Este texto forma parte de uno mayor titulado Proceso pedagógico y heterogeneidad cultural en el Equador, UNESCO/CEPAL/PNUD, Proyecto Desarrollo y Educación en América Latina y el Caribe (DEALC/22), agosto de 1979, que se originó en uma investigación conjunta com el Consejo Nacional de Desarrollo de Ecuador (ex JUNAPLA) El texto global fue elaborado en forma coletiva por um equipo integrado por Stella Vecino, quien tuvo a su cargo el análisis del proceso pedagógico, por Juan Carlos Tedesco, quien lo coordinó desde el ponto de vista metodológico y redacto la version final Del informe, y por German W. Rama, quien dirigió el proyecto y tuvo a su cargo la formulación e integración de los aspectos teóricos Del tema.
Para os que sustentam que os chamados sistemas educativos são na realidade sub-sistemas da sociedade global e que, no seu desenvolvimento, estão fortemente condicionados pelo funcionamento das estruturas econômicas e sociais dessa sociedade global, é claro que, para analisar os elementos de inércia e mudança que estejam incluídos nestes sistemas educativos, é necessários estudar primeiramente as características do processo de mudança sócio-cultural que se vive no interior da sociedade.
A minúcia com que Vicent Petit examina a articulação interna de A Reprodução revela um empenho obstinado em indicar as insuficiências dessa, que pretendeu sistematizar proposições em torno da imposição cultural na relação pedagógica formal. Escrita por apoio, entre outros, uma série de análises empíricas prévias acerca dos processos de seleção social e de inclusão cultural na escola francesa, A reprodução recebeu uma bateria cerrada de objeções, mais intensamente partidas de autores de filiação marxista.
O presente trabalho baseia-se em dados de pesquisa sobre as conseqüências da educaçäo técnica do ponto de vista da justiça e da eqüidade social: a educaçäo técnica favorece ou não a mobilidade social dos estratos mais baixos da população? Atua como fator de mobilidade social ou de reprodução social? Em que medida influencia o desenvolvimento e o progresso social ou a manutenção das desigualdades sociais? Os dados referem-se a rendimento escolar, posições ocupacionais e níveis salariais de egressos das escolas técnicas em alguns países da América Latina: Colômbia, Paraguai, México e Argentina. Ressalvadas as especificidades de cada país, os resultados indicam que a modalidade técnica industrial parece atenuar o fator socioeconômico de origem, capacitando os alunos a um melhor desempenho escolar que os egressos das modalidades acadêmicas. A análise da trajetória ocupacional indica uma modalidade ascendente mas restrita às faixas ocupacionais adjacentes. Quanto aos salários, inicialmente os egressos dos cursos técnicos têm salários mais altos. A variável tempo, entretanto, introduz uma alteração favorável aos egressos do ensino acadêmico convencional. Em resumo, a mobilidade social que possa ser atribuída à educação técnica é limitada pelas condições mais amplas de sociedade em que se insere. De um lado mantêm-se as relações de produção com papéis pré-determinados para as diferentes classes sociais. Por outro lado, ameniza-se a situação de desigualdade social, propiciando oportunidades de mobilidade dentro das faixas adjacentes.
Maria Malta Campos: Em primeiro lugar é preciso explicar por que a discussão sobre a creche e a pré-escola deve ser feita de forma conjunta. Existem algumas diferenças entre creche e pré-escola, Principalmente, do ponto de vista conceitual, essa diferença é bastante clara: supõem que a creche seja algo que atenda à criança logo nos primeiros anos de vida e a pré-escola o que vem imediatamente antes da escola.
O artigo refere-se à atuação da Igreja na instituição familiar, com base na síntese de três trabalhos: o de Prandi (1975), o de Pierucci (1978) e o de Camargo e outros (1980). Indica como, no que diz respeito à nação ideológica em organização voltada para a prática comunitária, que privilegia a sociedade civil em contraposição ao Estado. Mostra também que, apesar das mudanças, a Igreja procura sempre manter a família sob seu controle.
O artigo analisa o projeto do decreto-lei "Estatuto da Família", de autoria de Gustavo Capanema, na década de 30. Embora assinado por Getúlio Vargas, o projeto não chegou a ser promulgado e a polêmica que se criou em torno dele, polarizando alguns dos setores mais conservadores da sociedade àquela época, entre eles a Igreja, reflete a importância da normatização da família para o Estado autoritário.
O artigo visa a estimular o debate acerca do ensino profissional livre. Para tanto, após apresentar a problemática desse ensino no Estado de São Paulo, o autor adianta algumas colocações preliminares a respeito dos aspectos administrativo-legal, socioeconômico e didático-pedagógico relativos ao tema.
Este trabalho procurou analisar diferentes fatores que poderiam explicar o fracasso escolar na 1ª série do 1º grau. É um estudo em profundidade realizado em duas unidades escolares da rede pública de ensino - uma carente e outra não carente. Foram coletados dados dos alunos através de exames clínicos padrão, fonoaudiológico e audiométrico e testes psicológicos; das famílias, dos professores, assistentes pedagógicos, diretores, e da escola através de entrevistas e de observações de campo. A conclusão a que se chegou é de que se torna difícil imputar as causas da reprovação a uma ou algumas variáveis referentes a um dos elos da cadeia que é o processo educacional escolar. Mas pelas análises do instituído escolar face às variáveis das famílias e dos alunos parece ser claro que a escola pública que tem recebido contingentes cada vez maiores de alunos desfavorecidos socialmente não está preparada e nem parece ter a intenção de se preparar para trabalhar com a pobreza. O que a escola tem feito é equipar-se para escolarizar uma criança ideal, que dificilmente, ou nunca, se encontra em suas salas de aula.
O objetivo deste texto é compreender como a legislação sobre o trabalho feminino - desde 1932 até a Consolidação das Leis do Trabalho, na década seguinte - foi parte do projeto autoritário do Estado, dirigindo-se mais diretamente à família. A ordenação jurídica do trabalho feminino, na legislação de 32 e depois sob o Estado Novo, implicou na defesa de um certo tipo de família patriarcalmente constituída e significou a opressão das mulheres, através de sua dessexualização e identificação no papel de "mãe". A análise da Legislação é acompanhada do exame de conteúdo do Boletim do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, publicado a partir de 1934.
Três são os aspectos que este trabalho se propõe a analisar, resumidos em três perguntas fundamentais: - É possível e desejável o trabalho científico conjunto da psicologia e da educação? - Deve-se iniciar a alfabetização tomando como critério uma determinada idade cronológica? - Qual o fator mais importante para o processo de alfabetização: inteligência ou maturidade? As respostas às duas primeiras perguntas visam a levantar problemas graves, aos quais psicólogos e pedagogos não tem dado a devida atenção. A resposta à terceira pergunta, ao mesmo tempo em que responde às duas iniciais, tenta esclarecer, através de uma pesquisa, aspectos do desenvolvimento psico-neurológico necessário para a alfabetização.
Este artigo foi elaborado como parte do Projeto Desenvolvimento e Educação na América Latina e no Caribe, executado conjuntamente pela UNESCO, pela Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mas não representa, necessariamente, as opiniões das instituições da Nações Unidas acima mencionadas. O artigo foi traduzido por Horácio Gonzáles, a partir de sua versãoem espanhol incluída no livro da UNESCO-CEPAL-PNUD-UNICEF, Educación y sociedade em América Latina y el Caribe, editado pela UNICEF em Santiago do Chile, 1980, e é publicado com a devida autorização.
Como parte de pesquisa mais ampla sobre as atitudes das professoras em relação à condição social e sexo do aluno, pediu-se em 1976 a 160 professoras da capital do Estado de São Paulo que descrevessem o que seria, na sua opinião, o aluno ideal ou o mau aluno de 1º ano da escola de 1º Grau.Desse modo obtiveram-se 80 descrições de cada tipo de aluno, que trazem dados sobre: sexo, características físicas e saúde das crianças, comportamento em relação à aprendizagem, à professora e aos colegas e também informações sobre sua família e o contexto sócio-cultural em que vivem.
O presente artigo tem como objetivo analisar o papel do casamento na sociedade paulista durante o século XIX. Com base nos dados contidos nos recenseamentos da população, testamentos e diversos documentos manuscritos referentes ao período, procuramos fazer uma análise dos arranjos matrimoniais e respectivos critérios de seleção de cônjuges buscando uma explicação para o baixo índice de nupcialidade encontrado entre elementos provenientes dos diferentes grupos sociais. Atenção especial foi dedicada no final da exposição ao processo de socialização, agente regulador do princípio de autoridade e da divisão de incumbência no casamento.
O conteúdo do artigo de Guimar Namo de Mello é no mínimo provocativo, característica, aliás, do produto de pessoas que pensam e que se comprometem. Mas há outros ângulos pelos quais olhar o artigo que o tornam ainda mais louvável: ele é iconoclasta (no bom sentido) ao derrubar mitos construídos por uma verbalização - mas não por uma prática educacional; é crítico com base numa análise política da instituição escola, sem ser academicamente crítico.
É oportuno que no Ano Internacional da Criança, o professor Heron chame a atenção não apenas para a importância do cuidado e educação da criança em idade pré-escolar como para algumas das práticas necessárias ao seu provimento.
O problema de transmissão do conhecimento pela escola a adultos que freqüentam os cursos do MOBRAL tem sido objeto de minhas reflexões, enquanto professora de um desses cursos. A leitura do texto de Guiomar Namo de Mello, Ensino de 1º grau: direção ou espontaneísmo?, veio ao encontro dessas reflexões, provocando sua sistematização e aprofundamento. Embora o referido texto diga respeito ao ensino regular de 1º grau, considero que a questão discutida se aplica com muita prioridade a ensino supletivo de 1º grau para adultos. Esse ensino é dirigido quase que exclusivamente das classes trabalhadoras, que não tiveram acesso a educação escolar nos seus primeiros anos de vida e para quem os cursos supletivos são a única fonte onde podem buscar essa riqueza social da sociedade letrada: o saber escolar.
A autora reflete sobre o uso do conceito de família como unidade de análise. Argumenta que as pesquisas sobre esse tema só avançaram a partir do momento em que se adotou a visão da família como um grupo, com dinâmica e especificidade próprias. Nesse tipo de investigação, porém, o indivíduo enquanto tal corre o risco de ficar anulado, daí a proposta do artigo de recuperar o indivíduo e colocar em discussão a dimensão política presente na interação dos indivíduos dentro de cada família.
Julieta Nóbrega e Tessy Hantzschel, psicólogas especializadas em psicologia infantil e terapia familiar, são entrevistadas por Lia Fukui e Cristina Bruschini, e fazem uma reflexão sobre suas experiências clínicas com famílias urbanas de classe média.