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As Emoções do Professor Frente ao Processo de Inclusão Escolar: uma Revisão Sistemática

PID: S1413-65382018000200217 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: FARIA CAMARGO
RESUMO: A efetivação do processo de inclusão escolar no Brasil envolve diversas questões referentes ao professor e às práticas pedagógicas. Embora tradicionalmente tenha sido dada mais atenção aos aspectos de formação e de capacitação intelectual, também é necessário compreender como os aspectos emocionais do professor repercutem sobre sua prática em sala de aula. Nesse sentido, este estudo teve o objetivo de realizar uma revisão sistemática nas publicações nacionais indexadas na base SciELO sobre as emoções do professor frente ao processo de inclusão escolar, no âmbito do Ensino Fundamental. A busca sistemática resultou na seleção de 10 artigos. Não foi localizado nenhum artigo com foco específico nas implicações dos aspectos emocionais do professor durante a inclusão escolar. Os estudos apontaram a presença de diversas emoções/afetos/sentimentos, tanto em relação ao trabalho pedagógico como em relação ao aluno com necessidades educacionais especiais. As emoções mais frequentemente mencionadas foram: impotência, insegurança, medo, angústia, desamparo e isolamento. Em geral, essas emoções foram relacionadas ao despreparo do professor para realizar o trabalho sob a perspectiva inclusiva. Foram ainda citadas emoções relacionadas ao vínculo entre professor e aluno (como amor, carinho e progresso), à necessidade educacional especial dos alunos (como medo e pena) e também vinculadas ao exercício da prática profissional (como desânimo, despreparo e solidão). A revisão sistemática aponta para a necessidade de mais investigações da temática, bem como a necessidade de criação de espaços para a expressão e a valorização das emoções do professor, contribuindo, dessa forma, para a efetivação da inclusão escolar.

Atendimento Escolar Hospitalar: Trajetória pela Fundamentação Científica e Legal

PID: S1413-65382018000500101 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: FONSECA ARAÚJO LADEIRA
RESUMO: O atendimento escolar hospitalar é normatizado por legislação própria há quase duas décadas. Dessa forma, o objetivo deste artigo foi analisar a trajetória científica e legal dessa temática, a partir de estudo comparado entre os artigos publicados na Revista Brasileira de Educação Especial que tratam especificamente desse assunto, os resultados dos encontros nacionais promovidos, os informativos semestrais divulgados e alguns trabalhos acadêmicos recentes relacionados ao tema. A técnica de pesquisa utilizada foi a pesquisa bibliográfica e documental, e a análise proposta foi a de conteúdo. Os resultados apontam que essa área do conhecimento se fundou a partir de pesquisas que, à época, mesmo que incipientes, nortearam o que se delimitaria como a essência do atendimento escolar ao doente. Apesar do aumento da oferta desse tipo de ensino, ela não necessariamente está circunscrita à escolarização no hospital, demonstrando entendimento diverso do que preconizam as normativas legais para esse serviço. Os encontros nacionais mantêm a discussão, mas também se projetam para temáticas que não dialogam diretamente com a proposta de escolarização no hospital, mas com outros aspectos relacionados à vida do doente. Os informativos semestrais focam mais especificamente nessa área de atuação. Estes divulgam estudos, legislações, eventos pertinentes, assim como aproximam os interessados por essa modalidade educacional. Considerando-se também a realidade dessa escolarização em outros países, é possível afirmar que o reconhecimento e respeito do direito de escolaridade do doente fazem com que esse serviço seja oferecido com a jurisprudência e a qualidade necessárias para o cumprimento de suas atribuições junto ao alunado doente.

Atitudes Sociais em Relação à Inclusão: Recentes Avanços em Pesquisa

PID: S1413-65382018000500021 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: OMOTE
RESUMO: Com a Declaração de Salamanca, em 1994, começaram as discussões sobre a nova proposta, a da inclusão, e então o foco de atenção deslocou-se da pessoa com deficiência para o seu meio. Essa mudança contribuiu para dar mais atenção às abordagens sociais nos estudos das deficiências. Embora internacionalmente o estudo das deficiências como fenômenos socialmente construídos tenha tido destaque já em meados do século passado, no Brasil, somente meio século depois os estudos das deficiências começam a ser influenciados por pensamentos sociais. A presença de pensamentos sociais nas discussões sobre a inclusão influenciou a natureza das pesquisas na área. Este texto analisa o avanço ocorrido nos estudos das atitudes sociais em relação à inclusão. Em uma breve descrição histórica, são apresentadas algumas escalas de atitudes sociais disponíveis para a pesquisa tanto com adultos quanto com crianças. A existência de instrumentos confiáveis de coleta de dados contribuiu para que se avolumassem as pesquisas sobre atitudes sociais em relação à inclusão. Os resultados mais importantes sugerem que as atitudes sociais em relação à inclusão podem ser modificadas por meio de atividades programadas com esse propósito. Assim, pode ser construído um ambiente escolar com as atitudes sociais genuinamente favoráveis de todo o ambiente escolar.

Atividades Lúdicas para o Desenvolvimento da Linguagem Oral e Escrita para Crianças e Adolescentes com Síndrome de Down

PID: S1413-65382018000400535 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: PELOSI SILVA SANTOS REIS
RESUMO: Este artigo teve como objetivo investigar os resultados produzidos por uma oficina de linguagem, com foco no estímulo das habilidades fonológicas, e a compreensão do sistema alfabético, com um grupo composto por cinco crianças e adolescentes com síndrome de Down, com idades entre 9 e 12 anos e 11 meses. O trabalho foi desenvolvido por equipe interdisciplinar, com duração de 90 minutos, uma vez por semana, por um ano, e realizado na brinquedoteca terapêutica de um hospital universitário da Região Sudeste do país. A metodologia foi a de estudos de casos coletivos, e a pesquisa contou com a aplicação de pré-teste, intervenção e pós-teste. Os instrumentos utilizados avaliaram a leitura de palavras isoladas; a consciência fonológica; a memória sequencial auditiva, a habilidade de repetição de palavras reais e de não palavras. Para a análise dos dados, foi utilizado o software Statistical Package for The Social Sciences - SPSS, versão 23.0, com o teste de t Student. Os resultados mostram significância estatística para as habilidades de consciência fonológica de rima, manipulação e transposição silábica, segmentação, síntese, manipulação e transposição fonêmica; memória de trabalho fonológica medida pela repetição de não palavras dissílabas e leituras de palavras isoladas trissílabas de alta frequência. Concluiu-se que a estimulação sistemática de habilidades cognitivo-linguísticas, especialmente as fonológicas, foi capaz de favorecer a aprendizagem da leitura e escrita de crianças e adolescentes com síndrome de Down.

Balanço das Dissertações e Teses em Educação Especial e Educação Inclusiva Desenvolvidas nos Programas de Pós-Graduação em Educação no Brasil

PID: S1413-65382018000400601 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: SILVA
RESUMO: Este artigo tem como objetivo discutir sucintamente os "lugares" das dissertações e das teses em educação especial no Brasil. Busca-se desvelar a sua emergência e consolidação como objeto de investigação no interior dos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE). Metodologicamente, a realização desse balanço exigiu a atualização estatística e a coleta de informações gerais (bibliografias e resumos) sobre as dissertações e as teses em análise. Essas informações vêm sendo organizadas e sistematizadas em duas bases de dados, a saber: 1) Pró-Identi; e 2) Caracter. Os principais resultados indicam que, no período de 1971 a 2016, foram defendidas 2864 dissertações e 711 teses, perfazendo um total de 3.575 defesas em Educação Especial, no âmbito dos PPGE brasileiros. Essas pesquisas foram desenvolvidas em 134 programas, com destaque para o Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos, e outros dez PPGE que juntos concentram 49,3% da produção da área. Ao consubstanciar nos autores consultados e no levantamento realizado, foi possível identificar e caracterizar três períodos dessa pesquisa no país, a saber: Pioneirismo, Expansão e Consolidação. Por fim, sinteticamente, é razoável considerar que passados 45 anos da defesa da primeira dissertação de Mestrado em Educação Especial no Brasil, a pesquisa sobre esse tema no país encontra-se consolidada.

Caracterização das Matrículas dos Alunos com Transtorno do Espectro do Autismo por Regiões Brasileiras

PID: S1413-65382018000400465 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: SANTOS ELIAS
RESUMO: O objetivo central deste estudo consistiu em caracterizar as matrículas contidas nos microdados do Censo Escolar dos estudantes com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) na sala comum nas cinco regiões do país, considerando os possíveis impactos da Lei Nº 12.764/2012. Para tal, realizou-se uma pesquisa comparativa de caráter documental, com recorte nos anos de 2009 a 2016. Para a coleta, tratamento e análise dos dados, utilizou-se o software de análise estatística IBM SPSS. As variáveis estudadas foram: total das matrículas na sala comum; sexo; etapa de ensino e total de matrículas no Atendimento Educacional Especializado. Os resultados demonstraram crescimento das matrículas dos alunos com TEA no ensino regular, sendo este mais evidente após 2012; mudança no percentual de alunos do sexo feminino e masculino ao longo do período estudado, caminhando para uma proporção de uma menina para cada 4.5 meninos com TEA; grande índice de evasão escolar, associado à baixa concentração das matrículas no AEE. Concluiu-se que, apesar do acesso à sala comum ter sido consideravelmente grande em todas as regiões do país, ainda é preciso repensar as estratégias de suporte para esse público. Quanto a Lei Nº 12.764/2012, esta aparentou impactar apenas nas duas primeiras variáveis estudadas.

Como o Compromisso com a Inclusão Tem Guiado a Necessidade de uma Maior Colaboração nos Estados Unidos

PID: S1413-65382018000500167 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: INGEN ALLSOPP BROUGHTON SIMSEK ALBRITTON WHITE
RESUMO: Neste artigo, nós fornecemos uma visão geral das políticas e práticas de educação especial promulgadas nos Estados Unidos nos últimos 25 anos. Embora tenha havido algumas melhorias nas condições para alunos com necessidades educacionais especiais, os dados obtidos continuam a indicar níveis inaceitavelmente baixos de conquistas escolares. Acreditamos que a falta de conquistas escolares destaca o fato de que é necessária mais colaboração entre professores de educação especial e do ensino regular. Descrevemos as diferentes formas de colaboração que evoluíram nas últimas duas décadas e fornecemos recomendações para o fortalecimento de colaborações no futuro.

Controle Postural em Crianças com Síndrome de Down: Avaliação do Equilíbrio e da Mobilidade Funcional

PID: S1413-65382018000200173 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: LEITE NEVES VITOR FUJISAWA
RESUMO: O atraso do desenvolvimento motor em crianças com Síndrome de Down (SD), em consequência das características e da presença dos distúrbios associados, pode levar à lentidão na aquisição ou a limitações das habilidades funcionais. Assim, este estudo teve como objetivo caracterizar o equilíbrio e a mobilidade funcional de crianças com SD, uma vez que possibilitam a execução de atividades do cotidiano. O estudo transversal com amostra de conveniência foi realizado com crianças com SD, confirmado por cariótipo, na faixa etária entre oito e 12 anos. A avaliação do controle postural foi realizada com dois instrumentais: Escala de Equilíbrio Pediátrica (EEP) e Teste de Alcance (TA). Foram avaliados 21 participantes com SD, 12 (57%) meninos e nove (43%) meninas, mediana de idade de 10 [8-11] anos. O escore obtido na EEP foi de 53 (51-54). A distância obtida no TA foi de 19 cm (17-23,5). Os resultados mostraram que a realização de atividades funcionais foi pouco afetada, conforme a mediana do escore na EEP; no entanto, alguns participantes pontuaram entre 48 a 51. As medidas atingidas no TA implicam redução da mobilidade funcional.

Crianças com Deficiência Física, Síndrome de Down e Autismo: Comparação de Características Familiares na Perspectiva Materna na Realidade Brasileira

PID: S1413-65382018000200199 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: SPINAZOLA CIA AZEVEDO GUALDA
RESUMO: O presente estudo teve por objetivo identificar e comparar as necessidades familiares e o suporte social das famílias de crianças com deficiência física, síndrome de Down e autismo, na perspectiva das mães. Participaram da pesquisa 60 mães de crianças com deficiência na faixa etária de 7 meses a 6 anos de idade, que foram divididas em três grupos: G1(DF) formado por 20 mães de crianças com deficiência física, G2(SD) formado por 20 mães de crianças com síndrome de Down e G3(A), com 20 mães de crianças com autismo. A coleta de dados ocorreu nas residências das mães e/ou nas dependências de uma universidade. Os instrumentos utilizados como medidas avaliativas foram: o Questionário de necessidades familiares (QNF) e o Questionário de suporte social (QSS). A análise dos dados foi por meio de média e de desvio padrão. Para comparação dos grupos, foi realizado teste-t. Como resultados, relacionado às necessidades, identificaram-se diferenças estatisticamente significativas, como, por exemplo, o G1 apresentou diferenças significativas em relação ao G2 e G3 nas necessidades financeiras. O G2 frente às necessidades de apoio e de funcionamento da vida familiar, e G3 no que diz respeito a explicar a situação do filho e do desenvolvimento do filho. Com relação ao suporte social, o G2 apresentou maior número de pessoas suportivas, seguido do G3 e G1, porém o G1 mostrou-se mais satisfeito com o tipo de suporte recebido. Conclui-se que o estudo pode contribuir para conhecimento das principais necessidades e do suporte que as famílias de crianças com diferentes deficiências possuem.

Desconstruindo Representações Sociais: por uma Cultura de Colaboração para Inclusão Escolar

PID: S1413-65382018000500009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: GLAT
RESUMO: As políticas públicas de inclusão representam um grande desafio para os profissionais da Educação Especial, pois demandam uma ressignificação dessa área como campo de saber e atuação, não mais se restringindo apenas ao atendimento especializado a pessoas com deficiência em espaços restritos como escolas e classes especiais. A Educação Especial contemporânea configura-se como um sistema de recursos que visa, prioritariamente, dar suporte à aprendizagem de alunos com deficiências incluídos em turmas comuns. Para tal, é fundamental o estabelecimento de uma parceria efetiva entre professores especialistas e os do ensino comum. Este texto discute a cultura de colaboração entre os professores sob a perspectiva das representações sociais estereotipadas e a função dos educadores frente à escolarização de alunos com deficiências. Defende-se que as representações docentes precisam ser revistas, em um processo interno de conscientização, para que possam ser estabelecidas práticas colaborativas, que resultem em uma transformação da dinâmica curricular das escolas, garantindo, assim, a inclusão, a participação e a aprendizagem de todos os alunos.

Educação Especial e Terapia Ocupacional: Análise de Interfaces a Partir da Produção de Conhecimento

PID: S1413-65382018000400583 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: SOUTO GOMES FOLHA
RESUMO: Este estudo teve como objetivo identificar e analisar como a Terapia Ocupacional tem se vinculado ao campo da Educação Especial no Brasil, a partir da produção de conhecimento no campo. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de revisão bibliográfica nos dois periódicos brasileiros indexados de Terapia Ocupacional: a Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo e os Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, a partir da combinação de descritores terapia ocupacional AND educação especial OR inclusão escolar OR educação inclusiva. Os resultados envolveram 18 artigos e contemplaram o horizonte temporal de 2003 a 2017. Foi possível constatar uma estreita vinculação entre a Terapia Ocupacional e a Educação Especial, mais voltada ao favorecimento da inclusão escolar de crianças com deficiências. A atuação de terapeutas ocupacionais nos contextos educacionais mostrou-se com caráter eminentemente colaborativo com professores e demais atores do cotidiano escolar, no intuito de fornecer condições e oportunidades de aprendizado e participação para crianças cujo desempenho escolar seja afetado por situações limitantes ou deficiências. As principais formas de atuação envolvem: prescrição e provimento da Tecnologia Assistiva; adaptações ambientais, de brinquedos e materiais; e formação continuada para professores. É possível concluir que diversas e importantes práticas já vêm sendo realizadas por terapeutas ocupacionais no âmbito educacional e na interface com a Educação Especial, o que ratifica que estes são profissionais aptos para compor as equipes de inclusão educacional. Destaca-se a importância do aumento da inserção desse profissional nos ambientes e nos serviços educacionais, diante de suas relevantes contribuições para o campo.

Ensino de Repertórios Expressivos a Crianças Usuárias de Implante Coclear: uma Revisão de Literatura

PID: S1413-65382018000400551 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: CRAVO ALMEIDA-VERDU SILVA MORET
RESUMO: Os objetivos desta pesquisa foram (a) verificar a quantidade de produções científicas que descrevessem procedimentos de ensino de repertório expressivo, de acordo com as categorias verbais de Skinner (1957), a crianças com implante coclear; (b) caracterizar seus métodos, considerando participantes, estímulos, materiais e delineamentos utilizados; (c) identificar variável independente manipulada e variável dependente mensurada. A metodologia seguiu o modelo PRISMA para revisões de literatura e meta-análises. A busca foi feita na Web of Science com os descritores e marcadores boleados: "Cochlear Implant", [and] "Children" [and] "Language", [and] "Teaching". Foram encontrados 39 artigos e, após aplicação dos critérios de exclusão, obteve-se 12 artigos para análise. Dentre estes, oito descreveram metodologias de ensino de repertório expressivo. Os dados apontaram uma concentração de publicações internacionais entre os anos de 2012 e 2015. O operante intraverbal tem sido o maior alvo das intervenções encontradas, seguido por tato e textual. Mais de 50% dos estudos fizeram uso de delineamentos experimentais de sujeito único, corroborando com as indicações sobre a importância desse tipo de delineamento para a pesquisa em saúde e educação. Publicações nacionais não foram encontradas, embora haja uma forte linha de pesquisa no país. Para contornar tal situação, sugere-se a inserção intencional das pesquisas que se tem ciência ao conjunto de pesquisas encontradas por meio de revisões sistemáticas. Sintetizar as publicações que apresentam metodologias de ensino a essa população pode favorecer os profissionais de Educação Especial na elaboração de suas intervenções e currículos.

Estratégias de Professores de Educação Física para Promover a Participação de Alunos com Deficiência Auditiva nas Aulas

PID: S1413-65382018000200183 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: FIORINI MANZINI
RESUMO: Este estudo objetivou analisar as estratégias de sucesso utilizadas por professores de Educação Física para promover a participação de alunos com deficiência auditiva nas mesmas atividades que os demais alunos da turma. Três professores de Educação Física do Ensino Fundamental (1° ao 5° ano) e as suas respectivas turmas em que havia um aluno com deficiência auditiva participaram do estudo. Quatro filmagens foram realizadas em cada turma, totalizando 12 aulas registradas. A análise dos filmes baseou-se na Análise Microgenética, indicada para estudar processos de mudança, orientada aos detalhes e ao recorte de episódios interativos. A partir das filmagens, cinco tipos de estratégias de sucesso foram identificadas: 1) Estratégias Prévias; 2) Estratégias de Auxílio por meio de Colega Tutor; 3) Estratégias para o Ensino da Atividade; 4) Estratégias que Decorrem da Resposta ou da Ação do Aluno; e, 5) Estratégias para a Comunicação. Conclui-se que, para criar condições favoráveis à participação de alunos com deficiência auditiva em aulas de Educação Física, foram necessárias estratégias direcionadas a diferentes aspectos de uma mesma aula. As estratégias de sucesso foram ações que tinham uma finalidade voltada ao ensino, atingiram a funcionalidade do aluno e respeitaram as características, as necessidades e as potencialidades desse aluno.

Estudo Bibliométrico dos Balanços da Produção Científica em Educacão Especial na Revista Brasileira de Educação Especial (1999-2017)

PID: S1413-65382018000500135 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: HAYASHI GONÇALVES
RESUMO: Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que buscou respostas para a seguinte questão: como se configuram as análises da produção científica em Educação Especial publicadas na Revista Brasileira de Educação Especial (RBEE)? O objetivo do estudo foi analisar os balanços da produção científica no campo da Educação Especial publicados na RBEE, visando compreender como esse periódico tem contribuído para a consolidação do conhecimento nos 25 anos de sua trajetória. A pesquisa é bibliográfica e exploratória-descritiva, pois visou examinar as dimensões quantitativa e qualitativa da produção científica selecionada para análise. Do ponto de vista metodológico, foram combinados dois tipos de abordagens: a análise bibliométrica e a análise de conteúdo. A fonte de dados foram artigos do tipo balanço de produção científica (n=60) publicados na RBEE no período entre 1999 e 2017. Os resultados obtidos foram analisados em relação às seguintes variáveis presentes nas revisões: temporalidade, autores e autorias, tipos de revisão e questão de pesquisa, fontes de informação, estratégias de busca, seleção e inclusão, tipologia documental, períodos abrangidos pelas análises, categorias e temáticas abordadas. Concluiu-se que, embora os estudos de revisão sejam necessários e relevantes para avaliar o conhecimento produzido na área de Educação Especial, ainda eles precisam ser aprimorados em seus aspectos metodológicos. Por fim, foram oferecidas sugestões para autores, editores e avaliadores de artigos científicos visando aperfeiçoar os balanços de produção científica.

Estudo Comparativo Luso-Brasileiro sobre a Formação Inicial de Professores em Altas Habilidades/Superdotação com Enfoque nos Conteúdos Curriculares

PID: S1413-65382018000300309 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: MARTINS CHACON ALMEIDA
RESUMO: Alunos com altas habilidades/superdotação (AH/SD) fazem parte do público-alvo da Educação Especial. Assim, suas particularidades requerem medidas educacionais apropriadas ao desenvolvimento máximo de suas potencialidades, envolvendo planejamento e implementação de estratégias pedagógicas condizentes com as necessidades dos estudantes, o que perpassa pela necessidade de formação de professores. Nessa perspectiva, julga-se imprescindível que o educador possua conhecimentos sobre a temática das AH/SD para que possa desenvolver práticas que favoreçam o crescimento dos potenciais e das habilidades dos alunos. Desse modo, este artigo teve por objetivo analisar os currículos da formação de professores que atuarão junto a crianças dos três aos 10 anos de idade, em duas universidades públicas, uma brasileira (Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"; UNESP, Campus de Marília) e outra portuguesa (Universidade do Minho; UMinho, Campus de Gualtar). O intuito é verificar se as AH/SD constituem, ou não, um conteúdo disciplinar presente na formação inicial oferecida. A partir da análise dos planos de ensino das disciplinas, encontraram-se indícios de que tal temática é abordada no curso de Pedagogia da UNESP e nos Mestrados em Ensino da UMinho. Pretende-se, dessa maneira, dar continuidade a essa investigação a fim de confirmar esses resultados a partir de entrevistas com os docentes e estudantes dessas universidades.

Habilidades Sociais em Universitários com Diferentes Experiências de Preparação para o Trabalho

PID: S1413-65382018000200261 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: ZUTIÃO COSTA LESSA
RESUMO: Este estudo teve como objetivos: a) comparar o repertório de habilidades sociais de alunos da Licenciatura em Educação Especial da UFSCar que participaram de estágio curricular obrigatório e/ou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) com o de alunos que não vivenciaram tais experiências; b) comparar o repertório de habilidades sociais dos alunos que trabalharam com o dos que nunca trabalharam; c) correlacionar o repertório de habilidades sociais e variáveis sociodemográficas. A pesquisa ocorreu na universidade, contou com a participação de 75 alunos, com faixa etária entre 18 e 50 anos, sendo 66 do gênero feminino e nove do masculino. Os alunos responderam individualmente ou em grupo ao questionário inicial, questionário socioeconômico e Inventário de Habilidades Sociais. Foram utilizados três testes estatísticos, sendo o Teste t para comparar as habilidades sociais dos participantes que já trabalharam com o dos alunos que nunca trabalharam; o ANOVA para comparar as habilidades sociais entre os grupos; e a correlação de Pearson para verificar correlações entre as variáveis sociodemográficas e habilidades sociais. O estudo aponta melhores resultados entre os alunos que participaram de estágio com diferença estatisticamente significativa para o fator “Autoexposição a desconhecidos e situações novas” e melhor avaliação no fator “Autocontrole da agressividade” entre os que trabalharam. Assim, infere-se que as experiências práticas de estágio e PIBID têm potencial para auxiliar os alunos no aprimoramento de seu repertório de habilidades sociais. Contudo, essas contribuições poderiam ser mais robustas se tais habilidades fossem trabalhadas intencionalmente em disciplinas específicas.

Introdução ao uso do Tablet para Comunicação Alternativa por uma Jovem com Paralisia Cerebral

PID: S1413-65382018000300327 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: PETRONI BOUERI LOURENÇO
RESUMO: Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a transição da prancha de comunicação em papel para a prancha de comunicação no tablet para uma jovem com paralisia cerebral, tendo em vista verificar a efetividade do uso desse recurso de tecnologia assistiva como um equipamento alternativo para a comunicação. Participou do estudo uma jovem com paralisia cerebral usuária de prancha de comunicação em papel tendo como material para construção uma pasta, velcro e cartões de palavras. Foi utilizado um delineamento de comparação entre intervenções com reversão com as seguintes fases experimentais: A1. e A2. não há intervenção; B. implementação de acessibilidade ao tablet; BC. implementação de acessibilidade ao tablet somada a órtese de posicionamento; BCD1. e BCD2. implementação de acessibilidade ao tablet somada à órtese de posicionamento e às modificações na mesa de apoio. Ao investigar o uso do tablet associado aos recursos de tecnologia assistiva implementados os resultados alcançados indicam dados positivos quanto aos procedimentos de ensino estabelecidos para a implementação do tablet em substituição à prancha em papel.

Jogo de Carbonos: uma Estratégia Didática para o Ensino de Química Orgânica para Propiciar a Inclusão de Estudantes do Ensino Médio Com Deficiências Diversas

PID: S1413-65382018000400567 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: MORENO MURILLO
RESUMO: A presente pesquisa procura responder uma questão complexa: Como favorecer uma educação inclusiva e, ao mesmo tempo, promover a aprendizagem da química em jovens no Ensino Médio? Como uma abordagem possível, apresentamos uma estratégia didática com dois componentes: um jogo social online junto a uma narrativa baseada em uma série de televisão popular. A validação dessa estratégia foi realizada em uma instituição de ensino colombiana com 69 alunos com idade média de 16 anos, dos quais 22 tinham algum tipo de deficiência. Os resultados obtidos mostram um desempenho acadêmico superior nos alunos que usaram o jogo em comparação com aqueles que não o fizeram. Ao mesmo tempo, eles mostraram uma atitude mais positiva em relação à metodologia da sala de aula, a interação com seus colegas de classe, como também uma maior confiança em seu processo de aprendizagem.

Levantamento Bibliográfico sobre Educação Especial e Ensino de Ciências no Brasil

PID: S1413-65382018000300343 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: SILVA BEGO
RESUMO: Com a Declaração Mundial de Educação para Todos, o Brasil optou por construir um sistema de educação inclusivo. Desse modo, é necessário que a Educação Especial seja também objeto de pesquisa sobre o Ensino de Ciências, mas estudos indicam que há pouca pesquisa na área. Assim sendo, o objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento bibliográfico nacional e avaliar como a área de pesquisa em ensino de Ciências tem abordado a temática Educação Especial. A pesquisa bibliográfica foi realizada por meio dos procedimentos de revisão definidos pela Análise de Conteúdo e utilizou como corpus de informação seis periódicos acadêmico-científicos de estratos A1 e A2 definidos pelo qualis da CAPES. As buscas foram realizadas a partir de cinco descritores: inclusão, educação inclusiva, educação especial, necessidades educacionais especiais e formação de professores. Em função dos critérios de seleção, foram encontrados apenas 28 artigos: 15 sobre ensino e aprendizagem de Ciências; 12 sobre formação de professores de ciências na perspectiva da educação especial e 1 sobre avaliação e currículo para a Educação Especial. Esses trabalhos, em sua maioria, foram escritos por Éder Pires de Camargo e Anna Maria Canavarro Benite, e o ensino de Física para deficientes visuais é a temática que mais tem sido publicada. As publicações tiveram início em 2006, com o maior número de publicações em 2015. Conclui-se que ainda é incipiente o número de pesquisas na área, possuindo pouca representatividade frente ao total de publicações nas revistas mais bem avaliadas da área.

Levantamento Sistemático dos Focos de Estresse Parental em Cuidadores de Crianças com Síndrome de Down

PID: S1413-65382018000300455 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2018
Autores: ROCHA SOUZA
RESUMO: A chegada de uma criança com Síndrome de Down (SD) requer uma readaptação familiar, demandando esforços em relação aos cuidados diários ou às rotinas terapêuticas e escolares. Os objetivos deste estudo foram compreender quais são os principais focos de estresse parental em cuidadores de crianças com SD e identificar quem são os cuidadores principais dessas crianças. Trata-se de uma revisão de literatura de abordagem qualitativa, que utilizou como referencial teórico pesquisas empíricas publicadas a partir de 2010, encontradas nos portais Google Acadêmico, Scielo e Psicologia.PT, e nos periódicos: Interação em Psicologia, CEPE UEG e Ata CIAIQ 2016. Inicialmente, foram identificadas 23 pesquisas, utilizando-se os descritores Síndrome de Down, estresse e cuidadores. Após filtragem, cinco passaram para revisão final. O resultado evidencia que o estresse parental está relacionado a três fatores - à deficiência, ao desenvolvimento da criança e ao papel do cuidador. Os principais focos de estresse foram o impacto do diagnóstico; medo da discriminação e preconceito; falta de autonomia da criança; sobrecarga emocional do cuidador; preocupação com a sexualidade; baixa escolaridade paterna; mães que não podem trabalhar; e crianças mais velhas. As mães apresentaram os níveis mais elevados de estresse. A divisão familiar equilibrada em relação aos cuidados com a criança com SD, além de um acompanhamento psicológico familiar, são alternativas para reduzir os níveis de estresse e garantir saúde física e mental aos cuidadores. Conclui-se que os focos de estresse parental são diversos e causam abalo emocional, dificuldades de aceitação e adaptação familiar.
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