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Resumo • Práx. Educ. 20(51) • 2024 • DOI: https://doi.org/10.22481/praxisedu.v20i51.12894

A AVALIAÇÃO EDUCACIONAL PERNAMBUCANA: UMA MODERNIZAÇÃO POR MEIO DAS LÓGICAS DA FANTASIA

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Revista Práxis Educacional

versão On-line ISSN 2178-2679

Resumo

SILVA, Divane Oliveira de Moura; ALMEIDA, Karla Wanessa Carvalho de  e  CUNHA, Kátia Silva. A AVALIAÇÃO EDUCACIONAL PERNAMBUCANA: UMA MODERNIZAÇÃO POR MEIO DAS LÓGICAS DA FANTASIA. Práx. Educ. [online]. 2024, vol.20, n.51, e12894.  Epub 13-Dez-2024. ISSN 2178-2679.  https://doi.org/10.22481/praxisedu.v20i51.12894.

Este artigo é um recorte de uma pesquisa mais ampla desenvolvida no Laboratório de Pesquisa em Políticas Públicas, Currículo e Docência da Universidade Federal de Pernambuco. Ao compreendermos o campo educacional como campo político, problematizamos a avaliação educacional utilizada pela rede pública pernambucana, ancoradas na ontologia política pós-estruturalista formulada pela Teoria do Discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe (2019), com a abordagem proposta por Jason Glynos e David Howarth (2018) no enfoque às lógicas da fantasia, ou fantasmáticas. Neste extrato, temos como objetivo expor as razões precárias e contingenciais pelas quais regimes e práticas avaliativas do sistema educacional pernambucano podem (ou não) se fixar aos sujeitos. Trabalhamos com objetos e condições discursivas que tornam padrões ou rotinas de articulações possíveis, em vistas à hegemonia da avaliação educacional proposta pelo Programa de Modernização da Gestão Pública - Metas para a Educação de Pernambuco. Nossos resultados, apontam a existência de construções discursivas míticas que intencionam uma hegemonia da significação do que vem a ser a função da escola, qualidade do ensino, e construção curricular. O controle ideológico sobre o discurso da avaliação educacional pernambucana, tem oferecido uma narrativa de plenitude, operando na promessa de cobrir a falta constitutiva. No entanto, aquilo que promete suprir é o que reproduz, perpetuando a condição de desejo do sujeito.

Palavras-chave : avaliação educacional; fantasias do inconsciente; ideologia; teoria do discurso pós-estrutural.

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