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O indivíduo e a sociedade nas perspectivas de J.-J. Rousseau e de J. Dewey

PID: S0102-25551975000100005 | Journal: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Year: 1975
Authors: Lima
No ano de 1762, um suíço residente em Paris publicou, na Holanda, um livro sobre educação. Tratado ou novela pedagógica, segundo a opinião particular de cada leitor, o <i>Emile</i> viria provocar uma revolução na pedagogia. As idéias ali expostas puseram em causa todo o sistema educativo da época, e questionaram, sobretudo, a formação humana em seus fins e meios.

Resumos de pesquisas estrangeiras

PID: S0102-25551975000100009 | Journal: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Year: 1975
Authors: Di Dio
A Revista da faculdade de Educação da Universidade de São Paulo propõe-se a divulgar os resultados de pesquisas, elaboradas no exterior, sobre problemas relevantes no campo da educação. A finalidade desses resumos analíticos é não só a de informar como também a de familiarizar nossos educadores com os problemas que preocupam os pesquisadores estrangeiros e com as técnicas empregadas na tentativa de resolvê-los. Nesse número, a escolha e a súmula das pesquisas, extraídas de periódicos especializados, ficou sob a responsabilidade de Renato A. T. Di Dio.

Santo Agostinho e o menino

PID: S0102-25551975000100008 | Journal: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Year: 1975
Authors: Nunes
Há muitos anos, adolescente, tive o prazer de ler a <i>Vida de Sto. Agostinho</i> escrita por Papini. Gravou-se-me na memória a descrição feita pelo autor, no prefácio do pequeno quadro de Sandro Botticelli na Galeria dos Ofícios, onde um velho de barba branca, vestido de capa vermelha, conversa com um pequenito na praia de um mar verde e translúcido semelhante ao do <i>Nascimento de Venus. </i>O velho inclina-se um pouco para a criança que, ajoelhada junto a uma poça, tem na mão uma espécie de concha. Olhei para a legenda por baixo do quadro: era Sto. Agostinho a quem uma criança confessa querer esvaziar o mar” (1). Depois dessa leitura, deparei por várias vezes com a explicação da cena descrita pictoriamente por Sandro Botticelli. Há pouco tempo, ainda, pude verificar a durabilidade dessa formosa lenda, ao examinar a lição dada por Alfredo Barth sobre a Santíssima Trindade na sua <i>Enciclopédia Catequética</i>. “O mistério da Trindade divina, ensina A. Barth, é insondável. Tomás Cantipratano (morto em 1280) narra a história de <i>Sto. Agostinho</i> que passava longas horas indagando sobre o mistério da Trindade. Certo dia, viu uma criança tirando com uma colherzinha a água do mar para pô-la numa pequena cova... É mais fácil para mim, disse a criança, transportar a água do mar para esta cova do que para a tua razão compreender o inescrutável mistério da SS. Trindade”. Barth narra, em seguida, a mesma lenda em relação a Alano de Lille (2).
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