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Reflexão e Ação

On-line version ISSN 1982-9949

Rev. Reflex vol.31 no.3 Santa Cruz do Sul Sept./Dec 2023  Epub Dec 02, 2024

https://doi.org/10.17058/rea.v31i3.19136 

Apresentação

Transição editorial na Revista Reflexão e Ação

Editorial transition in Reflexão e Ação Journal

Transición editorial en la Revista Reflexão e Ação

Cheron Zanini Moretti1 
http://orcid.org/0000-0002-6297-3129

Camilo Darsie2 
http://orcid.org/0000-0003-4696-000X

Éder da Silva Silveira3 
http://orcid.org/0000-0002-1242-2126

Willian Fernandes Araújo4 
http://orcid.org/0000-0002-3271-6690

1 Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC - Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil.

2 Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC - Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil.

3 Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC - Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil.

4 Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC - Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil.


O v.31. n.3 (2023) marca mais uma transição editorial na revista Reflexão e Ação (REA), desde a sua primeira publicação em 1992. Depois do trabalho compartilhado entre Moretti e Darsie, que se firmou a partir do v. 28 n. 2 (2020), Silveira e Araújo assumem a gestão do periódico do Programa de Pós-graduação em Educação - Mestrado e Doutorado da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC. Nos últimos três anos e meio, a REA passou por vários desafios e ampliou responsabilidades, afinal, as melhorias realizadas nesse último período elevou seu estrato de B1 para A3 (Qualis-Capes 2017-2020), considerando os critérios de avaliação da Fundação que visa a expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu, no Brasil.

Dentre tais melhorias, essa parceria editorial, diminuiu o tempo entre a submissão, aprovação e publicação dos artigos em cada um dos três números publicados no quadrimestre; estabeleceu uma estrutura editorial persistente; manteve a indexação no Educ@5; e, no final de 2023, obteve aprovação na Redalyc6. Além da revisão permanente das diretrizes para autores/as e os aspectos éticos para a submissão, avaliação e publicação na REA; e, a equipe editorial, com apoio da biblioteca e editora da universidade, transferiu todas as informações e dados da revista para a versão 3.4.0.4. do Open Journal Systems (OJS), desde a primeira edição digital da Reflexão e Ação: v. 15 n. 1 (2007).

Também é importante mencionar que nesse mesmo período de gestão, a editora e o editor estiveram vinculados ao Fórum de Editores de Periódicos da Área de Educação (FEPAE) da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), participando regularmente das reuniões nacionais e da região sul, bem como das três edições do Congresso Nacional de Editores de Periódicos de Educação (CONEPEd)7 e demais iniciativas desse Fórum. Além disso, a REA se encontra listada no catálogo8 nacional de revistas associadas ao Fepae/Anped.

O trabalho editorial implica em compromisso coletivo com a produção e divulgação científica, bem como de sua popularização. Nada seria possível sem as contribuições dos/das avaliadores/as ad hoc; sem a cumplicidade do colegiado de docentes do PPGEdu e do Departamento de Ciências, Humanidades e Educação, da equipe da Edunisc e da Biblioteca da universidade; e do bolsista de layout que também se despede, nessa edição [Lucas Gomes Ribeiro: muito obrigada pela parceria nos últimos três anos!]. Mas, também não seria possível sem o trabalho dos/das pesquisadores/as que se dedicam a sistematizar as reflexões sobre os seus processos investigativos e os resultados de suas pesquisas em forma de artigo científico; ou a sua curiosidade em forma de resenhas, ou o aprofundamento de temáticas atinentes à educação, em importantes diálogos no formato de entrevista; ou, sem os/as organizadores/as de dossiês temáticos na Reflexão e Ação.

Para essa última edição do ano, não medimos esforços. Assim, inauguramos a seção de artigos de fluxo contínuo com uma homenagem à parceria de Conceição Paludo (in memorian), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com Paulo Eduardo Dias Taddei, da Universidade Federal de Pelotas. O artigo está intitulado “A atualidade do debate epistemológico em educação: um estudo comparado entre Freire e Schön” e tem como objetivo aclarar as propostas epistemológicas de Schön, a partir da categoria de práxis reflexiva, e a proposição de Freire, com a de práxis educativa. A conclusão central da autora e do autor é a de que as respectivas epistemologias remetem aos diferentes entendimentos sobre o papel social da educação e do trabalho.

Em seguida, os/as leitores/as têm acesso ao artigo “Formação Docente: estratégias construídas durante a pandemia” de Ana Karolliny do Livramento Melo, Luiz Anselmo Menezes Santos e Juliana Britto Oliveira Santos. As pesquisadoras e o pesquisador da Fundação Universidade Federal de Sergipe apresentam como objetivo reconhecer as estratégias na formação docente nas instituições de ensino de Aracaju no período pandêmico e no retorno às atividades presenciais. Para tanto, realizaram uma pesquisa descritivo-qualitativa, por meio de questionários on-line e entrevistas por vídeos, e realizaram análise de conteúdo. Evidenciaram, assim, a formação como ferramenta para reconhecer as demandas contextuais e construir ações efetivas de continuidade educacional.

O terceiro artigo publicado nessa edição é de Patrícia Gonçalves Bastos e de Maria Tereza Goudard Tavares, pesquisadoras na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Com o título “A educação da(s) infância(s) e a cidade em tempos de (pós)pandemia: Por que matricular as crianças na cidade?”, o artigo é resultante de um projeto mais amplo, que tem o objetivo de investigar componentes territoriais de processos educativos de crianças na região metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ). Em particular, o artigo centra-se nos deslocamentos no campo conceitual, político e pedagógico da educação da pequena infância, que possam romper com o caráter majoritariamente escolar da educação das infâncias no cotidiano.

Florentino Maria Lourenço, pesquisador moçambicano vinculado a Universidade do Estado do Rio de Janeiro é autor de “As organizações da Bretton Woods e a Formação Dos Professores Primários Em Moçambique”. O autor se propõe a abordar, de forma relacional, a política de formação de professores primários e a influência que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial exercem nos processos formativos adotados por Moçambique, ao longo da sua formação como Nação independente. Como metodologia, recorre-se a revisão bibliográfica.

A BNCC e os Anos Iniciais do Ensino Fundamental: composição de representações da docência” é o quinto artigo publicado nessa edição. Cláudio Gerhardt e Rochele da Silva Santaiana, pesquisador e pesquisadora da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul assinam o texto que tem como objetivo analisar os discursos presentes na política educacional implementada pela BNCC nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Para tanto, amparam-se nas ferramentas teórica- metodológicas do discurso e de representação. Ao final, o autor e a autora entendem que as representações construídas pelos documentos analisados, geram efeitos na constituição da identidade de profissionais, colaborando na composição e na tentativa de uma unificação da forma de exercer a docência em todo o território nacional.

O artigo seguinte é de autoria de Raimunda Maria da Cunha Ribeiro, da Universidade Estadual do Piauí e está intitulado “Gestão da educação e a participação de atores sociais em espaço colegiado: um estudo de caso”. A autora apresenta os seguintes objetivos: compreender o sentido da participação; e compreender o nível da qualidade da participação no âmbito do conselho municipal de educação. A abordagem metodológica adotada pela pesquisadora foi a qualitativa, conduzida pela análise documental. Os dados oriundos do estudo das fontes (Leis de âmbito nacional, estadual e local na esfera da educação; Atas do Conselho Municipal de Educação) indicam que a gestão municipal corresponde à melhoria da qualidade da educação local.

O sétimo artigo dessa coleção, intitula-se “Intersecções entre educação, cinema e pedagogia cultural: o que se ensina e aprende a partir das pedagogias do horror”. Lucas Bitencourt Fortes e Gisele Massola, da Universidade Luterana do Brasil e Deivison Moacir Cezar de Campos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul partem da compreensão de que não somente escolas e espaços educacionais produzem conhecimentos, saberes e visões de mundo. A partir disso, buscam compreender quais pedagogias e significados são produzidos a partir do cinema, mais detidamente, do gênero horror. Por isso, as bases teórico-metodológicas vinculam-se ao entendimento de pedagogia cultural sob a perspectiva dos Estudos Culturais em Educação.

Educamos para o ensino fragmentado ou integrado? Reflexões sobre o currículo do PROFEPT do IFMS” é um artigo que aborda o currículo presente no percurso formativo no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. Os resultados revelam que o currículo prescrito para o Programa é estruturado a partir da abordagem interdisciplinar, no entanto, o currículo real da disciplina em questão caracteriza-se pela abordagem pluridisciplinar. O artigo é de autoria de Azenaide Abreu Soares Vieira, Paula Renata Cameschi de Souza e Airton José Vinholi Júnior, pesquisadoras e pesquisador do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul.

E, por fim, o artigo de Cristhian Lovis e Rita de Cássia Pistóia Mariani, da Universidade Federal de Santa Maria. Intitulado “A noção da relação com o saber: um mapeamento com reflexões no campo da Educação Matemática”, propõe-se a constituir um panorama nacional de pesquisas stricto sensu que consideram a perspectiva “charlotiana” da relação com o saber, abordando aspectos relativos ao ensinar e aprender matemática. Para tanto, caracteriza-se como um mapeamento tomando como banco de dados a Rede de Pesquisa sobre Relação com o Saber, a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e o Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES.

Essa edição é concluída com uma resenha assinada por Eloisa de Souza Santos, Maria das Graças de Araújo e Mariáh Oyarzabal da Luz, vinculadas a Universidade do Vale do Rio dos Sinos. As autoras a intitulam como “Descolonizar a universidade: o desafio da justiça cognitiva global”. Trata-se de uma análise descritivo-crítica do livro “Descolonizar la universidad: El desafío de la justicia cognitiva global” do sociólogo português, Boaventura de Sousa Santos, publicado pelo Conselho latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO), em 2021.

Moretti e Darsie se despedem, mas deixam os desafios presentes e futuros com Silveira e Araújo, além do compromisso de qualificar ainda mais a Reflexão e Ação.

Boa leitura a todos/as!

55 Educ@ é uma plataforma que se utiliza da metodologia SciElo para proporcionar acesso aberto e gratuito aos periódicos da área da educação, pela Fundação Carlos Chagas; a equipe editorial da REA atualizou as informações editoriais e disponibilizou as coleções, regularmente.

66 Redalyc é uma base de dados que proporciona acesso aberto e gratuito às publicações de periódicos acadêmicos, porém, de diferentes áreas do conhecimento com alcance latino-americano e caribenho, foco de internacionalização do PPGEdu-UNISC.

77 O Coneped é realizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (Anped), pelo Fórum de Editores de Periódicos da Área de Educação (Fepae) e pela Revista Brasileira de Educação (RBE).

88 Disponível em: https://fepae.notion.site/F-rum-de-Editores-de-Peri-dicos-da-rea-de-Educa-o-da-ANPEd3e843f8b666049298690500372773600. Acesso em: 30 jan.2024

Cheron Zanini Moretti Doutorada no Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS; foi bolsista CNPq durante toda a realização do curso (2010-2014) onde compõe o grupo de pesquisa: Mediações Pedagógicas e Cidadania. É Mestra em Educação (2008) e licenciada em História (2005), nessa mesma universidade. Realizou estágio de doutoramento no exterior na Facultad de Filosofía y Letras, da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) com bolsa do programa CAPES/PDSE (2012). Realizou pós-doutoramento em educação com bolsa CNPq/PDJ. Professora no Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade de Santa Cruz do Sul/UNISC, na linha de pesquisa: Educação, Trabalho e Emancipação, e no Departamento de Ciências, Humanidades e Educação. Coordena o grupo de pesquisa Educação Popular, Metodologias Participativas e Estudos Decoloniais (CNPq) e o Observatório da Educação do Campo do Vale do Rio Pardo (ObservaEduCampoVRP). Editora-Chefe da Revista Reflexão e Ação (A3).

Camilo Darsie Professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Educação, na Linha de Pesquisa Educação, Cultura e Produção de Sujeitos, da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC. Coordenador do Internato de Saúde Coletiva e Professor no curso de Medicina. Líder do Grupo de Pesquisa sobre Políticas Públicas, Inclusão e Produção de Sujeitos (PPIPS) e Editor-gerente da Revista Reflexão e Ação, do PPGEdu, na mesma instituição. Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com Doutorado Sanduíche na Universidade de Minnesota (EUA), concluiu Pós-doutorado em Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desenvolve pesquisas nas áreas de Educação, Saúde e Geografia.

Éder da Silva Silveira Docente do Departamento de Ciências, Humanidades e Educação e professor permanente do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul, UNISC, onde integra a linha de pesquisa Educação, Trabalho e Emancipação, sendo líder do Grupo de Pesquisa Currículo, Memórias e Narrativas em Educação - CNPq. É pesquisador colaborador na rede nacional Ensino Médio em Pesquisa (EM-pesquisa) em projeto sobre o novo Ensino Médio. É integrante do Observatório do Ensino Médio do RS e do Observatório do Ensino Médio (UFPR). Doutor em História pela Unisinos, com estágio de doutoramento na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris/França (bolsa PDSE/CAPES), é mestre em Educação pela PUC-RS, universidade onde realizou pós-doutoramento sob supervisão do prof. Dr. Marcos Villela Pereira, com pesquisa relativa aos Seminários Integrados do Ensino Médio Politécnico no RS. Atualmente, realiza o segundo estágio de pós-doutoramento no Programa de Pós-graduação em Educação da UFPR, na linha de pesquisa Políticas Educacionais, sob supervisão da profa. Dra. Monica Ribeiro da Silva, com pesquisa sobre a recontextualização do Novo Ensino Médio no RS. Tem experiência de pesquisa e ensino nos seguintes temas e eixos: Estado, Políticas e Educação; Currículo e Ensino Médio; Educação e Memória Social; Memória e Patrimônio Cultural; Pesquisa biográfica e (auto)biográfica; história da alimentação; História do Brasil República; História e memórias da Educação no Brasil; Educação em regimes de clandestinidade; Clandestinidade e Culturas Políticas.

Willian Fernandes Araujo Doutor em Comunicação e Informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Processos e Manifestações Culturais na Universidade Feevale e graduado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria. Realizou estágio doutoral no Institute Interdisciplinary Internet (IN3) da Universitat Oberta da Catalunya (UOC, Barcelona). Docente e coordenador dos cursos de Comunicação Social e Fotografia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Também é docente permanente do Programa de Pós-graduação em Programa de Pós-graduação em Administração e docente colaborador do Programa de Pós-graduação em Educação da UNISC. Foi coordenador do GP de Comunicação e Cultura Digital da Intercom nos anos de 2020 e 2021. Pesquisa a mediação tecnológica em plataformas online, principalmente nos debates sobre economia da atenção, governamentalidade, produção de sujeitos e educação.

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