Introdução
Antes do aparecimento dos periódicos, a divulgação do conhecimento era realizada através do livro e de correspondências pessoais. O livro tinha o inconveniente da demora de sua publicação; era mais adequado para publicação formal de conhecimentos já estabelecidos ou de uma obra já completa, e não para relatar observações correntes e experimentos. O livro reflete a ciência de forma estática; é uma fotografia do assunto em determinado momento, uma informação já quase obsoleta quando acaba de ser publicada. No entanto, na área da filosofia, das ciências humanas, da literatura, das artes e mesmo das ciências naturais o livro continua relevante como instrumento de conservação do saber dos pensadores e cientistas que trazem uma contribuição significativa para o avanço da ciência e para a compreensão e o enriquecimento da cultura humana. A correspondência pessoal era de caráter privado, limitado e demasiado informal para registrar os resultados de experimentos. Seu caráter privado e mais restrito, embora mais ágil, era mais limitado do que os livros, especialmente quanto à sua conservação, recuperação e abrangência de leitores.
A primeira ideia de criação de um periódico foi proposta pelo inglês Sir Robert Moray, presidente da Royal Society de Londres, mas o primeiro periódico apareceu na França. Denis de Sallo, conselheiro da Corte do Parlamento de Luís XIV, fundou o Journal des Sçavants, em janeiro de 1665, mas sua publicação foi interrompida em 1668. O Philosophical Transactions, periódico da Royal Society, foi criado em março do mesmo ano1 (Boorstin, 1987; Gastel; Day, 2022). Estes dois periódicos serviram de modelo para outros periódicos editados por sociedades, associações e academias científicas europeias.
Nos séculos XVIII e XIX houve um aumento significativo do número de cientistas e uma multiplicação das especializações. Em consequência, nesse período houve um crescimento exponencial de associações científicas e de periódicos científicos especializados dessas associações e de editoras comerciais. A origem desse crescimento extraordinário em pouco tempo foi a invenção, no século dezessete, do periódico científico e do instrumento do “paper” científico - uma das mais fundamentais inovações da Revolução Científica. Depois da publicação das Philosophical Transactions seguiram-se três ou quatro periódicos publicados por outras academias nacionais na Europa. O número de periódicos cresceu chegando a cerca de cem no começo do século dezenove, a mil na metade do século e a dez mil no começo de 1900 (Price, 1961). Do periódico especializado que nasceu no século XVIII, John Ziman (1979) observou que sua forma básica pouco mudou em quase trezentos anos. No século XX, esse processo de explosão documental levou ao crescimento exponencial do número de periódicos científicos (Rodrigues; Marinho, 2009). Em 2021, havia cerca de 48.000 periódicos científicos avaliados por pares, dos quais cerca de 35.000 eram em inglês. O número de artigos publicados por ano parece exceder os quatro milhões (Gastel; Day, 2022).
A partir desse cenário, que em grande medida convalida os argumentos apresentados nesta introdução, faremos uma breve descrição da Revista Internacional de Educação Superior (RIESup), publicação do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Superior (GIEPES) da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em parceria com a Rede Iberoamericana de Estudos e Pesquisas em Políticas e Processos de Educação Superior, RIEPPES, sediada no Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
No momento do “nascimento” de mais um periódico sobre educação superior, cabe rememorar que os principais indicadores do desenvolvimento e maturação científica de uma nova área de conhecimento, como destaca Santos Filho (1994, p.11), são: “o aparecimento de associações ou sociedades científicas, a organização de centros e grupos especializados de pesquisa, a abertura de programas de pós-graduação stricto sensu em universidades e a criação de revistas científicas”. Esta nova revista vem se juntar à família de periódicos sobre educação superior com o propósito de contribuir para a consolidação desse campo de pesquisa especialmente no espaço ibero-americano.
Em relação à educação superior como uma nova área de pesquisa, observa-se a consolidação da presença desses quatro indicadores da maturação de um novo campo de pesquisa em vários países desenvolvidos e um crescente desenvolvimento de alguns desses indicadores em países emergentes, como o Brasil que tem uma estrutura de pós-graduação consolidada com programas de mestrado e doutorado em várias áreas do conhecimento e várias de suas universidades administram periódicos acadêmicos, seja no formato impresso, seja no eletrônico, seja em ambos os formatos (Santos Filho, 1994).
Países que, ao longo do século XX, consolidaram a área de pesquisa em educação superior, em geral criaram importantes associações de estudo e pesquisa em educação superior que programam eventos científicos anuais sobre esse tema. Alguns países desenvolvidos organizaram centros nacionais de pesquisa ou centros, institutos, núcleos ou grupos de pesquisa vinculados a universidades ou a órgãos governamentais destinados à pesquisa nessa área, abriram programas de pós-graduação, criaram periódicos científicos especializados e bases de dados nessa área (Teichler, 2005). A partir da década de oitenta do século passado, assistimos, no Brasil, à criação de centros, núcleos ou grupos de pesquisa em educação superior. Alguns deles se consolidaram e continuam ativos até o presente.
Em razão da carência de um periódico brasileiro de educação superior, vale a pena relembrar, o GEPES já na década de noventa do século passado acalentou o sonho de criar uma revista acadêmica de educação superior, por entender que a produção de pesquisa nessa área no país se consolidava nos núcleos ou grupos de pesquisa vinculados aos programas de pós-graduação de várias universidades brasileiras. Esse sonho finalmente se concretiza de modo até mais ambicioso do que como foi sonhado inicialmente. Desde julho de 2015 é uma realidade e, de modo prioritário, embora não exclusivo, pretende abarcar a produção de pesquisa na área no espaço ibero-americano, destacando-se a liderança da produção brasileira na área.
Desde seu primeiro número, a Revista Internacional de Educação Superior (RIESup) optou pelo formato online, assumiu seus custos básicos e adotou a política de acesso livre, baseada na filosofia de que o conhecimento é patrimônio comum da humanidade. Em 2018, para ampliar seu público leitor e seu caráter internacional, a revista tornou-se bilíngue (português/inglês ou espanhol/inglês), publicando seus textos também na língua franca da ciência. Neste mesmo ano, a RIESup passou a fazer parte do Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos (PPEC) Sistema de Bibliotecas (SBU) da UNICAMP, a receber apoio financeiro da universidade para sua manutenção e a elevar seu patamar de qualidade, visibilidade e acessibilidade. A partir de 2022, sua visibilidade e acessibilidade vem sendo incrementada pela sua integração à base de dados educacionais Educ@, da Fundação Carlos Chagas, utilizando a plataforma da metodologia SciELO. Cabe lembrar que a RIESup não está indexada na SciELO ainda, mas futuramente poderemos solicitar o processo de indexação.
Os esforços empreendidos na concepção integral da RIESup devem-se ao trabalho incansável e à contínua persistência dos editores, que são parte do quadro gestor da revista. A comissão editorial, juntamente com os membros do corpo científico nacional e estrangeiro, forma a equipe editorial do periódico. Toda a equipe foi, e é de vital importância para realizar as benfeitorias que são investidas na revista e que ajudaram na concretização das boas práticas realizadas pela RIESup, evidenciando seu impacto na comunidade científica.
A RIESup é uma publicação que tem como foco específico a Educação Superior e suas áreas correlatas. É um periódico que tem sua origem de maneira diferenciada, pois nasceu em julho de 2015 da fusão de 2 (duas) redes de pesquisa (GIEPES e RIEPPES) consolidadas nesta temática de investigação.
Nos seus primeiros anos de existência, a publicação era quadrimestral. A partir de 2019, a revista adotou a modalidade de publicação contínua, ou seja, os artigos são publicados na medida em que são aprovados e editados em seis fluxos avaliativos. Essa medida minimiza o problema do tempo de publicação entre o aceite e a divulgação do artigo aprovado e acelera o fluxo da grande demanda de submissões recebidas pela revista. Também consideramos esse procedimento como uma forma de dar visibilidade, antecipar e ampliar o acesso aos artigos já arbitrados, independentemente de sua editoração e formatação para a fase de edição final, não aguardando o fechamento do fascículo, publicado em um único volume.
Destacamos que essa modalidade de publicação contínua está sendo amplamente adotada em muitos periódicos nacionais e estrangeiros que querem antecipar a publicação de seus artigos e pesquisas já aprovados pelos referees. Vale a pena ressaltar que a morosidade do retorno de pareceres é um dos problemas mais sérios enfrentados quando o artigo está em processo de avaliação, passando pelos fluxos editoriais. Nesse sentido, tal prática vem possibilitar que o editor agilize a fase de publicação dos trabalhos já avaliados e editados, cabendo a ele disponibilizar esses textos para a divulgação e para as estatísticas de sua publicação.
O processo editorial de avaliação dos textos submetidos à RIESup é híbrido, ou seja, ele procede a uma avaliação preliminar para verificação do atendimento às normas técnicas da revista e adota a avaliação cega por pares, atendendo aos critérios de sua política editorial.
A revista possui seu regimento próprio, validado pela FE/UNICAMP, e segue os critérios de credenciamento do PPEC da UNICAMP.
Edições e publicações temáticas: breve panorama
Até o presente momento, ou seja, até abril de 2024, a RIESup publicou 11 volumes, sendo no total, 18 edições. Até o volume 2, número 1 de 2016, a revista não tinha variações temáticas e publicava suas edições com artigos do fluxo contínuo, sem seções específicas. Vale a pena lembrar que o número 2 do volume 1 foi publicado em agosto de 2015. A capa era uma arte criada pelos editores da revista sobre o tema relacionado à educação superior.
A partir do volume 2 de 2016, a revista passou a adotar seções temáticas para cada volume publicado, pois isso caracterizaria mais a atuação da revista no contexto científico, conforme demonstrado no Quadro 1.
Quadro 1 Relação dos números temáticos da revista de 2015 a 2023
| Dados da edição | Descrição da Temática | Nº de trabalhos |
|---|---|---|
| v. 1 n. 1 (2015): jul./set. | Teorias e Práticas Pedagógicas na Educação Superior | 7 trabalhos |
| v. 1 n. 2 (2015): out./dez. | Políticas e Processos de Educação Superior | 10 trabalhos |
| v. 2 n. 1 (2016): jan./abr. | Sem temática | 13 trabalhos |
| v. 2 n. 2 (2016): maio/ago. | Sem temática | 10 trabalhos |
| v. 2 n. 3 (2016): set./dez.: | Avaliação e Regulação da Educação Superior | 15 trabalhos |
| v. 3 n. 1 (2017): jan./abr | Políticas de Educação Superior e Trabalho Docente | 15 trabalhos |
| v. 3 n. 3 (2017): set./dez. | Políticas e Processos Pedagógicos da Educação Superior na Contemporaneidade | 15 trabalhos |
| v. 4 n. 1 (2018): jan./ abr . | Formação e Trabalho Docente: desafios e perspectivas | 13 trabalhos |
| v. 4 n. 2 (2018): maio/ago. | Políticas de Educação Superior na América Latina | 15 trabalhos |
| v. 4 n. 3 (2018): set./dez. | Políticas, processos formativos e TICS na Educação Superior | 17 trabalhos |
| v. 5 (2019): | Publicação Contínua | 47 trabalhos |
| v. 6 (2020): | Publicação Contínua | 46 trabalhos |
| v. 7 (2021): | Publicação Contínua | 47 trabalhos |
| v. 8 (2022): | Publicação Contínua | 46 trabalhos |
| v. 9 (2023): | Publicação Contínua | 51 trabalhos |
| v. 10 (2024): | Publicação Contínua | 46 trabalhos |
| v. 11 (2025): | Publicação Contínua | 46 trabalhos |
|
Total de trabalhos: 474 trabalhos (artigos, relatos, pesquisa, resenha e ensaio e entrevistas) | ||
Fonte: Edições anteriores extraídas do OJS (2024).
Em 2017, a Comissão Editorial decidiu elaborar eixos temáticos dentro do escopo da área da Educação Superior. Para cada eixo foi elaborada uma ementa, trazendo maior clareza ao autor interessado em submeter artigo à revista. Os eixos temáticos são:
Avaliação e Regulação da Educação Superior;
Currículo e Processos Educacionais na Educação Superior;
Educação Superior e Internacionalização;
Inovação e Tecnologias na Educação Superior;
Pedagogia Universitária;
Políticas de Educação Superior;
Tema Emergente. (RIESup, 2024)
Ainda neste ano, a Comissão Editorial mudou o critério de escolha das capas da revista. Para isso, retirou a arte que acompanhou os dois primeiros volumes e optou por apresentar fotos de universidades que estariam sendo homenageadas, dando preferência às que estariam comemorando centenário de fundação no respectivo ano de edição da revista. E essa política de escolha continua até o presente momento, ou seja, maio de 2024.
Em 2019 com a editoração do volume 5, a RIESup deu início à modalidade de publicação contínua, e a temática de cada volume passou a ser definida no fechamento da edição, juntamente com a conclusão do editorial.
A partir de 2022 a revista passou a inserir, além dos arquivos dos textos editados em português e inglês, as opções de acessibilidade para os portadores de necessidades especiais, no formato de áudio (a RIESup adquiriu por meio do PPEC/UNICAMP um programa que lê o título e o resumo da produção textual) e de vídeo, (autores gravam seguindo orientações dadas, durante o período de no máximo dois minutos, uma notícia sobre o conteúdo do texto publicado).
Neste momento histórico (abril de 2024), estamos fechando de modo antecipado, conforme explicado anteriormente sobre a publicação contínua, o volume 11 de 2025.
Indexadores e visibilidade
O ato da indexação é o processo de transferência e descrição analítica da informação mais importante da área da Biblioteconomia. É por meio da indexação que sabemos como determinado termo ou assunto registrado de forma padronizada nos sistemas e recursos informacionais é encontrado (Santos, 2017).
Esses recursos informacionais, denominados bases de dados, diretórios, portais e índices, indicam onde uma ou mais publicações (periódicos, revistas, jornais, boletins etc. ) se encontram indexadas de maneira manual ou automatizada, destinando-se a eles os responsáveis pelo grande número de informações e dados armazenados de forma segura e padronizada.
A busca dos editores de periódicos e revistas científicas pela indexação nesses mecanismos na atualidade é relativamente elevada e concorrida devido ao grande número de periódicos científicos publicados por universidades, associações científicas e editoras comerciais. É muito importante para a saúde de uma publicação e, especialmente para os pesquisadores, que um periódico seja indexado em indexadores renomados e reconhecidos pela comunidade científica, garantindo sua total visibilidade nos sistemas de informação. A RIESup está indexada em vinte e uma bases de dados, diretórios, índices e portais, além de redes sociais e acadêmicas, conforme apresentado no quadro 2.
Quadro 2 Relação dos indexadores da RIESup
| BASES DE DADOS | |
|---|---|
| Título | País de Origem |
| Bibliografia Brasileira de Educação (BBE) | Brasil |
| Edubase | Brasil |
| Educ@ | Brasil |
| EBSCO Essentials | Estados Unidos |
| Google Acadêmico | Estados Unidos |
| IRESIE | México |
| SciLit | Suíça |
| DIRETÓRIOS | |
| Diadorim | Brasil |
| Dialnet | Espanha |
| Directory of Open Access Journal (DOAJ) | Suíça |
| EZB | Alemanha |
| Latindex | México |
| LatinREV | Argentina |
| REDIB | Espanha |
| ROAD - Directory of Open Access Scholarly Resources | Estados Unidos |
| Ulrich’s Web | Estados Unidos |
| ÍNDICES | |
| Actualidad Iberoamericana: Índice Internacional de Revistas | Chile |
| ERIHPlus - European Reference Index for the Humanities and Social Sciences | Noruega |
| PORTAIS | |
| Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos | Brasil |
| SSOAR | Alemanha |
Fonte: Os autores (2024).
Ao lado desses indexadores, bases de dados e diretórios, a RIESup está solicitando ingresso no Web of Science e na Scopus e planeja solicitar ingresso no Research into Higher Education Abstracts, este último especializado na área de educação superior.
Em outros sistemas, como redes sociais e acadêmicas, catálogos, bibliotecas virtuais e outros, a RIESup está presente nos seguintes canais de divulgação, como indicado no Quadro 3.
As boas práticas editoriais utilizadas na RIESup
A adoção de boas práticas editoriais pelos periódicos e pela comunidade acadêmica como um todo passa a ser fator fundamental para a manutenção e o aprimoramento da credibilidade das publicações, ou seja, as boas práticas editoriais de periódicos científicos são essenciais para garantir a qualidade, integridade e eficiência dos processos de publicação (Suzigan; Garcia; Massaro, 2021). De acordo com a ANPAD (2017),
As boas práticas representam um conjunto de critérios e orientações a respeito da publicação científica[...], tanto sob o ponto de vista ético quanto do operacional. A adoção dessas boas práticas na gestão de periódicos científicos, com certeza, contribuirá fortemente para a consolidação dessas duas áreas como campos de conhecimento científico (Anpad, 2017).
Lembramos que as boas práticas podem variar de acordo com o contexto regional e as políticas específicas de cada periódico. A busca por boas práticas deve ser contínua e adaptada às necessidades locais. Para garantir a qualidade e visibilidade do periódico, a RIESup adota, a partir de 2015, as seguintes recomendações de boas práticas: Usar o ORCiD para a identificação dos autores, utilizar o Turnitin para promover integridade acadêmica e combater o plágio, garantir a integridade, a ética e a qualidade das publicações, adotar o DOI para identificação e catalogação de publicações digitais, usar o Creative Commons para gerenciar direitos autorais de obras intelectuais, utilizar as redes de preservação digital, publicar artigos em outro idioma, adotar a modalidade de publicação contínua, não utilizar o Fator de Impacto para avaliar a qualidade dos artigos, criar recursos de acessibilidade aos textos da revista, adotar a taxonomia CRediT. Cada uma dessas boas práticas é descrita com mais detalhes nas subseções que seguem.
ORCiD - Open Researcher and Contributor ID
O ORCID (Open Researcher and Contributor ID) é um código alfanumérico gratuito que foi anunciado pela primeira vez em 2009 por um grupo de editores de países diversos, incluindo a Thomson Reuters, Elsevier, Springer, ISNI e Wiley. Ele é mantido atualmente por uma organização homônima sem fins lucrativos. O objetivo do ORCID é identificar pesquisadores e contribuidores de pesquisas acadêmicas de forma única e evitar equívocos com pessoas de nomes idênticos ou semelhantes, inconsistências culturais devido à grafia e incoerências causadas por alterações nos nomes (como após o casamento, por exemplo). Além disso, o ORCID permite observar a produção acadêmica e acompanhar a evolução e o histórico de um pesquisador. As informações compartilhadas no ORCID são decididas pelo próprio pesquisador (ORCID, s.d.).
A partir de 2016, ano em que foi assinado o contrato de assinatura com a ORCID na UNICAMP, a RIESup e os demais periódicos do Portal de Periódicos passaram a adotar o ORCID inicialmente como optativo, mas no ano seguinte tornou-se obrigatório o seu uso nos artigos.
A prática de adoção do ORCID garante que as instituições possam usar o ORCID de maneira eficaz para rastrear pesquisas e apoiar seus pesquisadores.
Turnitin (sistema de similaridade)
O Turnitin é uma ferramenta amplamente utilizada para promover a integridade acadêmica e combater o plágio. Ele verifica a similaridade entre o trabalho de um aluno e uma vasta base de dados que inclui artigos acadêmicos, sites, trabalhos anteriores e outras fontes. Além disso, gera um Relatório de Similaridade que destaca partes do texto que correspondem a conteúdo existente em outras fontes. Isso ajuda os educadores a identificar possíveis plágios. (Turnitin, 2024).
O relatório não é uma acusação de plágio, mas sim uma ferramenta para que os alunos e professores avaliem a originalidade do trabalho. Na prática, podemos afirmar que o Turnitin é uma ferramenta essencial para promover a integridade acadêmica, fornecendo feedback valioso aos alunos e ajudando a manter altos padrões de originalidade em trabalhos acadêmicos.
O PPEC aceita até 30% dos trabalhos apontados para similaridade, o mesmo percentual adotado na RIESup. Essa prática é fundamental no processo do fluxo editorial da RIESup, pois o manuscrito é checado antes mesmo de seguir o percurso de ser avaliado.
Instruções e código de ética
Os periódicos científicos seguem diretrizes rigorosas para garantir a integridade, a ética e a qualidade das publicações. Nesse sentido, a RIESup faz uso de algumas boas práticas em relação a integridade da revista. Sendo assim, destacamos a seguir algumas práticas comuns e códigos de conduta adotados pela RIESup:
-
Inclusão de declaração de ética em pesquisa no website da RIESup, com as perspectivas de
Código de conduta e boas práticas do COPE (Committee on Publication Ethics), tendo em vista que esse comitê fornece diretrizes para editores de periódicos, além de diretrizes que abordam questões como autoria, conflitos de interesse, revisão por pares, retratação e má conduta (COPE, 2020).
O COPE visa manter altos padrões éticos na publicação científica, com isso garantindo a imparcialidade nas questões éticas e segurança em relação à publicação.
Conclui-se que os periódicos científicos seguem essas diretrizes para garantir a qualidade e a confiabilidade das pesquisas publicadas, bem como para promover a integridade acadêmica e a ética na comunicação científica
Digital Object Identifier (DOI)
O DOI (Digital Object Identifier), ou Identificador de Objeto Digital, é um padrão alfanumérico utilizado para identificar e catalogar publicações digitais, como trabalhos científicos, artigos, livros, anais de eventos e imagens (Santos, 2017). O DOI é um registro único para qualquer tipo de arquivo digital. Ele serve para garantir que as informações bibliográficas de um artigo estejam disponíveis globalmente, independentemente de alterações nas URLs dos periódicos ou eventos científicos.
O surgimento do DOI se deve a iniciativa do Crossref, uma organização internacional sem fins lucrativos formada por editoras, empresas e entidades científicas. Surgiu da necessidade de fornecer um serviço colaborativo central de referência para a comunidade científica.
Antes do DOI, os trabalhos científicos eram publicados em sites e periódicos eletrônicos, e o acesso aos artigos dependia de URLs específicas. Isso gerava problemas quando as URLs mudavam ou falhavam.
A RIESup passou a adotar o DOI nos seus artigos, a partir de 2016, quando o PPEC, por meio do SBU, adotou a atribuição de DOI para todos os periódicos credenciados no portal, garantindo a sua distribuição anual, com recursos gerenciados pelo SBU, adquiridos pela gestão anual da Coordenadoria Geral da Universidade, destinados para este fim.
Em resumo, o DOI é uma ferramenta essencial para a identificação e preservação de conteúdo científico na era digital. Ele garante a acessibilidade e a permanência das informações, facilitando a pesquisa e a recuperação da referência, além de tornar-se uma boa prática utilizada pelos editores na contemporaneidade.
Creative Commons
As licenças Creative Commons (CC) são uma forma flexível de gerenciar os direitos autorais em obras intelectuais, incluindo publicações científicas. Elas permitem que os autores decidam como compartilhar suas obras, preservando uma série de condições (Creative Commons Brasil, 2020).
As licenças CC surgiram em 2002 e foram idealizadas para padronizar as licenças de distribuição de conteúdo culturais em geral, como textos, músicas, imagens e filmes. Elas permitem que os autores concedam direitos aos usuários de suas obras, facilitando o compartilhamento e a recombinação dessas obras com regras claras para o uso. O Movimento de Acesso Aberto buscou disponibilizar o conhecimento científico de forma gratuita e irrestrita na internet. Dessa forma surgem as licenças CC para fundamentar e validar essa forma gratuita e irrestrita das publicações na internet, pois justamente elas surgem como uma alternativa para que os autores possam conceder direitos aos usuários de suas obras, preservando uma série de condições (Creative Commons, 2024).
A RIESup, sendo uma publicação de acesso aberto, permite o acesso online gratuito e irrestrito, e está alinhada com os princípios da Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste (BOAI), utilizando a licença mais apropriada como a CC BY.
A licença CC BY permite que outros compartilhem, adaptem e criem obras derivadas a partir do seu trabalho, desde que deem a devida atribuição ao autor original.
Todo periódico deve utilizar uma das seis licenças oferecidas pelo Creative Commons de forma gratuita, pois isso vai dispor uma maneira flexível e transparente de compartilhar obras científicas, promovendo o acesso aberto e a disseminação do conhecimento.
Redes de preservação digital (Cariniana, LOCKSS e PKP|PN)
A preservação digital é definida como o conjunto de princípios, políticas, estratégias e ações específicas que visam garantir a estabilidade física e tecnológica dos dados, a permanência e acessibilidade da informação em documentos digitais e a proteção do conteúdo intelectual dos documentos digitais durante o tempo considerado necessário (Castillo Segura, 2018).
Neste sentido, é importante termos os nossos periódicos assegurados e preservados da ação do tempo e das calamidades extremas que possam surgir, permitindo assim, a preservação a longo prazo, tendo a participação da instituição em redes e parcerias que trabalham com serviços de preservação digital. Sendo assim, com o intuito de preservar seus periódicos, a UNICAMP por meio dos PPEC, foi uma das instituições pioneiras a ingressar como membro da Rede de Serviços de Preservação Digital - Cariniana do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Rede Cariniana, 2024).
A Rede Cariniana, como é mais conhecida, é um sistema de preservação digital baseado no modelo de rede distribuída. Ela acompanha e fornece subsídios a outros projetos brasileiros que precisam preservar materiais digitais autênticos e certificados por instituições reconhecidas. Surgiu da necessidade de criar um serviço de preservação digital de documentos eletrônicos com o objetivo de garantir o acesso continuado a longo prazo dos conteúdos científicos armazenados digitalmente no Brasil. O início da rede em 2013 ocorreu inicialmente por meio da preservação dos periódicos brasileiros que utilizavam, e ainda utilizam a plataforma OJS - Open Journal System, que funciona conjuntamente com o plugin LOCKSS para preservação digital de objetos digitais (Rede Cariniana, 2024).
Atualmente, a Rede Cariniana conta com mais de 2.000 títulos de periódicos brasileiros preservados em sua rede, e a RIESup é um desses periódicos preservados desde o início de 2015 até o ano corrente. Além da Rede Cariniana que preserva os periódicos, estamos também associados ao The Keepers Registry, uma agência de preservação europeia.
Por fim, além da Rede Cariniana e da agência The Keepers, a RIESup também está preservada digitalmente na rede privada da PKP|PN, ou seja, os periódicos que utilizam o sistema de gestão editorial OJS, a partir da versão 3, têm como realizar a preservação digital de seu periódico configurando o sistema para que faça o depósito de forma automática. Dessa forma, salientamos que é essencial que o periódico, por meio de sua instituição, participe de redes nacionais ou estrangeiras de preservação, efetuando assim, as boas práticas de preservação digital de suas publicações.
Publicação de artigo em outro idioma para promover a internacionalização
A adoção de outro idioma para promover a internacionalização de periódicos científicos é uma estratégia relevante para ampliar o alcance e a visibilidade das pesquisas. Para que isso possa ocorrer, alguns aspectos relacionados a essa prática se referem a:
Barreira linguística e diversidade - A barreira linguística é um desafio enfrentado pelos pesquisadores em todo o mundo. Cada idioma possui sua própria base de conhecimento científico, e a diversidade linguística pode dificultar o compartilhamento eficiente de informações. A adoção do inglês como língua franca da ciência tem sido comum.
potencialidades da internacionalização - A internacionalização dos periódicos científicos oferece vantagens, como a troca de conhecimento, aproximação entre cientistas de diferentes países e culturas. Nesse sentido, o reconhecimento profissional internacional das publicações em inglês pode aumentar a visibilidade dos autores.
socialização do conhecimento - A disseminação mais ampla das pesquisas (Bueno; Sousa, 2020).
Além dos aspectos citados acima, existem os desafios a serem enfrentados pela adoção de outro idioma na publicação científica, mas que podem ser alcançados pela atitude e perseverança das ações desenvolvidas pela equipe editorial do periódico, como:
equidade e inclusão: a decisão de adotar outro idioma deve considerar a diversidade linguística e garantir que o conhecimento de diferentes origens seja valorizado.
exclusão potencial: a adoção exclusiva do inglês pode excluir pesquisadores que não dominam essa língua.
multilinguismo: o uso de vários idiomas pode ser uma expressão de diversidade e inclusão (Bueno; Sousa, 2020).
Para que o editor possa tornar isso possível, ele pode alinhar iniciativas recomendáveis que possam implantar na vida contínua da sua publicação, como se associar, participar de reuniões, palestras e cursos realizados por associações científicas, como é o caso da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), que promove princípios de Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade (DEIA). A ABEC incentiva os editores a adotar esses princípios em seus periódicos, bem como o SciELO Brasil que incluiu a promoção dos Princípios DEIA em suas diretrizes, enfatizando a diversidade, equidade e inclusão na gestão editorial e na avaliação dos periódicos de sua coleção, e para aqueles que queiram concorrer ao processo de solicitação de indexação (ABEC, s.d.).
A escolha do idioma para publicações científicas deve ser cuidadosa, considerando a inclusão, a diversidade e a acessibilidade, para que o conhecimento científico alcance um público global, e esse cuidado a RIESup enfrentou e manteve no bilinguismo, mas não deixando de implantar a língua inglesa como secundária nos seus artigos desde 2018.
Adoção da modalidade de publicação contínua
Uma tendência associada ao movimento de ciência aberta é a publicação contínua (PC) de artigos. Periódicos que adotam a PC não possuem mais números definidos a serem publicados ao longo do ano. Possui apenas um volume anual e os artigos são publicados no volume assim que aprovados e editados, acelerando o processo de publicação e comunicação dos resultados de pesquisa.
Para os casos de PC, os indexadores avaliam positivamente periódicos que possuem um bom fluxo de publicações, sem períodos longos (2 ou 3 meses) sem novos artigos publicados, como exemplos de indexadores que aprovam essa modalidade estão a Scopus e Web of Science (Sandes-Guimarães; Santos, 2022).
A publicação contínua nos periódicos científicos é uma estratégia que visa acelerar o processo de comunicação e disponibilização das pesquisas, e essa está sendo uma boa prática de modalidade mais utilizada por parte dos periódicos no mundo todo, possibilitando a agilidade da publicação. A grande vantagem da publicação contínua (ou fluxo contínuo) está relacionada com o modelo no qual os artigos são publicados online assim que ficam prontos, sem a necessidade de esperar a composição completa de fascículos ou edições seriadas.
Cada artigo deve possuir identificação de seção, uma vez que não existe mais um sumário fechado. Os artigos são organizados dentro das seções do periódico, e cada artigo aplica-se à identificação por um e-location (localização eletrônica), criado por uma letra e uma numeração sequencial, que pode ser o ano de publicação do artigo, seguido pelo controle contínuo dos artigos a serem publicados no ano, ou ID do sistema. Essa identificação elimina a aplicação de identificação pela paginação contínua da publicação (Santos; Rodrigues, 2019).
Com a adoção da publicação contínua, o editor garante:
Destacamos que a publicação contínua é essencialmente eletrônica e adequada para periódicos que desejam maximizar o uso das potencialidades online, e nesse ponto a RIESup é bem prática na utilização da modalidade de publicação contínua que a adota no seu fluxo editorial desde 2018, tornando as rotinas dos editores da revista muito mais fáceis na gestão total do periódico.
Declaração de São Francisco (DORA)
Em 2017, a RIESup passou a assinar a Declaração de São Francisco para Avaliação de Pesquisa, conhecida como DORA. Essa medida de apoio consiste em propagar ou divulgar o uso demasiado do Fator de Impacto (FI)2 nas publicações menos favorecidas com essa prática.
O site da DORA esclarece:
O fator de impacto (FI) de periódicos científicos é frequentemente utilizado como o principal parâmetro para comparar a produção científica de indivíduos e instituições. O FI, calculado pela Thomson Reuters, foi originalmente criado como uma ferramenta para ajudar bibliotecários a identificar periódicos para aquisição, não como um instrumento para medir a qualidade científica de um artigo. Tendo isso em mente, é essencial entender que o fator de impacto, como uma ferramenta para a avaliação da pesquisa, tem uma série de deficiências bem documentadas (Dora, 2020).
Assim, a recomendação geral da DORA é que o editor
não use métricas baseadas em periódicos, tais como o fator de impacto (FI), como uma medida indireta da qualidade de artigos de pesquisa individuais, para avaliar as contribuições de um cientista individual, ou em decisões de contratação, promoção ou financiamento (Dora, 2020).
Nas recomendações específicas, destinadas a cada grupo de indivíduos, como no caso dos editores, estes devem apoiar a adoção das seguintes práticas na avaliação da pesquisa, referentes às publicações científicas:
“Reduzir” consideravelmente a ênfase no fator de impacto da revista como uma ferramenta promocional, idealmente deixando de promover a sua utilização ou apresentando a métrica no contexto de uma variedade de outras métricas baseadas em revistas (por exemplo, fator de impacto de 5 anos, Eigenfactor3, SCImago4, índice h, tempo de edição e de publicação etc.) que forneçam uma visão mais ampla do desempenho da revista.
“Disponibilizar” uma variedade de métricas em nível de artigo para incentivar uma mudança em direção à avaliação com base no conteúdo científico de um artigo, em oposição às métricas de publicação do periódico no qual foi publicado.
“Incentivar” as práticas de autoria responsável e o fornecimento de informações sobre as contribuições específicas de cada autor.
“Remover”, independentemente de a revista ter acesso aberto ou por assinatura, todas as limitações à reutilização de listas de referência em artigos de pesquisa e disponibilizá-las sob a Dedicação ao Domínio Público identificada como CC0 da Creative Commons5.
“Remover” ou reduzir as restrições relacionadas ao número de referências em artigos de pesquisa e, quando possível, exigir a citação de literatura primária em vez de artigos de revisão, de forma a dar créditos para o(s) grupo(s) que primeiro relataram um resultado de pesquisa. [grifo e adaptações nossas para segmentar os pontos das recomendações específicas (DORA, 2020).
Como signatária da DORA, a RIESup está adotando a abordagem recomendável e seguindo o caminho certo. Aderindo às recomendações da DORA, demonstra que é uma boa prática aplicada aos periódicos científicos de qualquer área.
Recursos de acessibilidade: uso de áudio na leitura de resumo
Desde a edição de 2022, a RIESup passou a adotar em sua publicação, a transcrição dos resumos dos artigos dos periódicos em áudio (formato MP3) no site da revista para pessoas com deficiência visual. Foram utilizados recursos tecnológicos disponíveis no próprio computador (gravador, editor de texto e OJS) para a execução deste projeto, que se tornou uma boa prática de oferecimento de serviço para a comunidade de Pessoas com Deficiência Visual (PCDV).
Reitera-se a relevância da disponibilização dos recursos informacionais aos usuários com deficiência tanto da comunidade acadêmica quanto externa, visando contribuir para a elaboração de uma política institucional de inclusão e acessibilidade para a Universidade (Santos; Tartarotti, 2020).
Adoção da taxonomia CRediT
A última prática adotada pela RIESup, a partir de 2023, no volume 10 de 2024, foi o uso da taxonomia CRediT6 (Contributor Roles Taxonomy), ou seja, uma lista contendo 14 funções/papéis de colaboração, atribuídas aos autores de acordo com a sua participação nas submissões de manuscritos à revista.
Essas informações podem ser incluídas na página inicial do manuscrito, ou no final dele. Juntamente com eles, são colocadas as demais informações que complementam o CRediT, como agradecimentos, fonte de financiamento, dados sobre conflito de interesses, disponibilidade do material em sites de dados de pesquisa e informações sobre código de ética. Além disso, o artigo após o CRediT, é assinado pelo editor de seção. A seguir, ilustramos (Figura 1) como a RIESup utiliza os dados do CRediT em sua publicação:
Considerações finais
A RIESup tem como missão socializar a produção de estudos e pesquisas científicas, de caráter teórico ou empírico, na área da educação superior. Como periódico exclusivamente eletrônico, a revista se dedica à publicação de artigos, resenhas, relatos de experiência e entrevistas com pesquisadores da comunidade científica nacional e internacional que investigam questões de interesse do campo da Educação Superior. Além disso, a RIESup tem como um dos seus objetivos contribuir na formação do pesquisador da área de Educação Superior por meio da divulgação e disseminação de estudos realizados por educadores, vinculados a instituições nacionais e internacionais.
A migração e o movimento de periódicos acadêmicos para a Internet levaram à proliferação de novas abordagens para a publicação online, onde o modelo de assinatura ou de pagamento para download de artigo não é mais predominante; onde o jogo de interesses praticado para publicar em editoras e associações científicas ou o custo para assinar periódicos agora abre espaço para a publicação gratuita pelas universidades, trazendo economia e aumentando a divulgação da produção científica no ambiente acadêmico nacional e internacional e para um público mais amplo interessado nos problemas da educação superior. Nessa autêntica revolução na editoração de periódicos científicos viabiliza-se e se disponibiliza o acesso livre e gratuito ao conhecimento para toda pessoa com nível de educação compatível para compreender um texto relativamente complexo.
Mediante o sistema online de acesso aberto, no final de 2002, o mundo passou a publicar em plataformas gerenciais de editoração de revistas, como o Open Journal System (OJS), programa livre, de fonte aberta e gratuito, criado pela British Columbia University. No Brasil, esse sistema foi traduzido e adaptado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), originando o Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas (SEER), que vigorou até 2018. A partir desta data retomou sua nomenclatura original em inglês, conhecida no cenário brasileiro e internacional como OJS. Por meio dessa ferramenta, o periódico ganha agilidade e transparência nos seus procedimentos editoriais, desde a submissão do texto até sua publicação online e indexação.
Nesse período de quase dez anos de existência, a RIESup procurou se aprimorar progressivamente e se propõe a acompanhar as inovações no campo da editoração científica e incorporar as melhores práticas de gestão editorial para conquistar crescente relevância e visibilidade internacional no apoio à pesquisa na área da educação superior, especialmente no cenário ibero-americano. Com essa política e prática, a RIESup visa cada vez mais alcançar a qualidade editorial dos melhores periódicos da área da educação, atender aos critérios de excelência requeridos pelos melhores indexadores mundiais e compartilhar suas boas práticas com editores de periódicos que manifestarem interesse.















