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Elaboração de um material educativo para subsidiar a prática de professores de educação física no trabalho com alunos com perda auditiva

PID: S1984-64442021000100207 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Romera Delgado-Pinheiro Santos Pinheiro
RESUMO No contexto educacional evidencia-se a necessidade de materiais educativos sobre a temática da perda auditiva que auxiliem professores de educação física em sua prática. O objetivo deste estudo foi elaborar e validar um material educativo para subsidiar a prática de professores de educação física nas atividades com alunos com perda auditiva. Foi construído um instrumento contendo assertivas sobre temas que poderiam ser abordados no material educativo. As assertivas foram acompanhadas por escala Likert. O item foi validado quando atingiu índice de concordância de 80%. Os temas foram avaliados por juízes especialistas, das áreas de Fonoaudiologia (n=4), Pedagogia (n=2) e Educação Física (n=2). Posteriormente foi elaborada uma versão preliminar do material validada pelos mesmos juízes e mais dois professores de educação física com experiência com alunos com perda auditiva. Nesta etapa a validação abordou aspectos do conteúdo, linguagem, ilustrações, layout, motivação e cultura, que deveriam atingir o índice de concordância de 80%. Dentre os dez temas propostos, nove foram considerados pertinentes. O item não validado referia-se ao uso de figuras com a Língua Brasileira de Sinais. Na segunda etapa do estudo, os únicos itens que não atingiram o índice de concordância mínimo referiam-se ao layout. As sugestões dos juízes relacionavam-se ao tamanho da letra e cores de fundo de algumas ilustrações. Foram realizadas as adequações sugeridas pelos juízes. O delineamento utilizado nesta pesquisa permitiu elaborar um material educativo validado com critérios metodológicos, contendo informações objetivas e ilustrações que poderão subsidiar professores de educação física na atuação com alunos com perda auditiva.

Encontros e desencontros entre professores e o ensino remoto emergencial

PID: S1984-64442021000100268 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Thiengo Diogo Bianchetti Alves Assis
RESUMO Em meados de março de 2020 ocorreu a suspensão das atividades educacionais presenciais nas redes de ensino pública e privada, em decorrência do afastamento social provocado pela pandemia de Covid-19, motivo pelo qual as instituições educacionais tornaram-se adeptas do ensino remoto emergencial (ERE). Considerando este cenário, ainda em movimento, este texto busca: 1) apresentar trabalhos desenvolvidos por pesquisadores de diferentes países neste curto espaço de tempo, no intuito de entender o que representou a suspensão das atividades escolares presenciais e a continuidade do calendário via ERE; e 2) apresentar dados de pesquisa de campo desenvolvida com professores da Educação Básica e Superior, na qual participaram 321 docentes de 14 Estados brasileiros. Por meio da aplicação de questionários digitais investigou-se, junto a esses professores, suas experiências, desafios, sentimentos, reflexões e como se objetivava a docência em formato remoto. Evidenciaram-se depoimentos de descontentamento e impotência frente às condições atuais do trabalho docente, grande angústia relacionada à aprendizagem dos estudantes e, também, relatos de esforços individuais e coletivos em prol de ações pedagógicas que desenvolvam o ERE do melhor modo possível.

Ensino fundamental e as relações de sociabilidades: os adolescentes e a diversidade na escola

PID: S1984-64442021000100230 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: de Nazaré Baía Coelho Josenila Costa de Brito Simith dos Santos
RESUMO Este artigo advém de uma pesquisa realizada com o fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que contou com a participação de 175 (cento e setenta e cinco) adolescentes, de duas escolas públicas. Em relação aos objetivos deste texto, priorizamos analisar as relações de sociabilidades estabelecidas entre 111 (cento e onze) estudantes, do 6.º ao 9.º ano, em uma dessas escolas com vínculo ao Ensino Fundamental, em Belém, no Pará. Para a análise pretendida, utilizamos as noções conceituais de violência simbólica, hierarquia e habitus, de Pierre Bourdieu (1996; 2002; 2010), e representação, de Roger Chartier (1982; 1991). No que tange à literatura especializada sobre sociabilidades adolescentes, relações étnico-raciais e relações sociais, adotamos as formulações de Wilma Coelho e Mauro Coelho (2016), Wilma Coelho e Carlos Silva (2015; 2017; 2018; 2019) e Nicelma Soares (2010). As formulações conceituais de Laurence Bardin (2010), Marli André (2003) e Heraldo Vianna (2003) auxiliaram no trato e na sistematização dos dados, na etnografia escolar e nas observações. Os resultados apontam para: a) a centralidade das redes sociais para o estabelecimento, manutenção e rompimento das relações de sociabilidades; b) a necessidade de atenção sobre as redes sociais na experiência escolar - o conteúdo veiculado por meio da experiência online assume lugar secundário em relação às redes de sociabilidades, pois esses estudantes pensam no hoje; c) na percepção desses estudantes sobre o espaço escolar, o gosto pelo estudo e tudo que a ele se relaciona figuram como menos relevantes. Recomendamos uma ampliação dos investimentos pedagógicos da escola em relação aos interesses discentes na conformação de suas sociabilidades.

Espiritualidade no ensino: a perspectiva dos discentes de uma universidade pública da área da saúde

PID: S1984-64442021000100226 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Ribeiro Bragé Almeida Rabin
RESUMO A espiritualidade é uma parte complexa e multidimensional da experiência humana, com base inerente de cada pessoa do significado e do propósito de vida, encontrada em todas as culturas. A consideração do ser humano de forma integral, representa um aspecto importante da formação dos profissionais da saúde. Tem crescido o reconhecimento da importância da espiritualidade na saúde, mas pouco se ensina ou se aplica na prática aos profissionais desta área. Os cursos de graduação e de pós graduação, na sua grande maioria, não desenvolvem conteúdos relacionados à espiritualidade nos seus currículos. Assim, o objetivo do estudo foi investigar a compreensão dos discentes da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre a respeito do tema espiritualidade na educação e na saúde, por meio da análise de presença ou ausência da abordagem do tema espiritualidade no currículo acadêmico, e de como estes avaliam a pertinência do tema. Trata-se de um estudo transversal que tem como população os discentes dos Cursos de Graduação e Pós Graduação da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Realizou se a coleta de outubro de 2016 a novembro de 2019, utilizando-se questionários em formato impresso. Um total de 632 alunos responderam ao questionário, e 65,7% destes entendem que é pertinente abordar aspectos relacionados à “espiritualidade” na formação acadêmica. Conclui-se que os discentes dos diferentes cursos e séries reconhecem a relevância do estudo da espiritualidade na saúde, entretanto, a carência deste conteúdo durante a formação acadêmica resulta em desconhecimento e insegurança para abordar o tema com os pacientes.

Estado da arte de pesquisas junto a Matemática Financeira e a Educação Financeira entre 2010 a 2017

PID: S1984-64442021000100212 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Pires Corrêa
RESUMO O trabalho apresenta o estado da arte, sobre pesquisas que estão relacionadas à educação financeira e a Matemática Financeira no ambiente escolar entre os anos de 2010 a 2017. Pesquisou-se sobre o que foi publicado desde a educação básica até a educação superior, buscando estudos relacionadosà História da Matemática Financeira como disciplina escolar nos cursos de Licenciatura em Matemática. A investigação foi dividida em três momentos: no primeiro, foram realizadas pesquisas junto ao site da CAPES e do CNPq; em um segundo momento, pesquisou-se na web de um modo geral; e o terceiro, buscou-se livros que tratassem da matemática financeira, que não trouxessem apenas os conteúdos a serem trabalhados na educação básica ou superior, mas que tivessem outros elementos, como a história da matemática financeira ou como trabalhar a Matemática Financeira nos cursos de Licenciatura. Ao todo foram levantados sessenta e seis trabalhos compostos de artigos, monografias, dissertações, teses e capítulos de livros que abordam a matemática financeira e a educação financeira no âmbito escolar. Em todos os trabalhos pesquisados nenhum trata a história da Matemática Financeira como disciplina escolar, seja na educação básica ou na educação superior.

Estado y educación en tiempos de la crisis neoliberal: Venezuela, un espacio de resistencia

PID: S1984-64442021000100406 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Ruiz
RESUMO O presente ensaio tem como eixo reflexivo a relação entre Estado e educação a partir da problematização das políticas públicas de cunho neoliberal, a crise que atravessa e suas implicações gerais e específicas, em um cenário específico como o contexto Venezuelano. Para tanto, investiga a situação do sistema-mundo regido por uma espécie de caos ordenado em que a hegemonia cultural e material do neoliberalismo o mergulhou. Esta crise teve impactos adversos assimetricamente na região e, especificamente, na Venezuela; onde apesar das medidas coercitivas unilaterais de bloqueio impostas pelo governo Obama e aumentadas pelo atual governo de Donald Trump, além da submissão colonizada da maioria dos países que estão sob a órbita da Organização dos Estados Americanos (OEA) ao Política de ingerência de Washington comprometida com a política de “mudança de regime”, o país manteve o projeto de transformação estrutural da sociedade venezuelana, com a Constituição da República Bolivariana da Venezuela e o Plano de la Patria (2019 - 2025) como Referenciais teleológicos e programáticos do projeto de políticas públicas que garantam os direitos econômicos, políticos, sociais e culturais, entre eles o da educação.

Estratégias grupais para promoção de saúde em universitários

PID: S1984-64442021000100262 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Souza Favarin Scorsolini-Comin
RESUMO A saúde mental dos estudantes universitários tem representado uma preocupação crescente por parte dos gestores educacionais. Entre as estratégias de atenção a essa população, as intervenções grupais emergem como possibilidade de prestar atendimento a um maior número de jovens, bem como desenvolver aspectos como sociabilidade, aprendizado mútuo e formação de redes de apoio. Este estudo teve por objetivo caracterizar os estudos científicos sobre intervenções grupais realizadas para promoção e prevenção de saúde mental em universitários por meio de uma revisão integrativa da literatura científica nacional e internacional. Foram consultadas as bases/bibliotecas PsycINFO, PubMed, SciELO, LILACS e CINAHL. Foram recuperados 41 artigos publicados entre janeiro de 2009 e dezembro de 2019, a maioria quantitativa. Predominaram estudos com grupos focados em promoção de saúde, sendo os Estados Unidos o país com maior número de pesquisas nesta área. Acerca dos sintomas específicos, o mais comum foi a depressão, ainda que a maioria dos grupos descritos fosse de promoção de saúde mental geral. Os estudos com comparação pré e pós-teste evidenciaram a eficácia da maioria das intervenções grupais. Foi uníssona a recomendação desses estudos acerca da ampliação de programas que incentivem e promovam a saúde mental dos universitários e dos possíveis benefícios oferecidos pelos grupos em ambiente acadêmico.

Estressores e crença de autoeficácia em universitários negros

PID: S1984-64442021000100254 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Correia-Zanini Brito Scorsolini-Comin
RESUMO A literatura científica destaca que maiores níveis de autoeficácia estão associados a um desempenho acadêmico mais satisfatório. Entre as variáveis que podem afetar esse fenômeno, destaca-se que o preconceito racial sofrido por estudantes negros pode constituir-se como um fator estressor capaz de impactar na crença de autoeficácia no contexto universitário. O objetivo deste estudo foi caracterizar a percepção de estressores e a crença de autoeficácia de estudantes universitários autodeclarados negros e pardos. Trata-se de estudo survey descritivo, preditivo, comparativo e correlacional. Participaram 60 estudantes universitários com idade média de 23,1 anos, sendo 45 mulheres e 15 homens, autodeclarados pardos/negros. Por meio de uma coleta de dados online, foram empregados instrumentos para caracterização de rendimento acadêmico, de avaliação de autoeficácia em situações acadêmicas e de sintomas de estresse. A amostra enfrentou maior estresse no tocante às demandas acadêmicas em comparação com outros contextos. A crença de autoeficácia teve impacto significativo na percepção de estressores na maioria dos contextos. Outro estressor refere-se às relações com família e colegas. Diante disso, sugere-se o desenvolvimento de políticas institucionais que permitam ao aluno desenvolver suas potencialidades, especialmente sua crença de autoeficácia, buscando amenizar a percepção de estressores. Tais políticas devem dialogar diretamente com as possíveis necessidades trazidas pelos estudantes negros.

Estudos sobre Pedagogia Universitária e Didática do/no Ensino Superior: itinerários de uma experiência em tempos de pandemia

PID: S1984-64442021000100267 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Severo Brito Carreiro
RESUMO Conferir à Didática lugar de centralidade no contexto da formação docente para o Ensino Superior constitui-se em uma demanda atual e urgente. Pensar esta demanda em meio a cenários de (re)estruturação e interrompimento das atividades presenciais de ensino, em função da pandemia da Covid-19, a torna ainda mais desafiadora. Por essa razão, o presente trabalho busca compreender e discutir a experiência de ensino remoto da disciplina “Pedagogia Universitária e Didática do/no Ensino Superior”, a qual se configurou em um laboratório para experimentações coletivas que, atravessadas pelas especificidades do contexto pandêmico, puseram em articulação o estudo dos temas programáticos e modos alternativos de ensinar e aprender remotamente. Ou seja, permitiram, ao docente e às/os discentes, aproximarem-se criticamente do ensino remoto, na medida em que se exercitaram diálogos teóricos e experiências de mediação tecnológica que sinalizaram a importância da Didática como espaço para pensar as finalidades, mediações e condicionantes do ensino, especialmente nesse contexto. Assim, consiste num Relato de Experiência, pautando-se por dados coletados junto aos/às discentes por meio de um questionário virtual e em registros vivenciais das/o autoras/or. Consideramos que a transição para o ensino remoto nos auxilia a recuperar as práticas desenvolvidas na sala de aula presencial e confrontá-las com a necessidade de configurar novos modos de estruturação didático-curricular que propiciem condições para o desenvolvimento da aprendizagem pelo engajamento, construção e compartilhamento de saberes em redes colaborativas com o suporte de tecnologias educativas.

Experiência, Juventude e o estar-junto em processos de aprendizagem em dança: por uma Pedagogia Performativa

PID: S1984-64442021000100314 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Rodrigues Correia
RESUMO Este trabalho parte de reflexões sobre experiências docentes no curso de Licenciatura em Dança do Instituto Federal de Goiás/ Campus Aparecida de Goiânia, no contexto específico das disciplinas Ateliê de criação em dança I e II, onde propõem-se o estudo e vivências de diferentes acervos de dança e seus processos de ensino-aprendizagem a partir da criação artística como eixo norteador das relações entre os sujeitos e o estar-juntocomo paradigma ético e estético.Metodologicamente trabalhamos com a revisão de literatura que tenta dar conta das questões que envolvem a dança e a Pedagogia performativa levando em consideração as experiências nos Ateliês de criação. A presente reflexão aponta para a possibilidade da construção de novos olhares em torno dos saberes formativos na trajetória a partir da perspectiva da Experiência e da Pedagogia Performativa pensadas em contextos de Juventude. Tais processos são experimentados em uma Instituição Pública de Ensino que se compromete com a problematização e a recriação de práticas específicas e modos de ser no seio dos diversos grupos sociais.O contato sistemático e criativo com a diversidade cultural presente nesses acervos de dança a partir da utilização de metodologias coletivas e participativas sob a perspectiva da Pedagogia Performativa tem contribuído para um processo sistemático e multidimensional orientado à formação do sujeito de direito e a promoção de uma socialidade ativa e participante.

Feminismos contemporâneos: mediações e potências do ciberativismo feminista e transfeminista

PID: S1984-64442021000100317 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Cruz Nascimento
RESUMO: O estudo objetivou refletir acerca das expressões contemporâneas dos feminismos, demarcando mediações e potências do ciberativismo feminista e transfeminista. Abordou o pensamento feminista como movimento histórico, político e filosófico-epistemológico e as “ondas” do feminismo; discutiu a respeito das redes de ciberativismo feminista e transfeminista; expôs o retrato da pesquisa sobre feminismo e transfeminismo no Brasil entre 2015 e 2019; e apresentou as expressões dos ciberativismos feministas e transfeministas.Configurou-se uma pesquisa feminista no caráter teórico-metodológico e da práxis, na perspectiva de fortalecer a relação teoria/prática e Universidade/sociedade; qualitativa do tipo bibliográfica e documental; referenciou-se em teorias críticas do feminismo, transfeminismo e marxismo. Recorreu-se à busca on-line: no Portal da Capes pelos descritores feminismo, transfeminismo, ciberativismo feminista, filtrada por Área Avaliação Comunicação e Informação; Educação; eServiço Social, constatando 324 pesquisas; nas redes sociais do Facebook, Instagram e Twitter com os termos Marcha, Coletivo Feminista e Transfeminista, Frente Feminista e Transfeminista, localizando 438 páginas. A nova “onda” dos feminismos contemporâneos impulsiona novos redesenhos de premissas teóricas e movimentos feministas e transfeministas, estruturados em fronteiras interseccionais, transversais e transdisciplinares de gênero, raça, sexualidade, classe, geração, territorialidade, entre outros marcadores. As produções acadêmicas apontam a apropriação das teorias como subsídio para as práticas sociais, políticas e educativas; e fortalecimento das epistemologias feministas e transfeministas, das agendas reivindicatórias dos feminismos e transfeminismos e das transformações provocadas. Os ciberativismos feministas e transfeministas intensificam a organização, a mobilização e as resistências das mulheres, culminando em maior diversidade e potência dos levantes nas redes e nas ruas.

Formação acadêmica e vida independente: um diálogo a ser construído

PID: S1984-64442021000100249 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Redig
RESUMO Muito discute-se a inclusão escolar do sujeito com deficiência, mas pouco pensa-se o momento pós-escola, quais estratégias devem ser construídas para que ele termine sua escolarização com condições para esta nova etapa. Nesta direção, o presente artigo tem como finalidade discutir a construção de um Plano Individualizado de Transição, como uma estratégia pedagógica para auxiliar o processo de transição da escola para vida independente para jovens e adultos com deficiência. Este documento configura-se como um instrumento norteador do trabalho do professor, de forma a organizar a ação pedagógica e o atendimento educacional especializado, com o objetivo de auxiliar o processo de transição da escola para vida independente para estudantes com deficiência. Pensando a saída do aluno da escola, de forma que este seja capaz de inserir-se socialmente na comunidade, decidir seu percurso formativo, modalidades de Educação Profissional e inserção no mundo do trabalho. Nesse sentido, conclui-se que a individualização do ensino aliada à acessibilidade pedagógica, uma equipe capacitada e com um trabalho colaborativo, é possível que estes educandos trilhem seus caminhos nos mais diferentes níveis de ensino e vida independente.

Formação continuada de professores para as escolas em unidades de privação de liberdade

PID: S1984-64442021000100405 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Moraes Onofre
RESUMO O presente artigo apresenta resultados de pesquisa que teve como objetivo investigar as necessidades formativas de professores da EJA que atuam em salas de aula de unidades de privação de liberdade. Insere-se no entrecruzamento das temáticas de formação continuada, docência e educação, fundamentada na Pedagogia Libertadora de Paulo Freire. Trata-se de pesquisa de natureza qualitativa na perspectiva dialógica da observação participante em reuniões formativas com os professores e de entrevistas narrativas. Após a coleta e organização dos dados em notas de campo, recorreu-se à análise de conteúdo, utilizando-se dos passos sugeridos por Bardin (2016): pré-análise; exploração do material; tratamento dos resultados, inferência e interpretação. Emergiram com base nos indicadores de frequência dois focos de análise do estudo: os dizeres dos professores sobre a formação continuada e as expectativas de aprendizagem dos docentes. Elegeram-se para as reflexões deste artigo os dizeres dos professores para a busca da formação continuada e que indicam a melhoria da prática educativa, novos conhecimentos e a permanência ou ascensão no mercado de trabalho. Os professores sinalizam como referenciais específicos para a docência nas salas de aula de unidades prisionais o amor e o sonho, que, compartilhados nos encontros formativos, potencializam o compromisso e engajamento para dar continuidade, apesar dos desafios e condições objetivas e subjetivas do trabalho, à atividade docente com pessoas momentaneamente afastadas do convívio social.

Formação professores e processo educativo: a Companhia de Jesus nos clássicos da educação brasileira

PID: S1984-64442021000100264 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Fontana Kuhn Ermel
RESUMO O presente artigo analisa três obras clássicas da educação brasileira, A Cultura Brasileira: Introdução ao estudo da cultura no Brasil (1943), de autoria de Fernando de Azevedo; O método pedagógico dos jesuítas: o Ratio Studiorum (1952), de Leonel Franca e História da Educação Brasileira (1972), de José Antonio Tobias, fazendo um movimento em direção à tradição e refletindo acerca da formação de educadores e os processos educativos ao (re)visitar a tradição da Companhia de Jesus. Objetiva-se, desse modo, dialogar com a tradição para compreender o legado, mas fundamentalmente, o que podemos aprender dela sobre a formação de professores e o processo educativo. O estudo está organizado em dois movimentos: primeiro, a contextualização histórica do período jesuítico, em seguida, o aprofundamento do método pedagógico dos jesuítas e a formação de seus educadores, referida pelo Ratio Studiorum. Do ponto de vista teórico e metodológico, situa-se no âmbito da linguagem e da teoria de recepção e a recontextualização do conhecimento educativo.

Igualdade é uma palavra que o sonho humano alimenta: Rancière e a crítica aos discursos pedagógicos contemporâneos

PID: S1984-64442021000100250 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Carvalho
RESUMO Em O Espírito da Leis, Montesquieu atribui à educação - e, em particular, à sua forma escolar - a tarefa de difundir e cultivar o amor à igualdade, por ele concebido como a virtude política por excelência e como o princípio afetivo que sustenta o regime republicano como modo de vida. O desafio que sua obra lança aos educadores - o de viabilizar uma educação comprometida com o amor à igualdade - mobiliza os discursos educacionais republicanos que, desde então, procuraram conceber meios de efetivar o princípio da igualdade no âmbito das instituições educativas. O presente artigo analisa diferentes formas pelas quais os discursos educacionais se propuseram a operacionalizar esse princípio no plano das relações educativas. Partimos da análise da escola pública como esforço de efetivação do princípio liberal da igualdade de oportunidades e apresentamos, a seguir, as críticas a ela endereçadas pelas teorias reprodutivistas e pelas correntes pedagógicas autoproclamadas histórico-críticas. Em um terceiro momento, buscamos articular as críticas de Jacques Rancière a ambas as correntes, apresentando uma perspectiva na qual o compromisso com a igualdade não é concebido como um objetivo da ação educativa a ser alcançado no futuro, mas como um axioma capaz de produzir efeitos igualitários em suas ações presentes.

Infraestrutura das creches e pré-escolas em Belo Horizonte: condições de oferta e distribuição territorial

PID: S1984-64442021000100208 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Silva Braga Vieira
RESUMO Este artigo tem como objetivo discutir as condições de oferta da educação infantil em Belo Horizonte no tocante à sua estrutura física e distribuição territorial. Foram utilizados como fontes de dados o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira do ano de 2018 e o Atlas Brasil. A construção dos indicadores de adequação das condições de oferta foi feita por uma escala numérica contínua aferida para melhor se adequar aos propósitos deste estudo tendo como unidade de análise as escolas de educação infantil públicas e privadas (conveniadas ao poder público ou não) e sua relação com a Unidade de Desenvolvimento Humano à qual pertencia. Este trabalho tem como principais achados a constatação da precariedade das condições de oferta das escolas de educação infantil de Belo Horizonte. Por outro lado, evidenciou-se que a distribuição territorial das creches e pré-escolas corresponde satisfatoriamente a demanda assim como as escolas públicas estão presentes nas áreas com maiores necessidades de atendimento por parte do Estado.

Interfaces entre educação profissional em alternância e formação integrada omnilateral: reflexões a partir da experiência da Escola Família Agrícola de Natalândia/MG

PID: S1984-64442021000100311 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Queiroz Castro
RESUMO O presente trabalho tem como tema a reflexão do processo educativo do curso técnico em alternância da Escola Família Agrícola de Natalândia-MG. O objetivo aqui proposto é analisar as aproximações entre a Pedagogia da Alternância, realizada na EFAN e a formação integrada omnilateral.Trata-se de um trabalho que se desenvolve nos marcos da pesquisa qualitativa, tendo como procedimentos técnicos o estudo de caso e como instrumentos de coleta de dados a observação livre; a pesquisa documental, utilizando como fontes de coletas de dados o Projeto Político-Pedagógico e o Plano de Formação; a entrevista semiestruturada direcionada aos pais e aos professores/monitores e o grupo focal realizado com estudantes do curso técnico em agropecuária integrado ao ensino médio. Como resultado deste estudo, é possível notar que há evidenciado nos documentos orientadores da EFAN e no processo educativo por ela desenvolvido, preocupação em desenvolver o pensamento crítico-reflexivo, a criatividade e a curiosidade dos estudantes com vistas à formação integral. Além disso, observa-se o estabelecimento do vínculo entre formação geral e formação profissional, a fim de permitir que os estudantes possam se apropriar das técnicas produtivas e de seus respectivos fundamentos científicos. Neste sentido, observa-se que o modo educativo da EFAN dialoga com a perspectiva da formação integrada omnilateral.

Internacionalização do ensino superior e a mobilidade acadêmica

PID: S1984-64442021000100274 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Pessoni Pessoni
RESUMO Este estudo retrata e discute a globalização e a internacionalização do ensino superior com ênfase em um dos principais aspectos da internacionalização da educação - a mobilidade acadêmica. Pesquisas nessa área têm crescido substancialmente nos últimos anos e alguns autores têm se destacado no cenário internacional como Altbach e Knight (2007); Gacel-Ávila (2005); Knight (2003, 2005, 2012) e Wilkins e Hubman (2012). No Brasil, diversos autores também têm se dedicado a essa temática, a exemplo de Carvalho e Maia (2014); Dias Sobrinho (2010); Lima e Contel (2011); Lima e Maranhão (2009, 2011); Miura (2006); Morosini (2006, 2014); Silva (2018); Stallivieri (2009, 2017) entre outros, e os dados dos relatórios da OCDE e da UNESCO fundamentam esse estudo. Assim, partir da visão de diferentes autores, esse trabalho visa contribuir para a discussão dos aspectos positivos e negativos da internacionalização, as contradições que esse tema suscita e as suas implicações para as universidades.

John Dewey: educação, democracia e coesão social

PID: S1984-64442021000100237 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Cunha Mercau
RESUMO Este artigo aborda as relações entre educação, democracia e coesão social, tomando por base as ideias do filósofo e educador estadunidense John Dewey. Esse tema assume especial relevância na atualidade, quando a ideia de democracia enfrenta graves desafios. O artigo discorre primeiramente sobre as propostas apresentadas por Dewey no livro Democracia e educação, publicado em 1916, sua mais importante obra educacional. O propósito dessa análise é mostrar que as teses do autor sobre educação são estreitamente vinculadas às suas teses políticas. Em seguida, são examinadas as reflexões feitas por Dewey no livro The public and its problems, publicado em 1927, desenvolvidas em confronto com as ideias do jornalista Walter Lippmann. Enquanto Lippmann defende que a democracia requer a formação de um corpo de especialistas para comandar a vida social, Dewey enfatiza a necessidade de valorizar o público, isto é, os diversos agrupamentos que compõem a sociedade e que são atingidos pela ação do estado.

Jung, Hillman e a educação: por outras lógicas na formação docente

PID: S1984-64442021000100236 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2021
Autores: Ostetto Seixas
RESUMO Como profissão relacional, a docência convoca à ampliação do olhar e da escuta para suspeitar dimensões além das fronteiras demarcadas pela unilateralidade da função pensamento. Que formação poderia contribuir para abrir passagens nessas fronteiras? Este artigo tematiza a formação docente, baseando-se em dados de duas pesquisas que, desenvolvidas com autorias e tempos distintos, privilegiaram o encontro com professoras em exercício e/ou em formação inicial, mediado pelas linguagens artístico-expressivas, propondo e discutindo perspectivas de formação estética. Um fio que atravessa as duas pesquisas é o conceito junguiano de arquétipo da criança e, com ele, o núcleo da discussão proposta para o artigo é tecido, visando apresentar as contribuições de Carl Gustav Jung e James Hillman para a educação e, sobremaneira, para a formação docente. Acolher a teoria dos arquétipos, visibilizar a criança simbólica que habita o indivíduo e destacar a função sentimento, conteúdos presentes na teoria dos referidos autores, possibilitou refletir e perspectivar sobre a necessária (res)significação da jornada de formação e reafirmar: é preciso abrir espaço a outras lógicas, de modo a aproximar consciente e inconsciente, cultivar e agregar outras forças que influenciam a ação humana, integrar pensamento e sensibilidade, poesia e saber científico.
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