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Quietas e caladas: as atividades de movimento com as crianças na Educação Infantil

PID: S0102-46982009000200013 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2009
Autores: Iza Mello
Este artigo discute as atividades de Movimento nas rotinas diárias de professoras de Educação Infantil, sob a perspectiva da teoria Histórico-Cultural de Vigotski, cuja concepção de desenvolvimento infantil prioriza a cultura e a atividade mediada de professores, como determinantes nas aprendizagens e no desenvolvimento infantis. As atividades de Movimento vão além do desenvolvimento motor, relacionando-se com resolução de problemas, questionamentos, criatividade, memória, atenção, abstração, etc. As professoras da creche investigada têm experiência de trabalho com as crianças, mas falta-lhes o conhecimento de como trabalhar atividades educativas com Movimento e, portanto, priorizam a manutenção das crianças em situação de Não-Movimento. Tais práticas de manter as crianças quietas e caladas revelam as concepções de criança e movimento das professoras, indicando a urgência de reformulação dos processos e cursos de formação inicial e continuada de professoras de Educação Infantil.

Saber leer, aprender a leer

PID: S0102-46982009000100012 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2009
Autores: Tizio
A partir da constatação de que, nos termos atuais, se lê cada vez menos, a autora propõe manter em aberto outra questão: Se lê menos ou se lê diferente? Assim, o artigo interroga a relação do ser falante com a escrita e com a cultura, destacando, em toda leitura, o componente da interpretação, que não ocorre independentemente da leitura do inconsciente. Apresenta o inconsciente como intérprete, ou seja, um aparelho de leitura que interpreta a realidade e tudo o que é lido. Chama a atenção para a dimensão de satisfação inerente à atividade de interpretação e à função da educação de apontar as possibilidades para que tal satisfação possa circular socialmente.

Ser criança e ser aluno: concepções das professoras do 1° ciclo do ensino básico

PID: S0102-46982009000100003 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2009
Autores: Pereira Lopes
Apresentam-se dados parciais do projeto “As crianças são importantes: a reorganização curricular no 1º CEB e as concepções de infância dos professores”, que pretendeu conhecer as concepções de infância que emergem dos discursos dos professores sobre as suas práticas. Os resultados parciais revelam-nos concepções sobre a infância ambíguas e contraditórias, fazendo corresponder as possibilidades de expressão das subjetividades das crianças a seres que não parecem partilhar a mesma categoria social, quando se encontram fora e dentro do contexto escolar. A idealização sobre a infância e a sua relação com os princípios estruturantes da escolarização situam-se num domínio mais simbólico do que real e a sua distanciação relativamente às subjetividades das crianças e às práticas sociais escolares tem constituído um fator de sofrimento para as professoras e para os alunos.

Tendências dos artigos apresentados nos Encontros de Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA)

PID: S0102-46982009000300012 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2009
Autores: Rink Megid Neto
Descreve e analisa as características e tendências dos 303 artigos apresentados nos Encontros de Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA) realizados nos anos de 2001, 2003, 2005 e 2007. A partir da leitura integral dos trabalhos, os artigos foram classificados segundo: autoria; instituição de origem; nível educacional; área de conhecimento; foco temático. Os resultados revelam: a) forte desequilíbrio inter-regional da produção, concentrada no eixo Sudeste-Sul (83%); b) predomínio de trabalhos vinculados às instituições promotoras dos Encontros - UNESP, USP e UFSCar; c) predomínio de estudos voltados para o ensino escolar - 77%; d) predomínio de investigações que mapeiam ou abordam as Características e Concepções de Indivíduos - 33%, os Fundamentos Teóricos e Curriculares - 29% ou Conteúdos e Métodos - 10%. O trabalho aponta elementos para reflexão sobre a pesquisa em Educação Ambiental no Brasil e sobre a potencialidade dos EPEAs para o desenvolvimento desse campo de pesquisa no país.

A educação escolar, a exclusão e seus destinatários

PID: S0102-46982008000200010 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Cury
A educação escolar, similarmente a outras dimensões da vida sociocultural, coexiste, em países marcados pela desigualdade, com o fato de ser inclusiva e seletiva nos modos e meios dessa inclusão educacional e estar, ao mesmo tempo, sob o signo universal do direito. Nesse raciocínio, faz sentido perguntar quem são os "herdeiros" e/ou os reais atingidos pela privação dessa destinação universal da educação escolar como direito específico. E esse raciocínio deve desembocar em outra pergunta que, logicamente, se sucede ao para quem. Trata-se, igualmente, de inter-rogar o para quê dessa inclusão excludente.

A escrita de Clio nos temp(l)os da Mnemósime: olhares sobre materiais pedagógicos produzidos pelos museus

PID: S0102-46982008000100013 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Costa
O artigo pretende abordar os desafios e as potencialidades do ensino de História nos museus, em um cenário de predomínio da memória como referência para narrativas e lutas políticas. Os materiais pedagógicos produzidos pelos museus serão um ponto de partida para perceber concepções de história, memória e aprendizagem instrumentalizadas pelos museus históricos com o objetivo de educar. O museu, concebido como espaço de poder, é produtor de sentidos do passado e, portanto, suas múltiplas linguagens fomentam acessos para a compreensão de permanências e rupturas dos projetos de História nacional. Neste sentido, a importância da preservação das fontes pedagógicas é realçada, como proposta para a construção de interpretações sobre a educação museal no Brasil.

A formação de professores e os currículos praticados em um movimento de educação popular na Rocinha

PID: S0102-46982008000200004 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Silva
A proposta deste artigo é fazer um mergulho nas redes de ações coletivas que atribuem sentidos políticos e pedagógicos aos processos de sociabilidades na favela da Rocinha. Trata-se de uma pesquisa nos/dos/com os cotidianos de um movimento social de educação popular, o Pré-Vestibular Comunitário da Rocinha (PVCR), situado em uma das maiores favelas da América Latina. O objetivo central deste texto é apresentar práticas pedagógicas tecidas no cotidiano do PVCR que forjam uma nova perspectiva de formação de professores, num contexto em que as hierarquias tradicionais da relação professor/aluno são quebradas e reinventadas a partir da potência emancipatória presente nos conflitos dos currículos praticados.

A insustentável leveza do tempo: os objetos da sociedade de consumo em aulas de história

PID: S0102-46982008000100011 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Ramos
O artigo desenvolve propostas para o uso dos objetos em aulas de história. Argumenta-se que a reflexão sobre as múltiplas relações entre sujeitos e objetos pode ser uma via de acesso para a construção da consciência crítica sobre o tempo, ou melhor, sobre as formas pelas quais acontecem ligações e separações entre passado, presente e futuro. O intuito é afirmar a necessidade de colocar, a partir do cotidiano vivido e de reflexões sobre a sociedade de consumo, a memória dos objetos no ensino de história.

Artes de governar a infância: liguagem e naturalização da criança na abordagem de educação infantil da Reggio Emília

PID: S0102-46982008000200006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Bujes
Este estudo faz uma análise da abordagem da Reggio Emília para a Educação Infantil. Assumindo uma posição pós-estruturalista de inspiração foucaultiana, descreve a proposta italiana e anatomiza seus discursos. A utilização das ferramentas teórico-metodológicas possibilita determinar um espaço analítico - no qual os domínios da ética e da política se cruzam permanentemente - para entender como operam as modernas práticas de subjetivação, nessas experiências educativas destinadas a crianças de tenra idade. O exame breve e pontual da referida abordagem possibilita destacar vocabulários provenientes de campos claramente identificáveis para indicar suas articulações, filiações, compromissos. Pressupondo-se que é a linguagem que permite tornar determinada “porção da realidade” pensável, mostra-se como as palavras podem tornar inteligíveis as práticas sociais e expressar direções desejáveis para ali produzir intervenções.

As desigualdades escolares na África do Sul: “força das coisas” e política educativa (o exemplo da Província do Cabo)

PID: S0102-46982008000200009 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Carpentier
A questão da aplicação das decisões políticas subsiste tanto no campo da educação quanto fora dele. Freqüentemente, ela se coloca de forma mais aguda quando são constatadas distorções entre orientações adotadas e resultados alcançados, normalmente vividos como grandes traições. Como pano de fundo para esta questão, consideramos a capacidade das políticas de se curvarem à “força das coisas”, isto é, ao peso de determinantes econômicos e sociais ou ao que é apresentado como tal. A mudança política que ocorreu na África do Sul em 1994 está na origem de um debate no país cuja aposta é saber se as decisões tomadas visando a erradicar as discriminações herdadas do passado em matéria de acesso à educação foram efetivadas dez anos mais tarde ou se estão sendo aplicadas. Para tanto, tentamos avaliar, por meio da análise de dados oficiais disponíveis para a Província do Western Cape, o peso da “força das coisas”. Três preocupações se exprimem em nossa pesquisa: determinar, primeiramente, a amplitude da desagregação racial institucional da escola após o período do apartheid; apreender, em seguida, o peso dos determinantes sociais que estão em sua base, além das diferenciações raciais, a persistência de fortes desigualdades sociais no acesso à educação; e questionar, enfim, a capacidade que tem o aparelho político para controlar e em que medida esta “força das coisas”, que provavelmente exprime tanto as heranças do passado quanto o próprio funcionamento da sociedade sul-africana, atravessada hoje por imposições da globalização e pela perenização das desigualdades socioeconômicas que lhe estão associadas.

As testemunhas e o ensino da história: uma abordagem didática

PID: S0102-46982008000100010 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Fink
O objetivo deste artigo é examinar intenções, práticas e aportes da utilização do testemunho oral no ensino da História. Em primeiro lugar, mostraremos as principais preocupações e potencialidades implicadas no recurso à memória das testemunhas, no ensino da História. Depois, estudaremos as motivações inerentes a esse recurso e às diferentes maneiras de contemplá-lo. Proporemos, então, um retrato das práticas escolares em matéria de testemunho oral como sendo uma entrada na História pela empatia e/ou como alavanca cognitiva, favorecendo o desenvolvimento do pensamento histórico dos alunos. Destacaremos o interesse e os limites, a eficácia e os obstáculos que essas práticas induzem.

Currículo de história e educação para o patrimônio

PID: S0102-46982008000100009 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Mattozzi
Quantas potencialidades tem o currículo de história em relação à educação para o patrimônio? Como o professor de história pode realizar este compromisso? Com qual progressão dos conhecimentos significativos e das operações cognitivas? Com quais estratégias didáticas? Com quais processos de aprendizagem? Para responder a tais perguntas, raciocinarei, primeiramente, sobre a relação entre as marcas do passado, o território, os bens culturais e o patrimônio, valendo-me, principalmente, das contribuições de Cicerchia (2004), Branchesi (2006), Gardner (1991; 1993), Nardi (1996) e Pansini (2004). Os quatro termos compõem um mapa conceitual que pode orientar as escolhas curriculares, nos diferentes níveis da educação básica. A seguir, apresentarei, em linhas gerais, uma proposta de currículo que vimos amadurencendo ao longo dos anos de atividade docente e de pesquisadores (I. MaTTOZZIi, e TONTO, G. Di (a c. di), 2000; MATTOZZI, I. (a cura di), 2005; MATTOZZI, I. 1990; MATTOZZI, I. 1990), ressaltando como esta pode servir para a educação para o patrimônio e contribuir para a formação histórica de crianças e adolescentes.

De relicários a janelas: objetos materiais como mensageiros da (investig)ação escolar

PID: S0102-46982008000100012 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Pellizzoni Miranda
Este artigo pretende discutir a potencialidade pedagógica inerente à produção de objetos de cultura material e o estímulo à sua circulação entre escola e famílias. Baseia-se em experiência de pesquisa que culminou na elaboração de uma dissertação de Mestrado relativa à temática da cultura popular na escola. O foco particular assumido nesta discussão recai sobre o circuito percorrido por caixas compostas por objetos mnemônicos produzidos e selecionados pelas próprias crianças e em que medida tais objetos foram apropriados e resinificados pelas famílias.

Desconforto e invisibilidade: representações sobre relações de gênero entre sindicalistas docentes

PID: S0102-46982008000100002 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Ferreira
Analisam-se as representações sobre relações de gênero na educação e as trajetórias sindicais de diretoras/es do 24º Núcleo do CPERS/SINDICATO (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul - Sindicato dos Trabalhadores em Educação). No referencial, recuperam-se aspectos da constituição da docência que interferem nas representações sobre esse ofício: feminização, proletarização e sindicalização, bem como a fragilidade, nos sindicatos e na academia, das discussões sobre o impacto das relações de gênero no trabalho docente. Em termos empíricos, examinam-se: a escolarização dos sujeitos como estratégia familiar de ascensão social; as resistências a abordar o tema das relações de gênero; a tendência das mulheres a criticar comportamentos masculinos, em classe e na militância; e a dos homens de valorizar a atividade feminina.

Espaço inventado: o teatro pós-dramático na escola

PID: S0102-46982008000200007 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: André
Com a publicação da lei n. 9394/96, a arte integra-se ao currículo do ensino básico como área de conhecimento. Neste ensaio, problematiza-se essa nova condição da arte na escola, refletindo a particularidade da experiência artística em relação às outras disciplinas, de modo a não se descaracterizar o que é próprio dela. A partir do entendimento de que a presença da arte é provocadora de mudanças, busca-se observar aquilo que, na escola, é necessário “ser tocado” por ela. Esse olhar investigativo flagra uma cena de destruição, com problemáticas muito próximas daquelas expressas pelo teatro contemporâneo. Com isso, sugere-se aproximar a realidade escolar de formas do teatro pós-dramático, com o intuito de inventar espaços que possam vir a ser coletivos e que acolham o que se chamou de “trocas de intimidades”. Dessa aproximação, reitera-se o conceito de conhecimento como invenção, defendido por Michel Foucault, e detecta-se a necessidade de elaborar uma atitude docente que seja provocativa e crie ações educativas de tipo estratégico.

Implicações metodológicas do processo de formação do leitor e do produtor de textos na escola

PID: S0102-46982008000100004 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Rizzatti
Este artigo focaliza a atuação do professor na formação do leitor e do produtor de textos no início da escolarização, discutindo, à luz de princípios teóricos da Lingüística Textual e das ciências cognitivas, implicações metodológicas que parecem relevantes na instrumentalização da capacidade discente para os atos de ler e de produzir textos de modo proficiente. Trata-se de uma reflexão que considera dados coletados junto a educadores infantis e professores de séries iniciais, pós-graduandos em Educação, em uma análise que topicaliza atividades de interpretação de texto e atividades de produção textual. O objetivo do estudo é relacionar habilidades docentes de leitura e escrita, opções metodológicas no trato com essas questões e maiores ou menores possibilidades de desenvolvimento de tais habilidades nos alunos nesses níveis de ensino.

Linguagens na TV

PID: S0102-46982008000100003 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Guimarães Barreto
Este artigo aborda questões relativas às estratégias discursivas utilizadas na produção dos textos televisivos. Com base na Análise Crítica de Discurso (ACD), nos termos em que é formulada por Norman Fairclough, o trabalho analisa os modos pelos quais as linguagens (incluindo materiais semióticos diversos) são articuladas na/pela TV, sistematiza as relações entre a articulação de linguagens e a produção de efeitos de sentido, bem como os modos de sua inscrição nas tendências discursivas contemporâneas, a saber: democratização, tecnologização e comodificação. A partir das relações entre as práticas de linguagem e as tendências destacadas, o artigo tece considerações sobre as condições de produção de leituras críticas dos textos multimidiáticos, nas suas múltiplas dimensões: dos contextos e mecanismos da produção textual à pluralidade constitutiva de sua recepção.

Memórias sobre a história de uma cidade: a História como labirinto

PID: S0102-46982008000100014 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Siman
Neste artigo, desenvolve-se a argumentação de que a escrita da história de cidades elaborada por meio do diálogo entre a memória e a História pode oferecer possibilidades de aprendermos a nelas nos perder para nelas nos reencontrar, num tempo labirintítico. A idéia do labirinto é inspirada em Walter Benjamin (1985, 1994) e em outros que trabalham nessa tradição teórica e representa uma contraposição à compreensão do tempo histórico forjado na modernidade. Enquanto este é linear, vazio, homogêneo, o tempo labirintítico é múltiplo, não-linear, repleto de possibilidades inscritas nas relações do presente com passado e futuro. Para decifrá-lo, é necessária a aprendizagem da leitura indiciária - dos sinais, dos signos, das ruínas, das marcas, dos gestos, dos silêncios, - deixados pela ação dos homens e relatados pelos seus testemunhos. É, também, em Benjamin que se apóia a idéia de que a história como labirinto é contada pelo narrador que narra a sua experiência histórica. A escrita híbrida da história - entre a História e a memória -, base para o desenvolvimento da referida argumentação, é fruto de uma pesquisa com fontes orais e outros conhecimentos históricos, elaborada para uma dissertação de mestrado defendida pela autora do artigo, sobre a história de Governador Valadares, Minas Gerais.

O educador de jovens e adultos e sua formação

PID: S0102-46982008000100005 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Soares
Este artigo versa sobre a formação inicial do Educador de Jovens e Adultos a partir dos resultados de estudo realizado no curso de Pedagogia de uma Universidade Federal. Desde a criação da habilitação (1986), a pesquisa analisa a pertinência da profissionalização desse educador, o significado da formação inicial em EJA para professores e egressos da habilitação e a inserção desse educador no campo de trabalho. Revelou-se o quanto é fértil analisar os processos de formação e atuação desses profissionais, por meio da reconstrução de suas trajetórias, e conclui-se que, mesmo com a crescente visibilidade que tem tido a EJA, tanto na instância das práticas quanto na dos estudos e pesquisas, ainda não existe efetiva demanda para uma formação específica. A formação do educador da EJA pode contribuir para o fortalecimento e a (re)configuração desse campo e, conseqüentemente, para o melhor atendimento a parcelas significativas da população que foram precocemente excluídas das ações de escolarização.

O orientador educacional no Brasil

PID: S0102-46982008000100006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2008
Autores: Pascoal Honorato Albuquerque
Historicamente, a orientação educacional tem sido uma das funções exercidas pelo profissional da educação denominado pedagogo. Nos diferentes estados brasileiros e nas diferentes redes escolares, este profissional, se existente, recebe denominações variadas e exerce atividades também variadas. Tal diversidade descaracteriza a real dimensão de seu fazer profissional e estabelece um conflito entre os diversos papéis desempenhados pelos diferentes profissionais da educação. Neste sentido, este artigo apresenta um mapeamento da existência desse profissional na rede pública estadual brasileira, além de uma discussão crítica sobre a especificidade do trabalho do orientador educacional, apontando para a necessidade de sua presença em todas as escolas da rede escolar brasileira.
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