☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 41435 | Página 531 de 2072
0 resultados selecionados

Inovações educacionais no tempo presente e rupturas no paradigma moderno: uma análise das pesquisas educacionais da Universidade de Genebra

PID: S0104-40602021000100147 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Rossi
RESUMO Os anos de 1990 têm se configurado como de deslocamento no modo de se pensar e de se organizar o trabalho escolar e a formação de professores. As mudanças estão associadas ao diagnóstico de que a escola está com dificuldade em manter um nível desejável de aprendizagem e que falha no papel de ensinar de forma eficaz a todos. Esse contexto de crise é, também, de processos de mudanças. Este estudo trata de inovações no campo do trabalho escolar e da formação de professores, a partir da produção e da experiência de pesquisadores do Laboratoire de Recherche Innovation, Formation, Éducation (LIFE) da Universidade de Genebra na Suíça. De cunho exploratório e qualitativo e utilizando a metodologia de análise de conteúdo proposta por Bardin (1977), esta investigação foi guiada pelo questionamento: Do que tratam as produções do LIFE quando discutem a inovação das práticas pedagógicas e da formação de professores? Embora toda inovação envolva algum grau de dificuldade e de resistência, nem todas possuem o mesmo grau de reação, uma vez que podem operar em níveis de mudanças mais ou menos complexos. Enquanto há inovações que desejam tocar nas estruturas que definem a cultura da organização das instituições escolares, como o tempo e o espaço que estruturam o seu trabalho, outras operam no plano do próprio trabalho, como as metodologias e os materiais didáticos.

Inteligência Artificial e formação danificada: aprendizagem profunda e ética rasa entre professores e alunos

PID: S0104-40602021000100153 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Zuin
RESUMO Em tempos de conexão ininterrupta, consolida-se o denominado capitalismo de vigilância. Nesse estágio do modo de produção capitalista, o capital é produzido e reproduzido por meio do controle dos grandes dados (big data), que são obtidos através dos dispositivos de vigilância presentes tanto nos softwares algorítmicos, quanto nas câmeras de reconhecimento facial. Nesse contexto, insere-se o objetivo deste artigo: refletir sobre a forma como a utilização de dispositivos de decisão diretiva (directive decision devices), fundamentados nos princípios da Inteligência Artificial (IA), pode fazer com que um sistema de vigilância prevaleça entre professores e alunos, em detrimento de relações eticamente elaboradas entre ambos. Conclui- se que a chamada aprendizagem profunda, algoritmicamente produzida, deve ser repensada nos termos da revitalização da formação (Bildung), que questiona a pretensão de tal aprendizagem fomentar procedimentos éticos entre professores e alunos pautados num sistema de premiação e punição decorrente da vigilância digital ubíqua.

Jogos ao ar livre nas escolas primárias de Metz (1919-1932)

PID: S0104-40602021000100607 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Grün
RESUMO Os jogos escolares ao ar livre organizados pela cidade de Metz entre 1919 e 1932 representam uma experiência original. Criados sob o regime do Reichsland em 1903, eles continuaram presentes mesmo após a Primeira Guerra Mundial, depois que Metz voltou a ser parte do território francês. Organizados por professores primários voluntários, atividades físicas ou esportivas eram ofertadas aos alunos, fora do horário escolar. A ambição era desenvolver a saúde dos estudantes num quadro menos restritivo do que o proporcionado pela ginástica escolar obrigatória, mantendo-os com isso afastados das tentações da rua. Nesses jogos ao ar livre não havia uma distinção de sexo e nem uma diferenciação confessional (católicos, protestantes e laicos). Para isso, foram criados vários locais de atividade, sempre ao ar livre. As ações escolhidas eram na maioria das vezes os jogos tradicionais, mas também podiam ser cultura física, atividades esportivas, passeios, banhos ao ar livre. De 1919 a 1932, várias centenas de alunos e alunas de Metz se beneficiaram de uma educação física moral e higiênica. Isso ocorreu em um quadro menos estrito do que o existente no interior da escola, sob a direção de professores primários que utilizavam de pedagogias mais ativas e menos tradicionais do que as praticadas no contexto escolar.

Jovens negras no Ensino Médio público e privado: leituras interseccionais sobre suas vivências e percepções do racismo

PID: S0104-40602021000100163 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Cintra Weller
RESUMO Com base em uma análise comparada e interseccional dos discursos de jovens negras no Ensino Médio em uma escola pública e uma escola particular no Distrito Federal, o presente artigo analisa como o racismo e a discriminação se articulam na construção das relações sociais dentro e fora da escola. A pesquisa empírica contou com a realização de grupos de discussão e a abordagem interseccional foi usada como ferramenta teórica e analítica para compreender como os eixos raça, gênero e classe moldaram as experiências de racismo e discriminação dentro e fora da escola. Concluímos que a discriminação e o racismo afetam negativamente jovens negras de classes sociais diferentes, bem como suas relações sociais. Acreditamos que a educação e a escola têm papel representativo, tanto no sentido da omissão, permitindo a reprodução destes processos, como da tomada de posição, quando aciona mecanismos para a punição e reeducação de indivíduos que mantêm atitudes ou discursos racistas e/ou quando fomenta práticas que visam o antirracismo. Ressaltamos o potencial transformador da educação e das ferramentas educativas que corroborem as práticas antirracistas no contexto escolar.

Juventudes, educação, política e violência: uma entrevista com Regina Novaes

PID: S0104-40602021000100502 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Oliveira Lacerda Novaes
RESUMO Regina Novaes é professora visitante da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), no Programa de Pós-Graduação em Educação. Foi professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde orientou pesquisas de iniciação científica, dissertações de Mestrado e teses de Doutorado. A Dra. Regina tem se dedicado às pesquisas nos seguintes temas: movimentos sociais, juventude, religião, cultura, cidadania e violência. Nesta entrevista, concedida aos professores Victor e Miriam, a professora Regina discute temas importantes para o campo de pesquisa na área de juventudes, bem como apresenta pistas para as discussões sobre políticas públicas para as juventudes contemporâneas. Ela afirma que o Estatuto da Juventude expressa consensos e conflitos entre os diferentes atores que colaboraram com sua promulgação, sejam eles políticos, agentes sociais, pesquisadores, movimentos sociais e os próprios jovens.

Linguagem acadêmica e educação: um campo de disputas e de consolidação da hegemonia

PID: S0104-40602021000100160 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Schlesener
RESUMO Este artigo retoma alguns aspectos de escritos críticos: a pergunta sobre a linguagem e seu significado político e pedagógico é importante a partir do entendimento de que a linguagem, na leitura crítica, tem uma dimensão política e metafórica e, como tal, traduzível, viabilizando a relação dos saberes entre si e destes com o real vivido. Ao mesmo tempo, por sua dimensão política, torna-se um instrumento importante de consolidação da hegemonia. A linguagem é um elemento vital neste processo e as Universidades, no seu interior e no exercício da linguagem acadêmica, têm a incumbência fundamental de nutrir o processo hegemônico por meio da atividade dos intelectuais e de sua formação para funções na estrutura produtiva, política e cultural, no sentido da preservação da ordem social. A educação torna-se mediadora no movimento de superação do horizonte ideológico dominante na medida em que possibilita o acesso ao contexto de formação, ao questionamento e renovação da linguagem.

Mal de arquivo - Um desafio para a filosofia da educação?

PID: S0104-40602021000100124 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Trevisan Azevedo Rosa
RESUMO A partir da reflexão extraída do livro “Mal de arquivo: uma impressão freudiana”, de Jaques Derrida, o artigo pretende investigar as consequências da metáfora de “mal de arquivo” para o campo da filosofia da educação. Por intermédio da crença de que a tradição do reprimido se inscreve na ideia de arquivo, procura potencializar o termo para interpretar alguns problemas existentes no campo da relação entre filosofia e educação. Especialmente, dirige o olhar para a forma como surge o discurso da filosofia, bem como a dinâmica cultural que persiste em seguir certas orientações, sua autoridade e a sua genealogia bastante presente no âmbito acadêmico contemporâneo. A desconstrução da metafísica se soma ao trabalho da psicanálise, fazendo o proibido aflorar à consciência, e, portanto, ao nível literal da escritura. E assim, o acontecimento da compreensão pode auxiliar a desmobilizar a compulsão à repetição que se instaurou no arquivo.

Memoriais e narrativas na formação de educadores da saúde: escritas de si, acompanhamento e mediação biográfica

PID: S0104-40602021000100203 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Reis Souza
RESUMO As narrativas de educadores da saúde configuram-se como dispositivo que favorece a compreensão de aprendizagens experienciais no espaço formativo da Pós-Graduação em Educação na Saúde. Seu contexto de inserção são as Residências em Saúde, espaços de formação que integram o ensino e os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Ancorados em princípios da pesquisa (auto)biográfica e na utilização de memoriais, objetiva-se discutir questões relacionadas ao processo de acompanhamento, suas interfaces com as escritas de si e as disposições de investigação-formação mobilizadas pela escrita de memoriais de três educadores no campo da formação em saúde, na condição de preceptores no Programa de Residências da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) na Bahia. As experiências de cuidado e de educação em equipes multiprofissionais são colocadas em reflexão nos memoriais de formação de educadores da saúde como processo de mediação do vivido e das relações entre formador e formandos, por meio das narrativas de experiências, com ênfase no desenvolvimento pessoal e profissional no contexto da formação em saúde.

Memória, identidade e docência: recordações-referência de professores iniciantes na educação superior

PID: S0104-40602021000100212 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Soares Guimarães
RESUMO Este trabalho objetiva analisar recordações-referência de três professores em início de carreira na educação superior, por meio da pesquisa (auto)biográfica. Para tanto, empregou-se uma entrevista narrativa com questionamentos sobre a história de vida, a formação escolar, o percurso acadêmico e o desenvolvimento profissional. Os aspectos salientados por eles no estudo demonstraram elementos significativos na escolha pela profissão e a constituição da aprendizagem docente. Diante das recordações-referência, evidenciou-se que as marcas e imagens da docência advêm de um repertório da própria história de vida desses sujeitos. Tais reminiscências são carregadas de sentimentos positivos e alegres configurados pela influência familiar na referida escolha, por trajetórias com os antigos mestres, além das brincadeiras e dos processos de inserção/iniciação à docência na universidade. A aprendizagem nessa área não aconteceu de maneira neutralizada, mas sim tecida pelos percursos formativos vividos pelos professores em suas histórias de vida e pelos caminhos profissionais na manutenção ou superação de crenças e valores sobre a profissão docente. Ademais, visualizaram-se as subjetividades que permeiam a construção da identidade dos docentes, ou seja, como se constituíram na profissão e nos diversos contextos históricos de formação.

Na escuta de estudantes-professoras: entre memórias e miudezas, retratos de formação estética

PID: S0104-40602021000100216 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Ostetto Folque
RESUMO A formação estética docente, relacionada a processos, experiências e repertórios que contribuem para alargar a sensibilidade e ampliar as possibilidades de interpretação e de atuação no mundo, é o foco do presente artigo, resultado de investigação realizada com professoras em formação inicial. Situado no campo teórico-metodológico das abordagens autobiográficas, o estudo articulou fundamentos de uma pedagogia da autonomia e práticas artísticas. O trabalho com múltiplas linguagens sustentou os saberes-fazeres de encontros-ateliê, principal dispositivo de geração de dados biográficos, arquitetado para perscrutar a questão: O que marca a educação das sensibilidades de professoras em formação inicial? Caracterizado como espaço para o exercício de rememorar e tecer narrativas de processos formativos, nos encontros-ateliê fez-se uso de artefatos artístico-expressivos, até chegar à escrita narrativa. Os percursos visibilizados indicam que: a formação estética vai sendo tecida, desde a infância, com miudezas, com fios não apenas da arte, mas sobretudo da/na natureza; as experiências estéticas, que conectam sensibilidade e cognição, fazem-se com a presença de figuras de ligação que ajudam a ampliar sentidos e significar a vida pelo afeto. Um aspecto da metodologia também foi ressaltado: a forma e o conteúdo dos encontros-ateliê, apoiando a escuta de professoras em formação por meio de fazeres artísticos-artesanais-corporais, além de validar um singular dispositivo para a pesquisa autobiográfica, legitimam um instrumento de formação que propicia mais do que um conhecimento de si, a prática de si.

Na trilha da educação norte-rio-grandense: a emergência das práticas escoteiras na cidade do Natal no início do século XX

PID: S0104-40602021000100608 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Leandro
RESUMO Este artigo tem por objetivo analisar a emergência do escotismo na cidade do Natal-RN no início do século XX, problematizando como este tipo de educação, pensada por Baden-Powell para a realidade de jovens ingleses, foi recepcionada pela elite e autoridades políticas locais. Para percorrer a trilha deixada pela educação escoteira no estado do Rio Grande do Norte, nos apropriamos dos pressupostos teórico-metodológicos da Nova História Cultural e privilegiamos como fontes leis, mensagens de governos, jornais, correspondências e fotografias, ancorados nas considerações teóricas de Sirinelli (2003) sobre o conceito de intelectual, que nos possibilitou pensar as figuras dos fundadores do escotismo natalense e suas redes de sociabilidades. O trabalho constatou que a emergência do escotismo na cidade do Natal foi fruto da iniciativa de intelectuais, cujas redes de sociabilidades foram determinantes para a implantação e consolidação desse modelo de educação no estado.

Narrativa, experiência e formação: o diálogo com as crianças na constituição de tornar-se professora

PID: S0104-40602021000100204 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Scramingnon
RESUMO Este artigo, fruto de uma pesquisa de doutorado, toma como objeto de estudo as narrativas de uma professora da Educação Infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental de uma instituição pública municipal, e tem como objetivo discutir a constituição da docência como processo que se dá na relação com as crianças. A estratégia metodológica, sustentada no diálogo com Walter Benjamin (1994; 1995; 2006) e Martin Buber (2003; 2009; 2012), foi de analisar as narrativas da trajetória da professora no cotidiano escolar em seu diálogo com as crianças. O caderno com os registros dessas conversas converte-se, dessa forma, em empiria de pesquisa. Assim, as narrativas biográficas são compreendidas enquanto metodologia de pesquisa e de formação (JOSSO, 2004). As análises destacam: as crianças como depoentes privilegiados de sua condição, e que nos dão pistas sobre as relações que estabelecem com os professores na escola, indicando possibilidades outras para o desenvolvimento da prática pedagógica; a docência como processo inacabado, aberta a construções e desconstruções; as narrativas biográficas como caminho para a constituição de uma identidade profissional; a importância de espaços e tempos garantidos na escola para que os professores produzam seus registros, considerando-os como possibilidade de pensar o trabalho. Nesse sentido, como experiência, a pesquisa e o texto narrativo são acontecimentos do presente.

Narrativas compartilhadas na formação da professora iniciante

PID: S0104-40602021000100123 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Simas
RESUMO O objetivo do presente artigo é revelar como ocorreu o processo de interlocução entre uma professora iniciante e um grupo de profissionais da educação, através de narrativas que a primeira escrevia sobre a própria prática pedagógica e enviava a esse grupo. A professora iniciante era também a pesquisadora que investigava como se constituía docente nessa fase da carreira. As narrativas sobre a própria prática e a narrativa da pesquisa eram ampliadas pelas narrativas dos sujeitos com quem a professora convivia no cotidiano escolar e no grupo de interlocutoras, por isso a pesquisa tem um cunho auto/hetero/biográfico. A metodologia narrativa de pesquisa em educação, em diálogo com os aportes da filosofia bakhtiniana, foi a utilizada para compreender esse processo interlocutivo. A materialidade a ser interpretada foi composta pelas narrativas da professora e do grupo de interlocutoras. Revelou-se que os movimentos de narrar e de compartilhar esses escritos potencializaram excedentes de visão de si, das relações e dos acontecimentos, já que ela se colocava num outro espaço e num outro tempo no momento da escrita, construindo outras compreensões para o já vivido, bem como memórias de futuro relativas à docência. Os atos de narrar a própria prática e compartilhar essas narrativas se mostraram potentes no processo formativo de professoras iniciantes na carreira docente.

Notícias da pré-escola no Distrito Federal: apontamentos de Yvonne Jean (1960-1964)

PID: S0104-40602021000100137 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Barbosa
RESUMO Em abril de 1960 foi inaugurada a nova capital do Brasil, que continuou com obras posteriores, mas já tendo concretizado sua identidade de ser um símbolo de modernidade arquitetônica no país. Diversos brasileiros, acompanhados ou não de suas famílias, rumaram ao Distrito Federal, seja para serviços privados ou públicos. Nesse sentido, novas relações e vínculos familiares se constituíram e, com eles, o nascimento de crianças, fora as que vieram com os pais. Este trabalho investiga, pela ótica da jornalista Yvonne Jean, a organização dos jardins de infância, locais onde os pequenos, entre quatro e seis anos, recebiam educação institucionalizada. O recorte temporal compreende o ano da inauguração dos primeiros Jardins de Infância (1960), a chegada de Yvonne Jean à Brasília, com a publicação de sua coluna no jornal, com notícias sobre a educação (1962) e, ao final, o ano em que a jornalista é presa, acusada de compactuar com os ideais comunistas (1964).

O Curso de Etnodesenvolvimento e a formação diferenciada e intercultural: contribuições no contexto educacional, sociopolítico e cultural da Amazônia

PID: S0104-40602021000101003 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Parente Miléo
RESUMO O artigo analisa como o curso de Etnodesenvolvimento ofertado pela Universidade Federal do Pará/Campus Universitário de Altamira tem contribuído na formação acadêmica, política e profissional de estudantes advindos de povos indígenas e comunidades tradicionais no contexto da Amazônia. Situa por meio de uma abordagem descritiva-analítica das experiências vivenciadas desde o processo de criação e organização do curso, a partir das políticas públicas de ações afirmativas no território brasileiro, bem como sua metodologia e os desafios enfrentados para sua efetivação, em decorrência das questões institucionais. As reflexões elaboradas evidenciam que o curso de Etnodesenvolvimento tem contribuído para ampliar as possibilidades de atuação e negociação política desses agentes sociais a partir de seus lugares de pertença coletiva, assim como para uma formação diferenciada que possibilita e instrumentaliza sua inserção profissional no campo educacional nos diferentes territórios da região amazônica.

O Prêmio Escola Nota Dez (PENDez) - um instrumento de combate às desigualdades educacionais na alfabetização infantil

PID: S0104-40602021000101006 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Mota Mota
RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar o papel do Programa de Aprendizagem na Idade Certa (Paic), em relação às desigualdades educacionais nos anos iniciais do ensino fundamental no estado do Ceará, desde o início de sua realização em 2007. O foco da pesquisa é direcionado ao Prêmio Escola Nota Dez (PENDez), um instrumento de indução da ação pública usado para premiar as escolas que alcançam os melhores resultados, ao mesmo tempo que bonifica as escolas com os menores resultados na avaliação externa estadual do segundo, quinto e nono anos do ensino fundamental. O estudo fundamenta-se numa abordagem qualitativa, com o uso de entrevistas, visitação às escolas, pesquisa documental e dados de avaliações educacionais nacionais e estaduais. O referencial teórico tem como base a instrumentação da ação pública e as agências burocráticas. Os dados analisados indicam que todos os 184 municípios do estado alcançaram o nível desejável de alfabetização nas avaliações de monitoramento em 2019. De acordo com os mais recentes indicadores educacionais, o Ceará tem alcançado uma posição de destaque no país, o que evidencia o sucesso de suas políticas no combate às desigualdades educacionais dos anos iniciais do ensino fundamental, colocando-se na vanguarda entre os estados com experiências exitosas na educação pública.

O banho, a água, a bacia e a criança: história e historiadores na defenestração da primeira versão da Base Nacional Curricular Comum de História para o Ensino Fundamental

PID: S0104-40602021000100702 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Cerri Costa
RESUMO A primeira versão da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) de História para o Ensino Fundamental foi causa de uma intensa controvérsia. Indicava uma escolha por deslocar o foco das fórmulas eurocêntricas da história do Brasil, aprofundando seus laços com as origens ameríndias e africanas, o que restringiu o espaço para a história antiga e medieval, por exemplo. O documento foi alvo de uma combinação diversificada de críticas demolidoras de editores e autores de livros didáticos, políticos conservadores, religiosos fundamentalistas e jornalistas sensacionalistas, mas também de associações acadêmicas e historiadores individuais. Publicadas após o golpe de 2016, a segunda e a terceira versões saíram menos inovadoras que a proposta curricular anterior, os Parâmetros Curriculares Nacionais, dos anos 1990. O objetivo deste ensaio crítico é revisitar esse debate e buscar nele alguns padrões significativos da problemática relação entre os historiadores e o mundo da sala de aula e da política educacional, partindo da hipótese de que o contexto sociocultural que vivemos, de progressiva polarização em todos os campos e temas, afetou de modo nefasto o debate curricular. Propõe-se, ao final, algumas linhas gerais para equacionar os problemas que resultam do processo discutido.

O currículo de história em Inglaterra, Portugal e Espanha: contextos diferentes e problemas comuns

PID: S0104-40602021000100712 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Santisteban Gomes Sant
RESUMO Com este trabalho analisamos os currículos de história em três países: Espanha, Portugal e Inglaterra. A análise segue o mesmo esquema interpretativo: primeiro, uma descrição do contexto e da tradição curricular; depois, diferentes elementos do currículo: finalidades, escalas temporais e espaciais, conteúdos e propostas metodológicas. Para analisar cada um dos casos escolhemos o ciclo do ensino secundário de cada país, ainda que não haja uma coincidência exata de idades entre eles. Entre os países existem diferenças evidentes, tanto no processo de elaboração e debate sobre o currículo, como nas prioridades apontadas. Focamos a nossa atenção em questões como a concepção subjacente a cada currículo, sobre o papel do professor na tomada de decisões, o quê e o como ensinar, a utilidade da história para compreender o mundo atual, a formação do pensamento histórico e a educação para a cidadania. Por último, compreendemos as diferenças que existem entre os currículos, por tradição e por contexto social, mas percebemos semelhanças e diferenças e, principalmente, problemas comuns que cada país enfrenta com propostas diferenciadas.

O ensino de história e ciências sociais na educação primária na Colômbia: das políticas curriculares às práticas educacionais

PID: S0104-40602021000100711 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Hernández Giraldo
RESUMO O artigo apresenta uma síntese do que tem sido o ensino de história e ciências sociais na Colômbia tendo em vista as políticas governamentais das últimas décadas. A partir dos propósitos previstos nessas políticas, analisa-se o que ocorre no estudo de caso de dois professores iniciantes do ensino fundamental que lecionam em instituições públicas de ensino: o que pensam está relacionado com o que fazem na prática, no que diz respeito aos fins de ensino das ciências sociais. Os resultados mostram duas experiências que coincidem nos propósitos que os professores propõem (críticos) e se diferenciam nos propósitos que se evidenciam em suas práticas (um positivista e outro crítico). Os resultados levantam questionamentos sobre o significado dos debates sobre as políticas governamentais para o ensino das ciências sociais e o que ocorre com a formação inicial de professores generalistas para o ensino dessas ciências. A discussão deve centrar-se nos propósitos do ensino de História e das Ciências Sociais, de modo a fomentar práticas educativas inovadoras e coerentes.

O estado de angústia manifestado por professores em uma formação continuada: uma análise à luz de Soren Kierkegaard

PID: S0104-40602021000100164 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2021
Autores: Borges Fensterseifer Fraga
RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar a presença do estado de angústia manifestado por professores participantes de uma formação continuada e seus possíveis desdobramentos a partir da perspectiva de Soren Kierkegaard. Para tanto, realizou-se uma investigação de abordagem qualitativa caracterizada como uma pesquisa documental com a utilização de dados secundários. Foram analisados dados de uma tese de doutorado, a qual retrata uma formação continuada constituída de 26 encontros realizados durante aproximadamente três anos, que contou com a participação de 15 docentes. Os resultados indicam que ao estudarem uma forma de atuação docente que consideraram mais adequada em relação à que realizavam, os professores constaram um estado de angústia no sentido do nada kierkegaardiano. Essa condição, preocupante inicialmente, potencializou a busca do conhecimento como modo de enfrentar a angústia, visando atuar com práticas inovadoras. Assim, parece pertinente que instituições, docentes - ao planejarem e desenvolverem formação continuada de modo colaborativo - e os próprios participantes desses eventos considerem a presença do estado de angústia uma vez que este pode potencializar a reflexão sobre a própria atuação docente.
Reportar erro A