A reafirmação da superioridade masculina pelo cientificismo moderno: efeitos na subjetivação docente

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Série-Estudos
versión impresa ISSN 1414-5138versión On-line ISSN 2318-1982
Resumen
LIMA, Eldes Ferreira de y PAVAN, Ruth. A reafirmação da superioridade masculina pelo cientificismo moderno: efeitos na subjetivação docente. Sér.-Estud. [online]. 2025, vol.30, n.69, pp.219-236. Epub 10-Nov-2025. ISSN 2318-1982. https://doi.org/10.20435/serie-estudos.v30i69.2074.
O artigo, baseado em pesquisa bibliográfica, tem como objetivo mostrar como foi o processo de construção de argumentos científicos, baseados na suposta natureza feminina e masculina, que reafirmou a superioridade masculina, afetando também o processo de subjetivação dos docentes. Argumenta-se que o esforço empreendido na modernidade para encontrar evidências científicas da superioridade masculina, longe de ser neutro e impessoal, foi uma prática político-cultural permeada pelos interesses masculinos, resultando na reafirmação de discursos já vigentes sobre a suposta superioridade masculina. As marcas do cientificismo moderno estão presentes em nossa história da educação, no início da constituição do magistério brasileiro e na criação da Escola Normal no século XIX, até o contexto atual, nos processos de subjetivação docente em diferentes espaços educativos. Apesar dessa presença, contemporaneamente, o cientificismo convive com outros discursos, com destaque para os discursos feministas, que também subjetivam os docentes, contribuindo para minar a lógica cientificista da superioridade masculina.
Palabras clave : cientificismo moderno; subjetivação docente; masculinidade..


