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A BRINQUEDOTECA EM ESPAÇO DE ACOLHIMENTO HOSPITALAR: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA FREIREANA

PID: S2178-26792021000400024 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Oliveira Santos
Resumo: Este artigo objetiva analisar o trabalho pedagógico desenvolvido na brinquedoteca de um Espaço de Acolhimento vinculado a um hospital, que atende crianças vítimas de escalpelamento, no estado do Pará, no período de 2018-2019, com o foco na ludicidade. As questões orientadoras do estudo são: Por que brincar no ambiente hospitalar? Em que contribui o brincar na formação das crianças no ambiente hospitalar? Trata-se de ação pedagógica desenvolvida por um núcleo de educação popular universitário, cuja referência é Paulo Freire. Para compreender a atuação pedagógica na brinquedoteca, realizaram-se pesquisa bibliográfica, observação in loco, análise das práticas desenvolvidas e conversas informais com os profissionais e usuários do espaço. Conclui-se que o brincar, como atividade lúdica, possibilita subverter e aflorar sentimentos presentes na vida das crianças e viabiliza a superação da dor e das angústias e medos gerados pela doença e internação prolongada de crianças em tratamento de saúde.

A EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA EM TEMPOS DE “ESCOLA SEM PARTIDO”

PID: S2178-26792021000200451 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Immianovsky Marchi Carvalho
Resumo: Este texto aborda autores que tratam das relações entre educação, sociedade e democracia, além de normas constitucionais e infraconstitucionais da legislação brasileira, com o objetivo de desenvolver a ideia de uma educação democrática e, assim, problematizá-la frente à organização Escola sem Partido (EsP). Busca-se demonstrar que a educação democrática é um princípio inegociável em uma democracia. No entanto, com o golpe de Estado de 2016 e a intensificação das ações da organização EsP, princípios basilares como os relacionados à educação democrática foram colocados em dúvida e, por isso, necessitam ser constantemente defendidos e reafirmados.

A EPISTEMOLOGIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA COMPARADA: APLICAÇÕES E TENDÊNCIAS

PID: S2178-26792021000200239 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Lamar Roach Zoboli
Resumo: O conhecimento comparativo é levado em consideração na Educação Física ao planejar, implementar, monitorar e avaliar políticas, currículos, currículos, aulas e pesquisas. A Epistemologia da Educação Física Comparada trata da validade desses conhecimentos. O objetivo deste artigo é discutir como as diversas perspectivas epistemológicas se manifestam na produção do conhecimento comparativo para a Educação Física. São expostas as perspectivas epistemológicas a respeito dos pressupostos ontológicos e gnoseológicos que sugere e suas aplicações no trabalho comparativo. Conclui-se que na Educação Física Comparada há confluência, complementação e triangulação entre as perspectivas epistemológicas, bem como os métodos e técnicas que promovem, não apenas tendências inevitáveis, mas também louváveis. O trabalho sistematiza experiências de trabalho de ensino e pesquisa dos autores em questões epistemológicas relacionadas à educação física.

A ESCOLA NA BERLINDA: PESQUISA DOCUMENTAL E NARRATIVAS JUVENIS EM FOCO

PID: S2178-26792021000300397 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Costa Silva
Resumo: Este estudo propõe discutir o lugar que a escola ocupa na vida dos jovens matriculados nas turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Trata-se de um estudo de caso realizado numa escola da rede municipal de Cabedelo, Paraíba. O Diário de Classe e a ficha-individual referentes aos anos de 2017 e 2018 bem como entrevista semi-estruturada, realizada com os alunos dos Ciclos III e IV da EJA, respaldam o trabalho empírico. Alguns resultados indicam que eles vão para as turmas da EJA, ou a isso são “obrigados”, frente à retenção e evasão escolar promovidas pela Escola. Os dados do Ciclo III, Turmas A e B, ano 2017 e a Turma “Única”, ano 2018, referidos ao desempenho escolar, a partir dos saberes de Português, Matemática, Geografia, Ciências, História, Inglês e Artes, apontam que, dos 112 alunos, a média é de 34 alunos aprovados. E os do Ciclo IV, contemplando os mesmos saberes, mostram uma média de 46,14 de aprovados, de 79 alunos matriculados nos anos 2017 e 2018. Conciliar escola e trabalho, experimentar turmas heterogêneas e apresentar baixo rendimento escolar são variáveis concretas que apontam para a complexidade dessas histórias escolares assimétricas, reativadas por trajetórias descontínuas na Educação Básica. As fontes documentais e as narrativas dos jovens mostram que o problema histórico da retenção e da evasão escolar é também o fracasso da escola, ao contribuir, especificamente, para os processos de exclusão e de desigualdades sociais.

A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO SUPERIOR: UM ESTUDO DAS LEGISLAÇÕES NACIONAIS

PID: S2178-26792021000100324 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Fávero Pagliarin
Resumo: O objetivo do presente texto é analisar legislações nacionais que sugerem a responsabilidade das instituições de educação superior federais em planejar e desenvolver ações de formação continuada aos seus docentes. Trata-se de uma pesquisa qualitativa quanto à abordagem do problema, exploratória quanto ao objetivo e documental quanto aos procedimentos. A discussão está ancorada em Alvarado-Prada, Freitas e Freitas (2010), Behrens (2007), Pachane (2006), Pimenta e Anastasiou (2003), Soares e Cunha (2010), dentre outros. O artigo é composto por duas partes. A primeira apresenta os principais aspectos das referidas leis e a segunda analisa os pontos que podem repercutir em promoção de formação continuada para docentes do magistério superior. A análise da legislação nacional indicou tímida discussão sobre a docência e seus saberes nos cursos de mestrado e doutorado; enfoque dos cursos stricto sensu na pesquisa; escassas estratégias que garantam implementação de política de desenvolvimento de pessoal para professores de magistério superior, embora o desenvolvimento profissional desses professores seja bastante considerado em políticas externas de avaliação da educação superior. Em síntese, não há política nacional de formação continuada para docentes universitários, porém, há legislação que obriga as instituições federais de educação superior a ofertar política de desenvolvimento de pessoal em nível de capacitações - não de formação continuada - para técnicos-administrativos e docentes.

A INSERÇÃO DA TERMINOLOGIA “DIREITO À APRENDIZAGEM” NO ARCABOUÇO LEGAL DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

PID: S2178-26792021000300152 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Militão
Resumo: Tem-se como pressuposto que as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e o anexo denominado Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação) aportam-se em abordagem de viés economicista em consonância com o projeto ultraliberal em curso. Argumenta-se que o Parecer CNE/CP nº 22/2019 e respectiva Resolução CNE/CP n. 02/2019 e Parecer CNE/CP nº 14/2020 e Resolução CNE/CP nº 1/2020 recuperam um projeto de formação de professores ancorado na racionalidade técnica vencido política e institucionalmente no início dos anos 2000. Almeja-se desvelar em quais princípios se apoia e quais elementos caracterizam o projeto de formação docente inscrito nas ‘novas’ diretrizes. Recorre a pesquisa documental, detendo-se particularmente na análise da inserção da terminologia “direito à aprendizagem” nas novas diretrizes com vistas a desnudar as implicações para a formação inicial de professores. Almeja-se, portanto, traçar o percurso que propiciou a incorporação do termo “direito de aprendizagem” nos normativos atinentes a formação de professores. Adota o conceito de aprenderismo e tem Biesta (2012, 2013, 2017) como autor de referência para analisar o discurso legal. A substituição no texto normativo da linguagem da educação pela linguagem da aprendizagem é materializada na BNC-FI e na BNC-FC com a listagem das competências e habilidades, obliterando o lugar do conhecimento no projeto de formação de professores e, por conseguinte, na formação de estudantes na educação básica, indicando a influência de uma matriz calcada na racionalidade técnica nos processos formativos em detrimento de uma fundamentação assentada na racionalidade crítica.

A MATRÍCULA COMO DIREITO DO ESTUDANTE NA PANDEMIA DA COVID-19

PID: S2178-26792021000100488 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Souza Ferreira
Resumo: Este texto aborda o direto à matrícula escolar com a escolaridade nos tempos de pandemia do novo coronavírus. Parte do princípio de que a matrícula escolar é lastreada pelo direito à educação, conforme se preconiza na Constituição da República Federativa do Brasil (1988), simbolizando a validação da identidade estudantil. Para tanto, referencia-se nas normativas e leis que regem o ordenamento jurídico brasileiro para cotejar informações de domínio público e apresentam-se o ensino emergencial e mapeamento da situação de oferta da educação no país, expondo estratégias para validar o ano letivo, como também alternativas para terminalidade de estudos. Desse modo, se configurou como uma pesquisa qualitativa, exploratória e documental que reúne conjunto de dados relevantes para contexto e problematizacão do percurso do estudante. Constata-se que a pandemia atingiu o direito a matrícula, em maior escala nos estabelecimentos públicos de ensino e que foi protelada, por circunstâncias impostas pela COVID-19, a tomada de decisão para validar esse direito.

A NARRAÇÃO DA EXPERIÊNCIA VIVIDA FACE AO “PROBLEMA DIFÍCIL” DA EXPERIÊNCIA: ENTRE MEMÓRIA PASSIVA E HISTORICIDADE

PID: S2178-26792021000100038 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Breton
Resumo: Zahavi, num artigo intitulado “Intencionalidade e Fenomenalidade: um Olhar Fenomenológico sobre o ‘Problema Difícil’”, publicado em 2015, questiona as relações dialéticas existentes entre consciência, memória e experiência. O difícil problema da consciência pode ser resumido da seguinte forma: embora seja relativamente simples apreender o conteúdo da experiência, os efeitos experienciais vividos parecem, por outro lado, estar fora do alcance do campo atencional e, consequentemente, do trabalho narrativo fundado nas palavras. Uma vez que a experiência é dada para ser vivida de uma forma “apresentacional”, ela é primeiramente vivida e retida passivamente antes de ser apreendida de uma forma reflexiva e compreensível como objeto de pensamento. Esta diferenciação entre “conteúdo da experiência” e “efeitos experienciais experimentados” constitui, segundo o termo proposto por Zahavi, uma “lacuna explicativa”. Ao pensar nas condições para superar esta lacuna no quadro de uma epistemologia da narrativa, este trabalho examina os processos e as temporalidades da transição da experiência para a linguagem, do ponto de vista fenomenológico e biográfico. Questionar as modalidades pelas quais as práticas narrativas participam da expressão em palavras dos conteúdos da experiência (o teórico), mas também dos efeitos experimentados no contato com esses conteúdos (o experiencial), é examinar as possibilidades de expressão das dimensões formativas da experiência, situando-as na interface entre memória, corpo e fala.

A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO CURRÍCULO DE MATEMÁTICA DO ESTADO DE SÃO PAULO E NO CADERNO DO ALUNO

PID: S2178-26792021000200428 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Rossetto Filho
Resumo: Neste artigo é realizada uma análise sobre o tratamento dado à resolução de problemas no Currículo de Matemática do Estado de São Paulo e no material Caderno do Aluno, para o Ensino Médio. Para isso, numa abordagem qualitativa de pesquisa, foi utilizada a metodologia de Análise Documental. Para a análise do Caderno do Aluno também consideramos o documento Matriz de Avaliação Processual que especifica os conteúdos, as competências e habilidades que devem ser desenvolvidas ao longo dos bimestres, dando destaque para as que deverão orientar a elaboração das provas de Avaliação de Aprendizagem. Os resultados obtidos mostram que embora o Currículo enfatize a importância do desenvolvimento da capacidade de resolver problemas e dê destaque a problematização como uma boa estratégia de ensino para o desenvolvimento de determinadas competências pessoais, o material Caderno do Aluno apresenta poucos problemas e, consequentemente, oferece poucas oportunidades que de fato possibilitem o desenvolvimento da capacidade de inquirir e de perguntar.

A VIRALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO ONLINE: A APRENDIZAGEM PARA ALÉM DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVIRUS

PID: S2178-26792021000300334 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Amaral Rossini Santos
Resumo: Com a propagação do novo Coronavírus, no Brasil, as instituições de ensino suspenderam as aulas presenciais. Nesse contexto, educadores, gestores e famílias inteiras tiveram de buscar novos modos de aprender e ensinar. Estratégias de ensino remoto ganharam força, pautadas na transmissão de conteúdos curriculares e na distribuição em massa. Diante desse quadro, apresentamos, neste artigo reflexões acerca da Educação online, como possibilidade de criação do conhecimento, de forma mais participativa, dialógica e interativa, com vistas à formação de cidadãos autores e autônomos, na e para além da pandemia. Complementarmente, sugerimos uma atividade de produção de vídeos e histórias em quadrinho, a partir de processos participativos, viabilizados pela Educação online. Nessa perspectiva, a produção do conhecimento se concretizou na parceria ‘docentediscente’ , e o protagonismo do processo de aprendizagem ocorreu nas relações estabelecidas entre esses atores, e, principalmente, com o objeto do conhecimento.

A abordagem fenomenológica shutziana e sua aplicação na compreensão da prática pedagógica dos anos finais do ensino fundamental

PID: S2178-26792021000500095 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Cézar Crusoé
Resumo: Esse artigo destaca o aspecto metodológico da pesquisa realizada no mestrado, objetiva apresentar as contribuições da fenomenologia sociológica shutziana e sua aplicação para a compreensão da prática pedagógica, como produtora de sentidos, sustentada nos conceitos de motivação, experiência e sentido, deste modo, trata-se aqui de exibir a coerência interna entre o objeto e a abordagem metodológica escolhida. De natureza qualitativa, a pesquisa foi desenvolvida com professores da rede pública municipal, por meio de entrevista semiestruturada decodificadas pela análise de conteúdo. Dessa forma, foram produzidas metanarrativas, material necessário para compreensão dos sentidos atribuídos por professores às práticas pedagógicas que desenvolvem. Seguindo essa perspectiva, foi possível compreender sentidos de práticas pedagógicas atribuídos por professores, dos anos finais do ensino fundamental, como fenômenos atrelados ao contexto de suas interações sociais, em função de processos interpretativos por eles utilizados ao lidarem com as situações. A abordagem fenomenológica schutziana permitiu perspectivar a ação pedagógica como uma ação dotada de sentidos que ao serem revelados, via pesquisa, permitem enunciar diferentes configurações de práticas, marcadas por crenças e valores idiossincráticos, ainda que ali se incluam prescrições governamentais.

A cartografia e a racionalidade ambiental: em busca da superação da racionalidade instrumental

PID: S2178-26792021000500456 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Amorim Cestari
Resumo: Este artigo apresenta o movimento contemporâneo da racionalidade ambiental e da cartografia como meio de superação do paradigma moderno que promoveu a instrumentalização da ciência. Neste caso, a abordagem explorada encontra-se na fronteira entre o movimento da modernidade e da contemporaneidade no que diz respeito à concepção do fazer ciência. Assim, o caminho que percorreremos neste texto passa por estes dois movimentos. Sendo que parte-se do diagnóstico da crise da modernidade apresentado por Boaventura de Souza Santos e da influência deste no debate sobre as questões ambientais tal como introduzidas neste domínio por Enrique Leff, por exemplo, e, em seguida, baseado nos estudos de outros autores como Bruno Latour busca apresentar um modo de produzir conhecimento que se apresenta como cartográfico. Neste sentido, promover a aproximação do discurso da racionalidade ambiental ao discurso da cartografia, neste momento poderá contribuir para a superação da racionalidade instrumental.

A memória afro diaspórica feminina como metodologia para pesquisa em educação

PID: S2178-26792021000500078 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Soares Jorge
Resumo: O artigo apresentado pretende, de forma preliminar, discutir a importância do uso da memória feminina diaspórica e das narrativas em entrevistas sobre as vivências de mulheres negras, enquanto fonte privilegiada para intepretação das nuances de suas vidas relacionadas aos processos de educação. As lembranças, a partir das narrativas de mulheres negras sobre determinados contextos do passado escravista até os dias atuais, constituem uma prática libertadora ao se posicionarem durante os registros dolorosos sobre a família e o cotidiano, marcado pela opressão e exclusão social. Quanto mais melanina suas peles refletem, mais forte e incisiva é a rejeição de suas existências, provavelmente por seus corpos negros retintos estarem associados historicamente à ancestralidade africana. Embora sejam inúmeras as possibilidades de análise para a pesquisa em Educação, com o uso da oralidade e memória escrita, sugerimos alguns caminhos metodológicos para arguição das informações. Como por exemplo, a pesquisa qualitativa compreensiva proposta por Crusoé (2014) e Amado; Crusoé (2017), com base na análise de conteúdo de Bardin (2011; 1977). Para escrita deste trabalho utilizamos alguns teóricos que serão apresentados ao longo do texto, tais como: Le Goff (1994); Nora (1993); Pollak (1989); Evaristo (2016; 2007), Moreira (2007); Fonseca e Souza (2006); Jesus (2000); Geertz (1978); Barreto (2018); Candau (2019); Streck (2006); Delgado (2007); Bosi (1994); Clark (2019); Figueiredo (2009); Soares (2006); Maldonado-Torres (2018).

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS, ADULTOS E IDOSOS EM DIÁLOGO COM PAULO FREIRE: UMA EXPERIÊNCIA EM TEMPOS DE PANDEMIA

PID: S2178-26792021000400218 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Andrade Freitas
Resumo: O presente artigo trata-se de um relato de experiências na docência no ensino superior, em formato do ensino remoto, com o componente curricular optativo denominado “Diálogos sobre Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos”, através da plataforma Google Meet, cuja proposta se desenhou a partir do pensamento, da vida e das obras de Paulo Freire. Dentre tantas ações relevantes do componente, marcadas por ricas reflexões e problematizações colaborativas, evidenciamos as que consideramos mais significativas para esta experiência. Todos os momentos aqui anunciados foram forjados pela diretriz do diálogo na perspectiva da construção do saber solidário em que o processo ensino-aprendizagem aconteceu de forma concomitante e qualificada. Por fim, destacamos a importância das narrativas dos sujeitos participantes, num movimento voltado para a problematização do vivido e do persistente esforço da realização de uma educação dialógica, humanizadora e libertadora.

ANÁLISE DAS SUSTENTAÇÕES ORAIS DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA PNEE-2020

PID: S2178-26792021000300506 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Rocha Vasconcelos Gonçalves Lacerda
Resumo: A Política Nacional de Educação Especial: equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida (PNEE-2020) foi instituída por meio do Decreto Nº 10.502 de 2020 no dia 01/10/2020, o Supremo Tribunal Federal - STF suspendeu a eficácia do Decreto em 01/12/2020. Seguiu-se e então um período de sustentações orais de movimentos contra e a favor do decreto, na tentativa de influenciar na decisão definitiva do plenário. O objetivo do presente estudo foi o de analisar os diferentes discursos expressos nas sustentações orais peticionados ao Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 6.590 que levou a suspensão da PNEE-2020. Ao todo 11 vídeos das sustentações orais foram transcritos e os discursos foram analisados utilizando-se o software de análise textual Iramuteq. Os resultados apontaram que os argumentos principais foram baseados na legislação brasileira e internacional, mas paradoxalmente, um mesmo trecho da lei foi utilizado tanto para defender a revogação quanto a manutenção da PNEE-2020. Concluiu-se que o processo evidenciou diferentes compreensões do que é educação inclusiva, dividiu o movimento de luta das pessoas com deficiência e enfraqueceu o movimento pela inclusão escolar no Brasil, uma vez há vozes polarizadas sobre o assunto e não há uma unificação dos ideários à serem alcançados.

ANÁLISE DE MODELOS COMO UM MÉTODO DE ENSINO DE MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

PID: S2178-26792021000200316 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Sousa
Resumo: O presente artigo tem como principal objetivo apresentar uma concepção da abordagem pedagógica denominada Análise de Modelos, como um método de ensino de Matemática na Educação Básica. A construção dessa proposta se desenvolveu basicamente dentro do contexto da Modelagem Matemática, vista em geral como uma estratégia de ensino inovadora, mas que apresenta algumas dificuldades na sua implementação como atividade regular em sala de aula. A Análise de Modelos na perspectiva aqui proposta, se coloca como uma alternativa no trabalho com modelos matemáticos já existentes, advindos de variados contextos de interesse dos estudantes, que pode ser implementada com mais facilidade que a Modelagem, ao mesmo tempo que pode incentivar aqueles professores que se sentem inseguros na implementação desta, sem a preocupação de se distanciar da estrutura escolar vigente, principalmente em relação ao cumprimento do conteúdo curricular programático.

APRENDIZAGENS COLHIDAS NA PERSPECTIVA FREIRIANA: ENTRE SABERES E DIÁLOGOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

PID: S2178-26792021000400144 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Pires Silva Ferreira
Resumo: Este artigo parte das diferentes possibilidades de uma educação que transforme para além do capital, uma educação aberta, diversificada, participativa e que acontece em múltiplos espaços, entre os quais se inclui a escola, que busca dar um significado para a práxis transformadora, apontando realizações, possibilidades, dificuldades e diálogos estabelecidos, mostrando que os saberes do professor não se materializam em um objeto físico, mas na humanização. Dessa forma, objetivamos revelar os problemas sociais que envolve a contemporaneidade, que afeta diretamente e meio educacional, por ser este espaço de visibilidade, onde são incutidas a política, economia, o capitalismo e as relações de poder. Assim, proporcionar diálogos reflexivos e provocativos para debatermos sobre o tema capitalismo e globalização com autores renomados. O processo metodológico perpassa por leituras críticas e reflexivas sobre a concepção freiriana de práxis libertadora e formação. Além de levar os leitores a pensar na construção de um outro mundo, mediante uma globalização com menor índice de perversidade, mais humana, mais solidária.

ARMAZÉM DE MOMENTOS: UM MEMORIAL COLETIVO ELABORADO POR PROFESSORAS EM FORMAÇÃO

PID: S2178-26792021000100299 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Furlanetto Sellani Biasoli
Resumo: Este texto foca-se na análise de um memorial coletivo de formação denominado Armazém de Momentos, elaborado por sete professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental. O objetivo do estudo foi investigar o modo como o trabalho com narrativas, em contexto formativo, poderia potencializar e revelar movimentos individuais e coletivos de formação. Foram estabelecidos diálogos teóricos com autores que investigam a pesquisa-ação-formação centrada nas narrativas, sobretudo, em histórias de vida, com o apoio do uso de memoriais, bem como com autores que abordam o conceito de símbolo e processo de individuação e processo de grupação, na perspectiva da Psicologia Analítica. A análise das narrativas que compõem o Armazém de Momentos evidenciou que a elaboração de um memorial escrito coletivamente, por professores, desencadeou percursos singulares e coletivos de formação, com pontos de aproximação e também de tensões, mediados pelo uso da linguagem e pela seleção de símbolos que foram construídos ao longo do percurso.

ARQUEOLOGIA COMO METODOLOGIA E BIOPOLÍTICA COMO DISCURSO

PID: S2178-26792021000500178 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Lemos
Resumo: Trataremos aqui do itinerário foucaultiano, associado à noção de Biopolítica, política da vida, ou de como a economia política constrói discursos que incidem diretamente sobre o campo da Educação, em itinerários de pesquisa (metodologias?) que se utilizam ou não da ótica foucaultiana. O presente artigo divide-se em três partes, a saber, (1) a arqueologia como “metodologia científica”, (2) itinerários metodológicos como discurso e (3) a biopolítica como produção discursiva. Na primeira parte, estudaremos a noção da arqueologia foucaultiana como método de pesquisa e produção discursiva. Na segunda parte, analisaremos três itinerários de pesquisa a partir de três artigos: Base Nacional Curricular Comum: novas formas de sociabilidade produzindo sentidos para educação, de Elizabeth Macedo (2014); Reformas curriculares e formação inicial: saberes e profissionalização, de Maria Manuela Alves Garcia (2015); e Os reformadores empresariais da educação e a disputa pelo controle do processo pedagógico na escola, de Luiz Carlos Freitas (2014). Por fim, analisaremos os efeitos da economia política e do mercado, através das noções homo oeconomicus e biopolítica como metodologia de produção dos discursos.

AS DCN/2019 PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES: TENSÕES E PERSPECTIVAS PARA O CURSO DE PEDAGOGIA

PID: S2178-26792021000300216 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2021
Autores: Portelinha
Resumo: Este artigo analisa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica - Resolução CNE/CP Nº 02/2019 e as implicações para o curso de Pedagogia. Retoma os princípios e as concepções construídas pelo movimento dos educadores e que condicionaram a organização desse curso. Problematiza as tensões e as perspectivas para o curso de Pedagogia com base no contexto histórico, político e social no qual são forjadas as novas diretrizes. Adota a análise crítico-dialética e destaca dois aspectos que se articulam na materialidade do processo formativo: o teórico-científico e o prático organizacional. O primeiro corresponde aos princípios, às concepções e aos fundamentos da teoria educacional. O segundo vincula-se ao conjunto de componentes curriculares dos cursos de licenciatura. Especificamente para o curso de Pedagogia, o indicativo é redefinir a organização curricular propondo cursos específicos conforme a etapa da educação básica. A ênfase recai sobre os conteúdos específicos das áreas do ensino e suas respectivas metodologias em sintonia com a BNCC da Educação Básica. Destaca o esvaziamento dos fundamentos da educação e a dissociabilidade na relação entre teoria e prática, questões essenciais para a constituição da formação e do trabalho docente. As DCN desconsideram o acúmulo de pesquisas relativas ao curso de Pedagogia, bem como as críticas, tensões e proposições históricas sobre a especificidade desse curso. Os resultados apontam a retomada do projeto hegemônico em um cenário de adversidade e conservadorismo, o que requer um grande desafio e resistência das instituições formadoras.
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