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Hubertine Auclert e o seu feminismo avant la lettre

PID: S0104-026x2022000300216 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Pastorini
Resumo: A origem do termo féminisme se situa por volta de 1837 em que descrevia, até onde se sabe, os ideais de emancipação das mulheres do jugo dos homens. Contudo, as origens da significação são extremamente vagas. O mesmo ocorre com féministe, cujas origens de significações são igualmente cambiantes e incertas. Nessa perspectiva, o presente artigo busca compreender a construção do feminismo no interior do jornal La Citoyenne, cuja diretora, Hubertine Auclert, fora a primeira mulher a se autoproclamar feminista na França do século XIX. Recorreremos, para tanto, ao aparato teórico-metodológico oferecido pela semiótica discursiva. Nosso olhar se volta para o estudo do que foi um jornal que hoje podemos considerar como feminista avant la lettre, suas reivindicações e seus ecos no movimento feminista contemporâneo.

Identidade de gênero de homens transexuais à luz de Paul Preciado

PID: S0104-026x2022000200220 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Santos Boffi
Resumo: Este estudo teórico-reflexivo se propõe a explorar a transmasculinidade na perspectiva da teoria de Paul B. Preciado, a partir da abordagem das concepções de identidade que a atravessam e de suas repercussões na categoria gênero. O desenvolvimento das identidades transmasculinas perpassa a desidentificação com a cisheteronormatividade para subsequente identificação como sujeitos masculinos baseando-se, muitas vezes, nos efeitos plástico-prostéticos do consumo de hormônios sintéticos, que lhes possibilitam a externalização de suas subjetividades e identidades masculinas a partir das modificações do relevo corporal e de seu reconhecimento social e validação enquanto tais.

Ideologia de gênero e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

PID: S0104-026x2022000300201 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Campos Bernardes
Resumo: A ansiedade sexual e o retorno ao passado patriarcal mítico são elementos de uma política fascista em implementação no Brasil. O patriarca da família funciona como um arquétipo para o governante fascista, privilegiando homens cis e heterossexuais. Trata-se de uma reação violenta aos estudos feministas e queer sobre o gênero que se articula em torno de uma “ideologia de gênero de natureza familista” e espalha pânico contra os feminismos e população LGBTIQ+. Como esse discurso se articula no governo federal? Sustentamos que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) é o principal locus de difusão da ideologia familista. Pesquisa documental e uma análise crítico-feminista das principais ações no primeiro ano do atual governo permitem afirmar que o MMFDH fortalece políticas em defesa da família patriarcal, contra os feminismos e os movimentos LGBTIQ+.

Interrogando Lugones: reflexões sobre um debate inconcluso

PID: S0104-026x2022000100403 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Costa
Resumo: Neste artigo traço, em linhas gerais, primeiramente, um breve esboço da genealogia do conceito de interseccionalidade, suas contribuições relevantes para os feminismos e suas apropriações equívocas para, em um segundo momento, analisar a leitura crítica que María Lugones faz do conceito e assinalar alguns limites dessa avaliação.

Joe Goldberg: Arquétipo da Pragmática de Controle Masculino e Mito do Romantismo

PID: S0104-026x2022000200213 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Gómez Montero
Resumo: Este artigo tenta manifestar as diferentes formas de normalização e hierarquização da masculinidade, por meio da análise audiovisual do discurso e da representação da primeira temporada da série You. A análise estrutural em relação aos aspectos narratológicos e semióticos ajuda a entender a construção da história e do personagem, enquanto a análise de conteúdo vislumbra como novas masculinidades são construídas a partir do mito do amor romântico e da pragmática masculina de controle, usando recursos narrativos, estéticos e simbólicos. Joe Goldberg é um homem que exerce violência e controle sobre as mulheres. Apesar de representado como psicopata, ele utiliza estratégias do mito do amor romântico que justificam a violência e o controle exercido contra as mulheres, tornando-se um novo arquétipo macho.

Latinomericanas na Europa do Sul: uma análise interseccional das migrações

PID: S0104-026x2022000300211 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Souto Serroni Perosa
Resumo: Este artigo compara as trajetórias de migrantes brasileiras e colombianas na Península Ibérica. Nosso objetivo é mostrar as formas em que as estruturas de gênero, raça e classe organizam os processos migratórios dessas mulheres, a fim de ancorar a interseccionalidade e torná-la legível em seus corpos. Apontamos ao contexto sociopolítico pós-colonial como um quadro gerador e interpretativo das condições que fizeram as mulheres colombianas e brasileiras aparecerem como principais atrizes da migração na Espanha e em Portugal, respectivamente. Por meio da utilização da técnica de análise de correspondências múltiplas, explicamos a forma em que diferentes situações/categorias permeiam as experiências de vida das migrantes em seus movimentos no espaço social transnacional.

Lugones e o escurecer do ensino de história

PID: S0104-026x2022000100406 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Silva
Resumo: Neste artigo, apresento discussões teóricas sobre o ensino de história realizado por e sobre mulheres negras para as quais o conceito de colonialidade de gênero, elaborado por María Lugones, é imprescindível. E em seguida, analiso algumas atividades do ensino de história numa perspectiva decolonial, com o uso de audiovisuais protagonizados por mulheres negras, aplicadas na Escola Dom Mota, na Cidade de Nazaré da Mata, em Pernambuco.

Maquinações generificadas no currículo das narrativas seriadas

PID: S0104-026x2022000300212 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Carvalho Filho Maknamara Chaves
Resumo: Filiados a uma perspectiva pós-crítica de pesquisa em Educação, significamos o artefato cultural das narrativas seriadas como um currículo. Investigamos a proveniência de um modo particular de produção de masculinidades a partir da categorização dos ‘homens difíceis’ das narrativas seriadas e perscrutamos o modo como o feminino também é enunciado nesse currículo. A partir das nossas aproximações com a esquizoanálise, argumentamos que esse currículo, ao se constituir como um “currículo-máquina” produtor de fabulações generificadas, tem sido estratificado por linhas duras, por linhas maleáveis e por linhas de fuga. Concluímos que esses discursos generificados têm apontado aquilo que é pensável e dizível acerca dos gêneros e das sexualidades de um determinado tempo.

Masculinidade nos livros cívicos dos Irmãos de La Salle, no México (1953-1989)

PID: S0104-026x2022000100219 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: González Martínez
Resumo: O artigo apresenta um estudo sobre a forma como a masculinidade foi formada nas escolas dos Irmãos de La Salle no México durante os anos de 1953-1989. Para isso, são utilizados os livros cívicos do ensino fundamental e médio que o instituto religioso editou durante os anos de interesse deste trabalho de pesquisa, além de usar categorias de estudos de gênero e usar a Análise Crítica Discurso e pragmática como ferramentas metodológicas.

Masculinidades indígenas nas Missões do Paraguai colonial (sécs. XVII-XVIII)

PID: S0104-026x2022000300205 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Baptista Boita Wichers
Resumo: Aborda-se aqui o passado das Missões Indígeno-Jesuíticas do Paraguai colonial a partir dos estudos sobre gênero e masculinidades. Em especial, concentra-se nas tensões entre categorias indígenas, como a maestria, e noções de masculinidades, durante a estruturação do projeto missional. Em um primeiro momento, acompanha-se o arco narrativo do cacique Guiraverá, um chefe-mestre a se redimensionar durante a fundação da missão de Jesus Maria, para em seguida, problematizar os limites da materialidade da masculinidade missional perante outros corpos ali também produzidos. Reserva-se à introdução a apresentação dos problemas e bases teóricas do projeto Entre o Arco e o Cesto, bem como às considerações finais, possíveis interpretações e limites surgidos ao longo da pesquisa.

Masculização e desfeminilização no jornalismo em crise no Brasil (2012-2017)

PID: S0104-026x2022000200214 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Dancosky Mick Rocha
Resumo: No artigo, analisamos o fenômeno, aparentemente paradoxal, da desfeminilização do jornalismo brasileiro em função da crise econômica combinada às transformações estruturais do ofício. O objeto de estudo são os resultados de um painel sobre trajetórias profissionais de jornalistas brasileiras, com surveys produzidos em 2012 e 2017, num contexto de riscos biográficos produzidos por uma combinação de fatores (relacionados ao sistema capitalista, ao setor de mídia e à condição sociopolítica do país). O cotejamento dos dados dessa pesquisa com a bibliografia que aborda a divisão sexual do trabalho nos leva a reiterar a natureza histórica e estrutural da desigualdade de gênero, cujo reconhecimento favorece a compreensão do fenômeno que atinge as trabalhadoras contemporâneas.

Maternidade e cuidado na pandemia entre brasileiras de classe média e média alta

PID: S0104-026x2022000200408 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Zanello Antloga Pfeiffer-Flores Richwin
Resumo: A pandemia de Covid-19 incidiu diretamente sobre os arranjos e exercício do cuidado interpelado às mulheres. Investigou-se como mulheres mães exerceram esses cuidados, as mudanças ocorridas nesse exercício e os efeitos ressentidos, por meio de um survey online (N = 5.643). Responderam principalmente mulheres brancas de classe média a alta com escolarização avançada. Mesmo para esse segmento privilegiado, constatou-se que a pandemia exacerbou as desigualdades de gênero no cuidado doméstico e familiar. As mulheres encontravam-se sobrecarregadas e cansadas; sozinhas na encruzilhada entre trabalho profissional e trabalho de cuidados múltiplos; cuidando muito e sendo pouco cuidadas; muito disponíveis para outros e pouco disponíveis para si; e relataram culpa e sentimento de inadequação no cuidado e relação com os filhos.

Migrantas na pandemia: interseccionalidades e cuidados na Grande Buenos Aires

PID: S0104-026x2022000200225 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Gavazzo
Resumo: Com base numa pesquisa-ação-participativa que começou em 2019 em uma área segregada do distrito de San Martin da Grande Buenos Aires, proponho analisar, por um lado, os efeitos desiguais da emergência sanitária do coronavírus -e as medidas que visa mitigá-los-, em mulheres migrantes, a partir de uma perspectiva interseccional. Por outro lado, pretendo examinar as estratégias de cuidado comunitário implantadas por essas mulheres, cuja grande maioria, a partir de suas múltiplas organizações e saberes, contêm a crise nesses bairros populares e cobrem, pela criação e fortalecimento do trabalho em rede, as várias deficiências das medidas adotadas em diferentes níveis do Estado. Serão examinados tanto os dados coletados antes da pandemia quanto os registros de observação e entrevistas realizadas remotamente durante o ano de 2020.

Mulheres de favelas e o (outro) feminismo popular

PID: S0104-026x2022000100215 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Nunes Veillette
Resumo: Neste artigo, temos como objetivo apresentar e ampliar o conceito de feminismo popular na América Latina a partir do caso das mulheres de favelas que são reconhecidas pelo seu ativismo social e político. Para tal, partiremos das epistemologias feministas e decoloniais que nos permitem perceber as resistências geralmente invisibilizadas pela colonialidade do gênero e muitas vezes ignoradas pelo feminismo hegemônico. Metodologicamente, este estudo se alicerça em uma pesquisa qualitativa na qual foram realizadas entrevistas com 110 mulheres em 105 favelas do Rio de Janeiro. Apoiamo-nos, principalmente, nas respostas à questão sobre se considerarem feministas ou não e o motivo. Assim, propomos uma definição ampliada do feminismo popular que se caracteriza pela subjetividade específica dessas mulheres, sua articulação em rede, um compromisso radical pela favela e uma temporalidade de ação diferenciada na cidade.

Narrativas de aborto na web: uma abordagem enativa acerca das alianças de gênero

PID: S0104-026x2022000100206 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Monteiro Maraschin
Resumo: O artigo discute relações de gênero com base nos estudos da enação no campo da cognição social. Para tal, utilizamos dois conceitos principais: a “ética do cuidado” e a “sororidade”. A partir da abordagem enativa, procuramos indícios de como algumas narrativas de aborto provocado apontam uma maneira ética de vivenciar os conflitos morais, protagonizada não só, mas, principalmente, por mulheres. Como campo empírico, escolhemos dois sítios da web: o site Women on Web e o tumblr da campanha desenvolvida pelo Instituto de Bioética Anis, com o nome de “Eu vou Contar”. A inspiração cartográfica foi utilizada para rastrear a maneira pela qual as narrativas compartilhadas apontam, movimentam e redesenham alianças de cuidado. Muitas narrativas de aborto problematizam uma ética universalista, apontando outras maneiras de vivenciar a reprodução e o aborto, indicando uma potência inventiva de viver as alianças de cuidado nas suas diferentes formas de manifestação.

Narrativas do feminicídio na Amazônia

PID: S0104-026x2022000200202 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Miranda Carvalho
Resumo: Este artigo analisa narrativas jornalísticas do feminicídio na Amazônia a partir do aporte conceitual proveniente dos estudos de gênero. O ponto de partida da pesquisa foi a coleta de notícias em jornais dos estados pertencentes à Região Amazônica que apresentassem em seu texto as palavras ‘feminicídio’, ‘assassinada’ e ‘morta’, e que essa inserção tivesse relação direta com os crimes, seus desdobramentos, investigação, julgamento e condenação. O estudo apontou que as narrativas jornalísticas podem colonizar simbolicamente as mulheres, a partir do momento em que constroem uma versão da realidade social ancorada na desigualdade entre os gêneros instalada no país. Na construção das narrativas, emergiram julgamentos e silenciamentos que afetam diretamente as mulheres e que destoam da amplitude dos discursos em prol da igualdade de gênero presentes na sociedade, e que, de forma eficaz, mascaram as assimetrias no contexto da Amazônia.

Negra de pele clara: embranquecimento e afirmação da negritude no Brasil

PID: S0104-026x2022000200208 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Rodrigues
Resumo: No presente artigo, sustento uma política de escrita que, baseada nas proposições de autoras como bell hooks e Gloria Anzaldúa, não opera a separação entre vida e escrita, entre pessoal e político. Nesse sentido, partindo de memórias que evocam questões raciais em diferentes períodos da minha trajetória de afirmação como mulher negra de pele clara, esse trabalho objetiva visibilizar aspectos acerca dos processos sócio-históricos de embranquecimento e genocídio da população negra brasileira que atravessam a autodeclaração racial e afirmação da negritude em nosso país. Trazendo contribuições da produção intelectual de bell hooks e Neusa Souza, aponto a potência do exercício da militância e da escrita como chaves antirracistas que nos auxiliam no percurso em direção à desconstrução da branquitude e à superação do que Sueli Carneiro nomeia como a “dor da cor”.

Notas sobre o trabalho das mulheres em tempos de pandemia: respostas e impasses

PID: S0104-026x2022000200404 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Melo Mello
Resumo: A pandemia nos insere, a partir de 2020, em uma crise sanitária sem precedentes, com efeitos severos sobre a economia e o mercado de trabalho. Seu enfrentamento, tanto no plano individual quanto no coletivo, significou cuidar das pessoas. Como já observado de forma exaustiva por teóricas feministas, as tarefas de cuidado são tradicionalmente atribuídas às mulheres. Estas estão, portanto, no centro das respostas da crise sanitária, apesar de não serem as responsáveis pelas grandes decisões a respeito dessa crise no Brasil. A crise sanitária potencializou, também, as desigualdades do mercado de trabalho e o peso dos trabalhos com a reprodução da vida. Esta amarga realidade será o fio condutor das nossas reflexões sobre o trabalho que norteia nosso viver na sociedade.

O ativismo feminista da revista L’Egyptienne (1925-1940): o jornalismo de Siza Nabarawi

PID: S0104-026x2022000300215 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Contreras Pérez
Resumo: Este estudo trata do trabalho jornalístico da ativista egípcia Siza Nabarawi (Rédactrice en Chef). Desde sua associação com a União Feminista Egípcia (UFE), Nabarawi dirigiu a revista L’Egyptienne (1925-1940). Seu discurso enfatizou a necessidade de uma mudança na sociedade egípcia onde as mulheres alcançariam melhores direitos, dentro de uma concepção global que abrangesse todas as áreas: cultural, artística, política e jurídica. É feita uma análise aprofundada dos textos ativistas publicados em L’Egyptienne, que também mostram o perfil pessoal e intelectual da jornalista Siza Nabarawi.

O conceito de classe social no feminismo camponês e popular

PID: S0104-026x2022000200217 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2022
Autores: Paulilo
Resumo: Um dos objetivos deste texto foi mostrar que o uso do conceito de classe social pelo feminismo camponês, feminismo este elaborado e defendido no Brasil pelo Movimento de Mulheres Camponesas - MMC, se faz de maneira legítima, porém é um feminismo pouco reconhecido mesmo pela esquerda. A produção marxista sobre o campesinato posterior às obras de Kautsky e Lenin, ambas de 1899, que indicavam um desaparecimento desse tipo de agricultores, não defende mais essa premissa. O campesinato não só permanece em diferentes formações sociais, sejam capitalistas ou socialistas, como imprimem sua marca no entorno mais amplo. Para Theodor Shanin, eles se constituem em uma ‘classe política’, por sua capacidade de lutar por suas demandas. Outro objetivo foi mostrar uma nova perspectiva de feminismo, defendida por Silvia Federici, que, mesmo não classista, constitui-se em uma forma de luta anticapitalista e, nesse sentido, se aproxima do feminismo camponês. Como método, procuramos ver pontos comuns ou passíveis de diálogo na produção marxista recente das militantes do MMC, na produção acadêmica e na das organizações que discutem este tema. Concluímos que um diálogo entre as várias perspectivas é urgente.
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