O autor procura recapitular noções importantes ligadas a provas de desempenho escolar: instrumento de coleta, instrumento de medida, escala de medida e mensuração. Conclui o artigo com um repasse sobre as etapas que compõem a construção e validação de itens.
A autora discute definições do termo avaliação em educação, ressaltando suas diferentes acepções, a partir da citação do filósofo alemão que o homem é o animal que se avalia.
Atributo o convite, para a minha presença nesta mesa redonda, ao desejo dos organizadores de terem aqui alguém que há mais de 60 anos ficou sabendo o que era um exame vestibular e, mais tarde, teve oportunidade de participação em tentativas de modificação do antigo sistema.
Num país, como o Brasil, em que só recentemente vem sendo alcançada a universalização do acesso à Escola do 1º grau, a Escola do 2º grau tem um papel muito mais amplo que de servir de mero instrumento preparatório para concursos vestibulares às Instituições de Ensino Superior (IES). Desta forma, é um desserviço à Escola do 2º grau que o processo de seleção para as IES seja utilizado para fixar diretrizes ou mesmo simples parâmetro para o ensino secundário.
Discutir vestibular constitui-se em exercício exaustivo e limitador, a um só tempo, já que de pronto se percebe a impossibilidade de esgotar temática tão importante, tendo em vista as inúmeras interfaces que a compõem, bem como a multiplicidade de abordagens, raramente pacíficas, que a questão suscita e comporta.
Falar após o pronunciamento de todos os participantes tem suas vantagens e desvantagens. A vantagem está em poder argumentar com os dados que foram fornecidos pelos expositores; a desvantagem resulta em ser obrigado a discutir algumas idéias expostas com o brilho pelos que me antecederam. Assim, inicialmente, quero declarar que considero o vestibular um exame de massa que precisa adotar técnicas adequadas para a sua concretização efetiva.
Um sentimento de angústia paira por cima do ensino público deste país. É um sentimento bastante generalizado de que se gasta mal em educação, priorizando projetos assistencialistas que pouco ou nada têm a ver com os propósitos educacionais. Após o abandono da escola pública pela classe média e a efetiva duplicação da rede pública com recursos próprios, a disposição do público em bancar maiores aventuras nessa área já está quase no limite.
Os autores realizam um amplo estudo empírico, com base nos resultados do exame vestibular na Universidade Federal do Espírito Santo, em 1990, com o objetivo de testar a hipótese de que candidatos reprovados na primeira etapa do vestibular e que conseguiram desempenho global, nessa etapa, entre 40,0 e 49,9% obteriam, na segunda etapa, resultados superiores ao de candidatos aprovados na primeira etapa ou em ambas as etapas. Usando procedimentos de análise de variância, a hipótese da proposta foi rejeitada.
Há 10 anos não tenho trabalhado mais com a problemática do vestibular. Em 88, no entanto, eu me rebelei com o que estava acontecendo, pois as idéias sobre um vestibular único, unificado, moderno na linha de pensamento do prof. Walter Leser, que já vinha sendo deturpado lentamente com a especialização, com provas discursivas, tornou-se fortemente habilitatório. O número de vagas ociosos que eram produzidas se concentravam principalmente nas carreiras mais importantes deste país, as licenciaturas.
Esta exposição é dedicada ao relato e à justificativa das mudanças introduzidas nos exames vestibulares da FUVEST DURANTE MINHA GESTÃO NA Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo, entre fevereiro de 1990 e agosto de 1993.
A autora trabalha sobre as multideterminações da evolução da escrita, a partir de um estudo realizado em 17 grupos-classe. Ressalta, para fins de análise, uma condição a priori - a necessidade de se captar a dinâmica construída em cada sala de aula. Destaca que os pontos de partida diferenciados não foram impedimento para se alcançar resultados semelhantes ao término do processo.
Pesquisa realizada pelo autor, como parte integrante do Programa de Avaliação do Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais. O questionário, instrumento dessa avaliação, foi aplicado a 42.100 alunos de ambos os sexos, representativos das escolas estaduais dos 756 municípios e dos turnos diurno e noturno. Conclui-se que, em ambos os turnos de ensino, os alunos têm posições altamente favoráveis à ciência que se expressam, por exemplo, nas afirmações quanto à possibilidade de aprender uma ciência desde que adequadamente ensinada e na aprovação dos investimentos financeiros na área. Em contrapartida, são minoria os que atribuem à ciência e à tecnologia a causalidade dos problemas mundiais e os que apostam na possibilidade de uma simples informação substituir a experiência na aquisição do conhecimento.
A discussão que os autores trazem sobre a avaliação da Universidade Brasileira coloca em confronto correntes de opinião sobre a natureza dessa instituição e do seu compromisso social. Concluem pela relevância dos programas de avaliação na medida em que seus objetivos e finalidades estejam transparentes e concorram para sua maior democratização.
As autoras discutem o problema de avaliação educacional desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, em parceria com a Fundação Carlos Chagas, envolvendo os alunos da 8ª série (1992).
A autora coloca em discussão dados relativos a diferentes projetos de avaliação como agente externo aos sistemas. Tanto o amplo programa de avaliação instituído pelo MEC em 1987, quanto a avaliação realizada na área rural do Nordeste - Projeto EDURURAL - e a promovida entre alunos do Ensino Fundamental, em escolas do Paraná, revelaram graves problemas de desempenho desses alunos.
A autora trata o impacto das atividades de avaliação para a tomada de decisões educacionais propondo-se a ampliar o debate entre os avaliadores e formuladores de políticas públicas.
As autoras apresentam um processo inovador de Seleção de Diretores instituído pela Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais; que combina a avaliação da competência técnica e da liderança. Trata-se da Seleção Competitiva de Diretores; procedimento que se introduz com o objetivo de fortalecer a unidade escolar.