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Resumo • Educ. Pesqui. 49 • 2023 • DOI: https://doi.org/10.1590/s1678-4634202349253644por

Colégio Nossa Senhora de Lourdes: histórias de sujeitos e práticas (Farroupilha/RS, 1922-1954)

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Educação e Pesquisa

versión impresa ISSN 1517-9702versión On-line ISSN 1678-4634

Resumen

BELUSSO, Gisele  y  LUCHESE, Terciane Ângela. Colégio Nossa Senhora de Lourdes: histórias de sujeitos e práticas (Farroupilha/RS, 1922-1954). Educ. Pesqui. [online]. 2023, vol.49, e253644.  Epub 14-Abr-2023. ISSN 1678-4634.  https://doi.org/10.1590/s1678-4634202349253644por.

O presente artigo analisa o processo histórico de uma instituição escolar confessional, o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, por meio das culturas escolares, em especial as subcategorias sujeitos e práticas no ensino primário. Essa instituição escolar situada em Farroupilha, Rio Grande do Sul, foi fundada em 1917. O recorte temporal da análise é de 1922, ano em que ocorreu a primeira mudança de endereço da instituição, até 1954, quando foi autorizado o funcionamento do curso ginasial feminino. Os pressupostos teórico-metodológicos da história cultural e história da educação embasam o estudo que mobiliza os conceitos de sujeitos, práticas e representação. Metodologicamente, apoiou-se na análise documental histórica e na história oral. Os principais documentos da investigação foram: (a) documentos escritos, como livro tombo da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, livros de atas, exames finais do colégio e registros da vida apostólica de cinco professoras-religiosas; (b) fotografias; e (c) história oral de sete sujeitos vinculados à instituição escolar (cinco ex-alunos e duas ex-professoras-religiosas). A narrativa realizada permitiu analisar o surgimento da instituição escolar no contexto local e quanto aos sujeitos escolares, alunos, professoras e diretoras, foi possível perceber que trazem consigo marcas de etnicidade e cultura próprias desse local. As práticas escolares, analisadas a partir dos indícios e representações, permitiu perceber: (a) a sala de aula como espaço privilegiado das práticas escolares; (b) as práticas de leitura e de escrita como um fio condutor dos demais saberes; (c) práticas permeadas pela disciplina, ordem e religiosidade e, também, (d) as formas de quantificar a aprendizagem.

Palabras clave : História das instituições; Culturas escolares; Sujeitos escolares; Práticas escolares.

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