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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[ASPECTOS DO LEGADO CARTESIANO NA TEORIA DA LINGUAGEM]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[RÉSUMÉ On a developpé au passé - et on continue à développer au présent - plusieurs et diverses tentatives de fonder une position unique qui juge être possible d.identifier, dans toutes les langues naturelles, une structure basique, toujours identique et de nature logique. Si ceci est un but accessible, il faut donc admettre autant l&#8217;existence des principes qui règlent le fonctionnement de telles langues, autant que ces principes soient issus de la Logique. D.après un texte du linguiste français Oswald Ducrot, intitulé D&#8217;un mauvais usage de la logique, cette étude a l.intention de présenter en résumé deux des tentatives mentionées. Elles furent conçues en diverses périodes et les arguments destinés à les soutenir sont différents. La première est originaire du XVII siècle français et sa fondation théorique est le célèbre paire formé par la Logique et par la Grammaire de Port-Royal - oeuvres dont l.influence de Descartes est un fait historique bien établi. La deuxième est récente et son fondement théorique est la Logique contemporaine. L&#8217;objectif et la présupposition énoncés ci-dessus et partagés par les deux propositions, créent un lien entre la tradition cartésienne présente dans Port-Royal, et la conception plus tardive, en justifiant ainsi, son inclusion dans ce texte.]]></p></abstract>
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<source><![CDATA[Note-se que a atual terminologia gramatical brasileira inclui no que ela denomina &#8220;predicado&#8221; o elemento de ligação, reservando para o atributo o nome &#8220;predicativo&#8221;.]]></source>
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<source><![CDATA[Por se tratar, no modelo S é p, da forma declarada canônica de um enunciado, os casos de expansão são tidos como previstos e, por princípio, aproblemáticos, uma vez que se supõe que a redução ao modelo de base possa sempre ser operada, sem dificuldades e, sobretudo, sem perdas.]]></source>
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<source><![CDATA[Literalmente traduzidos: A sopa que eu tenho tomada e Eu tenho tomado a sopa. A tradução usual para o português seria: A sopa que eu tomei e Eu tomei a sopa.]]></source>
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<source><![CDATA[Observe-se que postular a identidade entre a disposição natural dos elementos significativos de um enunciado e a organização, na mente humana, dos componentes do pensamento que esse enunciado veicula não implica afirmar sequer uma semelhança necessária entre, por exemplo, a matéria fônica de uma palavra e o seu referente.]]></source>
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<source><![CDATA[É preciso, contudo, estar atento para o fato de que a correção da inferência independe do valor de verdade dos enunciados que a compõem.]]></source>
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<source><![CDATA[Para exemplificá-lo, basta recorrer a qualquer enunciado afirmativo ou negativo que não contenha outro elemento, além daqueles previstos na forma canônica S é p.]]></source>
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<source><![CDATA[A rigor, duas palavras, ambas com a função de atributo, mas reunidas em uma única unidade semântica.]]></source>
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<source><![CDATA[O complemento então permanece subentendido.]]></source>
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<source><![CDATA[Ou seja, Não queres vir e, por isso, não utilizarás o direito que terias, se quisesses.]]></source>
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<source><![CDATA[Trata-se de um pressuposto que, se fosse verdadeiro, seria também suficiente, pois, como se sabe, todo raciocínio pode ser corretamente expresso na forma de um único enunciado.]]></source>
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