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Resumo • Cad. Hist. Educ. 15(2) • 2016 • DOI: https://doi.org/10.14393/che-v15n2-2016-13

Fantasias da igualdade: uniformes escolares e democratização no Brasil

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Cadernos de História da Educação

versión impresa ISSN 1982-7806versión On-line ISSN 1982-7806

Resumen

SILVA, Katiene Nogueira da  y  CATANI, Denice Barbara. Fantasias da igualdade: uniformes escolares e democratização no Brasil. Cad. Hist. Educ. [online]. 2016, vol.15, n.2, pp.700-722. ISSN 1982-7806.  https://doi.org/10.14393/che-v15n2-2016-13.

O artigo examina as diferentes configurações das práticas de uso dos uniformes escolares no período de 1948 a 1971, no caso brasileiro. Despertando os mais diversos sentimentos, pretendendo “apagar as diferenças” sócio-econômicas evidenciadas pelas roupas e tentando tornar “todos iguais” mediante a obrigatoriedade de um único tipo de vestuário, os uniformes escolares foram motivo de orgulho, de intimidação ou sinal de distinção. No período demarcado, artigos publicados em periódicos educacionais evidenciavam as dificuldades que as famílias mais pobres enfrentavam para conseguir manter os filhos na escola devido às exigências materiais que eram feitas, entre elas, a própria obrigatoriedade dos uniformes. No final dos anos de 1950, a São Paulo Alpargatas S. A. começou a produzir calçados de material sintético, que eram vendidos a preços inferiores aos convencionais sapatos de couro. Afirmava-se que a iniciativa resolveria o “problema “daqueles dias de “vida cara” uniformizando os “pés da classe”.

Palabras clave : Uniformes Escolares; Democratização do Ensino; Práticas Escolares; Periódicos Educacionais; Cultura Escolar.

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