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Pomerisch Oder Portugiesisch Sprache? Compreensão Comunicativa em Crianças Pomeranas Bilingues com Transtorno do Espectro Autista

PID: S1413-65382020000200005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: HARTWIG CANAL
RESUMO: Trata-se de um estudo realizado com crianças pomeranas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) residentes na cidade de Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo, conhecida como a cidade mais pomerana do Brasil, onde grande parte da população apresenta característica de bilinguismo simultâneo - pomerano-português, o que tem ocasionado alguns desafios no contexto educacional. Assim sendo, o objetivo desta pesquisa foi de descrever comportamentos indicadores de comunicação, a partir de interações estruturadas em Língua Pomerana e Língua Portuguesa, possibilitando a identificação das diferenças nas interações observadas em L1 - Língua Portuguesa e L2 - Língua Pomerana. Para atingir os objetivos propostos, foram selecionadas três crianças do sexo masculino, sendo duas com 9 anos de idade e uma com 10 anos de idade, bilingues pomerano-português, diagnosticadas com TEA há pelo menos um ano antes desta pesquisa e acompanhadas por profissionais de saúde e educação inclusiva. Esta pesquisa adota uma metodologia descritiva, do tipo estudo de caso múltiplo, cujo método de análise de dados adotado foi de caráter qualitativo, a fim de compreender as variáveis subjetivas envolvidas no processo de comunicação e interação de cada caso. Os procedimentos de coleta de dados incluíram a apresentação de Pranchas de História Continuada, que tiveram como objetivo servir de estímulo visual para que a criança pudesse elaborar uma história. Os resultados indicam que, nas interações realizadas em Língua Pomerana, os sorrisos, as gesticulações, o compartilhamento da atenção e as demonstrações afetivas eram mais frequentes se comparados às interações realizadas em Língua Portuguesa, o que indica que a criança apresenta mais comportamentos não verbais nas interações realizadas em língua materna. Esse dado indica, por conseguinte, que as interações na língua materna (Pomerano), atuam no fortalecimento das habilidades de Atenção Compartilhada, competência central para que as interações sociais aconteçam.

A Educação Especial Inclusiva em Contexto de Diversidade Cultural e Linguística: Práticas Pedagógicas e Desafios de Professoras em Escolas de Fronteira

PID: S1413-65382020000300495 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: PINTO SANTANA
RESUMO Este artigo caracteriza as percepções de professoras em escolas localizadas próximo à faixa de fronteira entre Ponta Porã, no Brasil, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, sobre sua formação e suas práticas pedagógicas com estudantes público-alvo da Educação Especial, na perspectiva da inclusão escolar, em um cenário de diversidade cultural e linguística. Uma pesquisa qualitativa foi realizada com cinco professoras de duas escolas públicas municipais, que responderam a uma entrevista semiestruturada. Os resultados sinalizam avanços, como a construção de materiais pedagógicos pelas professoras, considerando a diversidade cultural e linguística dos estudantes paraguaios, que têm como língua materna o guarani e/ou espanhol. Contudo, as professoras apontaram também dificuldades em razão das barreiras linguísticas, que podem levar os estudantes a uma deficiência secundária. Pesquisas futuras poderão ampliar esses achados, com a investigação da realidade e do cotidiano dos estudantes no ambiente de sala de aula, assim como da relação entre a família dos estudantes paraguaios e a escola.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: a Problemática do Profissional de Apoio à Inclusão Escolar como um de seus Efeitos

PID: S1413-65382020000400673 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: BEZERRA
RESUMO: O profissional de apoio à inclusão escolar é a temática deste artigo. Seu objetivo é retomar e analisar a caracterização desse profissional com base nas orientações governamentais e nos documentos legais emanados logo após a publicação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, a fim de compreender o que se espera desse agente e de sua formação no contexto da Educação Especial inclusiva delineado pela citada política. Para tanto, em relação ao desenvolvimento metodológico, adotou-se abordagem qualitativa, conforme os procedimentos técnicos da pesquisa bibliográfica e documental. Pôde-se constatar que o profissional de apoio à inclusão escolar, cuja designação não é unívoca, tem funções específicas de cuidado e de monitoria dos alunos público-alvo da Educação Especial, considerada a legislação e diretrizes oficiais, não sendo de sua competência questões curriculares e didático-pedagógicas. Do ponto de vista legal e normativo, há um silenciamento quanto à formação exigida para desempenho do cargo, exercido por estudantes universitários ou mesmo por pessoas com nível médio de escolaridade. Tais circunstâncias desqualificam a formação especializada e o papel do professor da Educação Especial na promoção do ensino colaborativo, em nome de alternativas consideradas mais econômicas para as redes públicas de ensino.

A Premência do Diagnóstico Precoce da Surdez e seus Efeitos no Campo Conceitual da Educação de Surdos

PID: S1413-65382020000400769 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: CAMATTI LUNARDI-LAZZARIN
RESUMO: O diagnóstico precoce da surdez tem figurado na centralidade de políticas voltadas a crianças com deficiência auditiva. O objetivo deste ensaio é discutir questões de ordem política e aspectos contextuais da prática do diagnóstico. Fez-se uma pesquisa bibliográfica, abordando a temática a partir de estudos de vertente pós-estruturalista, sobretudo para materiais que olham para a infância, a deficiência e o contexto político e social contemporâneo. Historicamente, a surdez, quando não recebe investimentos, coloca o surdo em desvantagem no jogo econômico e social. A prática do diagnóstico faz sentido em uma racionalidade neoliberal, que se ocupa da gestão da coletividade. Diagnosticar precocemente a surdez atende a incontáveis interesses e objetivos pela multiplicidade de intervenções que passa a ser possível. Com este ensaio, foi possível perceber que o diagnóstico precoce dispara técnicas que colocam na mesma linha hierárquica os princípios de prevenção, de identificação e de intervenção precoces. Embora as redes de saúde brasileiras sejam frágeis na tarefa de diagnosticar precocemente, a determinação da deficiência ocorre em redes. O diagnóstico deixa de ser um conjunto de exames e passa a figurar como uma política sobre a vida que determina a condição da deficiência e coloca a criança em um espaço permanente de corrigibilidade.

Altas Habilidades/Superdotação: Intervenção em Habilidades Sociais com Estudantes, Pais/Responsáveis e Professoras

PID: S1413-65382020000100125 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: DE OLIVEIRA CAPELLINI RODRIGUES
RESUMO: O objetivo deste estudo foi descrever e comparar o repertório de habilidades sociais, problemas de comportamento e competência acadêmica de estudantes com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD): 1) segundo o relato deles mesmos, antes e depois de um programa sobre habilidades sociais; e 2) segundo o relato de seus pais/responsáveis e professoras, antes e depois de orientações sobre AH/SD e habilidades sociais. Participaram nove estudantes de uma escola pública, nove pais/responsáveis e oito professoras. Os participantes responderam ao questionário Sistema de Avaliação de Habilidades Sociais (SSRS) versão para pais, professores e alunos. A intervenção com os estudantes ocorreu em oito encontros semanais e dos pais/responsáveis e professores, em três encontros quinzenais. Os resultados apontaram que o repertório social dos estudantes melhorou no ponto de vista deles, de suas professoras e de seus pais, provavelmente devido ao procedimento de intervenção utilizado, que envolveu mais de um segmento.

Alunos com Deficiência na Universidade Federal do Pará: Dificuldades e Sugestões de Melhoramento

PID: S1413-65382020000300387 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: PEREIRA FACIOLA PONTES RAMOS SILVA
RESUMO Este estudo identificou as características socioeconômicas e acadêmicas de alunos com deficiência da Universidade Federal do Pará (UFPA), suas dificuldades e sugestões de melhoramento das acessibilidades. Cinquenta alunos responderam ao questionário socioeconômico e foram analisados por meio da estatística descritiva. A oferta de cotas, o suporte acadêmico no momento do Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) e a não evasão e repetência foram ações facilitadoras que contribuíram para a permanência desses alunos no Campus. A UFPA necessita investir em pesquisa, monitoria e extensão, planejar ações de apoio financeiro voltadas a suprir as necessidades físicas e materiais e melhorar as condições da acessibilidade arquitetônica. Conhecimento apropriado pode patrocinar o planejamento de ações afirmativas que favoreça a inclusão e o bem-estar desses alunos.

Análise da Lateralidade e Destreza Manual em Crianças com Transtorno do Espectro Autista

PID: S1413-65382020000400587 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: FERNANDES SILVA AUGUSTO NOGUEIRA FERREIRA JUNQUEIRA LAGE
RESUMO: Este estudo teve como objetivo analisar a lateralidade e a destreza manual em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Do ponto de vista da motricidade humana, a lateralidade contribui para o processo de maturação motora. Figura-se entre as principais características do autismo o atraso nas habilidades motoras grossas e finas, com piora progressiva no quadro. Analisar o nível de lateralidade do indivíduo com TEA torna-se importante por possibilitar uma direção na intervenção motora com o intuito de melhorar a funcionalidade do autista e sua qualidade de vida. A amostra deste estudo foi composta por oito crianças, alunos de uma instituição de ensino pública, do sexo masculino, com idade média de 8,75±1,83 anos e diagnosticadas com TEA com base no DSM-V. Os resultados mostraram que os participantes do estudo parecem apresentar lateralidade destra e, também, melhor desempenho com a mão preferida em uma tarefa de destreza manual. Observou-se que, na tarefa que exigiu maior atenção e destreza, a diferença no desempenho das mãos foi significativa. Já na tarefa com menor demanda atencional e de destreza manual, o desempenho entre as mãos não foi significante, porém foi nesse momento que foram observados os maiores erros na execução. A motivação pode ser uma variável fundamental para o desempenho motor em tarefas que avaliam o tempo de execução. É importante uma maior ênfase no desenvolvimento da motricidade desses indivíduos durante a fase escolar para diminuir as dificuldades motoras e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida, sensação de bem-estar, autonomia e interação social.

Análise das Estratégias Empregadas em um Programa de Intervenção Fonológica para Crianças com Deficiência Auditiva

PID: S1413-65382020000200003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: MARINHO ROCHA E SILVA BRAZOROTTO
RESUMO: Programas de intervenção fonológica para crianças com deficiência auditiva têm sido estudados mundialmente, dados os seus comprovados benefícios para o desenvolvimento da leitura. No entanto, no Brasil, não há referência à avaliação desses programas para crianças com deficiência auditiva inseridas em serviços de (re)habilitação auditiva. O objetivo desta pesquisa foi analisar as estratégias empregadas em um programa de intervenção fonológica para crianças com deficiência auditiva. Trata-se de estudo do tipo exploratório, de fonte documental, longitudinal com abordagem qualitativa, realizado a partir da intervenção com 11 crianças com deficiência auditiva e três pedagogas que acompanharam a intervenção em grupo. Foram analisados os 80 planos das sessões e as 80 fichas de observação das pedagogas, além da descrição dos resultados do grupo focal realizado com as pedagogas ao término da intervenção. Observou-se a necessidade de adaptações quanto às instruções, às estratégias e aos materiais utilizados, nessa ordem de frequência, assim como a utilização de estratégias de comunicação e técnicas específicas para otimizar a compreensão e a execução das atividades pelas crianças. Concluiu-se que o programa de intervenção fonológica para crianças com deficiência auditiva necessitou de adaptações e destaca-se a importância da capacitação dos profissionais nos serviços de terapia especializada para essa atuação.

Análise das Relações entre Intervenção Precoce e Qualidade de Vida Familiar

PID: S1413-65382020000200007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: VALVERDE JURDI
RESUMO: Devido à importância da participação familiar nos programas de intervenção precoce, pesquisas têm estudado o tema da qualidade de vida familiar a fim de aprimorar o cuidado na primeira infância. O objetivo deste artigo foi, assim, relacionar as formas de organização das famílias para o processo de intervenção precoce com a qualidade de vida familiar, a partir do olhar de um familiar. É uma pesquisa quali-quantitativa, que utilizou dois instrumentos: a entrevista semiestruturada e a Escala de Qualidade de Vida Familiar (EQVF). Participaram do estudo dez familiares de dez crianças de zero a três anos com possíveis ou já presentes alterações do desenvolvimento atendidas no Centro Especializado em Reabilitação II - Deficiência Física e Intelectual (CER-II), de um município da Região Metropolitana da Baixada Santista. Verificou-se que a pontuação da EQVF se aproxima de outras pesquisas, com maior satisfação ao apoio relacionado à deficiência e menor satisfação com o bem-estar emocional, além da relação entre a presença de redes de apoio e a qualidade de vida familiar. Observou-se a predominância de ações fragmentadas entre os serviços, a baixa frequência escolar das crianças e a unanimidade de participação de familiares do gênero feminino; foram, também, ressaltados os obstáculos relacionados à sensação de sobrecarga e à falta de suporte.

Análise de Solicitações ao Ministério Público sobre o Direito das Pessoas com Deficiência à Educação

PID: S1413-65382020000300437 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: PEDOTT ANGELUCCI
RESUMO Este trabalho analisa as solicitações referentes ao direito à educação do público-alvo da Educação Especial que chegam ao Grupo de Atuação Especial de Educação - Geduc - do Ministério Público do Estado de São Paulo, desde sua criação em 2011 até o final de 2017, totalizando 163 procedimentos. Busca-se depreender com que intuito, de que maneira e por quais setores da sociedade tal instância é acionada. Utilizaram-se as seguintes categorias: proponentes das solicitações, tipos de reivindicações, rede de ensino a que se referem e variação na quantidade de solicitações ao longo dos anos. Percebe-se que a maior parte das solicitações endereçadas ao Ministério Público são propostas por familiares das pessoas com deficiência, referindo-se a pleitos envolvendo suportes para escolarização em classes comuns de escolas regulares, sobretudo, na rede estadual de ensino de São Paulo. Quanto à variação de solicitações, nota-se um grande número de solicitações nos primeiros anos após a criação do Geduc, com um decréscimo nos últimos anos, o que poderia relacionar-se à maneira como este Grupo vem atuando. Verifica-se a reconfiguração das atuações do Geduc ao longo do período de 2011 a 2017, com a presença de elementos representativos da disposição para atuar na transposição da queixa inicial para a demanda efetiva subjacente. Assim, em vez de respostas diretas requerendo a execução da solicitação por parte das/os representadas/os, são encontradas ações mais demoradas de promoção de diálogo sobre o problema posto. Entende-se, portanto, que as solicitações podem ser utilizadas como ferramenta de ampliação e de qualificação do diálogo entre Ministério Público, sociedade civil e Poder Executivo, visando à universalização do direito à educação.

Atendimento em Saúde à Pessoa com Deficiência e a Formação Inicial do Profissional de Saúde: o que Há rntre Nós?

PID: S1413-65382020000200009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: ASSUNÇÃO ANACLETO MISSIAS-MOREIRA FERREIRA NETO BEDOR
RESUMO: O processo de formação do profissional de saúde tem se modificado na busca de educar profissionais com uma visão integral e que proponham mudanças na sociedade. Dentro desse contexto, a saúde da pessoa com deficiência merece destaque, tendo em vista que essas pessoas têm mais barreiras de acessos aos serviços prestados por esses profissionais, tais como dificuldade de comunicação, empatia do profissional, barreiras arquitetônicas, instrumentais, entre outras. Logo, este estudo objetiva analisar como duas universidades públicas discutem a saúde da pessoa com deficiência dentro do currículo do profissional de saúde. Para isso, analisaram-se projetos pedagógicos de oito cursos de Saúde. Concluiu-se que os projetos analisados não garantem uma formação integral no que tange à atenção à saúde da pessoa com deficiência.

Atitudes em Relação às Pessoas com Deficiência: uma Revisão Sistemática da Literatura

PID: S1413-65382020000400689 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: LEAL EUSÉBIO ROSA
RESUMO: A área de investigação do turismo acessível (TA) apresenta uma tendência de crescimento. Contudo, a maioria dos estudos foca-se na acessibilidade física, havendo poucos que analisem as atitudes dos estudantes e profissionais desse setor relativamente às pessoas com deficiência (PcD). Assim sendo, esta revisão tem como objetivo analisar os trabalhos efetuados em outras áreas científicas sobre as atitudes relativamente às PcD. Pretende-se mapear metodologias, instrumentos de medição e principais variáveis e fatores associados às atitudes, para promover a sua inclusão na sociedade. Realizaram-se pesquisas na Scopus, tendo-se obtido 492 registos. Destes, foram selecionados 96 artigos para análise. Os resultados evidenciam que a avaliação das atitudes relativamente às PcD é uma temática de grande relevância em várias áreas científicas. Os estudos utilizam diversos instrumentos para medir essas atitudes. As experiências anteriores, qualidade e frequência do contato com PcD e conhecimento acerca da deficiência têm influência nas atitudes. Contudo, os resultados divergem na influência do perfil sociodemográfico nas atitudes face às PcD. Existe tendência para o recurso a metodologias quantitativas utilizando, como instrumento de recolha de dados, o questionário. O artigo termina identificando áreas de investigação relevantes para o aumento do conhecimento dos fatores que influenciam essas atitudes e, consequentemente, para o desenvolvimento do TA.

Autismo, Narrativas Maternas e Ativismo dos Anos 1970 a 2008

PID: S1413-65382020000300511 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: LOPES
RESUMO: Este artigo tem como objetivo refletir sobre aspectos históricos relacionados ao autismo no Brasil ao longo das décadas de 1970 a 2008. Analisamos duas autobiografias elaboradas por mães cujos filhos receberam o diagnóstico de autismo entre os anos 1970 e 1980. Os escritos dessas mulheres foram produzidos em momentos distintos (uma em 1988 e outra em 2008) e são aqui compreendidos como fontes pertinentes para se produzir histórias que iluminam questões relativas ao ativismo materno no período em foco a partir da perspectiva feminina. Concluímos que os dois documentos analisados demonstram que a família, no caso do espectro autista, foi um sujeito fundamental no desenvolvimento de uma incipiente rede de proteção aos autistas, em um momento de transição democrática no país. Apesar da distância temporal das narrativas, é possível verificar elementos em comum entre elas, como as motivações para escrever sobre o assunto, o papel das associações de mães e pais de autistas e as dificuldades em encontrar serviços adequados para as necessidades de seus filhos. Também se encontram nelas diferenças, principalmente no olhar acerca do ativismo materno.

Avaliação e Treinamento das Técnicas Básicas e Iniciais para a Locomoção com A Bengala em Ambientes Escolares

PID: S1413-65382020000200006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: ORBOLATO MANZINI
RESUMO: Este estudo teve como objetivo avaliar um programa de treinamento das técnicas básicas com a bengala em ambiente escolar. Uma estudante com 13 anos de idade, com cegueira congênita, matriculada no 6º ano/ 5ª série do Ensino Fundamental, participou do estudo. Os instrumentos utilizados foram os protocolos de avaliação das técnicas básicas de orientação e mobilidade. As avaliações ocorreram em três ambientes: corredores, sala de aula e pátio, e o design quase experimental foi composto por pré-teste, intervenção e pós-teste. A análise foi quantitativa para os desempenhos da estudante e, na intervenção, qualitativa para a escolha das estratégias de ensino. Os resultados do pré-teste apontaram que a estudante não teve dificuldades em executar os comportamentos básicos das técnicas propostas, porém deixou de realizar aqueles que são específicos, que foram o foco do treinamento. As estratégias de ensino foram explicações, instruções e apresentação de modelos cinestésicos. Os resultados do pós-teste apontaram que a estudante conseguiu executar a maioria dos comportamentos de todas as técnicas em todos os ambientes. Conclui-se que o programa de treinamento teve sucesso devido: ao tipo de estudo quase experimental, que possibilitou objetivamente a avaliação dos comportamentos; às fichas de registro e de filmagem, que garantiram o controle do processo de ensino; às estratégias de ensino empregadas; ao ensino e ao treinamento focado no ambiente natural da aluna cega. Dois pontos foram identificados como necessários para melhora do uso das técnicas: o tipo de vestimenta, os acessórios, os calçados da aluna e o tempo de treinamento.

Diagnóstico Funcional como Estratégia para Implementar a Educação Inclusiva na Polônia

PID: S1413-65382020000200002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: DOMAGALA-ZYSK KNOPIK
RESUMO: O 25º aniversário da Declaração de Salamanca é uma boa oportunidade para resumir até que ponto os desafios descritos nela foram implementados pelos países signatários, todos membros da UNESCO. Este artigo apresenta um balanço de realizações na implementação da educação inclusiva na Polônia, bem como um catálogo de desafios para o futuro. Embora os compromissos de oferecer educação inclusiva para crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) surjam da Convenção dos Direitos da Criança das Nações Unidas (1989) e da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), os quais foram ratificados pela Polônia, o trabalho sistemático sobre a implementação começou apenas em 2010. A medida chave foi o Regulamento do Ministério da Educação Nacional sobre os princípios de planejamento e organização do apoio psicológico e pedagógico para alunos com NEE. Atualmente, em cooperação com a Agência Europeia para Necessidades Especiais e Educação Inclusiva, está em andamento um intenso trabalho para criar um sistema coerente de reconhecimento das necessidades e possibilidades de crianças e adolescentes com base no modelo de diagnóstico funcional. Portanto, este artigo apresenta as premissas desse modelo com referência às mudanças implementadas ou planejadas na lei educacional.

Diretrizes para o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA)

PID: S1413-65382020000400733 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: Sebastián-Heredero
RESUMO: As Diretrizes do Desenho Universal para a Aprendizagem - DUA (UDL na língua inglesa) começaram como um projeto do Centro Nacional de Acesso ao Currículo Geral (NCAC), um acordo de colaboração entre o Centro de Tecnologias Especiais Aplicadas (CAST) e o Escritório de Programas de Educação Especial (OSEP) do Departamento de Educação dos Estados Unidos. Estas Diretrizes foram compiladas pelo Dr. David H. Rose, Co-fundador e Diretor Educacional do CAST, e Jenna Gravel, Mestre em Educação e Doutoranda na Universidade de Harvard. Eles receberam inúmeras colaborações e comentários de colegas do CAST, professores dos diferentes níveis de ensino (ensino fundamental, médio e superior), pesquisadores e outros profissionais. Esta tradução e revisão foram realizadas como atividade do Grupo de Estudos: Pesquisas em Políticas e Práticas Educativas Inclusivas: Reconstruindo a escola, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande (MS/Br), ao longo do segundo semestre de 2019, integrado pelas seguintes pessoas: Andre Luiz Alvarenga de Souza, Angelita Leal de Castro Fonseca, Evelyn Mello, Franciele Cristina da Silva, Jaqueline Vargas, Jociane de Oliveira Nunes Gonçalves, Juliana Moreno Cavalheiro, Leandro Vieira, Mareide Lopes de Arruda e Patricia Tanganelli Lara - coordenados pelo Prof. Dr. Eladio Sebastián-Heredero. A autorização para esta publicação no Brasil na língua portuguesa foi feita pelo Sr. David Gordon, Senior Director, Publishing & Communications do CAST, com o conhecimento da Sra. Kim Ducharme, Director of Educational User Experience Design do CAST, com data de 10 de julho de 2020.

Efeitos do Uso de Recursos de Tecnologia Assistiva para Promover Independência em Atividades de Vida Diária para uma Criança com Paralisia Cerebral

PID: S1413-65382020000100035 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: LINO MARTINEZ BOUERI LOURENÇO
RESUMO: O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de implementação de recursos de Tecnologia Assistiva para realização da atividade de alimentação junto a uma criança com paralisia cerebral. Foram participantes uma criança de cinco anos com paralisia cerebral distônica e sua mãe. As atividades-alvo foram a alimentação e a intervenção que ocorreram em seu domicílio. Os dados foram coletados pelos seguintes instrumentos: Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade; Sistema de Classificação da Função Motora Grossa Ampliado e Revisto; Sistema de Classificação de Habilidade Manual para Crianças com Paralisia Cerebral; roteiro para caracterização do participante; protocolos de registro descritivo e de eventos; e questionário de validação social. Foram realizadas intervenções com três atividades para independência na alimentação: senta-se à mesa, uso do copo e uso do talher. As atividades compuseram o delineamento de linha de base múltipla entre comportamentos em quatro fases: linha de base, intervenção, manutenção e follow up. As sessões foram registradas em vídeo para análise e pontuação do nível de ajuda no protocolo de eventos. Evidenciou-se que o uso de recursos de Tecnologia Assistiva potencializa a autonomia e independência da criança com paralisia cerebral, demonstrando a efetividade do uso do recurso, corroborando com a literatura.

El Campo de la Discapacidad Desde la Perspectiva de los Docentes Que Cursan la Especialización en Actividad Física Adaptada y Discapa cidad Del IUACJ

PID: S1413-65382020000100017 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: RUBINSTEIN FRANCO
RESUMEN: La primera edición de la especialización en actividad física adaptada y discapacidad se constituye en un hito por ser el primer posgrado de estas características en Uruguay. Esto implica pensar la formación de los docentes a partir de escenarios y poblaciones diversos. Nos planteamos analizar la formación y trayectoria laboral en el campo de la discapacidad, así como las concepciones de inclusión y discapacidad de once estudiantes que cursan el posgrado. Los datos fueron recolectados a través de la entrevista semi-estructurada. Los resultados muestran que sólo cinco docentes tienen formación previa en el área de la discapacidad y seis de ellos experiencia en el trabajo con personas con discapacidad. Todos entienden la importancia de formarse para tener herramientas que les permitan intervenir de mejor manera es sus prácticas. Las concepciones de discapacidad e inclusión muchas veces transitan por el paradigma médico rehabilitador y de educación especial, pero a pesar de ello, presentan actitudes positivas ante el reto de trabajar con la diversidad del alumnado.

Escala de Desenvolvimento Motor: Adaptação para Crianças com Baixa Visão dos 7 aos 10 Anos de Idade

PID: S1413-65382020000300421 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: SANTOS SHIMANO IZEPPI ARAUJO PELIZARO PEREIRA
RESUMO A baixa visão é um tipo de deficiência visual que pode influenciar na funcionalidade da criança e ocasionar alterações importantes na aquisição das habilidades motoras na infância. O objetivo deste artigo foi avaliar os aspectos de confiabilidade na adaptação da Escala de Desenvolvimento Motor (EDM) para crianças com baixa visão, dos 7 aos 10 anos de idade. Participaram do estudo 22 crianças com baixa visão (± 9,12 anos). A adaptação da escala ocorreu em quatro etapas. Para analisar a concordância entre as respostas dos juízes, foi utilizado o índice de concordância (≥ 80%) e, para a confiabilidade das adaptações, utilizou-se a análise inter-avaliador e reteste (Coeficiente de Correlação Intraclasse). Os resultados demonstraram que o índice de concordância entre os juízes foi ≥80% na segunda rodada de adaptações, as quais mostraram excelente confiabilidade na análise interavaliadores (CCI≥1,000) e no teste reteste (CCI≥0,990) para a idade motora, e excelente confiabilidade interavaliadores (CCI≥1,000) e no teste reteste (CCI≥0,997) para quociente motor. A EDM foi adaptada e apresentou boa confiabilidade metodológica. Assim, sua adaptação permitirá o uso correto do instrumento em crianças com baixa visão, determinando o diagnóstico funcional/motor mais preciso das alterações motoras nessa população.

Escala de Eficácia Docente para Práticas Inclusivas: Validação da Teacher Efficacy for Inclusive Practices (TEIP) Scale

PID: S1413-65382020000100001 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: MARTINS CHACON
RESUMO: O objetivo desta pesquisa foi analisar as propriedades psicométricas da versão brasileira da Teacher Efficacy for Inclusive Practices (TEIP) Scale. A versão traduzida e adaptada à cultura brasileira denomina-se Escala de Eficácia Docente para Práticas Inclusivas (EEDPI) e foi aplicada a uma amostra de 308 professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental I e II, no interior do estado de Mato Grosso do Sul. A Análise Fatorial Exploratória evidenciou que suas propriedades psicométricas são adequadas, bem como a existência de dois fatores, nomeados “Regência em sala de aula” e “Planejamento e colaboração”. A mesma amostra também respondeu à Escala de autoeficácia de professores: versão breve, considerada “padrão-ouro”, a fim de avaliarmos o grau de eficácia da EEDPI em medir o que se propõe, a partir da relação com um critério externo. A Análise de Correlação de Spearman revelou a existência de uma correlação positiva entre as subescalas dos instrumentos, oscilando entre moderada e forte. A EEDPI ainda apresenta boa consistência interna (coeficientes de Alfa de Cronbach 0,89, 0,88 e 0,92) e mostra-se um instrumento que pode auxiliar na avaliação e no acompanhamento da autoeficácia docente diante da inclusão e na proposição das intervenções oportunas.
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