profissional.

Segue-se o artigo Acolhida e inclusão: língua familiar e língua de acolhimento a partir de uma narrativa escolar, de Jeruza Santos Nobre, Cláudia Rodrigues de Freitas e Ricardo Burg Ceccim, o qual evidencia categorias compreensivas que exploram os modos como se opera na escola a língua de acolhimento e os processos inclusivos de crianças migrantes. Os conceitos de língua familiar (L1) e português como língua de acolhimento (PLAc) são trabalhados. A cena escolar foi utilizada para a realização da pesquisa-ação, com o emprego de 3 episódios que ensejaram ações acolhedoras e processos inclusivos.

O trabalho Educação a distância e identidade profissional docente: tendências e possibilidades, de Hebert Rogério do Nascimento Coutinho, Antonia Dalva França Carvalho e Joaquim Luis Medeiros Alcoforado, tem como problemática saber quais as implicações educacionais e pedagógicas que incidem sobre a identidade profissional docente, oriundas dos incrementos pedagógicos e docentes da Educação a Distância. O objetivo, assim, é buscar a relação existente entre o surgimento e a consolidação da EaD no Brasil, seus avanços pedagógicos e a influência da virtualidade na formação de professores. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa.

Thiago Falcão Solon, Adelaide de Sousa Oliveira Neta e Giovana Maria Belém Falcão brindam o leitor com o artigo Perspectivas teóricas da formação continuada no Atendimento Educacional Especializado: um estudo em teses e dissertações, cujo objetivo é conhecer as perspectivas teóricas presentes em propostas de formação continuada para professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O estudo se caracteriza como estado da arte e utilizou a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) como base de dados. O mapeamento resultou em sete dissertações analisadas a partir das seguintes categorias: conhecimentos de professores do AEE sobre as perspectivas teóricas da formação continuada; reverberações das perspectivas teóricas e da formação continuada para o professor do AEE; e relação entre as perspectivas teóricas da formação continuada e a atuação com estudantes com deficiência.

Adiante, Mônica dos Santos Toledo e Mônica Vasconcellos apresentam Formação de professores em perspectiva colaborativa: uma investigação sobre grupos de pesquisa brasileiros, resultante de pesquisa baseada em dados do Diretório de Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que identifica grupos brasileiros que atuam na formação de professores e se apresentam como colaborativos. Foram mobilizados, para a discussão, os conceitos de formação de professores, colaboração e relações entre universidade e escola básica.

Os pesquisadores Marcelo Soncini Rodrigues e Mario Luiz Neves de Azevedo, em A conquista da autonomia universitária plena: desafios para a consolidação da educação superior pública, gratuita e de qualidade nas IEES do Paraná (1990-2021), têm por objetivo investigar se a conquista da autonomia universitária plena (AUP) pelas Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) do Paraná é a política capaz de consolidar a educação superior pública, gratuita e de qualidade. A pesquisa caracteriza-se como explicativa, com abordagem qualitativa. Para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com dirigentes de quatro universidades estaduais do Paraná, que, após, foram classificados por meio de categorias de análise de conteúdo.

Na sequência, Denilson Junio Marques Soares e Wagner dos Santos, em Desigualdades de oportunidades educacionais: uma análise do Ioeb nos municípios do Espírito Santo, analisam o algoritmo subjacente ao Ioeb - indicador que quantifica a contribuição de cada município ou Estado para o sucesso educacional de seus residentes -, bem como os resultados obtidos pelos municípios do Espírito Santo, assumidos como unidades de análise. A pesquisa se vale de uma abordagem metodológica mista, começando com uma fase qualitativa, por meio de pesquisa documental sobre o indicador, seguida por uma fase quantitativa, que inclui análises estatísticas descritivas e inferenciais.

Em Rankings acadêmicos na educação superior brasileira: a trajetória do Guia do Estudante (1986-2018), os autores Henrique da Silva Lourenço, Adolfo Ignacio Calderón e Marco Wandercil buscam compreender a trajetória do Guia do Estudante, uma das pioneiras tabelas classificatórias, na forma de rating de cursos e rankings de instituições de educação superior (IES), que existiu no Brasil durante trinta e dois anos (1986-2018). A análise bibliográfico-documental, partindo de uma perspectiva empírico racional, teve como referência quatro dimensões analíticas: (i) tipologia. (ii) funcionamento, (iii) metodologia e (iv) tendências predominantes.

Encerrando a apresentação dos artigos deste número, temos Expectativas e vivências acadêmicas posteriores de estudantes ingressantes no ensino superior, de Zena Eisenberg e Leandro S. Almeida, que realizaram estudo longitudinal em que foram acompanhados 106 estudantes ingressantes no ensino superior por um período de seis meses, com o objetivo de verificar uma relação entre as expectativas com que os estudantes ingressam e seu posterior bem-estar acadêmico. Para avaliar as expectativas dos estudantes, usou-se a Escala Brasileira de Expectativas Acadêmicas para Ingressantes no Ensino Superior e, para avaliar o bem-estar, foi utilizado o Questionário de Vivências Acadêmicas na versão reduzida.

Agradecemos a todos/as os autores/as e avaliadores/as e esperamos que os artigos do dossiê, em especial, contribuam para o trabalho dos editores de periódicos da área de educação e os que compõem a demanda contínua propiciem excelentes e aprofundadas reflexões aos nossos leitores.

Como citar: SCHMIDT, C.; MAINARDES, J.; VIEIRA, A. M. D. P. Editoração de periódicos científicos em educação: tópicos contemporâneos. Revista Diálogo Educacional, v. 24, n. 82, p. 859-865, 2024. https://doi.org/10.7213/1981-416X.24.082.AP01

[a] Doutor em Educação, e-mail: carlopsico4@gmail.com

[b] Doutor em Educação, e-mail: jefferson.m@uol.com.br

[c] Doutor em Educação, e-mail: alboni@alboni.com

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