SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.21improvising in the community of philosophical inquiry: a way to learn to inhabit uncertaintyan online conversation on youtube about parenthood and adoption author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Share


Childhood & Philosophy

Print version ISSN 2525-5061On-line version ISSN 1984-5987

Abstract

CUNHA, edna olimpia da  and  NASCIMENTO, wanderson flor do. uma conversa espiralada entre o terreiro e a ancestralidade: infância, comunidade e pertencimento. child.philo [online]. 2025, vol.21, e202589258.  Epub Feb 24, 2025. ISSN 1984-5987.  https://doi.org/10.12957/childphilo.2025.89258.

O texto apresenta uma conversa entre a professora Edna Olimpia da Cunha e o professor Wanderson Flor do Nascimento, realizada na histórica Pedra do Sal, no Rio de Janeiro, que discute a infância a partir das tradições africanas e dos modos de pensar dos terreiros. O diálogo aborda o tempo espiral e a figura de Exu, que, representado como uma criança, carrega a memória coletiva e brinca com o tempo, conectando passado e presente. Essa perspectiva rompe com visões lineares e ocidentais de infância, reconhecendo as crianças como manifestações vivas da ancestralidade. A noção de comunidade é central na conversa, sendo descrita como uma entidade histórica e relacional que antecede e sustenta o indivíduo. A educação, por sua vez, é abordada como um processo contínuo, relacional e coletivo, enraizado nas práticas comunitárias, na oralidade e na ética. Nos terreiros, a ancestralidade é vivida no presente, desafiando lógicas neoliberais e coloniais que fragmentam a coletividade e priorizam o individualismo. A professora e o professor destacam o papel político dos terreiros como espaços de resistência e formação, os quais integram tradição, pertencimento e transformação. As práticas valorizam a interdependência entre os membros da comunidade, criando modos alternativos de existir e educar. A continuidade desse modelo formativo, que questiona paradigmas hegemônicos, depende de um engajamento político e comunitário capaz de sustentar essas formas ancestrais de convivência, memória e formação.

Keywords : infância; ancestralidade; comunidade; tempo espiralar.

        · abstract in English | Spanish     · text in Portuguese     · Portuguese ( pdf )