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Resumo • Rev. Estud. Fem. 21(01) • 2013

Diadorim: biopolítica e gênero na metafísica do Sertão

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Revista Estudos Feministas

versão impressa ISSN 0104-026Xversão On-line ISSN 1806-9584

Resumo

TIBURI, Marcia. Diadorim: biopolítica e gênero na metafísica do Sertão. Rev. Estud. Fem. [online]. 2013, vol.21, n.01, pp.191-207. ISSN 1806-9584.

Diadorim é a emblemática personagem da obra de Guimarães Rosa, avatar da donzela guerreira, símbolo de uma forte renúncia, que podemos afirmar feminista, aquela que se faz na negação do feminino para viver na liberdade do além-do-sexo. A análise de tal personagem permite avaliar a relação entre corpo e poder como fundamento da história conhecida da dominação de gênero. O objetivo deste trabalho é uma leitura feminista que permita investigar a dupla banda da sexualidade que envolve a figura de Diadorim. Homem e vivo enquanto vestido, mulher e morta no advento de sua nudez, Diadorim fará parte de uma história arquetípica, do topos da mulher/morta. Essa mulher morta é, assim, também a “mera vida” ou a “vida nua” que comparece na análise biopolítica contemporânea. O cruzamento de feminismo e biopolítica é o método de leitura dessa obra. Ele nos fará ver que a função da textualidade no patriarcado é tanto gozar sobre o corpo morto de uma mulher quanto devolvêla à sua suposta natureza doméstica e antipolítica.

Palavras-chave : Feminismo; Diadorim; Biopolítica; Sertão.

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