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Resumo • J. Pol. Educ-s 17 • 2023 • DOI: https://doi.org/10.5380/jpe.v17i0.87957

A atuação do Instituto Natura na educação básica pública brasileira: dimensões e implicações sobre o direito à educação

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Jornal de Políticas Educacionais

versão On-line ISSN 1981-1969

Resumo

SOUZA, Antônio Lisboa L.  e  SILVA, Andréia Ferreira da. A atuação do Instituto Natura na educação básica pública brasileira: dimensões e implicações sobre o direito à educação. J. Pol. Educ-s [online]. 2023, vol.17, e87957.  Epub 11-Out-2023. ISSN 1981-1969.  https://doi.org/10.5380/jpe.v17i0.87957.

O artigo se propõe a caracterizar e analisar a atuação do Instituto Natura em diferentes redes públicas estaduais de ensino no país, destacando as principais dimensões da educação escolar sobre as quais se dá sua maior incidência; e apontar algumas implicações da presença desse ator privado na educação pública. Adotamos, por um lado, a perspectiva do direito humano à educação, conforme estabelecido nos marcos legais vigentes no país desde a redemocratização (1988); e por outro, a crítica à política crescente de privatização da educação pública brasileira, especialmente no nível básico, cujas estratégias compõem as orientações neoliberais presentes no Estado e nos governos de turno, nas diferentes esferas administrativas. Ressaltamos as contradições do movimento histórico, o comprometimento dos espaços e processos democráticos na vida institucional e social, atingindo direta e simultaneamente importantes dimensões do direito à educação. O artigo baseia-se nos dados sistematizados no âmbito da pesquisa “Análise do mapeamento das estratégias de privatização da educação básica no Brasil: atores, programas e consequências para a educação pública (2005-2018)”, realizada pelo GREPPE/Unicamp. Fundado em 2010, o referido Instituto figura entre os atores privados de maior influência nas políticas públicas educacionais do país, contribuindo fortemente na construção hegemônica da perspectiva privatizante, típica do neoliberalismo. O artigo conclui que essas práticas privatizantes têm comprometido a gestão democrática escolar, os processos participativos, levando, consequentemente, ao esvaziamento das instâncias deliberativas colegiadas, o que é pressuposto tanto na definição social do que se entende por qualidade na educação quanto na efetivação de uma pedagogia escolar que busque uma formação dialógica e emancipatória dos sujeitos.

Palavras-chave : Instituto Natura; Educação Básica; Privatização; Hegemonia; Direito à Educação.

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