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Revista Brasileira de Educação Médica
versão impressa ISSN 0100-5502versão On-line ISSN 1981-5271
Resumo
SEABRA, Daniel Brendon Melo Henriques; OLIVEIRA, Glenda Ribeiro da Silva; SILVA, Ruan Angel Silva e e FREITAS, Ronilson Ferreira. Prevalência e fatores preditores do ‘Fear of Missing Out’ entre acadêmicos de Medicina durante a pandemia da Covid-19. Rev. Bras. Educ. Med. [online]. 2024, vol.48, n.3, e079. Epub 11-Jul-2024. ISSN 1981-5271. https://doi.org/10.1590/1981-5271v48.3-2023-0292.
Introdução:
O uso indiscriminado das redes sociais está intimamente relacionado à ansiedade social, incluindo o Fear of Missing Out (FoMO), expressão em inglês que significa “medo de ficar de fora”. Esse fenômeno é definido como uma apreensão duradoura de que os outros podem estar tendo experiências gratificantes das quais o usuário está ausente, e o FoMO pode ser intensificado em situações específicas, como o caso da pandemia da Covid-19.
Objetivo:
Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência e os fatores preditores do FoMO em acadêmicos de Medicina de uma universidade pública federal da Amazônia Legal durante a pandemia da Covid-19.
Método:
Trata-se de um estudo analítico, com delineamento transversal e abordagem quantitativa. Os dados foram obtidos por meio de um questionário online, disponibilizado aos participantes do estudo por meio do Google Forms®. Esse questionário abordava características sociodemográficas, econômicas, acadêmicas, hábitos de vida e estado de saúde. Para avaliação do FoMO, foi aplicada a Fear of Missing Out Scale. Para análise estatística, realizou-se análise multivariada, e calcularam-se as razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas e o intervalo de confiança de 95% (IC95%), sendo adotado, para o modelo final ajustado, o nível de significância de 5% (p < 0,05).
Resultado:
Participaram do estudo 185 acadêmicos, dos quais 42,2% apresentaram FoMO durante a pandemia da Covid-19. Entre os fatores preditores do FoMO, estão residir em república de estudantes [RP 1,66 (IC95% 1,03-2,54); p = 0,037] e presença de sintomas de depressão durante a pandemia da Covid-19 [RP 2,03 (IC95% 1,27-3,25); p = 0,003].
Conclusão:
A prevalência do FoMO em acadêmicos de Medicina da instituição investigada foi elevada, e fatores sociodemográficos e estado de saúde se mantiveram associados ao desfecho investigado. Esses achados apontam para a necessidade da implementação de estratégias de suporte emocional e promoção da saúde e do bem-estar dos acadêmicos de Medicina, contribuindo para uma abordagem mais holística e saudável na formação dos futuros profissionais médicos, sobretudo nas universidades públicas.
Palavras-chave : Saúde do Estudante; Educação Médica; Saúde Mental; Covid-19; Epidemiologia.












