Os autores comprovam, empiricamente, através desse artigo, que os alunos admitidos na PUC-MG, em 1995, têm menor habilidade acadêmica e menor índice de posição social que aqueles admitidos na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, no mesmo ano e mesmo curso. Este resultado foi obtido com a aplicação da Teoria de Resposta ao Item, cujo uso foi viabilizado pela existência das respostas de todos os alunos a todas as questões das provas dos vestibulares nas duas Universidades. Essa constatação implica que os resultados brutos do Exame Nacional de Cursos, aplicado pelo MEC, não podem ser usados para comparar instituições de ensino, como a divulgação dos resultados sugere.
O autor, professor da Universidade de São Paulo e Pesquisador Senior da Fundação Carlos Chagas, um dos co-autores do artigo sobre teoria da resposta ao item, juntamente com a autora, especialista em estatística, teve oportunidade de estudar o assunto e estagiar em instituições norte-americanas, inclusive no ETS, na Nova Jérsei. Hoje, ambos os autores vêm utilizando as suas expertise em trabalhos de grande repercussão realizados na Fundação Carlos Chagas, no Ministério da Educação e do Desporto e na Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo.
O trabalho apresentado pelo autor ora publicado em Estudos em Avaliação Educacional, procura responder, inicialmente, à pergunta - O que é o pensamento científico? e faz uma discussão aprofundada do pensamento científico na Física, na Biologia e na Química, discutindo questões epistemológicas e as implicações do ensino dessas ciências no Ensino Médio.
O trabalho apresentado pelo autor ora publicado em Estudos em Avaliação Educacional, procura responder, inicialmente, à pergunta - O que é o pensamento científico? e faz uma discussão aprofundada do pensamento científico na Física, na Biologia e na Química, discutindo questões epistemológicas e as implicações do ensino dessas ciências no Ensino Médio.
O trabalho apresentado pelo autor ora publicado em Estudos em Avaliação Educacional, procuram responder, inicialmente, à pergunta - O que é o pensamento científico? e fazem uma discussão aprofundada do pensamento científico na Física, na Biologia e na Química.
O autor, em seu longo artigo, parte da pergunta: o vestibular elitiza a universidade? a seguir, discute a seletividade social associada ao perfil de determinadas carreiras profissionais. Volta, depois, à seletividade social ligada à questão da seletividade escolar, estudando toda essa problemática a partir dos vestibulares da Universidade Estadual de São Paulo, em 1993. Examina dados relacionados aos campi de Marília e Araçatuba e conclui que o problema da elitização precisa ser redefinido, pois o seu conceito, no caso, abarca jovens com diferentes perfis socioeconômicos. É um assunto de grande relevância e merece uma reflexão aprofundada, sobretudo tendo em vista o momento atual.
A autora, no seu trabalho para obtenção do doutorado em Ciências da Educação, na área da Psicologia Escolar, parte da idéia de que a avaliação da aprendizagem pode dar origem a avaliações em níveis mais amplos de um sistema ou instituição de ensino. Nesta perspectiva, a avaliação da aprendizagem não se limita à simples verificação dos desempenhos dos alunos, com atribuição de notas, mas tenta estabelecer uma rede de relações entre as múltiplas variáveis de um processo educativo. E nas tramas dessa rede, demonstra a autora, estarão presente múltiplas variáveis: desde as mais amplas, relacionadas às políticas e filosofias educacionais, até as mais específicas de como planejar o ensino e promover a aprendizagem dos alunos.
O autor, usando sua larga experiência na área, destaca a questão da avaliação contínua e cumulativa, aborda a possibilidade da aceleração de estudos e ressalta a obrigatoriedade dos estudos de recuperação, entre outros aspectos. Ao final de seu trabalho, apresenta as contribuições dos Conselhos Nacional e Estadual de Educação, que são bastante significativas.
O autor discute a importância da avaliação no atual contexto educacional brasileiro e o interesse que essa temática vem despertando junto à sociedade. A questão da avaliação é posta em relação às grandes transformações sociais que afetam na hora presente a educação, pondo em destaque a questão da sua qualidade. O artigo enfoca a questão da avaliação diferenciando-a da mensuração e ressaltando a importância de juízos de valor, analisa as relações entre avaliação e pesquisa, e apresenta a discussão dos paradigmas e modelos em avaliação. Ao final, considera as abordagens responsiva e iluminativa em avaliação.
O autor, a partir dos resultados do concurso vestibular da UFRGS em 1997, faz um estudo empírico sobre o argumento de concorrência usado pela universidade, com base na média harmônica ponderada dos escores padronizados, e a partir do qual é decidida a classificação dos candidatos por uma vaga nos vários cursos. O autor compara a média harmônica ponderada com outros argumentos de concorrência: a média aritmética simples, chegando à conclusão de que os resultados apresentam muita semelhança. O estudo mostra, entre outros aspectos, que a fidedignidade dos argumentos de concorrência apresentam pequena vantagem quando empregada a média aritmética.
A autora procura discutir diretrizes políticas, elaboradas pelo Governo do Estado de São Paulo, para o setor educacional que, no período de 1984/94, propuseram mudanças na organização administrativo/pedagógica dos sistema público de ensino. Analisa, ainda, os intervenientes que ocorreram no âmbito institucional durante o processo de implantação das reformas propostas.
A partir da concepção de Vigotsky de que o pensamento é determinado pela linguagem e de que o crescimento intelectual da criança depende do seu domínio dos meios sociais do pensamento, a autora faz uma longa exposição teórica sobre a aquisição da linguagem e estuda a proficiência na linguagem escrita de alunos da 8a série do Ensino Fundamental, no nordeste de Minas Gerais (Vale do Jequitinhonha). O trabalho procura pesquisar as variáveis que atuam de forma a favorecer ou não o desempenho da linguagem escrita e analisa o resultado do desempenho dos alunos da 8ª série em prova da redação, depois de uma ampla caracterização das escolas e desses alunos.
Apresentar formas de operacionalização da avaliação por norma e por critério, considerando a possibilidade de sua utilização em sala de aula, pelo professor, constituiu o principal objetivo da autora em sua tese de doutorado apresentada na Universidade de São Paulo. A autora aprofunda a discussão sobre como as escolas lidam com o processo de avaliação, perdendo, quase sempre, a oportunidade de levantar dados sobre os processos de ensino e aprendizagem. Analisa, ainda, o papel da matemática no currículo, evidenciando a dificuldade que ela representa para os alunos, gerando reprovação e evasão. Verifica, em seguida, se a utilização de diferentes tipos de avaliação contribui, diferentemente, para os resultados da aprendizagem em matemática.
As considerações do autor sobre a pesquisa e as estatísticas são de extrema relevância, merecendo uma reflexão aprofundada. O qualitativo e o quantitativo desempenham relevante função na pesquisa, inclusive na educacional. A pesquisa qualitativa pode apontar para a necessidade de estudos quantitativos e vice-versa. A discussão de suas colocações justifica-se tendo em vista que muitas vezes criam-se falsas dicotomias, como, por exemplo, o qualitativo e o quantitativo, que, na realidade, não se excluem.
O trabalho da autora procura estudar o grau de correlação entre desempenhos em provas objetivas e de redação em Língua Portuguesa aplicadas em concurso vestibular de uma universidade estadual. O coeficiente obtido entre os escores da prova objetiva e as notas médias de três correções da prova de redação não permite afirmar de forma conclusiva que a prova de redação, no presente caso, verifica o mesmo conhecimento aferido na prova objetiva, possivelmente em virtude da influência do fator professor na atribuição das notas às provas de redação, conforme as análises de variância realizadas.
Texto preparado para o Seminário Internacional sobre Modelos Avaliativos (SEE/SP, FCC, apoio Banco Mundial). A autora, ao analisar a problemática do desempenho escola, oferece considerações bastante pertinentes sobre a natureza dos resultados de uma avaliação, a disseminação dos dados coletados de diversas fontes para os vários públicos interessados, a importância dos objetivos e as decisões políticas que são tomadas ao longo do processo de avaliação, discutindo importantes aspectos controversos das estatísticas e das medidas educacionais. Artigo em inglês nas p. 137-14.
Texto preparado para o Seminário Internacional sobre Modelos Avaliativos (SEE/SP, FCC, apoio Banco Mundial). Um conjunto de ações da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, visando aprimorar a qualidade do esnino e reverter o quadro de evasão e retenção nas séries iniciais do 1º Grau, na Região Metropolitana de São Paulo, é apresentado pelas autoras, que realizaram um follow-up (1992/94) e um estudo antropológico. Artigo em inglês nas p. 65-86.
Documento sobre a avaliação de textos produzidos por alunos, assunto de grande interesse para todos os educadores, inclusive aqueles que não militam na área da Lingüística.