SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.7 número1Vladimir Vladimirovich Repkin: apontamentos para uma história de vidaO que é a imaginação? índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Compartilhar


Obutchénie. Revista de Didática e Psicologia Pedagógica

versão On-line ISSN 2526-7647

Obutchénie: R. de Didat. e Psic. Pedag. vol.7 no.1 Uberlândia jan./abr 2023  Epub 15-Set-2025

https://doi.org/10.14393/obv7n1.a2023-69010 

Dossiê - As contribuições da obra de V. V. Repkin para pensar e debater as questões da educação e da didática

Teoria da Aprendizagem Desenvolvimental (TAD) e V. V. Repkin: experiência de estudo biográfico1

Teoría del aprendizaje desarrollador (TAD) y V. V. Repkin: experiencia de estudio biográfico

Alexander Konstantinovich Dusavitskii2 

2 Alexander Konstantinovich Dusavitsky (5 de maio de 1928 - 24 de outubro de 2012) foi um psicólogo soviético e ucraniano de grande relevância científica. Especialista no campo da psicologia da personalidade, teoria da formação do interesse cognitivo, problemas do desenvolvimento individual da criança. Escreveu numerosos artigos científicos e livros. Provavelmente sua obra mais importante e conhecida seja “Desenvolvimento da personalidade na atividade de estudo” (Moscou, Casa de Pedagogia, 1996, 208 p.). Seu nome está dentro de caixa de texto, indicando, de acordo com a tradição, sinal de luto em razão do falecimento em 2012. Russia


RESUMO

O texto reproduz na íntegra a entrevista que o filósofo, filólogo, linguista, psicólogo e didata ucraniano Vladimir Vladimirovich Repkin concedeu ao também psicólogo ucraniano Alexander Konstantinovich Dusavitsky. A entrevista foi inicialmente publicada em russo na revista Вестник (n. 10, 2002), do Centro Pedagógico “Experimentar”, de Riga, Letônia, sob a direção de B. A. Zeltserman. O texto contém dados biográficos do filólogo e didata, bem como uma descrição de sua monumental obra em favor do estabelecimento das bases teóricas e metodológicas do sistema psicológico e didático Elkonin-Davidov-Repkin.

Palavras-chave: Vladimir Vladimirovich Repkin; Teoria da Aprendizagem Desenvolvimental; Contribuições teóricas e metodológicas

RESUMEN:

El texto reproduce íntegramente la entrevista que el filósofo, filólogo, lingüista, psicólogo y didacta ucraniano Vladimir Vladimirovich Repkin concedió al también psicólogo ucraniano Alexander Konstantinovich Dusavitsky. La entrevista fue inicialmente publicada en ruso en la revista Вестник (n. 10, 2002), del Centro Pedagógico “Experimentar”, en Riga, Letonia, bajo la dirección de B. A. Zeltserman. El texto contiene, además de datos biográficos del filólogo y didáctico, una descripción clara y emotiva de su monumental obra a favor del establecimiento de las bases teóricas y metodológicas del sistema psicológico y didáctico Elkonin-Davidov-Repkin.

Palabras clave: Vladimir Vladimirovich Repkin; Teoría del aprendizaje evolutivo; Aportaciones teóricas y metodológicas

ABSTRACT

The text reproduces in full the interview that the Ukrainian philosopher, philologist, linguist, psychologist, and didactic Vladimir Vladimirovich Repkin gave to Alexander Konstantinovich Dusavitsky, also a Ukrainian psychologist. The interview was first published in Russian in the magazine Вестник (No. 10, 2002) of the Pedagogical Center “Experimentar” in Riga, Latvia, under the direction of B. A. Zeltserman. The text contains biographical data on the philologist and didactician, as well as a description of his monumental work in favor of establishing the theoretical and methodological foundations of the Elkonin-Davidov-Repkin psychological and didactic system.

Keywords: Vladimir Vladimirovich Repkin; Developmental Learning Theory; Theoretical and Methodological Contributions

1 Introdução

É a primeira vez que a presente entrevista é traduzida e publicada em outra língua desde que Vladimir Vladimirovich Repkin concedera a mesma ao psicólogo ucraniano Alexander Konstantinovich Dusavitskii. Entre ambos psicólogos e autores existia à época uma íntima relação pessoal e de trabalho. Ainda jovem, formado pelo Instituto de Engenharia Civil de Kharkov (1950), Dusavitskii chegou a sistema psicológico-didático Elkonin-Davidov-Repkin (DAVIDOV, 1986, 1996; PUENTES, 2017; PUENTES; LONGAREZI, 2020) praticamente no início, interessado nas questões teóricas da psicologia (1969). Trabalhou durante anos sobre a supervisão direta de Vladimir V. Repkin que foi seu supervisor, especialmente quando da elaboração de sua Candidatura a Doutorado em Ciências Psicológicas pelo Programa de Pós-Graduação do Instituto de Psicologia da Universidade Estatal de Kharkiv com o título "Desenvolvimento pessoal em grupo em função da organização de atividade de estudo" (Kharkiv, 1975). Depois disso, exerceu a docências, durante anos no Departamento de Psicologia Geral da própria Universidade Estatal de Kharkiv.

Fonte: https://www.koob.ru/dusavitskiy/

Foto: A K. Dusavitskii 

Ao longo desse período, A. K. Dusavitskii foi se tornando uma das principais referências para o estudo da personalidade no interior do sistema. Aliás, ele criou sua própria teoria da personalidade, que desenvolve as visões de S. L. Rubinshtein, mas que considera também os aportes de A. N. Leontiev e L. I. Bozhovich. Definiu a personalidade como um órgão especial na estrutura da psique do indivíduo, responsável pela tomada de decisões e suas consequências. Na estrutura desse órgão identificou três esferas: (a) necessidade motivacional (interesse), (b) esfera da consciência (ideal) e (c) esfera do comportamento (caráter). Inclusive, Sbahr e Longarezi (2022) acabam de publicar em parceria um artigo em que se aborda, pela primeira vez no Brasil, o desenvolvimento dos estudos sobre personalidade no interior da teoria da aprendizagem desenvolvimental e as contribuições realizadas nesse campo por V. V. Repkin e A. K. Dusavitskii.

V. V. Repkin e A. K. Ddusavitski assinaram juntos diversas produções, surgidas como resultado dessa longa e frutífera parceria. A primeira contribuição conjunta foi a edição e produção do filme intitulado “Дважды два равно икс" (Duas vezes dois é igual a X), em 1969, pela Kharkov Television Studio. O filme foi rodado com o material acumulado dos experimentos psicológicos e pedagógicos sobre aprendizagem desenvolvimental realizados no interior da na escola nº 17 em Kharkiv. Os roteiristas foram A. Dusavitskii e V. Skripko. O experimento foi realizado com base nas ideias científicas de V. V. Davidov, D. B. Elkonin, V. V. Repkin e F. G. Bodanskii, entre outros.

Fonte: https://www.koob.ru/dusavitskiy/two_two

Foto: Capa do filme “Duas vezes dois é igual a X” (1969) 

Foi depois de escrever o roteiro desse filme que A. K. Dusavitskii iniciou suas pesquisas no campo da psicologia da aprendizagem desenvolvimental e deu uma contribuição significativa para a fundamentação científica dessa abordagem. A recepção da obra desse autor no Brasil é muito recente. Cabe o mérito disso, primeiro, a membros do grupo de pesquisas Implicações Pedagógicas da Teoria Histórico-Cultural/Unesp/Marília, em especial, a Maria Auxiliadora Soares de Farias, Stela Miller e Suely Amaral Mello, que traduziram e publicaram nas páginas de Ensino em Re-Vista (Uberlândia, v.21, n.1, p.77-84, jan./jun. 2014), a versão em inglês do artigo intitulado Developmental Education and the Open Society”3 (Educação desenvolvente e sociedade aberta). Depois, ao trabalho compartilhado de membros do grupo de pesquisas Implicações Pedagógicas da Teoria Histórico-Cultural/Unesp/Marília e do grupo de estudos e pesquisas em Didática Desenvolvimental e Profissionalização Docente (Gepedi/Faced/Ufu/ Uberlândia), em especial de Suely Amaral Mello e Roberto Valdés Puentes, com a organização da obra “Teoria da atividade de estudo: contribuições de pesquisas brasileiras e estrangeiras” (Edufu, 2019), que agrupa dos textos de A. K. Dusavitskii, aquele publicado em 2014, e outro, intitulado “Sobre a forma ideal do desenvolvimento da personalidade no sistema de educação desenvolvimente” (p. 265-284), traduzido por Maria Auxiliadora Soares de Farias, Stela Miller e Suely Amaral Mello.

A emergência da obra e do pensamento de A. K. Dusavitski no Brasil, depois de quase uma década da publicação de seu primeiro trabalho em português, não é nem repentino e nem um caso fortuito. Essa é a razão pela que aparece associado ao nome de V. V. Repkin e tem a ver com o fato da importância relevante que os estudos sobre o sujeito e a personalidade têm assumido no interior da teoria da aprendizagem desenvolvimental desde a perspectiva do Gepedi. Enquanto outros grupos enveredaram pela pesquisa dos processos de desenvolvimento das ações e das operações psíquicas, sobretudo das ações de estudo, especialmente do pensamento teórico, o Gepedi focou no estudo do desenvolvimento do sujeito sem a existência do qual não há a mais mínima possibilidade de pensar: não é o pensamento quem faz ao sujeito, é o sujeito quem pensa. Sujeito e pensamento emergem em um mesmo processo dialético no que é impossível imaginar a existência de um sem a presença do outro: o pensamento leva ao sujeito na mesma proporção que o sujeito leva ao pensamento. Esse processo é recursivo, caótico, contraditório e recíproco, em lugar de linear, determinista e pré-definido. E é também simbólico e emocional, porque o pensamento não apenas pensamento, ele é, pelo fato de se tratar de uma criação do próprio sujeito pensante, afetivo, emocional, motivado, imaginativo, fantasioso e cognitivo.

Para deixar essa ideia mais clara. É preciso afirmar que o processo de emergência e recepção dos estudos sobre o sujeito e a personalidade da atividade de estudo no interior da aprendizagem desenvolvimental, contexto no qual o presente dossiê se situa, iniciou-se no Brasil como parte das pesquisas teóricas e de intervenção realizadas por membros do Gepedi, a partir de 2016 (PUENTES; AMORIM; CARDOSO, 2016a, b; PUENTES; CARDOSO; AMORIM, 2017, 2018; PUENTES; PUENTES; ARAÚJO, 2018, 2020; PUENTES; PUENTES; GALVAO, 2019; LOPES; PUENTES, 2019; PUENTES, 2020; AMORIM; PUENTES, 2021; CARDOSO; PUENTES, 2021; AMORIM, 2020; CARDOSO, 2020; LOPES, 2020; CARCANHOLO, 2020; PUENTES; AMORIM; CARDOSO, 2021; PUENTES, 2020, 2022a, b, c; ASBAHR; LONGAREZI, 2022).

Roberto Valdés Puentes

Professor e Pesquisador em Didática Desenvolvimental

Líder do Gepedi

Faculdade de Educação - FACED - PPGED

Bronislav Alexandrovich Zeltserman

fundador e diretor científico do Centro Pedagógico Experimentar e da escola particular Innova, criador do sistema de Educação Desenvolvimental Holística, Riga, Letônia

2 Desenvolvimento

Experiência de estudo biográfico4

Nós entendemos sua tensão:

O horizonte de problemas é ilimitado.

Mas expressamos nossa convicção

Que junto com você vamos resolver.

Você é fundamental em sua busca,

E, de acordo com o critério de Cauchy,

Esperamos previsões brilhantes de você

Sobre o que as crianças são capazes.

V. Skripko. “V. V. Repkin" 1972

O que é o destino humano? De que estranhos entrelaçamentos, encontros, acasos, desígnios e feitos se constrói um caminho de vida que, em retrospecto, parece natural e lógico?

Vladimir Vladimirovich Repkin é professor, psicólogo, linguista e uma grande personalidade. Uma pessoa que sempre fez apenas o que considerou necessário no momento. Uma pessoa egocêntrica que não aceita compromissos nem na ciência nem na relação com os colegas. Com autoestima hipertrofiada, excluindo qualquer forma de serviço ou dependência pessoal.

Com o mais alto nível de aspirações em relação à própria atividade profissional, não se permite qualquer ambiguidade na descrição dos resultados das pesquisas realizadas.

Invariavelmente em um grau superlativo, avaliando as qualidades pessoais de seus professores, figuras importantes da psicologia russa: A. N. Leontiev, S. L. Rubinstein, P. Ya. Galperin, D.B. Elkonina, V. V. Davidov.

Despretensioso na vida cotidiana, cuja única fraqueza é o cigarro, que em nada prejudica sua saúde há muitos anos.

Não pretendo fornecer uma análise abrangente das atividades científicas e pedagógicas de V. V. Repkin: Estou convencido de que, mais cedo ou mais tarde, isso definitivamente será feito.

Infelizmente, a herança impressa de V. V. Repkin é relativamente pequena: uma monografia, várias brochuras, artigos em revistas e coleções psicológicas e pedagógicas, livros didáticos sobre a língua russa para escolas do nível fundamental.

Não foi publicada uma grande quantidade de materiais que refletem uma ampla gama de problemas psicológicos e pedagógicos com os quais Vladimir Vladimirovich está lidando: manuscritos, relatórios sobre trabalhos de pesquisa, discursos em congressos e conferências, palestras para alunos, professores e o público em geral. Se tudo isso for publicado, descobrirá que muitas "descobertas" modernas no campo da psicologia pedagógica e do desenvolvimento foram discutidas por V.V. Repkin em um nível científico muito mais alto.

Na literatura científica nacional, não há a tradição estrangeira de expor as disposições de uma determinada teoria contra o pano de fundo e em conexão com a análise da trajetória de vida do autor, o ambiente social e familiar em que a personalidade foi formada, e o visões científicas do cientista. Um dos ecos dos tempos soviéticos: quanto mais impessoal o texto, mais seguro para o autor.

O objetivo das minhas notas é contar sobre o "desconhecido" Repkin, alguns fatos importantes da biografia de Vladimir Vladimirovich, que estão diretamente relacionados ao seu trabalho científico.

Também é necessário lembrar a verdadeira contribuição de V.V. Repkin na teoria e prática da aprendizagem desenvolvimental, sobre a qual alguns adeptos, por algum motivo, começaram a "esquecer", enquanto outros simplesmente não estão familiarizados com suas obras.

Começarei no distante 1969, quando foi criado o popular filme de ciência "2x2 = X", que mais tarde se tornou amplamente conhecido, e os roteiristas (inclusive eu) tiveram longas conversas com Vladimir Vladimirovich sobre a essência do sistema educacional, que fornece uma oportunidade para o desenvolvimento dos alunos.

Naturalmente, estávamos interessados na história do nascimento do novo sistema, como tudo começou e quais circunstâncias de vida conectaram o destino de V.V. Repkin.

Meu arquivo contém registros de conversas com Vladimir Vladimirovich, sua história sobre os momentos-chave de sua vida. Cito o texto das conversas quase literalmente, mantendo o estilo de apresentação do narrador, que na mesma medida caracteriza a personalidade de V.V. Repkin, bem como o próprio conteúdo de sua biografia.

“... Eu me formei com honra em uma escola especial em Moscou, em 1946, - disse V.V. Repkin. - Minha escolha pela profissão foi claramente definida: Escola Militar. Queria ser oficial de artilharia, acreditando que esta é a única profissão digna de um homem. Fui para a Escola de Artilharia de Odessa, que, naquela época, era especialmente conceituada. Mas os médicos disseram: você não está adequado para o serviço militar, você tem problemas de visão. Encontrei-me em uma posição estranha: os planos tão claros imediatamente fracassaram, enquanto que o futuro se revelou vago. O que fazer?

Eu não sabia nada sobre especialidades civis: não havia orientação profissional escolar naqueles anos. Fui ao escritório de admissões da Universidade Estadual de Moscou, folheei o diretório de candidatos. E por algum motivo ele parou na Faculdade de Direito. Novamente passei pelo conselho médico, e descobriu-se que tenho uma voz rouca.

  • - Você pegou um resfriado? O médico perguntou.

  • “Não, sempre tenho essa voz”, respondi ingenuamente.

  • - Bem, você não pode ser advogado com essa voz. Você precisará falar, falar. Não, não!..

  • - Então, o que eu deveria fazer? - perguntei perplexo.

  • - Bem, vá a estudar medicina.

Imagine, eu sonhava em me tornar um oficial de artilharia - e de repente deveria ir para um curso das meninas, para a medicina! ..

Qualquer outra pessoa no meu lugar iria para outra clínica e tiraria um certificado: "o inteligente contorna a montanha." E aos 19 anos eu era um jovem franco, isso nunca me passou pela cabeça. Mais uma vez, fui ao escritório de admissões para folhear o diretório. Eu cheguei ao filológico. E devo dizer que tive uma professora maravilhosa na escola, uma pessoa maravilhosa - Emma Osipovna. A ela devo meu amor pela escola. Fui até ela para pedir um conselho: “Emma Osipovna, eles não me deixam entrar no curso de Direito. Você não sabe o que é filologia? " "Eu tenho uma Grande Enciclopédia Soviética, veja você mesmo." Olhou para: linguagem, literatura ... Como se resultasse interessante. Bem, eu fiz.

A vida de estudante começou. Morávamos em uma residência estudiantil. Salinhas minúsculas, ratos ... Naquela época, metade dos alunos do curso eram ex-alunos do O Instituto de Filosofia, Literatura e História N. G. Chernyshevsky. Eles tinham avançado 1-2 cursos, mas agora voltaram. As pessoas estavam curiosas. Aqui está o talentoso Zhora Zvonikin e o comandante de uma companhia de paraqudistas Gleb Pokhistnev. Pessoas experientes, endurecidas. Nós nos perdemos naquela etapa de fome. E eu tive que refazer toda minha vida [...] Em geral, em um ano ganhei uma verdadeira distrofia. Eles me disseram: "tire um ano de licença e viaje." Para onde viajar? Não havia para onde viajar. Meu pai morava em Maykop. Eu fui para a Maykop. E não há nada no Maykop. O que fazer? Havia apenas um instituto lá - um instituto para professores com duração de dois anos. Por tédio, comecei assistir as aulas no 2º ano. Achei que ficaria assim apenas por um ano e depois voltarei para a Universidade Estadual de Moscou. Foi eleito para o comitê do Komsomol, e, em geral, de alguma forma o tempo passou rápido. O ano acabou. Chamaram-me para a comissão estadual: "Aonde você vai?" - "Para Universidade Estadual de Moscou" - "Uh, não, - eles dizem, - você se formou no instituto, você tem que trabalhar." Bem, eu ainda era um jovem ingênuo. Qualquer outra pessoa no meu lugar teria entendido que eles estavam com medo e, calmamente, partiria para a Universidade Estadual de Moscou. E eu: “É necessário, é necessário”. Fui trabalhar em uma escola e, de lá, novamente "eu tenho que" - eles me levaram ao comitê municipal de Komsomol, para conversar com o chefe do departamento escolar. E é triste ... Sem educação. O que é a formação de um professor formado em dois anos - um desatino!.

Entrei no curso pedagógico por correspondência de Krasnodar. Eu queria ir para a escola, saí do comitê da cidade. Trabalhou 4 anos: ensinava idioma russo para crianças no 5º e 9º ano, na condição de professor titular. Eu me formei em quatro anos e, novamente, estava com saudades de casa. "Do jeito que eu era, é assim que fiquei." A música estava na moda na época.

Você sabe como eu passei no exame? Eu venho [...] O grupo vai examinar história da pedagogia. "Venha conosco ..." - "Então não me preparei." - "Absurdo". Bem, vamos. O bilhete contém "Educação russa em Kiev". Bem, eu li algo em algum lugar, e consegui responder. “Oh”, eles dizem, “bom! Ótimo". E assim foi durante os 4 anos de estudo.

E então, antes dos exames estaduais, pensei: “Tenho 25 anos. E ainda sou um ignorante. Por que isso é necessário? O que está me segurando? " Disse: “Mãe, vou estudar”. Mais uma vez fui a Moscou para entrar no primeiro ano da Universidade. Pensei em ir aonde ainda não sabia nada. Vi: Faculdade de Filosofia, e resultou um nome interessante. Entrei.

Estudei dois anos e meio no curso de Filosofia. Já era 1952. Então, por alguma razão, a filosofia não estava em alta estima. E de repente eles decidiram cortar filósofos, com o direito de se transferir para qualquer outro curso da Universidade Estadual de Moscou. Eu já era o secretário do escritório Komsomol e fazia campanha para todos em todos os lugares. Eles disseram “devemos ir” - isso significa que devemos. Faço campanha e vou primeiro ao departamento psicológico - decidi dar o exemplo. Então eu já era astuto. A psicologia é uma ciência concreta e a filosofia é abstrata. Na medida geral, ficou ótimo: como se fosse uma iniciativa patriótica. Mas, na verdade, eu ainda iria lá. Eu já conhecia Galya [Galina Viktorovna Repkina, esposa de Vladimir Vladimirovich], ela estudava psicologia. Galya sabia onde estudar. Bem, eu também finalmente cheguei ao lugar certo! É verdade, talvez, algo pudesse ter sido feito na Faculdade de Filosofia."

Fonte: Arquivo pessoal da família

Foto: V V. Repkin e sua esposa G. V. Repkina 

A. K. Dusavitskii: Fazemos a pergunta:

- Então é psicologia. Mas de onde veio a convicção de que isso é finalmente o que você desejava?

- A escola. Eu não posso ficar longe dela em qualquer lugar. Ela me agarrou imediatamente e ainda o faz. O encontro com a professora de que lhe falei teve um impacto significativo. Uma pessoa ideal! Devoção sem limites às crianças!... Quanto mais velho fico, mais isso me afeta. A filosofia é uma coisa nova. O que isso pode oferecer como profissão? Na época, eu estava interessado em estética. Mas ela estava longe da escola. Até então eu não sabia nada sobre psicologia. Claro, eu passei no curso de psicologia, mas não sabia psicologia. Nunca se sabe o que eu entreguei! ... Aqui minha esposa decidiu imediatamente: fanática por psicologia. No entanto, o papel decisivo foi desempenhado por Pyotr Yakovlevich Halperin. Foi aqui que a verdadeira psicologia se abriu para mim! Ele escreve mal, apresenta mal relatórios oficiais de pesquisa. Mas as palestras para os alunos!. Valeu a pena ouvi-lo. Na plateia, a maçã não tinha para onde cair.

E assim terminei psicologia. E Alexei Nikolaevich Leontiev me convidou para cursar pós-graduação sob sua supervisão. É verdade que a psicologia pura nunca me seduziu, mas, ainda assim, aprender com Leontiev era formidável! ... Mas devo dizer que, em 1957, ninguém precisava de psicólogos. E os filósofos passaram a ser necessários novamente. Portanto, o reitor não queria ceder à psicologia vaga para a pós-graduação. Mas você não pode atropelar Leontiev! Ele é uma magnitude! Leontiev pode fazer qualquer coisa. Portanto, o reitor decidiu me aprovar. Leontiev partiu em outra viagem, ao que parece, a San Francisco, para algum tipo de congresso. E o reitor me ligou e disse: “Por que você precisa de uma pós-graduação, o que você vai conseguir com isso? [...] Quer que eu consiga um excelente emprego para você? Em algum comitê regional, municipal [...] Eu digo: "Não, se estamos falando de trabalho, prefiro ir para uma escola." Eu disse isso ingenuamente, mas ele imediatamente aproveitou. "Muito bom! Vá para uma escola na condição de diretor. Vamos organizar tudo agora.” Ele pegou o telefone na minha frente, ligou para o vice-ministro “Kolya” e diz ele, “tenho um aluno maravilhoso aqui. Devemos enviá-lo a algum lugar como o diretor. " “Por favor”, diz o vice-ministro, - deixe-o vir, nós arrumaremos algo para ele. " "Tudo está arranjado, - o reitor se alegra, - vá." Eu deveria ter dito a ele que não queria ser diretor, queria fazer pós-graduação. Mas de alguma forma inconveniente, já tínhamos combinado com o vice-ministro. E estou a caminho. No Ministério, eles imediatamente me deixaram fora da fila. O vice-ministro abreu um mapa: “Aqui precisamos de diretores de escolas: Norte do Cáucaso, Yuzhno-Kamchatka, Sakhalin. Onde você está indo? " E para que preciso do Cáucaso do Norte, já estive lá. Kamchatka parece estar perto demais. "Bem, vamos para Sakhalin." Eles me nomearam diretor de escola. E minha esposa estava em Maykop aguardando minha inscrição na pós-graduação. Com os filhos, pois já tínhamos dois filhos: a mais velha tinha três anos e meio e a mais nova dois anos. Ligo para ela em Maykop: Galya, prepare-se, vamos embora. "Para onde?" - pergunta. "Para Sakhalin!." Bem, para Sakhalin, então para Sakhalin. E lá vamos nós.

Fonte: Arquivo da família.

Foto: Despedida da família Repkin na estação de trem (1957) 

Chegamos na ilha de Yuzhno-Sakhalinsk já em outubro. Eles me dizem: “As aulas começaram, os diretores já estão por toda parte, parece inconveniente filmar. Talvez você vá na condição de diretor? "Por favor! Eu não pedi para ser diretor. Vamos fazer ainda melhor." Mas então a chefe do departamento de pessoal do departamento de educação interveio - ela era uma mulher enérgica. “Ele irá como diretor do orfanato de Gornozavodsk! Precisamos de um psicólogo aí! Bem, um orfanato, então um orfanato. Ir. Gornozavodsk fica bem ao sul de Sakhalin, no Estreito de Tártaro. Zona subtropical. É verdade, como o vento sopra, como a geada uiva [...] Mas então existe um peixe maravilhoso - a truta. Claro, se eu tivesse alguma experiência, não teria assumido esse cargo. Mas eu não sabia nada sobre orfanatos. O orfanato era, claro, terrível. Os caras bebem, fumam, jogam cartas. O frio é amedrontador. É outubro e o aquecimento não está funcionando. O fato é que os tubos de aquecimento foram colocados diretamente no solo, com uma pequena profundidade. O que é a terra de Sakhalin? Umidade... Nenhuma quantidade de isolamento vai ajudar. Aquecemos a terra e os quartos estão a quase zero graus. Você precisa de ar, então vai esquentar. A escola fica a dois quilômetros do internato. Não há estrada. Lama [...] Nunca vi tanta lama em lugar nenhum, até a cintura. Como as crianças vão para a escola? Que diabos é psicologia aí, se está frio e as crianças não estudam nada. Comecei a bater na soleira das autoridades distritais: esses problemas estão bem além de minhas possibilidades, se eu fosse mais experiente encontraria soluções alternativas, mostraria flexibilidade. E estou em linha reta. Cheguei a um ponto que em alguma reunião bati com o punho na mesa: “Existe poder soviético aqui ou não? Até quando eles vão abusar de crianças?

Fonte: Arquivo pessoal da família.

Foto: V V. Repkin, G. V. Repkina e uma das filhas nas ruas de Yuzhno- Sakhalinsk 

Eles não me disseram nada, mas meu destino estava selado. Em um dia (!) eles colocaram calçadas do internato à escola e colocaram aquecimento de ar. Mas eles me insinuaram: “Há uma pessoa experiente que conhece as especificidades de trabalhar em um internato...” Assim terminou meu trabalho de um mês como diretor. Foi trabalhar como professor de língua e literatura russa para crianças. Já comecei a pensar nos problemas da psicologia da aprendizagem [...] Uma coisa estava ruim: minha esposa não tinha o que fazer na cidade. Ela é uma psicóloga pura! Ler sobre economia doméstica? [...] Beterraba egípcia com microfertilizantes?.. Ela me diz: “Não aguento mais, vou para Moscou a fazer pós-graduação. Os pais estão no continente - Voronezh, em Maykop. - "Nós iremos" [...] Ela se foi. Ela entrou em algum lugar. E aqui está um telefonema, no aniversário dela, 7 de junho. Ela mesma me convocou [...] Conversamos muito. Imediatamente fiz uma contra encomenda [...] paguei 80 rublos pela conversa. O diálogo foi engraçado. Ela me convida a viajar a Moscou para fazer pós-graduação. E eu afirmei: “Sinto-me bem aqui também. Tenho trabalho, apartamento de três cômodos...". “Bem, então eu voltarei”, diz ela. Terminamos a conversa acertando sua volta.

Fonte: Arquivo pessoal da família.

Foto: N V. Repkina e V. V. Repkin com as filhas Anotinina e Natalya (em pé) e Alena (Kharkov, 1962) 

Retornei para casa e examinei os três quartos. Pensei: o que ela deve fazer aqui, voltar a ensinar economia doméstica? E na manhã seguinte fui conversar com Kolya, o chefe do distrito. "Libere-me", eu disse, "estou indo para Moscou." Estranhamente, ele me deixou ir.

Decidi ir para Moscou, a encontrar com A. N. Leontiev. Nós o víamos quase todos os anos, e ele nunca conseguia entender onde eu morava. “Em algum lugar na Sibéria? É preciso criar um departamento de psicologia na Sibéria [...] ”Eu conversei com A. N. Leontiev, e ele me disse:“ Estou levando você, claro, para a pós-graduação, estou levando você”. "Mas minha esposa e eu precisamos ir juntos..." "Não, não, eu não vou levá-la, eu não posso." Por algum motivo, ele não gostava dela. Bem, foi aí que nos separamos.

Novamente fizemos planos diferentes. Nessa época, chegou uma carta de Valentina Yakovlevna Laudis, de Kharkiv, convidando Petr Ivanovich Zinchenko para exercer a docência no programa de pós-graduação do Instituto de Psicologia da Universidade Estadual. Era um psicólogo conhecido, de um grupo poderoso de figuras importantes da psicologia russa.

Queriamos ir para o sul para descansar, através de Kharkiv. Decidimos parar e ver Zinchenko. Piotr Ivanovich e eu conversamos por apenas vinte minutos, em sua casa. Ele nos encantou completamente. Pessoa encantadora. Garoto esperto. É possível deixá-lo em algum lugar? Então acabamos em Kharkiv. Mas já tinha definido minha direção: a psicologia da aprendizagem (a escola de P. Ya. Galperin). E Zinchenko estava ocupado com a memória involuntária, por que ele precisa de uma diocese estrangeira? Mas este é Zinchenko! Outro diria adeus. E ele começou a pensar em como conectar uma coisa com o outra..."Cuide da memória", diz ele, "aplique-a a aprendizagem". Mas eu entendi que não funcionaria, porque não podíamos realmente ensinar ainda. Era preciso fazer o contrário: primeiro organizar o processo de aprendizagem, para depois estudar a memória, e Zinchenko logo percebeu isso.

Fonte: Disponível em: http://bit.ly/2DhuREc. Acesso em: 30 out. 2018.

Foto. Da esquerda para a direita: P. I. Zinchenko, G. V. Repkina, G. P. Grigorenko (primeira professora da turma experimental), V. V. Repkin, F. G. Bodanski, R. V. Skotarenko (professora da turma experimental) 

O que devia ser feito? E então uma ideia brilhante veio à minha mente: deixar alguém cuidar do estudo da memória e eu da aprendizagem. Na época, Grisha Sereda cursava pós-graduação por correspondência. Ele trabalhava como professor em Kupyansk e estava apenas começando a pós-graduação. Eu falei com ele. Ele não se importava com o que fazer. E Zinchenko concordou. Grisha foi transferido para a pós-graduação em tempo integral e as coisas correram bem. Ficou ótimo!

Tive que procurar uma escola para o experimento. Foi-me oferecida a escolha de duas boas escolas -n. 116 e n. 36. Eu fui para cento e dezesseis. Conheci a senhora diretora. Ela me ouviu em silêncio. Então ela apertou algum botão: "Todos os professores devem vir até a direção!" Todos eles viram correndo. “Escute o que ele fala, acontece que não sabemos ensinar as crianças!” Comecei a dar desculpas: “Você me entendeu mal, claro que sabem, mas a vida exige [...] Você pode fazer melhor..."

Em geral, ficou claro que não haveria condições de realizar os experimentos naquela escola. Imediatamente depois conheci a Felix Grigorievich Bodanskii, diretor da escola n. 62, e concordamos rapidamente. Ele não achava que tinha aprendido a ensinar as crianças.

Era 1963. Foi necessário abrir a primeira turma. Recebemos as anotações de Vasily Vasilyevich Davidov. Combinamos com uma professora experiente de outra escola. E de repente, no dia 1º de setembro, ela nos diz: “Não quero trabalhar nesse programa”. Bem, o que você pode fazer com essa situação, como você pode torná-la? Recorrido a outros professores - ninguém quer! E os dias vão passando! 5 dias se passaram em setembro, e as crianças permaneciam sem aulas, fazendo algum tipo de besteira, brincando de bobo com as crianças. O que fazer? Passamos por tudo - não há voluntários. Resta apenas uma jovem professora Galya Grigorenko (19 anos, trabalha com o 2º ano). Bodansky diz: não há nada a fazer, vamos pressionar Galya. Convidamo-la para a sala dos professores. Ela imediatamente começa a chorar! "Como vai?" “Sim, eu sei, você vai me fazer...” Bem, nos sentíamos fracos. Se ela disser “forçar”, significa que no meu coração eu tinha medo disso e me resignei. Eles se sentaram junto a nela, Galya gritou: “Eu tenho minha própria aula, eu os amo. E eu nunca vou amar esses experimentadores."

Bem, conseguimos. Pegamos o canhão e começamos a trabalhar. Mas por mais seis meses inteiros a professora correu para seus filhos. Ela ia dar uma aula na turma experimentar e a seguir corria para seus alunos anteriores. Era uma tragédia! As crianças mais velhas se agarram a ela e a nova professora ficava ofendida. Finalmente, chegou ao ponto que ela foi proibida categoricamente de ir para a aula antiga. Seis meses depois, não havia mais problema. Eles estão agora no sétimo, e ela ainda os ama como uma família. Para um professor, a primeira série é a primeira! Sim, Galya é um talento, ela tem um sentimento pedagógico inato: ela vê cada criança.

Assim, em Kharkiv, teve início um novo estágio notável na biografia de Vladimir Vladimirovich Repkin e na escola de aprendizagem desenvolvimental inextricavelmente ligada ao seu nome.

Vladimir Vladimirovich Repkin sempre permaneceu "à sombra" de seus excelentes colegas Daniil Borisovich Elkonin e Vasily Vasilyevich Davidov. É provavelmente por isso que seu verdadeiro papel no desenvolvimento da psicologia e da pedagogia do desenvolvimento e seu eixo mais importante - a teoria da aprendizagem desenvolvimental - ainda não foi devidamente avaliado.

Sem exagero, podemos dizer: sem o experimento de modelagem genética único de seu tipo realizado em Kharkiv, sob a liderança de V.V. Repkin, nos anos 1960-1980, o sistema de aprendizagem desenvolvimental ainda permaneceria puramente experimental e não seria incluído na prática dos sistemas educacionais na Rússia, Ucrânia e outros países.

O próprio Vladimir Vladimirovich escreveu em detalhes sobre a história da pesquisa experimental e teórica relacionada ao desenvolvimento de um sistema de aprendizagem desenvolvimental no Laboratório de Kharkiv em seu livro "Aprendizagem desenvolvimental: Teoria e Prática".5

No entanto, é necessário relembrar alguns fatos importantes de sua biografia científica, que são estranhamente ignorados por alguns cientistas que continuam a trabalhar nos problemas da aprendizagem desenvolvimental.

Em primeiro lugar, sobre a contribuição pessoal de V.V. Repkin na teoria da atividade de estudo. A ideia de D. B. Elkonin sobre a atividade de estudo como forma de autotransformação do sujeito e a postura de V. V. Davidov sobre conceitos científicos como um conteúdo específico da atividade de estudo foram complementados por V.V. Repkin. A hipótese mais importante de Repkin, segundo a qual a atividade de estudo pode surgir em uma criança apenas como resultado de uma reestruturação sistemática das formas existentes de sua atividade. O modelo de tal reestruturação proposto por ele tornou-se parte integrante da teoria da atividade de estudo (cf. DAVIDOV, 1996, p. 170-181).

V.V. Repkin identificou e descreveu três tipos de tarefas de estudo que diferem no conteúdo dos objetivos e nas condições e meios para alcançá-los. Isso permitiu criar os pré-requisitos necessários para resolver dois problemas inter-relacionados no futuro: o problema da definição de metas (objetivos) na atividade de estudo e o problema da formação dessa atividade no processo de aprendizagem.

V.V. Repkin foi o primeiro a formular uma hipótese sobre dois tipos de controle na atividade educativa: o controle realizado na forma de atenção e o controle reflexivo, que garante a conformidade do plano de ação com as reais condições de sua implementação. Ele mostrou que o controle reflexivo é "um mecanismo psicológico de avaliação prognóstica significativa das ações realizadas, cuja característica negativa é o ponto de partida para a formulação de uma nova tarefa de estudo" (REPKIN; REPKINA, 1997, p. 162).

Fonte: Arquivo pessoal da família.

Foto. Vladimir Vladimirovich Repkin 

Deve-se lembrar que Vladimir Vladimirovich, em 1976-78, publicou uma série de artigos teóricos sobre o conceito de atividade de estudo, uma descrição de sua estrutura, a formação da atividade de estudo como problema psicológico e as condições para sua formação na idade escolar. Escritos dez anos antes da publicação do livro de V. V. Davidov "Problemas da aprendizagem desenvolvimental” (Moscou, 1986), esses artigos de V.V. Repkin continuou sendo o conteúdo do único livro teórico integral sobre o sistema de aprendizagem desenvolvimental que não perdeu seu significado até agora.

Já naqueles artigos antigos de V. V. Repkin mostrou que a atividade de estudo passa por etapas qualitativas, cada uma delas caracterizada por um certo tipo de tarefa de estudo e um certo tipo de atividade distribuída coletivamente entre os participantes do processo educativo.

Assim, concretizou-se o conceito de conteúdo do desenvolvimento no processo de aprendizagem, o que permite compreendê-lo como o processo do aluno de tornar-se sujeito da atividade de estudo. Revelou-se a lógica interna de construção dos conteúdos e a escolha dos métodos da aprendizagem desenvolvimental, determinados pela lógica objetiva de formação da atividade de estudo.

V. V. Repkin também, pela primeira vez, estudou e descreveu as condições para a transição para formas independentes de atividade de estudo e os mecanismos de sua implementação na adolescência.

Outra parte importante da pesquisa de V.V. Repkin estava ligada à fundamentação experimental da teoria da atividade de estudo, com o desenvolvimento de um experimento de modelagem genética na forma de escolarização sistemática.

Durante vários anos, sob a sua liderança, foi criada uma instituição de ensino de um novo tipo - um complexo educacional e experimental, no qual o problema da relação entre as condições para a formação de conhecimentos teóricos e habilidades e hábitos práticos foi estudado e implementado nos currículos escolares.

Sabe-se que V. V. Repkin, sendo não apenas psicólogo e professor, mas também filólogo, concentrou seus esforços no desenvolvimento de um curso de língua russa no sistema de aprendizagem desenvolvimental. A busca pelos fundamentos teóricos da grafia russa o levou à teoria fonética da escrita, desenvolvida por representantes da Escola Filológica de Moscou. Suas disposições serviram de base para a aprendizagem de ortografia na escola dos anos iniciais do nível fundamental. “A assimilação do conceito teórico de fonema não só proporciona aos alunos a oportunidade de dominar com sucesso o método geral de grafia, mas também acaba por ser o ponto de partida para a análise do sistema de conceitos linguísticos que revelam a natureza, estrutura e regularidades do funcionamento da linguagem” (REPKIN; REPKINA, 1997, p. 146).

Fonte: Disponível em: http://bit.ly/2RwIToT. Acesso em: 30 out. 2018.

Foto. V V. Repkin com um grupo de professoras que participavam de um curso no Centro Científico e Metodológico, Krasnodar, 1992 

V.V. Repkin acreditava acertadamente que o conteúdo da aprendizagem desenvolvimental da língua russa nos anos iniciais tem um poderoso potencial educacional geral: a língua, além de suas características específicas, obedece às leis de funcionamento e desenvolvimento dos sistemas naturais. A assimilação de métodos de análise e generalização em tal aprendizagem de línguas pode adquirir o significado de um método científico geral para os alunos.

Não mencionamos os nomes e sobrenomes de muitos dos alunos de Vladimir Vladimirovich, que integraram, nos anos 1960-1980, sua equipe: ele fala sobre eles em detalhes em seu livro. E seus próprios alunos são amplamente conhecidos hoje graças a publicações, dissertações, livros didáticos. Eles passaram pela escola de V.V. Repkin, que é uma escola do melhor experimento psicológico, uma escola de teorização conectada organicamente com a prática, uma escola de desenvolvimento intelectual. Foi nessa escola que se formou a ideia de um novo tipo de professor, capaz de crescer junto com seus alunos.

A biografia de V.V. Repkin, apesar da profundidade de sua contribuição para a teoria e prática da aprendizagem desenvolvimental, é incomensuravelmente mais rica e ampla, como é o caso de uma pessoa que recebeu um ensino fundamental e veio do ambiente de "buscadores da verdade" dos anos 1960.

Nos anos difíceis de proibições e perseguições para a aprendizagem desenvolvimental ("tempo ocioso", conforme definido por V. V. Repkin), ele chefiou o departamento de língua russa em uma das universidades técnicas em Kharkiv, implementando as ideias da aprendizagem desenvolvimental no campo da aprendizagem de russo para estudantes estrangeiros.

Em 1972, Vladimir Vladimirovich, junto com seus colegas, abriu um departamento de psicologia na Universidade de Kharkiv, liou cursos básicos para estudantes sobre psicologia geral, psicologia do desenvolvimento e pedagógica.

A psicologia como ciência surge nas palestras e seminários de V.V. Repkin em toda a sua atraente complexidade, inconsistência, problemática. As palestras de V.V. Repkin não são uma coleção de conhecimentos psicológicos e conceitos, elas são a chave para pensar sobre os caminhos do desenvolvimento da ciência psicológica, sua historicidade. Vladimir Vladimirovich dialoga com os calouros sem descontos para a "juventude", faz com que leiam monografias, e não apenas respondam a um exame usando um livro didático para institutos pedagógicos. Os primeiros graduados do departamento de psicologia da Universidade Estatal de Kharkiv receberam uma educação universitária real de acordo com o fato que V.V. Repkin permitiu que muitos deles trabalhassem com sucesso em muitos ramos da psicologia teórica e prática.

Notas das aulas de V. V. Repkin poderiam ser transformadas em livro-texto indispensável para estudantes de faculdades de psicologia até hoje, quando a psicologia se tornou uma profissão de prestígio e o nível de formação de psicólogos paradoxalmente diminuiu, apesar da abundância de literatura psicológica nacional e estrangeira. O fato de que é realmente assim pode ser visto no fragmento de V.V. Repkin, dedicado ao problema da psicologia da imaginação (REPKIN, 1975).

Os julgamentos de Vladimir Vladimirovich sobre o papel da imaginação, expressos muitos anos atrás (um tanto subjetivos, como ele mesmo observou), podem parecer preocupantes para aqueles que veem os objetivos da aprendizagem desenvolvimental apenas na assimilação de conceitos teóricos. Na verdade, a palestra trata do problema da aprendizagem desenvolvimental, cujo objetivo é educar a personalidade da criança. V. V. Repkin mostra que além de dominar a linguagem da arte como uma forma de imaginação materializada, a educação da personalidade, bem como o pensamento criativo da criança, torna-se problemática.

A verificação dessas disposições importantes é uma das tarefas de pesquisas psicológicas adicionais no sistema de aprendizagem desenvolvimental nas fases da adolescência.

V. V. Repkin gosta de enfatizar que ele é, antes de tudo, um professor. É verdade, porque todas as suas atividades estão intrinsecamente ligadas à criança, que muito rapidamente cresce, muda, fica mais inteligente e um dia, por conta própria, deixa nossos cuidados. Consequentemente - a amplitude e profundidade de seu pensamento e criatividade, sua incompletude natural.

Vladimir Vladimirovich Repkin hoje, quarenta anos após o início da pesquisa no campo da aprendizagem desenvolvimental, continua sua extraordinária experiência pedagógica e de vida.

3 Referências

AMORIM, P. A. P.; PUENTES, R. V. Aportes de V. V. Repkin para o desenvolvimento da teoria da atividade de estudo (1963 - 2019). In: PUENTES, R. V .; LONGAREZI, A. M.(Org.). Enfoque histórico-cultural e aprendizagem desenvolvimental: contribuições na perspectiva do gepedi. 1ed.Goiânia: Phillos, 2021, v. 13, p. 311-344. [ Links ]

AMORIM, Paula A. P. Teoria da atividade de estudo: uma leitura das possíveis contribuições de Repkin. PPGED/UFU(Dissertação), 2020. [ Links ]

AMORIM, PAULA ALVES PRUDENTE; PUENTES, ROBERTO VALDÉS. V. V. Repkin: contribuições para o desenvolvimento da teoria da Atividade de Estudo (1963-2019). Revista Profissão Docente(Online), Uberaba, v. 21, p. 01-29, 2021. [ Links ]

ASBAHR, F. S. F.; LONGAREZI, A. M. Ascensão do conceito de personalidade na teoria da atividade de estudo: contribuições das escolas de Moscou e Kharkiv. Revista Educativa, Goiânia, v. 25, n. 1, p. 1-292022. [ Links ]

CARCANHOLO, Flávia Pimenta de Souza. A aprendizagem criativa do sujeito: um estudo à luz da Didática Desenvolvimental e da Teoria da Subjetividade. 2020. 267 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020 . Disponível em:http://doi.org/10.14393/ufu.te.2020.691 [ Links ]

CARDOSO, Cecília Garcia Coelho. Aprendizagem desenvolvimental: a atividade de estudo na perspectiva de V. V. Davidov. 122 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020. Disponível em Disponível em https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/29765 ., acesso em 06 de setembro de 2020 DOI: https://doi.org/10.14393/ufu.di.2020.486 [ Links ]

CARDOSO, C. G. C.; PUENTES, R.V. V. V. Davidov: contribuições à teoria da atividade de estudo. In: PUENTES, R. V.; LONGAREZI, A. M. (Org.). Enfoque histórico-cultural e aprendizagem desenvolvimental: contribuições na perspectiva do gepedi. 1ed.Goiânia: Phillos, 2021, v. 13, p. 267-310. [ Links ]

DAVIDOV, V. V. Problemas da aprendizagem desenvolvimental. A experiência da pesquisa psicológica teórica e experimental.Moscou: Pedagogia, 1986, 240 p. [ Links ]

DAVIDOV, V. V. Teoria da aprendizagem desenvolvimental. Moscou: Intor, 1996, 544 p. [ Links ]

DUSAVITSKII, A. K. Educação desenvolvimente e a sociedade aberta. Ensino em Re-Vista, Uberlândia, v. 21, n.1, p. 77-84, jan./jun. 2014 2014. DOI: https://doi.org/10.14393/ER-v21n1a2014-8 [ Links ]

LOPES, E. S. L. A periodização do desenvolvimento e a teoria da atividade de estudo de D. B. Elkonin: uma análise à luz da teoria da subjetividade. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia, 2020. [ Links ]

LOPES, E. S. L.; PUENTES, R. V. O sujeito sob o olhar da teoria da subjetividade. In: IISimpósio Nacional Epistemologia Qualitativa e Subjetividade, 2019, Brasília. Anais eletrônicos. Campinas: GALOÁ, 2019. v. 1. p. 1-15. [ Links ]

PUENTES, R. V. A concepção de desenvolvimento no sistema psicológico-didático Elkonin-Davidov-Repkin. Educativa, Goiânia, v. 25, n. 1, p. 1-27, 2022a. [ Links ]

PUENTES, R. V. Didática desenvolvimental na perspectiva da subjetividade: da aprendizagem reflexo-associativa à aprendizagem como produção criativa. In: Albertina Mitjáns Martínez, Carmen Maria Tacca, Roberto Valdés Puentes. (Org.). Teoria da Subjetividade: discussões teóricas, metodológicas e implicações na prática profissional. 1ed.Campinas: Alínea, 2020, v. 1, p. 1-30. [ Links ]

PUENTES, R. V. Os conceitos de agente e de sujeito: convergências, distanciamentos e complementaridade entre os representantes da Teoria da Subjetividade. In: MITJÁNS MARTÍNEZ, Albertina; TACCA, Maria Carmen V. R.; PUENTES, Roberto Valdés. (Org.). Teoria da subjetividade como perspectiva crítica: desenvolvimento, implicações e desafios atuais. 1ed.Campinas: Alínea, 2022c, v. 1, p. 139-144. [ Links ]

PUENTES, R. V. Teoria da atividade de estudo: etapas no seu desenvolvimento. Revista de Educação Pública, Mato Grosso, v. 29, p. 1-20, 2020. [ Links ]

PUENTES, R. V.; AMORIM, P. A. P.; CARDOSO, C. G. C. V. V. Repkin: vida, pensamento e obra. 1. ed. Goiânia: PhillosAcademy, 2021. v. 1. 176p. [ Links ]

PUENTES, R. V.; AMORIM, P. A. P.; CARDOSO, C. G. C. Didátca desenvolvimental da atividade: contribuições de V. V. Repkin ao sistema Elkonin-Davidov. In: 3oCongresso Internacional sobre a Teoria Histórico-Culturale 15a Jornada do Núcleo de Ensino de Marília, 2016, Marília. Anais do 3º Congresso Internacional sobre a Teoria Histórico-Cultural e 15ª Jornada do Núcleo de Ensino de Marília. Marília: UNESP, 2016b. v. 1. p. 1-15. [ Links ]

PUENTES, R. V.; AMORIM, P. A. P.; CARDOSO, C. G. C. Didática desenvolvimental: Contribuições de V. V. Repkin a teoria da atividade de estudo. In: XIIISeminário Nacional O Uno e o Diverso na Educação Escolar e XVI Semana da Pedagogia, 2016, Uberlândia. Anais XIII Seminário Nacional O Uno e o Diverso na Educação Escolar e XVI Semana da Pedagogia. Uberlândia: Edufu, 2016a. v. 1. p. 1652-1667. [ Links ]

PUENTES, R. V.; AMORIM, P. A. P.; CARDOSO, C. G. C. Didática desenvolvimental da atividade: contribuições de V. V. Repkin ao sistema Elkonin-Davidov. Ensino em Revista, Uberlândia, v. 24, p. 130-150, 2017b. [ Links ]

PUENTES, R. V.; CARDOSO, C. G. C.; AMORIM, P. A. P. Didática desenvolvimental da atividade: contribuições da subjetividade para uma abordagem crítica da atividade de estudo na obra de V. V. Repkin. In: ISimpósio Nacional de Epistemologia Qualitativa e Subjetividade, 2017, Brasília 2017. Anais do I Simpósio Nacional de Epistemologia Qualitativa e Subjetividade. Uberlândia: Edufu. v. 1. p. 319-330. [ Links ]

PUENTES, R. V.; PUENTES, D. M. G.; ARAÚJO, M. de O. G. Didática desenvolvimental: o ensino-aprendizagem como um ato de produção criativa. In: IVColóquio Internacional Ensino Desenvolvimental: sistema Elkonin-Davidov, 2018, Uberlândia. Anais do IV Colóquio Internacional Ensino Desenvolvimental: sistema Elkonin-Davidov. Uberlândia: Faced, 2018. v. 1. p. 393-413. [ Links ]

PUENTES, R. V.; PUENTES, D. M. G.; ARAÚJO, M. de O. G. Didática desenvolvimental na perspectiva da subjetividade: a aprendizagem como um ato de produção criativa. In: Costa, Maria Adélia. (Org.). Ensino, pesquisa e extensão na educação profissional e tecnológica. 1ed.Curitiba: Brazil Publishing, 2020, v. 3, p. 147-266. [ Links ]

PUENTES, R. V.; PUENTES, D. M. G.; GALVAO, L. C. A noção de sujeito na obra de D. B. Elkonin: uma aproximação inicial à Teoria da Subjetividade. In: II Simpósio Nacional Epistemologia Qualitativa e Subjetividade, 2019, Brasília. Anais eletrônicos....Campinas: GALOÁ , 2019. v. 1. p. 1-15. [ Links ]

PUENTES, Roberto Valdés. Didática desenvolvimental da atividade: o sistema Elkonin-Davidov (1958-2015). Obutchénie, Uberlândia, v. 1, n. 1, p. 20-58, jan./abr. 2017. Disponível em:Disponível em:http://www.seer.ufu.br/index.php/Obutchenie/article/view/38113 . Acesso em: 9 mar. 2022. [ Links ]

PUENTES, Roberto Valdés; LONGAREZI, Andrea Maturano. Sistemas didáticos desenvolvimentais: precisões conceituais, metodológicas e tipológicas. Obutchénie, Uberlândia, v. 4, n. 1, p. 201-239, jan./abr. 2020. Disponível em: Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/Obutchenie/article/view/57369 . Acesso em:10 mar. 2022. [ Links ]

PUENTES, R. V.; CARDOSO, C. G. C.; AMORIM, P. A. P. A. A Atividade de Estudo segundo V. V. Repkin: uma abordagem crítica na perspectiva da Teoria da Subjetividade. Ensino em Revista, Uberlândia, v. 25, p. 748-771, 2018. [ Links ]

PUENTES, ROBERTO V. V. V. Davidov e V. V. Repkin: aproximações e distanciamentos a respeito da Teoria da Atividade de Estudo (TAE). Educação em Análise, Londrina, v. 7, p. 28-57, 2022a. [ Links ]

REPKIN, V. V. Que é a imaginação? Texto da palestra é reproduzido de acordo com a transcrição (1975). Вестник, Centro Pedagógico “Experimentar”, Riga, n. 10, 2002. Disponível emhttp://old.experiment.lv/Links ]

REPKIN, V. V.; REPKINA, N. V. Aprendizagem desenvolvimental: teoria e prática: Tomsk: Pelegeng, 1997. [ Links ]

1A entrevista foi inicialmente publicada com o título “V. Repkin: Experiência de pesquisa biográfica (Вестник, Boletim da Associação Internacional "Aprendizagem Desenvolvimental", n. 10, Moscou - Riga, 2002., p. 11-20).

3Artigo originalmente publicado em inglês no Journal of Russian and East European Psychology, (vol. 41, n. 5, setembro-outubro 2003, p. 51-62). Trata-se da versão de uma palestra ministrada por A. K. Dusavitskii na terceira Jornada Internacional de Psicologia sobre a Personalidade na Sociedade Civil de Kharkiv: Problemas da Educação Contemporânea (Maio de 1999), com o título russo de “Razvivaiushchee obrazovanie i otkrytoe obshcehstvo”. Conferir nota n. 1 redigida pelas tradutoras do artigo (DUSAVITSKII, 2014, p. 77).

4De acordo com o plano de A. K. Dusavitskii, que trabalhou por muitos anos sob a supervisão e ao lado de V. V. Repkin, uma tentativa de experiência de estudo biográfico é a peculiaridade do texto proposto, no qual Dusavitskii reconstrói, analisa e fundamenta a pesquisa e o desenvolvimento de seu colega.

5A obra foi escrita em parceria com sua filha N. V. Repkina e publicado, em 1997, pela editora Pelegend, cidade de Tomsk. [Nota do tradutor]

Recebido: 01 de Fevereiro de 2022; Aceito: 01 de Março de 2023

Creative Commons License Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons