Carolina vai às escolas: produzindo currículo antirracista no interior da Bahia

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Série-Estudos
versão impressa ISSN 1414-5138versão On-line ISSN 2318-1982
Resumo
SANTOS, Cleber Lúcio Sousa; MOREIRA, Núbia Regina e GOMES, Talita. Carolina vai às escolas: produzindo currículo antirracista no interior da Bahia. Sér.-Estud. [online]. 2024, vol.29, n.65, pp.35-56. Epub 29-Maio-2024. ISSN 2318-1982. https://doi.org/10.20435/serieestudos.v29i65.1931.
Este artigo objetiva apresentar uma análise de atividades produzidas por um grupo de pesquisa formado por professoras/es pesquisadoras/es, estudantes licenciados e bacharéis, em sua maioria mulheres negras imbuídas/os na des/re/construção dos currículos eurocentrados. Trata-se de ações construídas mediante teares de teorias e práticas curriculares insurgentes e decoloniais, irrigadas pelas epistemologias feministas negras. O campo empírico foi produzido por meio de rodas de conversa em escolas estaduais de ensino médio, situadas em três municípios baianos, que tiveram como disparador o Projeto Carolina Vai às Escolas. O Projeto visou a a presentar os dilemas da realidade brasileira perante duas obras de Carolina Maria de Jesus: Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada (2019) e Diário de Bitita (2014). As cartas produzidas pelas/pelos estudantes das turmas que tiveram envolvidas/os no projeto trazem a complexidades dos dilemas postos por Carolina, que, assim como a autora, têm suas vidas atravessadas pelo racismo, machismo e dificuldades financeiras. Com Carolina, elas/eles são afetados com a força vital que a movimentou em direção ao seu sonho de escrever, mensagem que reverberou nos estudantes a possibilidade de imaginar a melhoria das suas vidas por meio da educação.
Palavras-chave : Carolina Maria de Jesus; currículo; epistemologias feministas negras.


