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Estratégias Pedagógicas para o Aprendizado de Habilidades Motoras Grossas e Finas por meio da Educação Física: Intervenção em Estudantes com Deficiência Auditiva

PID: S1413-65382020000400567 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: MARTÍNEZ
RESUMO: O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de um programa que utilizou estratégias pedagógicas para habilidades motoras grossas e finas de aprendizagem por meio da Educação Física em alunos com deficiência auditiva. Quinze estudantes com diagnóstico de deficiência auditiva, com idade de 7.7 ± .3 anos (homens n = 9 e mulheres n = 6), participaram de um programa de cinco meses de 40 sessões de Educação Física com estratégias pedagógicas para a aprendizagem da motricidade grossa e fina, na qual eles se comunicavam por meio da Língua de Sinais mexicana. O inventário de desenvolvimento de Battelle foi utilizado antes e depois do programa para medir testes de coordenação corporal, locomoção, habilidades motoras finas e habilidade perceptiva, que determinam os escores de habilidades motoras grossas e finas. A análise estatística foi realizada utilizando o teste t de Student para amostras relacionadas, relatando diferenças significativas no escore de habilidades motoras grossas (p = .001) e no escore de habilidades motoras finas (p = .001) antes e após a intervenção. A variação percentual foi de 21.1% e 19.2%, respectivamente. A participação por cinco meses em um programa de Educação Física influencia positivamente a coordenação de habilidades motoras grossas e finas em alunos com deficiência auditiva.

Evaluación de Necesidades Educativas Especiales en Contextos de Diversidad Sociocultural: Opciones para una Evaluación Culturalmente Pertinente

PID: S1413-65382020000100159 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: GUTIÉRREZ-SALDIVIA RIQUELME MELLA
RESUMEN: El objetivo de este trabajo es reflexionar sobre la necesidad de una evaluación de necesidades educativas especiales (NEE) pertinente culturalmente en contextos educativos interculturales, como base para repensar los servicios de apoyos de educación especial en escuelas de la región de La Araucanía en Chile. El análisis se desarrolló a través de la revisión de literatura científica y normativa nacional e internacional, empleando un método documental-descriptivo. La recuperación de documentos se realizó desde las bases de datos Web of Science, Scopus, Scielo y Agencia Europea para el Desarrollo de la Educación Especial. Inicialmente, se identificaron 108 documentos, utilizando los descriptores educación especial, evaluación, necesidades especiales, diversidad cultural, estudiantes indígenas y diversidad cultural y lingüística; después de aplicar los criterios de selección se revisaron 27 documentos. Los resultados develan que los principales obstáculos de la evaluación de NEE en sociedades multiculturales son el modelo médico, ya que se sustenta en normas y estándares occidentales-homogéneos; la presencia de sesgos culturales en los instrumentos de evaluación y en los procesos de remisión a evaluación; y la carencia de competencias interculturales en los profesionales que evalúan. En el caso de estudiantes de origen mapuche se evidencian tensiones epistémicas en la evaluación que subyacen al modelo médico, asociadas a la forma de concebir la enfermedad (kütran) en el mundo mapuche y occidental. Se concluye que se requiere una nueva forma de pensar y orientar la evaluación de NEE en contexto indígena, para romper con la estructura y cánones occidentales, como base para evaluaciones pertinentes culturalmente.

Formación del Profesorado y TIC para el Alumnado Com Discapacidad: Una Revisión Sistemática

PID: S1413-65382020000400711 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: FERNÁNDEZ-BATANERO MONTENEGRO-RUEDA FERNÁNDEZ-CERERO TADEU
RESUMEN: La formación del profesorado es necesaria y esencial para desarrollar una educación de calidad en igualdad y equidad. En este contexto, las Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC) abren una nueva forma de acceder a la información y un gran puente de comunicación, ya que para algunas personas las tecnologías constituyen la única vía de acceso al mundo educativo y de la cultura. El propósito de este estudio es realizar una revisión sistemática entorno a la producción, en forma de artículos científicos, durante la última década en relación con la formación del profesorado en TIC como apoyo al alumnado con discapacidad. Se realizó una búsqueda en las bases de datos Web of Science y Scopus siguiendo las directrices de la declaración PRISMA y la estrategia PICoS. De un total de 143 artículos fueron seleccionados 22. Los principales resultados muestran un incremento creciente en el número de publicaciones, sin embargo, su impacto sigue siendo escaso. Entre las conclusiones se destaca que la escasa existencia de literatura científica es uno de los principales problemas que pueden dificultar la formación del profesorado.

Formação de Professores das Salas de Recursos Multifuncionais e Atuação com a Diversidade do Público-Alvo da Educação Especial

PID: S1413-65382020000200010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: OLIVEIRA PRIETO
RESUMO: As mudanças implementadas no Brasil, relacionadas à Educação Inclusiva e ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), têm efeitos substanciais na atuação das(os) professora(es) em Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), uma vez que passa a ser exigido o trabalho com todas as categorias do público-alvo da Educação Especial. Assim, esta pesquisa teve como objetivo analisar a formação e a atuação das(os) professoras(es) das SRM da Rede Municipal de Ensino de São Paulo. Como procedimento de coleta de dados, foi usado um questionário eletrônico por meio do Google Docs, o qual foi enviado para 400 professoras(es) dessas salas, dos quais foi obtida a devolutiva de 179 (45%). Após a coleta, os dados foram analisados por meio do Software Atlas.ti 8.4-14 for Windows. Os resultados indicaram que 150 professoras(es) (84%) não se sentem capacitadas(os) para atuação com todas as categorias do público-alvo da Educação Especial e 29 (16%) afirmaram que sim. Como complementação, foi solicitado às(aos) professoras(es) que comentassem suas respostas. Das(os) 179 respondentes, 81 (45%) apresentaram justificativas relacionadas à sua experiência de trabalho nas áreas de sua formação; 61 (34%) referiu-se à necessidade de aperfeiçoamento profissional; 28 (16%) comentaram que possuem formação apenas em uma ou poucas das categorias que atuavam; 5 (3%) remeteram à sua experiência de trabalho; e 4 (2%), à intersetoriedade. A análise dos dados permite afirmar que há distanciamento significativo entre a formação e a atuação com toda a diversidade do público-alvo da Educação Especial, de modo a interpor dificuldades substanciais à prática pedagógica.

Formação de Professores e Método de Ensino para Crianças Surdas

PID: S1413-65382020000100143 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: RODRIGUES GONTIJO DRAGO
RESUMO: Este artigo discute a proposta de formação de professores e os embasamentos do método adotado para ensinar crianças surdas, no período de 1951 a 1961, quando Ana Rímoli de Faria Dória esteve na direção do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Com base na concepção de história de Marc Bloch, elegeu-se como metodologia a pesquisa histórica. Foram analisados discursos registrados nos Anais da 1ª Conferência Nacional de Professores de Surdos, realizado no INES, em 1959, e textos auxiliares. Os resultados apontam que a concepção de educação, fundamentada na correção da deficiência, dialogou com concepções teóricas que circulavam naquela época, influenciando a formação de professores, pois estes deveriam ensinar as crianças surdas a oralização e a leitura labial, conforme princípios do Método Oral Puro, adotado em todo o território nacional.

Habilidades Sociais de Pais, Professores e Alunos com Deficiência Intelectual em Inclusão Escolar

PID: S1413-65382020000400605 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: SILVA ELIAS
RESUMO: A Educação Inclusiva estabelece que os indivíduos com deficiências devem aprender junto a seus pares em escolas regulares. A socialização em ambiente inclusivo é uma importante ferramenta na aquisição de habilidades sociais, as quais são entendidas como um constructo descritivo de desempenhos individuais, que permitem ao sujeito lidar de maneira adequada em diferentes situações. Este estudo teve por objetivos caracterizar as habilidades sociais de alunos com deficiência intelectual matriculados em escolas regulares, assim como caracterizar as habilidades sociais educativas de pais e de professores. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo, que apresenta um recorte dos dados de uma pesquisa maior. Participaram 44 alunos, 42 responsáveis e 34 professoras. Os instrumentos utilizados foram o Social Skills Rating System (SSRS-BR), versão para pais e professores, o Roteiro de Entrevista de Habilidades Sociais Educativas Parentais (RE-HSE-P) e o Inventário de Habilidades Sociais Educativas - Professores (IHSE-Prof.). As avaliações foram realizadas nas escolas. Os dados foram avaliados utilizando o programa estatístico JASP. Os resultados apontaram que Responsabilidade e Civilidade foram as habilidades dos alunos com maiores escores segundo professoras e responsáveis, respectivamente; nas demais classes de habilidades, os responsáveis atribuíram maiores escores do que os professores. Quanto às Habilidades Sociais Educativas, os responsáveis apontaram dificuldades, sendo classificados como clínicos; e as professoras foram classificadas como acima da média nessas habilidades. Os achados apontam a importância de programas de intervenção para a promoção de habilidades sociais no contexto da Educação Inclusiva.

Identificação de Estudantes com Altas Habilidades/Superdotação no Ensino Superior1

PID: S1413-65382020000300453 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: BASSO RIECHI MOREIRA VEIGA
RESUMO A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI) prevê que estudantes com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) recebam um Atendimento Educacional Especializado. Contudo, as pesquisas apontam que o número de estudantes identificados e acompanhados no Ensino Superior ainda é muito aquém do esperado. O objetivo deste trabalho foi descrever os procedimentos do Programa de Evidências Globais de Altas Habilidades/Superdotação nas Universidades (PEGAHSUS), para identificar estudantes universitários do Estado do Paraná, com indicadores de AH/SD. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo, retrospectivo dos estudantes acessados e avaliados durante o período de 2017 a 2018 pelo Programa. Os instrumentos utilizados foram um Questionário para Identificação da Expressão da Inteligência (QIEI) e o teste de inteligência WAIS III. Para a avaliação da inteligência, participaram 76 alunos, dos quais 63% apresentaram quociente de inteligência total (QIT) igual ou acima de 130. A respeito da fidedignidade do instrumento de rastreio, o QIEI apresentou uma sensibilidade de 64,2% nas indicações para AH/SD. O instrumento apresentou um impacto positivo na identificação, na medida em que acessou diversos estudantes que, de fato, apresentaram potencial intelectual acima da média. Aponta-se, por fim, a importância de identificar e acompanhar os estudantes com AH/SD no âmbito acadêmico, visto que evidencia dados a respeito dessa população e permite que sejam desenvolvidas estratégias condizentes com o perfil dos estudantes.

Implementação do Pecs Associado ao Point-Of-View Video Modeling na Educação Infantil para Crianças com Autismo

PID: S1413-65382020000300403 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: RODRIGUES ALMEIDA
RESUMO Este estudo teve por objetivo analisar os efeitos do Picture Exchange Communication System (PECS) associado ao Point-of-view Video Modeling (POVM) nas habilidades comunicativas de três crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Necessidades Complexas de Comunicação. Empregou-se o delineamento experimental de múltiplas sondagens combinado ao delineamento de tratamentos alternados, sendo o PECS associado ao POVM a variável independente e as habilidades de comunicação a variável dependente. Os dados foram analisados considerando aspectos como: a porcentagem de non-overlapping, a porcentagem de respostas corretas quanto ao desempenho dos participantes e os dados da escala Likert quanto à validade social. Os resultados mostraram que a partir do início da intervenção, os níveis e as tendências de seus dados mudaram, todos os participantes obtiveram o critério, atingindo o non-overlapping de 100%. Em todas as fases do PECS associado ao POVM, os participantes obtiveram porcentagem média acima de 90%. O estudo foi considerado pelos responsáveis, pelas estagiárias e pelas professoras como socialmente válido. Conclui-se que os participantes com TEA indicaram uma mudança após a intervenção, ao comparar a condição de linha de base com a intervenção e follow-up, demonstrando uma possibilidade em Comunicação Suplementar e/ou Alternativa para as crianças com TEA.

Investigación Bibliométrica en Aprendizaje Mediado por Tecnología con Alumnado de Altas Capacidades

PID: S1413-65382020000200004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: SUELVES RODRÍGUEZ CHACÓN Rodríguez
RESUMEN: Este trabajo implica una revisión del trabajo de investigación sobre el aprendizaje mediado por tecnología en estudiantes de alta capacidad. El estudio fue realizado por medio de un análisis bibliométrico de la producción científica en la renombrada base de datos Scopus. Fueron evaluados, sin filtro temporal, 35 artículos publicados entre 1993 y 2018, de los cuales se analizó una selección de indicadores de productividad científica, colaboración, consumo e impacto, así como variables estructurales y de contenido. Aunque el número de artículos no sea muy alto, los resultados mostraron un aumento en las publicaciones científicas recientes centradas en procesos de aprendizaje mediados por estudiantes de alta capacidad y una concentración de publicaciones en revistas de ciencias sociales y psicología, además de mostrar los patrones emergentes en estos artículos, publicaciones y temas de interés en este campo. Finalmente, se sugiere una revisión de las prácticas de diseminación de resultados y un enfoque de cuestiones relacionadas con los efectos de la tecnología en el aprendizaje, en relación con el sexo, la edad, el papel de las familias y la formación inicial y continua.

Lengua de Signos Española y Clasificación de los Números: Análisis y Propuesta de Neologismos

PID: S1413-65382020000200001 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: VALDÉS-GONZÁLEZ RODRÍGUEZ-MARTÍN ÁLVAREZ-ARREGUI MARTÍN-ANTÓN
RESUMEN: Las personas Sordas usuarias de la Lengua de Signos Española (LSE) en su etapa académica precisan del acompañamiento de un Intérprete de LSE que les facilite el acceso al currículum. En este sentido, y para facilitar la labor de los profesionales de la interpretación, los materiales lexicográficos de la LSE cobran una especial importancia. La calidad de los diccionarios de una lengua repercute en la calidad de las interpretaciones y traducciones. El objetivo de esta investigación es determinar si los diccionarios de la LSE recogen unidades léxicas (Signos) de calidad para los conceptos o nombres de los diferentes tipos de números. Para ello, se ha buscado, analizado y, en caso de ser necesario, creado Signos que reúnen las características básicas de las lenguas de modalidad viso-gestual. Los resultados de la investigación muestran, por un lado, que los materiales lexicográficos de la LSE presentan carencias terminológicas y, por otro lado, que en aquellos casos en los que se encuentra una opción de Signo para la palabra buscada es habitual encontrarnos con Signos que no transmiten el significado del concepto en cuestión. A pesar de ello, la LSE, al igual que todas las lenguas signadas, presenta recursos y métodos para crear nuevos Signos demostrando que es una lengua rica, capaz de transmitir cualquier tipo de información.

Libras e Formação Docente: da Constatação à Superação de Hierarquias

PID: S1413-65382020000400571 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: KENDRICK CRUZ
RESUMO: Este estudo tem como objetivo analisar o espaço ocupado pela disciplina de Libras no currículo de um curso de licenciatura e qual sua competência formativa para o futuro professor. Com abordagem qualitativa, traz a entrevista não-diretiva como instrumento para a investigação, atrelado ao referencial teórico em que os estudos bourdieusianos assumem papel central no percurso metodológico. Os agentes participantes foram os docentes da disciplina de Libras e os docentes do Departamento de Pedagogia de uma Universidade Estadual, no interior do Paraná. Foi possível averiguar que o curso de Pedagogia tem por centralidade, na formação, a docência para Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. Há uma ideia recorrente entre os docentes de que as disciplinas de Fundamentos ocupam mais espaço no currículo e as hierarquias dos saberes se mostram imperativas no contexto da organização curricular. A disciplina de Libras, e sua implementação, no curso é de ordem legal, com pouca ou nenhuma mobilidade dentro do currículo, e a ela se tem atribuído um papel de formadora do pedagogo para o ensino de surdos, na perspectiva da inclusão educacional.

Línguas de Sinais como Línguas de Interlocução: o Lugar das Atividades Comunicativas no Contexto Escolar

PID: S1413-65382020000200008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: LACERDA GRÀCIA JARQUE
RESUMO: O desenvolvimento escolar do aluno surdo depende de seu domínio de uma língua de sinais. Todavia, uma língua de sinais não é cotidianamente desenvolvida no ambiente familiar; assim, esse domínio precisa ser alcançado no espaço escolar, no qual se espera que o aluno surdo tenha pares em sua língua e possa interagir por meio dela. Contudo, o ambiente escolar tem pouca tradição de trabalhar com o desenvolvimento de língua oral/língua de sinais, focalizando atividades com língua escrita como meta. Sobre o aluno surdo, pouco se discute acerca do desenvolvimento da língua de sinais no espaço escolar. O professor bilíngue foca seu trabalho no ensino da língua majoritária como segunda língua na modalidade escrita, trabalhando com a língua de sinais, sem uma proposta clara de desenvolvimento dessa língua. Debates sobre práticas para aprimoramento da oralidade para o desenvolvimento do sujeito ouvinte indicaram a oportunidade de refletir sobre esses aspectos em relação aos alunos surdos. O foco deste artigo está, então, no debate desse tema, visando a formação de professores para aprimoramento dos usos da língua de sinais no espaço escolar.

Nomeação Bidirecional em Crianças com Autismo: Efeitos dos Procedimentos de Observação de Pareamento de Estímulos e Instrução com Múltiplos Exemplares

PID: S1413-65382020000400639 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: LOBATO SOUZA
RESUMO: Este estudo comparou a eficiência dos procedimentos de Instrução com Múltiplos Exemplares (MEI) e de Observação de Pareamento de Estímulos (SPOP) para estabelecer nomeação bidirecional (BiN) em quatro crianças com Transtorno do Espectro do Autismo. Foi utilizado um delineamento de sondas múltiplas entre pares de participantes. Um participante demonstrou emergência de BiN completa, após passar pelos dois tratamentos experimentais (primeiro SPOP, depois o MEI). Dois participantes demonstraram emergência somente do componente de ouvinte, após o SPOP. No teste final de nomeação, dois participantes demonstraram emergência somente do componente de ouvinte da BiN, e um participante apresentou aumento nos dois componentes em relação à linha de base. Discute-se a eficiência dos tratamentos de maneira isolada, quando apresentados em sequência, além da importância do uso de estímulos reforçadores no processo de aquisição da BiN.

O Que as Pessoas com Deficiência Intelectual Pensam sobre a sua Participação no Trabalho a Partir de Dois Estudos de Casos

PID: S1413-65382020000100109 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: ALVES SILVA
RESUMO: O trabalho tem sofrido significativas transformações durante o percurso da humanidade, tendo o seu próprio sentido modificado. Torna-se, então, questionável até que ponto ele age na humanização do homem, ou ao contrário - se, no atual contexto social, ele pode contribuir para sua desumanização. Nesse contexto, o trabalhador com deficiência intelectual está sujeito, além dos aspectos de exploração e de alienação, aos constructos sobre a deficiência, com questionamento acerca de suas capacidades, sendo considerado incapaz de ocupar postos de trabalho que exijam funções mais elaboradas e complexas. O objetivo deste estudo foi analisar a percepção do sujeito com deficiência intelectual sobre sua participação no mercado de trabalho. Dessa forma, duas pessoas com deficiência intelectual foram selecionadas para relatar suas experiências e percepções. Para a realização das entrevistas, foi utilizado o método História de Vida, e os dados foram analisados por meio de Temas Emergentes como: Trabalho como princípio de humanização e Trabalho como princípio de desumanização. Os temas emergidos foram interpretados segundo o ideário da teoria histórico-cultural, que considera o homem, independentemente de sua condição biológica, como um sujeito formado pelas e nas relações com o outro. Os resultados evidenciaram a importância do trabalho no desenvolvimento humano dos participantes que se realizaram profissionalmente e alcançaram conquistas que estão além do aspecto financeiro, abrangendo aquelas especificamente humanas. Os participantes deste estudo contrariaram o que era previsto pela sociedade de forma geral àqueles com deficiência intelectual e demonstraram que é possível se humanizar por meio do trabalho.

O Que É Ensino Colaborativo?

PID: S1413-65382020000400779 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: SANTOS COSTA
RESUMO: A obra O que é Ensino Colaborativo? propõe divulgar os conhecimentos científicos em uma linguagem mais acessível para os professores, permitindo que revejam suas práticas pedagógicas, com o objetivo de torná-las mais inclusivas. De modo dinâmico e ilustrativo, o estudo foi organizado em cinco capítulos. No primeiro, as autoras discorrem sobre as fundamentações introdutórias referentes à Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Nos capítulos subsequentes, o Ensino Colaborativo é apresentado de forma esclarecedora, aludindo ao seu conceito, suas características e como ele pode ser implementado. O quarto capítulo trata das reflexões sobre a escola inclusiva, os papéis e as responsabilidades de cada profissional para o desenvolvimento do currículo escolar. A obra é complementada com experiências de pesquisas sobre o Ensino Colaborativo realizadas no Brasil. Nas considerações finais, são destacados alguns questionamentos e reflexões acerca da adoção do Ensino Colaborativo. Por último, é apresentada uma seção com dúvidas frequentes expressas por professores e equipe escolar, quando a escola opta pelo trabalho em colaboração e inicia sua implementação.

Percepção de Docentes sobre o Ingresso de um Estudante Surdo em um Campus Universitário

PID: S1413-65382020000100085 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: CAPELLI BLASI DUTRA
RESUMO: Este estudo objetiva conhecer a percepção de docentes sobre o movimento causado no Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ-Macaé com a entrada do primeiro estudante surdo profundo no curso de Medicina, bem como identificar as demandas geradas ao curso para seu acesso e sua permanência. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de campo, de cunho qualitativo, de abordagem etnográfica, tendo como instrumento a entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados pelo método de categorização semântico, segundo análise de conteúdo de Bardin. Foram entrevistados 10 professores que acompanharam o estudante no primeiro semestre de 2018. A partir das análises dos discursos, foi possível separá-los em seis grandes temas predominantes: “Legislação e acessibilidade”, “Formação docente”, “Barreira linguística”, “Mudanças pedagógicas”, “Sentimentos e emoções” e “Escolarização discente”. Concluiu-se que os docentes se percebem como parte da instituição e não foram preparados para receber o estudante surdo, determinando o aparecimento de diferentes sentimentos e emoções, como angústias, medos e desafios. Os professores buscaram estratégias para adaptar as suas aulas e avaliações, porém observaram importantes dificuldades de aprendizado do estudante. A UFRJ precisa preparar-se para receber estudantes surdos além de investir em grandes esforços para que seja garantida uma educação inclusiva para todos os estudantes com deficiência.

Percepção de Professores em Relação ao Processamento Sensorial de Estudantes com Transtorno do Espectro Autista

PID: S1413-65382020000400623 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: MONTEIRO SANTOS ARAÚJO GARROS ROCHA
RESUMO: Este estudo objetivou identificar a percepção dos professores em relação ao processamento sensorial de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Participaram da pesquisa 19 professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental I de escolas públicas de um município do interior do estado de São Paulo, bem como seus 62 estudantes. A coleta de dados foi realizada entre os meses de setembro de 2018 e maio de 2019. Foi utilizada a avaliação escalar Perfil Sensorial 2 de Acompanhamento Escolar, que avalia crianças e adolescentes a partir da perspectiva dos professores. A análise dos resultados ocorreu mediante categorias do instrumento. Em todas as categorias, Quadrantes (Exploração, Esquiva, Sensibilidade, Observação), Seções Sensoriais e Comportamentais (Auditivo, Visual, Tato, Movimentos e Comportamental) e Fatores Escolares (Fator Escolar 1, Fator Escolar 2, Fator Escolar 3 e Fator Escolar 4), a classificação de “Mais e Muito Mais que a Maioria dos Outros (as)” expressou a maior porcentagem, totalizando, em todos os aspectos avaliados pelo instrumento, 62,9%. O estudo identificou que estudantes com TEA que apresentam um perfil caraterístico de disfunções de Integração Sensorial sofrem impacto da condição de estrutura e função corporal nos processos de ensino e de aprendizagem e na participação em atividades dentro da sala de aula. Os resultados apontam para a importância das ações do terapeuta ocupacional no ambiente escolar por meio do trabalho colaborativo com o professor, visto que os resultados em relação ao perfil sensorial interferem diretamente no desempenho dos estudantes com TEA perante as demandas das atividades no contexto escolar.

Perspectivas de Alunos e Professores de Práticas de Ensino Inclusivas Em Programas de Formação de Professores

PID: S1413-65382020000400551 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: SANDOVAL VÁZQUEZ SIMON SANDIGO
RESUMO: Este estudo foca as percepções dos alunos e do corpo docente sobre práticas instrucionais inclusivas em programas de formação de professores em três universidades diferentes (duas na Espanha e uma nos EUA). Sintetizamos essa estrutura em quatro dimensões: (a) identificação das necessidades e pontos fortes dos alunos, (b) acessibilidade aos espaços físicos e materiais, (c) metodologias e estratégias para engajar os alunos, e (d) valorização da diversidade como um recurso. Uma metodologia mista (questionário e entrevistas) foi utilizada para coletar as informações. Participaram deste estudo 653 estudantes universitários e 35 professores das diferentes faculdades de educação. Os resultados revelam as percepções dos alunos e do corpo docente tanto em relação às práticas efetivas para salas de aula universitárias inclusivas diversas quanto às barreiras à inclusão que afetam a aprendizagem nas instituições participantes. Os resultados refletem sérias discrepâncias entre alunos e docentes.

Questionário de Transição para a Vida Adulta dos Alunos com Necessidades Educativas Especiais - Percursos de Formação no Sistema Educativo Português: Construção e Validação

PID: S1413-65382020000300481 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: FÂNZERES CRUZ-SANTOS SANTOS
RESUMO A transição para a vida adulta (TVA) é um tema emergente na investigação e prática educativa, com poucas respostas aos desafios societais decorrentes da relação entre currículo académico e mercado laboral. A avaliação da sua qualidade carece de instrumentos. Assim sendo, o objetivo deste artigo foi descrever a construção do questionário TVA - percursos de formação construído para o efeito e analisar as suas propriedades psicométricas. O questionário foi aplicado, no âmbito nacional, a 616 profissionais em cinco dimensões: TVA; Adequações no Processo de Aprendizagem; Percursos de formação - Cursos de Educação e Formação (CEF); Percursos de formação - Plano Individual de Transição (PIT); e TVA em relação ao Mercado de Trabalho. A fiabilidade pela consistência interna apresenta um alpha de Cronbach total de .94. A análise fatorial exploratória demonstrou a adequabilidade do modelo, explicando 44,02% da variância total. O questionário parece ser um instrumento válido para recolher informação sobre a TVA e das possibilidades dos alunos para uma carreira profissional. A Escola parece não possuir as condições ideais, sendo essencial uma maior articulação com as empresas. A necessidade de mais formação dos recursos especializados exigiu a construção de um modelo organizativo, suportado na articulação e na complementaridade no processo, no papel e nas responsabilidades dos intervenientes.

Rede de Conhecimento e Educação Especial: uma Revisão Sistemática de Literatura

PID: S1413-65382020000300527 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2020
Autores: ROCHA PIRES SILVA PONTES
RESUMO: Neste artigo, objetivou-se identificar a rede de conhecimento existente na Revista Brasileira de Educação Especial por meio da descrição do padrão relacional e de algumas métricas de rede. O estudo consistiu em uma revisão com características peculiares à revisão sistemática: a análise de rede de conhecimento por meio das palavras-chave e a teoria dos grafos. A busca dos artigos ocorreu na referida revista, atingiu publicações de 1992 a 2017. Encontrou-se 391 artigos e 615 palavras-chave diferentes. Concluiu-se que a rede de conhecimento apresenta baixa densidade e alto índice de clusterização e que as palavras-chave com maior centralidade de grau e de intermediação foram Educação Especial, Educação Inclusiva e Inclusão.
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