“SER” UM/A PROFESSOR/A DISSIDENTE: entre a vida que se constrói de forma contingente e a ficção representativa
PID: S1982-03052021000400434 |
Periódico: Revista Teias (1982-0305) |
Ano: 2021
Autores: Silva Alves
Resumo Este ensaio busca provocar reflexões sobre identidades docentes, discutindo as im(possibilidades) de qualquer fechamento e sutura dos sujeitos que as incorporam. Aponta-se a representação hegemônica do/a profissional docente como uma ficção representativa que se modifica ou se conserva de acordo com as disputas pelas demandas educativas. A partir de discussões teóricas sobre identidade, sujeito e performance, e de experiências vividas pelos autores/as e/ou por docentes mencionados/as aqui como “dissidentes”, reitera-se a relevância do olhar para as diversas posições desses sujeitos humanos e profissionais a partir da concepção de que não se nasce professor/a torna-se um/uma. O trabalho é fruto de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, a partir de uma perspectiva orientada aos problemas expostos (problem driven researche), conclui-se situando a regulação das identidades e performances docentes diante dos discursos hegemônicos de normatização e as (im)possibilidades de superar tais restrições através de corpos e experiências dissidentes no campo da educação.