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Motrivivência

versión On-line ISSN 2175-8042

Rev. Motriviv. vol.31 no.60 Florianópolis oct./dic 2019  Epub 05-Dic-2019

https://doi.org/10.5007/2175-8042.2019e58284 

Porta Aberta

O ensino da ginástica na Educação Física: uma revisão sistemática

The teaching of gymnastics in Physical Education: a systematic review

La enseñanza de la gimnasia en la Educación Física: una revisión sistemática

Misma Lima Mariano1 
http://orcid.org/0000-0002-5474-8642

Maria Larissy da Cruz Parente2 
http://orcid.org/0000-0002-0031-9586

Jayme Felix Xavier Junior3 
http://orcid.org/0000-0002-5078-075X

Diego Luz Moura4 
http://orcid.org/0000-0001-6054-4542

1Mestre em Educação Física Rede Municipal de Ensino de Juazeiro-BA Juazeiro, Bahia, Brasil mismalimamariano@gmail.com

2Mestre em Educação Física Professora do Colégio Motivo Petrolina, Pernambuco, Brasil larissycp@hotmail.com

3Mestre em Educação Física Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará-IFCE Tauá, Ceará, Brasil jayme.felix@ifce.edu.br

4Doutor em Educação Física Universidade Federal do Vale do São Francisco-UNIVASF Petrolina, Pernambuco, Brasil lightdiego@yahoo.com.br


RESUMO

O presente artigo teve como objetivo analisar a produção sobre o ensino da Ginástica nas aulas de Educação Física entre os anos de 2006 e 2016. A metodologia utilizada foi a revisão sistemática, que consolidou um número de 18 artigos investigados ao final da triagem. Constatamos a utilização de diferentes métodos de ensino no ensino da Ginástica, além da vivência do conteúdo circo e suas relações com a temática. Os estudos evidenciam também a necessidade da formação (inicial e continuada) cada vez mais próxima da realidade escolar, emergindo debates sobre a sistematização no ensino da Ginástica, a partir de reflexões críticas, organizações e interpretações de dados surgidos através das práticas desenvolvidas, a fim de não abordar o conteúdo de maneira tradicional.

PALAVRAS-CHAVE: Ginástica; Educação física; Ensino; Produção de conhecimento

ABSTRACT

The present article aimed to analyze the production on the teaching of Gymnastics in the classes of Physical Education between the years 2006 and 2016. The methodology used was the systematic review, consolidating a number of 18 articles investigated at the end of the screening. We found the use of different teaching methods, as well as the experience of the circus content and its possible relations with the theme. The studies also highlight the need for training (initial and continued), which is becoming closer to school reality, with discussions about systematization in Gymnastics teaching, based on critical reflections, organizations and data interpretations arising through the practices developed, in order to not to stick to the traditional teaching methodology.

KEYWORDS: Gymnastics; Physical education; Teaching; Knowledge production

RESUMEN

El artículo tuvo como objetivo analizar la producción sobre la enseñanza de la Gimnasia en las clases de Educación Física entre los años 2006 y 2016. La metodología utilizada fue la revisión sistemática, consolidando un número de 18 artículos investigados al final del tamizaje. Constatamos la utilización de diferentes métodos de enseñanza, además de la vivencia del contenido circo y sus relaciones posibles con la temática. Los estudios evidencian también la necesidad de la formación (inicial y continuada) cada vez más cercana a la realidad escolar, surgiendo debates sobre la sistematización en la enseñanza de la Gimnasia, a partir de reflexiones críticas, organizaciones e interpretaciones de datos surgidos a través de las prácticas desarrolladas, a fin de no adherirse a la metodología de enseñanza tradicional.

PALABRAS-CLAVE: Gimnasia; Educación física; Enseñanza; Producción de conocimiento

INTRODUÇÃO

A Ginástica é um dos conteúdos da Educação Física que, embora pouco utilizada, vem conquistando sua legitimidade como uma das manifestações da cultura corporal. O termo “ginástica” foi antecessor ao que conhecemos hoje como Educação Física. Todavia, em sua gênese, a Ginástica estava relacionada estritamente aos métodos ginásticos militares, onde o objetivo era baseado na promoção da saúde individual e coletiva da população (SOARES, 2008). Atualmente, a Ginástica é um conteúdo que busca tematizar conhecimentos relacionados às manifestações esportivas ou de apresentação.

A Educação Física como componente curricular da escola tem como objetivo socializar as novas gerações com os conhecimentos relacionados à cultura corporal que é expresso através dos esportes, lutas, danças, jogos e ginásticas (MOURA, 2012). Embora o esporte tenha exercido a hegemonia como principal conteúdo nas aulas, desde a década de 1980 o debate pedagógico tem avançado no sentido de ampliar as experiências dos alunos para as demais manifestações da cultura corporal. A Ginástica, como uma destas manifestações, permite uma série de vivências e experiências corporais. Todavia, ainda é necessário que este conteúdo esteja mais presente no currículo vivido.

Diversos são os fatores que podem conduzir ao pouco aproveitamento do conteúdo Ginástica nas aulas de Educação Física, dentre eles a falta de espaço e material e a falta de uma formação para ensino deste conteúdo. Além disso, a produção acadêmica de livros didáticos e materiais pedagógicos nessa vertente fundamenta-se essencialmente na técnica da modalidade, perpassando pouco pelos métodos de ensino nas aulas de Educação Física (SERON et al, 2007; PIZANI; RINALDI, 2010; FREITAS; FRUTUOSO, 2016).

Quando os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) apontam os conteúdos do Ensino Fundamental, a Ginástica apresenta-se como estratégia para ensinar outros conteúdos, e não como um conteúdo específico. Diante disso, percebe-se a modalidade limitada apenas em ser coadjuvante e não desenvolver um papel principal dentro dos conteúdos da Educação Física (RAVAZZI; CESÁRIO, 2009). Porém, com a atual discussão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a Ginástica passa a assumir um duplo papel: dentro do bloco dos esportes são contempladas as modalidades competitivas (esportes técnico-combinatórios) e as demais se organizam num bloco específico da Ginástica, buscando nesse espaço textual uma reafirmação enquanto conteúdo (BRASIL, 2017).

O ensino da Ginástica de modo geral ainda está muito vinculado aos aspectos técnicos e foco no gesto motor (CARAMÊS et al, 2012; PIZANI; RINALDI, 2010). Diante disso, devemos buscar um tratamento sistematizado para a Ginástica, visando para além da prática esportiva e fixando-se às questões pedagógicas.

Portanto, acreditamos que ao trazer à tona as evidências das principais publicações e os debates que elas suscitam, poderemos indicar estratégias de superação das dificuldades dos professores no ensino do conteúdo Ginástica. Pois, mesmo com os sensíveis avanços, este conteúdo ainda se mantém distante dos diversos contextos e realidades escolares, quando comparado a outros temas da cultura corporal. Fica evidente, portanto, que os diversos estudos de revisão sistemática que envolvem as temáticas Ginástica, Ensino e Educação Física ainda não deram conta de focar nas publicações que dizem respeito à sistematização e aplicabilidade deste conteúdo na Educação Física escolar. Necessitando assim de argumentos mais densos que subsidiem a contextualização da Ginástica enquanto ensino da modalidade. Desta maneira, o presente artigo teve como objetivo analisar a produção sobre o ensino da Ginástica nas aulas de Educação Física entre os anos de 2006 e 2016, tangenciando portanto, questões como o ensino, a didática e a presença deste conteúdo no contexto escolar.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Segundo Sampaio e Mancini (2007), a realização de uma revisão sistemática passa por cinco fases, sendo elas: 1) Definir a pergunta; 2) Buscar evidências científicas; 3) Revisar e selecionar os conteúdos; 4) Analisar a qualidade metodológica dos estudos; 5) Apresentar os resultados.

Na primeira fase, elaboramos a pergunta que norteou o estudo: “Quais as contribuições acadêmicas sobre o ensino da Ginástica na Educação Física escolar?”. Em seguida, delimitamos as revistas científicas e indexadores onde ocorreu a busca.

Na segunda fase, as revistas selecionadas foram da área da Educação Física classificadas nos extratos de A1 a B2 no WebQualis, foram elas: Motrivivência, Pensar a Prática, Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, Revista Movimento, Revista da Educação Física e Revista Motriz. Para maior alcance de publicações, foram escolhidos os seguintes indexadores para a sequência das buscas: Scielo, Lilacs e Scopus.

Na terceira fase, os artigos passaram pelos seguintes critérios de inclusão: 1) Publicações ocorridas no arco temporal de 2006 a 2016; 2) Publicados nas línguas portuguesa ou inglesa; 3) Selecionados nas revistas e/ou indexadores preestabelecidos. A opção se deu por aglutinar uma década de publicações anteriores ao início da pesquisa, bem como se baseando na premissa de utilizar a língua materna, além do idioma utilizado pela maioria das revistas que tem veiculado a produção atual de conhecimento na área da Educação Física.

A busca nos indexadores deu-se por meio de palavras-chave escolhidas pela representação da Ginástica, foram elas: “ginástica(s)” E “educação” “(gymnastic AND education)”, “ginástica(s)” E “educação física” “(gymnastic AND physical education)” e “ginástica(s)” E “ensino” “(gymnastic AND teaching)”. As palavras-chave deveriam aparecer no título (title) e/ou resumo (abstract) e/ou palavra-chave (keyword) dos artigos.

O refinamento das buscas ocorreu por meio da seleção automática realizada pelos indexadores e de uma seleção manual realizada pelos pesquisadores, a fim de garantir que os mesmos passaram por todos os critérios de inclusão, podendo ser selecionados artigos originais, relatos de experiências, ensaios, estudos descritivos e artigos de revisão bibliográfica.

Na quarta fase, a análise foi realizada considerando o referencial teórico dos artigos, e suas contribuições para o ensino da Ginástica na escola. Sampaio e Mancini (2007) descrevem que a seleção dos artigos para uma revisão sistemática deve ser realizada por mais de um pesquisador, critério esse atendido, pois, os estudos foram analisados e selecionados pelos autores.

A busca nas revistas e indexadores ocorreu nos meses de agosto e setembro de 2016, resultando em 18 artigos científicos que atenderam aos critérios de seleção, sendo três estudos nas bases de dados indexadas e 15 das revistas científicas. Entendemos que muitas produções poderiam surgir nos meses seguintes, no entanto, optamos por realizar a coleta destes dados no período supracitado, aproveitando para o estudo as publicações até o momento da coleta.

Na quinta e última fase, a revisão sistemática apresenta os resultados obtidos por meio das análises dos estudos selecionados. Os artigos foram analisados a partir da técnica de análise de conteúdo (BARDIN, 2011), com ênfase em dois aspectos: as estratégias metodológicas utilizadas e os principais achados sobre o ensino do conteúdo Ginásticas na Educação Física escolar.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nesta sessão apresentamos a análise dos 18 artigos investigados. Organizamos os dados em quatro categorias: 1) O ensino da Ginástica na escola; 2) O Circo como conteúdo nas aulas de Educação Física; 3) Sistematização nas aulas de Educação Física e; 4) Formação docente. As categorias foram construídas após análise dos textos como uma estratégia didática para facilitar a compreensão do debate.

O Ensino da Ginástica na Escola

Nessa categoria, encontram-se um total de oito artigos sobre o ensino da Ginástica na escola (SERON et al., 2007; PIZANI; RINALDI, 2010; FREITAS; FRUTUOSO, 2016; FERNANDES; MARTINS, 2010; CHIQUETTO; FERREIRA, 2010; LIMA et al., 2015; CARAMÊS et al., 2012; LOQUET, 2016).

Dentre os artigos sobre o ensino da Ginástica na escola, são eles: três revisões de literatura, duas intervenções, um relato de experiência, uma análise documental e uma pesquisa-ação. O argumento principal está relacionado à utilização de diferentes métodos para o ensino da Ginástica nas aulas de Educação Física e a participação ativa dos alunos na construção das aulas.

Apesar de a Ginástica ser uma modalidade reconhecida mundialmente, é consensual, entre estudos, que este conteúdo é pouco utilizado na Educação Física escolar (SERON et al., 2007; PIZANI; RINALDI, 2010; FREITAS; FRUTUOSO, 2016).

Freitas e Frutuoso (2016) apontam que o papel da Educação Física na escola é se apropriar, recriar e socializar práticas corporais emancipadas. Para os autores, a escola deve ampliar as possibilidades dentro das aulas de Educação Física, pois a Ginástica faz parte de um dos conhecimentos produzidos pela humanidade e, logo, deve ser tematizada na escola.

Pizani e Rinaldi (2010) destacam a necessidade de intervir na realidade escolar para que os conhecimentos tenham significado para os alunos. Dessa maneira, a Ginástica nas aulas de Educação Física escolar deve estar associada com a realidade dos alunos.

Lima et al. (2015) analisaram os cadernos de Educação Física do estado de São Paulo, buscando investigar a presença do conteúdo Ginástica Artística. Esses cadernos são parte da Proposta Curricular da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que visa orientar o desenvolvimento dos conteúdos em uma linha comum de atuação pedagógica. Os autores apresentaram e discutiram aspectos positivos e negativos sobre o conteúdo Ginástica Artística escolar (tendo como base as atividades propostas encontradas no caderno de Educação Física do professor) e propuseram sugestões e direcionamentos para algumas modificações, tendo em vista contribuir com o conhecimento, com a divulgação de informações sobre o conteúdo e apoiar a atuação profissional no âmbito educacional.

Seron et al. (2007) e Pizani e Rinaldi (2010) afirmaram que o conteúdo Ginástica nas aulas de Educação Física escolar é um desafio, pois há a necessidade de uma metodologia adequada ao ensino da Ginástica e a tematização de questões culturais. Os autores relatam que o déficit da formação inicial e continuada, a falta de espaço e materiais adequados fazem com que a Ginástica esteja pouco presente no currículo da escola.

Freitas e Frutuoso (2016) observaram que as aulas mais diretivas podem ser alteradas se os professores realizarem algumas modificações como a inserção de novos conteúdos e metodologias que os alunos participem da construção das aulas. Esta interação pode motivar os alunos a aprender e desenvolver novas habilidades.

De fato, os métodos de ensino em Ginástica na Educação Física escolar são temáticas recorrentes nesta categoria. Os autores (FERNANDES; MARTINS, 2010; CHIQUETTO; FERREIRA, 2010; PIZANI; RINALDI, 2010; SERON et al., 2007; LIMA et al., 2015; FREITAS; FRUTUOSO, 2016) buscaram apontar e avaliar metodologias para este conteúdo.

Seron et al. (2007), partindo da constatação do predomínio da utilização do conteúdo esportivo, apontam a necessidade que a Educação Física contemple outros conteúdos. Os autores realizaram uma intervenção de oito aulas de Ginástica a partir do método de ensino aberto, que busca trabalhar uma variedade de movimentos para proporcionar maior autonomia através da tomada de decisões. Os autores afirmaram que esta metodologia oportuniza a participação ativa nas aulas e possui potencial para diminuir dificuldades do ensino da Ginástica. Os autores encontraram uma carência na metodologia do ensino aberto e limitações na atuação pedagógica, tendo em vista que poucos professores ousam trabalhar diferentes metodologias em suas aulas, fixando-se apenas no método de aulas tradicionais, julgando não conhecerem novos métodos ou não saberem como trabalhá-los. Perceberam ainda que há uma dificuldade de aceitação do método aberto por ainda não fazer parte da cultura escolar.

Pizani e Rinaldi (2010) utilizaram a observação, análise de fotos, filmagens e diário de campo para analisar os espaços brincantes de crianças na escola e perceberam que estas possuíam conhecimentos que estão presentes na Ginástica como movimentos de estrelinha, parada de mãos, carrinho de mão etc. Pizani e Rinaldi (2010) apontaram que os elementos gímnicos estão presentes no brincar das crianças. Diante disso, há o desafio da utilização do lúdico para o ensino da Ginástica nas aulas de Educação Física.

Fernandes e Martins (2010) realizaram um relato de experiência sobre o ensino das atividades circenses, através do estágio supervisionado, em uma escola onde a principal vivência era o esporte. As autoras apresentaram conceitos, conhecimentos e práticas corporais que permitiram um aprendizado de valores, movimentos, contato com o outro e exploração do imaginário, da expressividade e da criatividade a partir das atividades circenses. A metodologia foi a pesquisa-ação. Segundo Fernandes e Martins (2010), a construção participativa de professores e alunos, ao inserirem novos conteúdos da cultura corporal, já muda o modelo tradicional nas aulas de Educação Física. Logo, podemos perceber a importância da utilização intencional de uma metodologia para o ensino da Educação Física que se aproprie dos saberes dos alunos, a fim de proporcionar interação, conhecimento e participação efetiva.

Os artigos desta categoria partem da constatação da necessidade da inserção da Ginástica na tentativa de romper métodos de ensino tradicionais, buscando a valorização dos conhecimentos dos alunos e a utilização da ludicidade. No que se refere a este último, encontramos três artigos que relacionam a Ginástica e a ludicidade, propondo o resgate das práticas lúdicas a partir de jogos e brincadeiras (CARAMÊS et al., 2012; PIZANI; RINALDI, 2010; LOQUET, 2016).

Caramês et al. (2012) apontam a inserção das atividades circenses de forma lúdica e concluem que estas podem ser tratadas como manifestação lúdica, utilizando sua prática dentro e fora da escola.

Pizani e Rinaldi (2010) apontaram que os elementos gímnicos estão inseridos no brincar das crianças. Afirmam que a Educação Física escolar deve proporcionar a ampliação destes saberes, utilizando-se de elementos encontrados na própria cultura gímnica infantil. A partir disso, podemos observar a importância de aproximar os alunos das práticas corporais, utilizando essas vivências nos momentos de lazer e nas aulas de Educação Física.

Caramês et al. (2012) e Pizani e Rinaldi (2010) apontam a importância da Ginástica nas aulas de Educação Física no resgate das práticas lúdicas. Para os autores, a ludicidade promove um ambiente prazeroso de ensino e aprendizagem. Porém, a ludicidade não deve ser utilizada como o único critério de qualidade das aulas, pois estas devem estar agregadas a uma intencionalidade sistematizada.

Caramês et al. (2012) e Pizani e Rinaldi (2010) relatam a possibilidade de aproximar os alunos dos conhecimentos da Ginástica, através da inserção do conteúdo nas aulas de maneira lúdica, a fim de desmistificar a concepção de uma Ginástica de rendimento e de competitividade. A partir desse aprendizado, os alunos poderão utilizar essas práticas em momentos de lazer, resgatando saberes, assim como a utilizando para a vida.

O Circo como Conteúdo nas Aulas de Educação Física

Nessa categoria, encontram-se sete artigos sobre o circo nas aulas de Educação Física (DUPRAT; BORTOLETO, 2007; ONTAÑÓN et al., 2016; CARAMÊS et al., 2012, FERNANDES; MARTINS, 2010; CHIQUETTO; FERREIRA, 2010; GONÇALVES; LAVOURA, 2011; VENDRUSCOLO, 2009). Dentre o total de artigos, três são relatos de experiência, dois trazem a pesquisa-ação, um é documental e outro uma revisão bibliográfica. O argumento principal está relacionado com a inserção e vivência do circo nas aulas de Educação Física.

Estudos como os de Caramês et al. (2012), Fernandes e Martins (2010), Chiquetto e Ferreira (2010), Gonçalves e Lavoura (2011) e Vendruscolo (2009) defendem a inserção do conteúdo circo. Trazem experiências em aulas de Educação Física, através da adição de novos temas e vivências. Apontam o conteúdo das atividades circenses como uma prática inovadora na Educação Física escolar, por ser um conteúdo pouco difundido.

Duprat e Bortoleto (2007) apresentam acontecimentos que perpassam o histórico do circo antigo até a atualidade, buscando uma aproximação com a Educação Física. Ressaltam as atividades circenses como parte da cultura corporal e defendem sua inserção na escola. A pesquisa de Duprat e Bortoleto (2007) se baseia na ilustração de um processo didático-pedagógico de atividades malabarísticas. Foi realizado um bloco de aulas para o Ensino Fundamental. Os autores apresentaram o tema das artes circenses e demonstraram através de jogos e imagens, os objetos utilizados no circo. Também trouxeram a classificação de cada modalidade circense de acordo ao tamanho do material utilizado (modalidade sem material, com materiais pequenos etc.) e a classificação de acordo com as ações motoras gerais (acrobacias, manipulações etc.), possibilitando aos alunos uma vivência prática.

Ontañón et al. (2016) realizaram uma análise das produções na Revista Éducation Physique et Sport sobre o debate pedagógico do circo. Os autores defendem o circo, devido as suas potencialidades pedagógicas, como a criação de projetos pedagógicos interdisciplinares na escola. Apontam a importância desse conteúdo na cultura corporal, assim como a utilização da prática da expressão corporal e artística, elementos que estão presentes nas aulas de Educação Física. Ontañón et al. (2016) identificaram na literatura, as formas de vivências aos alunos, novos conhecimentos e uma visão ampliada sobre a cultura corporal e as questões artísticas e expressivas. Os autores propuseram a sistematização do conteúdo em unidades didáticas específicas para contemplar as diversas modalidades do circo: manipulações de objetos, funambulescas (ou de equilíbrio), acrobacia (mais de um tipo de acrobacia), palhaço (ator do circo) e volteio equestre (ONTAÑÓN et al., 2016).

Fernandes e Martins (2010), através de um relato de experiência, apontaram que o conteúdo artes circenses é pouco abordado na escola, assim como nas aulas de Educação Física. Chiquetto e Ferreira (2010) apontaram possibilidades e dificuldades no ensino das atividades circenses nas aulas de Educação Física escolar. As possibilidades no ensino do conteúdo, no desenvolvimento das atividades propostas, através do conteúdo artes circenses, ocorreram mesmo com o espaço físico e materiais não adequados, e a pouca experiência da professora regente. A dificuldade encontrada foi a falta de experiência dos professores de Educação Física no trato deste conteúdo.

A proposta do circo nem sempre é de conhecimento de todos os professores, porém, esse aspecto não deve ser empecilho para que o conteúdo não seja ministrado. É perceptível que os alunos são socializados de forma predominante com os conteúdos esportivos. Neste sentido a Educação Física deve propor práticas corporais para além dos esportes.

Chiquetto e Ferreira (2010) perceberam que os alunos têm interesse em aprender e desenvolver o circo, porém não o realizam pela falta de acesso. As autoras construíram um planejamento de aulas para a escola juntamente com a professora da turma, que relatou não trabalhar com o conteúdo pela falta de experiência. Apontaram, através das entrevistas, que os alunos gostaram das atividades propostas, embora durante a intervenção questionavam sobre a possibilidade de jogar futebol. Perceberam que os alunos se dispuseram a participar por ser um conteúdo novo nas aulas.

Fernandes e Martins (2010) e Chiquetto e Ferreira (2010) afirmaram que muitos professores não utilizam conteúdos para além do esporte por acharem que os alunos não terão boa aceitação. Neste sentido, Gonçalves e Lavoura (2011) e Chiquetto e Ferreira (2010) defendem o circo como elemento da cultura corporal que deve estar presente na Educação Física. A pesquisa de Gonçalves e Lavoura (2011) baseia-se na proposta de um projeto de extensão sobre o ensino do circo. Para tanto, se valeram da teoria do conhecimento histórico crítico para tratar o circo na escola de forma pedagógica (GONÇALVES; LAVOURA, 2011). Os autores ainda afirmam que a escola é uma instituição responsável por transmitir conhecimentos historicamente construídos, logo, se baseia na possibilidade de que todos os indivíduos tenham acesso a esse conhecimento.

Vendruscolo (2009), neste mesmo sentido, relatou a experiência de um projeto de extensão com atividades circenses em uma escola, onde percebeu a importância da inserção do conteúdo circo. A autora percebeu interesse dos alunos no circo, já que nas aulas de Educação Física o conteúdo principal eram os esportes. A autora ainda relatou que as professoras da escola compartilharam que os alunos que participaram do projeto tiveram mudanças no comportamento, na aprendizagem, na interação e na integração com os colegas. Apontou através do diário de campo que a prática das atividades influenciou o comportamento e as capacidades psicomotoras dos alunos. Na observação dos professores da escola, percebeu-se que os alunos participantes demonstraram mais atenção e interesse no desempenho nas avaliações.

Nos artigos pesquisados, Gonçalves e Lavoura (2011) relatam que existem professores e escolas que ainda consideram a utilização do circo na escola apenas para eventos e apresentações, deixando de reconhecer sua importância como conteúdo da cultura corporal. Diante disso, podemos perceber o papel da inserção e da vivência do circo nas aulas de Educação Física, como um tema da cultura corporal, distanciando-se das modalidades meramente esportivas.

Sistematização nas Aulas de Educação Física

Seis artigos foram inseridos nessa categoria (MALDONADO; BOCCHINI, 2015; SERON et al., 2007; CHIQUETTO; FERREIRA, 2010; LIMA et al., 2015; ONTAÑÓN et al., 2016; MERIDA; NISTA-PICCOLO; MERIDA, 2008): um relato de experiência, uma pesquisa-ação, duas análises documentais, uma revisão bibliográfica e um estudo descritivo. O argumento principal se baseia em entendimentos sobre a sistematização da Ginástica nas aulas de Educação Física. Os temas passam por questões como: problematização, situação problema, sistematização técnica e atividades conceituais.

Maldonado e Bocchini (2015) apontam a necessidade dos alunos ampliarem os conhecimentos sobre os diversos tipos de Ginástica para além de uma mera prática. Descreveram a experiência de um projeto de Ginástica nas aulas de Educação Física. Os autores defendem o conteúdo Ginástica utilizando as três dimensões (conceitual, procedimental e atitudinal). Na dimensão conceitual, ocorreram realizações de aulas expositivas, análise de filmes, debates sobre os aspectos históricos e provas das ginásticas. Na dimensão procedimental, os autores proporcionaram aos alunos a vivência de algumas Ginásticas (rítmica, artística e acrobática), de acordo com os recursos materiais, infraestrutura e habilidade motora no contexto escolar. Na dimensão atitudinal ocorreram discussões as quais envolviam relações de gênero e preconceito racial.

Seron et al. (2007) analisam a prática da Ginástica a partir da metodologia de ensino aberto, que permite maior autonomia ao aluno e uma relação próxima com o conhecimento, gerando uma aprendizagem em uma atmosfera lúdica. A ideia de Seron et al. (2007) é promover aprendizagem em um contexto lúdico, proporcionando a participação dos alunos em todas as etapas do processo de ensino e aprendizagem. De acordo com os autores a aprendizagem se torna mais ampla e prazerosa.

Lima et al. (2015) apontaram a dificuldade do professor em sistematizar os conteúdos, tendo em vista que, por muitas vezes, o professor é tido como o detentor do conhecimento e reprodutor de saberes. Assumindo a ideia de construtor do saber, pode-se facilitar o trabalho do professor, gerando assim, um maior nível de motivação para trabalhar uma gama de conteúdos da Educação Física escolar e elevação da autoestima dos alunos, que assumem também o papel de construtores do conhecimento.

Diante dos achados, compreendemos a importância da sistematização dos conteúdos nas aulas de Educação Física, perpassando por situações-problema, as quais instigam os alunos e professores a chegarem a possíveis respostas, através de atividades que os incentivem a serem sujeitos participantes e ativos da construção do conhecimento.

Formação de Professores

Nessa categoria, encontram-se nove artigos que tratam da formação de professores e dificuldades no ensino da Ginástica (PEREIRA et al., 2010; SCHIAVON; PICCOLO, 2007; FERNANDES; MARTINS, 2010; MALDONADO; BOCCHINI, 2015; FREITAS; FRUTUOSO, 2016; MOURA et al., 2014; RAMOS et al., 2016; ONTAÑÓN et al., 2016; PIZANI; RINALDI, 2010). Dentre o total de artigos, dois estudos descritivos, dois relatos de experiência, duas revisões bibliográficas, duas análises documentais e uma pesquisa de campo. O argumento principal está relacionado à formação docente e os déficits encontrados no trato do conteúdo Ginástica nas aulas de Educação Física.

Pereira et al. (2010) identificaram os conteúdos de Educação Física que os escolares não gostavam e seus motivos. Foi utilizada uma escala de satisfação com os alunos. A Ginástica foi um conteúdo apontado pelos alunos pela pouca afinidade, com os seguintes motivos: professores ensinavam mal, os alunos não gostavam de praticar e a prática causava dores, desconforto etc. Pereira et al. (2010) confirmaram a hipótese de que os alunos não gostavam do conteúdo Ginástica pela falta de preparação dos professores, que refletia na má qualidade das aulas. Logo, a falta de formação adequada dos professores e a dificuldade em ensinar o conteúdo Ginástica, contribuem para que seja minimizada a presença do conteúdo nas aulas de Educação Física.

Neste mesmo sentido, Schiavon e Piccolo (2007) realizaram uma pesquisa sobre as razões da ausência da Ginástica na escola. Apontaram que os professores não trabalham o conteúdo Ginástica por dificuldades de: não dominar o conteúdo, ter tido dificuldade na formação inicial e se sentirem inseguros em ensinar o conteúdo, assim como afirmaram não ter espaço e material adequado para desenvolver este tema (SCHIAVON; PICCOLO, 2007).

Ainda sobre a formação de professores, Fernandes e Martins (2010) realizaram um relato de experiência de um estágio supervisionado em Educação Física. Apontando que os alunos já vinham com um histórico na Educação Física escolar baseada apenas nos esportes, o que dificultou a experiência da inserção das atividades circenses. Fernandes e Martins (2010) apontam que muitos professores tiveram dificuldade em sua formação inicial. Os autores apontaram indagações sobre a formação de professores nos cursos de Educação Física, questionaram se os cursos de licenciatura em Educação Física dão subsídio para que os alunos atuem na escola. Diante disso, os autores compreendem que os atuais cursos de nível superior não suprem a carência para subsidiar uma formação adequada aos estudantes, no que tange, principalmente, às disciplinas de cunho escolar.

Diante disso, Maldonado e Bocchini (2015) apontam falhas na formação de professores, acarretando dificuldades ao ensinar determinados conteúdos da Educação Física. Freitas e Frutuoso (2016) também discutiram as dificuldades relacionadas com as questões metodológicas da Ginástica. Segundo os autores, isso acontece devido à deficiência da formação inicial.

Diante da pesquisa dos autores, algumas indagações surgem: será que apenas a inserção de conhecimentos de Ginástica na formação inicial possibilitará que este conteúdo esteja presente dentro das escolas? Vale salientar que a formação inicial por vezes, não preenche todas as lacunas, por isso, precisa-se buscar novos conhecimentos através da formação continuada.

Enfatizando a formação dos professores, Moura et al. (2014) realizaram uma pesquisa sobre as possibilidades da intervenção da Ginástica escolar. Diante das dificuldades dos professores, em trabalhar com essa temática, apontam a necessidade de rever a formação e atuar com formação permanente, para que estes compreendam a Ginástica por uma perspectiva mais ampliada. Moura et al. (2014) entendem que os professores precisam de melhor formação e mais investimento. Apontam a possibilidade da utilização de materiais pedagógicos para o ensino da Ginástica para viabilizar o ensino de forma ampliada.

Ramos et al. (2016) realizaram uma pesquisa sobre a formações de professores e dificuldades no decorrer da carreira profissional. Os autores defendem que os professores enfrentam dificuldades no início da carreira profissional, devido ao déficit na formação inicial. Mostram que os participantes da pesquisa consideraram que a disciplina da graduação não promove os conhecimentos procedimentais necessários para o ensino de Ginástica.

Diante dos artigos analisados, percebemos uma crítica à formação inicial em capacitar os professores para a intervenção da Ginástica na escola. Compreendemos que, para haver mudanças nesse cenário, é necessário que a formação inicial seja direcionada de forma mais próxima à realidade dos professores. Da mesma forma, a formação continuada deve dar continuidade a essa formação, buscando proporcionar visibilidade às boas práticas dos professores e construir espaços para que possam discutir sobre seus dilemas e dificuldades.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Analisando a produção sobre o ensino da Ginástica na Educação Física escolar, encontramos quatro categorias: O ensino da Ginástica na escola; O circo como conteúdo nas aulas de Educação Física; Sistematização nas aulas de Educação Física; e Formação de Professores.

Os autores propõem um ensino da Ginástica a partir de métodos abertos, o ensino para possibilitar a participação ativa dos alunos na construção das aulas e a utilização da ludicidade como elemento fundamental. Um ponto comum é o consenso de que os métodos de ensino tradicionais não suprem a necessidade e as lacunas encontradas. Desta forma, sugerem novos métodos para que as aulas não reproduzam o esporte de rendimento.

A inserção do circo nas aulas de Educação Física busca o distanciamento das modalidades meramente esportivas. O conteúdo circo se insere como uma prática que utiliza elementos como expressividade e movimentação corporal.

Constatamos a existência de produção, mesmo que ainda reduzida sobre a sistematização no ensino da Ginástica. As publicações apontam para uma melhoria na utilização dos métodos de ensino, a partir de reflexões críticas, organizações e interpretações de dados surgidos através das práticas desenvolvidas, afim de não se prender à metodologia de ensino tradicional.

A formação inicial e continuada destaca-se como elemento potencializador sobre a utilização do conteúdo Ginástica. Diante disso, a formação inicial deve manter um diálogo na escola com os reais dilemas dos professores. Podemos observar que há possibilidade de construção de um material para atuação pedagógica, onde exista a inserção, participação e colaboração dos alunos. Devido à relevância e visibilidade da Ginástica, é necessário que mais pesquisas sejam desenvolvidas, no sentido de auxiliar os professores em sua prática pedagógica cotidiana.

AGRADECIMENTOS

Não se aplica

REFERÊNCIAS

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FINANCIAMENTO Não se aplica.

CONSENTIMENTO DE USO DE IMAGEM Não se aplica.

APROVAÇÃO DE COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA Não se aplica.

PUBLISHER Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. LaboMídia - Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva. Publicado no Portal de Periódicos UFSC. As ideias expressadas neste artigo são de responsabilidade de seus autores, não representando, necessariamente, a opinião dos editores ou da universidade.

Recebido: 19 de Julho de 2018; Aceito: 16 de Fevereiro de 2019

CONTRIBUIÇÃO DE AUTORIA

Não se aplica.

CONFLITO DE INTERESSES

Não há conflitos de interesse.

EDITORES

Mauricio Roberto da Silva, Giovani de Lorenzi Pires, Rogério Santos Pereira.

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