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Resumo • Rev. Exitus 10 • 2020 • DOI: https://doi.org/10.24065/2237-9460.2020v10n1id1485

MILITARIZAÇÃO E ESCOLA SEM PARTIDO: repercussões no projeto político-pedagógico das escolas

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Revista Exitus

versão On-line ISSN 2237-9460

Resumo

SILVA, Edileuza Fernandes; VEIGA, Ilma Passos Alencastro  e  FERNANDES, Rosana César de Arruda. MILITARIZAÇÃO E ESCOLA SEM PARTIDO: repercussões no projeto político-pedagógico das escolas. Rev. Exitus [online]. 2020, vol.10, e020116.  Epub 31-Mar-2022. ISSN 2237-9460.  https://doi.org/10.24065/2237-9460.2020v10n1id1485.

O artigo discute investidas de movimentos conservadores de militarização e Escola sem Partido com o objetivo de refletir acerca de suas repercussões nos projetos político-pedagógicos de escolas públicas. Compreende-se a escola como território em permanente disputa, responsável pela educação formal de crianças, adolescentes e jovens, que realiza um tipo de trabalho sob orientações políticas, ideológicas e econômicas que embasam os arranjos de poder em cada momento histórico. Esse trabalho é sistematizado nos projetos pedagógicos das escolas como expressão de suas finalidades, seu papel social, de definição de estratégias operacionais e ações a serem desenvolvidas coletivamente. No que concerne aos aspectos metodológicos e teóricos, contempla-se: análise de documentos oficiais do governo federal para apreender elementos da realidade situados historicamente e que expressam um projeto de poder assumido pelo grupo dominante no cenário político, e revisão bibliográfica de obras que versam sobre a temática. As discussões sinalizam que a militarização das escolas alinhadas aos ideários da Escola sem Partido repercutem: a) na definição de outra função social para a escola; b) na seleção e controle do saber considerado legítimo e aceitável pelos grupos conservadores; c) no alcance dos objetivos de ensino e aprendizagem previstos nos PPP da escola; d) na relação professor-aluno; e) na fragilização do trabalho colaborativo na escola; f) na autonomia da escola para elaborar, implementar e avaliar seu PPP. Assim, contrariamente à militarização, defende-se a escola, democrática, participativa e colaborativa, que organiza o trabalho pedagógico com respeito à diversidade de sujeitos, às suas experiências e aos valores.

Palavras-chave : Escola pública; Escola sem Partido; Militarização; Projeto políticopedagógico.

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