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ETD Educação Temática Digital
versão On-line ISSN 1676-2592
Resumo
KUPFER, Maria Cristina e VOLTOLINI, Rinaldo. O QUE UMA CRIANÇA PODE FAZER POR OUTRA QUANDO A HETEROGENEIDADE NÃO TEM LUGAR: SOBRE O EFEITO COLUMBINE NAS ESCOLAS. ETD - Educ. Temat. Digit. [online]. 2023, vol.25, e023035. ISSN 1676-2592. https://doi.org/10.1590/1980-6248-2021-0073br.
A socialização escolar não pode ser reduzida a uma simples convivência entre crianças, e é um fator decisivo nas possibilidades do processo inclusivo. Supõe-se que a cooperação nos grupos escolares promove mudanças nas posições subjetivas das crianças, bem como na aprendizagem, e produzindo efeitos também para as crianças ditas em situação de inclusão, a partir de referenciais que a psicanálise oferece para essa discussão. No artigo, observa-se ainda que a relação entre pares tem forte poder inclusivo, mas também excludente. Por isso, é preciso perguntar-se também sobre o que a exclusão pode gerar como efeito disruptivo: o que pode fazer uma criança pela outra quando não é a cooperação que presidi os laços entre alunos no interior de uma escola? Examina-se, então, a função do semelhante em sua dupla vertente de ser inclusiva e excludente, e discute-se o efeito Columbine, sendo proposta, em seguida, uma discussão sobre as condições do laço social que atuam como agentes facilitadoras de uma ação violenta massiva como os ataques de adolescentes a suas escolas.
Palavras-chave : Psicanálise; Inclusão; Exclusão escolar; Cooperação.












