☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 41435 | Página 455 de 2072
0 resultados selecionados

A Educação Especial e os Cursos Técnicos: a Visão dos Docentes sobre os Processos de Adaptação Curricular

PID: S1413-65382022000100324 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: DIOGO GELLER
RESUMO: A chegada de estudantes com deficiência nos cursos técnicos dos Institutos Federais tem aumentado com a aprovação da Lei nº 13.409, de 28 de dezembro de 2016, que prevê reserva de vagas para esse público. Neste texto, analisa-se a visão dos docentes do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), divididos na área técnica e propedêutica, em relação à presença dos estudantes com deficiência, particularmente a intelectual, nos cursos técnicos e a respeito das possíveis adaptações curriculares nos itinerários formativos desses estudantes. O referencial teórico mostrou o deslocamento em relação aos termos adaptações/adequações curriculares para fexibilização, diferenciação e acessibilidade curricular, que implica um entendimento mais amplo dos seus significados. A pesquisa, feita a partir das 81 respostas obtidas em um questionário com perguntas abertas e em escala Likert, teve como suporte metodológico a análise de conteúdo de Bardin (2010), com categorização a posteriori e critério semântico na separação das respostas. Por fim, a organização e a discussão dos resultados foram realizadas, problematizando-se as contribuições dos participantes da pesquisa. Os resultados mostraram diferenças no entendimento da importância do uso das adaptações entre docentes das áreas técnica e propedêutica, mas também revelaram igual discordância com aquelas que suprimem conteúdos das disciplinas e preocupação com o refexo disso na formação do estudante.

A Inclusão no Ensino Superior: Vivências de Estudantes com Deficiência Visual

PID: S1413-65382022000100304 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: SILVA PIMENTEL
RESUMO: Este artigo analisa o ponto de vista dos/as estudantes com deficiência visual sobre o seu ingresso e a sua permanência na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e busca refletir sobre o processo de inclusão por eles/as vivenciado. Trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com oito estudantes com deficiência visual matriculados/as em diferentes cursos dessa instituição. A análise do material textual demonstrou que o ingresso e a permanência no Ensino Superior foram marcados por dificuldades relacionadas às barreiras físicas, à disponibilidade e ao acesso a recursos materiais, didáticos, pedagógicos e tecnológicos, bem como às barreiras atitudinais, que agudizam o desempenho acadêmico dos/as estudantes com deficiência visual. Desse modo, a inclusão educacional, em processo de construção na UFBA, requer envolvimento e participação de toda a comunidade acadêmica para que de fato se concretize.

A Institucionalização Escolar e sua Contribuição para a Produção de Transtornos de Aprendizagem: um Estudo sobre a Subjetividade Social da Escola

PID: S1413-65382022000100317 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: SÁ MARSICO
RESUMO: A subjetividade expressa uma qualidade específica da experiência do indivíduo marcada pela cultura ao integrar os elementos simbólicos à emocionalidade que constituem os sujeitos e seus contextos simultaneamente. A partir do referencial teórico da subjetividade em uma perspectiva cultural-histórica, a presença do diagnóstico de transtorno de aprendizagem na escola é entendida como fenômeno da subjetividade social. Assim sendo, o objetivo deste estudo foi compreender como o diagnóstico de transtorno de aprendizagem se integra à subjetividade social da escola. O estudo foi realizado em uma escola de anos iniciais do Ensino Fundamental de Brasília, Distrito Federal. O método e os procedimentos de análise basearam-se na Epistemologia Qualitativa com o uso de uma diversidade de instrumentos escritos e não-escritos aplicados com os profissionais da escola, entre os quais três professores se constituíram como informantes privilegiados. Por meio da produção de indicadores, construiu-se a hipótese de que a institucionalização escolar contribui para a produção de transtornos de aprendizagem. Nesse sentido, é apresentado um modelo teórico, o qual representa a configuração da subjetividade social da escola da qual a institucionalização escolar faz parte. Conclui-se que a incorporação do diagnóstico de transtorno de aprendizagem na rotina pedagógica colabora para um refinamento científico da exclusão de alunos que destoam das expectativas escolares.

ATIVIDADE FÍSICA DURANTE O RECREIO ESCOIAR E EDUCAÇÃO FÍSICA EM CRIANÇAS SURDAS

PID: S1413-65382022000100303 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: MARTÍNEZ LÓPEZ TEIXEIRA
RESUMO: O objetivo deste estudo foi determinar comparativamente a atividade física na Educação Física e no recreio escolar de alunos com deficiência auditiva no Ensino Fundamental. Foram avaliadas 58 aulas de Educação Física e o recreio no Ensino Fundamental, de forma representativa, em instituições de ensino especializadas para pessoas com deficiência auditiva. A atividade física foi determinada usando o sistema de observação do tempo de instrução de fitness (SOFIT). A estatística inferencial, usando o teste t de Student, relatou diferenças significativas com atividades físicas mais moderadas a vigorosas realizadas durante o recreio do que na Educação Física. O mesmo padrão foi identificado em alunos sem deficiência diagnosticada. Recomenda-se aos professores orientar o conteúdo para o desenvolvimento de coordenar capacidades que favoreçam as condições motoras grossas e finas dessa população, implementando estratégias didáticas que aumentem a quantidade de atividade moderada a vigorosa na Educação Física que seja maior do que a realizada no recreio.

Adaptación de Tareas para Detectar el Talento Matemático en Personas con Discapacidad Visual Basada en el Análisis de las Habilidades de Visualización y la Generalización

PID: S1413-65382022000100322 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: RENDÓN RAMÍREZ CAÑADAS
RESUMO: Neste trabalho, analisamos as capacidades de visualização e de generalização na resolução por uma pessoa cega de duas tarefas propostas para a identificação de talentos matemáticos. A partir dessa análise, foram estabelecidas algumas diretrizes para a adaptação das tarefas e contrastadas com as competências exigidas no teste original, especialmente as relacionadas às características do talento associadas à generalização. Verificamos que as pessoas com deficiência visual requerem a manifestação de outras capacidades, tais como a memória visual e a percepção de relações espaciais, que não são essenciais na abordagem original.

Adaptação Transcultural do Instrumento the Short Child Occupational Profile (SCOPE) para o Português Brasileiro

PID: S1413-65382022000100318 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: MAZAK CRUZ PFEIFER CID
RESUMO: A avaliação em Terapia Ocupacional é o primeiro passo para determinar o caminho da intervenção e assegurar que o cliente tenha a maior participação ocupacional possível. O instrumento Te Short Child Occupational Profile (SCOPE) é uma ferramenta que possibilita avaliar sistematicamente fatores que facilitam ou restringem a participação nas ocupações de crianças e adolescentes, sendo esses fatores baseados no Modelo de Ocupação Humana (MOHO). O objetivo do presente artigo foi descrever o estudo metodológico da adaptação transcultural do SCOPE para o português brasileiro. Os procedimentos metodológicos envolveram a tradução do instrumento para o português e retrotradução para o inglês; análise de equivalências semântica, idiomática, conceitual e experiencial pelo Comitê de Especialistas; verificação de clareza e compreensão do instrumento mediante Pré-Teste para consolidação de versão final e aprovação pela principal autora do instrumento original. Os processos de tradução e de retrotradução apresentaram poucas discrepâncias entre os termos, obtendo boa resolutividade entre os tradutores para a elaboração da síntese. Todas as sugestões de alterações do Comitê de Especialistas foram analisadas e devidamente incorporadas na versão preliminar do instrumento, que, na etapa de Pré-Teste apresentou boa ou ótima compreensão das frases por parte dos participantes. A versão brasileira do SCOPE foi aprovada pela principal autora do instrumento original. Obteve-se êxito no processo de adaptação transcultural do instrumento de avaliação para o Brasil, atualmente intitulado Perfil Ocupacional Inicial da Criança e do Adolescente (SCOPE-Brasil), estando apto a passar por novos estudos para obtenção de medidas psicométricas de validação com a população brasileira.

Análise do Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBr-M) e suas Implicações Sociais

PID: S1413-65382022000100201 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: NUNES LEITE AMARAL
RESUMO: Este artigo buscou investigar a percepção de profissionais de áreas relacionadas à avaliação da deficiência sobre o instrumento Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBr-M) e sobre as implicações de se adotar ou não esse novo modelo de avaliação, os recursos necessários para a sua implementação, a vigência e a situação atual do processo de consolidação no Sistema Único de Saúde (SUS) como um instrumento unificado, em conformidade com a concepção biopsicossocial de deficiência que caracteriza a legislação brasileira, a exemplo da Lei Brasileira de Inclusão - Lei N° 13.146, de 6 de julho de 2015. Foram realizadas aproximações com agentes públicos e representantes de diferentes instituições e entidades civis, por meio de entrevistas com duas profissionais envolvidas com o Movimento das Pessoas com Deficiência e com a formulação do IFBr-M. Trata-se de um debate ainda bastante incipiente e que precisa ser encarado com maior seriedade pelas instituições e pelos agentes públicos em sua formação e em sua atuação, visto a relevância do tema para a sociedade. O IFBr-M apresenta-se como uma importante ferramenta de avaliação biopsicossocial da deficiência, com inúmeras implicações práticas que marcam o cotidiano dessa população, e se mostra como um vetor para o debate público desse complexo fenômeno.

As Condições de Trabalho do Docente de Apoio à Inclusão (DAI) na Província de Córdoba, Argentina

PID: S1413-65382022000100305 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: BAPTISTA CORDEIRO GOMES
RESUMO: Este trabalho tem como objetivo analisar as condições de trabalho do Docente de Apoio à Inclusão (DAI) em Córdoba, Argentina, a partir da Resolução nº 1.825, de 2019, sob a perspectiva das influências neoliberais na educação da América Latina. O percurso metodológico desta pesquisa qualitativa de inspiração etnográfica encontrou sustentação na teoria histórico-cultural, e contou com pesquisa de campo em Córdoba, pesquisa bibliográfica e documental, entrevista não estruturada e análise de conteúdo. Os resultados apontam para a presença de efeitos do capitalismo de cunho neoliberal na política educacional que orienta o trabalho da DAI. Um dos efeitos percebidos foi a intensificação das atribuições docentes, que pode resultar em uma sobrecarga de trabalho na medida em que a política exige um “superprofessor” e contrasta com a adoção de uma concepção social de deficiência para orientar o trabalho do DAI.

Atitudes dos Educadores em Relação à Inclusão de Estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas Escolas Públicas Jordanianas

PID: S1413-65382022000100326 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: ALKINJ PEREIRA SANTOS
RESUMO: O presente estudo teve como objetivo examinar as atitudes dos professores e dos profissionais das escolas em relação à inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas jordanianas. Especificamente, o estudo investiga se as variáveis de conhecimento e formação em TEA, papel educacional, experiência em TEA, qualificação acadêmica, gênero, idade e nível de escolaridade estão associados às atitudes dos educadores em relação à inclusão de estudantes com TEA. O método de pesquisa descritiva foi conduzido para examinar as atitudes dos educadores e suas correlações com as variáveis do estudo. Um questionário online foi respondido por 430 participantes que eram educadores em escolas públicas e privadas na Jordânia (incluindo professores de educação regular e especial), diretores de escolas e conselheiros escolares. Os resultados do estudo evidenciam que os educadores jordanianos têm atitudes neutras em relação à inclusão de alunos com TEA nas escolas jordanianas. Além disso, o estudo mostra que essas atitudes estão correlacionadas com a formação e o conhecimento em TEA. Em contraste, o papel educacional, a experiência, a qualificação acadêmica, a idade, o gênero ou o nível de escolaridade não estão associados às atitudes dos educadores. As implicações e as limitações do estudo são discutidas.

Atitudes e Autoeficácia dos Professores de Educação Física em Relação à Inclusão: Estudo Centrado na Região de Lisboa – Portugal

PID: S1413-65382022000100320 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: MORAES BASTOS RODRIGUES
RESUMO: Os objetivos deste estudo foram analisar a atitude e a autoeficácia de professores de Educação física (EF) portugueses, determinar a relação entre as atitudes e a autoeficácia dos professores de EF em relação à inclusão de alunos com deficiência e avaliar o efeito das variáveis independentes (género, tempo de serviço docente, formação complementar em EF Inclusiva e docência ao aluno com deficiência nas aulas de EF e no Desporto Escolar) sobre as dimensões das atitudes e nas dimensões da autoeficácia. Participaram do estudo 115 professores de EF portugueses. Para analisar as atitudes, foram utilizadas a versão portuguesa do Multidimentional Attitudes toward Inclusive Education e a versão portuguesa do Self-Efficacy Scale for Physical Education Teacher Education Majors towards Children with Disabilities. Os resultados indicaram que, de uma forma geral, os professores de EF revelam atitudes mais positivas na dimensão comportamental e são mais confantes para ensinar alunos com deficiência intelectual. Identificaram-se relações positivas entre as diferentes dimensões das atitudes e da autoeficácia. Na análise comparativa das atitudes e da autoeficácia, observaram-se diferenças estatisticamente significativas nas dimensões cognitiva e de deficiência intelectual na variável “formação complementar em EF Inclusiva” e nas dimensões deficiência intelectual e visual na variável “Docência a alunos com deficiência”. De um modo geral, os participantes reportaram atitudes positivas e são confantes em relação à inclusão de alunos com deficiência. A investigação futura deverá comparar as atitudes e a autoeficácia antes e após um programa prático de intervenção ao nível da EF inclusiva.

Atuação do Professor de Educação Especial no Cenário da Pandemia de Covid-19

PID: S1413-65382022000100309 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: ESPER ARAÚJO SANTOS NASCIMENTO
RESUMO: A atuação qualificada do professor de Educação Especial é condição fundamental para o apoio à inclusão escolar do público-alvo em diferentes contextos escolares. Este estudo objetivou analisar a atuação do professor de Educação Especial no cenário da pandemia da Covid-19. Os dados foram coletados por meio da técnica de grupo focal on-line, com a participação de seis professoras. Das experiências compartilhadas nos encontros, foi possível elaborar três eixos temáticos: Os desafios vividos pelas professoras da Educação Especial; Contextos vivenciados pelas professoras da Educação Especial na escola; e Fortalezas, perspectivas e pontos positivos da inclusão escolar. A inclusão escolar é um projeto coletivo que pressupõe ações coordenadas e exige adesão de todos os segmentos da sociedade civil, não apenas da escola. Os professores de Educação Especial perceberam-se implicados no processo inclusivo, ainda que não haja envolvimento total das equipes educacionais, o que os faz se sentirem isolados e desamparados diante de algumas situações desafiadoras. Compreender o olhar dos professores de Educação Especial oferece subsídios para o planejamento da Educação Especial, na perspectiva da inclusão.

CARACTERÍSTICAS DE CRIANÇAS COM ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

PID: S1413-65382022000100401 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: COSTA BIANCHP SANTOS
RESUMO: Este estudo de revisão sistemática teve como objetivo identificar as características de crianças com altas habilidades/superdotação. Os critérios de inclusão foram: artigos científicos sobre pesquisas empíricas, publicados no período de 2010 a 2019, com participantes com altas habilidades/superdotação, menores de 12 anos, e a avaliação de altas habilidades/superdotação deveria ter, pelo menos, um teste de inteligência associado a outros instrumentos. Os critérios de exclusão foram: nenhum grupo composto apenas por crianças com altas habilidades/superdotação, não apresentar resultados exclusivos às crianças com altas habilidades/superdotação ou o grupo de crianças com altas habilidades/superdotação ter participantes com dupla excepcionalidade, deficiência física ou sensorial. A busca dos artigos foi feita nas bases Scopus e Web of Science em janeiro de 2020 e SciELO.org em abril de 2020. Foram analisados 29 artigos, agrupados em cinco categorias. Os resultados são apresentados em síntese narrativa e confirmam o caráter heterogêneo das altas habilidades/superdotação. A maioria dos artigos explorou características da cognição e dos processos de identificação e avaliação das crianças. Dentre as principais limitações, estão a obtenção de artigos com autores repetidos e a obtenção incompleta dos artigos potencialmente relevantes. Esta pesquisa contribui para a visibilidade sobre as características de crianças com superdotação, com um enfoque geral e amplo.

CORRELAÇÕES ENTRE OS PERFIS COMPORTAMENTAIS, FUNCIONAMENTO EXECUTIVO E EMPATIA NA PERTURBAÇÃO DO ESPECTRO DO AUTISMO: ORIENTAÇÕES PARA A INTERVENÇÃO

PID: S1413-65382022000100300 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: BRÍGIDO RODRIGUES SANTOS
RESUMO: A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) caracteriza-se por défices na comunicação e na interação social e por padrões repetitivos e restritos do comportamento, eventualmente explicados por alterações nas funções executivas (FE) e empatia. O objetivo desta investigação foi, assim, estudar as relações entre os comportamentos típicos da PEA, FE e empatia, de forma a estabelecer orientações de intervenção. O Questionário dos Comportamentos Típicos da PEA, o Inventário Comportamental de Avaliação das Funções Executivas – Pais e a Escala de Avaliação da Empatia foram aplicados a 75 crianças com PEA (9.67±1.29). Os resultados apontaram correlações positivas entre a sintomatologia da PEA e as FE, nomeadamente na regulação comportamental e na metacognição. A correlação positiva mais forte (p<.01) ocorreu entre a alternância e os comportamentos totais (r=.660), e padrões restritos e repetitivos (r=.665) e comunicação e interação social (r=.536). Todos os domínios e os subdomínios apresentaram associações com a iniciação e a planificação. Não se verificaram correlações entre os domínios e os subdomínios da PEA e empatia, apenas com alguns comportamentos específicos. Verificou-se que a empatia cognitiva estava associada à regulação comportamental. Esses resultados sugerem que as FE e a empatia têm um papel preponderante na melhoria dos défices sociais e não-sociais da PEA e a importância da intervenção individualizada centrada nas características da PEA, na empatia e nas FE, nomeadamente na regulação comportamental e na metacognição. A intervenção deve abranger não apenas os sintomas da PEA, mas também processos cognitivos subjacentes que possibilitam a melhoria dos comportamentos e uma maior adaptação a diferentes contextos e situações.

Cada Criança é uma: Histórias de Desenvolvimento e Aquisição da Linguagem

PID: S1413-65382022000100313 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: DAINEZ LAPLANE SILVA BAGAROLLO
RESUMO: O objetivo deste artigo é caracterizar a variabilidade das formas de aquisição da linguagem e analisar os meios de produção verbal, focalizando o papel da interação social. Na contramão de um modelo pautado na descrição de ausências, sintomas e desvios, adotou-se um ponto de vista dinâmico e processual na investigação da linguagem, considerando o sujeito, a sua história, seu meio social e sua condição de desenvolvimento. A pesquisa consistiu no seguimento de cinco crianças com idades entre dois e quatro anos, com queixas relacionadas à aquisição da fala. As sessões foram gravadas em vídeo e os dados foram construídos a partir da descrição do processo aquisicional envolvendo a produção das crianças em situações clínicas. Observou-se que os processos de aquisição da linguagem são entrelaçados com a história de constituição da singularidade dos sujeitos, e que os diversos fatores de caráter orgânico, psíquico e social incidem na trama do desenvolvimento linguístico e na formação da personalidade. Nas análises, chama-se atenção para o mosaico de recursos comunicacionais que se confgura ao confrontarem-se os casos e examinarem-se os componentes aquisicionais que se differenciam e se assemelham. Verificou-se que, para além de alterações de linguagem, se faz necessário focalizar os usos peculiares de recursos da linguagem.

Contextos Pré-Escolares Inclusivos: Organização do Grupo, Interações e Envolvimento

PID: S1413-65382022000100312 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: COELHO CADIMA GRANDE
RESUMO: Este estudo correlacional pretende caracterizar os contextos pré-escolares inclusivos portugueses relativamente aos formatos de atividade, analisar relações entre eles e a qualidade do tom emocional e estimulação cognitiva e da linguagem do educador, e as relações entre formatos de atividade e envolvimento de crianças com incapacidades, em risco e com desenvolvimento típico. Participaram do estudo 198 crianças (47 com incapacidades; 60 em risco; 91 com desenvolvimento típico). O envolvimento das crianças e os formatos de atividade foram observados com o Child Observation in Preschool; tom emocional e estimulação cognitiva com o Teacher Observation in Preschool. Os resultados revelaram que o tom emocional dos educadores nas interações registou valores moderados, sendo mais elevados nas atividades de grande-grupo. O grande-grupo registou níveis de envolvimento mais baixos para todas as crianças. Os três grupos de crianças registam níveis semelhantes de envolvimento em jogo-livre. Concluise que, apesar dos formatos de grande-grupo apresentarem qualidade mais elevada no tom das interações, é nestes que crianças com e sem incapacidades apresentam níveis mais baixos de envolvimento, destacando-se o jogo-livre como um formato onde todas as crianças se envolvem mais. Os resultados salientam a importância da intencionalidade educativa no planeamento das interações e dos formatos das atividades, para assegurar a promoção do envolvimento das crianças.

Contribuições Antropológicas aos Estudos da Deficiência

PID: S1413-65382022000100200 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: PICCOLO
RESUMO: Este texto trata-se de um ensaio teórico que busca apresentar contribuições que a Antropologia pode fornecer à área de Estudos da Deficiência ao demarcar o caráter contingente da deficiência como categoria situada histórica e culturalmente. Principia-se destacando a escassez de estudos nacionais que tomaram a deficiência como objeto de investigação sob uma perspectiva antropológica, constando em buscas em bancos de dados acadêmicos nacionais (Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações - BDTD - e Google Scholar) somente sete trabalhos que comutaram os descritivos “Antropologia/Antropológico” e “deficiência” no campo “título”. Em seguida, destacam-se escritos antropológicos clássicos que possuem o condão de impactar as análises nos Estudos da Deficiência com a exposição de supostos contidos nesses ensaios, muitos dos quais desconhecidos na área da Educação Especial, inclusive em círculos de predominante interferência do modelo social. Finaliza-se ao asseverar a necessidade em reconfigurar a visualização da categoria deficiência ao longo do tempo, espaço e história, e, por conseguinte, catalisa o aparecimento de novos horizontes compreensivos com potencial de desencadear práticas inovadoras em termos de pesquisa acadêmica e intervenção educacional, tarefa das mais urgentes e para a qual a Antropologia pode fornecer grande contribuição ao enriquecer o entendimento pelo qual algumas diferenças são percebidas como deficiências e outras por dessemelhanças componentes do humano.

Desafios e Medidas de Enfrentamento na Educação dos Surdos e Deficientes Auditivos em Tempos de Pandemia

PID: S1413-65382022000100406 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: LIMA NOVATO CARVALHO
RESUMO: Com o anúncio da pandemia pela Covid-19, o isolamento social e o fechamento das escolas foram algumas das medidas adotadas para conter o contágio do coronavírus, levando a uma crise educacional mundial. Como medida reacionária, é esperado que estratégias pedagógicas tenham sido criadas para amenizar os impactos educacionais vigentes na educação dos surdos e dos deficientes auditivos. Com objetivo de traçar as principais potencialidades e fragilidades de ações e de estratégias educacionais no ensino desses indivíduos no período pandêmico em 2020 e 2021, realizou-se uma revisão bibliográfica pela busca sistematizada na plataforma da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), utilizando as palavraschave “education”, “pandemic” e “deaf”. As principais dificuldades no ensino remoto consistiram na falta de acesso a materiais e tecnologias para participação nas aulas, principalmente em países mais pobres, e a escassez de professores e de intérpretes em língua de sinais. Foi possível identificar que as plataformas digitais, as tecnologias assistivas (legendagem, tradução em tempo real, materiais didáticos acessíveis para surdos, entre outros), a capacitação e a alfabetização de pais, alunos e professores em língua de sinais foram protagonistas como sugestão de enfrentamento. No entanto, a participação do Estado na formação e na capacitação de professores e de tradutores intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) são extremamente necessárias para o alcance da Educação Bilíngue inclusiva.

Educación Inclusiva y Pedagogía Hospitalaria: las Actitudes Docentes Promotoras de la Inclusión

PID: S1413-65382022000100404 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: BAGUR VERGER
RESUMO: A Educação Inclusiva defende a equidade, a igualdade de oportunidades e o acesso à educação para todos. No campo da Pedagogia Hospitalar (PH) é necessário ter profssionais empenhados, competentes e comprometidos com princípios inclusivos. Nesse sentido, o professor é a chave para realizar os postulados inclusivos para a realidade quotidiana da sala de aula. Portanto, o presente estudo visa analisar a investigação empírica que relaciona educação inclusiva, PH, autoestima dos profesores e motivação dos professores. A partir de uma revisão sistematizada da literatura, foram analisados 32 artigos. Os resultados mostram que a autoestima e a motivação dos professores estão diretamente relacionadas a práticas educativas inclusivas na escola, em casa e na sala de aula do hospital. Além disso, a autoestima e a motivação dos estudantes dependem dos professores e, consequentemente, o processo ensino-aprendizagem é condicionado pelas características e atitudes dos professores.

Escolarização de Pessoas com Paralisia Cerebral: uma Revisão Sistemática na Literatura Nacional

PID: S1413-65382022000100407 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: PINTO GONZAGA LOURENÇO
RESUMO: A perspectiva inclusiva ampliou discussões sobre a educação do público-alvo da Educação Especial relacionadas à efetividade do ensino, ao uso de recursos, de planejamento e de práticas pedagógicas. Estudos sobre a paralisia cerebral tendem a dar enfoque na perspectiva clínica, de reabilitação e de cuidados, distanciando-se de atividades escolares. Assim sendo, este estudo teve como objetivo caracterizar produções sobre a escolarização de alunos com paralisia cerebral. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática na literatura nas bases de dados da Scientific Electronic Library Online (SciELO), no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e na Revista Educação Especial, de 2000 a 2020. Foram selecionados 31 artigos de acordo com os critérios de inclusão e exclusão, categorizados em Acessibilidade, Desenvolvimento Motor, Tecnologia Assistiva, Comunicação Alternativa, Inclusão escolar e Ensino. Os resultados indicam que o contexto escolar nacional narrado nos estudos se mostra despreparado para atender às especificidades de alunos com paralisia cerebral, considerando discussões sobre formação inicial e equipe profissional, recursos físicos e pedagógicos ofertados, o que requer maior produção de conhecimento teórico e prático no país que responda a garantia de educação de qualidade a esse alunado.

Formas de Avaliação e de Intervenção com Pessoas com Deficiência Intelectual nas Escolas

PID: S1413-65382022000100321 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2022
Autores: FONSECA CARVALHO-FREITAS OLIVEIRA
RESUMO: Deficiência intelectual (DI) é definida como limitações na capacidade de aprendizagem, no comportamento adaptativo e no conjunto de habilidades conceituais, sociais e práticas. A avaliação desse comportamento visa delimitar o perfil e as necessidades de apoio que a pessoa com DI precisa para desenvolver atividades. O objetivo deste artigo foi identificar as estratégias de avaliação e de intervenção realizadas nas escolas regulares e especializadas de Minas Gerais, para desenvolvimento de competências e de autonomia em alunos com DI. A coleta de dados foi quantitativa e qualitativa, por questionário online. A parte quantitativa baseou-se na adaptação do Progress Assesment Chart e possibilitou investigar se professoras têm avaliado habilidades relacionadas às áreas do desenvolvimento: comunicação, cuidados pessoais, socialização e ocupação. A parte qualitativa compôs-se por questões abertas sobre avaliação, intervenção e envolvimento da família. Os resultados mostraram que escolas têm desenvolvido práticas inclusivas previstas nas políticas públicas. A avaliação do comportamento adaptativo tem ocorrido nas escolas, embora nem sempre de forma sistemática. Identificou-se, por um lado, que ainda há necessidade de repensar práticas pedagógicas que, muitas vezes, estão pautadas na compreensão do modelo individual da deficiência. Por outro lado, observou-se o surgimento da compreensão da pessoa com DI como sujeito de direitos e de possibilidades. Limites da pesquisa e desdobramentos práticos foram indicados.
Reportar erro A