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Revista Educação e Políticas em Debate

versão On-line ISSN 2238-8346

Rev. Educ. Polít. Debate vol.13 no.2 Uberlândia maio/apr. 2024

https://doi.org/10.14393/repod-v13n2a2024-69982 

RESENHA

FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979. 53 páginas.

Patricia Moreira Caldeira Faria1 
http://orcid.org/0000-0002-8115-3070; lattes: 2703376230395389

Maura Heloisa Xavier2 
http://orcid.org/0009-0006-9926-2394; lattes: 9522718521399670

Adriano Eurípedes Medeiros Martins3 
http://orcid.org/0000-0003-0640-3567; lattes: 5567439874482998

1Mestranda em Educação Profissional e Tecnológica - ProfEPT no IFTM - Campus Avançado Uberaba Parque Tecnológico. Servidora Técnico-Administrativa em Educação do IFTM - Campus Patrocínio, Patrocínio, MG, Brasil. E-mail: patriciamoreira@iftm.edu.br;

2Mestranda em Educação Profissional e Tecnológica - ProfEPT no IFTM - Campus Avançado Uberaba Parque Tecnológico. Servidora Técnico-Administrativa em Educação do IFTM - Campus Patrocínio, Patrocínio, MG, Brasil. E-mail: mauraxavier@iftm.edu.br;

3Pós-Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU. Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (PEBTT) do IFTM - Campus Uberaba. Atua como docente do quadro permanente dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu: Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) e Mestrado Profissional em Educação Tecnológica (MPET), Uberaba, MG, Brasil. E-mail: adrianomartins@iftm.edu.br;

FREIRE, Paulo. Conscientização, : teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979. 53 páginasp.


O livro de Paulo Freire, Conscientização, escrito em 1979, trata da temática da liberdade e libertação. A educação como ferramenta libertadora, é capaz de conscientizar o sujeito de sua realidade opressiva e marginalizada. É preciso refletir sobre os avanços necessários na educação para a construção de uma educação emancipadora.

Os homens têm consciência de que são incompletos, e assim, nesse estar inacabados e na consciência que disso têm, encontram-se as raízes mesmas da educação como fenômeno puramente humano.

(FREIRE, 1979, p. 42)

A obra Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire, foi originalmente escrita em 1979, totalizando 53 páginas. Organizadas em três partes denominadas O homem e sua experiência; Alfabetização e Conscientização e Práxis da Libertação.

Na apresentação Cecílio de Lora, Diretor da Associação de Publicações Educativas, trata sobre as contribuições freirianas acerca da conscientização do saber e metodologias, educacionais. Já o Prólogo elaborado pela Equipe INODEP (Instituto Oecuménique au Service du Développement des Peuples) faz uma breve apresentação das partes que compõem o livro, ressaltando que inicialmente o autor traz sua história, em seguida trata do método e aplicação e, por último, versa sobre a prática da libertação.

A obra na sua primeira parte, O homem e sua experiencia, Paulo Freire por si mesmo, apresenta a biografia do autor. Freire nasceu em Recife, em 19 de setembro de 1921. Seus pais Joaquim Temístocles Freire e sua mãe, Edeltrudes Neves Freire desde cedo lhe ensinaram a importância do diálogo nas relações humanas. “Embora fosse criança comecei a perguntar-me o que poderia fazer para ajudar aos homens”. (FREIRE, 1979, p. 9). Isto, evidencia que mesmo diante das perdas, dificuldades e das duras realidades da vida, Freire começou a refletir em como poderia auxiliar o próximo. Aos 15 anos ele entrou para o ginásio com intuito de aprofundar nos estudos até se tornar um professor ginasial e posteriormente advogado pela Universidade Federal de Pernambuco. Profissionalmente, Paulo Freire atuou em Pernambuco no departamento de Serviço Social assistencial - SESI. Entre 1946 a 1954, esteve como diretor do Departamento de Educação e de Cultura do SESI, e mais tarde na Superintendência do SESI. Por meio destes surgiu o então Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife, o qual Freire foi o primeiro diretor. Aos 23 anos casou-se com Elza Maia Costa Oliveira, com quem teve cinco filhos.

Com o golpe de Estado em 1964, Freire foi preso por cerca de 70 dias, por considerarem seus métodos educativos contrários às questões políticas da época. A perseguição à Freire por grupos conservadores foi consequência de um movimento iniciado pelo autor em 1962, no qual 300 trabalhadores foram alfabetizados em apenas 45 dias em Angicos, Rio Grande do Norte, que segundo o autor é a região mais pobre do Brasil, resultando diminuição dos índices de analfabetismo e despertando o olhar dos educadores para novas perspectivas educacionais. Assim, o pressuposto do exílio de Paulo Freire foi fundamentado nesse movimento, pois defendia uma população alfabetizada liberta, o homem tornando-se sujeito de sua própria história, daí que “... os alunos formados nos círculos [...], vêem mais nitidamente a diferença entre as promessas feitas às massas e sua realização estiva.” (FREIRE, 1979, p. 12). Neste contexto, os políticos não se interessavam pelas massas, apenas pela manipulação desta no jogo eleitoral.

Exilado no Chile, o método Paulo Freire reduziu o analfabetismo a 5% em seis anos. Em 1965, foi criado o Escritório de Planejamento para a Educação de Adultos por Waldoms Cortês em Santiago. Em 1967, o método, até então considerado subversivo no Brasil, teve êxito no Chile, permitindo o reconhecimento da UNESCO que concedeu o título de uma das cinco nações que obteve a melhor superação frente ao analfabetismo na década de 60.

Durante o exílio no Chile, em 1964, Paulo Freire foi convidado a contribuir com sua experiência pedagógica vivenciada, até então no Brasil. Essa viabilização foi possível uma vez que, o partido democrata-cristão iniciava a gestão no país e vislumbrava um programa governamental para educação de adultos. Diante disso, a criação do Escritório de Planejamento para a Educação de Adultos, por Waldoms Cortês, em 1965, acordou com Freire o desenvolvimento prático de uma metodologia apropriada a esse fim. Consequentemente, Paulo Freire deleitou-se do cenário favorável à realização seus ideais político, pedagógico e metodológico, até então considerado subversivo no Brasil, ao estruturar a educação de adultos mediante o processo de alfabetização. Essa ação, favoreceu a redução do analfabetismo em 5% em seis anos. Posto isso, em 1967, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, conferiu ao Chile, o título de uma das cinco nações que obteve a melhor superação frente ao analfabetismo na década de 60.

A próxima parte da obra descrita Alfabetização e Conscientização, aborda o termo "conscientização" com base na metodologia freiriana, que enfatiza que a educação é um reflexo da conscientização resultante da análise crítica da realidade. Essa discussão é dividida em duas perspectivas: não crítica, crítica e analítica, na qual a compreensão da realidade é obtida através do distanciamento do objeto para uma melhor visão. Nesse processo, ocorre a quebra da análise inicial da realidade, permitindo que o indivíduo se posicione diante dela. Assim, a conscientização surge da interação entre a realidade e a ação reflexiva.

No processo de conscientização chega-se a um novo conceito, a utopia. Freire explica que grandes pensadores como Marx e Guevara eram utópicos, pois propunham uma transformação do mundo, baseados na esperança de que o homem pode alcançar algo ainda melhor, como uma tarefa permanente de transformação.

Quanto mais conscientes somos de nossa realidade mais nos tornamos capazes de comprometermos como anunciadores da transformação. Neste contexto o homem, por meio de ações libertadoras, promove a mudança do “status quo”. Nesta lógica, o processo de conscientização possibilita a análise crítica - reflexiva da realidade, contribuindo para e na formação necessária à ação de transformação, ou seja, a emancipação do homem. Destarte, a mudança do “status quo” advém de ações libertadoras do homem como sujeito ativo, consciente do seu processo histórico e social.

Desta forma, é possível compreender a mudança dos indivíduos frente a realidade, uma vez que esta não é seu verdadeiro aspecto, tornando-se, portanto, um desafio que precisa ser repensado. Educandos e educadores agora podem refletir juntos de modo crítico sobre conhecimento real ao contexto, relações pelas quais antes não eram percebidas. “Em todas as fases da descodificação, os homens revelam sua visão do mundo. Conforme a maneira como eles vêem o mundo e como o abordam – de modo, fatalista, estático ou dinâmico” (FREIRE, 1979, p. 18). O pensamento humano e reflexivo sobre a realidade resulta numa maior consciência acerca de seu ambiente, além de permitir ao homem a capacidade de modificação desta realidade.

Nesse âmbito, o autor apresenta uma nova terminologia denominada “ideias-força”, as quais são dotadas de caráter crítico-reflexivo. A primeira baseia-se na reflexão de que a educação desenvolve no homem a capacidade de ser capaz de analisar e refletir sobre seu contexto de vida considerando as condições em que ele vive. O próximo pensamento refere-se ao questionamento do ser humano sobre a rotina em que vive. Assim, quanto mais consciente ele está do seu papel na sociedade mais comprometido em intervir e modificar esta realidade ele se torna. Freire ainda destaca a ideia-força na qual o ser humano, após refletir sobre seu contexto, concebe-se sujeito da própria realidade. A partir disso, consagra-se o quarto raciocínio elencado pelo autor, no qual o homem dinamiza o mundo, tornando-se autor e construtor da própria história, desenvolvendo assim, o desejo pela cultura. Seguidamente, reflete acerca do reconhecimento e descobrimento, por parte do ser humano, da sua própria existência e se ele está apto a construir sua época histórica e sua própria realidade. A última ideia-força preconiza a educação libertadora e autêntica como instrumento no combate à postura e práticas domesticadoras.

Na parte que trata do Processo Metodológico, Freire utiliza-se de uma abordagem mais empírica. A metodologia baseia-se em técnicas de alfabetização que destoam das técnicas tradicionais, ao preconizar que o método deve levar em consideração a experiência e a história do educando. Nesta lógica, o autor propõe que o educador abandone a técnica de memorização e invista na visualização da palavra geradora, isto é, estabeleça uma associação entre o objeto e a palavra a qual se refere. “Assumindo este mecanismo de maneira crítica e não pela memorização [...], o analfabeto começa a estabelecer por si mesmo seu sistema de sinais gráficos” (FREIRE, 1979, p. 24). Dessa forma, a divisão de sílabas e o reconhecimento das famílias fonéticas, desenvolve no educando a capacidade de formar novas palavras por meio do mecanismo das combinações fonêmicas. Em suma, o educando, até então analfabeto, percebe-se como uma pessoa de valor. Tal situação resulta, por exemplo, numa certa valorização de seu trabalho e todo o seu entorno, independentemente de sua profissão.

Denominada Práxis da Libertação o desfecho da obra aborda a opressão. Para tal utiliza-se de três palavras chaves. A primeira delas é “A opressão”, a qual Freire descreve como o indivíduo oprimido é individualista devido a sua identificação enquanto ser oprimido. “A sombra de seu antigo opressor projeta-se continuamente sobre eles” (FREIRE, 1979, p. 31). Quando o oprimido tem a possibilidade de ascensão sua atitude sobre os demais tende a se tornar a figura do próprio opressor.

Desta maneira, para uma atitude libertadora o opressor precisa combater e resolver sua contradição em estar preso no antigo ser humano, pois como herdeiros da opressão carregam suas origens e variações ou especificidades. Assim sendo, “os oprimidos podem libertar os seus opressores, libertando-se a si mesmos” (FREIRE, 1979, p. 32). Neste contexto, o autor relata que, a conversão em um novo homem exige uma profunda ressurreição, onde já uma vez que não podem permanecer como eram. Nesse prisma, os oprimidos são emocionalmente dependentes, o que leva o autor a discorrer a próxima palavra-chave, “A Dependência”.

Paulo Freire revela a situação dos países subdesenvolvidos incumbidos da tarefa de rompimento com as crenças limitantes impostas a eles, tratando sobre “o Fenômeno Relacional da Dependência a partir do caso Latino-Americano”. Apresenta a realidade histórico-cultural, chamada “cultura do silêncio”, efeito das relações entre dominadores e dominados. O autor constata que a sociedade subdesenvolvida absorve valores e estilos de vida típicos da sociedade detentora de poder. Sociedade esta, que por sua vez, consegue manipular a comunidade subdesenvolvida por meio da dependência e seus respectivos aparatos ideológicos. Neste ponto, Freire destaca que “a sociedade dependente é, por definição, uma sociedade silenciosa. Sua voz não é uma voz autêntica, mas um simples eco da voz da metrópole” (FREIRE, 1979, p. 34). Isso revela que na mobilização das massas, os dominados adquirem um olhar crítico frente a sua realidade histórica e social, provocando mudanças e transformações. Segundo o autor este período de transição desencadeia a revolução ou golpe de Estado, que no Brasil foi marcado pelo o Golpe Militar de 1964.

Em relação à terceira palavra-chave, Freire traz um novo termo a “marginalização”, referindo-se ao homem excluído do sistema social. Não podemos atribuir aos analfabetos a posição de marginalizados, tendo em vista que marginal é algo que está “a margem de”, uma visão de movimento de centro e periferia. A expressão ‘marginalizado’ não se identifica com a alfabetização, pois o analfabeto torna-se liberto exatamente por não ser marginalizado, e sim como um ser oprimido na sociedade. Nesse sentido,

Aceitando que o analfabeto seja uma pessoa que existe à margem da sociedade, vemo-nos conduzidos a considerá-lo como uma espécie de “homem doente”, para o qual a alfabetização seria medicamento “curativo”, que lhe permitiria “voltar” à estrutura “sadia” da qual havia sido separado.

(FREIRE, 1979, p. 39).

Além disso, o autor aborda sobre as linhas de ação e a nova relação educacional e afirma que a pedagogia se desenvolve a partir das classes dominantes, pois incorporam que tudo o que possui mais poder é legítimo. Porém, é notório um sistema em dualidade, dominante versus dominado, ou seja, uma perspectiva educacional fundamentada na concepção bancária e cumulativa, isto significa, a educação como um ato de depósito de conhecimentos. Tal como define o autor ao discorrer sobre o assunto “Em lugar de comunicar, o professor dá comunicados que os alunos recebem pacientemente, aprendem e repetem. É a concepção “acumulativa” da educação (concepção bancária)” (FREIRE, 1979, p. 41).

Freire propõe uma transformação do educador, pautada no engajamento em prol do progresso do aluno e do desenvolvimento do pensamento crítico, por intermédio do diálogo, recurso peculiar ao ato de ensinar, cerne da ação transformadora, e, portanto, indispensável na construção da ressignificação do homem. Tal ressignificação é parte da natureza humana, por isso que é uma necessidade existencial. Neste sentido, o diálogo, como forma de reflexão e análise, é o instrumento essencial da ação libertadora.

Ao concluir, o autor discorre sobre a ação e revolução cultural, movimentos estes imprescindíveis no processo libertação. A interiorização de preceitos dominadores contidos nos dominados em um movimento de autodefesa refletem o pensamento e a expressão da sociedade alienada. Nessa conjuntura, a mediação do educador frente aos aspectos pedagógico e dialógico, contribui para o desenvolvimento da revolução cultural das massas, por meio do ensino e da aprendizagem. Melhor dizendo, a produção de conhecimentos embasados nas vivências culturais de educadores e educandos, corroboram para a inserção contextualizada da realidade e de suas relações estabelecidas com o mundo.

Segundo Freire, a libertação é efetiva quando os dominados tiverem consciência da realidade a eles negada e isto exige uma pedagogia de denúncia, pautada na realidade dos educandos, a fim de proporcionar uma conscientização das classes mais necessitadas.

Por fim, o livro é recomendado a todos profissionais da educação e áreas afins, que pretendem ampliar o conhecimento acerca da temática em prol da transformação das classes desprovidas de pensamento reflexivo, do desenvolvimento da concepção crítica diante a sociedade e através do diálogo como base nas relações humanas. Mesmo se tratando de uma obra de 1979, os temas são pertinentes e aplicáveis aos dias atuais, desmitifica várias metodologias de alfabetização evidenciando que é possível ensinar práticas de leitura e escrita eficazes, utilizando recursos metodológicos simples e objetivos.

Ademais, o aporte teórico filosófico criado pelo autor é relevante à formação inicial e continuada de educadores, posto que, trata da importância da postura política pedagógica no ato educativo; preconiza o diálogo crucial para transformação ativa do educando; enaltece a cultura do estudante, como contexto real para a construção do conhecimento, e eleva a educação como meio de emancipação do homem.

Dessarte, as premissas sociais elencadas na obra, amparam a prática pedagógica transformadora e humanista, visto que, denotam o real objetivo da educação. Em outras palavras, propõe uma pedagogia social, direcionada ao desenvolvimento de uma educação fundamentada na participação de educandos, capazes de lutar por melhores condições sociais, aptos a resgatar sua dignidade e restaurar sua cultura, uma atuação ativa fora dos muros da escola.

Em suma, Paulo Freire em sua obra nos leva a refletir o quanto ainda é preciso avançar para a construção de uma educação emancipadora, mais democrática e crítica, direcionada para a conscientização, transformação e libertação desta realidade que efetiva a desigualdade e o aviltamento humano.

REFERÊNCIAS

FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979. 53 páginas. [ Links ]

Recebido: 10 de Julho de 2023; Aceito: 04 de Setembro de 2023

Sílvia Helena Casagrande. E-mail: silviacasagrande@iftm.edu.br.

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