☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 950 | Página 18 de 48
0 resultados selecionados

Política Educacional e Pedagógica da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva na Rede de Ensino Público de Manaus

PID: S1413-65382019000200233 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: QUEIROZ GUERREIRO
RESUMO: Este estudo objetivou analisar a política educacional e pedagógica da Educação Especial na rede municipal de ensino público de Manaus, à luz da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva; conhecer o perfil dos gestores que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE) de uma determinada Zona Distrital; descrever a estrutura de funcionamento da rede para o atendimento dos alunos da Educação Especial, bem como as ações da Gerência de Educação Especial para a formação continuada de professores. Os participantes da pesquisa foram 13 gestores. O instrumento utilizado na entrevista foi um questionário semiestruturado produzido no Software Sphinx Lexica. A pesquisa é de caráter qualitativa e descritiva, em que, inicialmente, se fez levantamento documental de âmbito federal e municipal e suas regulamentações. No âmbito municipal, foram levantadas informações sobre matrículas, escolas e institucionalização do AEE, projeto político pedagógico das escolas, salas de recursos multifuncionais e ações para a formação continuada de professores. Os resultados evidenciaram que a estrutura educacional da Secretaria Municipal de Educação, embora tenha alguns avanços, precisa de melhorias para que possa atender à legislação vigente, principalmente no que tange à formação de professores para atuar no AEE. No que se refere à gestão nas escolas, evidenciou-se que os gestores desconhecem a proposta do AEE. Consequentemente, essa ausência de informação pode limitar a construção de uma escola inclusiva, na medida em que sua institucionalização perpassa por informações contidas nos documentos legais, bem como formação da equipe escolar, cujas ações precisam estar articuladas ao Sistema de Ensino Municipal.

Políticas de Educação Especial no Chile (2005 - 2015): Continuidades e Mudanças

PID: S1413-65382019000100001 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: GARCIA LÓPEZ
RESUMO: Nosso objetivo, neste artigo, é apresentar a política de Educação Especial no Chile, discutir as mudanças conceituais a partir da perspectiva da educação inclusiva, demonstrar a organização escolar por meio do Programa de Integração Escolar (PIE). Para o desenvolvimento da presente discussão, trabalhamos com análise documental que se baseou em identificar ideias e conceitos presentes no discurso político. O exame da documentação nacional centrou-se especificamente nas modificações percebidas na política de Educação Especial chilena em um intervalo de dez anos (2005-2015). No Chile, a educação inclusiva foi difundida a partir das matrículas da Educação Básica e Média, com aprofundamento dos processos de privatização da educação. A Educação Especial mantém o caráter de conhecimento específico de seus professores e de necessidades próprias dos estudantes. Novas indicações curriculares remetem para o desenho universal de aprendizagem associado ao currículo nacional, com planos individualizados quando “necessário”. Por outro lado, mantém-se a gestão privada da Educação Especial mediante instituições não públicas e não regulares. Está mantida ainda a terminologia “estudantes com necessidades educacionais especiais”, relacionada à definição do grupo beneficiário das políticas, com o detalhamento “transitórios” e “permanentes”, com tendência à maior presença dos transitórios nas escolas regulares e os permanentes nas escolas especiais.

Políticas de Educação Especial no Estado de Alagoas

PID: S1413-65382019000400747 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: PAVEZI MAINARDES
RESUMO: Este artigo apresenta uma análise das políticas de Educação Especial produzidas e colocadas em ação no Estado de Alagoas (1990-2018). O referencial teórico fundamenta-se na abordagem do ciclo de políticas, na teoria da atuação e em conceitos de Pierre Bourdieu. Os dados da pesquisa foram levantados por meio da análise documental, entrevistas semiestruturadas e observações de sala de aula, tendo sido submetidos à análise relacional proposta por Bourdieu. Argumenta-se que há uma tendência no Estado de Alagoas em reproduzir/recontextualizar as políticas nacionais, resultando em políticas com baixa capacidade de articulação com a realidade, bem como com as necessidades dos sujeitos. Os resultados apontam limitada autonomia, na produção dos textos legais que normalizam a Educação Especial e presença insuficiente do Estado na garantia das condições mínimas para a atuação dessas políticas em Alagoas. Como consequência, agravam-se as dificuldades em transformar o sistema de ensino em espaço inclusivo.

Professor, Profissional ou Educador: a Concepção de Professor de Educação Especial nas Produções Acadêmicas do Campo Específico da Educação Especial (2000-2016)

PID: S1413-65382019000100101 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: VAZ
RESUMO: Com este artigo temos a intenção de expor o estudo acerca da produção do conhecimento sobre o professor de Educação Especial (EE) no Brasil durante os anos de 2000 a 2016. O objetivo é analisar como está sendo disseminada a concepção sobre esse professor específico pelas pesquisas acadêmicas. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e qualitativa, cuja base teórico-metodológica é o materialismo histórico-dialético. Utilizamos o balanço de produções acadêmicas como procedimento metodológico para a coleta e análise de dados, o qual contribui para a seleção dos trabalhos acadêmicos e a análise inicial sobre a concentração desses trabalhos em ano, local, professores e grupos de pesquisa. Nos 16 anos que abarcamos nesta pesquisa, foram selecionados 24 trabalhos entre teses, dissertações, artigos científicos e trabalhos publicados em anais de eventos, os quais tinham como foco de análise o professor de EE. Tais trabalhos nos permitiram destacar a imprecisão sobre a forma de denominar esse professor específico, o que, em grande medida, indica a concepção de professor disseminada hegemonicamente no início do século XXI. Na análise dos trabalhos selecionados, destacamos três formas de denominar o professor de EE: o professor, o profissional e o educador, os quais, em suma, demonstram uma concepção alargada de docência e a correlação das pesquisas acadêmicas com a proposta da política educacional em vigor.

Programa de Comunicação Alternativa para uma Criança com Paralisia Cerebral e seus Parceiros de Comunicação: um Estudo de Delineamento de Múltiplas Sondagens

PID: S1413-65382019000400553 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: MANZINI CRUZ ALMEIDA MARTINEZ
RESUMO A Comunicação Suplementar e/ou Alternativa para crianças (CSA) com paralisia cerebral é essencial para o seu envolvimento em diferentes contextos. Assim sendo, o objetivo deste artigo foi verificar os efeitos de um programa individualizado de CSA para uma criança com paralisia cerebral não verbal em três contextos da vida cotidiana: escola, casa e ambientes clínicos. Este estudo utilizou o delineamento experimental de múltiplas sondagens. Os participantes foram uma criança com paralisia cerebral e três parceiros de comunicação em seus respectivos contextos: professor, mãe e terapeuta ocupacional. A intervenção consistiu no processo individualizado de formação teórica e prática dirigida aos parceiros de comunicação e implementação da CSA. Após a implementação do programa de intervenção, os resultados demonstraram que a criança e os parceiros de comunicação usaram com sucesso os recursos da CSA. Os resultados apontam que as estratégias adotadas nos três contextos foram eficazes e proporcionaram aprendizado sobre o uso de CSA para a criança e seus parceiros de comunicação.

Proposta de uma Gramática Visual para Descrição e Análise Composicional de Vídeos Digitais em Línguas de Sinais

PID: S1413-65382019000300355 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: ROSADO TAVEIRA
RESUMO Com o advento da produção e ampla circulação de vídeos por meio da internet, os surdos ganharam um espaço novo e independente para expressão cultural, formando, nos últimos 20 anos, acervos digitais que configuram materialmente uma surdo-memória em línguas de sinais. Assim sendo, este artigo apresenta o mapeamento e a proposta de uma gramática visual para os vídeos didáticos e acadêmicos-culturais em línguas de sinais que circulam hoje em repositórios digitais, em especial o YouTube. O objetivo deste estudo é duplo: conceber uma representação icônica para os artefatos produzidos pela/para a comunidade surda no formato vídeo e apresentar um catálogo inicial de soluções visuais capturadas dessas produções, sistematizando-as para futuros autores e criadores de conteúdos. Metodologicamente, focamos na abordagem composicional utilizada na análise de 24 produções selecionadas e estudadas por nosso grupo de pesquisa ao longo do biênio 2017-2018. Como resultado do estudo, definimos sete elementos basilares constituintes e um conjunto de variações e relações possíveis entre eles, tomando por empréstimo e inspiração categorias inicialmente apresentadas por teóricos da imagem e das artes visuais, em especial Arnheim, Dondis e Leborg.

Relatos de Séries de Casos de Adultos Institucionalizados com Deficiência Múltipla: Como Avaliar a Funcionalidade?

PID: S1413-65382019000100055 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: FERREIRA ZOTZ MÉLO ISRAEL
RESUMO: O objetivo deste artigo é propor e aplicar uma forma de classificação neurofuncional, baseada em posicionamentos e transferências em adultos institucionalizados com deficiência múltipla grave. O método utilizado foi o estudo transversal, descritivo, em uma instituição de longa permanência de Curitiba, estado do Paraná. Foi realizada filmagem dos participantes nas posições da escala Gross Motor Function Measure (GMFM), transferências de posturas e deslocamento. A pontuação de 1 a 5 pontos foi dada a partir da escala Aquatic Functional Assessment Scale (AFAS), como uma adaptação em solo. Utilizou-se a Classificação Internacional da Funcionalidade (CIF) como ferramenta para detalhar as posições quanto aos qualificadores de facilitadores e restritores para cada participante. Foram avaliados cinco participantes com deficiência múltipla, com idades entre 21 e 29 anos, com predomínio do sexo feminino (80%). Apenas um participante tinha a marcha assistida e 3 (60%) apresentaram estereotipia de mãos ou tronco. As transferências entre as posições não foram realizadas de forma independente por nenhum participante. A maior pontuação encontrada pela AFAS foi de 14 pontos e a pior foi de 5 pontos. Os resultados indicam que a CIF foi sensível para perceber os movimentos ou posicionamentos restritores e facilitadores para cada um dos participantes, e ela pode ser capaz de auxiliar na escolha das melhores formas de avaliação.

Tem um Estudante Autista na minha Turma! E Agora? O Diário Reflexivo Promovendo a Sustentabilidade Profissional no Desenvolvimento de Oportunidades Pedagógicas para Inclusão

PID: S1413-65382019000400535 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: FISCHER
RESUMO O Ensino Superior tem ultrapassado as barreiras da inclusão de modo a vislumbrar a formação de profissionais autônomos e preparados para as profissões do futuro. Considerando o emprego do diário reflexivo na prática e na pesquisa em educação, questiona-se, neste artigo, sua efetividade na confluência das demandas do ensino por competência, exercício de metodologias ativas e inclusão promovidos pela sustentabilidade profissional de um docente sem formação em Educação Especial. O objetivo foi avaliar, por meio da análise sistemática de conteúdo, três práticas pedagógicas registradas conforme premissas e argumentos práticos no ensino com (Ciências Biológicas) e sem (Psicologia) estudantes autistas. A intervenção foi norteada pela implementação de metodologias ativas durante o semestre letivo. Os resultados indicam a efetividade da técnica, pois a identificação do problema, a reflexão e a tomada de decisão apresentaram efeitos no desempenho do professor, transpassando o desenvolvimento de competências no estudante com necessidade educacional especial, sensibilizando-o para a superação de limitações também de estudantes neurotípicos.

Tradução e Adaptação Cultural de Instrumentos para Avaliar a Predisposição do Uso de Tecnologia Assistiva que Constitui o Modelo Matching, Person & Technology

PID: S1413-65382019000200189 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: BRACCIALLI BRACCIALLI AUDI SCHERER
RESUMO: O modelo conceitual Matching, Person & Technology (MPT) propõe uma abordagem centrada no usuário e no ambiente para prescrição de tecnologia assistiva, por meio de instrumentos padronizados, para facilitar o processo de correspondência entre usuário e tecnologia. O estudo teve como objetivo traduzir e adaptar culturalmente para o Português do Brasil os instrumentos Initial Worksheet for the Matching Person & Technology Process; History of Support e Healthcare Technology Device Predisposition Assessment - HCT PA que compõem o modelo MPT. O estudo contou com a participação de dois tradutores juramentados, três pesquisadores cujo idioma nativo era o português e tinham fluência em inglês com domínio na área de tecnologia assistiva, um tradutor cujo idioma nativo era o inglês e tinha fluência em português, o coordenador do projeto, a autora do instrumento original, cinco juízes com experiência na área de tecnologia assistiva e Mestrado ou Doutorado em Educação com ênfase em Educação Especial e seis profissionais da educação e saúde com experiência no fornecimento de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência. A pesquisa foi dividida em 5 etapas, sendo elas: 1) tradução do instrumento; 2) tradução conciliada; 3) retrotradução; 4) análise de equivalência dos itens e adequação do instrumento; e 5) pré-teste. Os resultados indicaram um alto índice de concordância entre os participantes e uma boa equivalência cultural dos instrumentos. Conclui-se que as versões em português do Brasil dos instrumentos têm uma boa aceitabilidade e são adequados para serem utilizados para a prescrição de tecnologia para usuários brasileiros.

Vivências Escolares e Transtorno do Espectro Autista: o que Dizem as Crianças?

PID: S1413-65382019000300453 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2019
Autores: AGRIPINO-RAMOS LEMOS SALOMÃO
RESUMO Este estudo objetivou investigar as concepções de crianças com desenvolvimento típico acerca de suas vivências escolares em contextos de inclusão de colegas com Transtorno do Espectro Autista - TEA em dois momentos distintos, no início e no final do ano letivo, com vistas a verificar possíveis mudanças nessas concepções a partir da convivência com os pares com TEA. Participaram 42 crianças, na faixa etária de 4-5 anos, de duas instituições de Educação Infantil da cidade de João Pessoa-Paraíba, Brasil, que tinham em suas salas de aula colegas diagnosticados com TEA. Foram aplicadas entrevistas semiestruturadas com as crianças com desenvolvimento típico, que foram transcritas e analisadas a partir da técnica de análise de conteúdo de Bardin. Como resultados, as crianças mencionaram adjetivos positivos ao descreverem sua creche, professora e colegas, tanto no início quanto no final do ano letivo. Também foi comum as crianças descreverem a creche em termos das atividades que realizavam em sua rotina, e as pessoas, em relação aos seus comportamentos. Como colegas com quem as crianças não brincavam, foram citados aqueles com desenvolvimento típico que apresentavam comportamentos agressivos. Sobre seus colegas com TEA, estes foram considerados por seus pares como colegas preferidos, destacando-se também o uso dos termos “especial” ou “bebê” para caracterizá-los, e, ainda, o fato de que com o tempo eles passaram a ser vistos a partir das suas capacidades e interesses. Discute-se, por fim, a importância de estudar a inclusão escolar a partir da perspectiva das crianças.

A Constituição do Campo da Educação Especial Expressa na Revista Brasileira de Educação Especial - Rbee (1992-2017)

PID: S1413-65382018000500033 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: BUENO SOUZA
RESUMO: O objetivo do presente artigo é apresentar, analisar e discutir a constituição do campo da Educação Especial, tendo como fonte os textos publicados pelo periódico Revista Brasileira de Educação Especial - RBEE, no período de 1992 até 2017. Por meio da fonte selecionada, foi possível elaborar balanço tendencial referente aos sujeitos que produzem os discursos disseminados pelo periódico, bem como os sujeitos e as políticas que essas narrativas produzem e a forma pela qual são produzidas. Para tanto, foram selecionados, dentre o total de textos publicados, aqueles que apresentavam discussão ampla sobre a Educação Especial, por meio de três eixos de entrada: quem produziu esses artigos, o que produziram e por quais meios produziram essas narrativas. Os dados colhidos foram organizados por meio de indicadores que alimentaram o banco de dados, permitindo a elaboração de tabelas e a análise das principais tendências dessa produção desde o seu lançamento até o ano de 2017, tendo como referencial teórico os estudos de Pierre Bourdieu, especificamente as noções de campo e linguagem. Destacam-se como resultados da análise a grande incidência de produções da região Sudeste do Brasil, de autores com título de doutores inseridos no campo acadêmico vinculados à educação, culminando com a análise dos termos que designam a população atendida pela Educação Especial e que expressam a disputa pela autoridade científica desse campo de investigação.

A Escolarização de Alunos com Deficiência em Minas Gerais: das Classes Especiais à Educação Inclusiva

PID: S1413-65382018000500069 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: BORGES CAMPOS
RESUMO: O Brasil tem avançado muito em relação às políticas públicas relacionadas à educação inclusiva. Várias leis, decretos e portarias dos últimos anos buscaram garantir o acesso dos alunos com deficiências às escolas comuns. A partir da análise documental em fontes primárias e secundárias, foi construída a premissa de que, em Minas Gerais, seria possível localizar três fases do processo de consolidação da educação inclusiva. Essas fases não seriam estáticas, elas coexistiriam, se sobrepondo e permitindo visualizar a identidade de cada época. Os resultados demonstram que, na primeira fase (1930-1950), crianças com deficiência, que até então estavam afastadas das escolas, passam a frequentá-las, nas chamadas classes especiais. As classes especiais mineiras foram concebidas com o objetivo de receber crianças com deficiência em um modelo baseado nos ideais da Escola Nova. Na segunda fase (1950-1990), as escolas especiais multiplicam-se, fortalecendo esse modelo de escolarização. Uma das consequências do aumento das escolas especiais foi a migração dos alunos com deficiência para essas instituições, enquanto as classes especiais acabaram se tornando local para os chamados alunos com problemas de aprendizagem. Em uma terceira fase (1990 -), a educação inclusiva consolida-se como Lei de Estado, obrigando as escolas especiais e as escolas comuns a reinventarem seu papel. Nessa fase, as classes especiais são extintas e a Educação Especial provoca novos questionamentos. Dentre eles, o desafio de efetuar a educação para todos sem deixar de lado as especificidades de um público tão diverso.

A Formação Profissional de Pessoas com Deficiência e suas Repercussões na Formação dos Professores

PID: S1413-65382018000300407 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: RODRIGUES PASSERINO
RESUMO: Uma política de inclusão laboral não vem descontextualizada de muitas outras, dentre elas a educacional, pois a trajetória escolar à qual as pessoas com deficiência tiveram acesso tem implicações tanto para o ingresso no mundo do trabalho quanto na formação profissional em relação ao resgate de conhecimentos prévios que poderão ser pré-requisitos para essa formação. Nessa perspectiva, constitui-se como objetivo deste artigo analisar como a inclusão de pessoas com deficiência, em cursos profissionalizantes, repercute sobre a formação de professores da Educação Profissional em dois municípios situados no estado do Rio Grande do Sul. A pesquisa caracterizou-se pela abordagem qualitativa e o método empreendido foi o estudo de caso do tipo casos múltiplos, desenvolvido a partir de questionários e de entrevistas semiestruturadas com a participação de coordenadores que estão vinculados à organização e à promoção de cursos de qualificação profissional e de professores que ministram aulas nos cursos. Os dados indicaram a necessidade de o professor da Educação Profissional ser reconhecido como um profissional da educação e não somente um profissional de áreas técnicas, com uma trajetória de vida que se sobressai somente com as experiências; a existência de um ritmo diferenciado entre as políticas de formação docente, simplificadas nessa modalidade; e as ações pedagógicas que são requeridas na profissionalização de pessoas com deficiência. Torna-se salutar, a partir do contexto investigado, a atuação da Educação Especial para além dos processos inclusivos de âmbito escolar como também no laboral pelo viés da Educação Profissional.

A História da Expansão da Inclusão Escolar e as Demandas para o Ensino Comum Veiculadas por um Jornal

PID: S1413-65382018000500117 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: SANTOS MENDES
RESUMO: Na transição do século XX para o XXI, com o advento do movimento internacional para a Educação Inclusiva, a Educação Especial brasileira começou a traçar novos rumos para sua história, e transformações significativas na condução das políticas educacionais começaram a ocorrer em todo o país. Considerando que a história da Educação Especial brasileira tem sido descrita predominantemente com base em textos oficiais, o presente estudo teve como objetivo recontar e analisar as histórias sobre a repercussão da expansão da inclusão escolar e as demandas para o ensino comum em um jornal de grande circulação no país. O corpus documental foi constituído por 295 textos publicados no jornal O Estado de S. Paulo no período de 1997 a 2004, que dispuseram ao menos de um descritor previamente estabelecido. Ao se resgatar algumas histórias contadas pelo jornal, pôde-se identificar o aumento no número de matrículas do público-alvo da Educação Especial no ensino regular, com destaques para a exposição de experiências bem-sucedidas de inclusão escolar nas escolas privadas, ao passo que, no caso das escolas públicas, foram retratados problemas e desafios. Assim, a ideologia decorrente do confronto dessas histórias é discutida.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva em Jundiaí: Uma Análise do Processo de Implementação

PID: S1413-65382018000300373 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: ALVES AGUILAR
RESUMO: Este artigo tem como objetivo analisar o processo de implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEE-PEI) entre os anos de 2008 e 2013 na Rede Municipal de Ensino de Jundiaí, interior de São Paulo. Duas questões direcionaram o desenvolvimento desta pesquisa: como se articula o processo de implementação da PNEE-PEI na Rede Municipal de Jundiaí e quais as consequências da implementação desta política para a Educação Especial no município. Com o intuito de alcançar o que propõe, este estudo empregou de forma integrada os métodos quantitativo e qualitativo de pesquisa. Os dados coletados foram organizados e submetidos à análise e interpretação por meio da técnica de análise de conteúdo. A pesquisa revela uma participação representativa do terceiro setor no atendimento da Educação Especial em Jundiaí nos anos que antecedem a publicação da PNEE-PEI, evidenciando uma transferência da responsabilidade estatal na oferta e na manutenção desta modalidade. Esse cenário de dominação do terceiro setor passa a modificar-se a partir da implementação da PNEE-PEI que impulsionou a construção de uma política municipal de educação inclusiva, refletindo na expansão do número de matrículas na rede regular de ensino.

A Produção Científica Nacional na Área de Educação Especial e a Creche

PID: S1413-65382018000400619 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: VITTA SGAVIOLI SCARLASSARA NOVAES CRUZ MOURA
RESUMO: Este artigo tem por objetivo descrever a produção científica na área de Educação Especial sobre o atendimento educacional à faixa etária de zero a três anos, fase inicial da Educação Infantil, nos últimos 25 anos. Utiliza-se como fonte de busca as bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Periódicos Eletrônicos em Psicologia (Pepsic), Portal de Periódicos Capes/MEC; Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD); Red de Revistas Científicas da América Latina Y el Caribe, España y Portugal (Redalyc) e, como descritores, os termos "educação especial", "educação inclusiva", "inclusão" e "creche", no período de 1993 a 2017. Foram encontrados 25 trabalhos, dentre eles 17 teses e dissertações e oito artigos. Após leitura minuciosa dos objetivos, métodos e resultados, verificou-se que os temas políticas públicas de Educação Infantil e Educação Especial; creches inclusivas: relatos de casos; formação de profissionais e concepções sobre inclusão contemplam as discussões na área. A inclusão na creche ainda é incipiente, tanto nos documentos oficiais como na prática. No entanto, a formação dos profissionais para essa realidade influencia fortemente na percepção e nas concepções que eles têm das crianças e das atividades nos contextos educacionais. Desse modo, são importantes novos olhares sobre esses contextos, de forma a produzir materiais que possibilitem identificar fragilidades, experiências de sucesso, discussões relevantes que auxiliem na melhora da qualidade dos serviços oferecidos a essa faixa etária.

Abordagens da Educação Especial no Brasil entre Final do Século Xx e Início do Século XXI

PID: S1413-65382018000500051 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: KASSAR REBELO
RESUMO: Há um crescente conjunto de pesquisas que se dedicam ao estudo da política da Educação Especial e da educação inclusiva no Brasil e de suas características. A partir do conhecimento dessa literatura, este artigo objetiva analisar possíveis mudanças de perspectivas na política pública de educação brasileira direcionada ao aluno da Educação Especial de 1974 a 2014. Para o desenvolvimento do trabalho, foram consultados documentos e dados oficiais disponibilizados pelo Ministério da Educação brasileiro e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Esse material foi analisado com interlocução da literatura sobre Educação Especial/inclusiva e política educacional, sob a perspectiva de que a política educacional é parte do conjunto de políticas sociais que, de modo mais evidente a partir da promulgação da Constituição de 1988, são concebidas e implantadas na tensão entre diferentes forças: das entidades em defesa dos espaços públicos, das instituições não governamentais e de organismos internacionais, dentro de contingências de cada momento histórico e das restrições econômicas no período. Conclui-se evidenciando desafios a serem enfrentados, especialmente ao que tange ao direcionamento de recursos públicos e às formas de atendimentos propostas.

Alunos com Surdez no Brasil: Espaços de Escolarização e Produção Acadêmica em Três Diferentes Contextos Regionais

PID: S1413-65382018000500085 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: SOARES BAPTISTA
RESUMO: Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa que teve como objetivo analisar a escolarização de alunos com surdez, considerando os índices educacionais e a produção acadêmica sobre essa temática, em três estados brasileiros. O interesse em pesquisar esse fenômeno é justificado pela ampliação do debate contemporâneo sobre a escolarização dos alunos com deficiência e pela ocorrência de mudanças na legislação educacional brasileira que indicam que a escolarização desses alunos deve ocorrer nas salas de aula comuns do Ensino Regular. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa realizado com base na análise documental associada à revisão bibliográfica e à busca de indicadores de escolarização. Foi possível identificar que ocorreram intensas alterações na escolarização de alunos com surdez, com o aumento das matrículas no Ensino Regular e a redução das matrículas no Ensino Especial, com maior ênfase nos Estados do Espírito Santo e de São Paulo e em menor proporção no Estado do Rio Grande do Sul. Em relação à produção acadêmica desenvolvida por Programas de Pós-Graduação em Educação nos diferentes estados, percebeu-se que as temáticas investigadas com maior frequência mostram sintonia com as alterações que ocorreram nos contextos de referência de cada programa.

Análise de Fatores Sociodemográficos de Duplas Cuidador-Criança/Adolescente com Deficiência: Um Estudo Caso-Controle

PID: S1413-65382018000300389 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: OLIVEIRA FERREIRA Cavalcante NETO
RESUMO: Fatores sociodemográficos de duplas cuidador-criança/adolescente com deficiência são questões importantes, mas que ainda são pouco exploradas em estudos nacionais. O objetivo deste estudo foi analisar a associação de fatores sociodemográficos e deficiência entre pares de cuidador - criança/adolescente com e sem deficiência. Um estudo com desenho caso-controle foi conduzido. O estudo incluiu 112 pares de cuidador-criança, dos quais 56 foram crianças com deficiência (casos) e 56 crianças sem deficiência (controles). Para coleta de dados, os seguintes instrumentos foram usados: Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) e questionário sociodemográfico. A maioria dos pares cuidador-criança com deficiência apresentou condições sociodemográficas desfavoráveis quando comparados aos pares cuidador-criança sem deficiência. O modelo final de regressão logística indicou que cuidadores de crianças com deficiência percebem sua saúde mais negativamente, e crianças com deficiência apresentam mais restrição alimentar, fazem mais uso de medicamentos controlados e dependem mais de benefícios do governo. As variáveis associadas são fundamentais para entender mais claramente a questão da deficiência e a influência do cuidador nesse contexto.

Análise dos Artigos na Área da Deficiência Visual Publicados na Revista Brasileira de Educação Especial (1992-2017)

PID: S1413-65382018000500153 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: NERES CORRÊA
RESUMO: Este estudo objetivou analisar os artigos na área da deficiência visual publicados na Revista Brasileira de Educação Especial - RBEE, desde a sua criação, em 1992, até 2017, visando evidenciar o registro dessa área nas publicações veiculadas nesse periódico. Na coleta do material, foram identificadas 46 publicações, sendo três resenhas, um comentário e 42 artigos nos gêneros textuais ensaio, revisão de literatura e relato de pesquisa. Foram excluídos da análise o comentário e as resenhas. Para a leitura e a análise dos 42 artigos, foram adotados os seguintes eixos: distribuição anual dos artigos, autoria, temas apresentados, regiões e instituições de origem, gêneros textuais e interfaces com outras áreas do conhecimento. Os resultados mostraram que a área da deficiência visual está presente na produção acadêmica, com maior evidência nas duas últimas décadas. Os temas dos artigos constituíram-se por diferentes áreas do conhecimento, com destaque para a interface com a área das Ciências da Saúde. Os indicadores de regiões e de instituições de origem dos artigos revelaram que, embora a RBEE divulgue estudos de origem internacional, em âmbito nacional, os artigos não abrangeram a totalidade de instituições brasileiras localizadas nas diversas regiões do país.
Reportar erro A