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Arquivos pessoais de professores: o que guardam e o que nos dizem?

PID: S1982-78062021000100103 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Xavier Robert
Resumo O artigo se remete ao Arquivo Pessoal do Professor Rubin Santos Leão de Aquino (1929-2013): professor de história de cursinhos pré-vestibulares da zona sul da cidade do Rio de Janeiro e ativo mediador intelectual, tendo atuado em programas de rádio; sindicatos e entidades dedicadas à luta em defesa dos direitos políticos, durante o regime militar. Está dividido em quatro seções: a primeira reflete sobre a natureza dos arquivos pessoais de professores da educação básica; a segunda descreve o conteúdo do Arquivo em questão; a terceira articula as características pessoais de seu detentor com as marcas próprias de uma cultura profissional atinente aos professores de história do ensino médio; a quarta e última seção aponta os indícios e desafios que emergiram nas pesquisas que foram tecidas no diálogo entre a organização arquivística e as atividades de pesquisa com essas fontes documentais.

As letras e a nação: Olavo Bilac e suas crônicas sobre educação (1900-1906)

PID: S1982-78062021000100316 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Barchi Cunha
Resumo Ofuscadas por sua poesia, as crônicas de Olavo Bilac são importantes documentos para análise dos debates políticos, sociais e educacionais na Primeira República. Ocupando espaço de prestígio nos jornais brasileiros da Belle Époque Bilac engajou-se em prol de uma agenda modernizante na qual a alfabetização massiva da população desempenhava tarefa primordial. O letramento era visto como a pedra de toque capaz de conduzir o Brasil à moderna civilização.

As recomendações internacionais (BIE e Unesco), a Lei Orgânica do Ensino Normal e formação de professores no Paraná (1946-1961)

PID: S1982-78062021000100325 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Miguel
Resumo Este artigo trata da formação dos professores no Paraná, suas relações com a Lei Orgânica do Ensino Normal (1946), as recomendações do Bureau internacional da Educação (BIE) de 1934 a 1947 e UNESCO, no período de 1946 a 1961. Esta formação no Paraná adequou-se à Lei Orgânica do Ensino Normal de 02/01/1946, que se orientava pelas recomendações do BIE, ratificadas pela UNESCO a partir de sua constituição. Busca-se perceber como essas políticas para formação de professores (PR), articularam-se às políticas nacionais atendendo às recomendações do BIE. Os resultados apontam para as relações entre a Lei Orgânica do Ensino Normal (1946), as Recomendações do BIE e posteriores recomendações da UNESCO. O artigo mostra como as medidas tomadas pelo Secretário de Educação e Cultura do Paraná (1949-1951), procuraram atender às Leis Orgânicas, quanto à formação de professores para o ensino primário, nas zonas rurais e centros urbanos.

Configurações educacionais no âmbito do município de Uberaba, Minas Gerais: descentralização e organização da instrução pública primária (1895-1912)

PID: S1982-78062021000100305 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Carvalho Carvalho
Resumo A partir da perspectiva do espaço local, isto é, o município de Uberaba-MG, situado temporalmente entre 1895 a 1912, o presente artigo procura tratar do processo de organização da instrução pública ocorrido localmente e sua relação com o contexto mais amplo dos primeiros anos do período republicano brasileiro. Para tanto, priorizamos o trabalho com documentos produzidos pelo poder legislativo, em especial as Atas da Câmara Municipal, buscando demonstrar de que modo a municipalidade participou do processo de escolarização que caracteriza aquela ambiência nos anos iniciais da recém Proclamada República brasileira. Na esteira das discussões relativas ao problema educacional do País nos deparamos com a questão da descentralização político-administrativa e o papel das municipalidades, frente ao cenário educacional da época, o qual possibilitava aos municípios, em particular o de Uberaba, constituir-se enquanto instância de idealização e de ação em matéria de instrução pública. Neste sentido, a Câmara Municipal de Uberaba atuou de forma efetiva na questão educacional, propondo leis, criando e mantendo escolas, nomeando e remunerando professores, configurando, assim, uma organização educativa a partir da própria instância do município.

Da “educação como salvação” à “crise da escola”: notas sobre a história da instituição escolar

PID: S1982-78062021000100301 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Caldeira
Resumo Este texto tem como objetivo analisar dois discursos que marcam a representação da escola como instituição social. O primeiro deles, formulado a partir de uma percepção iluminista do saber, construiu um olhar positivo sobre a instituição escolar, considerando-a “antídoto” para os males sociais. O segundo, fortemente em voga hoje, percebe a escola como uma instituição superada e “em crise”. Procuraremos mostrar que estes dois discursos buscam responder a uma mesma pergunta, que poderia ser formulada nos seguintes termos: qual o papel da educação para a superação dos problemas nacionais?

Divertimentos e educação do corpo no protestantismo de Benjamin Franklin (1682 -1791)

PID: S1982-78062021000100328 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Amstel Quitzau Silva
Resumo O artigo tem como objetivo compreender os elementos que caracterizaram a postura do protestantismo norte-americano em relação aos divertimentos e à educação do corpo. Apesar de existirem muitas obras sobre Benjamin Franklin poucas exploraram a relação das suas contribuições com uma prescrição sobre os divertimentos e educação do corpo. As fontes utilizadas foram legislações da Pensilvânia e os escritos de Franklin. As análises evidenciam que, se por um lado as leis constituíam um quadro de condenação da ociosidade e dos divertimentos, por outro, os escritos trazem observações favoráveis a atividades como o xadrez e práticas físicas, justificando estes divertimentos a partir de uma moral utilitarista.

Edição científica e estímulo à pesquisa no campo da educação: o percurso do periódico Cadernos de História da Educação (2002-2021)

PID: S1982-78062021000100020 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Gatti Júnior Araujo Gonçalves Neto Carvalho Inácio Filho
Resumo Trata-se da análise dos primeiros vinte anos de publicação do periódico científico Cadernos de História da Educação, entre 2002 e 2021. Iniciativa de um conjunto de pesquisadores do Núcleo de Estudos e Pesquisas em História e Historiografia da Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Educação, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com sede no Estado de Minas Gerais, no Brasil. Neste artigo são apresentadas informações gerais sobre o periódico, elementos de sua situação atual, histórico básico, artigos e dossiês publicados, idiomas de publicação, países e combinação de países estudados, vinculações institucionais dos autores, épocas históricas abordadas. Ao final, estão apontados os principais progressos obtidos ao longo dos anos e os desafios para a continuidade e para o incremento da qualidade do periódico.

Escola mista nos primeiros anos da República: das Escolas Isoladas aos Grupos Escolares (Pará/Brasil, 1890-1901)

PID: S1982-78062021000100308 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Melo
Resumo A escola mista dos primeiros anos da república paraense é o objeto deste texto. Intenciona-se com ele apresentar o percurso histórico que seguiram essa escola que reuniu meninos e meninas no mesmo espaço escolar, com destaque aos passos inicialmente titubeantes nas escolas primárias isoladas até se consolidarem nos grupos escolares, que marcaram a proposta modernizadora do projeto de educação nacional. Utiliza-se do método indiciário, que busca sinais dos movimentos colidentes na montagem da escola mista, presentes privilegiadamente nos documentos de governo - como Decretos, Portarias - e na revista A Escola. Um dos argumentos presentes no estudo está na relação existente entre a participação efetiva das mulheres na educação e a possibilidade de criação dessas escolas.

Financiamento do ensino para mulheres: o caso da Escola Profissional Feminina de Belo Horizonte, Minas Gerais (1919-30)

PID: S1982-78062021000100304 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Ribeiro Silva Medeiros
Resumo Este estudo enfoca a subvenção pública concedida à Escola Profissional Feminina de Belo Horizonte nos anos 1928-30. O ponto de partida foi esta indagação: de que argumentação teria se valido Benjamin Flores para convencer o governo mineiro e federal a investirem em sua escola? O estudo objetivou analisar condições e ações associadas ao subsídio concedido à escola. Situada na história da educação em geral e das instituições escolares em particular, a pesquisa se valeu de jornais e revistas, manuscritos e datiloscritos e fotografias. Os resultados da análise apontam que Benjamin Flores conseguiu reunir um conjunto de atributos pessoais (cidadão, agente público, professor, dono de escola) que o abonavam e endossavam seus projetos. Em sua trajetória de funcionário dos Correios a dono de uma escola, conseguiu se projetar na sociedade belo-horizontina de modo que o governo apostasse em sua escola como importante para a cidade.

Francisco Alves da Silva Castilho: um professor na invenção da Escola Brasileira oitocentista

PID: S1982-78062021000100302 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Borges Teixeira
Resumo Neste artigo analisamos aspectos da trajetória de um professor público primário da Corte, Francisco Alves da Silva Castilho, que lecionou por aproximadamente 38 anos (1849-1887), com intuito de propiciar uma reflexão acerca dos diferentes papéis desempenhados pela docência na invenção da “Escola brasileira” Oitocentista e do próprio magistério. Castilho tornou-se autor de livros, escreveu em periódicos, participou de Conferências Pedagógicas e de associações que indicam diferentes modos de inserção na sociedade. O estudo usa as contribuições de Antonio Nóvoa, Escolano Benito e Edward Thompson no que se refere ao processo de profissionalização docente; à configuração da história escolar e do magistério; e ao conceito de experiência, para se pensar a constituição da trajetória docente. A investigação utilizou documentos manuscritos do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, relatórios da Inspetoria Geral de Instrução, manuais escolares e periódicos localizados na Biblioteca Nacional.

Ginzburg na oficina do historiador da educação: algumas considerações metodológicas

PID: S1982-78062021000100334 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Aguiar Leonardi Peres
Resumo Neste artigo, refletimos sobre os procedimentos metodológicos empregados pelo historiador italiano Carlo Ginzburg em sua obra, apontando para como esses procedimentos podem ser usados em nossas pesquisas na área de história da educação. Partimos de dois artigos que trataram do paradigma indiciário no campo da história da educação a partir das categorias de distância e estranhamento e das relações entre verdade e linguagem. Propomos pensarmos nossas pesquisas a partir da densidade literária, diálogo interdisciplinar e tratamento das fontes. Compreendemos que a pesquisa em história da educação inserida em um Paradigma Indiciário implica erudição, preservação da dúvida, diálogo com o olhar de outras áreas para nossos objetos de investigação, compreensão do lugar do acaso na pesquisa e assunção de uma postura de exílio em relação às fontes (e a nós mesmos) para que nosso método de leitura indiciária possa preservar o caráter de indecifrabilidade presente em toda produção cultural humana.

História e Educação: as instituições escolares dominicanas-anastasianas em Goiás

PID: S1982-78062021000100307 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Bressanin Almeida
Resumo O objetivo do estudo aqui proposto é apresentar a trajetória histórica das instituições escolares dominicanas-anastasianas no estado de Goiás, entre o final do século XIX e a década de 1960. Aportado numa pesquisa bibliográfica e documental, a partir dos estudos sobre história das instituições escolares e dos pressupostos da História Cultural, o texto explicita a filosofia educativa da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, de origem francesa, que instalou-se no Brasil em 1885 e suas fundações no estado de Goiás no recorte temporal citado. Sem considerar as especificidades destas instituições escolares, o trabalho traça o itinerário das mesmas e suas contribuições para a história da educação goiana.

Industriar o professor: uma cartografia dos cinematógrafos no Brasil (1910 a 1930)

PID: S1982-78062021000100324 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Souza Silva
Resumo Este texto apresenta dados que caracterizam a presença (física e retórica) e a circulação do cinematógrafo na escola brasileira. A documentação consultada permite construir (ou reconstruir) parte de uma narrativa que enaltece a modernidade e o progresso na educação através da invenção, fabricação e comercialização de um conjunto de artefatos, entre eles o cinematógrafo. Da narrativa da modernidade, fomentada pelas Exposições Universais, às alianças entre o setor educativo e a indústria que descobre na escola um grande mercado, vai-se construindo um mapa que retrata a presença de indústrias e representantes comerciais bem como, do próprio objeto na escola. Não menos importante é a formulação do Instituto de Cinema Educativo, suas funções e atividades e às relações comerciais estabelecidas com as indústrias internacionais de cinematografia. A narrativa dos conteúdos escolares estaria assim balizada por interesses da indústria e seus aliados e porta-vozes que irão defender a necessidade de industriar o professor.

Instrução agrícola, saúde, higiene e moralização dos costumes na Cartilha do agricultor

PID: S1982-78062021000100319 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Conceição Lima
Resumo Este artigo apresenta uma compreensão historiográfica da Cartilha do agricultor, evidenciando aspectos de sua materialidade, circulação e apropriações no ensino agrícola. Quanto ao conteúdo, analisa instruções da agricultura científica e padrões de higienização e moralização dos costumes que a obra almejou incutir entre a população rural. Foram analisadas duas edições da cartilha, organizadas em cinco volumes, publicadas nos anos de 1969 e 1970 pela Secretaria da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul. Produzida com o intuito de atingir um público regional, a obra seguiu diferentes itinerários, alcançando leitores em outras regiões do Brasil. A cartilha pode ser compreendida como um manual de moralização de costumes e de inculcação de padrões higiênicos e, principalmente, como difusora de conhecimentos agronômicos, com o propósito de forjar um agricultor produtivo e moralizado segundo os padrões vigentes.

Maio de 68: contribuições para nascer a primeira universidade de tecnologia na França

PID: S1982-78062021000100326 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Cechin Pilatti Ramond
Resumo No mês de maio de 1968 ocorreram muitas manifestações de estudantes e de trabalhadores por toda a França e também em vários outros países. Paris foi o epicentro e o movimento ficou conhecido como Maio de 68. Entre as reinvindicações dos estudantes estava o desejo por melhores condições físicas e didáticas das universidades e a ampliação do sistema universitário francês. O objetivo deste estudo é apresentar as contribuições do Maio de 68 para a ampliação do sistema universitário na França, sobretudo para a criação da universidade de tecnologia. O estudo é bibliográfico. Os resultados evidenciam que o movimento motivou a aprovação da Lei n° 68-978, de 12/11/1968, que trata da orientação do ensino superior Francês, ampliou o número de universidade no país, criou um novo mapa para as universidades, promoveu a divisão da Universidade de Paris em 13 unidades, a partir de 1971. O Maio de 68 também foi um motivo a mais para criar a primeira universidade de tecnologia da França, a Universidade de Tecnologia de Compiègne, em 1972. Conclui-se que o Maio de 68 foi a oportunidade concreta que faltava para a efetivação de longas reflexões na França para remodelar a estrutura da universidade vinda desde a era de Napoleão Bonaparte.

Maria Victoria Peralta. Seu compromisso com a educação pré-escolar no Chile e na América Latina

PID: S1982-78062021000100318 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Escudero
Resumo O Chile possui a cobertura de todo o seu sistema escolar básico e médio, mas não tanto na a educação pré-escolar, alcançando apenas os 50%. O Estado funda o primeiro jardim de infância público só em 1906. Seu maior desenvolvimento, no entanto, ocorre nos últimos 50 anos, graças à criação de dois órgãos públicos: JUNJI e INTEGRA. Nesta última vez, Maria Victoria Peralta Espinosa desempenhou um papel importante a favor da educação pré-escolar, transformando-se em uma figura de liderança nesse nível educacional, tanto no Chile quanto na América Latina. O objetivo é reconstituir sua biografia e descrever sua ação educacional em favor dos direitos que a mulher-mãe tem com seus filhos em relação ao ensino desde a primeira infância, a fim de obter uma cobertura completa desse setor educacional.

Memórias de gestores de escolas rurais durante a Ditadura Civil-Militar brasileira (1964-1985)

PID: S1982-78062021000100312 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Pasinato
Resumo O objetivo do artigo é investigar as memórias de gestores das Escolas Aníbal Magni e Frei Anselmo, localizadas no interior do município de Selbach, no norte do Rio Grande do Sul, no período que compreende a Ditadura Civil-Militar brasileira entre 1964 e 1985. Estudando as vinculações estabelecidas entre as instituições e os procedimentos pelos quais as representações da institucionalização destas escolas foram estabelecidas, é que se pode perceber e entender atitudes e condutas históricas produzidas coletivamente. Com foco no eixo das instituições escolares, tem a Memória como pressuposto teórico e utiliza a metodologia da História Oral. Por fim, no que diz respeito ao perfil dos gestores escolares, prevalece o foco no pedagógico, dado que os gestores eram responsáveis por conduzir questões de ensino e aprendizagem, ao lado dos docentes. Consideremos que os gestores colaboraram com a educação das comunidades onde atuaram, tornando-se evidente nas narrativas de memória, no reconhecimento que recebem dos seus ex-alunos.

O Ensino Secundário em Portugal e no Brasil no Século XX

PID: S1982-78062021000100317 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Gatti Alves
Resumo Este artigo aborda, em perspectiva comparada, a temática do Ensino Secundário em Portugal e no Brasil durante o Século XX. Parte-se de uma discussão conceitual e de uma contextualização histórica do que se passou em ambos os países no período delimitado. Em seguida, faz-se uma apresentação da bibliografia de referência e de uma parte significativa da historiografia existente sobre este nível de ensino em Portugal e no Brasil. Depois, examina-se a legislação e alguns aspectos relacionados às instituições escolares, seus currículos e práticas. Ao final, apontam-se semelhanças e diferenças entre os percursos e a situação atual do Ensino Secundário em Portugal e no Brasil.

O método da igualdade: Jacotot e a experiência do ensino universal no contexto da Revolução Francesa

PID: S1982-78062021000100309 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Cruz Bretas
Resumo Esse texto tem como propósito apresentar a vida e obra do fundador do Ensino Universal, Joseph Jacotot (1770-1840); bem como analisar os aspectos históricos e filosóficos de seu método educativo, a fim de apresentar uma compreensão preliminar de suas ideias acerca da educação nos anos iniciais do século XIX, em que se fortalecia o pensamento pedagógico que deu origem a educação moderna. O método do Ensino Universal, também conhecido como método da emancipação intelectual, se baseia nos princípios de que: 1) Todos os homens têm inteligência igual; 2) Todo homem recebeu de Deus a faculdade de ser capaz de se instruir; 3) Podemos ensinar o que não sabemos; 4) Tudo está em tudo; e, se oporá ao pensamento educativo da época por acreditar na opinião de que todas as inteligências são iguais e de que não se atingirá a igualdade entre os homens, pretendida pela Revolução Francesa, com a criação de instituições de ensino e com a formação de mestres explicadores, mas somente dando a cada homem o poder de reconhecer sua capacidade intelectual. Esta pesquisa se baseia no referencial teórico do materialismo histórico-dialético.

O processo civilizatório da infância pelo corpo: um pouco do que a História nos conta

PID: S1982-78062021000100327 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2021
Autores: Azevedo Lima
Resumo A questão do cerceamento dos corpos infantis nas escolas, por meio da disciplinarização, leva-nos a refletir sobre quando e por que tais práticas pedagógicas baseadas nessa visão se tornaram ações dentro da “normalidade” e perduraram ao longo de décadas de escola pública no Brasil. Esse artigo parte do pressuposto de que muitas ações repressoras do lúdico, infelizmente, bastante comuns em muitos contextos escolares e que resultam numa disciplinarização corporal, são consequências de imposições históricas às crianças. É possível inferir que muitos eventos históricos contribuíram para que tais visões ainda prevaleçam no contexto escolar, o que consequentemente resulta em uma educação engessada e que tende a não valorizar as culturas lúdicas infantis presentes dentro das escolas. Importa pensarmos que, independente de imposições disciplinares corporais, nossas crianças continuam a produzir cultura - o que nos parece ser digno de novas discussões, é como podemos mudar concepções e práticas historicamentes adquiridas a respeito dessa temática.
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