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Revista de Educação PUC-Campinas
versión impresa ISSN 1519-3993versión On-line ISSN 2318-0870
Resumen
LINS, Heloísa Andreia de Matos. Neocolonialismos digitais e recuos civilizatórios através do agenciamento de infâncias e juventudes. Educ. Puc. [online]. 2024, vol.29, e2412079. Epub 12-Nov-2024. ISSN 2318-0870. https://doi.org/10.24220/2318-0870v29a2024e12079.
O ensaio problematiza a ascensão das novas direitas políticas no agenciamento das infâncias e juventudes, através de estratégias discursivas e estéticas afeitas ao cultivo público de reacionarismos, negacionismos e revisionismos, em que os usos inusitados das tecnologias digitais tornaram-se centrais na mobilização e expressão do medo, do cansaço, da desafecção e do ódio nas/ das massas como estruturantes de um projeto neocolonial. Através de estudos de comunicação política, dos estudos da mídia e da infância e da psicologia política, destacadamente, o trabalho busca explicitar alguns acontecimentos (recortados de cenas recentes latino americana e brasileira, já reportados por mídias jornalísticas) e tecer algumas análises em torno desse singular projeto de poder-saber que se alicerça e se fortalece afetivamente pela “gestão do ódio”, com narrativas da destruição (com ênfase nas memórias e nos conhecimentos históricos, científicos, culturais e ambientais) e pela chamada militarização da informação/ comunicação, dentre outros aspectos. O ensaio evidencia uma tendência de crescente onda de socialização e subjetivação políticas violentas - em sua maioria jovem, branca e masculina - isto é, de novas identidades políticas que passam a clamar pelo extermínio do(s) outro(s) “diferente(s)” e do ambiente, por “liberdades individuais” e pela “mão dura” do Estado, dentre outras pautas. O trabalho busca, por fim, discutir algumas possibilidades de enfrentamento nesses cenários.
Palabras clave : Colonialismo digital; Juventudes; Infâncias; Novas direitas; Subjetivação política.












