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DESENVOLVIMENTOEAVALIAÇÃODEUMDOCUMENTÁRIO PARA SOCIALIZAÇÃO DA LEIN. 10.639/2003

PID: S1982-03052022000100353 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Rodrigues Barbosa
Resumo O objetivo deste artigo foi descrever o processo de elaboração, produção, aplicação e avaliação de um documentário na busca da socialização da Lei n. 10.639/2003. Desenvolveu-se uma pesquisa de campo, descritiva e exploratória com uma abordagem qualiquantitativa na análise dos dados. Aplicou-se questionário pré-teste a 29 estudantes do 8º ano do ensino fundamental II da cidade de Pires do Rio, Goiás, antes da exibição do documentário e, posteriormente, um questionário pós-teste. Considerou-se que o documentário trouxe a socialização e conhecimento da Lei n. 10.639/2003 e, também, promoveu sensibilização quanto a necessidade de práticas para a discussão do racismo e preconceito a fim de se promover a verdadeira efetivação da respectiva Lei.

DESLOCAMENTO SOCIAL MEDIANTE A EDUCAÇÃO: tessituras da mulher pobre e periférica (1970-1994)

PID: S1982-03052022000300227 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Fialho Freire Sousa
Resumo O artigo trata do protagonismo feminino empreendido por uma menina pobre e negra, residente da periferia de Fortaleza, para conseguir ingressar na escolarização e prosseguir na educação formal, rompendo o semianalfabetismo geracional característico para as mulheres cearenses de sua etnia da década de 1960. O objetivo foi compreender os percalços e os deslocamentos vivenciados pela professora Zuleide Fernandes Queiroz na sua educação escolar e universitária que lhe possibilitaram resistir ao discurso conservador e às exclusões das instituições educacionais (1970-1994). Amparada teoricamente na história cultural e metodologicamente na história oral, desenvolveu-se uma pesquisa do tipo biográfica, que considerou como objeto de estudo as narrativas da biografada, coletadas mediante entrevista livre. Os resultados demonstram que, na contramão do percurso das outras meninas pobres, negras e periféricas do seu tempo, fadadas ao analfabetismo e ao subemprego, Zuleide Fernandes Queiroz conseguiu, com muita dificuldade, não apenas concluir a Educação Básica, mas tornar-se professora efetiva da Universidade Regional do Cariri. Sua trajetória educativa, marcada pela falta de recursos financeiros, foi ressignificada com a participação ativa nos movimentos estudantis, protagonizando a luta pelos direitos civis e de cidadania subtraídos às mulheres pobres, em especial, as negras.

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA EDUCAÇÃO PLURILÍNGUE NO BRASIL: qual educação bilíngue?

PID: S1982-03052022000400380 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Reis Barleta Souza
Resumo Este estudo apresenta uma análise sobre a educação bilíngue no Brasil, partindo de aspectos conceituais e normativos, com ênfase nas recentes Diretrizes Curriculares Nacionais para oferta de Educação Plurilíngue, aprovadas em 2020 pelo Conselho Nacional de Educação e pela Câmara de Educação Básica. Partindo da necessidade de investigar os discursos propagados para a formação do sujeito bilíngue no contexto escolar, tencionamos compreender as concepções de educação bilíngue na visão de pesquisadores e nas legislações da política educacional brasileira, a fim de identificar conceitos e parâmetros legais que norteiam a implementação de escolas autodenominadas bilíngues. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental que objetivou verificar a concepção de educação bilíngue na proposta das Diretrizes Curriculares Nacionais para oferta de Educação Plurilíngue, aprovadas por meio do Parecer n° 2/2020 - CNE/CEB. Nossas inferências apontam aspectos conceituais e classificatórios que sinalizam um modelo voltado ao desenvolvimento de habilidades linguísticas, desvirtuando-se de questões sociais e culturais que inspiraram o surgimento da educação bilíngue e a sua expansão pelo mundo.

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. (Re)pensando o trabalho e os contextos profissionais

PID: S1982-03052022000400487 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Jú Santos
Resumo A resenha descreve o livro Educação e Formação de Jovens e Adultos. (Re)pensando o trabalho e os contextos profissionais, organizado por Luís Alcoforado, Elenita Eliete de Lima Ramos e Nivia Maria Vieira Costa. A obra é composta por uma coletânea de 28 artigos que discutem as políticas educacionais no âmbito da educação profissional e da educação de jovens e adultos, abordando temas como formação de professores, sujeitos com trajetórias interrompidas e a atuação das agências internacionais na educação. Os trabalhos tiveram como campo de pesquisa escolas do Brasil e de Portugal. Devido ao número significativo de artigos, optouse por uma metodologia que realizasse um diálogo entre os textos por eixos temáticos, aprofundando somente alguns assuntos de forma mais específica. A leitura provoca reflexões sobre os resultados e efeitos que as políticas de orientação neoliberal lançam sobre as conjunturas dessas nações a partir dos interesses de organismos multilaterais.

EDUCAÇÃO PARA ALÉM DA MATRÍCULA: crianças migrantes, refugiadas, e a Resolução nº 1/2020

PID: S1982-03052022000200134 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Azevedo Amaral
Resumo Neste artigo, discute-se o direito à educação da criança migrante e refugiada na escola pública brasileira. Para isso, é realizada uma pesquisa qualitativa, de caráter documental, da Resolução nº 1, de 13 de novembro de 2020, emitida pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. Trata-se do primeiro documento federal que aborda especificamente a educação básica para a população proveniente de fluxos migratórios internacionais. A análise do documento tem por objetivo compreender como a resolução apresenta o direito à educação da criança migrante e refugiada, observando o contexto da escola pública. O resultado da análise aponta que o documento trata esse direito em dois eixos: matrícula e ensino, de forma que um é indissociável do outro. Entretanto, apesar de considerar o direito à educação para além da matrícula, a resolução imputa uma responsabilização à escola local, que muitas vezes recebe as crianças sem que os profissionais da instituição tenham apoio e orientação. O documento também não menciona outros atores necessários na concretização desse direito, como estados e municípios, além das universidades, que atuam na formação de professores.

EM CENA A MESTRA ROSA CASTRO: o percurso de uma professora no cenário educacional maranhense.

PID: S1982-03052022000300152 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Costa Castro
Resumo No presente artigo, aborda-se o percurso da professora normalista Rosa Castro (1891-1976), que atuou no espaço público por meio do ensino e destacou-se pela autoridade docente construída na vida laboral como professora e intelectual no Estado do Maranhão. Fundou, em 1916, a Escola Normal Primária Rosa Castro, onde lecionou e instruiu toda uma geração de professores. Busca-se, assim, analisar seus saberes e fazeres e os desafios pelos quais passara durante o exercício do magistério e sua participação em outros espaços públicos. Nesse itinerário, passeia-se pela História da Educação do Maranhão, no âmbito da instrução primária e do magistério na Primeira República. Assim, foi realizado um levantamento documental na Biblioteca Pública Benedito Leite do Estado do Maranhão e levantamento bibliográfico em livros e jornais. Por fim, dar visibilidade a essa personagem se investe de importância por contribuir com os estudos no campo da história das mulheres e das relações de gênero socialmente produzidas na cultura escolar maranhense.

EMANCIPAÇÃO DA MULHER ARTISTA: o caso da poetisa pernambucana Léa Tereza Lopes de Oliveira

PID: S1982-03052022000300190 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Gomes
Resumo Neste artigo objetiva-se identificar e compreender o processo de emancipação da mulher artista pernambucana durante as décadas de 1960 a 1970 a partir da análise da vida e obra da poetisa Léa Tereza Lopes de Oliveira. É estudo conduzido a partir da metodologia da História Oral (ALBERTI, 2004) e tem por base teórica a História Cultural (CHARTIER, 2002) e a História das Mulheres (PERROT, 2017; 2019). Em acordo com a Metodologia da História Oral, os dados obtidos são resultado da realização de entrevista temática com a poetisa Léa Lopes. A fim de compreender o processo formativo da artista como mulher e a construção da sua poética na arte, coloca-se em discussão os conceitos de práticas e representações. A partir deste estudo foi possível observar que a vida e obra da poetisa exemplifica como a família, a escola e as redes de sociabilidade mantêm relação com a construção da subjetividade do sujeito e com seu processo de emancipação. Sua trajetória histórica revela a necessidade de uma educação que abra espaço para discussões sensíveis da vida, como a sexualidade, a formação política e dignidade. Deste modo, Léa Lopes, está entre as mulheres que experienciaram uma educação castradora nas décadas de 1960 e 1970 no Brasil e que utilizaram de manobras para fugir das relações androcêntricas que ainda no século XXI, estão presentes na sociedade.

ENTRE PEDAGOGIAS E SABERES “OUTROS”: contribuições da interculturalidade para o direito à educação de migrantes no Brasil

PID: S1982-03052022000200178 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Friedrich Bertoldo
Resumo Os fluxos migratórios para o Brasil das últimas décadas, especialmente provenientes do Sul Global, têm revelado múltiplas fronteiras e desafios na promoção dos direitos humanos. No caso do direito à educação, a presença de migrantes e pessoas em situação de refúgio nas redes de ensino tem revelado outras formas de exclusão da diferença e que ampliam as desigualdades em sociedades de profundas raízes coloniais como o Brasil. Diante desse contexto, o objetivo da pesquisa é identificar as principais contribuições teóricas e práticas da interculturalidade crítica para (re)pensar e (re)fazer o direito à educação de migrantes e pessoas em situação de refúgio na realidade brasileira. O marco teórico-metodológico está situado nas teorias da modernidade/colonialidade e que configura um caminho alternativo de pesquisa e prática diante dos desafios de direitos dos(as) migrantes não-ocidentais. Diante da experiência de migrantes nos sistemas educacionais brasileiros, a interculturalidade representa outra possibilidade de acolhimento do outro e da diferença desde uma ética da alteridade.

ENTRE PENSAMENTOS SOBRE PESQUISA E EXTENSÃO, DESDOBRAMENTOS CURRICULARES

PID: S1982-03052022000400042 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Marques Amorim
Resumo Este trabalho discute, teórica e experimentalmente, projetos de pesquisa e extensão na escola pública, e seus des-dobramentos curriculares. Sustenta-se teoricamente em autores da filosofia contemporânea, a partir de Gilles Deleuze e Félix Guattari, discutindo, com outros pesquisadores e com a experimentação imagética, noções de imediação e de intermezzos, apresentando parte de pesquisa de pós-doutoramento em educação, interessada em práticas curriculares liberadoras das diferenças. Os projetos relacionados à história e à cultura indígena, afro-brasileira e africana de língua portuguesa são entendidos como oportunidades de composições individualizantes, espaços de pequenas percepções, atmosferas aptas a imediações e a outras paisagens em nossas tão regulamentadas vidas, desenhando-se, neste trabalho, a partir de ações desses projetos, como estruturantes de percursos curriculares, no qual destacamos os intermezzos da disposição para entrar em um projeto e da formação; os da preparação e da oferta de oficinas e rodas de conversas; os da criação e da participação em eventos; e os da experimentação, da pesquisa e da criação artística. Destaca-se a micropolítica desses movimentos, com ressonâncias as mais variadas, com potências singulares no campo educacional e dos estudos sobre currículos.

ESTUDOS DA DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

PID: S1982-03052022000100291 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Boff Rosa Regian
Resumo Este artigo é fragmento de uma pesquisa concluída em 2016 que investigou, a partir do modelo social da deficiência, como ocorre o processo educativo de estudantes com deficiência em uma instituição de Educação Profissional e Tecnológica. A pesquisa, de natureza qualitativa, teve como sujeitos cinco estudantes que foram convidados a participar de uma entrevista individual semiestruturada. A partir das regularidades presentes nos dados, duas categorias de análise foram elencadas com base na análise de conteúdo. Em relação à categoria Autoinstauração na constituição do indivíduo, o objetivo é possibilitar a valorização das singularidades dos estudantes com deficiência, assim como o seu acesso a direitos humanos básicos como formação educacional e profissional, representando assim a inclusão social desse público. Concernente à categoria Acessibilidade Arquitetônica e Metodológica, a estrutura física da instituição, bem como os procedimentos de ensino adotados pelos docentes, apresenta barreiras ao processo de aprendizagem dos estudantes entrevistados e não corresponde aos pressupostos do modelo social de deficiência. Pode-se inferir que o princípio do modelo médico de deficiência ainda está presente na instituição, contudo, existem iniciativas por parte dos docentes, técnico-administrativos e da equipe de gestão para a superação desse modelo. Como possibilidade, propõe-se a formação docente continuada de forma sistemática e fundamentada nos princípios do modelo social de deficiência.

ESTUDOS SOCIAIS DA INFÂNCIA NA UNB: apontamentos a partir da produção acadêmica

PID: S1982-03052022000100002 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Voltarelli
Resumo Este artigo é resultado de parte de um projeto de pesquisa sobre os Estudos da Infância nas produções da Universidade de Brasília, que buscou investigar as produções acadêmicas nos Programas de Pós-Graduação em Ciências Humanas desta universidade a fim de localizar indicativos sobre o campo dos Estudos Sociais da Infância. O texto apresentado refere-se aos dados do Programa de Pós-Graduação em Educação, o qual apresentou maior aproximação e diálogo com o campo da educação infantil. A pesquisa, de cunho bibliográfico e exploratório, utilizou o recorte temporal de 2014 a 2018 e se baseou no novo paradigma da infância, proposto por James e Prout (1990). Verificou-se a presença de alguns elementos do paradigma nos trabalhos analisados, bem como a utilização dos aportes metodológicos para a realização de pesquisas com crianças. Entretanto pode-se dizer que de modo geral ainda é tímida a fundamentação teórica a partir da sociologia da infância nas temáticas investigadas, o que demonstra que as crianças ainda são pouco estudadas e abordadas enquanto sujeitos de estudo por direito próprio e que a infância demonstrou ser compreendida pela perspectiva desenvolvimentista.

FEEDBACKS E AUTORREGULAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR: uma revisão de escopo

PID: S1982-03052022000400414 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Cristofari Irala
Resumo Os processos avaliativos ganharam destaque nas pesquisas sobre o ensino superior, em âmbito internacional, nos últimos anos. Este trabalho apresenta uma revisão de escopo, a partir de artigos publicados na literatura internacional entre os anos de 2016 a 2021. Realizamos uma pesquisa na Plataforma Dimensions, com foco nas produções acadêmicas direcionadas a feedback e autorregulação no ensino superior. Com a finalidade de especificar a análise realizada, compartimento dos estudos foram divididos em três categorias: os que se referem às pesquisas que abordam a avaliação formativa; às pesquisas que abordam o feedback e a autorregulação da aprendizagem dos alunos e aos estudos sobre feedback dialógico. Conclui-se que a avaliação formativa não tem caráter classificatório, não se detém somente na nota final do processo e sim possui um papel de acompanhar a trajetória do ensino e da aprendizagem. Outra análise é o impacto do feedback entre pares, que melhora a escrita e o diálogo. Destacamos a avaliação formativa como meio de acompanhar o estado da aprendizagem.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM MUSEUS DE CIÊNCIAS: análise de oficinas formativas do Espaço Ciência InterAtiva

PID: S1982-03052022000400310 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Santos Pereira
Resumo Este trabalho tem como objetivo apresentar o desenvolvimento e as contribuições de uma oficina durante a formação continuada para professores do Museu de Ciências Espaço Ciência InterAtiva (ECI), sob o viés crítico-reflexivo. A oficina explorou fenômenos físicos de Óptica Geométrica, presentes na exposição de Neurociências do Museu. A formação foi ofertada aos docentes do ensino fundamental de escolas da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. A metodologia empregada foi de natureza qualitativa, cuja coleta de dados se deu por meio de questionários (antes e após a formação) e entrevista semiestruturada (após a formação). A pesquisa foi dividida em três etapas: visita ao ECI, realização da oficina e avaliação do curso. O material coletado foi analisado pelo método de tematização. Os resultados evidenciaram que os participantes não tinham o hábito de visitar Museus de Ciências e não conheciam o ECI, quanto às práticas pedagógicas, muito utilizavam, exclusivamente o livro didático. Verificou-se após a formação de professores, a presença de docentes que inseriram em suas aulas metodologias trabalhadas na oficina, como atividades práticas, realização de experimentais, além de aulas mais dinâmicas e lúdicas. A oficina também aproximou os professores do Museu de Ciências, os quais passaram a vê-lo como um local para a educação em ciências e formação. Pode-se inferir que este estudo foi relevante ao promover um espaço de debate e reflexão de forma crítica acerca das práticas docentes, propiciou trocas de saberes, interlocuções entre os participantes e a construção de novos saberes nas áreas de Ciências, como também evidenciou a importância dos Museus para a formação continuada de professores.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS NO MOVIMENTO DA INCLUSÃO ESCOLAR NO CONTEXTO AMAZÔNICO AMAZONENSE

PID: S1982-03052022000400081 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Menezes Simas
Resumo Este trabalho é fruto de uma pesquisa de doutorado em educação em andamento, cujo objetivo é discutir a formação de professores indígenas no movimento da inclusão escolar no contexto amazônico amazonense. Como sabemos o processo de inclusão escolar das pessoas com deficiência no Brasil não é algo fácil, ainda mais, no contexto da educação escolar indígena no que tange à formação de professores/as indígenas. No entanto, buscou-se verificar se há discussão acerca da inclusão escolar de pessoas com deficiências nas Matrizes Curriculares dos Projetos Pedagógicos de Cursos de Formação de Professores Indígena das Instituições Públicas de Ensino Superior do estado do Amazonas. Os métodos de coleta de dados são as pesquisas bibliográficos e os documentais, e as análises tiveram enfoque qualitativo (SEVERINO, 2016). Como resultado, observou-se que é preciso pensar numa política de educação especial intercultural que possa atender aos anseios e às necessidades de cada realidade escolar, e para que esta construção seja possível, é preciso ouvir os/as professores/as, os/as gestores/as, a comunidade indígena e a família.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES: (re)construindo sentidos e fazeres na educação para as relações étnico-raciais

PID: S1982-03052022000400113 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Trancoso Lucas Pinto
Resumo Este artigo tem por temática as nuances do movimento formativo de docentes concebido pela interculturalidade numa perspectiva dialógica. Seu objetivo é compreender a produção de sentidos e desdobramentos no contexto de sala de aula dos professores concluintes do curso Educação para as Relações Étnico-Raciais na rede municipal de ensino da Serra: promovendo a diversidade na escola voltado para valorização das diferenças, justificado pelas Leis n. 10.639/2003 e n. 11.645/2008 e embasado em um currículo decolonial crítico. O percurso metodológico escolhido vai ao encontro da fundamentação teórica, pois trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo participante, na qual as pesquisadoras se faziam inseridas e operantes nas ações formativas. A análise foi realizada por meio da discussão crítico-reflexiva, compreendendo a relação dialógica da pesquisa baseada em Freire (2016). Os resultados demonstram a importância da formação que aposta nos educadores enquanto sujeitos ativos do processo. Foi constatado no contexto de sala de aula a potência desses profissionais como agentes transformadores, que fomentam o desenvolvimento pessoal e social das/dos crianças/estudantes, numa ótica sociocultural.

FORMAÇÃO DOCENTE ANTIRRACISTA, PLURIEPISTÊMICA, DESCOLONIZADORA DE SABERES, INTERSECCIONAL É POSSÍVEL?

PID: S1982-03052022000400069 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Lima
Resumo As reflexões teórico-metodológicas deste artigo são frutos de pesquisa de pós-doutorado em desenvolvimento, cuja pretensão tem sido tanto compreender as recentes licenciaturas de currículo interdisciplinar, intercultural e pluriepistêmico, decorrentes de políticas públicas inclusivas de expansão e interiorização das universidades públicas, quanto articular um currículo possível para Licenciatura Interdisciplinar em Antirracismo, Diversidade e Ecologia Saberes, em solidariedade com sujeitos e sujeitas de territórios educacionais negros e indígenas. A intenção é que, a partir de contextos reais de licenciaturas existentes, seja possível articular currículo para um curso de formação docente que contemple a diversidade étnico-racial, a pluriepistemicidade e práticas antirracistas no currículo, nos fluxos pedagógicos e na gestão dos processos formativos. Para tanto, os protocolos metodológicos têm implicado abertura e escuta, a partir de metodologias decoloniais e colaborativas, com a/os sujeita/os pertencentes a territórios educacionais negros e indígenas, bem como com sujeita/os pertencentes a cursos de licenciaturas interdisciplinares, interculturais, pluriepistêmicos

FORÇA DE YABÁ: representações da pomba-gira e de identidades femininas em terreiros da região sul do Rio Grande do Sul

PID: S1982-03052022000300057 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Soares Bussoletti
Resumo O artigo que segue tem o objetivo de descrever as representações da pomba-gira, figura feminina da Quimbanda, aproximada das forças das yabás, mães-de-santo de terreiros da região sul do Rio Grande do Sul. A produção do mesmo foi possível pela realização de nove entrevistas semiestruturadas com dirigentes de terreiros, pós aprovação do projeto pelo comitê de ética em pesquisas com seres humanos. Enquanto resultados foi possível observar que as representações das pomba-giras estão aproximadas com as ideias de mulheres que rompem com regramentos sociais que definem seus papeis sociais de sujeitos, enquanto seres domésticos e obedientes. As representações das entidades femininas da Quimbanda exemplificam o contraponto, a resistência e outras formas de ser mulher na sociedade, pois, elas vão de encontro a obediência e silenciamento das vontades. As mães-de-santo, donas dos terreiros cumprem a função de desenvolver noções de liberdade e cultos aos corpos de todos os sujeitos que passam pelas suas mãos e, por sua vez, ensinamentos.

HERANÇAS AFRICANAS EM IPOJUCA/PE: das configurações raciais aos desafios sociais

PID: S1982-03052022000200324 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Santos Júnior Arantes
Resumo O artigo é fruto de pesquisa desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-graduação em Educação da UPE. Como foco temático, apresentou-se aspectos sócio-históricos e idiossincrasias que evidenciam as relações da cidade de Ipojuca, e das microrregiões de Suape e Litoral Sul pernambucano com as culturas africanas, refletindo sobre ancestralidades e pertencimento racial a partir dos elementos locais apresentados. O estudo revela materialidade para o desenvolvimento do trabalho pedagógico com a Lei 10.639/03 de acordo com as heranças africanas que a cidade possui em variadas perspectivas. Quanto à metodologia, utilizou-se a pesquisa etnográfica, buscando fazer uma análise historiográfica da trajetória da população negra local que como resultado prático da pesquisa, encontra justificativas para uma política pública de cunho sócio racial.

HISTÓRIA DE MULHERES E EDUCAÇÃO: transgressões, resistências e empoderamentos

PID: S1982-03052022000300002 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Vasconcelos Silva Vieira
Resumo Ao longo da história, as mulheres, resistindo ao discurso e às instituições que as subalternizavam, conseguiram exercer atividades criadoras e promover deslocamentos da posição que as circunscrevia ao casamento, à maternidade e à vida doméstica. Trabalhadoras da indústria têxtil, enfermeiras, professoras, ativistas foram alguns dos postos que ocuparam a partir do acesso à leitura e à educação. Contudo, para elas, muitas foram as lutas travadas no campo social, sobretudo, quando se tratava de mulheres das classes trabalhadoras e de mulheres negras, discriminadas pelo preconceito que sobrepunha classe, raça e gênero. Nesta Seção Temática, cujo foco são histórias de mulheres em diálogo com a educação, reunimos artigos que contribuem para refletir e questionar as relações que se estabeleceram entre as mulheres e a sociedade, em diversos contextos e temporalidades. A partir da ampliação de pesquisas sobre a história de mulheres, dão-se a conhecer protagonistas que se destacaram em diversos campos do conhecimento, muitas, inclusive, pela arte e pela escrita, bem como aquelas que se projetaram na sociedade utilizando a tribuna para reivindicar os direitos civis e de cidadania que lhe tenham sido subtraídos.

HISTÓRIAS DE MULHERES EDUCADORAS: transgressões e alterações do formato da escola

PID: S1982-03052022000300389 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2022
Autores: Southwell
Resumo As primeiras décadas do século XX trouxeram à cena uma crítica ao sistema educativo desenvolvido na segunda metade do século XIX, questionando as promessas inacabadas desta implantação educativa e a necessidade de chegar aos setores sociais negligenciados. Esta é a experiência da Haydée Maciel, em particular, o arranque e implantação da Escuela al Aire Libre ou Escuela de Puertas Abiertas (que foi criada em Rosário em 1916 e encerrada em 1931), que adotou uma organização não graduada sem horários rígidos. Localizada no espaço físico do hipódromo, a escola recebeu os filhos dos seus empregados e também as crianças que trabalhavam na rua (caneleiras, canillitas, etc.). Esta experiência também teve lugar num momento de consolidação da formação e do trabalho das professoras, que se esforçavam por desenvolver perspectivas conceituais e trabalho autônomo, desafiando não só o papel que lhes era atribuído pelo sistema, mas também o formato hegemônico da escolaridade.
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