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Validade: o conceito, a pesquisa, os problemas de provas geradas pelo computador

PID: S0103-68312007000200004 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2007
Autores: Bessa
Por muitos anos, o conceito de validade e a metodologia de validação da interpretação dos resultados, obtidos pelos examinandos em provas educacionais, evoluíram no sentido de uma incorporação de princípios e de métodos da psicologia cognitiva. Neste artigo, essa evolução é abordada como uma contínua discussão de temas, e como uma sucessão de linhas de investigação relevantes para a consolidação de uma teoria da validade e de uma metodologia de caráter científico. Ao focalizar desdobramentos mais recentes desse processo, trata-se com especial atenção o trabalho de pesquisadores que procuram estabelecer uma fundamentação adequada para uma nova metodologia de construção de testes, na qual os estudos sobre a validade de constructo são introduzidos no planejamento e no desenvolvimento da prova. Nessa perspectiva, são examinados problemas concernentes à validação, tanto nas provas educacionais produzidas artesanalmente, como nas geradas por programas de computador.

Avaliação Formativa no Ensino Fundamental II: possibilidades da atuação docente

PID: S0103-68312006000300002 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Ruy Souza
A avaliação formativa pressupõe a utilização de informações coletadas pelos professores para regular as aprendizagens em curso. Ela traz, portanto, em seu bojo a compreensão do valor pedagógico do erro. O objetivo deste estudo foi compreender como vem sendo desenvolvida a avaliação formativa, referenciando-se na abordagem do erro e na conseqüente regulação das aprendizagens. Para o desenvolvimento dessa pesquisa elegeu-se a abordagem qualitativa, na modalidade estudo de caso etnográfico. A averiguação foi realizada em uma escola da rede particular de ensino, em bairro próximo à região central de Londrina, Paraná. Participaram da investigação cinco professores que atuam nas áreas de Ciências, Geografia e História, do Ensino Fundamental II. Para a realização desta pesquisa foram efetivados: observação participante, entrevista semi-estruturada, além do estudo aprofundado do referencial teórico e documental. As informações obtidas foram agrupadas por unidades de significação e orientaram o delineamento das categorias de análise. O estudo dos dados revelou que os professores vêm implementando práticas avaliativas formativas, porque compromissadas com a progressão do aluno no sentido do domínio das aprendizagens em curso. O erro, portanto, assume função pedagógica, balizando e orientando o trabalho docente, ao sinalizar para as inconcretudes e inacabamentos ainda presentes no processo de aprendizagem.

Avaliação Institucional: processo descritivo, analítico ou reflexivo?

PID: S0103-68312006000200001 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Gatti
Este artigo discute, de modo crítico, o modelo amplamente utilizado na avaliação institucional como um <i>survey </i>que gera dados quantitativos, analisados em relação a padrões pré-estabelecidos. Ressalta, ainda, que os procedimentos, nessas avaliações institucionais, têm um caráter muitas vezes genérico, os quais limitam os objetivos da própria avaliação, por gerarem valores numéricos que nem sempre refletem a múltipla realidade das universidades. A partir de considerações metavaliativas, o trabalho procura colocar o problema em termos de uma ação que considera a universidade na sua totalidade sociocultural, educacional, ética e científica; dimensões que, no seu conjunto, muitas vezes são ignoradas. O artigo ressalta a necessidade de considerada a universidade na sua organicidade e, para atingir a essa finalidade, a sua avaliação deve considerar outros modelos, como os reflexivos-interpretativos e os reflexivos-participativos. Ao final, são feitas algumas colocações sobre a influência das dinâmicas sociais e dos contextos internos e externos em relação às universidades, que não são instituições endogênicas, e também é discutida a necessidade da formação de avaliadores especializados para essa área específica da avaliação institucional.

Avaliação das propostas do Banco Mundial para a Educação Infantil: influências e conseqüências nos países periféricos

PID: S0103-68312006000100005 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Rodrigues Lara
Esta pesquisa é um estudo da organização das políticas educacionais destinadas à educação infantil brasileira da década de 1990, e que se estende até os dias atuais, no contexto das organizações multilaterais - especificamente o Banco Mundial. As propostas das organizações multilaterais, voltadas para as crianças pequenas dos países em desenvolvimento, não são as mesmas que as dos países desenvolvidos. Diante dessa disparidade, investigamos o documento oficial do Banco Mundial, <i>Prioridades y Estrategias para la Educacion</i>, de 1995, para entendermos que esses programas pautam-se no discurso da necessidade de atender à classe mais pobre, propondo programas de baixo custo. Mostramos que a educação pré-escolar se apresenta como uma função compensatória, pois se torna perceptível a prevalência do “cuidar” ao “educar”.

Avaliação de Alunos Indígenas na Universidade Estadual de Maringá: um ensino adequado à diversidade sociocultural

PID: S0103-68312006000100004 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Assis
A partir da análise da proposição de uma avaliação da aprendizagem diferenciada para estudantes indígenas na Universidade Estadual de Maringá - UEM, o texto procura levantar as principais implicações que envolvem o ensino superior para os povos indígenas e refletir sobre elas. Essas reflexões dizem respeito à idéia mais geral de fomentar, na universidade, um diálogo intercultural e nos desafios em atender às demandas de inserção e permanência de indígenas no ensino superior.

Avaliação de Instituições de Ensino Superior: discutindo a necessidade de diretrizes metodológicas e estratégias de implantação

PID: S0103-68312006000300004 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Sousa
A auto-avaliação institucional de uma universidade, tal como foi proposta pela Lei n. 10 861, de 14 de abril de 2004, que cria o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - Sinaes -, é, sem dúvida, uma atividade extremamente significativa e permite à instituição não somente ter um diagnóstico de sua trajetória como também reafirmar sua identidade social. As diretrizes estabelecidas no documento <i>Bases para uma nova proposta de avaliação da educação superior</i>,<i> </i>elaborado pelo Ministério da Educação, procura abranger diferentes e complexas dimensões de análise. Este texto procura discutir diretrizes metodológicas que poderiam ser consideradas em um plano de implantação da auto-avaliação, a ser proposto pelo Coordenação Nacional de Avaliação do Ensino Superior do Ministério da Educação.

Avaliação de Língua Portuguesa do SAEB: da leitura ao letramento

PID: S0103-68312006000200004 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Gomes
Neste artigo, é discutida a avaliação de Língua Portuguesa do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica - Saeb, para torná-la mais efetiva no que diz respeito à obtenção de dados que subsidiam as políticas públicas sobre a educação básica do país. Essa discussão evidencia a importância da leitura e da escrita para a construção de um processo de letramento, tendo em vista que essas duas atividades se complementam e, portanto, não podem ser vistas dicotomicamente como práticas isoladas, mas como atividades integradas e complementares. Dessa forma, são tratados os gêneros textuais que perpassam as avaliações do Saeb e que dão suporte aos itens das provas de Língua Portuguesa, de 2001 e 2003, para, então, proceder-se à análise comparativa desses testes, tendo por objetivo verificar se o Saeb avalia ou não o processo de letramento ou se está restrito a uma avaliação da leitura. São apresentadas algumas sugestões no sentido de contribuir para a ampliação da proposta do Saeb como sistema que deve avaliar o nível de letramento escolar dos alunos da educação básica brasileira.

Avaliação do Conceito de Evolução nos Livros Didáticos

PID: S0103-68312006000100001 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Bellini
O artigo apresenta considerações sobre a teoria da argumentação e sobre o papel das metáforas na passagem da linguagem das ciências para a linguagem dos livros didáticos. Analisa o conceito de evolução em 12 livros didáticos e indica que as metáforas pedagógicas presentes nos textos reduzem a evolução a noções não-científicas.

Avaliação em Matemática: algumas considerações

PID: S0103-68312006000100002 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Pavanello Nogueira
O objetivo deste texto é discutir a trajetória a ser considerada quando se pensa na avaliação em matemática. Assim, partimos da constatação de que há diferentes modos de conceber a matemática, paradigmas que se filiam a sistemas filosóficos existentes desde a Antiguidade. Esses paradigmas, por sua vez, influenciam o fazer matemática, o fazer pedagógico em matemática e, por conseguinte, a avaliação.

Avaliação nos Ciclos de Formação: mudanças e novas direções nas escolas municipais do Rio de Janeiro

PID: S0103-68312006000100006 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Gama
O presente texto inscreve-se nas discussões que têm como objeto os ciclos de formação e a avaliação da aprendizagem de estudantes matriculados em escolas públicas, indagando sobre o que são, como se constituem, a que regras obedecem, que mudanças são introduzidas e que direções são estabelecidas pela Resolução SME nº 776/2003 aos ciclos e à avaliação educacional. Argumenta-se, por um lado, que tal resolução, além de ser uma reação conservadora, re-introduz elementos característicos do mais corrente neotecnicismo, e, por outro, que a retórica da SME leva-a a usar os conceitos de ciclo de formação e de aprendizagem como sinônimos e a retomar a pedagogia e a avaliação com referência a objetivos como elementos importantes, que parecem prenunciar um imediato processo de monitoramento e avaliação do desempenho dos alunos, da ação docente e da gestão escolar.

Avaliação sobre a Avaliação de Ciências no Paraná (1996-2000)

PID: S0103-68312006000100003 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Neves Resquetti
O presente trabalho busca olhar em perspectiva o processo de avaliação de ciências na rede pública do Estado do Paraná, no período de 1996 a 2000. São mostrados e discutidos os resultados relativos aos exames de proficiência, além de dados sociais e da política de livros didáticos.

Construindo sistemas de controle em escolas urbanas

PID: S0103-68312006000300001 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Darling-Hammond Ascher
As questões referentes ao controle social e à responsabilização têm se tornado constantes na política educacional, apesar de as posições sobre como efetivar tais questões estarem em contínua mudança. Problemas nas escolas têm aumentado a expectativa em torno da criação de sistemas de controle social e responsabilização como incentivo à melhoria e à reestruturação das escolas. Construir um autêntico sistema de controle em escolas de grandes centros urbanos é uma tarefa complexa que implica cuidado, responsabilidade e atenção aos meios para avaliar a eficácia do trabalho escolar e o progresso dos estudantes.

Cursos de Especialização e Aperfeiçoamento de Magistrados: suficiências e insuficiências

PID: S0103-68312006000300007 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Leite Moreira Gurgel
O objetivo deste artigo é mostrar a contribuição dos cursos de aperfeiçoamento e de especialização de magistrados, ministrados pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (ESMEC), no período de 1995 a 2002. Utilizou-se uma entrevista semi-estruturada e o universo constituiu-se de 522 alunos que freqüentaram os cursos estudados, tendo sido retirada uma amostra de 60 participantes, proporcional ao tamanho da cada turma, representando 11,5% do universo. Foi utilizado o método fenomenológico de Edmund Husserl (1990), especialmente a redução fenomenológica que identificou a contribuição que os cursos deram para a formação dos magistrados. As falas apontam contribuição para a formação dos participantes, ao lado de insuficiências.

Efeito do perfil do diretor na gestão escolar sobre a proficiência do aluno

PID: S0103-68312006000200007 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Soares Teixeira
Este trabalho apresenta os resultados de um estudo que procura avaliar a associação dos perfis dos diretores das escolas estaduais mineiras com os rendimentos dos alunos que participaram do Programa de Avaliação da Educação Básica do Sistema Mineiro de Avaliação Educacional - Proeb/Simave - 2002. A identificação dos perfis dos diretores, classificados a partir de três tendências na gestão escolar - a gerencial, a tradicional e a democrática -, realizada com a utilização de métodos baseados em estatísticas multivariadas, como análise fatorial e análise de agrupamentos, constituiu o objetivo principal de um estudo anterior, a partir do qual foi possível aprofundar as reflexões aqui desenvolvidas, buscando associar aqueles resultados com os dados relativos à proficiência dos alunos obtidos através do Proeb. Utilizando técnicas de regressão hierárquica, os resultados sugerem uma associação do diretor, caracterizado como plenamente democrático, com uma maior proficiência em Língua Portuguesa do aluno da escola.

Estatísticas Educacionais e Cor/Raça na Educação Infantil e no Ensino Fundamental: um balanço

PID: S0103-68312006000200002 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Rosemberg
O artigo descreve e analisa a produção, divulgação e interpretação de estatísticas educacionais desagregadas por cor/raça. Efetua um balanço dos principais instrumentos de coleta de estatísticas educacionais sob responsabilidade das duas principais instituições de coleta de estatísticas educacionais: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Nesta empreitada, destaca a recente introdução do quesito cor/raça no Censo Escolar de 2005, apontando equívocos tanto nos objetivos perseguidos quanto nos procedimentos adotados. O argumento principal é que o Censo Escolar não constitui instrumento compatível com a unidade de coleta aluno/matrícula, que as instruções para o preenchimento da informação foram confusas e desrespeitaram o direito de crianças e adolescentes de expressarem sua identidade étnico-racial.

Estudo sobre o viés de itens em testes de rendimento: uma retrospectiva

PID: S0103-68312006000300005 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Andriola
O texto retrata a origem dos estudos sistemáticos que abordam a temática dos vieses dos itens e dos testes educacionais, ressaltando os procedimentos mais freqüentemente utilizados em tal atividade. Destaca o conceito do termo <i>funcionamento diferencial do item (DIF)</i>, caracterizando-o como adverso ou benigno a um determinado grupo demográfico. Além do mais, enfatiza a existência do DIF <i>uniforme</i> ou <i>consistente </i>e do DIF <i>não-uniforme</i> ou <i>inconsistente</i>. Por fim, destaca a idéia central: a presença do DIF é um fator de injustiça à atividade de avaliação educacional.

Extensão Universitária e Formação Profissional: avaliação da experiência das Ciências Biológicas na Universidade Federal de Pernambuco

PID: S0103-68312006000100007 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Silva Vasconcelos
A educação superior no Brasil prioriza o ensino e a pesquisa, sem valorizar as atividades de extensão como indispensáveis para a formação profissional. Neste trabalho, apresentamos uma análise das ações de extensão no Centro de Ciências Biológicas (CCB), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), realizadas entre 2000 e 2003. No período foram executadas 110 ações extensionistas, entre projetos, eventos e cursos. Analisamos as modalidades, linhas de ação, público-alvo beneficiado, envolvimento acadêmico, produção científica, financiamento e parcerias. Conclui-se que a interação universidade-comunidade no CCB/UFPE está aquém das necessidades e possibilidades, e que a percepção da extensão como articuladora da pesquisa e do ensino é deficiente. Apesar disso, percebe-se um aumento na quantidade e na diversificação das ações, sinalizando que a extensão está lentamente sendo valorizada como prática cotidiana no CCB.

Fatores que dificultam a transformação da avaliação na escola

PID: S0103-68312006000200006 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Bonesi Souza
O presente trabalho teve por objetivo identificar os fatores que dificultam a prática avaliativa no interior da escola. O estudo criterioso dos dados coletados, em confronto com o referencial teórico, possibilitou constatar que os professores: a) têm grande dificuldade em diferenciar a avaliação da aprendizagem das ações de testar e medir, o que transforma o processo avaliativo em um momento estanque e frenador do processo ensino-aprendizagem; b) apresentam grande dificuldade em compreender a avaliação da aprendizagem em uma perspectiva diagnóstico-formativa, mas a mantém restrita a uma prática classificatória e sentenciosa, que pouco contribui para a progressão continuada do aluno na apropriação do saber; c) têm grande dificuldade em atuar coletivamente, respeitando as individualidades e balizando suas ações e intervenções pedagógicas nas necessidades e dificuldades manifestas pelos alunos; d) necessitam aprofundar-se teoricamente na temática, para melhor orientar as novas formas de avaliar, tornando o ato de avaliar mais participativo e dinâmico.

O que dizem os alunos sobre a Avaliação Escolar

PID: S0103-68312006000300003 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Cortese
“O que dizem os aluno sobre avaliação?” Com a finalidade de responder a esta pergunta, em minha pesquisa de mestrado entrevistei alunos do 4º ano do Ensino Fundamental. Para analisar os sentidos por eles produzidos, utilizei concepções desenvolvidas por estudiosos do cotidiano escolar, entre eles José Mario Azanha e Marli André. Além disso, as idéias de linguagem e de discurso apresentadas por Mikhail Bakhtin e revista por Mary Jane Spink foram essenciais para o desvelamento dos discursos infantis. Neste artigo, os sentidos produzidos pelos alunos estão divididos em sete blocos: no primeiro, encontram-se idéias a respeito da palavra avaliação. Ponderações a respeito de quando e como as crianças percebem a avaliação das educadoras estão no segundo bloco. Em que momentos e quem os alunos sentem-se autorizados a avaliar é a temática do terceiro, e o quarto bloco baseia-se nas reflexões das crianças sobre a objetividade e a neutralidade das práticas avaliativas. O quinto bloco refere-se às razões que, supostamente, movem as preferências das professoras por determinados alunos. As representações dos entrevistados a respeito do impacto da avaliação escolar para as relações presentes e futuras estão no sexto bloco. No sétimo, vemos como os alunos justificam o próprio desempenho e o de seus colegas.

O uso do portfólio em um projeto de pesquisa

PID: S0103-68312006000100009 | Periódico: Estudos em Avaliação Educacional (0103-6831) | Ano: 2006
Autores: Valente Rezende
O presente artigo relata a experiência de utilização do portfólio como ferramenta de avaliação no contexto do projeto de pesquisa “Leitura-Paixão: o impacto de uma situação diferenciada”, desenvolvida no período de fevereiro de 2003 a fevereiro de 2005, na Universidade Estadual de Londrina. Participaram do estudo 11 estudantes, que deveriam entregar bimestralmente seus portfólios para análise; no entanto, eles só conseguiram realizar duas entregas. Da primeira entrega participaram os 11 alunos; da segunda, somente seis deles elaboraram portfólios, e, desses, apenas quatro responderam ao questionário de avaliação da experiência, que tinha como objetivo identificar as impressões acerca da construção do portfólio. Esses fatos evidenciam que, embora os participantes tenham aceitado a construção do portfólio como uma das formas de avaliação da sua participação no projeto, cinco deles acabaram por não entregá-lo, o que na análise da equipe coordenadora afigurou-se como uma das dificuldades da avaliação através de portfólios, ou seja, a fuga do autor ao ter ciência do envolvimento requerido. Por outro lado, as manifestações dos alunos evidenciam a motivação e o prazer despertados ao serem executadas as tarefas.
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