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Em educação histórica, a memória não vale a razão!

PID: S0102-46982005000100002 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2005
Autores: Laville
Há alguns anos a memória, em suas diversas formas, parece encontrar-se em todo lugar, tanto no espaço público quanto no campo específico da história. Agora, percebe-se que a memória está rondando o ensino da história. Qual proveito poder-se-ia esperar da memória? Após lembrar a concepção que se tem habitualmente da educação histórica e dos seus objetivos, o artigo examina, primeiramente, o lugar e o papel da memória no campo histórico e, em seguida, o que poderia ser a sua contribuição para o ensino da história. E conclusão, veremos que as vantagens da contribuição da memória não são tão evidentes e que, considerando, o que se espera atualmente do ensino história, precisaríamos provavelmente desconfiar de seus possíveis efetivos adversos.

Formação do professor e diferenças raciais e culturais: a visão das revistas da área de educação

PID: S0102-46982005000100004 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2005
Autores: Pinto
Este estudo analisa artigos publicados em 21 revistas da área de educação, entre 1990 e 2003, que tratam da formação do professor em articulação com a questão das diferenças raciais e culturais. São identificadas as perspectivas teóricas que têm subsidiado os estudos sobre o tema e os fatores e contextos que contribuíram para que se passasse a pensar a formação do professor nessa perspectiva. Destacam-se também as características, os avanços e os problemas com que têm deparado algumas experiências de formação de professores que incorporam essa preocupação. Finalmente, enumeram-se sugestões dos autores para direcionar a formação do professor de modo a torná-lo sensível às questões e aos embates que dizem respeito às diferenças raciais e culturais.

O cinema e a História: reflexões e relato de uma experiência de ensino

PID: S0102-46982005000100010 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2005
Autores: Villalta Gomes Ramos Michel
Até a segunda metade do século xx, o historiador estava impedido de se fiar - para usar um termo de Marc Ferro - no cinema, nas suas interpretações e manipulações da realidade. Entretanto, com a renovação historiográfica ocorrida principalmente no cenário do movimento dos Annales, ampliaram-se enormemente as fronteiras do conceito de fonte histórica, e uma outra visão de documento emergiu. Nesse contexto, tornou-se possível a incorporação do cinema ao universo do historiador. Mas de que forma a história pode se apropriar do cinema como fonte? Como fazer do cinema um recurso didático relevante no ensino da história? Neste artigo, desenvolvemos, num primeiro momento, algumas reflexões sobre a relação entre história e cinema, procurando compreender os modos como o filme pode ser concebido pelo historiador. Num segundo momento, relatamos a experiência de realização de um curso de extensão em que produções cinematográficas nacionais foram utilizadas como recurso didático no ensino da história. Enfocamos, então, o trabalho que efetuamos com o filme Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati.

O estudante pobre na Universidade Federal de Minas Gerais: uma abordagem histórica

PID: S0102-46982005000100006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2005
Autores: Portes
O propósito deste artigo é discutir e analisar como um determinado conjunto de ações, inicialmente de jovens estudantes e, posteriormente, de instituições, permitiu a permanência de estudantes pobres na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desde os seus primórdios. Para a análise, foram utilizados documentos oficiais da UFMG e documentos inéditos produzidos pela caixa dos estudantes pobres Edelweiss Barcellos entre 1932 e 1935. O artigo mostra como o acolhimento do universitário pobre foi lento e gradativo, enfrentando sempre a resistência institucional, e, ainda, como o engajamento de personalidades como Mendes Pimentel e Baeta Vianna favoreceram a criação de uma assistência aos universitários pobres, hoje prestada pela Fundação Universitária Mendes Pimentel.

O observável e o imensurável na universidade do desempenho

PID: S0102-46982005000200009 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2005
Autores: Santos
A cultura da performatividade na sociedade pós-industrial está relacionada a um conjunto de medidas e mudanças implementadas, visando superar as crises que afetavam o sistema capitalista. Como resultado, o conhecimento tornou-se uma mercadoria e as políticas de cunho neoliberais reconfiguram a sociedade, a partir da idéia de livre mercado. Em nome da transparência, o estado tem criado tecnologias de auditoria voltadas para o desempenho do setor público. Nesse contexto, este artigo examina a cultura do desempenho que vem sendo desenvolvida no interior da universidade e suas implicações para o ensino e a pesquisa. Ambas tornaram-se colonizadas por uma forma de regulação, fundamentada na eficiência, como um mecanismo de legitimação para a produção do conhecimento e de sua transmissão. Somente as atividades que podem ser mensuradas tornam-se importantes porque evidenciam a produtividade da universidade e definem seu status e posição de prestígio. Responsabilização (accountability), competição e individualismo são expressões do novo discurso que age tanto do exterior para o interior das pessoas, como em sentido inverso, modelando um novo tipo de profissionalismo e moldando novas subjetividades, marcados pela intensificação do trabalho.

Problematizando a formação dos futuros trabalhadores/professores

PID: S0102-46982005000100005 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2005
Autores: Amado
Atualmente, afirma-se com freqüência que as redefinições no campo do trabalho impõem a necessidade de um novo trabalhador, dotado de características bastante peculiares. Ao mesmo tempo, os ‘antigos’ espaços organizacionais responsáveis pela formação dos trabalhadores são considerados insuficientes para atender às exigências contemporâneas. Este artigo sugere estarmos diante do desafio de aproveitar este momento para discutir os rumos assumidos pela sociedade. Assim, procura problematizar a formação docente, chamando a atenção para os processos de subjetivação engendrados nos espaços educacionais. Com esse objetivo, desenvolve análise a partir de três tópicos: uma discussão acerca das transformações no mundo da produção e seus reflexos no âmbito educacional; uma breve pesquisa sobre a produção acadêmica relativa à formação de professores, em periódico de educação superior e, por fim, o debate acerca das recentes orientações oficiais quanto aos espaços reservados para tal formação. Conclui afirmando que os espaços de formação docente, em vez de abraçarem a causa do mercado, precisam criar condições para que os futuros professores possam problematizar sua formação, assim como a daqueles que estarão sob sua responsabilidade.

Questões étnico-raciais, a formação e a prática docente: um balanço de teses e dissertações (1992/2001)

PID: S0102-46982005000200004 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2005
Autores: Martins
Analisam-se neste artigo dados obtidos em um levantamento de teses e dissertações do banco da Capes, feito entre 1992 e 2003. O estudo apresentou, como um de seus principais objetivos, a possibilidade de contribuir para o debate instaurado em torno do tema “formação docente”, com base em recorte nas questões étnico-raciais. Tomou-se como referência inicial para realização do levantamento o Estado da Arte realizado pelo INEP/MEC, em 2002. Buscou-se analisar, de modo geral, de que forma o campo de conhecimento que gira em torno das práticas de discriminação racial na sociedade brasileira se aproxima da literatura da área de formação de professores.

A construção do gênero e o brincar na Educação Infantil

PID: S0102-46982004000200010 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Kude Knüppe Plentz
Estudos mostram que crianças em idade pré-escolar apresentam tendência de se auto-segregar de acordo com o gênero, e que essa segregação leva ao desenvolvimento de diferentes conjuntos de habilidades sociais, estilos, expectivas e preferências. Com base nessas premissas e com o propósito essencial de obter subsídios para a compreensão do fenômeno das diferenças de gênero, os objetivos deste estudo foram: investigar as especificidades do brincar, as semelhanças e diferenças nos modos de brincar de meninos e meninas, na Educação Infantil, bem como descrever as brincadeiras, tanto em grupos do mesmo sexo quanto em grupos mistos, e investigar se as pessoas adultas induzem as brincadeiras tipificadas de sexo. Os dados foram coletados em instituições de Educação Infantil que atendem crianças de 4 a 6 anos. Os resultados mostram que: ocorre segregação entre meninos e meninas, devido à preferência de objetos de brincar diferentes; há interação entre ambos nas atividades não-tipificadas sexualmente; há influência das pessoas adultas na separação de gênero nas brincadeiras; as meninas organizam a brincadeira, despendem mais tempo na mesma atividade de brincar e tendem a excluir os meninos no momento da organização; os meninos são mais turbulentos, agitados e inquietos no brincar.

A escolarização da música: concepções e contradições

PID: S0102-46982004000100007 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Pires
Este artigo tem como objetivo apresentar um panorama, dentro de uma perspectiva histórica, social e política, do processo de escolarização da Música no Brasil, desde o final do século XIX até os dias atuais, trazendo à luz concepções, valores e crenças que conduziram a prática pedagógica dos professores das escolas públicas ao longo dos anos. Pretende-se, também, analisar as concepções e contradições presentes na legislação educacional brasileira, e suas influências na formação e no perfil do professor de Música.

Aprender o método industrioso de ler com análise: o projeto de criação da Sociedade Phylopolytechnica de São João Del-Rei (Minas Gerais, 1824-1828)

PID: S0102-46982004000100008 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Morais
Neste artigo, analiso a tentativa de criação da Sociedade Phylopolytechnica de São João Del-Rei, uma instituição que se pretendia inaugurar em anexo à Biblioteca Pública da Vila. Os Estatutos da Sociedade mostram que variadas formas de acesso ao escrito foram “arquitetadas” pelas elites oitocentistas desejosas de instrução. Esses estabelecimentos, entendidos em seu contexto, são exemplares no que se refere à maneira como os homens do período procuravam, por meio da palavra escrita, atingir graus mais elevados de civilização e progresso.

Famílias populares e escola pública: uma relação dissonante

PID: S0102-46982004000100005 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores:
Este artigo analisa as lógicas, bem como os elementos que lhes servem de fundamento, que estruturam os valores e as condutas de famílias das camadas populares referentes à escola e à escolarização dos filhos no contexto de implementação do Programa Escola Plural, política pública implantada no município de Belo Horizonte a partir de 1995. Os dados coletados junto às famílias belo-horizontinas revelam inúmeros traços comuns em depoimentos que reforçam as hipóteses concernentes à existência de um repertório de valores comuns às famílias populares que organiza as condutas relativas à escola e à escolaridade dos filhos.

Hegel, a escola, a divisão do trabalho e a liberdade dos modernos

PID: S0102-46982004000200003 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Losurdo
O presente texto tem como ponto de partida a questão: seria Hegel um liberal? Para responder a ela confrontam-se os argumentos de pensadores de reconhecida tradição liberal e aqueles formulados por Hegel, com respeito à escola e ao seu papel nas tensões entre Estado e Igreja, estabilidade e mobilidade social, formação geral (aspiração a totalidade) e formação para o trabalho (confinamento ao particular). Sob o eco do princípio da obrigatoriedade da instrução, por parte dos teóricos da Restauração, Humboldt afirma que a instrução não está nos limites do Estado, mas ultrapassa o âmbito de sua atividade. Hegel, ao contrario, sustenta que a sociedade tem não somente o direito, mas também o dever de intervir no campo educativo. Sua enérgica reivindicação de um papel ativo do Estado na política escolar e também na determinação ou no controle dos conteúdos do ensino não nos remete a tradição liberal. Ao mesmo tempo, porém, sustentando a separação entre Igreja e Estado, Hegel defende a liberdade de consciência e de pensamento e, desse modo, expressa o melhor do liberalismo. Seria ele liberal? A análise das posições do reitor que reclama a melhoria das escolas elementares e teoriza sobre a obrigatoriedade da escola; do filosofo que denuncia o trabalho infantil nas fabricas; do professor que insiste sobre a ligação entre a cultura e profissão e que de si próprio, não hesita em dizer numa carta que tinha no estudo e no ensino da filosofia do seu emprego, ‘o pão e a água’ não pode ser realizada com base em esquemas conceituais restritos e, sim, a partir da consideração dos problemas e das lutas do seu tempo. É esse o propósito deste artigo.

Interculturalidade: objeto de saber no campo curricular da Educação de Jovens e Adultos

PID: S0102-46982004000200006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Carvalho
Este artigo pretende analisar discursos sociopolíticos, epistemológicos e pedagógicos produzidos e postos em circulação por diferentes forças sociais no período de 1990/2000, cujos enunciados vêm estatuindo a interculturalidade como um objeto de saber-poder-ser no campo específico do currículo da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil. Ancorada nos pressupostos desenvolvidos por Michel Foucault na sua teoria do discurso, bem como em ferramentas teóricas da versão pós-colonialista do currículo, esta análise constitui-se numa descrição histórica de continuidades e rupturas daqueles discursos com vistas a indicar as condições de possibilidade de existência dos mesmos - como foram sendo produzidos e justificados. Trata-se de uma análise das regras que governam esses discursos, bem como um enfoque nos arranjos discursivos de saber-poder, na ordem interna desses discursos, que intervêm na produção do sujeito da interculturalidade.

La dimension axiológica de la formación profesional universitária: um reto frente a la globalización neoliberal

PID: S0102-46982004000100004 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Serpa
A dimensão axiológica constitui um componente indispensável da preparação e treinamento integral dos profissionais. A globalização atual de corte neoliberal predominante bane, lastro e deforma a presença e a execução desta dimensão em correspondência com uma visão estreita da coisa profissional, distinguida por interesses econômicos e políticos de minorias.A preparação autêntica de um profissional para o mundo de hoje e do amanhã supõe a formação assim objetivamente da capacidade dele para criar e determinar valores genuínos, quanto para que subjetivamente aprecie e leve consciência sobre os significados dos fatos e processos de acordo com o progresso e as maiorias da sociedade.Sua formação axiológica será projetada tanto nos planos individuais, profissionais e sociais de sua atividade; assim como nas esferas econômica, política, cognitiva, moral e estética da atividade social dele.

Letramento digital: lendo em papel e em pixel

PID: S0102-46982004000200007 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Ribeiro
Este trabalho traça uma história do hipertexto e considera a leitura não linear como um modo de ler também relacionado a suportes como o jornal e as revistas impressos e digitais. As novas tecnologias trazem novas formas de ler que, no entanto, herdam características de suportes mais antigos, o que trataria certa sensação de familiaridade ao leitor. Sendo assim, a partir de pesquisa qualitativa que observou os comportamentos e gestos de leitura de impressos na lide com a tela, presume-se que o leitor do hipertexto impresso reconfigura seus modos de ler de maneira a se adaptar à leitura em computador. Desse ponto de vista, ser letrado em hipertextos impressos ajuda na compreensão e na navegação de hipertextos digitais, algo que a escola pode ajudar a facilitar.

O método de projetos na educação profissional: ampliando as possibilidades na formação de competências

PID: S0102-46982004000200009 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Barbosa Gontijo Santos
Este artigo apresenta práticas inovadoras de ensino no contexto da educação profissional e investiga as possibilidades de aplicação do método de projetos como recurso pedagógico auxiliar no processo de formação de competências. A base experimental da pesquisa realizada - o projeto de reforma curricular de um curso de nível técnico no qual está sendo implantada uma nova organização curricular, a partir das diretrizes que regulam a Educação Profissional no Brasil, desde 1999. As necessidades metodológicas suscitadas pelo modelo de competências são confrontadas com propostas de métodos de projetos, avaliando suas possibilidades para tomar mais eficiente e efetivo o processo de formação de competências. O artigo apresenta o relato de uma experiência bem-sucedida de aplicação deste métodos e discute os principais resultados obtidos.

Os novos modos de regulação das políticas educativas na Europa: da regulação do sistema a um sistema de regulações

PID: S0102-46982004000100003 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Barroso
O presente artigo tem como principal objectivo analisar uma das dimensões mais significativas das mudanças actuais no domínio das políticas educativas na Europa: a emergência de novos modos de regulação da acção pública, em educação. Com esse fim, utilizarei um modelo analítico em que se interligam cinco dimensões do processo de regulação das políticas educativas: a regulação transnacional, a regulação local, a multi-regulação e a meta-regulação. A partir da caracterização que faço da evolução da regulação nessas diferentes dimensões, será posta em evidência a necessidade de encarar o processo de definição e coordenação das políticas públicas, no domínio da educação, como processo compósito que coloca ao Estado o desafio de assumir a função essencial de “regulador das regulações”.

Políticas de avaliação e gestão educacional: Brasil, década de 1990 aos dias atuais

PID: S0102-46982004000200008 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Sousa Freitas
São analisadas, em seus contornos e pressupostos, políticas de avaliação da educação implantadas no Brasil, desde o anos de 1990, com o objetivo de ressaltar seus reflexos no tocante a uma dada lógica de gestão da educação básica superior.

Saberes docentes e formação profissional: uma visão crítica

PID: S0102-46982004000200005 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Magrone
A idéia de uma nova profissionalidade para o professorado, baseada em seu saber prático, como proposta por Maurice Tardif, é criticada a partir da noção de sistema das profissões de sistema das profissões de Andrew Abbott. As considerações finais sinalizam para a necessidade de rever as bases do estatuto sócioprofissional da docência a partir do entendimento de que as ciências da educação têm um importante papel na construção social de um novo profissionalismo docente.

Stephen Ball e a educação

PID: S0102-46982004000200002 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 2004
Autores: Santos
Debatendo com Lucíola Licínio de C.P. Santos, em entrevista a ela concedida em março de 2004, durante seu Pós-Doutorado, realizado na School of Educational Foundations and Policy Studies do Institute of Education, University od London.
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