☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 41435 | Página 587 de 2072
0 resultados selecionados

AVALIAÇÃO DO CLIMA ESCOLAR POR PROFESSORES E ESTUDANTES

PID: S2175-35202021000100022 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Filippsen Marin
Resumo O presente estudo visou caracterizar e comparar o clima escolar entre professores e estudantes do ensino técnico de nível médio privado, verificando associações e diferenças entre eles. Utilizou-se um delineamento correlacional e comparativo de corte transversal, com participação de 62 professores, os quais preencheram o Questionário de Dados Sociodemográficos e Laboral e a Delaware School Climate Survey - Teacher/Staff, além de 135 estudantes, que responderam ao Questionário de Caracterização do Perfil dos estudantes e ao Delaware School Climate Survey-Student. Constatou-se que tanto professores como estudantes perceberam como positivos os fatores: relação professor-aluno, relação entre alunos e bullying, mas, quando comparados, os professores perceberam de forma mais positiva a relação entre alunos, engajamento do aluno e bullying, enquanto os estudantes, clareza e justiça das regras e segurança. Tais dados são corroborados pela evidência de concordância moderada no fator relação entre alunos, razoável em clareza e justiça das regras e segurança, e mínima para relação professor-aluno, bullying e engajamento estudantil. Apesar das diferentes percepções, os dados denotaram, de modo geral, um clima positivo entre as escolas investigadas.

CONCEPÇÕES DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UM ESTUDO COM EDUCADORAS DE CRECHES PÚBLICAS

PID: S2175-35202021000200025 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Albano Salomão
Resumo O presente estudo objetivou analisar as concepções de educadores de creches públicas acerca do desenvolvimento da criança na faixa etária de 24 a 35 meses de idade, considerando, a partir da perspectiva do desenvolvimento de Vygotsky, que o processo de constituição das concepções apresenta um caráter dinâmico na medida em que são influenciadas pelo contexto social, histórico e cultural do indivíduo. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com três educadoras de creches públicas da cidade de João Pessoa-PB. Os dados foram analisados a partir da técnica de análise de conteúdo temática. Os resultados revelaram que as concepções das educadoras sobre o desenvolvimento infantil são demonstradas a partir da caracterização que estas atribuem a esse processo, destacando que a etapa da educação infantil tem expressiva influência no desenvolvimento da criança, sobretudo nas seguintes dimensões: a educação infantil como base para etapas posteriores do desenvolvimento; a perspectiva do desenvolvimento infantil enquanto processo; e a aprendizagem da criança compreendida numa perspectiva para além do brincar e do cuidar. Tais concepções são expressas ainda pelos aspectos que estas consideram significativos no desenvolvimento da criança de 24-35 meses tais como: cognição, linguagem, interação social, motricidade e autonomia.

EDUCAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL: DA CARÊNCIA À PROTEÇÃO

PID: S2175-35202021000100086 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Rodrigues Santiago Rota Júnior
Resumo A noção de periculosidade da infância pobre vem sendo construída, desde as políticas higienistas do início do século passado, figurando a escola, muitas vezes, como solução para a desigualdade social. Tratou-se de pesquisa qualitativo-descritiva, a partir de entrevistas individuais com trabalhadores de um Núcleo de Educação de Tempo Integral, acerca das crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social, a partir da teoria das Representações Sociais. Os discursos dos entrevistados descrevem as crianças e adolescentes como vítimas tanto da rua como de suas próprias famílias, percebidas como perigosas e negligentes. Emerge a imagem de uma escola que não apenas instrui e ensina, mas cuida e protege os alunos de uma realidade dura e cruel, alunos cujas famílias não apresentam condições adequadas de exercer o cuidado necessário. Concluindo, tal proteção é descrita como importante para a defesa da sociedade, pois as crianças e adolescentes pobres aparecem não como estando em risco social, mas como sendo o próprio risco.

EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS E ENSINO DE LEITURA: CARACTERÍSTICAS DOS PARTICIPANTES DE ESTUDOS EMPÍRICOS BRASILEIROS DE 2008 A 2017

PID: S2175-35202021000200045 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Silva Gagliotto Nazar
Resumo O presente artigo tem por objetivo descrever as características dos participantes de estudos empíricos que tratam da equivalência de estímulos e ensino de leitura, entre os anos de 2008 a 2017. Foram analisados artigos completos localizados nas bases de dados Periódicos CAPES e PEPSIC, por meio de busca combinada de descritores de equivalência de estímulos e leitura, selecionados a partir de estudos anteriores. Localizaram-se nas bases de dados dezenove artigos que compuseram o estudo. Observou-se que a escola é o local em que mais ocorreram estudos, realizados em sua maioria com crianças de desenvolvimento típico, não leitoras, com faixa etária predominante de seis a sete anos. Sobre o nível de escolaridade dos participantes pode-se identificar que a maioria se encontrava no ensino fundamental, com destaque aos 2° e 3° anos; além disso, foi identificado um estudo com alunos do Ensino Médio. Chama-se atenção à multiplicidade de característica dos participantes (deficiência auditiva, física, intelectual), característica esta vista como positiva e necessária de acordo com os pesquisadores. Sugere-se para estudos futuros ampliação da busca em outros bancos de dados nacionais e internacionais, além da descrição dos procedimentos adotados e resultados obtidos nos diferentes públicos.

INDISCIPLINA E AÇÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

PID: S2175-35202021000200035 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Rodrigues Rossato
Resumo A complexidade e a diversidade das configurações sociais na contemporaneidade caracterizam-se por profundas tensões vivenciadas nas esferas social, econômica e ético-moral, refletindo uma série de incertezas e embates acerca das relações experimentadas na escola, cada vez mais conflituosas. A indisciplina, sob essa perspectiva, tem se revelado assunto de grande relevância entre educadores e psicólogos escolares, movimentando pesquisadores de diversas orientações teórico-metodológicas no estudo da temática. Esse artigo se propôs a realizar uma revisão de literatura sobre a diversidade conceitual que o tema inspira, buscando compreensões nos campos da psicologia e da educação que considerem a possibilidade de ações colaborativas, dialógicas e democráticas favorecedoras de processos de desenvolvimento humano. Foram selecionadas e sistematizadas produções científicas dos últimos dez anos que tratam do assunto, utilizando achados científicos de base qualitativa e quantitativa por meio do método de revisão sistemática do tipo integrativa. Consideramos a importância de ambientes dialógicos que permitam o exercício de habilidades favorecedoras da autonomia, senso de responsabilidade e comunicação eficiente, capacidades relevantes para ressignificação de comportamentos considerados indisciplinados na escola.

INTERVENÇÕES EDUCATIVAS PARA APRENDIZAGEM ACERCA DE SEXUALIDADE E GÊNERO NO BRASIL: UMA REVISÃO DE ESCOPO

PID: S2175-35202021000200066 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Blankenheim Ramos Pizzinato Costa
Resumo O objetivo deste artigo é mapear a produção acadêmica sobre intervenções realizadas no âmbito escolar brasileiro nos campos de sexualidade e gênero. Foi realizada uma revisão de escopo (Scoping Review) nas bases de dados Scielo, Lilacs, Pepsic e Google Acadêmico. Verificamos que após o ano de 2012 a produção do campo se intensifica; a maioria das intervenções atua diretamente com alunos, principalmente de anos finais do ensino fundamental e do ensino médio; os delineamentos metodológicos mais utilizados são os qualitativos e o discurso crítico é o que fundamenta a maior parte das publicações, seguido pelo liberal e pós-moderno. Pontua-se, entretanto, a necessidade de investigações desde a faixa etária infantil e que tenham como público-alvo professores/as e educadores/as. Os estudos do tema nas áreas da psicologia e educação devem ser reforçados para que possam trabalhar como propulsores de garantia de direitos e de qualidade de vida para todas as pessoas.

LONGE DE CASA: ATENDIMENTO PSICOLÓGICO E INDICADORES DE SAÚDE MENTAL DE IMIGRANTES UNIVERSITÁRIOS

PID: S2175-35202021000100064 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Ferreira Borges
Resumo Diante da internacionalização do ensino superior e, consequentemente, dos desafios de adaptação cultural e acadêmica que os imigrantes universitários tendem a enfrentar ao adentrar em uma universidade estrangeira, este estudo buscou investigar as principais demandas e o perfil dos imigrantes que buscaram o serviço de psicologia de uma universidade brasileira com vocação internacional. Para tal investigação foi utilizada uma análise documental referente aos atendimentos individuais realizados nos anos de 2016 e 2017. Em termos de conclusão, destacou-se a relação entre a distância cultural, o gênero e o perfil dos cursos em que os imigrantes estavam matriculados com a busca de atendimento psicológico e as demandas de saúde mental e educacionais.

MÉTODOS DE ESTUDO NO ENSINO SUPERIOR: CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE UM QUESTIONÁRIO

PID: S2175-35202021000200109 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Caliatto Mendes Almeida
Resumo Face às exigências do processo de ensino-aprendizagem na universidade, a literatura mostra a importância de se identificar dimensões que melhor descrevam os métodos de estudo para explicar o rendimento acadêmico dos estudantes. Este artigo descreve a construção e os estudos preliminares de validação de um questionário de avaliação dos métodos de estudo e de aprendizagem de estudantes do Ensino Superior. Os estudantes foram abordados sobre suas condutas habituais de estudo, dentro e fora de sala de aula, nomeadamente aqueles que melhor explicam ou predizem seus níveis de rendimento acadêmico. Após a uma primeira sistematização do conteúdo das respostas dos estudantes um questionário com 45 itens foi aplicado em 132 estudantes de Portugal, abrangendo diferentes cursos em Ciências e Humanidades, maioritariamente do sexo feminino (81%), do 1º ano, com a idade mais frequente de 18 anos (37,9%). Os resultados da análise fatorial exploratória permitem identificar quatro dimensões: organização e planejamento do estudo (alfa=.76); persistência nas tarefas de estudo (alfa=.78); autoeficácia no estudo (alfa=.65) e participação ativa na sala de aula (alfa=.64). Estas dimensões refletem métodos de estudo que combinam aspectos cognitivos, motivacionais e atitudinais que algumas vezes, aparecem diferenciadas na investigação, podendo o estudante combinar ainda abordagens superficiais e profundas quando necessárias ao seu estudo.

O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA NA ESCOLA: O QUE AS PRODUÇÕES CIENTÍFICAS APONTAM COMO MEDIDAS?

PID: S2175-35202021000200055 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Silva Junior Urt
Resumo A escola e os sujeitos que fazem parte dela são decorrências de um longo e permeado processo de conflitos históricos e sociais, que implica várias contradições. Desta forma, a violência formada por processos sociais gerou frutos que chegaram até a escola e os tratos instalados em seu âmbito, demandando ao homem o confronto por meio de ações. O levantamento das produções científicas é de relevância para que se possa conhecer como determinada realidade concreta se manifesta, é analisada por diferentes olhares e permite continuidades no processo de produção do conhecimento. Este trabalho é resultado de um mapeamento dos trabalhos relacionados à violência na escola e seus enfrentamentos, encontrados na plataforma da Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e no banco de teses e dissertações da Universidade de São Paulo - USP, entre os anos de 2003 e 2016, que foram categorizados em: pesquisas que abordassem a forma como a violência era enfrentada em escolas de macrorregiões e/ou locais. Evidenciou-se que poucos estudos, entre os selecionados, dedicaram-se a investigar o enfrentamento da violência somente com os relatos apresentados pelos coordenadores pedagógicos ou familiares. A maioria realizou pesquisas com todos os participantes da escola (gestores, professores, alunos e pais) ou diretores e coordenadores, ou somente com professores, ou somente com alunos. Foi constatado que somente o estudo de Freire e Aires (2012) aponta a presença do psicólogo nas práticas de enfrentamento da violência. Percebeu-se também a dificuldade que todos os trabalhos encontrados tiveram de conceituar o que seria enfrentamento da violência pela escola, visto que muitos se preocupam somente em conceituar a violência e acabam carecendo de conceituações que definam o que é enfrentamento no que diz respeito à violência e às possíveis maneiras de se manifestar na escola. Estavam presentes nos estudos enfrentamentos relacionados à advertência verbal e/ou escrita, livros de ocorrência, comunicação com pais ou responsáveis, aplicação e análise de círculos de cultura, mediação das situações de conflito por um professor mediador, programas de intervenção e educação em saúde, atuação democrática dos escolares, contato com Conselho Tutelar, Guarda Municipal e Promotoria Pública, dependendo da complexidade do caso, formação de profissionais educadores, estratégias de promoção de saúde, desenvolvimento socioeducativo, práticas de esporte e lazer, prevenção de doenças e prevenção de traumas. O Profissional que atua na interface com a Educação e se depara com a violência, mais do que identificar as características individuais dos atores escolares que contribuem para os problemas que acontecem na escola, deve criar espaços e se apropriar de referenciais para compreender os contextos, os determinantes sociais que colabora para o seu aparecimento e criar medidas de enfrentamento coletivas que garantem o desenvolvimento humano dos escolares.

ORIGEM SOCIAL E PERCURSO: MÉRITO E CONTINGÊNCIA ENTRE EGRESSOS DE UM CURSO SUPERIOR

PID: S2175-35202021000100010 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Nicácio Sousa Godinho Amorim Castilho
Resumo A problemática das desigualdades educacionais evidencia a influência da origem social sobre aspectos que envolvem o acesso e a permanência dos estudantes no ensino superior e ao longo da trajetória profissional. Este artigo tem como objetivo analisar em que medida o Curso de Administração Pública (CSAP) da Fundação João Pinheiro (FJP) é atravessado pela reprodução da estrutura de classes, seja da perspectiva dos ingressantes, seja da perspectiva dos egressos, à luz do referencial teórico de Bourdieu e Lahire. Realizou-se uma análise quanti e qualitativa dos dados dos alunos egressos do Curso de Administração Pública da Fundação João Pinheiro. A abordagem quantitativa nos forneceu um perfil do grupo estudado, a partir da análise de variáveis relacionadas à origem de classe. Entrevistas foram utilizadas para entender os percursos específicos dos sujeitos entrevistados. Corroborando o que apontam estudos da sociologia da educação, verificou-se estatisticamente que a origem social impacta sobre as chances de acesso ao curso. Por outro lado, dentre os indivíduos oriundos das camadas populares, há aqueles que vencem a barreira do ingresso e constroem trajetórias de sucesso acadêmico e profissional. Assim, por meio de análise qualitativa, procurou-se vislumbrar os fatores que possibilitaram o acesso ao CSAP e a permanência na carreira. Percebeu-se a importância da socialização secundária, da bolsa de estudos assegurada pelo curso, da garantia do ingresso no serviço público prevista com a conclusão da graduação e da persistência.

PERCEPÇÕES DOS MORADORES DO BAIRRO DA ENGOMADEIRA SOBRE UNEB-BA

PID: S2175-35202021000100097 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Santos Santana Guimarães Bomfim
Resumo Este trabalho tem como objetivo analisar as percepções dos moradores do Bairro Engomadeira sobre a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus I, Salvador, para assim propor melhorias nas relações estabelecidas entre a Comunidade e a Universidade. Para a discussão, utilizaram-se autores como Fialho, Midlej e Santos. A pesquisa foi desenvolvida numa abordagem qualitativa, utilizando como instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada e questionários fechados, aplicados em amostra não probabilística de 20 (vinte) moradores, dividindo-se em três grupos, por escolaridade: nível fundamental, nível médio e nível superior, para identificar e analisar as suas percepções. Recorreu-se à análise de conteúdo de Bardin (2002) e à luz de autores como Midlej e Santos, para tratamento dos dados coletados. Notou-se no referido estudo que as percepções dos moradores da Engomadeira sobre a Uneb diferem pelo nível de escolaridade, em que os moradores de nível fundamental e médio percebem a universidade com relações positivas e os de nível superior com relações negativas.

POLÍTICAS PÚBLICAS E MOBILIDADE SOCIAL: EGRESSOS DO PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS (PROUNI)

PID: S2175-35202021000100120 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Polli1 Martinelli Zugman Oliveira Doi Dias Tavares
Resumo A educação tem se mostrado uma importante ferramenta de transformação social. A partir dessa compreensão, políticas públicas para acesso ao ensino superior têm sido desenvolvidas no Brasil com o objetivo de promover igualdade social. O Programa Universidade para Todos (PROUNI) é direcionado a estudantes com renda familiar de até três salários mínimos e atinge um número crescente de estudantes. Este estudo objetivou averiguar a ascensão desses estudantes beneficiados pelo PROUNI, envolvendo três dimensões: satisfação profissional, econômica e pessoal. Para tanto, foram contatados 1200 alunos egressos de uma Universidade privada que foram beneficiados pelo PROUNI. Os questionários foram enviados por e-mail e foram obtidas 212 respostas. A análise foi realizada por meio de estatística descritiva e relacional. Os resultados indicam que a graduação universitária através do PROUNI propiciou mobilidade social ascendente. A maioria dos entrevistados declarou que obteve melhorias em sua vida, tanto nos aspectos pessoais, profissionais e econômicos, o que ressalta a importância da existência de políticas públicas voltadas ao acesso à educação.

POLÍTICAS PÚBLICAS E MOBILIDADE SOCIAL: EGRESSOS DO PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS (PROUNI)

PID: S2175-35202021000200086 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Polli Martinelli Zugman Oliveira Tavares Doi Dias
Resumo A educação tem se mostrado uma importante ferramenta de transformação social. A partir dessa compreensão, políticas públicas para acesso ao ensino superior têm sido desenvolvidas no Brasil com o objetivo de promover igualdade social. O Programa Universidade para Todos (PROUNI) é direcionado a estudantes com renda familiar de até três salários-mínimos e atinge um número crescente de estudantes. Este estudo objetivou averiguar a ascensão desses estudantes beneficiados pelo PROUNI, envolvendo três dimensões: satisfação profissional, econômica e pessoal. Para tanto foram contatados 1200 alunos egressos de uma Universidade privada que foram beneficiados pelo PROUNI. Os questionários foram enviados por e-mail e foram obtidas 212 respostas. A análise foi realizada por meio de estatística descritiva e relacional. Os resultados indicam que a graduação universitária através do PROUNI propiciou mobilidade social ascendente. A maioria dos entrevistados declarou que obteve melhorias em sua vida, tanto nos aspectos pessoais, profissionais e econômicos, o que ressalta a importância da existência de políticas públicas voltadas ao acesso à educação.

PRECONCEITO E PROUNISTAS: “SEU LUGAR NÃO É AQUI”

PID: S2175-35202021000200013 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Ribeiro Guzzo
Resumo O artigo é parte do resultado de uma tese de doutorado e tem como objetivo identificar e analisar a presença do preconceito nos espaços acadêmicos onde o ProUni está presente, para, a partir da análise apresentada, defender a tese de que o ProUni, ao mesmo tempo em que busca reparar a ausência histórica da classe trabalhadora no Ensino Superior brasileiro, acaba por revelar as desigualdades sociais manifestas pelo preconceito nas vivências universitárias. Para o desenvolvimento de uma estrutura argumentativa que defenda a tese foi necessário um mapeamento e caracterização dos ProUnistas a partir de um questionário online, além de duas entrevistas em profundidade que aconteceram de forma individual. Sabe-se que o preconceito na sociedade existe, assim como nas Instituições de Ensino Superior privadas, porém não é dimensionado ainda como esse preconceito influencia a vivência do estudante durante sua graduação; para isso utilizamos o método quantitativo e a análise construtivo-interpretativa. Conclui-se que apesar do ProUni dar acesso à classe trabalhadora ao Ensino Superior, o preconceito vivenciado durante a graduação ainda é bastante velado, prejudicando o cotidiano desses estudantes, sendo uma fonte de sofrimento psíquico. Necessita-se de um trabalho profundo da psicologia no ensino superior para auxiliar as Instituições de Ensino Superior na integração desses estudantes na comunidade universitária, além de auxiliá-los no enfrentamento ao preconceito nas vivências universitárias.

PRODUZINDO MEDICALIZAÇÃO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SOBRE ENCAMINHAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR À SAÚDE

PID: S2175-35202021000100054 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Santos Toassa
Resumo Este artigo é resultado de uma pesquisa bibliográfica sobre a produção nacional a respeito do encaminhamento de crianças em processo de escolarização a profissionais de saúde, como expressão do processo de medicalização da educação. Realizou-se levantamento bibliográfico na base de dados Biblioteca Virtual em Saúde-Psicologia Brasil/BVS-Psi com os termos: “medicalização”, “medicalização da educação”, “professores e encaminhamentos”, “queixa escolar”, “medicalização na rede pública”, “queixa escolar e medicalização” e “medicalização da queixa escolar”. Selecionaram-se os textos que apresentavam uma perspectiva crítica a respeito dos processos de medicalização da/na educação. Os resultados desta pesquisa indicam que os encaminhamentos são realizados partindo-se de uma concepção de que as dificuldades apresentadas pelas crianças no processo de escolarização são de caráter individual e, dessa forma, passíveis de resolução no campo da saúde. Entretanto, há uma marcante falta de comunicação entre esses serviços e a escola, o que contribui para o recurso ao uso de drogas psicotrópicas como uma das principais medidas para intervir junto às queixas escolares, em detrimento do recurso a novas práticas institucionais da escola.

QUEIXA ESCOLAR: UMA ANÁLISE DOS ENCAMINHAMENTOS DE ALUNOS AOS SERVIÇOS DE SAÚDE

PID: S2175-35202021000100044 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Sodré Sousa Cabral
Resumo Fundamentada na perspectiva da psicologia escolar e educacional crítica, a presente pesquisa, realizada em um município baiano, objetivou conhecer as concepções de educadores e psicólogos sobre o encaminhamento das crianças com queixa escolar para serviços de saúde e investigar as modalidades de atendimento a esse fenômeno. De caráter qualitativo e exploratório, foi realizada uma entrevista semiestruturada, aplicada de forma individual, totalizando 12 participantes, cujas respostas foram organizadas em categorias temáticas relacionadas aos objetivos da pesquisa. Nas entrevistas, prevaleceu a concepção de que questões de ordem educacional e também familiares/sociais justificam os problemas de escolarização das crianças, cujo encaminhamento aos serviços de saúde tem sido a alternativa possível, mas não a ideal para avaliação e intervenção. Espera-se que os referidos achados suscitem novos estudos sobre o tema investigado, especialmente no município em questão, que favoreça o fortalecimento dos pressupostos da psicologia escolar/educacional crítica no meio acadêmico. Ressalta-se ainda a necessidade de fomentar essa discussão de forma intersetorial na rede municipal de educação e saúde, problematizando a compreensão e atendimento às queixas escolares, e que se possam produzir práticas psicológicas e educativas críticas e emancipadoras.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO PROFESSOR PELO GESTOR

PID: S2175-35202021000100108 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Vale Maciel
Resumo Os gestores convivem diariamente com inúmeras demandas dentro da escola que, na maioria das vezes, estão relacionadas ao professor. O objetivo deste estudo foi identificar as representações sociais construídas pelos gestores em relação ao professor. Participaram da pesquisa 5 gestores educacionais da rede de ensino municipal da cidade de Mossoró/RN, os quais responderam uma entrevista aplicada individualmente. A frase estímulo foi “ser professor na atualidade”. O conteúdo transcrito foi analisado com o auxílio do programa IRAMUTEQ. Foi realizada a análise hierárquica descendente, que originou quatro classes: desvalorização profissional, demandas socioeducacionais, relação professor x aluno x família e competências pedagógicas. Ser professor na atualidade é vivenciar um contexto com inúmeras demandas, exigindo do profissional uma formação ampla e condições de trabalho favoráveis. O professor é relacionado ao “ar que a sociedade respira”, tendo em vista o complexo papel que tem a desempenhar no seu trabalho. A representação do professor afasta-se cada vez mais do paradigma tradicional, aproximando-o do paradigma emergente que propõe um profissional em constante formação para atender as políticas educacionais vigentes.

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES PARA ATIVIDADES ESCOLARES EM GRUPO

PID: S2175-35202021000100074 | Periódico: Psicologia da Educação (2175-3520) | Ano: 2021
Autores: Oliveira Garcia Menotti Donadeli Aran Carmo
Resumo Dentre as dificuldades encontradas para a inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas está a falta de conhecimentos técnicos e instrumentos específicos que ofereçam suporte à prática dos profissionais da educação e às escolas. Considerando essa necessidade, foi aplicado um programa de capacitação, com base no referencial teórico da Análise do Comportamento, para 18 professores do Ensino Fundamental de uma escola de cidade do interior do Estado de São Paulo, com o objetivo de capacitá-los a aprenderem estratégias para promover a participação de alunos com TEA em atividades de grupo utilizando jogos cooperativos. Foram ministradas cinco aulas com enfoque prático, abordando os temas: jogos cooperativos, prompt e reforço. A avaliação do curso foi feita de três modos: aplicação de Pré-Teste, Pós-Teste e Follow-up. Para avaliar a aprendizagem dos professores participantes, foi solicitada aos professores uma atividade de simulação de situações e intervenções vivenciadas junto a alunos com TEA, a partir dos conteúdos aprendidos, e a aplicação da Escala de Avaliação do Ensino em Língua Oral em Contexto Escolar (EVALOE) para avaliar a atuação dos ministrantes. Os resultados indicaram que os participantes apresentaram mais acertos no pós-teste do que no pré-teste, a avaliação deles sobre o curso foi positiva e a atuação dos ministrantes satisfatória. Ressalta-se a importância de elaborar capacitações para os docentes e a necessidade de fornecer a eles mais materiais de apoio e atividades de autoaprendizagem.

A formação matemática na pedagogia: a articulação universidade-escola como caminho formativo

PID: S1982-99492021000100114 | Periódico: Reflexão e Ação (1982-9949) | Ano: 2021
Autores: Azerêdo
RESUMO Considerando que a formação matemática na Pedagogia apresenta lacunas, o objetivo deste artigo é o de problematizar as possibilidades de se formar para a docência em Matemática por meio de um projeto voltado à Licenciatura. Embasando-se em autores que discutem formação docente em matemática e na pesquisa qualitativa, analisou-se um relato de uma sequência didática sobre multiplicação, numa turma de 5º ano e dados de um questionário aplicado aos graduandos. Concluiu-se que as atividades do projeto têm ampliado a formação docente em matemática ao possibilitar a vivência em salas de aula, tendo a escola pública também como espaço formativo, articulando teoria e prática.

A política pública de saúde e os migrantes: desafios da educação em saúde

PID: S1982-99492021000200207 | Periódico: Reflexão e Ação (1982-9949) | Ano: 2021
Autores: Molinari Turatti Carreno
RESUMO O artigo analisa o papel da Educação em Saúde em contextos migratórios. Inicialmente, se faz uma reflexão sobre o direito à saúde e os migrantes, pois no decorrer do processo de mobilidade muitos passam por significativas privações em relação a esse direito. Na sequência, apresenta-se uma abordagem da política pública de saúde brasileira em relação aos migrantes, considerados hoje, os novos usuários do sistema de saúde e por fim, analisa-se a fundamentalidade da Educação em Saúde como política pública e instrumento de promoção e prevenção da saúde dos migrantes. O método adotado apresenta uma análise predominantemente bibliográfica.
Reportar erro A