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Elementos teórico-metodológicos na construção e na reconstrução da didática

PID: S0102-46981991000200005 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1991
Autores: Oliveira
O texto apresenta elementos teórico-metodológicos para a construção de uma Nova Didática com base na concepção dialético-materialista do ensino, entendido como objeto de estudo da área da Didática. Os elementos são construídos em torno de dimensões do fenômeno do ensino - histórica, antropológica, ideológica, teológica, e expressam as características desse fenômeno na escola brasileira, tal como sugerido pela produção intelectual da área, produzida no Brasil, na década de 80. As características do ensino tratadas no texto salientam reducionismos, princípios, conceitos, direções e questões para investigação na construção da Nova Didática.

Mulheres mineiras da República Velha Profissão: professora primária

PID: S0102-46981991000200003 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1991
Autores: Paixão
O artigo foi redigido a partir de depoimentos coletados junto a professoras primárias mineiras que iniciaram carreira entre 1924 e 1938. Procura-se, tomando-se como base esse corpus, compreender significado que teve para esse grupo de mulheres o fato de assumir o magistério primário como profissão.

Políticas de habilitação de professores leigos: a dissimulação da inocuidade

PID: S0102-46981991000100003 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1991
Autores: Amaral
Esse trabalho pretende apontar a inocuidade das políticas que se propuseram habilitar os professores leigos em exercício no magistério de 1ª a 4ª série, em Minas Gerais. Tal inocuidade está revelada em três momentos: a inocuidade estatística, a inocuidade pedagógica e a inocuidade política.

Questões de gênero na história da educação na Inglaterra

PID: S0102-46981991000100006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1991
Autores: Aldrich
Esta introdução às questões de gênero na história da educação na Inglaterra é dividida em quatro partes. Inicia-se com a exploração de questões teóricas. Em seguida considera o contexto no qual estão colocados os estudos de questões de gênero. A terceira secção oferece uma revisão da literatura recente e finalmente apresentam-se algumas breves conclusões. O artigo restringe-se principalmente à Inglaterra, um dos elementos que constituem o Reino Unido e a Irlanda do Norte.

Trabalho e educação: a experiência do Instituto João Pinheiro - 1909/1934

PID: S0102-46981991000100005 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1991
Autores: Faria Filho
Este artigo propõe-se a analisar a utilização do trabalho na formação de meninos abandonados no âmbito do Instituto Jaó Pinheiro. Procura, em primeiro lugar, explicitar as quatro modalidades diferentes de trabalho interno, agrícola, manual e nas oficinas, existentes na instituição, mostrando como eram desenvolvidos e quais seus objetivos. Busca, ainda, discutir o caráter de formação técnica e disciplinar destas diferentes atividades e tecer algumas considerações e respeitos do papel formativo do salário pago aos alunos.

Transformações tecnológicas e padrão de qualificação

PID: S0102-46981991000200006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1991
Autores: Machado
A partir do levantamento preliminar de elementos relevantes para a conceituação de qualificação, a autora problematiza as possíveis conseqüências das recentes transformações tecnológicas e organizacionais sobre o processo de trabalho, a estrutura ocupacional, o sistema de organização dos conhecimentos científicos, o movimento de desqualificação/requalificação da força de trabalho e para o trabalho, contrapondo, ao final, as perspectivas da polivalência e da politecnia.

A segmentação na escrita espontânea da criança na primeira série do primeiro grau

PID: S0102-46981990000100005 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Silva
Neste artigo mostramos que a criança, ao escrever espontaneamente, segmenta de acordo com as hipóteses que formula sobre a pronúncia desta ou daquela parte do enunciado. Nesse processo, ela não só propões soluções de segmentação já observadas na escrita ou na cartilha. E isso ela não o faz sempre da mesma maneira: segmenta, às vezes, as mesmas unidas maneira: segmenta, às vezes, as mesmas unidades gráficas de modo diferente e conflitante, o que vem comprovar que ela está elaborando e reelaborando continuamente suas representações lingüísticas, fato este que deve, sem dúvida, ser considerado pelo professor em seu trabalho de alfabetização.

Alfabetização: em busca de um busca de um método?

PID: S0102-46981990000200006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Soares
O método foi, durante décadas, o problema central da alfabetização. Atualmente, porém, como conseqüência de estudos e pesquisas no quadro da psicogênese da língua escrita, é freqüente uma severa crítica à utilização de métodos, no processo de ensino/aprendizagem da língua escrita. Entretanto, a natureza teleológica da escola impõe a busca de paradigmas metodológicos, que não conflitam com a teoria psicogenética da aprendizagem da escrita desde que se entenda de forma não estereotipada com conceito de método de alfabetização.

Construtivismo e alfabetização: um balanço crítico

PID: S0102-46981990000200004 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Nunes
As contribuições e lacunas do construtivismo para a alfabetização são discutidas brevemente. Dentre as contribuições, salientam-se: (a) a filosofia de respeito ao processo de desenvolvimento do aluno; (b) os estudos da psicogênese do conceito de língua escrita; (c) as propostas para a formação do alfabetizador; (d) a posição sobre quando se devem alfabetizar as funções da avaliação. Dentre as lacunas, são discutidas: (a) a não-consideração das diferenças entre leitura e escrita: (b) a falta de explicações, para diferenças individuais; e (c) a não-consideração das conseqüências da alfabetização para a aprendizagem e o raciocínio via língua escrita e para a ampliação das possibilidades de ação do sujeito.

Crianças escravas no Brasil Colonial

PID: S0102-46981990000100004 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Valentim
Na historiografia do período colonial brasileiro, muito pouco se encontra a respeito da criança negra. Relatos de viajantes que estiveram no Brasil, sobretudo na primeira metade do século XIX, tornaram possível a compilação de dados em artigo: MOTT (1972) e MATTOSO (1988), por exemplo. Mas, julgando os dados obtidos insuficientes, remetemo-nos à tarefa de buscar, em outros meios da literatura acerca do período colonial, a situação da criança escrava. Reunimos fragmentos e costuramos visões que em seu conjunto tentarão dizer da situação da criança negra e escrava. Se lhe era proibido o acesso às igrejas? Se tão pouco valia, de que se ocupava? Como se educava? A leitura que fizemos do Brasil colonial desdobrou-se em várias interpretações e nos ocupamos, destacadamente, da obra de Gilberto Freire - Casa Grande e Senzala. Avaliamos a forma como Freire apresentou a criança e a mulher negra, sustentada pela visão da miscigenação entre negros e brancos como elemento possibilitador da harmonia e da união entre as raças, que anunciava e preconizava uma falsa democracia racial.

Da análise de “erros” aos mecanismos envolvidos na aprendizagem da escrita

PID: S0102-46981990000200005 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Oliveira Nascimento
Neste artigo, apresentamos uma taxonomia dos “erros” mais comumente encontráveis em textos por alunos em processo de alfabetização. Ao fazê-lo, pretendemos mostrar como a análise de erros pode ser utilizada na caracterização do papel da competência lingüística dos alfabetizandos no processo de aquisição da escrita.

Do indivíduo e do aprender: algumas considerações a partir da perspectiva socio-interacionista

PID: S0102-46981990000200003 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Lima
Neste artigo são discutidas algumas questões referentes ao ato de conhecer, entendido como um processo complexo. Teóricos e educadores freqüentemente reduzem esse processo a um de seus aspectos, constituindo, desta forma, uma visão parcial dessa complexa atividade humana. Algumas idéias de Rubinstein, Vigotsky e Wallon são apresentadas, no sentido de questionar essa visão simplificada de aprendizagem, uma vez que esses autores levantam aspectos do ato de conhecer que revelam sua complexidade enquanto função do desenvolvimento social, cultural e histórico do homem. Nessa perspectiva, a construção do conhecimento formal requer a realização de atividades específicas que devem constituir o objeto da ação pedagógica na escola.

Era uma vez uma escola..

PID: S0102-46981990000200002 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Peixoto
A Faculdade de Educação da UFMG realizou, no período de 11 a 28 de outubro de 1990, no Centro Cultural da UFMG, a exposição “Era uma vez uma escola... Memória Pedagógica da Escola de Minas Gerais”. Reunindo fotos, móveis, objetos escolares, livros, documentos, depoimentos, a exposição mostrou um pouco da trajetória da escola mineira.

Faculdade nacional de filosofia: origens, caminhos e descaminhos

PID: S0102-46981990000100002 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Fávero
O artigo objetivo analisar a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (Atual UFRJ), buscando situar suas origens, sua inserção no projeto universitário gestado no pós-30, sua criação (1939) e desenvolvimento, até sua extinção entre 1967-1968;. Com essa preocupação, verifica-se como se processam a concentração de poder no interior dessa Instituição e os embates políticos por ele vividos nos seus quase trinta anos de ter sido um foco de elaboração de ciência em algumas áreas do conhecimento e um espaço para o desenvolvimento de talentos e de vocações acadêmicas.

Rumo a uma nova gestão educativa

PID: S0102-46981990000100006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Garcia
O texto que se apresenta a seguir é a condensação da exposição feita pelo autor na mesa redonda da IV Reunião de Ministros da Educação da América Latina e do Caribe - PROMEDELAC IV - ocasião em que foram avaliadas as conquistas e as dificuldades do Projeto Principal de Educação da UNESCO para a América Latina e o Caribe, instrumento de mobilização da região para solucionar as graves questões do analfabetismo e da educação básica até o ano de 2000. Em sua intervenção, Walter Garcia menciona que as questões estruturais econômicas e políticas basicamente, afetam o desempenho do sistema educativo em seu conjunto e os reflexos disso ainda persistirão e poderão até se agravar nos próximos anos. Nesse contexto, a gestão educativa ainda está operando com os instrumentos do passado, dominada pela perplexidade e assistindo à emergência de novos atores no processo educativa ainda está operando com os instrumentos do passado, dominada pela perplexidade e assistindo à emergência de novos atores no processo educativo, ao surgimento de novos mecanismos de financiamento, etc. A busca de novos patamares, que expressem a realidade da crise na qual América Latina está imersa - e o Brasil de maneira muito especial, porque proporcionalmente é o que tem os números mais alarmantes - implica um amplo esforço de formação de quadros capacitados para operarem num marco de incertezas e dificuldades em contínuo agravamento e tendo como fundamento básico a educação como direito inalienável da cidadania.

Uma nova pedagogia para o professor primário mineiro: a escola de aperfeiçoamento

PID: S0102-46981990000100003 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1990
Autores: Prates
Este estudo refere-se a uma Escola Normal pós nível médio, a Escola de Aperfeiçoamento, criado em 1929 pelo governo Antônio Carlos/Francisco Campos, com o objetivo de preparar e reciclar uma elite do professorado primário mineiro. A Escola traduziu uma nova visão de educação assumida por aquele governo e propôs uma metodologia e pontos de vista sobre a criança baseados no chamado Movimento de Escola Nova. Busca-se, aqui, retratar como foi organizada aquela instituição, quem foram seus professores e alunos, que conteúdos e pensamentos pedagógicos procurou transmitir, que critérios de disciplina pretendeu instituir para si e para as escolas primárias, que práticas escolares almejou imprimir ao ensino elementar oferecido nos grupos escolares públicos do Estado de Minas Gerais.

A biblioteca como metáfora

PID: S0102-46981989000200008 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1989
Autores: Cury
“Sei de uma região agreste cujos bibliotecários repudiam o costume supersticioso e vão de procurar sentido nos livros e o equiparam ao de procurá-lo nos sonhos ou nas linhas caóticas da mão...” J.L. Borges. Este texto foi apresentado na Semana Henriqueta Lisboa organizada pela Faculdade de Letras da UFMG e pela Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC) em GOSTO DE 1989. Seu alcance metodológico em relação à pesquisa em fontes primárias, no entanto, justifica sua inclusão numa revista de Educação. A pesquisa em fontes primárias - em jornais, revistas, primeiras edições, rascunhos, correspondência, etc. - abre perspectivas amplas para a interdisciplinaridade e para uma recuperação mais crítica e embasada da memória cultural, entendida no seu aspecto dinâmico de objeto em construção.

A busca da integração entre didática e prática do ensino na formação do educador

PID: S0102-46981989000200006 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1989
Autores: Oliveira
A perspectiva que adoto, neste trabalho, implica a defesa de, pelo menos, cinco pontos que constituem os seus pilares. Em primeiro lugar, julgo quem um dos germes para saltos qualitativos na compreensão de um dado fenômeno está no rompimento com pressupostos que tendem a ter um caráter de crença inquestionável e imperativa a seu respeito. Inicialmente, pretendo, então, negar alguns possíveis pressupostos do tema sugerido. Além disso, defendo a idéia de que a reflexão sobre um dado tema não pode prescindir da obra coletiva de construção do saber a seu respeito. Assim, pretendo resgatar, ainda que brevemente, discussões sobre assuntos implícitos no tema em questão e que foram objetos de debate em encontros anteriores de Didática e de Prática de Ensino. Um outro aspecto que fundamenta a abordagem pela qual optei para o tratamento do tema é o que o estudo das relações entre Didática e Prática de Ensino, no momento atual, está a exigir um posicionamento claro, que ultrapasse um certo grau de esterilidade, comum às elocubrações acadêmicas, e forneça alguma resposta - um ponto de partida - para o trabalho do professor das áreas em pauta. Nessa direção, procuro tecer algumas considerações a respeito de uma proposta de trabalho com essas áreas. Aos pontos anteriores, acrescenta-se o fato de que, como jê expressei em situação semelhante, na última Conferência Brasileira de Educação - CBE - (OLIVEIRA, 1988b) considero difícil contribuir significativamente para o entendimento de um dado objeto de estudo através de um discurso sobre ele. Mesmo quando a exposição é uma explicitação do fenômeno estudado em seu “desdobramento, manifestação e complicação das antíteses” (KOSOK, 1986, p.32), ela não é condição suficiente para se captar um fenômeno substancialmente. Nesses termos, as considerações aqui apresentadas têm um caráter de hipótese de trabalho, cuja validade deverá passar pelo crivo da concretitude teórico-prática do trabalho dos professores de Didática e das Práticas de Ensino.Finalmente, a necessidade de estabelecer os limites do contexto de discussão do tema sugerido leva-me a restringi-la ao âmbito do currículo da formação do educador.

A discriminação racial de crianças e adolescentes negros nas escolas

PID: S0102-46981989000200021 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1989
Autores: Valentim
Resultado de discussões sobre a discriminação do adolescente e da criança negra nas escolas, o presente trabalho reúne expressões de uma prática pedagógica que se descobre conspiradora e racista, seja pelo silêncio ou pelo tratamento igual que intenta das a crianças brancas e negras. Intencionalmente, não são analisadas de forma isolada as respostas dadas e determinadas perguntas. Procuremos discutir a postura de diretoras, professoras e alunos no cotidiano escolar, tendo como pano de fundo a história e a situação atual dos negros na sociedade brasileira. Compreendido como momento introdutório, este trabalho faz parte de um processo em que se acena para mudanças no sistema educacional como um todo. Se “a escola não é tudo, porque muita gente não vai à escola”, como firma um aluno, é instrumento necessário, e nela a história e a cultura negra devem ser conhecidas, respeitadas e valorizadas.

A escola conservadora (de Pierre Bourdieu): apresentação

PID: S0102-46981989000200002 | Periódico: Educação em Revista (0102-4698) | Ano: 1989
Autores: Nogueira
Por que a tradução e a publicação, em 1989, de um artigo que, dentro em breve, completará 25 anos? Mesmo em se tratando de um autor da envergadura de Pierre Bourdieu, essa pergunta poderá ocorrer a muitos. Foi tentando respondê-la que redigi estas breves notas.
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