A teoria não é intrinsecamente curativa, libertadora e revolucionária. Só cumpre essa função quando lhe pedimos que o faça e dirigimos nossa teorização para esse fim (hooks, 2013, p. 86).
A produção de conhecimento que se pretenda crítica caminha compromissada com as problemáticas do seu tempo, alinha-se ao horizonte do sentido comum e da justiça social, interrogando, desde sempre, para que e a quem servem os textos que nascem das nossas pesquisas. A Revista Teias fecha o ano com seu último número comprometida com a organização e divulgação de artigos e textos de outra natureza que interrogam criticamente o campo epistemológico e político da educação e sociedade, levando em consideração especialmente o cenário brasileiro. Esse empreendimento é feito com o esforço e a colaboração de muitos/as atores/ atrizes que dedicam o seu tempo no importante trabalho de construir um conhecimento científico de qualidade; aos/às quais deixamos registrado o nosso agradecimento.
Nesse número, o/a leitor/a irá encontrar: (1) a Seção Temática “Políticas curriculares e o engajamento coletivo das pesquisas como modo de insurgência”, organizada pela Associação Brasileira de Currículo (ABdC), que contempla 19 artigos - frutos do resultado de pesquisas da área da Educação de diversos lugares do Brasil - e entrevista com uma educadora e liderança política do Movimentos dos Trabalhadores dos Sem Terras (MST) que analisa a função educativa da escola a partir da perspectiva dos movimentos populares; (2) a Seção de Demanda Contínua, com 17 artigos; (3) a Seção Ensaio com um manuscrito; (4) e a Seção Em Pauta com 01 artigo. Todos os textos igualmente comprometidos com a análise crítica de importantes temáticas dos campos da educação, ciências humanas e sociais.
Destacamos o esforço da nossa equipe de, a cada número, publicar um mosaico de textos de pesquisadores/as de diferentes regiões do país, fazendo descentralizar o conhecimento ainda concentrado nas regiões Sul e Sudeste.
Com alegria, convidamos os/as leitores/as a navegarem por este número e a tecerem seus diálogos com os potentes escritos que o compõem. Que sigamos pedindo às nossas teorias que se façam curativas, libertadoras, transgressoras e revolucionárias, como nos ensina bell hooks e tantos/as autores/as a quem damos as mãos.














