AMBIVALÊNCIA, EDUCAÇÃO E SOLIDARIEDADE EM DIÁLOGO: caminhos de formação para a pluralidade
PID: S1982-03052022000100307 |
Periódico: Revista Teias (1982-0305) |
Ano: 2022
Autores: Cassol
Resumo Os tempos líquidos que, neste momento da história da humanidade, compartilhamos, convocam a refletir alternativas de enfrentamento à crescente violência, despolitização, captura e desautorização do pensamento científico. Dispor-se ao diálogo e à solidariedade educa pelo compromisso com a vida e pela gestualidade que, eticamente, enriquece as experiências cotidianas, concretas e das narrativas. Em atenção à temática da educação, do conhecimento e da identidade no mundo da pluralidade sociocultural, pelo olhar da filosofia social, objetiva-se ensaiar acerca da solidariedade como ponto de partida para a pluralidade e para o compromisso dialógico na perspectiva metodológica da hermenêutica pluralizadora, ainda que sem a pretensão de fundamentos e soluções teleológicas, porém, com intencionalidades reflexivas e propositivas. Os caminhos teóricos se constituem, para esta elaboração, no lastro metodológico da ambivalência/plurivalência, em categorias paradigmáticas, a partir de Bauman, e mostram-se potentes para pensar processos educativos como possibilidades de construção do conhecimento, da solidariedade e do diálogo, afetivo, acolhedor e sensível à pluralidade e compromissos éticos desde os vínculos humanos e, para eles também dirigidos. Pensadores e vertentes diversas são chamados para a tematização, pois, de seus lugares de compreensão e elaboração, se aproximam da validade do pensamento plural como instituinte de perspectivas. Pensar a educação orientada para a solidariedade coloca-se como possibilidade de resistência às imposições anatemáticas que violam a condição humana da dignidade e do diálogo como espaço de constituição das subjetividades, do mundo da vida e das vivências formadoras da pluralidade.