☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 950 | Página 21 de 48
0 resultados selecionados

As Produções Científicas sobre as Instituições Especiais Privadas (2000-2014)

PID: S1413-65382017000300471 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: SANTOS MELETTI CABRAL
RESUMO: com o objetivo de investigar o posicionamento da área de Educação Especial no que diz respeito às instituições especiais privadas, apresenta-se um balanço das produções científicas de três fontes de referência da área, quais sejam: Revista Brasileira de Educação Especial, Revista Educação Especial (UFSM) e os anais do GT15 - Educação Especial da ANPED. De um total de 975 trabalhos produzidos entre 2000 e 2014, apenas 24 se debruçaram sobre as Instituições Especiais Privadas e, dentre esses, apenas dois problematizaram a constituição dessas instituições como espaço segregado. O baixo número de artigos preocupados em analisar criticamente essa esfera, que é ocupada por um vasto número de pessoas com deficiência, pode indicar um possível esvaziamento teórico da área e a constituição de sua produção científica como mantenedora e reprodutora de uma cultura hegemônica.

Atendimento Educacional Especializado: Reflexões sobre a Demanda de Alunos Matriculados e a Oferta de Salas de Recursos Multifuncionais na Rede Municipal de Manaus-AM

PID: S1413-65382017000300409 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: SANTOS MATOS SADIM SILVA FAIANCA
RESUMO: este estudo objetiva evidenciar e discutir os dados referentes às ofertas das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM), como espaço de Atendimento Educacional Especializado (AEE), mapeados na Rede Municipal em Manaus, com intenção de entender como esses serviços estão sendo organizados em cumprimento aos dispositivos legais para sua implementação. Como pesquisa quantitativa, de caráter descritivo, discute os dados referentes às SRM. Inicialmente fez-se um levantamento documental por meio dos regulamentos de âmbito federal que regulamentam e caracterizam a política de inclusão escolar (Educação Inclusiva). Em seguida, foram coletados dados oficiais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e da Secretaria Municipal de Educação (SEMED/Manaus) referente aos números de SRM e de alunos da Educação Especial matriculados em classes comuns, e em classes exclusivas, no Brasil e em Manaus (2009 - 2015). Levantou-se para discutir: 1) o número de alunos da Educação Especial matriculados em Classes Comuns do Ensino Regular por Divisão Distrital Zonal (DDZ); e 2) o número de escolas municipais que possuem SRM, distribuídos por DDZ das áreas urbanas e rural. Os resultados revelaram que o quantitativo de SRM implementadas na rede municipal de ensino, nos últimos três anos (2014 a 2016), tem sido insuficiente para atender o aumento de matrículas do público-alvo da Educação Especial no ensino regular. Conforme a pesquisa, estima-se um déficit de 30 SRM para atender a demanda vigente.

Atividade Lúdica na Fisioterapia em Pediatria: Revisão de Literatura

PID: S1413-65382017000400623 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: SILVA VALENCIANO FUJISAWA
RESUMO a criança desenvolve as habilidades motoras, cognitivas, comportamento emocional e moral por meio da brincadeira e da interação social, que continuam no decorrer da vida. A variedade de jogos e/ou brincadeiras contextualiza e favorece o desenvolvimento motor adequado, sendo fundamental para aprendizagem motora. O presente estudo teve como objetivo investigar a utilização do lúdico como recurso terapêutico na prática da fisioterapia pediátrica, por meio da revisão bibliográfica nas bases de dados indexadas: PubMed, Cochrane, Medline e Lilacs, utilizando-se as palavras-chave "Child", "Play and Playthings", "Physical Therapy Modalities" com o operador booleano "and". Foram levantados 15 estudos, sendo cinco sobre a utilização da atividade lúdica por meio de jogos e brincadeiras, nove por meio de jogos eletrônicos e realidade virtual e um envolvendo ambas as modalidades. As categorias mostraram benefícios e boa aceitação pelas crianças envolvidas: melhora na postura e equilíbrio corporal, motivação, fortalecimento de vínculo, maior mobilidade, redução de sintomas de dor, fadiga, ansiedade e distúrbios de sono; a melhora da função de assoalho pélvico, melhora no desempenho físico, equilíbrio, destreza, força de preensão e movimentação dos membros superiores e maior satisfação com a terapia.

Autoconceito e Autoeficácia em Crianças com Deficiência Física: Revisão Sistemática da Literatura

PID: S1413-65382017000100145 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: OLIVEIRA MATSUKURA FONTAINE
RESUMO: a presente pesquisa objetivou identificar estudos que investigaram sobre o autoconceito e a autoeficácia em crianças com deficiência física, evidenciar e discutir sobre o que eles têm revelado acerca das autoavaliações nesta população. Trata-se de um levantamento bibliográfico com critérios de revisão sistemática da literatura. A busca foi realizada nas bases de dados eletrônicas MEDLINE, LILACS, SCIELO, Biblioteca Cochrane, Index Psi Periódicos, PubMed, PePSIC e Redalyc, utilizando os termos criança, autoeficácia, autoconceito, autopercepção, pessoas com deficiência e paralisia cerebral, além de seus respectivos em inglês. Após triagem e seleção dos artigos por meio de critérios de inclusão, sete estudos foram analisados. Observou-se que todos os estudos analisados são estrangeiros, apenas um deles aborda a autoeficácia e seis investigaram sobre o autoconceito especificamente em crianças com paralisia cerebral. Os resultados sugerem que não há conformidade sobre o autoconceito em crianças com paralisia cerebral, sem evidências suficientes para concluir que este constructo seja inferior nestas crianças. Em relação a autoeficácia, crianças com deficiência física se classificam como menos competentes que crianças com outros problemas no neurodesenvolvimento. Considera-se que novas investigações são necessárias para confirmar o que a literatura sugere sobre o autoconceito e a autoeficácia em crianças com deficiência física, incluindo investigação no cenário brasileiro e contribuindo para o conhecimento de profissionais da Educação e Saúde acerca das autoavaliações nesta população.

Avaliação das Habilidades Sociais de Crianças com Deficiência Intelectual sob a Perspectiva dos Professores

PID: S1413-65382017000100097 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: FERREIRA MUNSTER
RESUMO: o objetivo do presente estudo foi avaliar as habilidades sociais de alunos com deficiência intelectual, antes e após um programa de Educação Física, sob a perspectiva dos professores. Desenvolveu-se sob abordagem quantitativa, com delineamento quase-experimental. A amostra foi composta por sete crianças com idade entre sete e 14 anos (M=10; DP=2.61) e três professores com idade entre 24 e 45 anos (M=37.67; DP=12.34). Os participantes foram avaliados pelos respectivos professores, por meio do instrumento Sistema de Avaliação das Habilidades Sociais (SSRS-BR), aplicado antes e após um programa de intervenção em Educação Física. O programa foi composto por 24 sessões, com duração de 40 minutos cada, durante dois meses. As informações obtidas por meio do SSRS-BR foram analisadas quantitativamente pelo Método JT. Dos sete participantes, cinco obtiveram mudança positiva confiável nas habilidades sociais após o programa de Educação Física. A categoria social mais influenciada foi a responsabilidade, sendo que houve uma mudança positiva nas habilidades sociais globais. Conclui-se que após o programa de Educação Física as crianças com deficiência intelectual obtiveram um aumento no escore global das habilidades sociais.

Avaliação do Brincar de Faz de Conta de Pré-Escolares: Revisão Integrativa da Literatura

PID: S1413-65382017000200309 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: LUCISANO NOVAES SPOSITO PFEIFER
RESUMO: esta revisão integrativa da literatura objetivou identificar estudos sobre como o brincar simbólico/faz de conta de pré-escolares tem sido avaliado, quais os objetivos destes estudos e quais instrumentos têm sido utilizados para avaliar esse comportamento. Os dados foram coletados nas bases de dados CINAHL (Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature), PubMed, Web of Science, PsycINFO (Psychology Information), Scopus, e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), entre os anos 2009 e 2015, utilizando-se palavras-chave e descritores do DeCS (Descritores em Ciência da Saúde) e do MeSH (Medical Subject Headings), em diferentes combinações: criança pré-escolar/child preschool; brinquedo terapêutico/play therapy; faz de conta/make believe/pretend play; jogo simbólico/symbolic play. A amostra final constituiu em 16 artigos. As publicações sobre o brincar simbólico/faz de conta de pré-escolares têm sido tênues, demonstrando que ainda há muito a avançar no assunto. Dentre os instrumentos citados verifica-se que o Child Initiated Pretend Play Assessment (ChIPPA) foi o mais utilizado, estando presente em cinco artigos, envolvendo população diversa (deficiência cognitiva, lesão cerebral adquirida, paralisia cerebral e autismo). Os estudos focalizam, em sua maioria, crianças de desenvolvimento típico, objetivando obter um parâmetro para identificação do desempenho do brincar simbólico/faz de conta esperado, além de demonstrar que ao se avaliar este brincar é possível verificar outros aspectos importantes para o desenvolvimento infantil, como os emocionais e cognitivos, as habilidades sociais e de comunicação, possibilitando identificar possíveis déficits destas crianças e auxiliar os profissionais em suas práticas clínicas.

Avaliação e Inclusão na Pré-Escola: Experiências e Concepções de Professoras sobre a Utilização de um Sistema de Acompanhamento das Crianças

PID: S1413-65382017000300391 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: SILVA PORTUGAL
RESUMO: este artigo tem por objetivo apresentar experiências e concepções de professoras de educação infantil sobre a utilização de um Sistema de Acompanhamento de Crianças (SAC) enquanto método de avaliação de suas práticas educativas, dos processos de desenvolvimento das crianças e de suporte para inclusão escolar. O SAC propõe uma avaliação processual e contínua, atenta à experiência de cada criança, e visa promover as melhores respostas educativas a todas e a cada criança. Participaram da pesquisa cinco professoras de educação infantil de duas escolas públicas de uma cidade paulista que, ao longo de quatro meses, estudaram e utilizaram o SAC no contexto da sua prática pedagógica. As suas experiências e concepções foram obtidas por meio de entrevistas semiestruturadas. Todas as participantes manifestaram satisfação em terem conhecido e utilizado o SAC e o consideraram um importante instrumento de avaliação. Nas falas, destacaram-se também a possibilidade de ouvir as crianças e a importância dada à sua iniciativa e autonomia nas atividades. Sobre a educação inclusiva, de modo geral, ficou evidenciado que o sistema pode ser uma ferramenta importante para auxiliar as professoras nos processos de inclusão. Quanto às reflexões sobre contextos, estratégias e práticas educativas, a maioria deu maior destaque para as dificuldades relacionadas à falta de tempo, espaço físico e recursos materiais. Também foram relatadas algumas contribuições que o uso do SAC trouxe às professoras nas suas práticas pedagógicas, especificamente com relação a melhoria de ofertas educativas promotoras de maior autonomia das crianças e de ações mais inclusivas.

Benefícios e Nível de Participação na Intervenção Precoce: Perspectivas de Mães de Crianças com Perturbação do Espetro do Autismo

PID: S1413-65382017000400505 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: COSSIO PEREIRA RODRIGUEZ
RESUMO a Intervenção Precoce (IP) na Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) é eficaz quando os profissionais realizam o apoio com base nas práticas centradas na família. Assim, o profissional tem como responsabilidade facilitar e disponibilizar recursos que promovam a participação e o reconhecimento das competências das famílias, para que estas possam alcançar benefícios efetivos resultantes da IP. O presente artigo teve como finalidade analisar e compreender os benefícios do apoio da IP para seis mães de crianças com PEA, de 3 a 6 anos, assim como o tipo de participação que estas mães consideram ter no processo de apoio da IP. Neste sentido, foram definidos os seguintes objetivos de investigação: 1) analisar e compreender o nível de participação das mães nos diferentes momentos do processo de apoio (planificação e intervenção) e 2) analisar e compreender os benefícios do apoio da IP. A metodologia utilizada foi de natureza qualitativa, o instrumento de recolha de dados utilizado foi a entrevista semiestruturada e a técnica de análise de dados foi a análise de conteúdo. Os resultados globais deste estudo permitem-nos concluir que: todas as participantes consideraram obter benefícios da IP nas diversas áreas de desenvolvimento dos seus filhos. Grande parte das entrevistadas sente-se satisfeitas com os apoios, são informadas sobre seus direitos e possuem uma relação positiva com as profissionais. As famílias que participaram na elaboração do Plano Individual de Intervenção Precoce identificaram não só os seus objetivos e preocupações, como também participaram na implementação do Plano nos seus contextos naturais.

Competências Digitais e Superdotação: uma Análise Comparativa sobre a Utilização de Tecnologias

PID: S1413-65382017000400517 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: PEDRO CHACON
RESUMO diante da popularização das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) e da facilidade de acesso à internet que temos atualmente, não podemos ignorar que os estudantes de hoje estão imersos em uma cultural digital, apresentam características e comportamentos diferenciados, são influenciados pelo enorme fluxo de informações disponíveis na internet e pela interatividade imediata proporcionada pelos recursos digitais. Considerando as habilidades destes estudantes em buscar, selecionar e compartilhar informações, é possível refletir e investigar a maneira como os estudantes precoces e/ou com comportamento superdotado relacionam-se com a tecnologia. Consideramos as TDIC como importantes ferramentas intelectuais para enriquecimento de estudantes superdotados, no entanto, é necessário identificar as habilidades que são específicas destes estudantes e aquelas que são comuns a todos os nativos digitais, para que possamos orientá-los e ajudá-los a desenvolver competências digitais. Sendo assim, o objetivo deste estudo é verificar a qualidade das ações de estudantes nativos digitais sem e com precocidade e/ou comportamento superdotado em relação às TDIC. Quanto ao método, trata-se de um estudo comparativo que descreve o uso que os estudantes precoces e/ou com comportamento superdotado (G1) e estudantes sem esta especificidade (G2), dos anos iniciais e finais do ensino fundamental, fazem das TDIC. Observamos que embora as habilidades e competências digitais dos estudantes, de ambos os grupos, sejam semelhantes, os estudantes do G1 demonstravam mais qualidade nas ações. Constatamos que G1 apresentou mais ações conscientes, tendo ocorrido maior diferença entre os estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, atribuída às características do fenômeno da precocidade.

Compreendendo o Processo de Inclusão Escolar no Brasil na Perspectiva dos Professores: uma Revisão Integrativa

PID: S1413-65382017000200293 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: SILVA CARVALHO
RESUMO: a educação inclusiva garante, por lei, o direito de acolher todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas, dentre outras. O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa que analisou o conteúdo de publicações nacionais do período de janeiro de 2011 a abril de 2016 para compreender quais os facilitadores e as limitações do processo de inclusão escolar no Brasil na visão dos professores. Após busca sistemática no SciELO, LILACS, Web of Science, ERIC, Gale, UFLA, IBICT e Sistema de Bibliotecas da Unicamp, com as palavras-chave: Special Education, Teacher e Brazil*, 16 artigos foram recuperados e lidos na íntegra. Os resultados e discussão foram apresentados em cinco categorias: 1) concepções sobre os recursos e estratégias utilizadas no ensino, 2) a política de educação especial e as capacitações oferecidas pelo poder público, 3) concepções sobre o processo de ensino - aprendizado, 4) as lacunas oriundas da formação inicial dos professores e a 5) necessidade de conhecer as especificidades do aluno. Assim, o estudo aponta os fatores que interferem no processo de inclusão escolar, destacando o desconhecimento dos professores sobre a política de inclusão e sobre as capacidades e limitações do aluno no que tange a deficiência e os interesses pessoais, a falta de recursos oferecidos pelo poder público para efetivação de suas ações, e a falta de profissionais especializados na área de educação especial para o suporte aos professores. Sugerem-se novos estudos sobre as contribuições efetivas dos profissionais de outras áreas na estruturação de recursos e estratégias de apoio a prática educacional.

Concepção do Primeiro Curso Online de Pedagogia em uma Perspectiva Bilíngue Libras-Português

PID: S1413-65382017000100021 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: MACHADO TEIXEIRA GALASSO
RESUMO: o presente artigo tem como objetivo contextualizar o processo de construção do primeiro curso superior online de Pedagogia Bilíngue (Libras- Português). Esta iniciativa é resultado de demanda do Governo Federal que instituiu a criação de cursos de Pedagogia na perspectiva bilíngue como parte integrante do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Neste artigo, procuramos evidenciar o posicionamento político-pedagógico do Curso, a dinâmica entre os fundamentos da educação online colaborativa e as especificidades da educação de surdos, criando um lócus de realização capaz de potencializar as interações entre estudantes surdos e não-surdos por meio do círculo de cultura.

Contratação de Pessoas com Deficiência nas Empresas na Perspectiva dos Profissionais de Recursos Humanos

PID: S1413-65382017000300345 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: LORENZO SILVA
RESUMO: esta pesquisa tem como objetivo descrever e analisar características do processo de contratação de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho em empresas privadas no interior paulista. Também pretende descrever o perfil desses empregados nessas empresas. A coleta de dados foi realizada com 12 profissionais de Recursos Humanos por meio de um roteiro de entrevista semiestruturado cuja análise ocorreu por meio da técnica de análise conteúdo. Os resultados revelaram que: 1) os profissionais de recursos humanos não procuraram apoio de serviços terceirizados para especificar as vagas, recrutar ou selecionar os candidatos; 2) as vagas ofertadas eram predominantemente operacionais, em funções mais simples; 3) as contratações foram motivadas pela obrigatoriedade da lei; 4) a remuneração era baixa e os desligamentos geralmente acontecem por solicitação do trabalhador; 5) em todas as empresas pesquisadas havia pessoas contratadas com deficiência intelectual e, em menor número, pessoas com deficiência física; 6) a maioria dos funcionários contratados possuía Ensino Fundamental completo. Conclui-se que a escolarização é imprescindível às pessoas com deficiência para a conquista do emprego e que havia desconhecimento, por parte das empresas, quanto ao conceito adequado de inclusão profissional, indicando a necessidade de ações integradas que contemplem esses aspectos para benefício dos trabalhadores e das empresas.

Contribuições da Arte ao Atendimento Educacional Especializado e à Inclusão Escolar

PID: S1413-65382017000400489 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: NEVES
RESUMO este texto objetiva propor uma discussão acerca das contribuições da Arte ao Atendimento Educacional Especializado, direcionado ao público-alvo da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Com base na teoria da Cognição Imaginativa, busca-se apresentar a arte como área de conhecimento dotada de características que dialogam com os objetivos dos trabalhos desenvolvidos nas Salas de Recursos Multifuncionais, oferecidos aos alunos com deficiências, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades e três modelos de trabalho com Arte e Inclusão são relatados: 1) uma oficina desenvolvida na ONG Nosso Sonho (SP), reunindo seis crianças com paralisia cerebral, descrita em Tese de doutorado em Artes Visuais (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo); 2) um livro que sistematiza quinze anos de trabalho do Instituto Rodrigo Mendes (RJ), que desenvolve projetos em arte-educação para sujeitos com e sem deficiência; e, 3) o trabalho da ONG Corpo Cidadão, que, em uma de suas unidades de educação social, desenvolve oficinas de arte com alunos de escola especial juntamente com alunos de escolas regulares, na grande Belo Horizonte. Enfocando a criação e imaginação como uma atividade humana, e não como uma faculdade dada a priori, o ensaio propõe que a arte deve ser um componente nas atividades desenvolvidas nos espaços de Atendimento Educacional Especializado, direcionadas, principalmente, aos alunos com deficiências intelectuais.

Desenvolvimento Psíquico e Elaboração Conceitual por Alunos com Deficiência Intelectual na Educação Escolar

PID: S1413-65382017000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: PADILHA
RESUMO: considerando que o desenvolvimento humano é passagem do ser biológico ao ser cultural e que são as condições de existência, criadas pelos homens, ao longo da história de cada povo, que promovem o desenvolvimento das funções propriamente humanas, neste texto pretende-se dar destaque à elaboração conceitual, própria da educação escolar, pelos alunos com deficiência intelectual. O percurso da reflexão segue trazendo, primeiramente, as bases teóricas da Psicologia Histórico-Cultural para a compreensão das leis gerais que regem o desenvolvimento cultural das pessoas. Em seguida, desenvolvem-se argumentos acerca das funções psicológicas superiores ou culturais e a elaboração conceitual como condição e caminho desse desenvolvimento. Na terceira parte, apresenta-se a mediação entre os fundamentos da Psicologia Histórico-Cultural e a educação escolar realizada pela Pedagogia Histórico-Crítica. Conclui-se abordando as práticas pedagógicas e as possibilidades que se abrem para a educação das pessoas com deficiência, uma vez que, por meio delas, se dê a significação do mundo e de si, elevando e transformando, portanto, os conhecimentos cotidianos em direção à apropriação dos conceitos científicos.

Emoção e Exclusão: Ideias-Chave de Vygotsky para Rever Nosso Papel em uma Escola com um Ambiente de Diversidade Cultural

PID: S1413-65382017000200169 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: MELLA LAVOIE RAPIMÁN MILLÁN
RESUMO: pesquisas demonstram que crianças pertencentes a grupos minoritários com diagnóstico de transtornos emocionais e comportamentais estão superrepresentadas, sendo as minorias étnicas as mais afetadas. Os diagnósticos resultaram em racismo e discriminação. Este artigo reflete sobre a necessidade de desenvolver modelos de inclusão mais integrados e dinâmicos para as escolas. Com base nas ideias de Vygotsky, faz-se uma reflexão sobre a educação emocional nas escolas, especificamente sobre a necessidade de incluir - na formação de professores - o papel principal das regras culturais emocionais na dinâmica de exclusão / inclusão de minorias. O artigo conclui com propostas a serem consideradas para uma visão culturalmente sensata sobre inclusão.

Exercitar as Funções Psíquicas: Ortopedia Mental como Método de Ensino das Classes Especiais (1930)

PID: S1413-65382017000100127 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: PETERSEN ASSIS
RESUMO: a pesquisa apresentada investigou o método de Ortopedia Mental elaborado pela educadora Helena Antipoff, enfocando seus fundamentos teóricos. Utilizamos como fontes os textos da educadora escritos na década de 1930 e compilados em dois volumes da Coletânea das obras escritas de Helena Antipoff: Psicologia Experimental e Educação do excepcional. Helena Antipoff dirigiu o Laboratório de Psicologia da Escola de Aperfeiçoamento de Belo Horizonte, instituição de formação de professores e técnicos em Educação. Processos de homogeneização de classes faziam parte da reforma proposta a partir de 1927. Durante a implantação das classes homogêneas, entre 1930 e 1935, a psicóloga russa fez uma crítica à limitação dessa ação isolada e concluiu que apenas a homogeneização não traria resultados suficientes para a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos. Antipoff empenhou-se em propor programas que pudessem oferecer à criança um ensino que respeitasse suas particularidades, ao mesmo tempo que treinasse professores para sua execução. Um desses programas era a Ortopedia Mental, técnica utilizada por Binet, e para a qual a educadora adaptou princípios educacionais e procedimentos de vários autores. Na aplicação da Ortopedia Mental, Helena Antipoff valorizava o empenho, a criatividade e o envolvimento que o professor deveria ter com sua classe na elaboração de atividades capazes de despertar o interesse das crianças e desenvolver, ao mesmo tempo, suas faculdades mentais.

Experiência de Visitantes com Deficiência Visual na Sala de Física do Museu de Ciências da Universidade Estadual de Maringá

PID: S1413-65382017000300423 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: GRANDI GOMES
RESUMO: este trabalho analisou a experiência museal que visitantes com deficiência visual tiveram em um ambiente de Física num Museu de Ciências. Por experiência museal entende-se o conjunto composto pelas principais emoções, sensações, vivências e aprendizagens, resultantes da interação do visitante com os objetos e os discursos presentes no museu. Participaram deste estudo seis alunos do CAE-DV de dois colégios públicos de Maringá. A coleta dos dados foi dividida em três momentos: entrevista semiestruturada pré-visita; observação não-participante durante a visita e entrevista semiestruturada pós-visita. A análise dos dados observacionais fundamentou-se num conjunto categorias já desenvolvidas na literatura. A análise dos dados provenientes das entrevistas semiestruturadas foi fundamentada na Análise Textual Discursiva. Os resultados mostraram que o simples cuidado em fazer com que as explicações dos aparatos pelos monitores fossem acompanhadas pelo toque e manuseio do visitante com deficiência visual foi responsável por permitir uma experiência museal gratificante para os participantes. Ao se sentirem acolhidos pela atenção diferenciada dada nas descrições dos experimentos, eles ficaram mais à vontade e ativos nos diálogos que ocorreram durante a visita, despertando o interesse em querer aprender o que foi apresentado em cada experimento.

Funções Executivas na Dislexia do Desenvolvimento: Revendo Evidências de Pesquisas

PID: S1413-65382017000300439 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: MEDINA MINETTO GUIMARÃES
RESUMO: o objetivo deste artigo é fazer uma revisão sistemática de literatura a fim de analisar produções científicas que abordam as funções executivas (FE) e a dislexia. O método consiste num levantamento de artigos publicados na Biblioteca Virtual em Saúde, no Portal de Periódicos da CAPES e na PUBMED. Foram selecionados 28 trabalhos, sendo 9 do PUBMED, 14 dos Periódicos da CAPES, 4 da BVS e um manualmente. Resultados indicaram que os estudos selecionados não avaliam as FE da mesma forma. Alguns avaliam as FE como um componente global, o qual demonstra pouca diferença comparando os disléxicos a leitores típicos, outros avaliam os componentes principais das FE, que são o Controle Inibitório, a Flexibilidade Cognitiva e a Memória de Trabalho (MT), e um terceiro grupo de estudos avalia a MT também em seus subcomponentes: MT visuoespacial, executivo central e MT verbal ou fonológica. É possível concluir que o estudo das FE em disléxicos está em pleno desenvolvimento. Nos últimos 5 anos, o interesse nesta temática aumentou, inclusive no Brasil, expresso pelo aumento no número de estudos publicados. Porém, ainda há muito que se conhecer, principalmente sobre o efeito de intervenções envolvendo as FE.

Intervenção Comportamental Precoce e Intensiva com Crianças com Autismo por Meio da Capacitação de Cuidadores

PID: S1413-65382017000300377 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: GOMES SOUZA SILVEIRA OLIVEIRA
RESUMO: o estudo avaliou os efeitos do primeiro ano de Intervenção Comportamental Intensiva no desenvolvimento de 9 crianças com autismo, com idades entre 1 ano e 3 meses e 2 anos e 11 meses, atendidas por um centro brasileiro especializado. A intervenção, conduzida por aproximadamente 15 horas semanais, foi realizada na residência dos participantes por meio da capacitação dos cuidadores. As crianças foram avaliadas pelo Psychoeducational Profile-Revised - PEP-R e pelo Inventário Portage Operacionalizado- IPO, no início e ao término da intervenção. Os dados foram analisados individualmente e os resultados indicaram ganhos no desenvolvimento de todas as crianças, embora em graus variados.

Modelagem em Vídeo para o Ensino de Habilidades de Comunicação a Indivíduos com Autismo: Revisão de Estudos

PID: S1413-65382017000400595 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: RODRIGUES ALMEIDA
RESUMO as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) apresentam limitações específicas nas habilidades de comunicação. A modelagem em vídeo (MV) é considerada uma prática baseada em evidências para indivíduos com TEA pelo fato desta população preferir e responder melhor às estratégias de ensino por meio de pistas visuais. Neste sentido, o objetivo desta revisão foi discutir os resultados das intervenções que implementaram a MV para ensinar habilidades de comunicação para indivíduos com TEA. Para tanto, três critérios de inclusão foram estabelecidos, sendo eles: a) os estudos deveriam utilizar como variável independente a modelagem em vídeo isoladamente, associada a outra intervenção ou como parte de um pacote de tratamentos; b) as habilidades de comunicação deveriam fazer parte da variável dependente, mesmo que estivessem presentes outras habilidades; c) todos os estudos deveriam ter participantes com Transtorno do Espectro Autista. Foi utilizado como banco de dados o Portal de Periódico da CAPES, com descritores específicos. O período determinado neste estudo foi de 2010 a 2016. Somente 11 artigos apresentaram os critérios de inclusão determinados neste estudo. Estes estudos enfatizaram os ganhos da pessoa com TEA em suas habilidades de comunicação por meio da MV. Dados os resultados positivos relatados nestes 11 estudos, há evidências suficientes para concluir que a MV é um procedimento indicado para ensinar uma variedade de habilidades comunicativas para crianças com TEA. Conclui-se que este estudo sumarizou intervenções que empregaram a MV para o ensino de habilidades de comunicação, proporcionando direções para pesquisas futuras.
Reportar erro A