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Educação: Teoria e Prática

Print version ISSN 1993-2010On-line version ISSN 1981-8106

Educ. Teoria Prática vol.34 no.67 Rio Claro  2024  Epub Sep 05, 2024

https://doi.org/10.18675/1981-8106.v34.n.67.s17730 

Resenhas

Kaspar Hauser e a fabricação da realidade: tessituras sobre a Educação, o real e a linguagem

Kaspar Hauser and the fabrication of reality: textures on Education, reality and language

Kaspar Hauser y la fabricación de la realidad: texturas en Educación, realidad y linguaje

Filipe Rafael Gracioli1 
http://orcid.org/0000-0002-3240-9594

1Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – Brasil. E-mail: filipe-rg@hotmail.com.

BLIKSTEIN, I. Kaspar Hauser ou a fabricação da realidade. 18. ed.. São Paulo: Contexto, 2018. 95p.p.


Izidoro Blikstein (1938), professor titular de Linguística e Semiótica na Universidade de São Paulo (USP), linguista, tradutor e semioticista brasileiro, brindou-nos, em 2018, com a 18ª edição de Kaspar Hauser ou a fabricação da realidade, livro no qual, ao longo de 95 páginas, disserta sobre a apropriação da realidade pela linguagem. Apoiado no folclore que narra a vida da personagem homônima nascida e criada na Prússia entre 1812 e 1833, ano de seu falecimento, o autor nos apresenta aos processos de construção dos signos do mundo real a partir da inserção do sujeito na realidade e como se dá essa apropriação, ao que denominará fabricação da realidade, ao entender que a compreensão do mundo real ocorre a partir de uma construção simbólica e relacionada com os valores e sentidos de quem o interpreta, desde sua inserção num contexto socialmente dito pelo outro.

Grosso modo, Kaspar Hauser fora uma criança nascida no território da atual Nuremberg, Alemanha, em 1812, época em que o Estado prussiano se organizava em vilarejos eivados de valores como os do higienismo étnico e cultural dos quais os desviantes dos padrões socialmente encorajados eram rechaçados. Assim ocorreu com Kaspar Hauser: como conta a lenda em torno de sua persona, a criança nascida em uma família aristocrática imediatamente foi posta em cativeiro durante seus primeiros anos de vida até o início da juventude, quando foi conduzido até a comunidade local por seu interceptor. Absolutamente sem contato com o meio externo ao da cela onde vivera, as únicas relações que mantinha ocorriam a partir dos momentos em que um pedaço de pão e uma caneca d’água eram-lhe ofertados por uma portinhola de madeira. Sem contato com outros “iguais”, Kaspar Hauser não poderia se entender como ser humano, já que o “espelho” que representa o outro, pelo qual se reconheceria como semelhante, não lhe estava disponível. Kaspar não dominava os códigos linguísticos e sociais de seu entorno cultural, portanto não detinha o necessário e essencial para que um ser se torne humano: a linguagem.1

Nesse cenário de isolamento quase completo do mundo externo, de impossibilidade de construção de uma subjetividade, Kaspar Hauser é o convite de Izidoro Blikstein para nos introduzir nas ideias que ele lança em sua produção: a partir de um folclore com nuanças realísticas, organizado em 12 seções dispostas a partir de temas que vão desde a introdução da personagem ao leitor, passando pelas noções linguísticas de signo, significado e significante, até a problematização da noção de práxis como experiência pelos campos da Economia Política e da Educação, Blikstein nos convida à reflexão subjacente sobre a função desta na estruturação dos sujeitos a partir de sua depreensão do mundo enquanto inseridos, espelhados num universo de signos e sentidos externos e também como construtores desse mundo.

O capítulo 1, Kaspar Hauser e o deciframento do mundo (p. 11), inicia o leitor no mundo de Kaspar Hauser: uma cela escura, compreendendo “o espaço habitado transcendendo o espaço geométrico” (Bachelard, 1957, p. 58 apudBlikstein, 2018, p. 14); com essa breve descrição espacial, Blikstein nos chama a atenção para a noção de lugar em Geografia, a que evoca a perspectiva de pertencimento, de identidade, de espaço dotado de sentidos e idiossincrasias. Nesses termos, o mundo de Kaspar Hauser seria imenso quando perspectivado com o mundo externo que experimentara pela primeira vez após anos confinado; toda a cela para ele era imensa: seus objetos pessoais, seus brinquedos, a caneca d’água, “qual o pássaro de Magritte, em La grande famille, uma galinha aparece-lhe descomunal e pavorosa” (Blikstein, 2018, p. 14 – grifo do autor). Nessa primeira amostra de sua escrita, Blikstein opera a partir de Hauser para nos convidar à reflexão sobre o quanto nosso mundo particular tem grande sentido para nós, mas não necessariamente para o mundo “lá fora”.

Ao recorrer ao surrealismo de René Magritte, desde pinturas destacadas como a mencionada La grande famille (1963), que coloca em perspectiva “quem opera a partir de quem”, ou “quem existe em que”, se o pássaro no céu ou se o céu no pássaro, a escrita de Blikstein percorre a proposta daquele pintor em criar uma realidade mais real que a própria realidade, ou tão real quanto a própria, mas também nos chama a atenção para o entendimento de que ele “não está copiando uma realidade e sim criando uma nova, [como] acontece com os sonhos dos homens, em que a realidade criada nos sonhos é [...] mais real que a própria realidade” (Gombrich, 1999, p. 434-435 – adaptado).

E, conforme nos indica, não é necessariamente a entrada na linguagem que imprime os significados sobre as coisas, mas é a percepção da realidade que permite a criação desses significados enquanto se a vai vivendo:

Conhecer o mundo pela linguagem [...] parece não bastar para dissolver o permanente mistério e a perplexidade do olhar de Kaspar Hauser. Talvez porque a significação do mundo deva irromper antes mesmo da codificação da linguística com que o recortamos: os significados já vão sendo desenhados na própria percepção/cognição da realidade

(Blikstein, 2018, p. 15 – grifo nosso).

Como a leitura de Blikstein nos remete a todo o momento a outras leituras, como que costurando uma rede de sentidos e leituras, a partir dos “sinais e indícios” (Ginzburg, 1999) que sua escrita nos vai permitindo decifrar, uma indagação que acompanhará todo o desenvolvimento do texto do autor será aquela que interroga pelo “alcance da língua sobre o pensamento e a cognição” (Blikstein, 2018, p. 16). Qual seria esse alcance? E como que retoricamente, para respondê-la, caminha em paralelo com outras questões mais, como o que vem antes, o ovo ou a galinha?

Nos Capítulos 2, 3, 4 e 5, as problemáticas levantadas por Blikstein circundam o tema do signo, da significação do real e suas triangulações e apontam que o signo seria “algo que substitui ou representa as coisas, isto é, a realidade” (Blikstein, 2018, p. 18 – grifo do autor). Para ele, o signo não liga uma coisa e um nome, mas um conceito e uma imagem acústica, ou melhor, um significado e um significante, e isso nos permite ponderar sobre “as coisas não serem a priori ou dados naturalizados”, mas construídas a partir de um consenso social. “O signo representaria a realidade extralinguística e, em princípio, é por meio dele que podemos conhecê-la” (Blikstein, 2018, p. 19).

Ao posicionar a discussão no campo da Educação, Blikstein nos direciona para a noção de que ela carrega a apropriação de conceitos e valores que atribuímos às cenas do mundo e que este não existe per si, mas porque nós o criamos desde nosso repertório de experiências, às quais o autor chamará de práxis: “[...] de um modo geral, todo processo educativo [...] é tributário da representatividade do signo; vale dizer que a educação, via de regra, não passa de uma construção semiológica que nos dá a ilusão da realidade” (Blikstein, 2018, p. 19 – grifo nosso).

Especificamente, os Capítulos 3, 4 e 5 registram uma discussão de teor bastante técnico para o linguista, na qual são evocados os movimentos de triangulação executados pelos agentes da linguagem com a realidade por eles vivida. Ao resgatar o Triângulo de Ogden e Richards e a significação linguística (p. 21), Blikstein indaga: “em que momento da cognição irrompe o significado?” (Blikstein, 2018, p. 22), intencionando compreender o “significado do significado”. Em ordem prática, estabelece-se a relação entre três pontos: o símbolo (significante), a referência ou pensamento (significado) no vértice e o referente (coisa ou objeto extralinguístico).

Além dessa triangulação, as apresentadas por Ullmann (1952), Baldinger (1970) e mesmo o trapézio de Heger (1970) apontam para o descarte do referente “extralinguístico”, estando a coisa a ser representada, portanto, marginalizada do processo de significação linguística: para Ullmann, há um nome, que simboliza um sentido (vértice) que se refere à coisa. “O nome, por sua vez, representa (a relação fictícia) com a coisa” (Ullmann, 1952, p. 22 apudBlikstein, 2018, p. 28). Já no modelo proposto pelo Triângulo de Baldinger, temos que o nome/significante/imagem acústica alcança um significado/conceito para se chegar à realidade/coisa (Baldinger, 1970 apudBlikstein, 2018, p. 29).

Por fim, insere-se o Trapézio de Heger, que, longe de estabelecer mudanças significativas nas estruturas triangulares correlatas, apenas divisou melhor “as etapas da estruturação do conteúdo do signo” (Blikstein, 2018, p. 31), mantendo a lacuna entre a “coisa”/realidade/referente e o signo linguístico.

Já nos Capítulos 6 e 7, respectivamente A modelagem linguística do universo (p. 39) e A captura do referente (p. 45), nosso autor tece considerações sobre o “lugar da linguagem na linguagem”, lançando mão da ideia de que o referente, a coisa, não existe fora da linguagem, mas em outro lugar, atrás ou mesmo antes dela: “a semiologia, destarte, parece não conseguir livrar-se do referente: conceito, objeto mental, unidade cultural... há sempre algo atrás do signo, ‘extralinguístico’, que, situado na dimensão perceptivo-cognitiva, está na base da produção do evento semântico” (Blikstein, 2018, p. 39 – grifo do autor), e acrescenta que “todos esses impasses parecem decorrer de um equívoco fundamental: o fato de o referente ser extra linguístico não significa que deva ficar fora da linguística; ele simplesmente está situado atrásou antesda linguagem, como um [...] produto de nossa percepção” (Blikstein, 2018, p. 39 – grifo do autor). Nosso autor decide-se aí pela aceitação de que o pensamento começa a se organizar na percepção/cognição antes mesmo que na linguagem, compreendendo que seja inútil interpretar as estruturações linguísticas sob o ponto de vista das pretensas “estruturas ‘objetivas’ [...] impostas à realidade pela interpretação humana” (Blikstein, 2018, p. 47).

As Seções 8 a 12 introduzem o leitor na noção de práxis a partir dos campos da Economia Política e da Educação. Blikstein aproxima-se aí de autores da Filosofia ocidental, notadamente Walter Benjamin (1892-1940), cujos conceitos centrais mais problematizados são os de experiência, de saber de experiência e, por acréscimo, de pobreza da experiência, pelos quais nos revela que a experiência, que só pode ocorrer a partir daquilo que passa, que toca, vivida pelo próprio sujeito, tem cedido lugar para o saber da experiência, aquele que advém da compreensão da realidade contada pelo outro que vivencia o mundo, daquilo de que se ouviu falar, mas não se viveu. Desse esvaziamento do sentido original da experiência, Benjamin nos chama a atenção para a pobreza da experiência humana que dela advém, ocupada mais em reproduzir saberes do que em produzir seu próprio referencial de mundo; e é nessa tônica que Kaspar Hauser se insere ao significar para o leitor aquele que subverte a linguagem, que nela entra, experimenta-a e a problematiza a partir de sua própria vivência de quem não deseja ser dito, mas dizer.

No Capítulo 8, Práxis, referente e linguagem (p. 53), nosso autor recupera a personagem folclórica que embasa sua discussão e nos indica que seu sistema de percepção do mundo vem desaparelhado de uma prática social; daí a sua dificuldade, ou recusa, em inserir-se num grupo, em “falar a mesma língua” daqueles com quem convivia. Ao nos introduzir na ideia de práxis ou de prática social, Blikstein nos define tal ideia como aquela que evoca todo o “conjunto de atividades humanas que engendram não só as condições de produção, mas, de um modo geral, as condições de existência de uma sociedade” (Blikstein, 2018, p. 55) e impera compreendermos que, sem práxis, não há significação e, como vemos a realidade de um certo modo, torna-se quase impossível percebê-la de outra maneira.

Ao dissertar sobre os Corredores isotópicos e estereótipos, no Capítulo 9 (p. 59), Blikstein reforça a ideia de que a leitura que fazemos da realidade é sempre fabricada, não dada naturalmente; considera-se “a ideia de que não percebemos o ‘real’, mas o referente, ou o ‘real fabricado’ [...]” (Blikstein, 2008, p. 62 – grifo do autor). O autor fala aí dos óculos sociais ou estereótipos de percepção que vamos atribuindo ao mundo que nos cerca: um lugar feio ou belo, um trabalho ruim ou agradável podem ser conceitos conformados ao entendimento do que seja socialmente estabelecido, leituras “pré-fabricadas” sem nossa participação, empobrecidas de experiência.

A essa depreensão do real nosso autor lança mão do entendimento de que a linguagem não verbal, aquela das dimensões proxêmica (relacionada com tempo, espaço, distâncias) e cinésica (gestos, movimentos, olhares), origina uma práxis independente do recorte dado pela linguagem, tal como os sinais ou indícios do paradigma indiciário de Ginzburg (1999), que operam no sentido da compreensão intuitiva da realidade e tomando como exemplo a dominação dos corpos somente pelo olhar, como problematiza Vigiar e punir (1975), de Michel Foucault (1926-1984). O Capítulo 10, Semiose não verbal e pensamento visual (p. 65), convida-nos à reflexão sobre o lugar da linguagem na “aquisição do mundo”: o que vem antes, a linguagem ou os sentidos, o ovo ou a galinha? Qual a sua real importância frente aos sentidos?

A partir da operacionalização da noção de depreensão do real pelos sentidos, o Capítulo 11, Língua e reprodução da práxis(p. 77), problematiza o momento crucial da narrativa de Kaspar Hauser: sua chegada à Nuremberg desprovido dos óculos sociais, provido “apenas” de seu olhar. Ele não vê a realidade fabricada, porque não dispõe dos estereótipos perceptuais daquela sociedade; nossa personagem não detém “a língua como o grande instrumental cognitivo” (Blikstein, 2018, p. 78), não está educada para atuar naquele espaço e, sem passar pela práxis, é por meio da língua que deverá conhecer o mundo. A linguagem, então, vem para preencher o vazio que a práxis estereotipada não “dá conta” de compreender, mas essa língua, fascista, que obriga a dizer (Barthes, 2010), ao mesmo tempo em que instrumentalizará nossa personagem para a vida de relações em sua comunidade, também descaracterizará sua existência desfavoravelmente.

No Capítulo 12, Língua e subversão da práxis (p. 85), Izidoro Blikstein conclui pela subversão da práxis social instituída em Nuremberg a partir do rechaço de Kaspar Hauser em reproduzir aquele modo de vida, centrando-se em sua linguagem própria como referencial de si: “Kaspar Hauser torna-se subversivo quando, ao não aceitar os referentes que a sociedade lhe impõe, abala os fundamentos da ilusão referencial. E é sobretudo por essa práxis libertadora [...] que ele deve morrer” (Blikstein, 2018, p. 87 – grifo do autor). E, sim, Kaspar Hauser é morto ao final de sua epopeia, assassinando-se não somente seu corpo, mas, principalmente, sepultando-se com ele sua ameaçadora subversão como garantia de continuidade da ordem e do controle naquela comunidade.

Ao fim e ao cabo, Blikstein nos invoca a debruçar-nos sobre o quanto a realidade que experimentamos contém mais elementos de ordem fabricada pela linguagem que pela práxis da experienciação permitida pelos sentidos humanos, atropelada pelas impingências daquela e de interpretação de fora para dentro. Para o que de “real” existe na narrativa folclórica de Kaspar Hauser, não há elementos suficientes para afirmar sua veracidade, o que, no entanto, não nos impede de compreender sua mensagem, a de que a vida passa primeiro pelo sentido de serque pelo de estar: na comunidade, no mundo, na linguagem...

1Em O enigma de Kaspar Hauser (1974), produção audiovisual com perspectiva autobiográfica de Werner Herzog, a história de vida de Kaspar Hauser é apresentada ao público a partir da encenação de sua trajetória desde seus primeiros anos de vida até sua morte precoce em 1833, em que se pode compreender os impactos tanto da ausência quanto da presença do outro na formação da subjetividade humana. Apesar de iniciado na sociedade local, Hauser não pôde, efetivamente, tornar-se um “igual”, o que nos desperta a atenção para uma de suas falas em que problematiza a um “outro” sobre o seu desinteresse em tornar-se um “igual”. Como poderia ele, que sempre fora si mesmo, tornar-se um outro? Ver: HERZOG, Werner. O enigma de Kaspar Hauser (Jeder für sich und Gott gegen alle). 1974. Berlim, drama, 1h50min. Disponível: www.youtube.com/watch?v=yOXokua_1g4 . Acesso em: 15 jun. 2023.

Referências

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Recebido: 16 de Junho de 2023; Aceito: 19 de Junho de 2023

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