De Darwin ao século XXI: uma breve revisão da jornada histórico-epistemológica das ideias sobre evolução1
PID: S2178-46122021000100303 |
Periódico: Conjectura: Filosofia e Educação (2178-4612) |
Ano: 2021
Autores: Araújo
Resumo Teorias sobre as mudanças sofridas pelos organismos ao longo do tempo são conhecidas desde o século XVIII. A mais famosa, no entanto, assim como a mais debatida, foi a de Charles Robert Darwin, expressa na sua mais conhecida obra, A origem das espécies (1859). É importante mencionar que quando esse naturalista nascia, em 1809, um livro do francês Jean Baptiste Antoine Pierre de Monet, cavaleiro de Lamarck (epíteto pelo qual ele ficou conhecido) era publicado o Philosophie zoologique, onde também uma teoria da transformação dos seres vivos fora proposta. Darwin a ela se referiu elogiosamente, em . origem; seus primeiros estudos científicos foram, inclusive, baseados em Lamarck e na sua teoria da herança, a qual foi proposta em outra obra, Variation of animals and plants under domestication (1868), tinha fundamentos lamarckianos, especialmente quanto à herança de caracteres adquiridos. E, de “um início tão simples”, como disse Darwin nas últimas linhas de A origem, aquilo que ele chamou de “teoria da transmutação das espécies”, mudou ao longo do tempo, atingindo uma expressão dominante em todo o século XX, na chamada Síntese Evolutiva. É esse percurso que será apresentado aqui, culminando com uma proposta recente, de 2010, de nova teoria evolutiva, que ainda está sendo confrontada com a anterior.