A fronteira é, sobretudo, no que se refere aos diferentes grupos dos chamados civilizados que se situa “do lado de cá”, um cenário de intolerância, ambição e morte. É, também, lugar da elaboração de uma residual concepção de esperança atravessada pelo milenarismo da espera no advento do tempo novo, um tempo de redenção, justiça, alegria e fartura. (Martins, 2021, p. 10).
Conservadorismos, guerras, emergência climática. Começamos um ano diante de muitas atrocidades e de aprofundamento das desigualdades. José de Souza Martins lembra que a disputa fundamental e base da fronteira e a que “[...] separa a cultura e a natureza, o homem do animal, quem é humano e quem não o é” (p. 10).
Teias inicia o ano com dezenove artigos de demanda contínua e um ensaio que pensam o papel da educação no mundo em que estamos imersas. Uma escola de família na Amazônia, a educação e o desenvolvimento sustentável, a filosofia para crianças, diferentes modos de pensar e analisar a EJA, incluindo aí sonhos e fabulações, arte e educação democrática, políticas de currículo. O número ajuda a pensar as muitas fronteiras, como as definimos e o que fazemos delas. Se um lugar de ambição e morte ou de esperança. Sigamos.














