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Revista Diálogo Educacional

Print version ISSN 1518-3483On-line version ISSN 1981-416X

Rev. Diálogo Educ. vol.25 no.86 Curitiba July/Sept 2025  Epub Oct 24, 2025

https://doi.org/10.7213/1981-416x.25.086.ds07 

Dossiê

Prática docente: análise do desenvolvimento de uma sequência didática para o trabalho com a inclusão na Educação Infantil

Práctica docente: análisis del desarrollo de una secuencia didáctica para el trabajo con la inclusión en la Educación Infantil

Aline de Novaes Conceição[a] 

Professora efetiva na Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), Câmpus de Marília/SP, professora permanente no Programa de Pós-Graduação em Educação - Educação Social (PPGE) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Câmpus do Pantanal (CPAN), e professora permanente no Programa de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede Nacional (Profei), oferecido pela UNESP, com concentração no Câmpus de Presidente Prudente/SP. Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UNESP, FFC, Câmpus de Marília/SP


http://orcid.org/0000-0002-6640-461X

[a]Universidade Estadual Paulista (UNESP), "Júlio de Mesquita Filho", Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), Câmpus de Marília/SP, Departamento de Educação e Desenvolvimento Humano, Marília, SP, Brasil, e-mail: alinenovaesc@gmail.com


Resumo

Os objetivos da pesquisa consistem em apresentar uma sequência didática desenvolvida para o último ano da Educação Infantil, visando o desenvolvimento de um ambiente inclusivo, e analisar o desenvolvimento dessa sequência a partir das percepções dos educandos sobre as deficiências, comparando-as antes e após a intervenção. Para isso, selecionou-se uma turma de uma Escola Municipal de Educação Infantil, com educandos de 5 e 6 anos. Inicialmente, na Hora de Estudo Coletivo, os professores da escola selecionada, participaram de formações relacionadas com a inclusão. Ao final, elaborou-se uma sequência didática sobre a temática para ser trabalhada com os educandos. Antes e após o trabalho com essa sequência, os educandos responderam a um questionário relacionado com percepções de deficiências, cujas respostas foram categorizadas em: “desconhecimento”, “ideia fantasiosa”, “informação equivocada” e “resposta favorável”. Houve aumento das respostas favoráveis sobre a percepção dos educandos relacionadas com todas as deficiências. A variação relativa em relação ao valor inicial das respostas favoráveis é de 76,3%, demonstrando um aumento significativo do conhecimento da temática inclusiva. A ordem das respostas mais favoráveis para as menos favoráveis estava relacionada com: Deficiência Visual, Auditiva, Física e Intelectual.

Palavras-chave: Sequência didática; Educação Infantil; Sequência didática e Educação Infantil; Ambiente inclusivo; Inclusão

Resumen

Los objetivos de la investigación consisten en presentar una secuencia didáctica elaborada para el último año de la Educación Infantil, con el objetivo de desarrollar un ambiente inclusivo, y analizar su desarrollo a partir de las percepciones de los alumnos sobre las discapacidades, comparándolas antes y después de la intervención. Para ello, se seleccionó una clase de una Escuela Municipal de Educación Infantil, con educandos de 5 y 6 años. Inicialmente, en la Hora de Estudio Colectivo, los profesores de la escuela seleccionada participaron en formaciones relacionadas con la inclusión. Al final, se elaboró una secuencia didáctica sobre la temática para ser trabajada con los educandos. Antes y después del trabajo con esta secuencia, los educandos respondieron a un cuestionario relacionado con percepciones de discapacidades, cuyas respuestas fueron categorizadas en: "desconocimiento", "idea fantasiosa", "información equivocada" y "respuesta favorable". Hubo un aumento de las respuestas favorables sobre la percepción de los educandos relacionadas con todas las discapacidades. La variación relativa en relación con el valor inicial de las respuestas favorables es del 76,3%, lo que demuestra un aumento significativo del conocimiento de la temática inclusiva. El orden de las respuestas más favorables a las menos favorables estuvo relacionado con: Discapacidad Visual, Auditiva, Física e Intelectual.

Palabras clave: Secuencia didáctica; Educación Infantil; Secuencia didáctica y Educación Infantil; Ambiente inclusivo; Inclusión

Abstract

The objectives of this research are to present an instructional sequence developed for the final year of Early Childhood Education, aiming at the development of an inclusive environment, and to analyze its development based on students’ perceptions of disabilities, comparing them before and after the intervention. For this purpose, a class from a Municipal School of Early Childhood Education, with students aged 5 and 6 years, was selected. Initially, during Collective Study Time, the teachers of the selected school participated in training related to inclusion. At the end, a didactic sequence on the theme was elaborated to be worked with the students. Before and after working with this sequence, the students answered a questionnaire related to perceptions of disabilities, whose answers were categorized into: "unknowledge," "fantasy idea," "misinformed information," and "favorable response." There was an increase in favorable responses regarding the students' perception of all disabilities. The relative variation in relation to the initial value of favorable responses is 76.3%, demonstrating a significant increase in knowledge of the inclusive theme. The order of the most favorable to the least favorable responses was related to: Visual, Hearing, Physical, and Intellectual Disabilities.

Keywords: Didactic sequence; Didactic sequence and Early Childhood Education; Early Childhood Education; Inclusive environment; Inclusion

Introdução

A educação precisa ser emancipadora e garantir que os direitos humanos sejam efetivados, nesse sentido, a Educação Infantil não é preparação para o Ensino Fundamental e tampouco etapa para a alfabetização. Assim, é necessário possibilitar vivências com interações e brincadeiras, utilizando o trabalho com as múltiplas linguagens, com o educar que não se desassocia do cuidar (Brasil, 2009), a fim de que se tenha o desenvolvimento de uma Educação Integral que "[...] envolve refletir sobre o desenvolvimento humano em um sentido amplo" (Miguel; Conceição; Pereira, 2024, p. 4), ou seja, não está relacionada com a ampliação do tempo na escola, mas com a formação das múltiplas dimensões humanas que na contemporaneidade envolve os elementos: "[...] intelectual/cognitivo, físico/motor, afetivo, ético, social. Simbólico, cultural, musical, científico, ambiental, moral, artístico, emocional, filosófico, biológico, político, lúdico/recreativo, tecnológico e criativo” (Miguel; Conceição; Pereira, 2024, p. 23).

Ao buscar uma abordagem integral, que considera as múltiplas dimensões do desenvolvimento humano, compreende-se que a Educação Infantil está para além de ler, escrever e contar. Nesse âmbito, também precisa ser inclusiva, considerando que a inclusão não é apenas uma questão de acesso, mas um direito humano fundamental que garante a participação plena de todos os educandos, independentemente de suas diferenças.

Um ambiente inclusivo na Educação Infantil envolve a valorização das diferenças, respeito, empatia e cooperação, lembrando que como afirmado por Martins e Chacon (2022, p. 1340) a Educação Inclusiva “[...] abrange toda e qualquer diversidade e apregoa uma escola que seja para todos, sem exceções”. No âmbito da Educação Inclusiva, há o público da Educação Especial que são os educandos com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD).

Para que se tenha a inclusão é necessário que haja uma reconfiguração da escola, inclusive com as eliminações de barreiras. Dentre essas, Conceição (2020, p. 30) destaca duas, mencionando que “[...] a escola deve ser um ambiente que pense a eliminação das barreiras arquitetônicas e as barreiras atitudinais, visando proporcionar o acolhimento e o desenvolvimento das crianças/alunos com quaisquer diferenças”. As barreiras atitudinais estão relacionadas às atitudes sociais, que são indicadas a partir das percepções e concepções dos sujeitos.

Percepções/concepções desfavoráveis sobre inclusão estarão relacionadas com atitudes desfavoráveis e percepções favoráveis poderão estar relacionadas com atitudes favoráveis. Nesse sentido, como afirmou Omote (1994, p. 70)

[...] para a devida compreensão das deficiências, é necessário estudar também as reações de pessoas [...] [sem deficiência face a pessoas com deficiência], incluindo o processo de julgamento e interpretação que aquelas fazem das características destes como parte integrante e crucial do fenômeno das deficiências.

As percepções/concepções sobre deficiências, como comprovado cientificamente (Conceição, 2022, 2020, 2019, 2018, 2017; Conceição; Souza, 2021; Vieira, 2014, 2006; Vieira; Denari, 2012) podem ser alteradas, a partir de encontros formativos, reflexivos, dialogados, críticos e grupais relacionados com a inclusão. Nesse sentido, é importante que os professores tenham formações sobre a temática, a fim de possibilitar o desenvolvimento de uma educação inclusiva com os seus educandos, considerando que como Paulo Freire (2024, p. 25) explicita "[...] embora diferentes entre si, quem forma se forma e reforma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado [...]".

A formação também envolve escolha consciente docente sobre metodologias a serem utilizadas para organizar o trabalho relacionado com as práticas pedagógicas. Dentre essas, das modalidades organizativas do trabalho docente, há a sequência didática que consiste em propostas de atividades ordenadas com sequência que se baseia em uma mesma temática (Conceição; Melgarejo, 2024).

A sequência didática configura-se como uma abordagem metodológica que visa planejar e articular, de maneira sequenciada diversas propostas de atividades sobre uma unidade temática. Essa organização permite não apenas acompanhar e refletir sobre as intervenções realizadas, mas também compreender os significados atribuídos a cada etapa do processo em função dos objetivos educacionais. A sequência didática envolve desde a definição dos objetivos de aprendizagem até a escolha dos conteúdos, estratégias didáticas, materiais, recursos e formas de avaliação, promovendo um processo contínuo de planejamento, execução e revisão das práticas pedagógicas (Freitas, 2023).

A partir disso, foi realizada a seguinte problematização: é possível desenvolver um ambiente mais inclusivo na Educação Infantil a partir da formação docente e do desenvolvimento de uma sequência didática com os educandos?

Com isso, os objetivos da pesquisa cujos resultados estão contidos neste artigo, consistem em apresentar uma sequência didática desenvolvida para o último ano da Educação Infantil, visando o desenvolvimento de um ambiente inclusivo, e analisar o desenvolvimento dessa sequência a partir das percepções dos educandos sobre as deficiências, comparando-as antes e após a intervenção.

Percurso metodológico

A pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso de abordagem qualitativa. Vale destacar que a pesquisa respeitou as normas estabelecidas pela resolução n.º 466/2012 e 510/2016 (Brasil, 2012; 2016) e legislações complementares, referentes aos aspectos éticos em pesquisa com seres humanos. Assim, o projeto foi submetido e desenvolvido após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP) com assinatura do Termo de Consentimento Livre e esclarecido (TCLE) para participação voluntária na pesquisa pelos professores e responsáveis pelos educandos, além do assentimento dos próprios educandos. O Certificado de Apresentação de Apreciação Ética (CAEE) consiste no número 74655823.1.0000.5406.

Para o desenvolvimento da pesquisa, foi selecionada, por conveniência de aceitação da pesquisa pelos gestores, uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) de uma cidade do interior de São Paulo, onde os professores são remunerados para participarem da Hora de Estudo Coletivo (HEC), realizada às quartas-feiras, das 18h às 20h, na própria escola. Na HEC, busca-se o estudo sobre temáticas necessárias para a prática docente.

Nesses momentos, durante um semestre letivo, a pesquisadora trabalhou com os professores as seguintes temáticas: diversidade na natureza e entre os seres humanos, Deficiência Auditiva, Deficiência Visual, Deficiência Física, Deficiência Intelectual, Síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Altas habilidades/Superdotação e inclusão. Antes de cada encontro, os docentes recebiam em seus e-mails, textos, vídeos e slides sobre as temáticas, com foco em definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas às temáticas trabalhadas.

Ao final de cada encontro, a pesquisadora apresentou aos docentes propostas de atividades pedagógicas relacionadas às temáticas trabalhadas na HEC, elaboradas para o Ensino Fundamental e explicitadas por Vieira (2014) em sua tese. Vale ressaltar que, na proposta para a Educação Infantil, as temáticas foram ampliadas, com o acréscimo de TEA e Altas Habilidades/Superdotação. Em seguida, ao final de cada encontro, os docentes eram convidados a enviarem, posteriormente para o e-mail da pesquisadora, propostas de atividades relacionadas às temáticas abordadas em cada encontro.

Além dos docentes da escola selecionada, a pesquisadora também recebeu propostas de atividades em questão de discentes de três turmas de graduação do último ano do curso de Pedagogia e discentes do segundo ano do curso de Pedagogia de uma universidade estadual do interior de São Paulo. Também foram recebidas propostas de discentes de uma universidade federal e docentes da educação básica do interior de Mato Grosso do Sul. Com isso, as propostas foram reunidas e considerando as ideias enviadas, foi elaborada uma sequência didática sobre inclusão.

Em seguida, três professoras do último ano da Educação Infantil da escola selecionada, voluntariaram-se para trabalharem a sequência didática com suas turmas. Para isso, a sequência didática foi apresentada para elas, com possibilidade de alterações. Contudo, as docentes não quiseram alterar a sequência didática elaborada, considerando que estava adequada para o trabalho com suas turmas.

Antes de iniciarem o trabalho com a sequência didática e após finalizarem, os educandos das turmas das professoras voluntárias responderam a uma escala e um questionário relacionado com percepções de deficiências e atitudes sociais em relação à inclusão.

Para este artigo, foi selecionada, para análise, uma turma e os dados do questionário respondido pelos educandos dessa turma. O questionário contém 12 questões1 sobre conceito, motivos e dificuldades escolares de pessoas com Deficiência Física, Deficiência Visual, Deficiência Auditiva e Deficiência Intelectual. Como os educandos não são alfabetizados, o questionário foi adaptado para que respondessem oralmente, e as respostas fossem inseridas em formulários do google.

A análise foi realizada embasada em Bardin (1977, p. 42), buscando o conteúdo das mensagens, a partir da “[...] inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção destas mensagens”. Para a categoria de análise das respostas, foi utilizada a mesma de Souza (2010), a saber: 1) “desconhecimento”, 2) “ideia fantasiosa”, 3) “informação equivocada” e 4) “resposta favorável”.

A seguir, será apresentada a sequência didática sobre inclusão, seguida da análise do desenvolvimento do trabalho realizado.

Sequência didática para o trabalho com a inclusão na Educação Infantil

Conceição e Melgarejo (2024, p. 114) constataram “[...] a ausência de estudos com as palavras-chave ‘Sequência Didática e ambiente inclusivo’, o que demonstra a importância de estudos e de sequências didáticas relacionadas a essa temática”. O trabalho com a sequência didática na Educação Infantil, precisa considerar as especificidades dessa etapa e ser realizado de forma a buscar o desenvolvimento de uma Educação Integral que atenda a todos os educandos.

Diante dessa necessidade, antes de apresentar a sequência didática sobre diversidade, deficiências e inclusão, explicitam-se orientações específicas aos docentes para o desenvolvimento do trabalho embasadas na Teoria Histórico-Cultural e nas especificidades da Educação Infantil:

  1. A Educação Infantil precisa de interações, brincadeiras e diversas linguagens, considerando o educando como um ser ativo que indaga e elabora hipóteses sobre o que vivencia;

  2. Trabalhe com a sequência didática para o desenvolvimento de um ambiente inclusivo, pelo menos uma vez por semana;

  3. Considere as características da turma, o nível de desenvolvimento dos educandos e, quando necessário, realize alterações na sequência didática;

  4. Estude previamente o tema;

  5. Adote discursos e atitudes sociais favoráveis à inclusão e faça mediações nesse sentido, especialmente nas interações entre os educandos. Lembre-se de que toda ação docente é observada pelos educandos;

  6. Um ambiente inclusivo envolve a valorização das diferenças, o acolhimento das dúvidas, respeito e ações que evitam julgamentos, promovendo reflexões distantes do senso comum;

  7. Incentive os educandos a não sentirem pena das pessoas público da educação especial, mas a pensarem em como ajudar a partir da cooperação. Não negando as diferenças, mas valorizando-as; e

  8. Registre com fotografias os momentos para a documentação pedagógica da turma. Não se esqueça de proteger a identidade dos educandos e não expor em redes sociais, exceto se houver o registro da autorização da família.

Essas orientações enfatizam o educando enquanto sujeito participativo, com a busca de interações, brincadeiras e múltiplas linguagens, aliadas ao planejamento inclusivo. Ressalta-se que a brincadeira na infância, possibilita ao educando a inserção nas relações sociais, ao mesmo tempo em que desenvolve a subjetividade e personalidade, configurando-se como a principal atividade orientadora do desenvolvimento (Marcolino; Mello; Folque, 2017).

A postura do professor, permeada por discursos e atitudes inclusivas e pela mediação sensível nas brincadeiras e interações, emerge como um fator importante na busca de uma cultura de respeito e cooperação, distanciando-se de julgamentos e fomentando reflexões que valorizam as diferenças em vez de as obscurecerem, culminando em um trabalho e uma documentação pedagógica enriquecedor e desenvolvimental.

A observância das orientações, auxilia no melhor desenvolvimento da proposta, apresentada no Quadro 1 a seguir:

Quadro 1 agrupamento das respostas dos educandos em desfavoráveis e favoráveis antes da sequência didática 

Encontros Temáticas Propostas de atividades para o último ano da Educação Infantil (5 a 6 anos)
Objetivo geral: desenvolver um ambiente inclusivo na Educação Infantil.
1 A diversidade na natureza e entre os seres humanos Objetivo: identificar e valorizar as diferenças entre os seres humanos e entre os animais, enfatizando a diversidade na natureza.
Materiais: espelho, computador com acesso à internet e projetor ou imagens reais de diversos animais, revistas ou jornais, tesouras, cola, cartolina ou papel kraft.
Desenvolvimento:

1-Roda de Conversa
Inicie um diálogo em roda de conversa sobre as diferenças entre as crianças. Peça que observem e comentem as cores dos cabelos, da pele, a altura, entre outras características dos colegas. Em seguida, possibilite que cada criança se olhe no espelho e relate sobre suas próprias características, enfatizando que ninguém é igual a ninguém e que as diferenças nos complementam.

2-Exploração da diversidade na natureza
Continue o diálogo destacando que, assim como entre os seres humanos, também há uma grande diversidade na natureza, especialmente entre os animais. Pergunte às crianças sobre as características dos animais: todos os animais voam? Nadam? Correm? Andam? Apresentam a mesma altura? Cor? Se alimentam da mesma forma? Entre outras perguntas relacionadas.

3-Passeio virtual ao zoológico
Convide as crianças para um passeio virtual pelo zoológico de Brasília, utilizando o site a seguir com um computador com acesso à internet e projetor:

[https://www.zoo.df.gov.br/wp-content/uploads/tour-virtual-zoo/]

Ao clicar no site em questão, no centro da tela em amarelo, há um mapa onde é possível clicar nas estrelas para acessar pontos específicos do zoológico. Durante o passeio virtual guiado, converse sobre a diversidade entre os animais, destacando as características.

3.1-Atividade Alternativa
Caso não seja possível utilizar um computador com internet, leve imagens reais de diversos animais.

4. Elaboração do painel da diversidade
Entregue revistas ou jornais para que as crianças recortem imagens de seres humanos e animais e, coletivamente, elaborem um painel da diversidade da turma. Pode-se utilizar cartolina ou papel kraft. O painel deverá ser elaborado com diálogo sobre os motivos das escolhas e exposto em um local significativo e visível para a turma.
2 Deficiência Auditiva e surdez Objetivo: identificar as principais características da Deficiência Auditiva, valorizando as diferenças.
Materiais: imagens reais de diversos animais.
Desenvolvimento:
1-Roda de conversa
Inicie um diálogo em roda de conversa, abordando a Deficiência Auditiva e a surdez de maneira simples e acessível, faça perguntas sobre o assunto, o que a turma sabe ou quer saber sobre o tema. Explique que algumas pessoas ouvem muito baixo ou não ouvem. Discuta as definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas à Deficiência Auditiva e surdez. Destaque que a Deficiência Auditiva e a surdez é uma das muitas diferenças que tornam cada pessoa única e que essas pessoas devem participar efetivamente de todos os âmbitos da sociedade, incluindo a escola.
Lembre-se que a Deficiência Auditiva consiste na “[...] perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz” (Brasil, 2005, Art. 2) e “[...] considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras” (Brasil, 2005, Art. 2).

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 28, 23 dez. 2005. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm. Acesso em: 10 abr. 2024.

2- Exploração dos sons e silêncios
• Peça para as crianças fecharem os olhos e tentarem ouvir o que está ao seu redor. Depois discuta como é a experiência de ouvir ou não ouvir e como isso pode ser diferente para quem tem Deficiência Auditiva ou surdez.

3-Introdução à Linguagem de Sinais
• Mostre à turma imagens de alguns animais e ensine o sinal correspondente na Libras. Enfoque o sapo e mencione que a turma aprenderá em Libras a música O Sapo Não Lava o Pé. Antes do encontro, utilize o vídeo disponível no seguinte link para se apropriar: [https://www.youtube.com/watch?v=D2d_p14KihY]. Por fim, escolha com as crianças um público na escola para apresentar a música em Libras (pode ser outra turma, a gestão da escola ou demais funcionários).
3 Deficiência Visual Objetivo: identificar as principais características da Deficiência Visual, valorizando as diferenças
Materiais: tecidos ou vendas para os olhos e livro em Braille.
Desenvolvimento
1-Roda de conversa
Inicie um diálogo em roda de conversa, abordando a Deficiência Visual de maneira simples e acessível, faça perguntas sobre o assunto, o que a turma sabe ou quer saber sobre o tema. Explique que no âmbito da Deficiência Visual, algumas pessoas enxergam pouco, caracterizando a baixa visão, outras não enxergam, sendo consideradas cegas. Discuta as definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas à Deficiência Visual. Destaque que a Deficiência Visual é uma das muitas diferenças que tornam cada pessoa única e que essas pessoas devem participar efetivamente de todos os âmbitos da sociedade, incluindo a escola.

2-Deslocamento pela escola com olhos vendados
Converse com a turma sobre as dificuldades que uma pessoa com Deficiência Visual pode enfrentar ao se deslocar pela escola. Escolha um trajeto dentro da escola e cubra os olhos da metade da turma, enquanto a outra metade auxilia os colegas no percurso. Após a chegada, discuta com a turma sobre a experiência: quais dificuldades foram encontradas, se receberam ajuda dos colegas e como se sentiram ao caminharem pela escola com os olhos vendados. Em seguida, o outro grupo terá os olhos vendados. Ao final, discuta as diferenças e semelhanças percebidas por todos e a importância de atender às necessidades dos colegas, ajudando-os nos diversos momentos diários. Converse com as crianças sobre possíveis adaptações que poderiam facilitar o acesso aos diferentes locais da escola.

3-Cabra-cega
Cabra-cega é uma brincadeira popular em que uma pessoa, com os olhos vendados, tenta relar nas outras que estão se movendo ao seu redor. Geralmente, é praticada ao ar livre ou em espaços amplos, onde os participantes podem se mover com liberdade, evitando obstáculos. Essa brincadeira é especialmente interessante para ilustrar como é desafiador se orientar sem a visão, aumentando a empatia em relação às dificuldades enfrentadas por pessoas com Deficiência Visual. Após a brincadeira, é importante realizar uma discussão, relacionando com a inclusão.

4-Leitura pela (o) docente de um livro em Braille
Escolha um livro em Braille e faça a leitura para a turma, explicando o que é o Braille e possibilitando que os educandos toquem no livro.
4 Deficiência Física Objetivo: identificar as principais características da Deficiência Física, valorizando as diferenças
Materiais: computador, projetor, cartolina e riscador para escrita.
Desenvolvimento:
1-Roda de conversa
Inicie um diálogo em roda de conversa, abordando a Deficiência Física de maneira simples e acessível, faça perguntas sobre o assunto, o que a turma sabe ou quer saber sobre o tema. Explique que algumas pessoas apresentam limitações relacionadas ao (aos), movimento (s). Discuta as definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas à Deficiência Física. Destaque que a Deficiência Física é uma das muitas diferenças que tornam cada pessoa única e que essas pessoas devem participar efetivamente de todos os âmbitos da sociedade, incluindo a escola.

2-Paralimpíadas
Utilize o computador e projetor para apresentar imagens de pessoas com diversas Deficiências Físicas. Explique sobre as Olimpíadas e as Paralimpíadas. Projete os vídeos Paralimpíadas Escolares 2017 - Elias Moura e o basquete em CR, disponível em: [https://www.youtube.com/watch?v=jRmt71TodNQ] e Paralimpíadas Escolares etapa regional Belém 2023, disponível em: [https://www.youtube.com/watch?v=_vCXXMAIctw&list=PLIznM60J0iezNSBxcL0e1da5mw2CNDdaA&index=5]. Dialogue sobre, valorizando as diferenças.

3-Batata quente
Explique que a turma brincará de batata quente, utilizando somente uma das mãos. Cada criança deverá escolher sua mão dominante e manter o outro braço para trás, de forma que este braço não seja utilizado na brincadeira. Após a ação, discuta com as crianças as dificuldades localizadas, incentivando a reflexão de que, embora tenha sido mais difícil, foi possível realizar a brincadeira.

4-Sinalizações relacionadas com a Deficiência Física
Mostre imagens de placas de sinalizações de trânsito, como vaga para pessoas que usam cadeira de rodas, sinalizações de acesso, guia rebaixada, piso tátil, elevadores, playgrounds e banheiros acessíveis para pessoas com Deficiência Física, sem mencionar suas funções. Ouça os conhecimentos prévios das crianças e dialogue sobre a função social de cada item, refletindo sobre sua importância e uso consciente.

5-Análise de um playground da escola
Fale para as crianças que elas farão de conta que são fiscais e verificarão se um dos playgrounds da escola é acessível para uma criança com Deficiência Física. Caso não seja, dialogue com elas sobre o que falta para tornar o playground acessível. Ao final da atividade de fiscalização, na sala de referência, retome com as crianças o que foi discutido. Registre as observações como escriba em uma cartolina e, em conjunto com a turma, entregue o texto para a direção da escola.
5 Deficiência Intelectual Objetivo: identificar as principais características da Deficiência Intelectual, valorizando as diferenças
Materiais: boneco ou fantoche, livro da vida da turma e riscadores.
Desenvolvimento:
1-Roda de conversa:
Inicie um diálogo em roda de conversa, abordando a Deficiência Intelectual de maneira simples e acessível, faça perguntas sobre o assunto, o que a turma sabe ou quer saber sobre o tema. Explique que algumas pessoas aprendem de uma forma mais divagar. Discuta as definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas à Deficiência Intelectual. Destaque que a Deficiência Intelectual é uma das muitas diferenças que tornam cada pessoa única e que essas pessoas devem participar efetivamente de todos os âmbitos da sociedade, incluindo a escola.

2-Novo amigo da turma
Escolha um boneco ou fantoche para ser o novo amigo da turma. Coletivamente, deem um nome para o amigo e explique que ele tem Deficiência Intelectual e aprende de forma diferente, no seu tempo que pode ser mais demorado. Diga que ele precisará da ajuda de todos e que é necessário ter paciência para explicar as ações quantas vezes forem necessárias. Peça que as crianças façam perguntas para o boneco ou fantoche a fim de compreenderem melhor a Deficiência Intelectual. Ao final, escolha uma criança para levar o amigo para casa e trazê-lo no dia seguinte. Continue a escolha até que todas as crianças da turma tenham tido a oportunidade de levarem o amigo para suas residências. Peça que relatem para os familiares sobre o amigo e sobre a Deficiência Intelectual e envie o livro da vida da turma para que registrem o que fizeram com o novo amigo.
6 Síndrome de Down Objetivo: identificar as principais características da Síndrome de Down, valorizando as diferenças
Materiais: imagens de pessoas com Síndrome de Down.
Desenvolvimento:
1-Roda de conversa:
Inicie um diálogo em roda de conversa, abordando a Síndrome de Down de maneira simples e acessível, faça perguntas sobre o assunto, o que a turma sabe ou quer saber sobre o tema. Discuta as definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas à Síndrome de Down. Destaque que a Síndrome de Down é uma das muitas diferenças que tornam cada pessoa única e que essas pessoas devem participar efetivamente de todos os âmbitos da sociedade, incluindo a escola.

2- Imagens de pessoas com Síndrome de Down
Com o projetor e computador, ou de forma impressa, mostre para a turma imagens de pessoas com Síndrome de Down, realizando diversas ações. Pergunte para a turma o que há de semelhanças com as imagens, buscando fazer com que identifique as características físicas.

3-Quebra-cabeça
Imprima imagens de crianças com Síndrome de Down, realizando diversas ações, em seguida, recorte de modo a possibilitar que eles montem como um quebra-cabeça. Entregue um quebra-cabeça para cada quatro crianças e peça que juntem as peças. Ao final, solicite que relatem sobre as imagens e enfatize as possibilidades das pessoas com Síndrome de Down.
7 Transtorno do Espectro Autista

Objetivo: identificar as principais características do Transtorno do Espectro Autista (TEA), valorizando as diferenças
Materiais: livro ou computador e projetor, impressão de panfleto elaborado pela turma e riscador.
Desenvolvimento:
1-Roda de conversa:
Inicie um diálogo em roda de conversa, abordando O TEA de maneira simples e acessível, faça perguntas sobre o assunto, o que a turma sabe ou quer saber sobre o tema. Explique que algumas pessoas aprendem de uma forma mais divagar. Discuta as definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas ao TEA. Destaque que o TEA é uma das muitas diferenças que tornam cada pessoa única e que essas pessoas devem participar efetivamente de todos os âmbitos da sociedade, incluindo a escola.

1-Leitura de livro pela (o) docente
Leia o livro Meu amigo faz iii de Andréa Werner ou mostre o vídeo, disponível em:

[https://www.youtube.com/results?search_query=meu+amigo+faz+ii]

Enfatize principalmente, por meio das ilustrações trazidas, os comportamentos de Nil, as ações de Bia e a forma como o amigo agia em determinadas situações. Pergunte se conhecem alguma criança com TEA e converse sobre as características e a importância de respeitar.

2-Confecção de panfleto
Confeccione com a turma um panfleto informativo sobre o TEA, nesse momento, atue como escriba. Posteriormente, leve o panfleto impresso para que as crianças possam ilustrá-lo com um riscador diferenciado, exemplo: carvão, tinta, caneta hidrocor, caneta esferográfica, caneta de retroprojetor, escova de dente com guache, giz de lousa, papel crepom molhado etc. Após finalização, cada criança poderá levar o panfleto para as suas residências.
8 Altas Habilidades/Superdortação Objetivo: identificar as principais características das Altas habilidades/Superdotação, valorizando as diferenças.
Materiais: boneca ou fantoche.
Desenvolvimento:
1-Roda de conversa:
Inicie um diálogo em roda de conversa, abordando as Altas habilidades/Superdotação de maneira simples e acessível, faça perguntas sobre o assunto, o que a turma sabe ou quer saber sobre o tema, explique que as pessoas com Altas habilidades/Superdotação apresentam potencial elevado em uma ou mais áreas do conhecimento, podendo se destacar na área intelectual, acadêmica, artística, criativa, nos esportes ou até mesmo em liderança. Discuta as definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas as Altas habilidades/Superdotação. Destaque que as Altas habilidades/Superdotação representam diferenças que tornam cada pessoa única e que essas pessoas devem participar efetivamente de todos os âmbitos da sociedade, incluindo a escola.

2-Nova amiga da turma
Escolha uma boneca ou fantoche para ser a nova amiga da turma, deem um nome para a amiga e explique que ela tem Altas Habilidades/Superdotação. Peça que as crianças façam perguntas para a boneca ou fantoche a fim de compreenderem melhor as Altas Habilidades/Superdotação. Ao final, escolha uma criança para levar a amiga para casa e trazê-la no dia seguinte. Continue a escolha até que todas as crianças da turma tenham tido a oportunidade de levarem a amiga para suas residências. Peça que relatem para os familiares sobre a amiga e sobre as Altas Habilidades/Superdotação.
9 Inclusão Objetivo: propiciar informações relacionadas à inclusão escolar.
Materiais: livro que possibilite refletir sobre as diferenças.
Desenvolvimento:
1-Leitura pela (o) docente de um livro
Escolha um livro que possibilite a reflexão sobre a inclusão, compreendendo que ela se baseia na valorização das diferenças, incluindo pessoas com deficiências, TEA, Altas habilidades/Superdotação, mas não se limitando a isso, pois abrange toda e qualquer forma de diferença. Após a leitura, dialogue sobre as diferenças retratadas no livro e enfatize a própria turma, refletindo e dialogando sobre como valorizar as diferenças presentes entre os educandos e sobre como podemos auxiliar nossos colegas da turma na busca de que participem e sejam incluídos em todas as propostas de atividades.

2-Visita da (o) docente do Atendimento Educacional Especializado (AEE)
Retome a explicação para as crianças sobre o que é inclusão e que todas as crianças precisam aprender na escola, inclusive as com deficiências, TEA, Altas Habilidades/Superdotação. Mencione que algumas crianças precisam de mais ajuda que outras, inclusive outra (o) docente especializado. Convide a (o) docente do AEE para explicar seu trabalho na escola e caso tenha uma sala na escola, leve a turma para conhecer. Deixem que dialoguem e façam perguntas.

3-Observação da escola
Faça um passeio pela escola com a turma para verificar as limitações e potencialidades relacionadas à inclusão. Peça que observem os diferentes locais e, durante o passeio, pergunte se há acessibilidade e suporte adequados para atender às diversas necessidades dos educandos.
10 Culminância da sequência didática Objetivo: finalizar a sequência didática para o desenvolvimento de um ambiente inclusivo na Educação Infantil, revisando e registrando o aprendido.
Materiais: suporte e riscador diferenciado.
Desenvolvimento:
1-Roda de conversa
Inicie um diálogo com a turma, retomando a sequência didática e o que foi aprendido, deixem que comentem e caso tenham dúvidas, mencione que podem perguntar.

2-Desenho e apresentação sobre o aprendido
Faça trios e peça para os educandos escolherem sobre uma das temáticas a seguir, para dialogarem sobre o aprendido:

1-Deficiência Auditiva e surdez
2-Deficiência Visual
3-Deficiência Física
4-Deficiência Intelectual
5-Síndrome de Down
6-Transtorno do Espectro Autista
7-Altas Habilidades/Superdortação
8-Inclusão

Ofereça um riscador e suporte diferenciado, exemplo: cartolina, papel Kraft, saco de pão, papéis coloridos, papelão, prato de papel, caixa de pizza, Sulfite A3, papel paraná etc., em seguida, peça que desenhem sobre o que aprenderam relacionado à temática. Posteriormente, solicite que o trio apresente seu desenho. Esse momento de apresentação pode ser ampliado para além da turma, incluindo outros membros da comunidade escolar. Para finalizar, organize com a turma uma exposição dos desenhos em um local acessível para todos os educandos da escola.

Fonte: elaboração própria.

Constata-se que na sequência didática apresentada no Quadro 1, contém propostas relacionadas à inclusão e ao respeito à diversidade entre os educandos, por meio de ações que exploram as características individuais e coletivas, a diversidade animal, as definições, causas, nomenclaturas, formas de comunicação, dificuldades e potencialidades relacionadas às deficiências, TEA e Altas Habilidades/Superdotação permeadas pelo trabalho com aspectos relacionados à inclusão.

Para ampliar a compreensão das diferentes formas de comunicação, foram introduzidas a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a leitura de livros em Braille. Além disso, a criação de um painel da diversidade e a análise da acessibilidade da escola possibilitam a busca pela inclusão no ambiente escolar.

A culminância da sequência didática consiste em uma revisão do conteúdo abordado e na produção de desenhos sobre os temas estudados, que foram apresentados e expostos na escola. Essa proposta de atividade final permite que os educandos expressem o que aprenderam e reforcem a importância da inclusão.

Vale ressaltar que o trabalho com a sequência didática apresentada no Quadro 1 está de acordo com os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de educandos pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses), contidos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (Brasil, 2018), principalmente com o campo de experiência “O eu, o outro e o nós”, como: demonstrar empatia, percebendo que as pessoas apresentam diferentes formas de estar no mundo e respeitando-as; ampliar as relações cooperativas com as pessoas; e valorizar as diversas características humanas.

Além disso, vale ressaltar que a sequência didática foi elaborada a partir de encontros formativos, sendo que a formação contínua constitui elemento fundamental no campo educacional, e pode possibilitar a integração dos saberes de forma contextualizada e inter-relacionada. Nesse sentido, favorece o desenvolvimento de práticas individuais e coletivas voltadas à transformação de aspectos que influenciam os domínios físico, psicológico, social, ambiental e existencial (Rocha; Ujiie; Blaszko, 2023). Como o desenvolvimento de um ambiente inclusivo a partir de uma sequência didática, por exemplo.

Considerando "[...] a valorização da infância e uma concepção de criança como sujeito ativo com necessidades e características próprias” (Conceição; Celeste Filho, 2022, p. 20). Lembrando que a relação com a infância nem sempre foi pensada dessa forma, mas foi avançando perpassando pelo infanticídio, abandono, socialização e colaboração ou amparo (Kuhlmann Júnior; 1998).

A seguir, serão apresentadas as respostas dos questionários aplicados com uma das turmas que participou do desenvolvimento da sequência didática que representa propostas realizadas coletivamente, buscando o desenvolvimento do ambiente inclusivo e dos educandos nas especificidades de matriculados na primeira etapa da educação básica, tendo o brincar como atividade principal guia de seu desenvolvimento.

Análise do desenvolvimento de uma sequência didática para o trabalho com a inclusão na Educação Infantil

A turma selecionada para análise é composta por 11 meninas e nove meninos com 5 e 6 anos. Dessa turma, uma educanda com Síndrome de Down que não se comunica oralmente ou por gestos, apresentando limitações físicas, não quis participar, resultando em 19 participantes.

Como mencionado, cada resposta para as 12 perguntas foi categorizada em desconhecimento, ideia fantasiosa, informação equivocada e resposta favorável. Em seguida, foram agrupadas em “resposta desfavorável”, compreendendo desconhecimento, ideia fantasiosa e informação equivocada e as demais em resposta favorável.

A seguir, na Tabela 1, é possível visualizar as respostas dos educandos antes da vivência com a sequência didática, agrupadas nos dois grupos mencionados:

Tabela 1 Agrupamento das respostas dos educandos em desfavoráveis e favoráveis antes da sequência didática 

Total Respostas desfavoráveis Respostas favoráveis Total
190 38 228
Porcentagem 83.33% 16.67% 100%

Fonte: elaboração própria.

É possível visualizar que antes da sequência didática, 83,33% dos educandos apresentaram respostas desfavoráveis relacionadas com o conceito, motivos e dificuldades escolares relacionadas com a Deficiência Física, Deficiência Visual, Deficiência Auditiva e Deficiência Intelectual. Reafirmando a importância do trabalho desde a Educação Infantil, a fim de aprenderem sobre a temática, pois auxilia na compreensão e no respeito às diferenças, possibilitando a busca de uma sociedade inclusiva, com propostas que desenvolvam o educando a partir das especificidades da primeira etapa da educação básica.

A seguir, na Tabela 2, é possível visualizar as respostas dos educandos após a vivência com a sequência didática, categorizadas em dois blocos gerais de análise: “resposta favorável” e “resposta desfavorável”:

Tabela 2 Agrupamento das respostas dos educandos em desfavoráveis e favoráveis após a sequência didática 

Total Respostas desfavoráveis Respostas favoráveis Total
161 67 228
Porcentagem 70.61% 29.39% 100%

Fonte: elaboração própria.

Na Tabela 2, é possível compreender mudanças favoráveis em relação às percepções sobre deficiências dos educandos, pois as respostas favoráveis tiveram um aumento de 12,72%. Vale ressaltar que a variação relativa em relação ao valor inicial de respostas favoráveis é de 76,3%, demonstrando um aumento significativo do conhecimento da temática inclusiva.

Após a sequência didática, os resultados favoráveis em relação à Deficiência Visual aumentaram em 21,05%, a Deficiência Auditiva 15,49%, a Deficiência Física 8,53% e a Deficiência Intelectual 3,51%. Comparado com antes da sequência didática, a ordem dos tipos de deficiências com maior número de respostas favoráveis se manteve a mesma, contudo, observou-se um aumento nos índices de conhecimento, o que demonstra a importância de considerar o conhecimento prévio dos educandos, que possibilitará que façam maiores relações com os conhecimentos que apresentam, tornando o aprendizado mais significativo.

As Deficiências Visual, Auditiva e Física são mais visíveis que a Intelectual, assim, os conceitos relacionados a essas deficiências foram apresentadas de maneira mais acessível e com exemplos concretos que os educandos conseguiram relacionar com o cotidiano. Como no encontro sobre a Deficiência Visual, em que os educandos se deslocaram pela escola com olhos vendados, em seguida, brincaram de cabra-cega e tiveram contato com um livro em Braille. Em relação à Deficiência Auditiva, a proposta envolveu refletir sobre o ouvir, com introdução à Libras a partir do aprendizado de uma música conhecida. Na Deficiência Física, os educandos viram imagens e brincaram de batata quente, utilizando somente uma das mãos.

Enquanto na Deficiência Intelectual, os educandos não vivenciaram e fizeram perguntas para um fantoche. Conceição (2018) também constatou isso ao analisar as percepções de educandos do Ensino Fundamental sobre deficiências, antes e após um trabalho com propostas de atividades relacionadas com inclusão e diversidade.

A falta de elementos visíveis como a Deficiência Física, Auditiva e Visual faz com que a Deficiência Intelectual, seja mais difícil de ser compreendida e trabalhada. Contudo, é necessário pensar em maneiras de possibilitar o trabalho, com propostas práticas vivenciadas por elas. Todavia, vale destacar que ao calcular as variações relativas, a Deficiência Intelectual apresentou o maior crescimento percentual (300%), depois a Deficiência Visual (75%), seguida da Deficiência auditiva (69,23%) e por último a física (28,57%), isso sugere que apesar de ser um tema complexo e difícil, a Deficiência Intelectual, era o menos explorado ou até mesmo desconhecido pelos educandos, assim, o trabalho com a sequência didática foi essencial e demonstrou maior avanço percentual.

Sekkel (2003) aponta que para a construção de um ambiente inclusivo na Educação Infantil, além dos ajustes curriculares, é necessário investimentos na formação dos professores e na criação de uma cultura escolar que seja acolhedora. Essa cultura escolar, é possibilitada com o trabalho com sequências didáticas relacionadas com a inclusão, como a demonstrada neste artigo. Ainda nessa direção, Skkel (2003) também defende a importância de estratégias pedagógicas e políticas públicas voltadas à inclusão na Educação Infantil.

Lepper (2012) ao tratar da organização do ambiente escolar, no contexto da Educação Infantil inclusiva, também destaca a importância da busca de uma cultura inclusiva que valorize a diversidade e o aprendizado de todos os educandos. Além disso, destaca que é necessário um esforço coletivo de toda a comunidade escolar, com investimentos na formação contínua docente, recursos didáticos, infraestrutura e políticas públicas que se materializem em práticas que sejam efetivas.

Vieira (2014) destaca a importância de um compromisso contínuo com a prática inclusiva, para além de formação docente e práticas relacionadas com a inclusão. Assim, a sequência didática é importante, mas precisa ser um elemento em meio a outros elementos na escola para que a plena inclusão ocorra, inclusão que envolve desde o pensar até as atitudes sociais favoráveis em relação a toda e qualquer diferença, que inclui também o pensar nas pessoas com deficiências.

Portanto, o trabalho com a sequência didática apresentada no Quadro 1, possibilitou o desenvolvimento de um ambiente inclusivo, a partir do aumento das repostas favoráveis dos educandos da Educação Infantil sobre aspectos relacionados às deficiências. Foi possível compreender que as propostas de atividades práticas e as simulações, permitiram aos educandos vivenciarem, de forma lúdica, indícios de algumas das dificuldades enfrentadas por pessoas com essas deficiências, essas experiências geraram um impacto maior na compreensão e na sensibilização dos educandos.

Considerações finais

Com os objetivos de apresentar uma sequência didática desenvolvida para o último ano da Educação Infantil, visando o desenvolvimento de um ambiente inclusivo, e analisar o desenvolvimento dessa sequência a partir das percepções dos educandos sobre as deficiências, comparando-as antes e após a intervenção, foi realizada pela pesquisadora: 1) formação com docentes e 2)desenvolvimento coletivo de uma sequência didática com docentes da educação básica e discentes do curso de Pedagogia do interior de São Paulo e interior de Mato Grosso do Sul.

Após isso, as respostas de uma turma da Educação Infantil de 5 e 6 anos, foram analisadas, antes e após participarem da sequência didática trabalhada pela professora da turma que participou com a pesquisadora da formação sobre a temática.

Foi constatado um aumento das respostas favoráveis sobre a percepção dos educandos relacionadas com todas as deficiências. Nesse sentido, a Deficiência Visual aumentou em 21,05%, a Deficiência Auditiva em 15,49%, a Deficiência Física em 8,53% e a Deficiência Intelectual em 3,51%. Em relação as variações relativas, a Deficiência Intelectual apresentou o maior crescimento percentual (300%), depois a Deficiência Visual (75%), seguida da Deficiência Auditiva (69,23%) e por último a Deficiência Física (28,57%).

A variação relativa em relação ao valor inicial das respostas é de 76,3%, demonstrando um aumento significativo do conhecimento da temática inclusiva. Comparado com antes da sequência didática, a ordem dos tipos de deficiências com maior número de respostas favoráveis se manteve a mesma, contudo, observou-se um aumento nos índices de conhecimento, o que demonstra a importância de considerar o conhecimento prévio dos educandos, ou seja, o nível de desenvolvimento.

Com os resultados, é possível verificar que a sequência didática apresentada possibilita o trabalho com a inclusão, desenvolvendo um ambiente mais inclusivo com propostas práticas que enfocam as necessidades da Educação Infantil e buscam o desenvolvimento de uma Educação Integral que considere as diversas dimensões dos educandos, as interações, as brincadeiras, as múltiplas linguagens, o educar que não se desassocia do cuidar, sem foco na alfabetização, mas no trabalho desenvolvimental para a primeira etapa da educação básica.

Vale destacar que, apesar dos resultados significativos quanto ao aumento das percepções favoráveis dos educandos em relação às deficiências, o recorte da pesquisa apresentada, como toda pesquisa, apresenta limitações, como a realização em apenas uma turma. Contudo, conforme mencionado, o estudo abrangeu três turmas, cujos dados das outras turmas poderão ser explorados em publicações futuras. Além disso, é possível incorporar trechos das falas dos educandos, enriquecendo a análise.

Na continuidade da investigação, outras pesquisas poderão incluir a escuta de diferentes atores escolares, como as famílias, a fim de aprofundar a compreensão sobre os impactos da formação docente e da implementação de propostas pedagógicas inclusivas na Educação Infantil, contribuindo para a consolidação de práticas que possibilitem o desenvolvimento de uma Educação Integral e efetivamente inclusiva desde os primeiros anos escolares.

Portanto, foram apresentadas práticas docentes que visam o desenvolvimento de um ambiente escolar inclusivo, garantindo esse direito humano. As propostas demonstraram que é possível desenvolver um ambiente mais inclusivo desde a Educação Infantil a partir da formação docente e do desenvolvimento de uma sequência didática com os educandos com práticas que buscam uma Educação Integral e inclusiva na Educação Infantil que, para além de ler, escrever e contar, explora múltiplas linguagens para valorizar a inclusão. Desse modo, essa abordagem se fundamenta na formação docente, que, por meio da reflexão-ação-reflexão, possibilita práticas pedagógicas para a efetivação dos direitos humanos na busca por uma Educação Integral inclusiva.

Referências

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1Adaptado do apresentado por Souza (2014).

Como citar: CONCEIÇÃO, A. de N. Prática docente: análise do desenvolvimento de uma sequência didática para o trabalho com a inclusão na Educação Infantil. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, PUCPRESS, v. 25, n. 86, p. 1202-1218, 2025. https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.086.DS07

Recebido: 23 de Março de 2025; Aceito: 25 de Maio de 2025

Editor responsável:

Alboni Marisa Dudeque Pianovski Vieira

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